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Como o livro sobreviveu?Um Livro para Todas as Pessoas
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c O Textual Criticism of the Hebrew Bible, de Emanuel Tov, diz: “Com a ajuda do teste do carbono 14, a data do 1QIsaa [Rolo do Mar Morto de Isaías] situa-se agora entre 202 e 107 AEC (data paleográfica: 125-100 AEC) . . . O mencionado método paleográfico, que tem sido aprimorado nos anos recentes, e que permite uma datação absoluta à base de comparação da forma e posição das letras com fontes externas, tais como moedas e inscrições com data, tem-se firmado como método relativamente confiável.”6
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Entre esses há um manuscrito das Escrituras Hebraicas, descoberto em 1947, que exemplifica a exatidão do processo de copiar as Escrituras. Tem sido chamado de “a mais importante descoberta de manuscritos nos tempos modernos”.5
Ao cuidar de seus rebanhos, no começo daquele ano, um jovem pastor beduíno descobriu uma caverna perto do mar Morto. Dentro dela ele encontrou vários jarros de cerâmica, a maioria vazios. Contudo, num deles, que estava bem fechado, ele encontrou um rolo de couro, jeitosamente envolto em linho, contendo a edição completa do livro bíblico de Isaías. Esse rolo, bem preservado, porém desgastado pelo uso, apresentava sinais de ter sido consertado. O jovem pastor mal podia imaginar que o velho rolo que tinha nas mãos acabaria atraindo a atenção internacional.
O que havia de tão especial com esse manuscrito? Em 1947, o mais antigo conjunto completo de manuscritos hebraicos datava de cerca do décimo século EC. Mas, esse rolo de Isaías era do segundo século AECb — mais de mil anos mais antigo.c Os eruditos estavam interessadíssimos em saber se havia diferenças entre esse rolo e os manuscritos produzidos bem mais tarde.
Num estudo, eruditos compararam o 53.° capítulo de Isaías no Rolo do Mar Morto com o texto massorético, produzido mil anos mais tarde. O livro A General Introduction to the Bible explica os resultados desse estudo: “Dentre as 166 palavras em Isaías 53, há apenas dezessete letras em dúvida. Dez destas letras simplesmente são questão de grafia, que não afeta o sentido. Mais quatro letras são mudanças estilísticas menores, tais como conjunções. As remanescentes três letras abrangem a palavra ‘luz’, que é acrescentada ao versículo 11, e não afeta muito o significado. . . . Assim, em um capítulo de 166 palavras, há apenas uma palavra (três letras) em dúvida, depois de mil anos de transmissão — e esta palavra não altera significativamente o sentido da passagem.”7
O professor Millar Burrows, que por anos trabalhou com os rolos, analisando seu conteúdo, chegou a uma conclusão similar: “Muitas das diferenças entre o rolo de Isaías . . . e o texto massorético podem ser explicadas como erros de cópia. Fora disso, no todo, há uma notável concordância com o texto encontrado nos manuscritos medievais. Tal concordância num manuscrito bem mais antigo fornece um testemunho que renova a confiança na exatidão geral do texto tradicional.”8
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