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  • Por que há pavor de um apocalipse?
    A Sentinela — 1999 | 1.° de dezembro
    • Por que há pavor de um apocalipse?

      “POR décadas, fundamentalistas cristãos têm profetizado que é iminente [algum] tipo de colapso de toda a sociedade humana”, observou Damian Thompson, comentarista sobre assuntos religiosos, na revista Time. “Agora, para o espanto deles, esses cenários não só estão sendo tomados a sério, mas também estão sendo promovidos pelos mesmos que os haviam ridicularizado: programadores de computadores, líderes do comércio e políticos.” Ele afirmou que o medo duma pane mundial dos computadores no ano 2000 “transformou pessoas totalmente seculares em improváveis milenaristas”, que temem o advento de desastres tais como “pânico em massa, paralisação de governos, distúrbios por falta de alimentos, aviões se chocando contra arranha-céus”.

      Além da ansiedade geral, há atividades perturbadoras de diversos pequenos grupos religiosos, muitas vezes chamados de “apocalípticos”. Em janeiro de 1999, num artigo intitulado “Jerusalém e os Alarmes do Apocalipse”, o jornal francês Le Figaro disse: “Os serviços de segurança [israelenses] calculam em mais de cem o número de ‘milenaristas’ no monte das Oliveiras ou perto dele à espera da parusia ou do apocalipse.”

      O 1998 Britannica Book of the Year contém um relatório especial sobre “Cultos do Dia do Juízo Final”. Entre outros, menciona cultos suicidas, tais como o Portão do Céu, o Templo do Povo e a Ordem do Templo Solar, e Aum Shinrikyo (Verdade Suprema), que organizou o ataque com gás venenoso no metrô de Tóquio, em 1995, matando 12 pessoas e ferindo milhares. Resumindo este relatório, Martin E. Marty, professor de religião na Universidade de Chicago, escreveu: “A virada da página do calendário para o ano 2000 é inspiradora — e quase que certamente inspirará todo tipo de profecias e de movimentos. Alguns deles podem tornar-se perigosos. Será uma época que não deve ser encarada com complacência.”

      A história do pavor de um apocalipse

      Apocalipse, ou Revelação, é o nome do último livro da Bíblia, escrito perto do fim do primeiro século EC. Em vista da natureza profética e da linguagem altamente simbólica deste livro, o adjetivo “apocalíptico” passou a ser aplicado a uma forma de literatura muito anterior a se escrever o livro bíblico de Revelação. O simbolismo mitológico desta literatura remonta à antiga Pérsia e até antes dela. Assim, The Jewish Encyplopedia fala do “caráter nitidamente babilônico da maioria dos elementos mitológicos incorporados nesta literatura [apocalíptica judaica]”.

      A literatura apocalíptica judaica floresceu desde o começo do segundo século AEC até o fim do segundo século EC. Explicando o motivo desses escritos, um pesquisador da Bíblia escreveu: “Os judeus dividiam o tempo em duas eras. Havia esta era atual, totalmente ruim . . . Por isso, os judeus esperavam o fim das coisas como são. Havia a era que há de vir, totalmente boa, a idade de ouro de Deus, na qual haveria paz, prosperidade e justiça . . . Como é que a era atual se tornaria a era que havia de vir? Os judeus acreditavam que a mudança nunca podia ser feita por um instrumento humano e, portanto, esperavam a intervenção direta de Deus. . . . O dia da vinda de Deus era chamado de O Dia do Senhor e seria um tempo horrível de terrores, de destruição e de julgamento, que seriam as dores de parto da nova era. Toda a literatura apocalíptica trata destes eventos.”

      Justifica-se ter pavor de um apocalipse?

      O livro bíblico de Revelação fala da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, ou Armagedom, em que os iníquos serão destruídos, seguindo-se um período de mil anos (às vezes chamado de Milênio) em que Satanás será lançado num abismo e Cristo julgará a humanidade. (Revelação 16:14, 16; 20:1-4) Na Idade Média, essas profecias eram mal entendidas por alguns, porque o “Santo” Agostinho, católico (354-430 EC), havia declarado que o Milênio começara por ocasião do nascimento de Cristo e seria seguido pelo Juízo Final. Parece que Agostinho pouco levou em conta a estrutura do tempo, mas com a aproximação do ano 1000, aumentou a apreensão. Os historiadores discordam quanto à extensão deste pavor medieval dum apocalipse. Não importa quão difundido fosse, certamente mostrou não se justificar.

      De forma similar hoje, há temores religiosos e seculares de que o ano 2000 ou o 2001 trarão um apocalipse horrível. Mas, justificam-se esses temores? E será que a mensagem contida no livro bíblico de Revelação, ou Apocalipse, é algo a ser temido ou, ao contrário, é algo que se aguarda com esperança? Queira prosseguir com a leitura.

      [Foto na página 4]

      Os temores medievais de um apocalipse mostraram não ter justificativa

      [Crédito]

      © Cliché Bibliothèque Nationale de France, Paris

  • Deve-se temer ou aguardar com esperança um apocalipse?
    A Sentinela — 1999 | 1.° de dezembro
    • Deve-se temer ou aguardar com esperança um apocalipse?

      “Apocalipse não é hoje apenas mera alegoria bíblica, mas tornou-se uma possibilidade mui real.” — Javier Pérez de Cuéllar, ex-secretário-geral das Nações Unidas.

      ESTE uso da palavra “apocalipse” por uma figura de destaque no mundo reflete a maneira de a maioria das pessoas a entenderem e a verem usada em títulos de filmes e de livros, em artigos de revistas e em relatos jornalísticos. Ela cria visões de um cataclismo cósmico. Mas o que significa realmente a palavra “apocalipse”? E o que ainda é mais importante, qual é a mensagem contida no livro bíblico chamado Apocalipse, ou Revelação?

      A palavra “apocalipse” vem dum termo grego que significa “exposição” ou “exibição”. O que foi exibido ou revelado na Revelação bíblica? Trata-se duma mensagem exclusivamente de destruição, dum arauto de aniquilação sem sobreviventes? Ao ser perguntado sobre o que achava do Apocalipse, o historiador Jean Delumeau, membro do Institut de France, declarou: “É um livro de consolo e de esperança. As pessoas dramatizaram seu conteúdo por enfocar seus episódios catastróficos.”

      A primitiva Igreja e o Apocalipse

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