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O desenvolvimento da grande apostasiaTestemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus
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Um dos primeiros desvios foi uma distinção entre os termos “superintendente” (grego: e·pí·sko·pos) e “homem mais idoso” ou “ancião” (grego: pre·sbý·te·ros), de modo que não mais foram usados para se referir ao mesmo cargo de responsabilidade. Apenas cerca de uma década depois da morte do apóstolo João, Inácio, “bispo” de Antioquia, em sua carta aos esmirneus, escreveu: “Cuidem de seguir o bispo [superintendente], assim como Jesus Cristo segue o Pai, e o presbitério [corpo de homens mais idosos] como se fossem os Apóstolos.” Inácio defendia assim a tese de que cada congregação devia ser supervisionada por um bispo,c ou superintendente, que este devia ser reconhecido como distinto dos presbíteros, ou homens mais idosos, e tendo mais autoridade do que estes.
Como, porém, surgiu essa distinção? Augusto Neander, em seu livro The History of the Christian Religion and Church, During the Three First Centuries (História da Religião e da Igreja Cristãs, nos Três Primeiros Séculos), explica o que aconteceu: “No segundo século . . . , deve ter sido criado o cargo permanente de presidente dos presbíteros, a quem, considerando-se que tinha especialmente a supervisão de tudo, se deu o nome de [e·pí·sko·pos], e assim ele se distinguia dos demais presbíteros.”
Estava assim lançada a base para o aparecimento gradual de uma classe clerical. Cerca de um século mais tarde, Cipriano, “bispo” de Cartago, África do Norte, era forte defensor da autoridade dos bispos — como grupo separado dos presbíteros (mais tarde conhecidos como sacerdotesd), dos diáconos e dos leigos. Mas ele não era a favor da primazia de um bispo sobre os demais.e
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c A palavra “bispo” deriva-se do termo grego e·pí·sko·pos (“superintendente”), do latim vulgar biscopus, variante do latim pós-clássico episcopus.
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