-
AngolaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2001
-
-
Um visitante com uma missão tripla
Em 1954, várias cartas dos do grupo da Baía dos Tigres foram recebidas na congênere da África do Sul. Eles tinham muito desejo de adquirir publicações bíblicas. Em resposta, foi enviado da França a Angola, em 1955, John Cooke, um missionário da Torre de Vigia. Ele tinha uma missão tripla: confirmar os relatos de que havia 1.000 Testemunhas em Angola, tentar ajudá-las se possível e verificar o que se poderia fazer para estabelecer legalmente a atividade das Testemunhas de Jeová em Angola. Depois de reuniões com diversos grupos, sua investigação por cinco meses revelou que o número de Testemunhas era muito menos de 1.000. Conforme mostrava o relatório de 1955 do serviço de campo de Angola, havia apenas 30 publicadores das boas novas no país inteiro.
Foi depois de várias semanas que as autoridades portuguesas permitiram que John Cooke visitasse João Mancoca e o pequeno grupo que se achava na Baía dos Tigres, no sul de Angola. O irmão Cooke teve permissão de ficar ali por cinco dias, e as explicações que deu sobre a Bíblia convenceram ainda mais a Mancoca e aos outros que ele representava a organização que realmente serve a Jeová Deus. No último dia de sua visita, o irmão Cooke, perante um grupo de umas 80 pessoas, incluindo o administrador-chefe da colônia penal, deu um discurso público sobre o tema “Estas boas novas do Reino”.
Nos meses em que esteve em Angola, o irmão Cooke pôde entrar em contato com Toco, bem como com pessoas em vários lugares que o consideravam seu líder. Muitas delas revelaram ser simplesmente seguidores sectários de Toco, e não estavam interessadas na atividade das Testemunhas de Jeová. Uma exceção a isso era António Bizi, um rapaz em Luanda que tinha muita vontade de aprender mais sobre os propósitos de Jeová. Quanto a Toco, ele estava confinado a um povoado perto de Sá da Bandeira, sem permissão de enviar ou de receber cartas.
A visita do irmão Cooke foi muito encorajadora para o pequeno grupo de fiéis na Baía dos Tigres. O irmão Mancoca relembra que a visita confirmou que eles “não estavam no caminho errado”. Revelou também que, embora o número de Testemunhas fosse menor do que o relatado, havia potencial para crescimento. O irmão Cooke disse em seu relatório que alguns com os quais se reuniu estavam “ansiosos de aprender” e “parece que há aqui um campo excelente”.
-
-
AngolaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2001
-
-
[Foto na página 74]
John Cooke (no centro) com João Mancoca (à direita) e Sala Filemon (à esquerda), uns dos primeiros a ficar firmemente do lado da adoração verdadeira em Angola
-