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ArgentinaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2001
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No ano seguinte, o governo de Juan Domingo Perón proscreveu oficialmente a obra das Testemunhas de Jeová na Argentina. O decreto proibia as reuniões públicas das Testemunhas de Jeová, bem como sua atividade de pregação. Entretanto, não foi fechada a congênere da Sociedade Torre de Vigia.
Falando-se de modo geral, as autoridades permitiam às Testemunhas continuar sua atividade sem lhes causar grandes dificuldades. Contudo, agentes do governo muitas vezes impunham a proscrição cancelando uma assembléia ou fechando um Salão do Reino. Às vezes, as Testemunhas enfrentavam também detenções e interferências quando se reuniam em casas particulares ou participavam no seu ministério público.
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ArgentinaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2001
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Atenua-se a proscrição
Quando o governo militar de Juan Perón foi deposto em 1955, formaram-se grupos maiores. Onde as congregações tinham um Salão do Reino, os irmãos foram incentivados a se reunir ali, embora não colocassem nenhum letreiro identificando-o como tal. Com a bênção de Jeová, o número e o tamanho das congregações aumentavam constantemente, apesar da interferência ocasional por parte das autoridades.
Em 1956, a congênere decidiu realizar pequenas assembléias em várias partes do país. A primeira foi na cidade de La Plata, a uns 60 quilômetros de Buenos Aires. Os 300 na assistência tiveram dificuldade de entoar o primeiro cântico — “Alegrai-vos, ó Nações, com Seu Povo!”. Sentiam um nó na garganta de tão emocionados que estavam. Era a primeira vez em seis anos que podiam reunir-se com tantos concrentes e cantar juntos.
Mas a proscrição ainda estava em vigor. Quando se fez uma tentativa de realizar um congresso nacional no salão Les Ambassadeurs, em Buenos Aires, em dezembro de 1957, a polícia fechou o salão quando os congressistas estavam chegando. Quatro irmãos foram detidos pela polícia e acusados de realizar uma reunião sem a autorização da polícia.
Visto que a Constituição da Argentina garante liberdade de religião e de reunião, os irmãos levaram o caso perante o tribunal. Em 14 de março de 1958, o tribunal decidiu a favor das Testemunhas. Essa foi a primeira vitória em juízo das Testemunhas de Jeová na Argentina.
Ocorreu outra mudança de governo em 1958. Parecia então que se obteria reconhecimento legal da obra das Testemunhas de Jeová na Argentina. Enviou-se a todos os legisladores, editores, deputados e juízes uma carta especial que explicava as atividades das Testemunhas de Jeová e sua situação na Argentina. Embora com isso fosse dado um bom testemunho, não foi concedido reconhecimento legal.
As Testemunhas não desistiram. No ano seguinte, preparou-se e enviou-se ao governo um requerimento a favor da liberdade religiosa. Tinha 322.636 assinaturas. Charles Eisenhower, representante da congênere, visitou autoridades governamentais. Mais de 7.000 cartas do estrangeiro apelavam para o reconhecimento legal. Ainda assim, não foi concedida a legalização. Contudo, a atitude do governo para com as Testemunhas abrandou-se consideravelmente. Em conseqüência disso, os irmãos aproveitaram essa época que se tornava mais favorável para fortalecer espiritualmente as congregações.
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