-
Por que examinar a Bíblia?A Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
Por que examinar a Bíblia?
Você conhece bem a Bíblia? Essa obra sem igual é, de longe, o livro de maior circulação da História. Pessoas de todas as culturas reconhecem que sua mensagem é fonte de consolo e esperança e que seus conselhos são práticos para a vida diária. No entanto, muitos hoje sabem pouco a respeito da Bíblia. Seja você religioso ou não, talvez queira saber mais sobre ela. Esta brochura foi preparada para dar-lhe uma visão geral da Bíblia.
ANTES de pegar uma Bíblia e começar a lê-la, será útil saber algo a respeito da composição básica desse livro. Também conhecida como Escrituras Sagradas, a Bíblia é na realidade uma coleção de 66 livros, ou seções, que começa em Gênesis e termina em Revelação, ou Apocalipse.
Quem é o autor da Bíblia? Essa é uma pergunta intrigante. Na realidade, as Escrituras foram produzidas por uns 40 homens durante um período de cerca de 1.600 anos. Notavelmente, esses homens não reivindicaram para si a autoria da Bíblia. Um dos escritores registrou: “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16) Outro escritor disse: “Foi o espírito de Jeová que falou por meu intermédio, e a sua palavra estava na minha língua.” (2 Samuel 23:2) Assim, os escritores afirmaram que o Autor da Bíblia é Jeová Deus, o Supremo Governante do Universo. Esses escritores revelam que Deus quer que os humanos o conheçam.
Para entender a Bíblia, porém, algo mais é necessário. As Escrituras têm um tema geral: a vindicação do direito de Deus governar a humanidade por meio de seu Reino celestial. Nas páginas seguintes, você verá como esse é um tema recorrente de Gênesis a Revelação.
Com isso em mente, considere agora a mensagem contida no livro mais conhecido do mundo, a Bíblia.
-
-
O Criador dá ao homem um paraísoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 1
O Criador dá ao homem um paraíso
Deus cria o Universo e a vida na Terra; cria também um homem e uma mulher perfeitos, coloca-os num belo jardim e dá-lhes certos mandamentos que devem ser obedecidos
ELAS têm sido chamadas de as palavras introdutórias mais famosas já escritas. “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) Com essa simples e majestosa sentença, a Bíblia nos apresenta a Pessoa que é a figura central nas Escrituras Sagradas — o Deus todo-poderoso, Jeová. O primeiro versículo da Bíblia revela que Deus é o Criador do vasto Universo, incluindo o planeta em que vivemos. Os versículos seguintes explicam que, numa série de longos períodos, simbolicamente chamados de dias, Deus preparou nosso lar terrestre e trouxe à existência todas as maravilhas do nosso mundo natural.
A mais importante criação terrestre de Deus foi o homem — uma criatura feita à imagem de Deus, capaz de refletir as qualidades do próprio Jeová, como seu amor e sua sabedoria. Deus fez o homem do pó do solo. Ele chamou-o de Adão e colocou-o num paraíso — o jardim do Éden. O próprio Deus plantou esse jardim, enchendo-o com belas árvores frutíferas.
Deus viu a necessidade de o homem ter uma companheira. Usando uma das costelas de Adão, Deus fez uma mulher e a apresentou ao homem como sua esposa, mais tarde chamada Eva. Exultante, Adão disse poeticamente: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne.” Deus explicou: “Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” — Gênesis 2:22-24; 3:20.
Deus deu a Adão e Eva dois mandamentos. Primeiro, disse-lhes que cultivassem seu lar terrestre e cuidassem dele e, com o tempo, o enchessem com sua descendência. Segundo, disse que, naquele vasto jardim, de uma única árvore eles não poderiam comer do seu fruto, ou seja, a “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. (Gênesis 2:17) Se desobedecessem, morreriam. Com esses mandamentos, Deus ofereceu ao homem e à mulher uma maneira de provar que o aceitavam como Governante. Sua obediência também demonstraria seu amor e gratidão. Eles tinham todos os motivos para aceitar Seu domínio bondoso. Não havia falhas nesses humanos perfeitos. A Bíblia diz: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” — Gênesis 1:31.
— Baseado em Gênesis, capítulos 1 e 2.
-
-
O Paraíso perdidoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 2
O Paraíso perdido
Um anjo rebelde induz o primeiro casal, Adão e Eva, a rejeitar o governo de Deus. Com isso, o pecado e a morte entram no mundo
BEM antes de criar os humanos, Deus criou muitas criaturas espirituais invisíveis — os anjos. No Éden, um anjo rebelde, que se tornou conhecido como Satanás, o Diabo, ardilosamente tentou persuadir Eva a comer do fruto da única árvore que Deus lhes havia proibido.
Usando uma serpente como porta-voz, Satanás deu a entender que Deus estava retendo da mulher e de seu marido algo desejável. O anjo disse a Eva que ela e Adão não morreriam se comessem do fruto proibido. Desse modo, Satanás acusou Deus de mentir a Seus filhos humanos. O Enganador apresentou a desobediência a Deus como um caminho atraente que levaria ao esclarecimento e à liberdade. Mas era tudo mentira — de fato, a primeira mentira proferida na Terra. A verdadeira questão envolvia a soberania, ou governo supremo, de Deus, ou seja, se Deus tinha o direito de governar e se fazia isso com justiça e nos melhores interesses de seus súditos.
Eva acreditou na mentira de Satanás. Ela passou a desejar o fruto, chegando até mesmo a comê-lo. Mais tarde, ela deu o fruto a seu esposo e ele também o comeu. Desse modo, eles se tornaram pecadores. Esse ato, aparentemente simples, foi na realidade uma expressão de rebelião. Por escolherem de maneira proposital desobedecer ao mandamento de Deus, Adão e Eva rejeitaram o governo do Criador que lhes tinha dado tudo, até mesmo uma vida perfeita.
O descendente “te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar”. — Gênesis 3:15
Deus exigiu que os rebeldes se explicassem. Ele predisse a vinda do prometido Descendente, ou Libertador, que destruiria Satanás, simbolizado pela serpente. Deus adiou temporariamente a execução da sentença de morte contra Adão e Eva, mostrando assim misericórdia por sua descendência ainda não nascida. Esses filhos teriam uma base para esperança por causa Daquele que Deus enviaria para desfazer as trágicas consequências da rebelião no Éden. Exatamente como se cumpriria o propósito de Deus a respeito desse futuro Salvador — e quem seria esse Enviado — foi revelado aos poucos, à medida que a Bíblia foi sendo escrita.
Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso. Agora, seriam necessários suor e trabalho pesado para tirar o sustento do solo fora do jardim do Éden. Em seguida, Eva ficou grávida e deu à luz Caim, o primeiro filho de Adão e Eva. O casal teve outros filhos e filhas, incluindo Abel e Sete, antepassado de Noé.
— Baseado em Gênesis, capítulos 3 a 5; Revelação (Apocalipse) 12:9.
-
-
A humanidade sobrevive ao DilúvioA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 3
A humanidade sobrevive ao Dilúvio
Deus destrói um mundo perverso, mas preserva a Noé e sua família
À MEDIDA que a humanidade se multiplicava, o pecado e a perversidade se espalhavam rapidamente sobre a Terra. Um solitário profeta, chamado Enoque, avisou que um dia Deus destruiria os ímpios. Ainda assim, o mal prevaleceu e até mesmo piorou. Alguns anjos se rebelaram contra Jeová por deixarem seus lugares designados no céu, assumirem forma humana na Terra e gananciosamente tomarem mulheres como esposas. Essas uniões desnaturais produziram uma descendência híbrida — gigantes ameaçadores chamados nefilins, que aumentaram a violência e o derramamento de sangue no mundo. Deus ficou muito magoado ao ver sua criação terrestre sendo arruinada.
Após a morte de Enoque, um homem se destacou naquele mundo perverso. Seu nome era Noé. Ele e sua família faziam o que era certo aos olhos de Deus. Quando Deus decidiu destruir as pessoas más daquele mundo, quis proteger Noé e a criação animal da Terra. Assim, Deus disse a ele que construísse uma arca — uma enorme embarcação retangular. Nela, Noé e sua família seriam salvos, com numerosas espécies animais, de um dilúvio global. Noé obedeceu a Deus. Durante as décadas que passou construindo a arca, Noé foi também um “pregador da justiça”. (2 Pedro 2:5) Ele avisou as pessoas a respeito do Dilúvio que se aproximava, mas elas o ignoraram. Chegou o tempo para Noé e sua família entrarem na arca com os animais. Deus fechou a porta. A chuva começou.
Caiu um temporal por 40 dias e 40 noites, inundando a Terra inteira. Os perversos morreram. Meses depois, com o recuo das águas, a arca acabou parando numa montanha. Quando os passageiros da arca puderam sair em segurança, já haviam passado um ano dentro dela. Como agradecimento, Noé apresentou uma oferta a Jeová. Este, por sua vez, lhe assegurou que nunca mais traria um dilúvio para eliminar toda a vida na superfície da Terra. Jeová proveu o arco-íris como garantia visível, um lembrete dessa promessa consoladora.
Depois do Dilúvio, Deus também deu à humanidade alguns mandamentos novos. Deu-lhes permissão para comer a carne de animais, mas proibiu-os de comer sangue. Ele também ordenou aos descendentes de Noé que se espalhassem pela Terra, mas alguns deles desobedeceram a essa ordem. As pessoas se uniram sob um líder chamado Ninrode e começaram a construir uma grande torre na cidade de Babel, mais tarde chamada Babilônia. Seu objetivo era desafiar a ordem de Deus de espalhar-se pela Terra. Mas Deus frustrou os planos desses rebeldes por confundir a língua que falavam e fazer com que falassem em várias línguas. Incapazes de se comunicar, eles abandonaram o projeto e se dispersaram.
— Baseado em Gênesis, capítulos 6 a 11; Judas 14, 15.
-
-
Deus faz um pacto com AbraãoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 4
Deus faz um pacto com Abraão
Abraão obedece fielmente a Jeová, que lhe promete abençoar e multiplicar sua descendência
HAVIAM se passado uns 350 anos desde o Dilúvio dos dias de Noé. O patriarca Abraão vivia na próspera cidade de Ur, onde hoje é o Iraque. Abraão era um homem de notável fé. Mas agora sua fé seria testada.
Jeová ordenou a Abraão que deixasse sua terra natal e se mudasse para um país estrangeiro, que veio a ser Canaã. Abraão obedeceu sem hesitação. Levou sua família, incluindo sua esposa, Sara, e seu sobrinho Ló. Após uma longa viagem, passou a morar em tendas em Canaã. Num pacto que fez com Abraão, Jeová prometeu-lhe que iria fazer dele uma grande nação, que todas as famílias da Terra seriam abençoadas por meio dele e que sua descendência possuiria a terra de Canaã.
Abraão e Ló prosperaram, acumulando enormes rebanhos de ovelhas e gado. Generosamente, Abraão deixou que Ló escolhesse o território que desejasse. Ló escolheu o fértil distrito do rio Jordão e estabeleceu-se perto da cidade de Sodoma. Mas os homens de Sodoma eram imorais — grandes pecadores contra Jeová.
Jeová Deus mais tarde assegurou a Abraão que sua descendência se tornaria tão numerosa como as estrelas do céu. Abraão depositou fé nessa promessa. Contudo, a amada esposa de Abraão, Sara, continuava estéril. Então, quando Abraão tinha 99 anos de idade e Sara quase 90, Deus disse a Abraão que eles teriam um filho. De acordo com essa promessa, Sara deu à luz Isaque. Abraão teve outros filhos, mas seria por meio de Isaque que viria o Libertador prometido no Éden.
Enquanto isso, Ló e sua família moravam em Sodoma, mas o justo Ló não se tornou como os habitantes dessa cidade imoral. Quando Jeová decidiu executar o julgamento sobre Sodoma, ele enviou anjos para avisar Ló da iminente destruição. Os anjos instaram com Ló e sua família para fugir de Sodoma e não olhar para trás. Deus então fez chover fogo e enxofre em Sodoma e na vizinha cidade perversa de Gomorra, destruindo todos os seus habitantes. Ló e suas duas filhas escaparam. Mas a esposa de Ló olhou para trás, talvez com anelo pelas coisas que havia deixado. Essa desobediência custou-lhe a vida.
— Baseado em Gênesis 11:10–19:38.
-
-
Deus abençoa Abraão e sua famíliaA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 5
Deus abençoa Abraão e sua família
Os descendentes de Abraão prosperam. Deus protege José no Egito
JEOVÁ sabia que seu querido Filho um dia teria de sofrer e morrer. A profecia registrada em Gênesis 3:15 deu um indício a respeito desse fato. Poderia Deus fazer com que a humanidade entendesse claramente o grande custo que essa morte representaria para ele? A Bíblia fornece uma vívida ilustração. Deus pediu que Abraão sacrificasse seu amado filho Isaque.
Abraão tinha grande fé. Lembre-se, Deus havia prometido a ele que o predito Libertador, ou Descendente, descenderia de Isaque. Confiando que Deus ressuscitaria Isaque se fosse preciso, Abraão estava prestes a obedientemente sacrificar seu próprio filho. Mas, na hora certa, um anjo de Deus impediu que Abraão fizesse isso. Elogiando Abraão por sua disposição de oferecer o que lhe era mais precioso, Deus repetiu Suas promessas a esse fiel patriarca.
Mais tarde, Isaque teve dois filhos, Esaú e Jacó. Diferentemente de Esaú, Jacó apreciava as coisas espirituais e foi recompensado por isso. Deus mudou o nome de Jacó para Israel, e os 12 filhos de Israel se tornaram os cabeças das tribos de Israel. Mas como essa família se tornou uma grande nação?
Deu-se início a uma série de eventos quando a maioria desses filhos passou a ter ciúmes de seu irmão José, que era mais novo do que eles. Eles venderam-no como escravo, e ele foi levado para o Egito. Mas Deus abençoou esse jovem fiel e corajoso. Apesar de terrível sofrimento, por fim José foi escolhido por Faraó, o governante do Egito, para um cargo de grande autoridade. Isso foi oportuno, pois uma severa fome fez com que Jacó enviasse alguns de seus filhos ao Egito para comprar alimentos — e José tinha se tornado o responsável por todo o suprimento! Depois de uma dramática reunião com seus irmãos arrependidos, José perdoou-os e providenciou que sua família inteira se mudasse para o Egito. Eles receberam terras excelentes, onde podiam continuar a crescer e prosperar. José compreendeu que Deus havia direcionado os eventos dessa maneira para cumprir suas promessas.
O idoso Jacó viveu o resto de seus dias no Egito, cercado por sua crescente família. No seu leito de morte, ele predisse que o prometido Descendente, ou Libertador, seria um poderoso Governante que nasceria na linhagem de seu filho Judá. Antes de sua própria morte anos depois, José profetizou que um dia Deus tiraria a família de Jacó do Egito.
— Baseado em Gênesis, capítulos 20 a 50; Hebreus 11:17-22.
-
-
Jó mantém a integridadeA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 6
Jó mantém a integridade
Satanás questiona a integridade de Jó perante Deus, mas Jó permanece fiel a Jeová
SERÁ que algum humano permaneceria fiel a Deus se fosse provado até o limite e se a obediência não trouxesse aparentemente nenhum benefício material? Essa questão foi levantada — e resolvida — no caso de um homem chamado Jó.
Quando os israelitas ainda estavam no Egito, Jó, um parente de Abraão, vivia onde hoje é a Arábia. Certa ocasião, os anjos no céu estavam reunidos diante de Deus e o rebelde Satanás estava entre eles. Nessa assembleia celestial, Jeová expressou sua confiança em seu leal servo Jó. De fato, Jeová disse que nenhum outro humano era tão íntegro como Jó. Mas Satanás afirmou que Jó só servia a Deus porque este o abençoava e protegia. Afirmou ainda que, se lhe fosse tirado tudo o que possuía, Jó amaldiçoaria a Deus.
Deus permitiu que Satanás tirasse primeiro os bens e os filhos de Jó e depois a sua saúde. Sem saber que era Satanás quem estava por trás disso, Jó não compreendia por que Deus permitia que lhe sobreviessem essas provações. Mesmo assim, ele nunca se voltou contra Deus.
Três falsos amigos visitaram Jó. Numa série de declarações, que cobrem muitas páginas do livro de Jó, esses homens equivocadamente tentaram convencer Jó de que Deus o estava punindo por pecados secretos. Chegaram a afirmar que Deus não se agrada de seus servos nem confia neles. Jó rejeitou esse raciocínio errado. Confiante, declarou que permaneceria íntegro até a morte!
Mas Jó cometeu o erro de se preocupar demais com a sua própria justificação. Um jovem chamado Eliú, que havia ouvido todo o debate, passou a falar. Eliú reprovou Jó por ter despercebido que a vindicação da soberania de Jeová Deus é muito mais importante do que a vindicação de qualquer humano. Além disso, repreendeu fortemente os falsos amigos de Jó.
Em seguida, Jeová Deus falou a Jó, corrigindo o seu modo de pensar. Chamando atenção para muitas maravilhas da criação, Jeová fez Jó entender a pequenez do homem em comparação com a grandeza de Deus. Jó aceitou humildemente a correção de Deus. Jeová, sendo ‘mui terno em afeição e misericordioso’, restaurou a saúde de Jó, deu-lhe em dobro a riqueza que tinha antes e abençoou-o com dez filhos. (Tiago 5:11) Por manter a integridade a Jeová sob severas provações, Jó refutou a falsa acusação de Satanás de que os humanos não permaneceriam fiéis a Deus se fossem provados.
— Baseado no livro de Jó.
-
-
Deus liberta os filhos de IsraelA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 7
Deus liberta os filhos de Israel
Jeová golpeia o Egito com pragas e Moisés conduz os filhos de Israel para fora do país. Deus dá a Lei a Israel por meio de Moisés
POR muitos anos, os filhos de Israel viveram no Egito, prosperando e se multiplicando. No entanto, surgiu um novo Faraó. Esse governante não conhecia José. Como tirano corrupto que temia o crescente número dos israelitas, ele os transformou em escravos e ordenou que todos os meninos israelitas recém-nascidos fossem afogados no rio Nilo. Mas uma mãe corajosa protegeu seu bebê, escondendo-o numa cesta entre os juncos. A filha de Faraó descobriu o bebê, chamou-o de Moisés e criou-o no meio da realeza egípcia.
Quando tinha 40 anos, Moisés se meteu em apuros ao defender um escravo israelita contra um capataz egípcio. Ele fugiu para uma terra distante, onde viveu em exílio. Quando Moisés tinha 80 anos, Jeová enviou-o de volta ao Egito para comparecer perante Faraó e exigir a libertação do povo de Deus.
Faraó recusou firmemente. Em vista disso, Deus golpeou o Egito com dez pragas. Toda vez que Moisés comparecia perante Faraó para dar-lhe a oportunidade de evitar a próxima praga, Faraó se mostrava insolente, tratando a Moisés e seu Deus, Jeová, com desprezo. Por fim, a décima praga resultou na morte de todos os primogênitos do país — exceto nas famílias que obedeceram a Jeová por marcar o batente das portas de suas casas com o sangue de um cordeiro sacrificado. O anjo de Deus encarregado da destruição passou por alto essas casas. Os israelitas passaram a comemorar essa maravilhosa libertação por meio de uma celebração anual chamada Páscoa.
Tendo perdido seu próprio primogênito, Faraó ordenou que Moisés e todos os israelitas deixassem o Egito. Eles imediatamente organizaram o Êxodo. Mas Faraó mudou de ideia. Ele foi atrás deles com muitos guerreiros e carros de guerra. Os israelitas pareciam estar encurralados na margem do mar Vermelho. Jeová partiu o mar Vermelho, permitindo que os israelitas passassem através de um leito seco, entre paredes de água! Quando os egípcios avançaram atrás deles, Deus fez com que as águas desabassem, afogando Faraó e seu exército.
Mais tarde, quando os israelitas acamparam perto do monte Sinai, Jeová fez um pacto com eles. Usando Moisés como mediador, Deus deu a Israel leis que proviam orientação e proteção em praticamente todos os aspectos da vida. Enquanto Israel aceitasse fielmente o governo divino, Jeová estaria com eles e faria dessa nação uma bênção para outros povos.
No entanto, a maioria dos israelitas mostrou uma desapontadora falta de fé em Deus. Portanto, Jeová fez aquela geração vagar no deserto por 40 anos. Então, Moisés encarregou o justo Josué para sucedê-lo. Finalmente, Israel estava pronto para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão.
— Baseado em Êxodo; Levítico; Números; Deuteronômio; Salmo 136:10-15; Atos 7:17-36.
-
-
O povo de Israel entra em CanaãA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 8
O povo de Israel entra em Canaã
Josué lidera Israel na conquista de Canaã. Jeová habilita juízes para libertar seu povo da opressão
SÉCULOS antes de Israel entrar em Canaã, Jeová prometeu essa terra aos descendentes de Abraão. Agora, sob a liderança de Josué, os israelitas estavam prestes a tomar posse da Terra Prometida.
Deus havia decidido que os cananeus mereciam a destruição. Eles haviam saturado o país com práticas sexuais extremamente degradantes e cruel derramamento de sangue. Por isso, as cidades cananeias conquistadas pelos israelitas deviam ser completamente destruídas.
Antes de o povo entrar no país, no entanto, Josué enviou dois espias, que ficaram na cidade de Jericó com uma mulher chamada Raabe. Ela recebeu os espias em sua casa e protegeu-os, mesmo sabendo que eles eram israelitas. Raabe tinha fé no Deus dos israelitas, tendo ouvido falar sobre como Jeová, em várias ocasiões, havia salvado o Seu povo. Ela fez os espias lhe prometerem que ela e sua família seriam poupados.
Mais tarde, quando os israelitas entraram em Canaã e atacaram Jericó, Jeová milagrosamente causou a queda das muralhas da cidade. As tropas de Josué avançaram e destruíram a cidade, mas pouparam Raabe e sua família. Então, numa veloz campanha de seis anos, Josué conquistou grandes porções da Terra Prometida. Depois, a terra foi distribuída entre as tribos de Israel.
Perto do fim de sua longa carreira, Josué convocou o povo. Ele os relembrou dos tratos de Jeová com seus antepassados e os encorajou a servir a Jeová. Depois que Josué e seus associados morreram, no entanto, os israelitas abandonaram a Jeová para servir deuses falsos. Por cerca de 300 anos, a obediência deles às leis de Jeová era inconstante. Durante esse tempo, Jeová permitiu que os inimigos de Israel, tais como os filisteus, os oprimissem. Mas, quando os israelitas clamavam pela ajuda de Jeová, ele designava juízes — foram 12 ao todo — para salvá-los.
O período dos juízes, registrado no livro de Juízes, começou com Otniel e terminou com Sansão, o homem mais forte que já viveu. A verdade básica demonstrada vez após vez no emocionante registro no livro bíblico de Juízes é esta: a obediência a Jeová resulta em bênçãos, a desobediência resulta em calamidade.
— Baseado em Josué; Juízes; Levítico 18:24, 25.
-
-
Os israelitas pedem um reiA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 9
Os israelitas pedem um rei
O primeiro rei de Israel, Saul, foi desobediente. Foi sucedido por Davi, com quem Deus fizera um pacto para um reino eterno
DEPOIS dos dias de Sansão, Samuel serviu como profeta e juiz em Israel. Os israelitas insistiam em lhe dizer que desejavam ser como outras nações e ter um rei humano sobre eles. Embora esse pedido fosse uma afronta a Jeová, ele disse a Samuel que o atendesse. Deus selecionou um homem humilde chamado Saul para ser rei. Com o tempo, no entanto, o Rei Saul tornou-se arrogante e desobediente. Jeová rejeitou-o como rei e disse a Samuel para designar outro — um jovem chamado Davi. Contudo, levaria anos até que Davi se tornasse rei.
Provavelmente quando ainda era adolescente, Davi visitou seus irmãos que serviam no exército de Saul. O exército inteiro estava aterrorizado com um guerreiro inimigo, um gigante chamado Golias, que insultava a eles e a seu Deus. Indignado, Davi aceitou o desafio do gigante de lutar contra ele. Armado com apenas uma funda e algumas pedras, o jovem foi ao encontro de seu oponente, de quase três metros de altura. Quando Golias zombou de Davi, este replicou que estava mais bem armado do que esse gigante, pois lutava em nome de Jeová Deus. Davi derrubou Golias com uma única pedra e, em seguida, cortou a cabeça dele com a própria espada desse gigante. O exército filisteu fugiu aterrorizado.
Primeiro, Saul ficou impressionado com a coragem de Davi e o nomeou comandante de seu exército. Mas o sucesso de Davi provocou em Saul um ciúme exagerado. Davi teve de fugir para salvar a vida e viver como fugitivo por anos. Apesar disso, Davi permaneceu leal ao rei que tentava matá-lo, raciocinando que o Rei Saul havia sido designado por Jeová Deus. Por fim, Saul morreu em batalha. Pouco tempo depois, Davi tornou-se rei, conforme Jeová havia prometido.
“Eu hei de estabelecer firmemente o trono do seu reino por tempo indefinido.” — 2 Samuel 7:13
Como rei, Davi desejava muito construir um templo para Jeová. No entanto, Deus disse a Davi que um de seus descendentes faria isso. Esse descendente veio a ser seu filho Salomão. Não obstante, Deus recompensou Davi fazendo com ele um emocionante pacto: sua linhagem produziria uma dinastia diferente de qualquer outra. Por fim, ela produziria o Libertador, ou Descendente, prometido no Éden. Esse seria o Messias, que significa “Ungido”, designado por Deus. Jeová prometeu que o Messias seria o Governante de um governo, ou Reino, que duraria para sempre.
Profundamente grato, Davi reuniu grande quantidade de materiais e metais preciosos para a construção do templo. Ele também compôs muitos salmos inspirados. Perto do fim de sua vida, Davi reconheceu: “Foi o espírito de Jeová que falou por meu intermédio, e a sua palavra estava na minha língua.” — 2 Samuel 23:2.
— Baseado em 1 Samuel; 2 Samuel; 1 Crônicas; Isaías 9:7; Mateus 21:9; Lucas 1:32; João 7:42.
-
-
Salomão governa com sabedoriaA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 10
Salomão governa com sabedoria
Jeová dá ao Rei Salomão um coração sábio; durante seu reinado, os israelitas desfrutam de incomparável paz e prosperidade
COMO seria a vida se uma nação inteira e seu governante seguissem a Jeová como seu Soberano e obedecessem às Suas leis? A resposta foi demonstrada durante o reinado de 40 anos do Rei Salomão.
Antes de morrer, Davi designou seu filho Salomão como sucessor. Num sonho, Deus disse a Salomão que fizesse um pedido. Salomão pediu sabedoria e conhecimento para julgar o povo de modo justo e sábio. Jeová se agradou disso e deu a Salomão sabedoria e compreensão. Além disso, prometeu-lhe riquezas, glória e vida longa se ele permanecesse obediente.
Salomão tornou-se famoso por seus julgamentos sábios. Num caso, duas mulheres discutiam sobre um bebê, cada qual dizendo ser a mãe dele. Salomão mandou cortar o bebê ao meio e dar a cada mulher uma metade. A primeira mulher concordou. Mas a verdadeira mãe contestou de imediato, dizendo que a criança deveria ser dada à outra mulher. Salomão viu então claramente que a mãe verdadeira era a mulher compassiva e deu o menino a ela. Todo o Israel logo ficou sabendo dessa decisão judicial e o povo reconheceu que Salomão tinha sabedoria divina.
Uma das maiores realizações de Salomão foi a construção do templo de Jeová — uma estrutura magnífica em Jerusalém que seria usada como centro de adoração em Israel. Na inauguração do templo, Salomão orou: “Os próprios céus, sim, o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos, então, esta casa que construí!” — 1 Reis 8:27.
A reputação de Salomão espalhou-se para outros países, mesmo até a distante Sabá, na Arábia. A rainha de Sabá veio para ver o esplendor e a riqueza de Salomão e para testar a profundeza de sua sabedoria. A rainha ficou tão impressionada com a sabedoria de Salomão e com a prosperidade de Israel que louvou a Jeová por ter colocado esse sábio rei no trono. De fato, com a bênção de Jeová, o governo de Salomão foi o mais próspero e pacífico da história do Israel antigo.
Infelizmente, com o tempo Salomão deixou de agir em harmonia com a sabedoria de Jeová. Desobedecendo à ordem de Deus, ele casou-se com centenas de mulheres, incluindo muitas que adoravam deuses estrangeiros. Essas esposas, aos poucos, fizeram com que o coração de Salomão se desviasse de Jeová para a adoração de ídolos. Jeová disse a Salomão que parte do reino seria arrancada dele. Somente uma parte permaneceria com a sua família, disse Deus, por consideração ao pai de Salomão, Davi. Apesar do desvio de Salomão, Jeová permaneceu leal ao pacto do Reino que fez com Davi.
— Baseado em 1 Reis, capítulos 1 a 11; 2 Crônicas, capítulos 1 a 9; Deuteronômio 17:17.
-
-
Canções inspiradas que consolam e ensinamA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 11
Canções inspiradas que consolam e ensinam
Davi e outros compuseram canções para uso na adoração. O livro de Salmos preserva a letra de 150 delas
O MAIOR livro da Bíblia, Salmos, é uma compilação de canções sagradas que levou cerca de mil anos para ser concluída. Esse livro contém algumas das mais profundas e comoventes expressões de fé já escritas. Exprime uma ampla variedade de emoções humanas: da alegria, louvor e agradecimento à tristeza, pesar e arrependimento. Fica evidente que os salmistas tinham uma relação de confiança e de achego com Deus. Considere alguns temas desenvolvidos nessas obras líricas.
Jeová é o Soberano legítimo, merecedor de adoração e louvor. “Tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra”, lemos no Salmo 83:18. Vários salmos louvam a Jeová por suas obras criativas, tais como os céus estrelados, as maravilhas da vida na Terra e do corpo humano. (Salmos 8, 19, 139, 148) Outros glorificam a Jeová como o Deus que age para salvar e proteger os que lhe são leais. (Salmos 18, 97, 138) Ainda outros o exaltam como o Deus de justiça, que dá alívio aos oprimidos e pune os perversos. — Salmos 11, 68, 146.
Jeová ajuda e consola os que o amam. Talvez o salmo mais famoso seja o 23, em que Davi descreve Jeová como Pastor amoroso que guia, protege e cuida de suas ovelhas. O Salmo 65:2 lembra aos adoradores de Deus que Jeová é o “Ouvinte de oração”. Muitos que cometeram uma transgressão grave encontram grande consolo nos Salmos 39 e 51, onde Davi exprime com sinceridade seu arrependimento por erros graves e expressa sua fé no perdão de Jeová. O Salmo 55:22 traz uma exortação para confiar em Jeová e para lançar sobre ele todos os nossos fardos pessoais.
Jeová mudará o mundo por meio do Reino do Messias. Várias passagens nos Salmos se aplicam claramente ao Messias, o predito Rei. O Salmo 2 profetiza que esse Governante destruirá as perversas nações, que se opõem a ele. O Salmo 72 revela que esse Rei acabará com a fome, a injustiça e a opressão. De acordo com o Salmo 46:9, por meio do Reino messiânico, Deus acabará com a guerra e até mesmo destruirá todas as armas de guerra. No Salmo 37, lemos que os maus serão eliminados e os justos viverão na Terra para sempre, com paz global e harmonia.
— Baseado no livro dos Salmos.
-
-
Sabedoria divina para a vida diáriaA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 12
Sabedoria divina para a vida diária
O livro de Provérbios é uma compilação de conselhos inspirados, feita na maior parte por Salomão, que dão orientações para a vida diária
É JEOVÁ um Governante sábio? Uma maneira decisiva de responder a essa pergunta é por considerar os conselhos que ele dá. São práticos? Será que aplicá-los torna a vida melhor ou mais significativa? O sábio Rei Salomão escreveu centenas de provérbios. Eles fazem menção de praticamente todos os assuntos da vida. Veja alguns exemplos.
Confiar em Deus. A confiança é fundamental para ter uma boa relação com Jeová. Salomão escreveu: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” (Provérbios 3:5, 6) Confiar em Deus por buscar a sua orientação e obedecê-Lo acrescenta profundo significado à vida. Agindo assim, um ser humano pode alegrar o coração de Jeová e fornecer-Lhe uma resposta às questões levantadas por Seu adversário, Satanás. — Provérbios 27:11.
Sabedoria nos tratos com outros. Os conselhos de Deus para maridos, esposas e filhos são hoje mais oportunos do que nunca. “Alegra-te com a esposa da tua mocidade”, Deus aconselha ao marido, instruindo-o a permanecer fiel à esposa. (Provérbios 5:18-20) Mulheres casadas encontram no livro de Provérbios uma brilhante descrição da esposa capaz que conquista a admiração do marido e dos filhos. (Provérbios, capítulo 31) E os filhos são orientados a obedecer aos pais. (Provérbios 6:20) O livro mostra também que ter amizades é vital e que o isolamento gera egoísmo. (Provérbios 18:1) Os amigos podem nos influenciar para o bem ou para o mal, de modo que devemos escolhê-los sabiamente. — Provérbios 13:20; 17:17.
Ser sábio consigo mesmo. O livro de Provérbios contém conselhos inestimáveis sobre evitar o abuso de álcool, desenvolver emoções sadias e combater as destrutivas, e ser um trabalhador diligente. (Provérbios 6:6; 14:30; 20:1) Alerta que é desastroso confiar em conceitos humanos contrários aos de Deus. (Provérbios 14:12) Exorta a proteger o íntimo, o coração, contra as influências corrompedoras, lembrando-nos de que “[do coração] procedem as fontes da vida”. — Provérbios 4:23.
Milhões de pessoas em todo o mundo descobriram que aplicar esses conselhos contribui para uma vida melhor. Por isso, têm amplas razões para aceitar a Jeová como Governante.
— Baseado no livro de Provérbios.
-
-
Reis bons e reis mausA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 13
Reis bons e reis maus
Israel está dividido. Com o tempo, muitos reis governam os israelitas e a maioria deles é infiel. Jerusalém é destruída pelos babilônios
ASSIM como Jeová havia predito, a nação de Israel foi dividida depois que Salomão abandonou a adoração pura. Seu filho e sucessor, Roboão, era um tirano. Como reação, dez das tribos de Israel se revoltaram e criaram o reino de Israel, no norte. Duas tribos permaneceram leais ao rei do “trono de Davi” em Jerusalém, formando o reino de Judá, no sul.
Os dois reinos tiveram uma história tumultuada, em grande parte por causa de reis sem fé e desobedientes. Israel teve mais dificuldades do que Judá, pois seus reis promoveram a adoração falsa desde o início. Apesar das obras poderosas realizadas por profetas como Elias e Eliseu — que até mesmo ressuscitaram pessoas — Israel sempre recaía no mau proceder. Por fim, Deus permitiu que o reino do norte fosse destruído pela Assíria.
Judá durou uns cem anos mais do que Israel, mas também sofreu a punição divina. Poucos reis de Judá acataram os avisos dos profetas de Deus e tentaram levar a nação de volta para Jeová. O Rei Josias, por exemplo, decidiu livrar Judá da adoração falsa e restaurou o templo de Jeová. Quando foi encontrada uma cópia bem antiga da Lei de Deus dada por meio de Moisés, Josias ficou profundamente comovido, levando-o a intensificar sua campanha de reforma.
Infelizmente, os sucessores de Josias não seguiram o bom exemplo desse rei. De modo que Jeová permitiu que a nação de Babilônia conquistasse Judá e destruísse Jerusalém e seu templo. Os sobreviventes foram exilados em Babilônia. Deus predisse que esse exílio duraria 70 anos. Judá ficou desabitada todo esse tempo — até que, como prometido, a nação teve permissão de voltar para sua própria terra.
No entanto, nenhum outro rei da dinastia de Davi governaria até o reinado do prometido Libertador, o predito Messias. A história da maioria dos reis que ocuparam o “trono de Davi” em Jerusalém prova que humanos imperfeitos não são qualificados para governar. Apenas o Messias estaria perfeitamente qualificado para isso. Assim, Jeová disse ao último desses reis davídicos: “Retira a coroa. . . . Certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo.” — Ezequiel 21:26, 27.
— Baseado em 1 Reis; 2 Reis; 2 Crônicas, capítulos 10 a 36; Jeremias 25:8-11.
-
-
Deus fala por meio de seus profetasA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 14
Deus fala por meio de seus profetas
Jeová designa profetas para transmitir mensagens sobre julgamento, adoração pura e a esperança messiânica
DURANTE o período dos reis de Israel e de Judá, entrou em cena um grupo especial de homens — os profetas. Eram homens de extraordinária fé e coragem que transmitiram os pronunciamentos de Deus. Considere quatro temas importantes apresentados por esses profetas de Deus.
1. A destruição de Jerusalém. Com muita antecedência, os profetas de Deus — Isaías e Jeremias em especial — começaram a alertar que Jerusalém seria destruída e abandonada. Em termos vívidos, revelaram por que a cidade havia incorrido na ira de Deus. A sua afirmação de representar a Jeová foi desmentida por práticas religiosas falsas, corrupção e violência. — 2 Reis 21:10-15; Isaías 3:1-8, 16-26; Jeremias 2:1–3:13.
2. A restauração da adoração pura. Depois de 70 anos no exílio, o povo de Deus seria libertado de Babilônia. Eles voltariam para a sua desabitada terra de origem e reconstruiriam o templo de Jeová em Jerusalém. (Jeremias 46:27; Amós 9:13-15) Com uns 200 anos de antecedência, Isaías predisse o nome do conquistador — Ciro — que derrotaria Babilônia e permitiria que o povo de Deus restaurasse a adoração pura. Isaías até mesmo detalhou a incomum estratégia de batalha de Ciro. — Isaías 44:24–45:3.
3. A chegada do Messias e as experiências que viveria. O Messias nasceria na cidade de Belém. (Miqueias 5:2) Ele seria humilde, e entraria em Jerusalém montado num jumento. (Zacarias 9:9) Embora fosse gentil e bondoso, seria impopular e muitos o rejeitariam. (Isaías 42:1-3; 53:1, 3) Sofreria uma morte cruel. Seria esse o fim definitivo de sua vida? Não, pois o seu sacrifício visava possibilitar para muitos o perdão de seus pecados. (Isaías 53:4, 5, 9-12) Apenas a sua ressurreição poderia realizar isso.
4. O reinado do Messias sobre a Terra. Humanos imperfeitos são realmente incapazes de governar a si mesmos de modo pacífico, mas o Rei messiânico seria chamado de Príncipe da Paz. (Isaías 9:6, 7; Jeremias 10:23) Sob o seu governo, todos os humanos estariam em paz entre si e até mesmo com a criação animal. (Isaías 11:3-7) As doenças deixariam de existir. (Isaías 33:24) Até mesmo a morte seria ‘tragada para sempre’. (Isaías 25:8) Durante o reinado do Messias, pessoas falecidas seriam ressuscitadas para viver na Terra. — Daniel 12:13.
— Baseado nos livros de Isaías, Jeremias, Daniel, Amós, Miqueias, e Zacarias.
-
-
Um profeta no exílio vislumbra o futuroA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 15
Um profeta no exílio vislumbra o futuro
Daniel profetiza a respeito do Reino de Deus e da vinda do Messias. Babilônia cai
DANIEL, um jovem de notável integridade, foi levado ao exílio em Babilônia antes da destruição de Jerusalém. Ele e mais alguns judeus — exilados do subjugado reino de Judá — receberam de seus captores certa medida de liberdade. Durante a sua longa vida em Babilônia, Daniel foi muito abençoado por Deus, chegando até mesmo a escapar da morte numa cova de leões e a receber visões que lhe permitiram vislumbrar o futuro bem distante. As profecias mais importantes de Daniel focalizaram o Messias e Seu reinado.
Daniel é informado sobre quando viria o Messias. Daniel foi informado sobre quando o povo de Deus poderia esperar a chegada do “Messias, o Líder”: 69 semanas de anos após a emissão da ordem de restaurar e reconstruir as muralhas de Jerusalém. Uma semana normal tem sete dias; uma semana de anos tem sete anos. Essa ordem foi dada muito tempo depois dos dias de Daniel, ou seja, em 455 AEC. A partir dessa data, as 69 “semanas” se estenderam por 483 anos, até o ano de 29 EC. Na próxima seção desta publicação veremos o que aconteceu naquele ano. Daniel predisse também que o Messias seria “decepado”, ou executado, para a expiação de pecados. — Daniel 9:24-26.
O Messias se tornaria Rei no céu. Numa rara visão do próprio céu, Daniel viu o Messias, descrito como “alguém semelhante a um filho de homem”, aproximar-se do trono do próprio Jeová. Este lhe concedeu ‘domínio, dignidade e um reino’. Esse Reino seria eterno. Daniel soube de outro detalhe emocionante sobre o Reino messiânico — o Rei compartilharia seu governo com outros, um grupo identificado como “santos do Supremo”. — Daniel 7:13, 14, 27.
O Reino destruirá os governos deste mundo. Deus capacitou Daniel a interpretar um sonho que intrigou Nabucodonosor, rei de Babilônia. Nesse sonho, o rei viu uma enorme estátua, que tinha cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e coxas de cobre, pernas de ferro e pés de ferro misturado com argila. Uma pedra cortada de uma montanha atingiu os frágeis pés e reduziu a estátua a pó. Daniel explicou que as partes da estátua representavam uma longa sucessão de potências mundiais, começando com Babilônia como a cabeça de ouro. Daniel predisse que, na época da última potência governante deste mundo perverso, o Reino de Deus agiria. Esmagaria todos os governos deste mundo. Daí governaria para sempre. — Daniel, capítulo 2.
Já bem idoso, Daniel viu a queda de Babilônia. O Rei Ciro subjugou a cidade, exatamente como os profetas haviam predito. Não muito tempo depois, bem na época marcada, os judeus foram libertados do exílio após os preditos 70 anos de desolação de sua terra de origem. Orientados por fiéis governadores, sacerdotes e profetas, os judeus com o tempo reconstruíram Jerusalém e restauraram o templo de Jeová. Mas o que aconteceria no fim dos 483 anos?
— Baseado no livro de Daniel.
-
-
Chega o MessiasA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 16
Chega o Messias
Jeová identifica Jesus de Nazaré como o há muito prometido Messias
SERÁ que Jeová ajudaria o povo a identificar o prometido Messias? Sim. Considere o que Deus fez. A escrita das Escrituras Hebraicas já havia terminado uns quatro séculos antes. Numa cidade chamada Nazaré, na região norte da Galileia, uma jovem de nome Maria recebeu uma visita muito surpreendente. Um anjo chamado Gabriel apareceu-lhe e disse que Deus usaria Sua força ativa, Seu espírito santo, para fazer com que ela tivesse um filho, embora fosse virgem. Esse filho se tornaria o havia muito prometido Rei, que governaria para sempre. A criança seria Filho de Deus, cuja vida Deus transferiria do céu para o ventre de Maria.
Maria humildemente aceitou essa espantosa designação. Seu noivo, um carpinteiro chamado José, casou-se com ela depois que Deus enviou um anjo para explicar-lhe a causa da gravidez de Maria. Mas que dizer da profecia que dizia que o Messias nasceria em Belém? (Miqueias 5:2) Essa pequena cidade ficava uns 140 quilômetros distante!
Um governante romano decretou a realização de um censo. Exigiu-se que as pessoas se registrassem na sua cidade natal. Pelo visto, José e Maria tinham raízes em Belém, de modo que José foi para lá com a sua esposa grávida. (Lucas 2:3) Maria deu à luz num humilde estábulo e deitou o bebê numa manjedoura. Daí, Deus enviou uma multidão de anjos para comunicar a um grupo de pastores na encosta de uma colina que o recém-nascido era o prometido Messias, ou Cristo.
Mais tarde, outros também testificariam que Jesus era o prometido Messias. O profeta Isaías havia predito que surgiria um homem para preparar o caminho para o trabalho vital do Messias. (Isaías 40:3) Esse precursor foi João Batista. Quando viu Jesus, ele exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Alguns dos discípulos de João logo seguiram a Jesus. Um deles disse: “Achamos o Messias.” — João 1:29, 36, 41.
Houve ainda mais testemunho. Quando João batizou Jesus, o próprio Jeová falou do céu. Por meio do espírito santo, ele designou Jesus como o Messias e disse: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mateus 3:16, 17) O há muito prometido Messias havia chegado!
Quando foi que isso aconteceu? No ano de 29 EC, exatamente no fim dos 483 anos preditos por Daniel. Sim, isso é parte da esmagadora evidência de que Jesus é o Messias, ou Cristo. Mas, que mensagem ele proclamaria durante a sua estada na Terra?
— Baseado em Mateus, capítulos 1 a 3; Marcos, capítulo 1; Lucas, capítulo 2; João, capítulo 1.
-
-
Jesus ensina a respeito do Reino de DeusA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 17
Jesus ensina a respeito do Reino de Deus
Jesus ensina muitas coisas a seus discípulos, mas focaliza um só tema — o Reino de Deus
QUAL era a missão de Jesus na Terra? Ele mesmo responde: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus . . . , porque fui enviado para isso.” (Lucas 4:43) Considere quatro coisas que Jesus ensinou a respeito desse Reino, que era o tema central de sua pregação.
1. Jesus foi designado Rei. Jesus disse sem rodeios que era o predito Messias. (João 4:25, 26) Ele mostrou também que era o Rei que o profeta Daniel havia observado em visão. Jesus disse aos seus apóstolos que um dia ele se sentaria num “glorioso trono” e que eles da mesma forma se sentariam em tronos. (Mateus 19:28) Ele se referiu a esse grupo de governantes como seu “pequeno rebanho”, e disse também que tinha “outras ovelhas”, que não faziam parte desse grupo. — Lucas 12:32; João 10:16.
2. O Reino de Deus promoveria a verdadeira justiça. Jesus indicou que o Reino acabaria com a maior das injustiças por santificar, ou tornar santo, o nome de Jeová Deus e livrá-lo de todo o vitupério que Satanás tem lançado sobre ele desde a rebelião no Éden. (Mateus 6:9, 10) Além disso, Jesus diariamente demonstrava imparcialidade por ensinar homens e mulheres, ricos e pobres, sem distinção. Embora sua missão fosse ensinar em especial os israelitas, ele também ajudou samaritanos e gentios, ou não judeus. Ao contrário dos líderes religiosos de seus dias, ele não demonstrou nenhum traço de preconceito ou favoritismo.
3. O Reino de Deus não faria parte deste mundo. Jesus viveu num período muito conturbado. Sua terra natal estava sob o domínio de uma potência estrangeira. Mas ele resistiu à tentativa de certas pessoas de envolvê-lo nos assuntos políticos de seus dias. (João 6:14, 15) Ele disse a um político: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) A seus seguidores, ele disse: “Não fazeis parte do mundo.” (João 15:19) Ele não permitiria que usassem armas de guerra, nem mesmo para defendê-lo. — Mateus 26:51, 52.
“Ele viajava . . . de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino de Deus.” — Lucas 8:1
4. O governo de Cristo seria baseado no amor. Jesus prometeu revigorar as pessoas, aliviar os seus fardos. (Mateus 11:28-30) Ele cumpriu a sua palavra. Deu conselhos amorosos e práticos sobre lidar com a ansiedade, melhorar relacionamentos, combater o materialismo e encontrar a felicidade. (Mateus, capítulos 5-7) Por ser amoroso, pessoas de todas as classes sociais o achavam acessível. Até mesmo os mais oprimidos afluíam a ele na certeza de que seriam tratados com bondade e dignidade. Que maravilhoso Governante Jesus será!
Jesus ensinou a respeito do Reino de Deus de ainda outra maneira muito poderosa — realizando muitos milagres. Por que fez isso? Vejamos.
-
-
Jesus realiza milagresA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 18
Jesus realiza milagres
Por meio de seus milagres, Jesus demonstrou como usará seu poder qual Rei
DEUS capacitou Jesus para realizar coisas que outros humanos não poderiam realizar. Jesus fez muitos milagres — muitas vezes diante de um grande número de testemunhas oculares. Esses milagres demonstraram que Jesus tem poder sobre inimigos e obstáculos que humanos imperfeitos jamais puderam combater com êxito. Veja alguns exemplos.
Fome. O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho excelente. Em outras duas ocasiões, ele alimentou milhares de famintos com apenas alguns pães e alguns peixes. Nos dois casos, até sobrou comida.
Doenças. Jesus curou portadores de ‘toda sorte de moléstias e enfermidades’. (Mateus 4:23) Curou cegos, surdos, leprosos, epilépticos, aleijados e inválidos em geral. Não havia doença ou mal que ele não pudesse curar.
Perigosas condições climáticas. Certa vez, quando Jesus e seus discípulos navegavam no mar da Galileia, irrompeu uma violenta tempestade. Os discípulos ficaram apavorados. Jesus simplesmente olhou para a tempestade e disse: “Silêncio! Cala-te!” Imediatamente, instalou-se uma grande calmaria. (Marcos 4:37-39) Noutra ocasião, ele caminhou sobre a água durante uma tempestade assustadora. — Mateus 14:24-33.
Espíritos maus. Os espíritos maus são bem mais fortes que os humanos. Muitas pessoas não conseguem livrar-se das garras desses malignos inimigos de Deus. Contudo, vez após vez, quando Jesus ordenou que tais espíritos saíssem, ele acabou com o domínio desses espíritos sobre as suas vítimas. Ele não temia esses espíritos. Ao contrário, os espíritos conheciam a sua autoridade e o temiam.
Morte. Apropriadamente chamada de “último inimigo”, a morte é um inimigo que nenhum humano pode derrotar. (1 Coríntios 15:26) Mas Jesus ressuscitou pessoas. Ele restaurou a vida do jovem filho de uma viúva e a de uma menina cujos pais choravam a sua morte. Como exemplo mais notável, Jesus ressuscitou seu querido amigo Lázaro à vista de uma multidão de enlutados, embora este já estivesse morto por quase quatro dias! Até mesmo os inimigos mais ferrenhos de Jesus reconheceram esse milagre. — João 11:38-48; 12:9-11.
Por que Jesus realizou esses milagres? Afinal, a morte por fim não reivindicou a vida de todos esses a quem ele havia ajudado? Sim, mas os milagres de Jesus tiveram um efeito duradouro. Eles provaram que todas as emocionantes profecias sobre o Rei messiânico tinham fundamento. Não há motivo para duvidar que o Rei designado por Deus possa acabar com a fome, as doenças, as perigosas condições climáticas, os espíritos maus ou a própria morte. Ele já demonstrou que Deus lhe concedeu todo esse poder.
-
-
Jesus faz uma profecia de longo alcanceA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 19
Jesus faz uma profecia de longo alcance
Jesus delineia aspectos que marcarão a sua presença como Rei entronizado e a terminação deste sistema mundial
NO MONTE DAS OLIVEIRAS, com uma excelente visão de Jerusalém e de seu templo, quatro apóstolos de Jesus lhe perguntaram, em particular, a respeito de algumas de suas declarações. Jesus acabara de dizer que o templo em Jerusalém seria destruído. E, numa ocasião anterior, ele lhes falara sobre a “terminação do sistema de coisas”. (Mateus 13:40, 49) Agora os apóstolos perguntaram: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:3.
Na sua resposta, Jesus disse o que aconteceria antes da destruição de Jerusalém. Mas suas palavras tinham um alcance muito maior. A sua profecia teria mais tarde um cumprimento em escala mundial. Jesus profetizou a respeito de uma combinação de acontecimentos e condições mundiais que comporiam um sinal. Esse sinal indicaria aos habitantes da Terra que a “presença” de Jesus como Rei no céu havia começado. Em outras palavras, o sinal indicaria que Jeová Deus havia constituído Jesus como Rei do havia muito prometido Reino messiânico. O sinal significaria que o Reino estaria prestes a eliminar a perversidade e trazer verdadeira paz para a humanidade. Assim, as coisas que Jesus predisse marcariam os últimos dias do velho “sistema de coisas” — os sistemas religiosos, políticos e sociais que agora existem — e o começo de um novo sistema mundial.
Explicando o que ocorreria na Terra durante a sua presença como Rei no céu, Jesus disse que haveria guerras internacionais, escassez de alimentos, grandes terremotos e epidemias. A violação das leis aumentaria. Os genuínos discípulos de Jesus pregariam as boas novas do Reino de Deus em toda a Terra. Tudo isso culminaria numa “grande tribulação” sem precedentes. — Mateus 24:21.
Como os seguidores de Jesus saberiam que essa tribulação estaria próxima? ‘Aprendei da figueira’, disse Jesus. (Mateus 24:32) O aparecimento de folhas nos ramos da figueira é um sinal visível da proximidade do verão. Assim também, a ocorrência — dentro de um determinado período — de todas as coisas que Jesus predisse seria um sinal inconfundível de que o fim estaria próximo. Somente o Pai sabia o dia e a hora exatos do começo da grande tribulação. Por conseguinte, Jesus exortou seus discípulos: “Mantende-vos despertos, pois não sabeis quando é o tempo designado.” — Marcos 13:33.
— Baseado em Mateus, capítulos 24 e 25; Marcos, capítulo 13; Lucas, capítulo 21.
a Para mais informações sobre a profecia de Jesus, veja o capítulo 9 do livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?, publicado pelas Testemunhas de Jeová.
-
-
Jesus Cristo é mortoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 20
Jesus Cristo é morto
Jesus institui uma nova celebração; é traído e pregado numa estaca
APÓS três anos e meio de pregação e ensino, Jesus sabia que seu tempo na Terra estava se esgotando. Os líderes religiosos judaicos conspiravam para matá-lo, mas temiam uma revolta do povo, que o considerava um profeta. Enquanto isso, Satanás induziu um dos 12 apóstolos de Jesus — Judas Iscariotes — a se tornar traidor. Os líderes religiosos ofereceram-lhe 30 moedas de prata para trair Jesus.
Na sua última noite, Jesus reuniu-se com os apóstolos para celebrar a Páscoa. Depois de dispensar Judas, ele instituiu uma nova celebração: a Refeição Noturna do Senhor. Ele tomou um pão, fez uma oração e o distribuiu aos 11 apóstolos remanescentes. “Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício”, disse ele. “Persisti em fazer isso em memória de mim.” Ele fez o mesmo com um copo de vinho, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue.” — Lucas 22:19, 20.
Jesus tinha muito a dizer aos seus apóstolos naquela noite. Ele lhes deu um novo mandamento — que deviam mostrar amor altruísta uns aos outros. Ele disse: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) Ele instou-os a não deixar seus corações ficarem agitados pelos trágicos eventos que logo ocorreriam. Jesus orou fervorosamente em favor deles. Eles cantaram louvores juntos e saíram.
No jardim de Getsêmani, Jesus se ajoelhou e, orando, abriu seu coração. Logo, uma multidão armada composta de soldados, sacerdotes e outros chegou para prendê-lo. Judas aproximou-se e indicou-lhes quem era Jesus por dar-lhe um beijo. Quando os soldados amarraram Jesus, os apóstolos fugiram.
Perante a suprema corte judaica, Jesus se identificou como Filho de Deus. A corte considerou-o culpado de blasfêmia e sujeito à pena de morte. Daí, Jesus foi levado ao governador romano Pôncio Pilatos, que, embora o considerasse totalmente inocente, entregou Jesus à multidão que clamava por sua morte.
Jesus foi levado ao Gólgota, onde os soldados romanos o pregaram numa estaca. A intensa luz do dia milagrosamente virou escuridão. Naquela tarde, Jesus morreu e ocorreu um grande terremoto. Seu corpo foi colocado num túmulo escavado na rocha. No dia seguinte, os sacerdotes lacraram o túmulo e postaram um guarda à sua entrada. Jesus permaneceria naquele túmulo? Não. O maior de todos os milagres estava para ocorrer.
— Baseado em Mateus, capítulos 26 e 27; Marcos, capítulos 14 e 15; Lucas, capítulos 22 e 23; João, capítulos 12 a 19.
a Para uma consideração sobre o valor sacrificial da morte de Jesus, veja o capítulo 5 do livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?.
-
-
Jesus está vivo!A Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 21
Jesus está vivo!
Jesus aparece a seus seguidores para instruí-los e encorajá-los
NO TERCEIRO dia após a morte de Jesus, algumas mulheres que eram suas discípulas descobriram que a pedra que bloqueava a entrada do túmulo havia sido removida. Além disso, o túmulo estava vazio!
Apareceram dois anjos. “Vós estais procurando Jesus, o nazareno”, disse um deles. “Ele foi levantado.” (Marcos 16:6) Sem demora, as mulheres correram para contar isso aos apóstolos. No caminho, elas encontraram Jesus. “Não temais!”, disse ele. “Ide, relatai isso a meus irmãos, a fim de que vão para a Galileia; e ali me verão.” — Mateus 28:10.
Mais tarde naquele dia, dois discípulos caminhavam de Jerusalém para a aldeia de Emaús. Um desconhecido juntou-se a eles e perguntou-lhes sobre o que estavam conversando. Ele era na verdade o ressuscitado Jesus, que apareceu numa forma que eles de início não reconheceram. Com semblantes tristes, eles responderam que falavam a respeito de Jesus. O desconhecido começou a explicar coisas referentes ao Messias em todas as Escrituras. De fato, Jesus tinha cumprido as profecias messiânicas nos mínimos detalhes.a Quando os discípulos perceberam que o desconhecido era Jesus — que havia sido ressuscitado como espírito —, ele desapareceu.
Os dois discípulos logo retornaram a Jerusalém. Ali eles encontraram os apóstolos reunidos a portas trancadas. Enquanto os dois relatavam sua experiência, Jesus apareceu. Seus atônitos seguidores mal podiam acreditar nisso! “Por que é que se levantam dúvidas nos vossos corações?”, Jesus perguntou. “Está escrito que o Cristo havia de sofrer e de ser levantado dentre os mortos no terceiro dia.” — Lucas 24:38, 46.
Por 40 dias após sua ressurreição, Jesus apareceu a seus discípulos em diferentes ocasiões. Em uma delas, apareceu a mais de 500 deles! Provavelmente foi nessa ocasião que ele lhes deu esta importantíssima missão: “Ide . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — Mateus 28:19, 20.
Em sua última reunião com os 11 apóstolos fiéis, Jesus prometeu: “Ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim . . . até à parte mais distante da terra.” (Atos 1:8) Então, Jesus foi levantado e uma nuvem encobriu-o à medida que subia ao céu.
— Baseado em Mateus, capítulo 28; Marcos, capítulo 16; Lucas, capítulo 24; João, capítulos 20 e 21; 1 Coríntios 15:5, 6.
a Para exemplos de profecias messiânicas que se cumpriram em Jesus, veja a Seção 14, Seção 15 e Seção 16 desta brochura e também o apêndice “Jesus Cristo — o Messias prometido” no livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?.
-
-
Os apóstolos pregam destemidamenteA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 22
Os apóstolos pregam destemidamente
A congregação cristã cresce rapidamente apesar da perseguição
DEZ dias depois de Jesus subir ao céu, cerca de 120 de seus discípulos reuniram-se numa casa em Jerusalém na época da festividade judaica de Pentecostes, em 33 EC. De repente, um barulho semelhante ao de um vento impetuoso encheu a casa. Os discípulos milagrosamente começaram a falar em línguas que não conheciam. O que poderia explicar esses estranhos eventos? Deus tinha dado seu espírito santo aos discípulos.
Fora da casa havia uma multidão, pois visitantes de muitos países estavam ali para a festividade. Eles ficaram impressionados ao ouvir suas próprias línguas serem faladas fluentemente pelos discípulos de Jesus. Explicando o que tinha acontecido, Pedro referiu-se à profecia de Joel de que Deus ‘derramaria’ seu espírito, concedendo dons milagrosos àqueles que o recebessem. (Joel 2:28, 29) Essa poderosa evidência de operação do espírito santo tornava claro que uma importante mudança havia ocorrido: o favor de Deus tinha mudado de Israel para a recém-formada congregação cristã. Agora, quem desejasse servir a Deus de modo aceitável tinha de tornar-se seguidor de Cristo.
Entretanto, a oposição aumentou e os inimigos prenderam os discípulos. Mas, durante a noite, o anjo de Jeová abriu as portas da prisão e disse aos discípulos que continuassem a pregar. Ao amanhecer, eles fizeram exatamente isso. Entraram no templo e começaram a ensinar as boas novas a respeito de Jesus. Seus opositores religiosos ficaram furiosos e ordenaram-lhes que parassem de pregar. Corajosamente, os apóstolos responderam: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — Atos 5:28, 29.
A perseguição se intensificou. Certos judeus acusaram o discípulo Estêvão de blasfêmia e o apedrejaram até a morte. Um jovem — Saulo de Tarso — presenciou e aprovou esse assassinato. Então, ele foi a Damasco para prender qualquer pessoa que fosse seguidora de Cristo. Quando Saulo seguia pela estrada, uma luz do céu brilhou em volta dele e uma voz disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Cego por causa da luz, Saulo perguntou: “Quem és?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus.” — Atos 9:3-5.
Três dias depois, Jesus enviou um discípulo chamado Ananias para restaurar a visão de Saulo. Saulo foi batizado e começou a pregar corajosamente a respeito de Jesus. Ele ficou conhecido como apóstolo Paulo e tornou-se um membro zeloso da congregação cristã.
Os discípulos de Jesus declaravam as boas novas do Reino de Deus apenas aos judeus e samaritanos. Agora um anjo apareceu a Cornélio, um militar romano temente a Deus, dizendo-lhe que mandasse chamar o apóstolo Pedro. Junto com outros, Pedro pregou a Cornélio e sua família. Enquanto Pedro falava, o espírito santo desceu sobre esses crentes gentios, e o apóstolo orientou-os a se batizarem em nome de Jesus. O caminho para a vida eterna estava agora aberto a pessoas de todas as nações. A congregação estava pronta para divulgar as boas novas por toda a parte.
— Baseado em Atos 1:1–11:21.
-
-
As boas novas se espalhamA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 23
As boas novas se espalham
Paulo faz viagens de pregação por terra e mar
DEPOIS de sua conversão, Paulo passou a declarar zelosamente as boas novas do Reino de Deus. Agora, porém, esse ex-opositor muitas vezes enfrentava dura oposição. Esse incansável apóstolo fez várias viagens de pregação. Percorria longas distâncias para divulgar as boas novas sobre o Reino que cumprirá o propósito original de Deus para a humanidade.
Em Listra, durante sua primeira viagem, Paulo curou um homem aleijado de nascença. As multidões passaram a clamar que Paulo e seu companheiro de viagem, Barnabé, eram deuses. Esses dois homens mal puderam evitar que o povo lhes oferecesse sacrifícios. Influenciadas pelos inimigos de Paulo, no entanto, essas mesmas multidões mais tarde o apedrejaram e o deram como morto. Mas Paulo sobreviveu ao ataque e, com o tempo, voltou àquela cidade para fortalecer os discípulos com palavras encorajadoras.
Alguns cristãos judeus argumentavam que os crentes não judeus tinham de seguir certas partes da Lei de Moisés. Paulo levou a questão aos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Após um exame das Escrituras e orientados pelo espírito santo de Deus, esses homens escreveram às congregações, exortando-as a se absterem da idolatria, de comer sangue e carne não sangrada, e da fornicação. Tais mandamentos eram “coisas necessárias”, mas, sua observância não exigia seguir a Lei mosaica. — Atos 15:28, 29.
Em sua segunda viagem de pregação, Paulo visitou Bereia, que se localizava onde hoje é a Grécia. Os judeus que moravam ali receberam a palavra com zelo, examinando as Escrituras todos os dias para conferir o ensino de Paulo. Novamente a oposição o forçou a ir para outro lugar, dessa vez para Atenas. Perante um grupo de atenienses instruídos, Paulo proferiu um poderoso discurso que é um modelo de tato, discernimento e eloquência.
Depois da terceira viagem de pregação, Paulo foi a Jerusalém. Ao visitar o templo local, alguns judeus causaram um tumulto com a intenção de matá-lo. Soldados romanos intervieram e interrogaram Paulo. Como cidadão romano, mais tarde ele fez sua defesa perante o governador romano Félix. Os judeus não podiam provar as acusações lançadas contra Paulo. Para impedir que Festo, outro governador romano, o entregasse aos judeus, Paulo disse: “Apelo para César!” Festo respondeu: “Para César irás.” — Atos 25:11, 12.
Em seguida, Paulo foi levado de navio à Itália para ser julgado. Naufragando nessa viagem, teve de passar o inverno na ilha de Malta. Quando finalmente chegou a Roma, ficou por dois anos numa casa alugada. Mesmo sob a vigilância de soldados, o sempre zeloso apóstolo continuou a pregar sobre o Reino de Deus a todos os que o visitavam.
— Baseado em Atos 11:22–28:31.
-
-
Paulo escreve às congregaçõesA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 24
Paulo escreve às congregações
As cartas de Paulo fortalecem a organização cristã
A RECÉM-ESTABELECIDA congregação cristã teria um papel importante no cumprimento do propósito de Jeová. Mas os cristãos do primeiro século logo sofreram ataques. Será que manteriam a integridade a Deus diante da perseguição dos de fora e de outros perigos mais sutis vindos de dentro da congregação? As Escrituras Gregas Cristãs contêm 21 cartas que forneceram os necessários conselhos e encorajamento.
Catorze dessas cartas — de Romanos a Hebreus — foram escritas pelo apóstolo Paulo. Elas levam o mesmo nome dos destinatários — sejam eles indivíduos ou membros de determinada congregação. Considere alguns dos assuntos tratados nas cartas de Paulo.
Advertências sobre moral e conduta. Os que praticam fornicação, adultério e outros pecados graves “não herdarão o reino de Deus”. (Gálatas 5:19-21; 1 Coríntios 6:9-11) Os adoradores de Deus precisam estar unidos, independentemente de sua nacionalidade. (Romanos 2:11; Efésios 4:1-6) Eles devem com alegria dar de si mesmos para ajudar seus irmãos em necessidade. (2 Coríntios 9:7) “Orai incessantemente”, Paulo diz. De fato, os adoradores são encorajados a derramar seu coração a Jeová em oração. (1 Tessalonicenses 5:17; 2 Tessalonicenses 3:1; Filipenses 4:6, 7) Para que sejam ouvidas por Deus, as orações devem ser feitas com fé. — Hebreus 11:6.
O que ajudará as famílias a prosperar? O marido deve amar a esposa como a seu próprio corpo. A esposa deve ter profundo respeito pelo marido. Os filhos devem obedecer aos pais, pois isso agrada a Deus. Os pais precisam orientar e treinar os filhos de modo amoroso, baseando-se nos princípios divinos. — Efésios 5:22–6:4; Colossenses 3:18-21.
O propósito de Deus é esclarecido. Muitos aspectos da Lei mosaica serviam para proteger e guiar os israelitas até a chegada de Cristo. (Gálatas 3:24) Os cristãos, no entanto, não precisam observar essa Lei para adorar a Deus. Ao escrever aos hebreus — cristãos de formação judaica — Paulo esclareceu muitas coisas sobre o significado da Lei e como o propósito de Deus se cumpre em Cristo. Explicou que vários aspectos da Lei tinham valor profético. Por exemplo, o sacrifício de animais prefigurou a morte sacrificial de Jesus, que possibilitaria o verdadeiro perdão de pecados. (Hebreus 10:1-4) Por meio da morte de Jesus, Deus cancelou o pacto da Lei, pois não era mais necessário. — Colossenses 2:13-17; Hebreus 8:13.
Instruções sobre correta organização congregacional. Homens dispostos a cuidar de deveres na congregação têm de ter elevados padrões morais e preencher qualificações espirituais. (1 Timóteo 3:1-10, 12, 13; Tito 1:5-9) Os adoradores de Jeová Deus devem reunir-se regularmente com seus companheiros de adoração para encorajamento mútuo. (Hebreus 10:24, 25) As reuniões para adoração devem ser edificantes e instrutivas. — 1 Coríntios 14:26, 31.
Quando escreveu a segunda de suas duas cartas a Timóteo, o apóstolo Paulo estava de novo em Roma, preso e aguardando julgamento. Somente uns poucos corajosos arriscavam-se a visitá-lo. Paulo sabia que tinha pouco tempo. “Tenho travado a luta excelente”, disse ele. “Tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Timóteo 4:7) Provavelmente Paulo sofreu martírio logo depois disso. Mas as cartas desse apóstolo orientam os adoradores verdadeiros até os dias de hoje.
— Baseado em Romanos; 1 Coríntios; 2 Coríntios; Gálatas; Efésios; Filipenses; Colossenses; 1 Tessalonicenses; 2 Tessalonicenses; 1 Timóteo; 2 Timóteo; Tito; Filêmon; Hebreus.
-
-
Conselhos sobre fé, conduta e amorA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 25
Conselhos sobre fé, conduta e amor
Tiago, Pedro, João e Judas escrevem cartas para encorajar companheiros cristãos
TIAGO e Judas eram meios-irmãos de Jesus. Pedro e João estavam entre os 12 apóstolos de Jesus. Esses quatro homens escreveram ao todo sete cartas que se encontram nas Escrituras Gregas Cristãs. Cada uma dessas cartas leva o nome de seu escritor. As exortações inspiradas contidas nelas visavam ajudar os cristãos a ser íntegros a Jeová e a ter sempre em mente o Reino de Deus.
Demonstre fé. Apenas professar ter fé não basta. A verdadeira fé leva à ação. “Deveras”, escreve Tiago, “a fé sem obras está morta”. (Tiago 2:26) Agir com fé quando enfrentamos provas produz perseverança. Para ser bem-sucedido, o cristão precisa pedir sabedoria a Deus, convencido de que Ele a dará. Perseverança conduz à aprovação de Deus. (Tiago 1:2-6, 12) Se um adorador mantiver a integridade com base na fé, Jeová Deus fará a sua parte. “Chegai-vos a Deus”, diz Tiago, “e ele se chegará a vós”. — Tiago 4:8.
A fé do cristão tem de ser suficientemente forte para ajudá-lo a resistir às tentações e influências imorais. Um ambiente em que prevalecia a imoralidade levou Judas a exortar seus companheiros de adoração a ‘travarem uma luta árdua pela fé’. — Judas 3.
Mantenha uma conduta limpa. Jeová espera que seus adoradores sejam santos, isto é, limpos em todos os sentidos. Pedro escreve: “Tornai-vos santos em toda a vossa conduta, porque está escrito: ‘Tendes de ser santos, porque eu [Jeová] sou santo.’” (1 Pedro 1:15, 16) Os cristãos têm um exemplo digno de imitar. “Cristo sofreu por vós”, diz Pedro, “deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos”. (1 Pedro 2:21) Embora os cristãos talvez sofram por viverem de acordo com os padrões de Deus, eles preservam uma “boa consciência”. (1 Pedro 3:16, 17) Pedro os exorta a serem ricos em conduta santa e ações que reflitam a devoção piedosa enquanto aguardam o dia de julgamento de Deus e o prometido novo mundo em que “há de morar a justiça”. — 2 Pedro 3:11-13.
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” — Tiago 4:8
Demonstre amor. “Deus é amor”, escreve João. O apóstolo destaca que Deus demonstrou seu grande amor por enviar Jesus como ‘sacrifício pelos nossos pecados’. Como os cristãos devem reagir? João explica: “Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” (1 João 4:8-11) Uma maneira de demonstrar esse amor é por ser hospitaleiro com nossos irmãos cristãos. — 3 João 5-8.
Como, então, os adoradores de Jeová podem demonstrar seu amor por Ele? João responde: “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados.” (1 João 5:3; 2 João 6) Aqueles que obedecem a Deus recebem a garantia de que continuarão a ser amados por Ele “visando a vida eterna”. — Judas 21.
— Baseado em Tiago; 1 Pedro; 2 Pedro; ; 1 João; 2 João; 3 João; Judas.
-
-
Paraíso recuperado!A Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 26
Paraíso recuperado!
Por meio do Reino governado por Cristo, Jeová santifica seu nome, vindica sua soberania e elimina todo o mal
O ÚLTIMO livro da Bíblia, em geral chamado de Apocalipse, ou Revelação, provê esperança para toda a humanidade. Registrado pelo apóstolo João, ele contém visões que culminam no cumprimento do propósito de Jeová.
Na primeira visão, o ressuscitado Jesus elogia e corrige diversas congregações. A próxima visão nos leva ao trono celestial de Deus, onde criaturas espirituais Lhe oferecem louvores.
À medida que o propósito de Deus avança, o Cordeiro, Jesus Cristo, recebe um rolo com sete selos. Com a abertura dos primeiros quatro selos, cavaleiros simbólicos surgem no cenário mundial. O primeiro é Jesus num cavalo branco e coroado como Rei. Os próximos vêm cavalgando em cavalos de cores diferentes, representando profeticamente a guerra, a fome e a epidemia — tudo o que acontece durante os últimos dias deste sistema mundial. A abertura do sétimo selo leva ao toque de sete trombetas simbólicas, que significam proclamações dos julgamentos de Deus. Estes levam a sete pragas simbólicas, ou expressões da ira de Deus.
O Reino de Deus, representado por um menino recém-nascido, é estabelecido no céu. Irrompe uma guerra, e Satanás e seus anjos maus são lançados para a Terra. “Ai da terra”, diz uma voz alta. O Diabo tem grande ira, sabendo que lhe resta um curto período. — Revelação 12:12.
João vê Jesus no céu representado por um cordeiro, e com ele 144 mil que foram escolhidos dentre a humanidade. Esses “reinarão com” Jesus. Desse modo, Revelação mostra que os membros secundários do descendente serão 144 mil em número. — Revelação 14:1; 20:6.
Os governantes da Terra são ajuntados ao Armagedom, “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Eles guerreiam contra o personagem sentado no cavalo branco — Jesus, que lidera os exércitos celestiais. Todos os governantes deste mundo são destruídos. Satanás é amarrado, e Jesus e os 144 mil reinam sobre a Terra por “mil anos”. Ao fim dos mil anos, Satanás é destruído. — Revelação 16:14; 20:4.
O que o Reinado Milenar de Cristo e seus corregentes significará para os humanos obedientes? João escreve: “[Jeová] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:4) A Terra se tornará um paraíso!
Desse modo, o livro de Revelação conclui a mensagem da Bíblia. Por meio do Reino messiânico, o nome de Jeová é santificado e sua soberania completamente vindicada por toda a eternidade!
— Baseado no livro de Revelação.
-
-
A mensagem da Bíblia — uma visão geralA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
A mensagem da Bíblia
Jeová cria Adão e Eva com a perspectiva de vida eterna no Paraíso. Satanás calunia o nome de Deus e questiona Seu direito de governar. Adão e Eva juntam-se a Satanás na rebelião, trazendo o pecado e a morte sobre si mesmos e sua descendência
Jeová sentencia os rebeldes e promete que surgirá um Libertador, ou Descendente, que destruirá Satanás, desfazendo todos os resultados da rebelião e do pecado
Jeová promete a Abraão e a Davi que eles serão antepassados do Descendente, ou Messias, que reinará para sempre
Jeová inspira profetas a predizer que o Messias proverá a solução para o pecado e a morte. Junto com corregentes, Cristo governará como Rei do Reino de Deus, que acabará com as guerras, as doenças e até a morte
Jeová envia seu Filho à Terra e identifica Jesus como o Messias. Jesus prega o Reino de Deus e oferece sua vida em sacrifício. Jeová o ressuscita como espírito
Jeová entroniza seu Filho como Rei no céu, o que marca o início dos últimos dias deste sistema mundial. Jesus guia seus seguidores terrestres à medida que pregam o Reino de Deus em toda a Terra
Jeová ordena a seu Filho que o Reino passe a exercer seu domínio na Terra. O Reino elimina todos os perversos governos, estabelece o Paraíso e leva os humanos fiéis à perfeição. O direito de Jeová governar é vindicado, e seu nome é santificado para sempre
-
-
Linha do tempoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
Linha do tempo
“No princípio . . .”
4026 AEC Criação de Adão
3096 AEC Morte de Adão
2370 AEC Começa o Dilúvio
2018 AEC Nasce Abraão
1943 AEC Pacto abraâmico
1750 AEC José é vendido como escravo
antes de 1613 AEC A provação de Jó
1513 AEC Êxodo do Egito
1473 AEC Israel entra em Canaã liderado por Josué
1467 AEC Concluída a conquista da maior parte de Canaã
1117 AEC Saul é ungido rei
1070 AEC Deus promete o Reino a Davi
1037 AEC Salomão torna-se rei
1027 AEC Terminado o templo em Jerusalém
cerca de 1020 AEC Concluído o Cântico de Salomão
997 AEC Israel é dividido em dois reinos
cerca de 717 AEC Concluída a compilação de Provérbios
607 AEC Jerusalém é destruída; começa o exílio em Babilônia
539 AEC Ciro conquista Babilônia
537 AEC Judeus exilados voltam a Jerusalém
455 AEC Muros de Jerusalém reconstruídos; começam as 69 semanas de anos
Depois de 443 AEC Malaquias conclui seu livro profético
cerca de 2 AEC Nascimento de Jesus
29 EC Jesus é batizado e começa a pregar o Reino de Deus
31 EC Jesus escolhe seus 12 apóstolos; profere o Sermão do Monte
32 EC Jesus ressuscita Lázaro
14 de nisã, 33 EC Jesus é pregado na estaca (Nisã corresponde a parte de março e parte de abril)
16 de nisã, 33 EC Jesus é ressuscitado
6 de sivã, 33 EC Pentecostes; derramamento do espírito santo (Sivã corresponde a parte de maio e parte de junho)
36 EC Cornélio torna-se cristão
cerca de 47-48 EC Primeira viagem de pregação de Paulo
cerca de 49-52 EC Segunda viagem de pregação de Paulo
cerca de 52-56 EC Terceira viagem de pregação de Paulo
cerca de 60-61 EC Paulo escreve cartas quando preso em Roma
antes de 62 EC Tiago, meio-irmão de Jesus, escreve sua carta
66 EC Revolta dos judeus contra Roma
70 EC Jerusalém e seu templo são destruídos pelos romanos
cerca de 96 EC João escreve Revelação (Apocalipse)
cerca de 100 EC Morre João, o último apóstolo
-