-
BeninAnuário das Testemunhas de Jeová de 1997
-
-
De Porto-Novo, a pregação das boas novas se estendeu a cidades e localidades remotas. O irmão Akintoundé levava consigo alguns recém-interessados para dar testemunho em lugares tais como Lokogbo e Cotonou. Eles ficavam numa localidade por alguns dias, sendo acolhidos e hospedados por recém-interessados dali. Naquele tempo, os interessados começavam a pregar junto com os irmãos visitantes logo depois do seu contato inicial.
-
-
BeninAnuário das Testemunhas de Jeová de 1997
-
-
Em janeiro de 1949, havia três congregações em Benin — Porto-Novo, Lokogbo e Cotonou.
-
-
BeninAnuário das Testemunhas de Jeová de 1997
-
-
Vodu em oposição a Jeová
Dogbo-Tindé Ogoudina observava de certa distância o que estava acontecendo. Ela era vendedora de tecidos, tendo seu negócio na rua defronte da casa do irmão Houénou. Ela era também secretária do convento fetichista em Porto-Novo. Mas, ela ficou tão favoravelmente impressionada com a conduta das Testemunhas em face desta oposição, que passou a interessar-se na mensagem do Reino. Logo ela mesma tornou-se alvo de feroz oposição dos sacerdotes fetichistas. O principal desses proclamou que ela morreria em sete dias por causa da sua posição do lado das Testemunhas! Ele usou de feitiçaria no esforço de fazer sua predição tornar-se realidade.
Embora alguns tenham sido mortos por espíritos iníquos, a irmã Ogoudina não se deixou abalar. Ela disse: “Se o fetiche é que fez a Jeová, eu morrerei; mas se Jeová é o Deus Supremo, ele derrotará o fetiche.” Na noite do sexto dia os sacerdotes fetichistas ofereceram sacrifícios de cabritos e encantamentos ao seu fetiche — Gbeloko. Cortaram uma bananeira, trajaram-na de vestes brancas e a arrastaram pelo chão para simbolizar a morte da irmã. Depois disso, estavam tão certos do resultado, que proclamaram publicamente que a irmã Ogoudina já estava morta. Mas o que aconteceu na manhã seguinte?
A irmã Ogoudina estava ali onde tinha estado quase todas as manhãs — vendendo tecidos na feira. Não estava morta; estava bem viva! Mandou-se imediatamente uma delegação ao principal sacerdote fetichista em Porto-Novo, para informá-lo do que tinha acontecido ou, antes, do que não tinha acontecido. Ele ficou irado de que seu feitiço não teve efeito. Sabendo que isso minaria a sua influência sobre as pessoas, partiu de Porto-Novo para Cotonou com um só objetivo — achar a irmã Ogoudina e matá-la. Os irmãos locais sabiam que ia haver dificuldades, de modo que a ajudaram a fechar seu pequeno negócio e a levaram a um lugar seguro.
Depois de manter a irmã Ogoudina escondida por uma semana, o irmão Houénou alugou um carro e levou-a por toda Porto-Novo, para que todos vissem que ela estava viva. Em 1949, automóveis ainda eram raros na África, de modo que poucos passavam sem ser notados. O irmão Houénou fez questão de que ela fosse vista pelo máximo número de pessoas; depois terminaram a sua viagem diante da porta do antigo convento fetichista dela. Ela saiu do carro e proclamou publicamente, ao ouvido de todos que, embora o principal sacerdote fetichista tivesse lançado um feitiço de morte sobre ela, Jeová, seu Deus, fora o vencedor! Ele é que provou ser para ela “uma torre forte”. (Pro. 18:10) Apesar de ter saúde fraca, ela continuou a servir fielmente a Jeová até o fim dos seus dias. Sua atitude corajosa ajudou outros adoradores fetichistas a se livrar dos laços do espiritismo.
-