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  • Nabonido
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • Nas suas próprias inscrições, Nabonido afirma ser de ascendência nobre. Uma tabuinha encontrada perto da antiga Harã dá evidência de que a mãe ou avó de Nabonido era devota do deus-lua Sin. (Ancient Near Eastern Texts [Textos Antigos do Oriente Próximo], editado por J. Pritchard, 1974, pp. 311, 312) Nabonido, como rei, mostrou grande devoção à adoração do deus-lua, tanto em Harã como em Ur, onde este deus ocupava uma posição dominante. — FOTO, Vol. 2, p. 324.

      Tabuinhas cuneiformes do oitavo ano de Nabucodonosor (nisã de 617-nisã de 616 AEC) alistam certo Nabu-naʼid como aquele “que está sobre a cidade”, e alguns historiadores acreditam que se trate do Nabonido que mais tarde se tornou rei. Todavia, isto significaria que Nabonido era bem moço quando foi posto em tal cargo administrativo e que era extremamente idoso por ocasião da queda de Babilônia, uns 77 anos mais tarde (539 AEC).

  • Nabonido
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • A ascensão de Nabonido ao trono seguiu-se ao assassinato de Labasi-Marduque. Todavia, referir-se Nabonido a si mesmo, numa das suas inscrições, como o “poderoso delegado” de Nabucodonosor e de Neriglissar, indica que ele afirmava ter obtido o trono por meios legítimos e não era usurpador.

      Em diversos prismas, Nabonido associa consigo seu filho primogênito, Belsazar, nas suas orações ao deus-lua. (Documents From Old Testament Times [Documentos dos Tempos do Antigo Testamento], editado por D. W. Thomas, 1962, p. 73) Uma inscrição mostra que no seu terceiro ano, antes de sair numa campanha que resultou na conquista de Tema, na Arábia, Nabonido designou Belsazar para o reinado em Babilônia. O mesmo texto indica que Nabonido ofendeu o povo do seu império por concentrar a adoração no deus-lua e por deixar de estar em Babilônia para celebrar a festividade do Ano-novo. O documento conhecido como a Crônica de Nabonido declara que, no 7.º, 9.º, 10.º e 11.º ano do seu reinado, Nabonido estava na cidade de Tema, e em cada caso faz-se a declaração: “O rei não veio a Babilônia [para as cerimônias do mês de nisanu]; a (imagem do) deus Nebo não veio a Babilônia, a (imagem do) deus Bel não saiu (de Esagila em procissão), a fest[ividade do Ano-novo foi omitida].” (Ancient Near Eastern Texts, p. 306) Devido à condição mutilada do texto, o registro dos outros anos é incompleto.

      Registra-se em outra parte a respeito da cidade de Tema, um oásis: “Ele tornou a cidade bela, construiu (ali) [seu palácio] como o palácio em Su·an·na (Babilônia).” (Ancient Near Eastern Texts, p. 313) Parece que Nabonido estabeleceu sua residência real em Tema, e outros textos mostram que caravanas de camelos procedentes de Babilônia levavam provisões para lá. Embora não abandonasse sua posição como rei do império, Nabonido confiou a administração do governo de Babilônia a Belsazar. Visto que Tema era uma cidade de entroncamento de antigas rotas de caravanas, pelas quais se transportavam ouro e especiarias através da Arábia, o interesse de Nabonido nela talvez fosse motivado por razões econômicas ou talvez se baseasse em fatores de estratégia militar. Apresenta-se também a sugestão de que ele achava politicamente aconselhável administrar os assuntos de Babilônia através de seu filho. Outros fatores, tais como o clima saudável de Tema e o destaque da adoração da lua na Arábia, também foram mencionados como possíveis motivos da aparente preferência de Nabonido por Tema.

      Não há informações disponíveis sobre as atividades de Nabonido entre o seu 12.º e o seu último ano. Prevendo a agressão dos medos e dos persas, sob Ciro, o Grande, Nabonido havia entrado numa aliança com o Império Lídio e com o Egito. A Crônica de Nabonido mostra Nabonido de volta em Babilônia no ano do ataque medo-persa, quando se celebrava a festividade do Ano-novo e se traziam à cidade os diversos deuses de Babilônia. A respeito do avanço de Ciro, a Crônica declara que, após a vitória em Ópis, ele capturou Sipar (c. 60 km ao N de Babilônia) e que “Nabonido fugiu”. Daí, segue o relato da conquista medo-persa de Babilônia, e declara-se que Nabonido, ao retornar, foi preso. (Ancient Near Eastern Texts, p. 306)

  • Nabonido
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • Na terceira das suas quatro colunas, começando com a linha 5, seções pertinentes rezam: “[Décimo sétimo ano:] . . . No mês de tasritu, quando Ciro atacou o exército de Acade, em Ópis sobre o Tigre, os habitantes de Acade se revoltaram, mas ele (Nabonido) massacrou os habitantes confusos. No 14.º dia, Sipar foi capturada sem batalha. Nabonido fugiu. No 16.º dia, Gobrias (Ugbaru), governador de Gutium, e o exército de Ciro entraram em Babilônia sem batalha. Depois, Nabonido foi preso em Babilônia ao voltar (para lá). . . .

  • Nabonido
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • Pode-se notar que a frase “décimo sétimo ano” não consta na tabuinha, estando danificada esta parte do texto. Esta frase é inserida pelos tradutores, porque eles acreditam que o 17.º ano de reinado de Nabonido foi seu último. Assim, presumem que a queda da cidade de Babilônia se deu naquele ano do seu reinado e que, se a tabuinha não estivesse danificada, essas palavras apareceriam no espaço agora danificado. Mesmo que o reinado de Nabonido tenha durado mais do que em geral se supõe, isto não mudaria a data aceita de 539 AEC como ano da queda de Babilônia, porque há outras fontes que indicam este ano.

  • Nabonido
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • Também chamada de “Crônica Ciro-Nabonido” e de “A Tabuinha Analística de Ciro”, trata-se do fragmento duma tabuinha de argila agora guardado no Museu Britânico. Descreve primariamente os eventos principais do reinado de Nabonido, último monarca supremo de Babilônia, inclusive o conciso relato da queda de Babilônia diante das tropas de Ciro. Embora, sem dúvida, procedesse originalmente de Babilônia e fosse escrita em letra cuneiforme babilônica, os peritos que examinaram seu estilo de escrita dizem que talvez date de algum tempo no período selêucida (312-65 AEC), portanto, dois séculos, ou mais, depois dos dias de Nabonido. É considerado como certamente uma cópia de um documento anterior. O tom desta crônica glorifica tão fortemente a Ciro, ao passo que apresenta Nabonido numa luz depreciativa, que se pensa ter sido a obra dum escriba persa, e, deveras, tem sido chamada de “propaganda persa”. Todavia, embora talvez seja assim, os historiadores acham que os dados circunstanciais contidos nela, não obstante, são fidedignos.

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