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    Anuário das Testemunhas de Jeová de 2001
    • João Mancoca era considerado pelas autoridades o líder do grupo por ser o dirigente do Estudo de A Sentinela. Depois daquele terrível espancamento, ele foi levado para ser executado, sendo acusado de planejar atacar os brancos, conforme as autoridades haviam interpretado mal um parágrafo em A Sentinela. O irmão Mancoca perguntou o que achariam se encontrassem a mesma revista nas mãos de europeus ou de uma família no Brasil ou em Portugal? Explicou que se tratava de uma revista mundial que era estudada por pessoas de todas as nacionalidades. Para averiguarem isso, as autoridades o levaram de carro à casa de uma família portuguesa de Testemunhas de Jeová. Quando viram ali a mesma revista e ficaram sabendo que essa família havia estudado a mesma matéria, mudaram de idéia sobre a execução. O irmão Mancoca foi levado de volta à penitenciária de São Paulo, onde estavam os outros irmãos.

      Nem todos, porém, se convenceram. Ao voltarem à penitenciária de São Paulo, o diretor do presídio, um português franzino, colocou o irmão Mancoca “sob os seus cuidados”. Os “cuidados” incluíam passar a tarde inteira debaixo do sol abrasador sem alimento. Depois, às cinco horas da tarde, o diretor pegou um chicote e começou a usá-lo no irmão Mancoca, que relembra: “Nunca vi uma pessoa chicotear como ele. Disse que não pararia até que eu caísse morto.” Continuou a espancá-lo cruelmente por uma hora, mas por fim o irmão Mancoca já não sentia mais nenhuma dor. Daí, de repente, sentiu sono durante o espancamento. O diretor do presídio, já exausto, ficou convencido de que Mancoca estava morrendo, de modo que um soldado arrastou seu corpo para o lado e o colocou debaixo de uma caixa. Quando as milícias chegaram à noite para se assegurar de que ele estava morto, o soldado lhes mostrou a caixa sob a qual Mancoca jazia e disse-lhes que ele já estava morto. Surpreendentemente, ele se recuperou, e aquele mesmo soldado ficou surpreso de vê-lo vivo no refeitório três meses depois. Contou então ao irmão Mancoca os pormenores do que acontecera naquela noite. A súbita vontade de dormir salvara o irmão da morte certa.

      O irmão Mancoca pôde juntar-se novamente aos outros irmãos, e eles dirigiam reuniões na prisão.

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    • Outros na prisão, incluindo o irmão Mancoca, não foram soltos senão em 1970, sendo depois encarcerados de novo.

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