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Parte 1 — Testemunhas até à parte mais distante da terraTestemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus
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Para o Oriente e ilhas do Pacífico
Pouco depois de as publicações bíblicas preparadas por C. T. Russell terem sido pela primeira vez distribuídas na Grã-Bretanha, elas também chegaram ao Oriente. Em 1883, a Srta. C. B. Downing, missionária presbiteriana em Chefu (Ientai), China, recebeu um exemplar da Watch Tower. Ela gostou do que aprendeu sobre a ‘restituição’ e passou a revista a outros missionários, inclusive Horace Randle, ligado ao Conselho da Missão Batista. Mais tarde, seu interesse foi estimulado ainda mais por um anúncio da série Millennial Dawn no jornal Times de Londres, e também pelos próprios livros — um deles recebido da Srta. Downing e outro enviado pela mãe dele, da Inglaterra. De início, ele ficou chocado com o que leu. Mas, uma vez convencido de que a Trindade não é um ensino bíblico, desligou-se da Igreja Batista e passou a transmitir a outros missionários o que aprendera. Em 1900 ele informou que havia enviado 2.324 cartas e uns 5.000 tratados a missionários na China, no Japão, na Coréia e em Sião (Tailândia). Naquele tempo, no Oriente, o testemunho era dado principalmente a missionários da cristandade.
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Turnê mundial para promover a pregação das boas novas
Outro grande empenho para ajudar as pessoas do Oriente foi feito em 1911-12. A Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia enviou uma comissão de sete homens, encabeçada por C. T. Russell, para examinar em primeira mão as condições locais. Aonde quer que fossem, eles falavam sobre o propósito de Deus de trazer bênçãos à humanidade por meio do Reino messiânico. Às vezes a assistência era pequena, mas, nas Filipinas e na Índia, era de milhares. Eles não endossavam a campanha, então popular na cristandade, de coletar fundos para a conversão do mundo. O que constataram foi que a maior parte dos empenhos dos missionários da cristandade voltava-se para a promoção da educação secular. Mas o irmão Russell estava convencido de que o que o povo necessitava era “o Evangelho da amorosa provisão de Deus, o vindouro Reino do Messias”. Em vez de esperarem converter o mundo, os Estudantes da Bíblia entendiam das Escrituras que o que se devia fazer então era dar testemunho, e que isso levaria ao ajuntamento de “poucos eleitos de todas as nações, povos, tribos e línguas como membros da classe-Noiva [de Cristo] — para sentar-se com Ele em Seu trono durante os mil anos, cooperando na obra de erguer a raça [humana] como um todo”.a — Rev. 5:9, 10; 14:1-5.
Depois de passarem algum tempo no Japão, na China, nas Filipinas e em outros lugares, os membros da comissão estenderam a sua viagem por mais uns 6.500 quilômetros, na Índia. Algumas pessoas que viviam na Índia haviam lido as publicações da Sociedade e escrito cartas de apreço já em 1887. Também, desde 1905 havia sido dado testemunho ativo entre o povo de língua tâmil por um homem jovem que, quando estudava na América, havia conhecido o irmão Russell e aprendido a verdade. Esse homem ajudou a formar 40 grupos de estudo bíblico no sul da Índia. Mas, depois de pregar a outros, ele mesmo se desqualificou, abandonando as normas cristãs. — Compare com 1 Coríntios 9:26, 27.
Por volta dessa época, contudo, A. J. Joseph, de Travancore (Querala), em resposta a uma pergunta que enviara a um destacado adventista, recebeu um volume de Studies in the Scriptures. Neste ele encontrou respostas bíblicas satisfatórias às suas perguntas sobre a Trindade. Não muito depois, ele e outros membros da família percorriam os arrozais e as plantações de coco no sul da Índia partilhando suas recém-encontradas crenças. Depois da visita do irmão Russell em 1912, o irmão Joseph entrou no serviço de tempo integral. Ele viajava de trem, de carro de boi, de barcaça e a pé para distribuir publicações bíblicas. Seus discursos públicos muitas vezes eram interrompidos pelo clero e seus seguidores. Em Kundara, quando um clérigo “cristão” usava seus seguidores para interromper uma reunião e atirar esterco no irmão Joseph, um senhor hindu influente veio ver qual era o motivo de tanto barulho. Ele perguntou ao clérigo: ‘É este o exemplo que Cristo deixou para os cristãos, ou será que isso que o senhor está fazendo se parece à conduta dos fariseus dos dias de Jesus?’ O clérigo bateu em retirada.
Antes de a comissão da AIEB terminar a sua turnê mundial de quatro meses, o irmão Russell providenciou que R. R. Hollister fosse o representante da Sociedade no Oriente e desse continuidade à divulgação da mensagem da amorosa provisão de Deus, o Reino messiânico, às pessoas ali. Foram preparados tratados especiais em dez línguas, e milhões destes foram distribuídos por toda a Índia, China, Japão e Coréia, por distribuidores locais. Em seguida, foram traduzidos livros para quatro dessas línguas para suprir mais alimento espiritual para os interessados. Havia ali um vasto campo, e restava muito para ser feito. Todavia, o que se conseguira realizar até então era realmente espantoso.
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