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Ensine com perspicácia e com persuasãoA Sentinela — 1999 | 15 de março
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O valor da simplicidade
6. Que exemplo deram Paulo e Jesus em ensinar com simplicidade?
6 Simplificar as coisas é outra valiosa habilidade do ensino. É verdade que queremos que os estudantes da Bíblia ‘sejam cabalmente capazes de compreender, junto com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade’ da verdade. (Efésios 3:18) Há aspectos de doutrinas bíblicas que são fascinantes e muitas vezes desafiantes. (Romanos 11:33) No entanto, quando Paulo pregava aos gregos, ele enfocava a mensagem simples de ‘Cristo pregado numa estaca’. (1 Coríntios 2:1, 2) De forma similar, Jesus pregava de modo claro e agradável. Ele usou um vocabulário simples no seu Sermão do Monte. Todavia, este contém algumas das verdades mais profundas já proferidas. — Mateus, capítulos 5-7.
7. Como podemos manter as coisas simples ao dirigir estudos bíblicos?
7 Do mesmo modo, nós podemos manter as coisas simples ao ensinar nos estudos bíblicos. De que forma? Por enfocar as “coisas mais importantes”. (Filipenses 1:10) Ao abrangermos assuntos profundos, devemos tentar expressar-nos em linguagem clara. Devemos destacar os textos-chave, em vez de tentar ler e considerar todo texto bíblico mencionado numa publicação. Isto requer boa preparação da nossa parte. Temos de evitar sobrecarregar o estudante com pormenores, não permitindo que sejamos desviados por assuntos de importância menor. Quando um estudante tem uma pergunta não diretamente relacionada com a lição, podemos sugerir com tato que ela seja considerada depois de terminar a lição.
Uso eficaz de perguntas
8. Como Jesus usou perguntas com eficiência?
8 Outra habilidade útil de ensino envolve fazer perguntas eficazes. Jesus Cristo usava extensamente perguntas no seu ensino. Por exemplo, Jesus perguntou a Pedro: “‘O que achas, Simão? De quem recebem os reis da terra os direitos ou o imposto por cabeça? Dos seus filhos ou dos estranhos?’ Quando ele disse: ‘Dos estranhos’, Jesus disse-lhe: ‘Realmente, então, os filhos estão isentos de impostos.’” (Mateus 17:24-26) Sendo Jesus o Filho unigênito Daquele que era adorado no templo, ele não era obrigado a pagar o imposto do templo. Mas Jesus fez entender essa verdade por meio do uso eficaz de perguntas. Ele ajudou assim a Pedro a tirar a conclusão certa, baseada nas informações que já possuía.
9. Como podemos usar perguntas durante estudos bíblicos?
9 Podemos fazer bom uso de perguntas durante os estudos bíblicos. Quando um estudante dá uma resposta errada, talvez seja tentador dar a correta, mas será que ele se lembrará depois da informação? Muitas vezes é melhor tentar induzir o estudante a chegar à conclusão certa por fazer perguntas. Por exemplo, se ele tiver dificuldade em compreender por que devia usar o nome divino, podemos perguntar: ‘É seu nome importante para você? . . . Por quê? . . . Como se sentiria se alguém se negasse a usar seu nome? . . . Não é razoável que Deus requeira que usemos o nome próprio dele?’
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Ensine com perspicácia e com persuasãoA Sentinela — 1999 | 15 de março
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12. Que valor tem fazer perguntas sobre a opinião da pessoa?
12 Perguntas sobre a opinião do estudante da Bíblia são úteis para se saber se ele realmente crê aquilo que aprende. (Mateus 16:13-16) O estudante talvez responda corretamente que a fornicação é errada. Mas, por que não acompanhar isso com perguntas tais como: O que você acha das normas de moralidade de Deus? Acha que são restritivas demais? Diria que realmente faz diferença você seguir ou não seguir as normas de Deus?
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