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Outra viagem de pregação na GalileiaO Maior Homem Que Já Viveu
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Divide-os em pares, formando seis grupos de pregadores, e dá-lhes instruções. Ele explica: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’”
Esse Reino, que estão prestes a pregar, é o mesmo pelo qual Jesus os ensinou a orar na oração-modelo. O Reino se aproximou, no sentido de que o Rei designado por Deus, Jesus Cristo, está presente. Para credenciar seus discípulos como representantes desse governo sobre-humano, Jesus dá-lhes poder para curar doentes e até mesmo para ressuscitar mortos. Ele os instrui a realizar gratuitamente esses serviços.
A seguir, ele diz aos seus discípulos que não façam preparativos materiais para a viagem de pregação. “Não adquirais nem ouro, nem prata, nem cobre, para os bolsos dos vossos cintos, nem alforje para a viagem, nem duas peças de roupa interior, nem sandálias, nem bastão; pois o trabalhador merece o seu alimento.” Aqueles que apreciarem a mensagem reagirão favoravelmente e contribuirão com alimento e hospedagem. Conforme Jesus diz: “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor, e ficai ali até partirdes.”
Jesus dá então instruções sobre como dirigir-se aos moradores com a mensagem do Reino. “Ao entrardes na casa”, instrui ele, “cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais; mas, se ela não for merecedora, volte a vós a vossa paz. Onde quer que alguém não vos acolher ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés”.
Jesus revela que o julgamento da cidade que rejeitar a mensagem deles será realmente severo. Ele explica: “Deveras eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma e Gomorra do que para essa cidade.”
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Preparação para enfrentar perseguiçãoO Maior Homem Que Já Viveu
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Preparação para enfrentar perseguição
DEPOIS de instruir seus apóstolos nos métodos de efetuar a obra de pregação, Jesus adverte-os a respeito de opositores. Ele diz: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos . . . Guardai-vos dos homens; pois eles vos entregarão aos tribunais locais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Ora, sereis arrastados perante governadores e reis, por minha causa.”
Apesar da severa perseguição com que seus seguidores se confrontarão, Jesus lhes promete tranquilizadoramente: “Quando vos entregarem, não fiqueis ansiosos quanto a como ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de falar; pois, quem fala não sois apenas vós, mas é o espírito de vosso Pai, que fala por meio de vós.”
“Além disso”, prossegue Jesus, “irmão entregará irmão à morte, e o pai ao seu filho, e os filhos se levantarão contra os pais e os farão matar”. Acrescenta: “Sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome; mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo.”
A pregação é de importância primária. Por essa razão, Jesus enfatiza a necessidade de discrição, a fim de se permanecer livre para realizar a obra. “Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra”, diz ele, “pois, deveras, eu vos digo: De modo algum completareis o circuito das cidades de Israel antes de chegar o Filho do homem”.
É verdade que Jesus deu tais instruções, aviso e encorajamento aos 12 apóstolos, mas isso se destinava também àqueles que participariam na pregação mundial após a morte e a ressurreição dele. Isso é demonstrado por ele dizer que seus discípulos seriam ‘odiados por todos’, não apenas pelos israelitas aos quais os apóstolos foram enviados para pregar. Além disso, os apóstolos, evidentemente, não foram arrastados perante governadores e reis quando Jesus os enviou na curta campanha de pregação deles. Outrossim, naquele tempo, os crentes não foram entregues à morte por membros de sua família.
Portanto, ao dizer que seus discípulos não completariam o circuito de pregação “antes de chegar o Filho do homem”, Jesus nos estava dizendo profeticamente que seus discípulos não completariam o circuito de toda a Terra habitada com a pregação sobre o Reino estabelecido de Deus, antes de o glorificado Rei Jesus Cristo chegar como executor da parte de Jeová, no Armagedom.
Continuando com suas instruções sobre a pregação, Jesus diz: “O discípulo não está acima do seu instrutor, nem o escravo acima do seu senhor.” Portanto, os seguidores de Jesus têm de esperar os mesmos maus-tratos e a mesma perseguição que ele recebeu por pregar o Reino de Deus. No entanto, ele admoesta: “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.”
Jesus havia de dar o exemplo nesse respeito. Suportaria destemidamente a morte, em vez de transigir na sua lealdade Àquele que tem todo o poder, Jeová Deus. Sim, é Jeová quem pode destruir a “alma” da pessoa (nesse caso significando as perspectivas futuras dela como alma vivente), ou, em vez disso, ressuscitar a pessoa para usufruir a vida eterna. Que Pai celestial amoroso e compassivo Jeová é!
A seguir, Jesus incentiva seus discípulos com uma ilustração que destaca o cuidado amoroso que Jeová dispensa a eles. “Não se vendem dois pardais por uma moeda de pequeno valor?” pergunta. “Contudo, nem mesmo um deles cairá ao chão sem o conhecimento de vosso Pai. Porém, os próprios cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não temais; vós valeis mais do que muitos pardais.”
A mensagem do Reino, que Jesus comissiona seus discípulos a proclamar, dividirá famílias, ao passo que alguns membros da família a aceitarem e outros a rejeitarem. “Não penseis que vim estabelecer paz na terra”, explica ele. “Vim estabelecer, não a paz, mas a espada.” Portanto, requer coragem para um membro da família aceitar a verdade bíblica. “Quem tiver maior afeição pelo pai ou pela mãe do que por mim, não é digno de mim”, diz Jesus, “e quem tiver maior afeição pelo filho ou pela filha do que por mim, não é digno de mim”.
Concluindo suas instruções, Jesus explica que aqueles que recebem seus discípulos também recebem a ele. “E aquele que der a um destes pequenos ainda que seja um copo de água fria a beber, porque ele é discípulo, deveras, eu vos digo, de nenhum modo perderá a sua recompensa.”
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