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  • “O matrimônio seja honroso entre todos”
    A Sentinela — 1993 | 15 de fevereiro
    • “O matrimônio seja honroso entre todos”

      “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado.” — HEBREUS 13:4.

      1. O que aprenderam muitos sobre o casamento bem-sucedido?

      MILHÕES de pessoas, mesmo nesta era de divórcio fácil, desfrutam um casamento duradouro. Encontraram uma fórmula para ter bom êxito, apesar das diferenças de personalidade e de formação. Casamentos assim existem entre as Testemunhas de Jeová. Na maioria dos casos, esses casais admitem que tiveram seus altos e baixos, e até mesmo alguns motivos de queixa recíproca. Mas, aprenderam a superar as pequenas crises conjugais e a manter seu casamento funcionando. Quais são alguns dos fatores que os habilitaram a continuar? — Colossenses 3:13.

      2. (a) Quais são alguns dos fatores positivos que sustentam o casamento? (b) Quais são alguns dos fatores que podem subverter o casamento? (Veja o quadro na página 14.)

      2 Os comentários de alguns cujo casamento cristão tem sido feliz e duradouro são bastante reveladores. Um marido, casado há 16 anos, disse: “Sempre que surge um problema, fazemos realmente questão de ouvir o ponto de vista um do outro.” Isto salienta um dos fatores consolidadores em muitos casamentos — comunicação aberta, franca. Uma esposa, casada há 31 anos, declarou: “Segurarmos as mãos um do outro e nos divertirmos para conservar o romance entre nós sempre teve prioridade.” E este é um aspecto adicional da comunicação. Outro casal, casados já por quase 40 anos, destacou a importância de se manter o senso de humor, de se poder rir de si mesmo e um do outro. Disseram também que foi de ajuda conseguir enxergar o melhor e o pior um no outro e, ainda assim, mostrar amor leal. O marido mencionou a disposição de admitir erros e então pedir desculpas. Havendo um espírito de concessão, o casamento forçosamente se ajusta, em vez de se romper. — Filipenses 2:1-4; 4:5, Kingdom Interlinear.

      Situação mudada

      3, 4. Que mudança de atitude tem havido com respeito à fidelidade no casamento? Pode citar exemplos?

      3 Nas últimas décadas, os conceitos sobre a fidelidade conjugal têm mudado em todo o mundo. Alguns casados acham que não há nada de errado em ter um caso extraconjugal, eufemismo moderno de adultério, especialmente se o cônjuge souber disso e o aceitar.

      4 Um superintendente cristão comentou esta situação: “O mundo virtualmente abandonou toda a tentativa séria de viver segundo um código de moral. A conduta casta passou a ser encarada como antiquada.” Personalidades de destaque na política, nos esportes e no entretenimento violam flagrantemente as normas bíblicas de comportamento moral, mas essas pessoas continuam a ser celebrizadas. Não há virtualmente nenhum estigma ligado a qualquer tipo de transgressão ou perversão moral. A castidade e a integridade raras vezes foram valorizadas pela chamada alta sociedade. Daí, baseado no princípio de ‘o que vale para um vale para outro’, as massas do povo seguem este exemplo e toleram o que Deus condena. É conforme o expressou Paulo: “Tendo ficado além de todo o senso moral, entregaram-se à conduta desenfreada para fazerem com ganância toda sorte de impureza.” — Efésios 4:19; Provérbios 17:15; Romanos 1:24-28; 1 Coríntios 5:11.

      5. (a) Qual é o conceito de Deus sobre o adultério? (b) O que abrange o uso bíblico da palavra “fornicação”?

      5 As normas de Deus não mudaram. Seu conceito é que coabitar sem se casar significa viver em fornicação. A infidelidade no casamento ainda é adultério.a O apóstolo Paulo declarou de modo bem claro: “O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens . . . herdarão o reino de Deus. E, no entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados, mas vós fostes santificados, mas vós fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus.” — 1 Coríntios 6:9-11.

      6. Que incentivo encontramos nas palavras de Paulo em 1 Coríntios 6:9-11?

      6 Um ponto animador neste texto é a expressão de Paulo: “No entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados.” Sim, muitos dos que no passado corriam no degradado “antro vil de devassidão” do mundo caíram em si, aceitaram Cristo e seu sacrifício e foram lavados. Escolheram agradar a Deus por levar uma vida de boa moral e em resultado disso são mais felizes. — 1 Pedro 4:3, 4.

      7. Que conflito existe no entendimento do sentido de “imoralidade” e qual é o conceito da Bíblia?

      7 Por outro lado, a definição de imoralidade feita pelo mundo moderno é tão atenuada que não se harmoniza com o conceito de Deus. Certo dicionário define “imoral” como “contrário à moral vigorante”. A atual “moral vigorante”, que tolera o sexo pré-marital e extramarital, bem como o homossexualismo, é o que a Bíblia condena como imoralidade. Sim, do ponto de vista bíblico, a imoralidade é flagrante violação do código de moral de Deus. — Êxodo 20:14, 17; 1 Coríntios 6:18.

      Influi na congregação cristã

      8. Como pode a imoralidade influir nos membros da congregação cristã?

      8 A imoralidade hoje é tão prevalecente que pode até mesmo exercer pressão sobre os membros da congregação cristã. Pode influenciá-los por meio de amplamente difundidos e degradantes programas de TV, vídeos e matéria pornográfica. Embora afete apenas uma pequena parcela dos cristãos, tem de se reconhecer que a maioria dos casos de desassociação de Testemunhas de Jeová, por motivo de conduta impenitente, imprópria para o cristão, de alguma forma relaciona-se com a imoralidade sexual. Do lado positivo, boa parte dos desassociados por fim reconhecem seus erros, retomam o modo limpo de vida e, com o tempo, são readmitidos na congregação. — Veja Lucas 15:11-32.

      9. Como manipula Satanás os incautos?

      9 Não há dúvida de que Satanás ronda como um leão que ruge, pronto para devorar os incautos. Suas maquinações, ou “artimanhas”, enlaçam todo ano cristãos incautos. O espírito que prevalece neste mundo é egoísta, hedonista e dissoluto. Visa agradar a carne. Rejeita o autodomínio. — Efésios 2:1, 2; 6:11, 12, nota de rodapé; 1 Pedro 5:8.

      10. Quem está sujeito à tentação, e por quê?

      10 Na congregação, quem talvez fique exposto às tentações da imoralidade? A maioria dos cristãos, sejam eles anciãos na congregação local, superintendentes viajantes, betelitas, pioneiros que pregam muitas horas por mês, pais atarefados em criar os filhos ou jovens em face da pressão de colegas. Todos sofrem tentações da carne. A química sexual pode ser estimulada quando menos se espera. De modo que Paulo podia escrever: “Quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia. Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens [e mulheres].” É lamentável, mas alguns cristãos em cargos de responsabilidade sucumbiram a este engodo da imoralidade. — 1 Coríntios 10:12, 13.

      Provocado e engodado

      11-13. Quais são algumas das situações que têm levado à imoralidade?

      11 Quais são as tentações e as situações que levaram alguns ao proceder tolo do adultério e da fornicação? São muitas e complexas, e podem variar segundo o país ou a cultura. Mas existem certas situações básicas que se apresentam em muitos países. Por exemplo, relata-se que alguns têm organizado festas em que há livre acesso a bebidas alcoólicas. Outros sentem-se atraídos pela música sugestiva e pelas danças provocativas do mundo. Em certas regiões da África, há homens ricos — não cristãos — que têm amantes; algumas mulheres sentiram-se tentadas a procurar segurança econômica em tal situação, embora envolva imoralidade. Em outras regiões, maridos cristãos ficam longe da família a fim de ganhar a vida trabalhando em minas ou em outros lugares. Daí, sua lealdade e fidelidade são testadas em um grau ou de maneiras pelas quais não teriam passado em casa.

      12 Nos países desenvolvidos, alguns caíram na armadilha de Satanás por ficarem muitas vezes com alguém do sexo oposto sem uma terceira pessoa presente — como ficar regularmente juntos dentro de um carro nas aulas de volante.b Também os anciãos que fazem visitas de pastoreio precisam acautelar-se para não ficar sozinhos com uma irmã ao aconselhá-la. A conversa pode ficar emocionalmente tensa e resultar numa situação embaraçosa para ambos. — Veja Marcos 6:7; Atos 15:40.

      13 As circunstâncias que acabamos de mencionar têm levado alguns cristãos a afrouxar a vigilância e a cometer atos imorais. Assim como aconteceu no primeiro século, deixaram-se ‘provocar e engodar pelos seus próprios desejos carnais’, o que tem levado a pecados. — Tiago 1:14, 15; 1 Coríntios 5:1; Gálatas 5:19-21.

      14. Por que é o egoísmo um fator básico em casos de adultério?

      14 Um exame cuidadoso das desassociações mostra que os atos imorais têm certos fatores básicos em comum. Há em tais casos alguma forma de egoísmo. Por que dizemos isso? Porque, em casos de adultério, uma ou várias pessoas inocentes ficam prejudicadas. Pode ser o cônjuge legal. Certamente serão os filhos, se houver, porque se o adultério resultar em divórcio, os filhos, que desejam ter a segurança duma família unida, talvez paguem o preço mais elevado. A pessoa adúltera pensa primariamente no seu próprio prazer e vantagem. Isto é egoísmo. — Filipenses 2:1-4.

      15. Quais podem ter sido algumas das causas que levaram ao adultério?

      15 O adultério não costuma ser um ato de fraqueza repentina. Acontece antes uma gradual, mesmo imperceptível, deterioração no próprio casamento. Talvez a comunicação fique rotineira ou vazia. Pode ter havido pouco encorajamento mútuo. Cada cônjuge talvez tenha deixado de mostrar apreço pelo outro. Pode ser que os cônjuges já por algum tempo não se tenham satisfeito sexualmente. Por certo, se ocorre o adultério, é porque também tem havido uma relação minguante com Deus. Não se percebe mais claramente a Jeová como Deus vivente, cônscio de todos os nossos pensamentos e atos. Pode até acontecer que, na mente do adúltero, “Deus” tornou-se mera palavra, uma entidade abstrata, que não faz parte da vida diária. Assim se torna mais fácil pecar contra Deus. — Salmo 51:3, 4; 1 Coríntios 7:3-5; Hebreus 4:13; 11:27.

      A chave da resistência

      16. Como pode o cristão resistir à tentação de ser infiel?

      16 Caso um cristão se veja tentado a praticar um ato de infidelidade, que fatos deve tomar em consideração? Em primeiro lugar, deve pensar no significado do amor cristão, baseado solidamente em princípios bíblicos. Nunca deve permitir que o amor físico ou erótico tome conta e o leve a cair no egoísmo, causando sofrimento a outros. Em vez disso, a situação deve ser considerada do ponto de vista de Jeová. Deve ser encarada no contexto maior da congregação e da desonra que a má conduta causaria a ela e ao nome de Jeová. (Salmo 101:3) Pode-se evitar um desastre por se adquirir a maneira de pensar de Cristo sobre o assunto e daí agir concordemente. Lembre-se, o amor altruísta como o de Cristo nunca falha. — Provérbios 6:32, 33; Mateus 22:37-40; 1 Coríntios 13:5, 8.

      17. Que exemplos edificantes de fidelidade temos?

      17 A chave da resistência é fortalecer a fé e a visão da esperança à frente. Isto significa dar destaque no coração aos notáveis exemplos de integridade de homens e mulheres fiéis da antiguidade, e do próprio Jesus. Paulo escreveu: “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus. Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus. Deveras, considerai de perto aquele que aturou tal conversa contrária da parte de pecadores contra os próprios interesses deles, para que não vos canseis nem desfaleçais nas vossas almas.” (Hebreus 12:1-3) Em vez de arruinar o casamento, a pessoa sábia pensará em meios de consertar quaisquer danos para recuperá-lo, evitando assim cair na armadilha da perfídia e do fingimento. — Jó 24:15.

      18. (a) Por que perfídia não é uma palavra forte demais para descrever o adultério? (b) Como encara Deus o cumprimento de votos?

      18 É perfídia, que significa traição, uma palavra forte demais para a imoralidade? Traição significa violar a confiança ou a fé. Certamente, os votos maritais envolvem confiança e a promessa de amar e prezar, venha o que vier, em tempos bons e em tempos maus. Envolvem algo que muitos acham estar fora da moda nos dias de hoje — a palavra de honra expressa nos votos maritais. Violar esta confiança é cometer uma forma de traição contra o cônjuge. O conceito que Deus tem dos votos é claramente expresso na Bíblia: “Sempre que fizeres um voto a Deus, não hesites em pagá-lo, pois não há agrado nos estúpidos. O que votares, paga.” — Eclesiastes 5:4.

      19. Em contraste com que alegria Satanás se alegra quando uma Testemunha fracassa?

      19 Não haja dúvida sobre isso. Assim como há muita alegria no céu por causa da salvação de um pecador, há também grande alegria na Terra entre as hostes de Satanás, visíveis e invisíveis, quando uma Testemunha de Jeová deixa de manter a sua integridade. — Lucas 15:7; Revelação (Apocalipse) 12:12.

      Todos estão expostos a tentações

      20. Como podemos resistir à tentação? (2 Pedro 2:9, 10)

      20 É a imoralidade inevitável em alguns casos? São a carne e Satanás tão fortes que os cristãos não podem resistir e manter a sua integridade? Paulo dá incentivo com as seguintes palavras: “Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” No mundo atual, talvez não possamos evitar totalmente a tentação, mas, por recorrermos a Deus em oração, podemos certamente suportar e vencer qualquer tentação. — 1 Coríntios 10:13.

      21. Que perguntas serão respondidas no próximo estudo?

      21 O que nos oferece Deus para nos ajudar a suportar tentações e sair vitoriosos? O que é que cada um de nós precisa para proteger seu casamento, sua família, bem como a reputação do nome de Jeová e da congregação? Nosso próximo artigo considerará essas perguntas.

      [Nota(s) de rodapé]

      a “‘Fornicação’, no sentido amplo e conforme usado em Mateus 5:32; e Mt 19:9, refere-se evidentemente a uma ampla gama de relações sexuais proibidas ou ilícitas fora do casamento. Porneia [a palavra grega usada nesses textos] envolve o crasso uso imoral do(s) órgão(s) genital(is) pelo menos de um humano (quer de maneira natural, quer pervertida); também, é preciso haver um parceiro na imoralidade — um humano de qualquer um dos sexos, ou um animal.” (A Sentinela, 15 de setembro de 1983, página 30) Adultério: “Relações sexuais voluntárias de uma pessoa casada com um parceiro que não é o marido ou a esposa legítimo(a).” — The American Heritage Dictionary of the English Language.

      b É óbvio que haverá ocasiões próprias em que um irmão dará carona a uma irmã, e tais situações não devem ser mal interpretadas.

  • O cultivo da nova personalidade no casamento
    A Sentinela — 1993 | 15 de fevereiro
    • O cultivo da nova personalidade no casamento

      “Deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade.” — EFÉSIOS 4:23, 24.

      1. Por que não se deve encarar o casamento levianamente?

      O CASAMENTO é um dos passos mais sérios na vida, de modo que nunca deve ser encarado levianamente. Por quê? Porque exige um compromisso vitalício com outra pessoa. Significa compartilhar a vida inteira com esta pessoa. Há necessidade de um critério maduro se esse compromisso há de durar. Requer também que uma influência positiva ‘ative a mente e, assim, molde uma nova personalidade’. — Efésios 4:23, 24; compare com Gênesis 24:10-58; Mateus 19:5, 6.

      2, 3. (a) De que se precisa para escolher criteriosamente um cônjuge? (b) O que envolve o casamento?

      2 Há bons motivos para não se casar apressadamente, levado por fortes desejos da carne. O desenvolvimento da personalidade e do caráter adultos requer tempo. Com o passar do tempo adquirem-se também experiência e conhecimento, que podem servir de base para um critério judicioso. Deste modo, a escolha de um cônjuge compatível para toda a vida pode resultar em maior êxito. Um provérbio espanhol diz claramente: “Melhor a vida de solteiro do que de mal casado.” — Provérbios 21:9; Eclesiastes 5:2.

      3 Escolher o cônjuge certo obviamente é fundamental para o casamento bem-sucedido. Para isso, é necessário que o cristão aplique a orientação bíblica, não se guiando apenas pela atração física e por excessivas pressões emocionais e românticas. O casamento é muito mais do que apenas a união de dois corpos. É a união de duas personalidades, de duas formações familiares e educacionais e, possivelmente, de duas culturas e de dois idiomas. A união de duas pessoas em casamento certamente requer o uso correto da língua; com a faculdade da fala, ou derrubamos ou edificamos. Em vista de tudo isso, compreendemos também a sabedoria do conselho de Paulo, de ‘casar-se somente no Senhor’, quer dizer, com um concrente. — 1 Coríntios 7:39; Gênesis 24:1-4; Provérbios 12:18; 16:24.

      Como enfrentar o estresse do casamento

      4. Por que surgem às vezes fricções e tensões no casamento?

      4 Mesmo com uma boa base, haverá ocasiões de fricção, pressão e tensão. Isto é normal no caso de qualquer pessoa, casada ou não. Problemas financeiros e de saúde podem causar tensão em qualquer relacionamento. Mudanças de disposição de ânimo podem levar a choques de personalidade no melhor dos casamentos. Outro fator é que ninguém exerce controle perfeito sobre a língua, conforme declarado por Tiago: “Todos nós tropeçamos muitas vezes. Se alguém não tropeçar em palavra, este é homem perfeito, capaz de refrear também todo o seu corpo. . . . A língua é um membro pequeno, contudo, faz grandes fanfarrices. Vede quão pouco fogo é preciso para incendiar um bosque tão grande!” — Tiago 3:2, 5.

      5, 6. (a) O que é necessário quando surgem mal-entendidos? (b) O que talvez se precise fazer para sanar brechas?

      5 Quando surgem pressões no casamento, como podemos controlar a situação? Como podemos impedir que um mal-entendido vire discussão e a discussão um relacionamento rompido? É aqui que entra em cena a força que ativa a mente. Este espírito motivador pode ser positivo ou negativo, edificante e de inclinação espiritual, ou degradante, governado por inclinações carnais. Se for edificante, então a pessoa agirá para sanar a brecha, para manter seu casamento no rumo certo. Discussões e desacordos não devem acabar com o casamento. A situação pode ser aliviada, e o mútuo respeito e entendimento podem ser restabelecidos pela aplicação dos conselhos bíblicos. — Romanos 14:19; Efésios 4:23, 26, 27.

      6 Nessas circunstâncias, são bem pertinentes as palavras de Paulo: “Concordemente, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” — Colossenses 3:12-14.

      7. Que problema talvez tenham alguns no seu casamento?

      7 Este texto é fácil de ler, mas, sob as pressões da vida moderna, nem sempre é fácil de aplicar. Qual pode ser um dos problemas básicos? Às vezes, sem se aperceber, o cristão talvez leve uma vida dupla. No Salão do Reino, ele está entre irmãos, e age com bondade e consideração. Mas em casa, na rotina doméstica, talvez tenda a esquecer-se de sua relação espiritual. Ali é apenas homem e mulher, “ele” e “ela”. E, sob tensão, ele (ou ela) talvez acabe dizendo coisas desamorosas, que nunca seriam ditas no Salão do Reino. O que aconteceu? Momentaneamente, o cristianismo evaporou-se. O servo (ou a serva) de Deus esqueceu-se de que em casa ainda é irmão (ou irmã) cristão(ã). A força que ativa a mente tornou-se negativa, em vez de positiva. — Tiago 1:22-25.

      8. O que pode resultar quando a força que ativa a mente é negativa?

      8 Qual é o resultado? O marido talvez deixe de ‘morar com a esposa segundo o conhecimento, para atribuir-lhe honra como a um vaso mais fraco, o feminino’. A esposa talvez não mais respeite o marido; perde seu “espírito quieto e brando”. A força que ativa a mente tornou-se física, em vez de espiritual. A “carnalidade da mente” passou a tomar conta. Então, o que se pode fazer para manter espiritual e positiva essa força motivadora? Temos de reforçar nossa espiritualidade. — 1 Pedro 3:1-4, 7; Colossenses 2:18.

      Revigore a força

      9. Que escolhas temos de fazer na vida diária?

      9 A força motivadora é a inclinação mental que passa a atuar quando temos de fazer decisões e escolhas. A vida apresenta uma série constante de opções: boas ou más, egoístas ou altruístas, morais ou imorais. O que nos ajudará a fazer as decisões certas? A força que ativa a mente, se ela se fixar em fazer a vontade de Jeová. O salmista orou: “Instrui-me, ó Jeová, no caminho dos teus regulamentos, para que eu o observe até o último.” — Salmo 119:33; Ezequiel 18:31; Romanos 12:2.

      10. Como podemos revigorar de modo positivo a força que ativa a mente?

      10 Termos uma relação forte com Jeová nos ajudará a agradá-lo e a nos desviarmos do que é mau, inclusive da infidelidade marital. Israel foi incentivado a ‘fazer o que é bom e direito aos olhos de Jeová, seu Deus’. Mas, Jeová Deus aconselhou também: “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau.” Em vista do sétimo dos Dez Mandamentos: “Não deves cometer adultério”, os israelitas tinham de odiar o adultério. Este mandamento mostrava o conceito estrito de Deus sobre a fidelidade no casamento. — Deuteronômio 12:28; Salmo 97:10; Êxodo 20:14; Levítico 20:10.

      11. Como podemos adicionalmente revigorar a força que ativa a nossa mente?

      11 Como podemos adicionalmente revigorar a força que ativa a mente? Por apreciar atividades e valores espirituais. Isto significa que temos de satisfazer a necessidade de estudar regularmente a Palavra de Deus e de aprender a ter prazer em considerarmos juntos os pensamentos e conselhos de Jeová. Os sentimentos de nosso coração devem ser iguais aos do salmista: “Busquei-te de todo o meu coração. Não me faças transviar-me dos teus mandamentos. Entesourei a tua declaração no meu coração, a fim de que eu não pecasse contra ti. Instrui-me, ó Jeová, no caminho dos teus regulamentos, para que eu o observe até o último. Faze-me entender, para que eu observe a tua lei e para que eu a guarde de todo o coração.” — Salmo 119:10, 11, 33, 34.

      12. Que coisas podem unir-nos em refletir a mente de Cristo?

      12 Este tipo de apreço pelos princípios justos de Jeová não é mantido somente pelo estudo da Bíblia, mas também pela participação regular nas reuniões cristãs e por empenhar-se juntos no ministério cristão. Essas duas poderosas influências podem constantemente revigorar a força que ativa a nossa mente, para que o nosso modo altruísta de vida sempre reflita a mente de Cristo. — Romanos 15:5; 1 Coríntios 2:16.

      13. (a) Por que é a oração um fator valioso para revigorar a força que ativa a mente? (b) Que exemplo deu Jesus neste respeito?

      13 Outro fator é salientado por Paulo na sua carta aos efésios: “Com toda forma de oração e súplica, em todas as ocasiões, [fazei] orações em espírito.” (Efésios 6:18) Marido e esposa precisam orar juntos. Freqüentemente, essas orações abrem o coração e resultam numa conversa franca que sana todas as brechas. Em ocasiões de provas e de tentações, precisamos recorrer a Deus em oração, pedindo ajuda, força espiritual para fazer o que está de acordo com a mente de Cristo. Até mesmo o perfeito Jesus, em muitas ocasiões, recorreu ao Pai em oração, pedindo força. Suas orações eram de coração e intensas. Também hoje, em ocasiões de tentação, podemos encontrar força para fazer as decisões certas por invocar a Jeová para que nos ajude a resistir ao desejo de ceder à carne e trair o voto marital. — Salmo 119:101, 102.

      Exemplos contrastantes de conduta

      14, 15. (a) Como reagiu José à tentação? (b) O que ajudou José a resistir à tentação?

      14 Como podemos enfrentar tentações? Neste respeito, temos a nítida diferença entre o proceder de José e o de Davi. Quando a esposa de Potifar persistentemente tentou seduzir o belo José, que na época evidentemente era solteiro, ele por fim respondeu a ela, dizendo: “Não há quem seja maior do que eu nesta casa, e [teu marido] não me vedou absolutamente nada, exceto a ti, porque és sua esposa. Portanto, como poderia eu cometer esta grande maldade e realmente pecar contra Deus?” — Gênesis 39:6-9.

      15 O que ajudou José a adotar o proceder certo, quando teria sido tão fácil sucumbir? Ele tinha uma poderosa força ativando-lhe a mente. Estava bem cônscio de sua relação com Jeová. Ele sabia que cometer fornicação com esta apaixonada mulher seria realmente um pecado não só contra o marido dela, mas, o que era mais importante, contra Deus. — Gênesis 39:12.

      16. Como reagiu Davi à tentação?

      16 Em contraste, o que aconteceu com Davi? Ele era casado com várias esposas, conforme permitia a Lei. Certa noitinha, observou de seu palácio uma mulher banhando-se. Era a bela Bate-Seba, esposa de Urias. Davi tinha claramente uma escolha de ação — continuar a observar, ao passo que a paixão se desenvolvia no seu coração, ou desviar-se e rejeitar a tentação. O que resolveu fazer? Fez com que ela fosse trazida ao seu palácio e cometeu adultério com ela. Pior ainda, depois causou a morte do marido dela. — 2 Samuel 11:2-4, 12-27.

      17. O que podemos deduzir a respeito do estado espiritual de Davi?

      17 Qual era o problema de Davi? À base de sua posterior confissão contrita, no Salmo 51, podemos deduzir alguns fatos. Ele disse: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e põe dentro de mim um espírito novo, firme.” É evidente que, por ocasião da tentação, ele não tinha um espírito puro e firme. Talvez tivesse negligenciado a leitura da Lei de Jeová, e, em resultado disso, sua espiritualidade enfraqueceu. Ou talvez permitisse que sua posição e seu poder como rei lhe corrompessem o critério, de modo que se tornou vítima de desejo cobiçoso. O certo é que, naquela ocasião, a força que lhe ativava a mente era egoísta e pecaminosa. De modo que chegou a reconhecer sua necessidade de ter “um espírito novo, firme”. — Salmo 51:10; Deuteronômio 17:18-20.

      18. Que conselho a respeito do adultério deu Jesus?

      18 Alguns casamentos cristãos foram arruinados porque um ou ambos os cônjuges se deixaram cair num estado de fraqueza espiritual similar ao do Rei Davi. O exemplo dele devia advertir-nos contra o contínuo olhar apaixonado para outra mulher, ou outro homem, porque pode por fim resultar em adultério. Jesus mostrou que entendia as emoções humanas neste respeito, porque disse: “Ouvistes que se disse: ‘Não deves cometer adultério.’ Mas eu vos digo que todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” Em tal caso, a força que ativa a mente é egoísta e carnal, não espiritual. Então, o que podem os cristãos fazer para evitar o adultério, e para manter seu casamento feliz e satisfatório? — Mateus 5:27, 28.

      Revigore o vínculo conjugal

      19. Como se pode revigorar o casamento?

      19 O Rei Salomão escreveu: “Se alguém levar de vencida a um que está só, dois juntos poderiam manter-se de pé contra ele. E um cordão tríplice não pode ser prontamente rompido em dois.” Certamente, dois num casamento harmonioso podem resistir juntos melhor a uma adversidade do que um só. Mas, se o seu vínculo for como uma corda tríplice por terem Deus incluído nele, o casamento será sólido. E como pode Deus estar incluído no casamento? Pela aplicação dos Seus princípios e seus conselhos para o casamento por parte dos cônjuges. — Eclesiastes 4:12.

      20. Que conselhos bíblicos podem ajudar o marido?

      20 Certamente, se o marido aplicar os textos que seguem, seu casamento terá uma base melhor para ser bem-sucedido:

      “Vós, maridos, continuai a morar com elas da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino, visto que sois também herdeiros com elas do favor imerecido da vida, a fim de que as vossas orações não sejam impedidas.” — 1 Pedro 3:7.

      “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela. Deste modo, os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio.” — Efésios 5:25, 28.

      “Seu [marido] se levanta e a louva. Há muitas filhas que demonstraram capacidade, mas tu — tu sobrepujaste a todas elas.” — Provérbios 31:28, 29.

      “Pode um homem andar sobre brasas sem se chamuscarem os seus pés? Assim é com aquele que tem relações com a esposa do seu próximo; ninguém que tocar nela ficará impune. Quem comete adultério . . . arruína a sua própria alma.” — Provérbios 6:28, 29, 32.

      21. Que conselhos bíblicos podem ajudar a esposa?

      21 Se a esposa prestar atenção aos seguintes princípios bíblicos, isso contribuirá para a perenidade de seu casamento:

      “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito . . . [e de seu] espírito quieto e brando.” — 1 Pedro 3:1-4.

      “O marido renda à esposa o que lhe é [sexualmente] devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido. . . . Não vos priveis um ao outro disso, exceto por consentimento mútuo, por um tempo designado.” — 1 Coríntios 7:3-5.

      22. (a) Que outros fatores podem ter boa influência sobre o casamento? (b) Como encara Jeová o divórcio?

      22 A Bíblia mostra também que o amor, a benignidade, a compaixão, a paciência, a compreensão, o encorajamento e o elogio são outras facetas essenciais da jóia do casamento. Sem elas, o casamento é como uma planta sem sol e água — raras vezes floresce. Portanto, permitamos que a força que ativa nossa mente nos mova a encorajar e revigorar-nos mutuamente em nosso casamento. Lembre-se de que Jeová ‘odeia o divórcio’. Quando se pratica o amor cristão, não pode haver lugar para o adultério e para o colapso do casamento. Por que não? Porque “o amor nunca falha”. — Malaquias 2:16; 1 Coríntios 13:4-8; Efésios 5:3-5.

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