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Jeová nunca nos abandonouA Sentinela — 1996 | 1.° de janeiro
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Em 1929, entrei no serviço militar e fui enviado à cidade de Tirana, capital da Albânia. Ali conheci Stathi Muçi, que lia a Bíblia em grego. “Você freqüenta uma igreja?” perguntei. “Não”, respondeu ele. “Deixei a igreja. Sou dos Estudantes Internacionais da Bíblia.” Outro soldado e eu acompanhamos Stathi a uma reunião no domingo. Ali aprendi que a verdadeira igreja não é um edifício ou uma religião, mas é composta dos servos ungidos de Cristo. Entendi então o que A Harpa de Deus queria dizer.
Nasho Idrizi e Spiro Vruho haviam retornado dos Estados Unidos para a Albânia em meados dos anos 20, e estavam divulgando as verdades bíblicas que tinham aprendido. Passei a freqüentar as reuniões em Tirana, junto com o punhado de Estudantes da Bíblia. Ficou logo óbvio para mim que eu tinha encontrado a organização de Jeová. De modo que, em 4 de agosto de 1930, fui batizado num rio vizinho.
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Jeová nunca nos abandonouA Sentinela — 1996 | 1.° de janeiro
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Terminamos a excursão em Tirana, bem a tempo para celebrar a Comemoração da morte de Cristo.
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Jeová nunca nos abandonouA Sentinela — 1996 | 1.° de janeiro
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Três meses depois, fomos transferidos para a prisão em Tirana e mantidos ali por mais oito meses sem audiência.
Por fim, comparecemos perante um tribunal militar. O irmão Shyti e eu fomos sentenciados a 27 meses de prisão, o irmão Komino a 24 meses e os outros foram soltos depois de 10 meses.
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Jeová nunca nos abandonouA Sentinela — 1996 | 1.° de janeiro
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Testemunhas em Tirana foram apanhadas nisso, e três delas foram sentenciadas a cinco anos em remotos campos de trabalhos forçados. Em resultado disso, sua família sofria.
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Jeová nunca nos abandonouA Sentinela — 1996 | 1.° de janeiro
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Em 1975, Argjiro e eu ficamos por alguns meses com nosso filho em Tirana. Na época das eleições, as autoridades locais nos pressionaram com a ameaça: “Se não votarem, seu filho perderá o emprego”.
“Meu filho está neste emprego há 25 anos”, respondi. “Os senhores têm registros pormenorizados sobre ele e sua família. Eu já não voto por mais de 40 anos. Esta informação costuma constar na ficha do funcionário. Se não consta, seus registros não estão em ordem. Se consta, então os senhores foram desleais ao seu partido por deixá-lo trabalhar por tantos anos.” Ouvindo isso, as autoridades disseram que, se nós voltássemos a Mbreshtan, não iam levar o caso avante.
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