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    Existe um Criador Que Se Importa com Você?
    • O maravilhoso cérebro

      Há anos o cérebro humano é comparado a um computador, mas, segundo descobertas recentes, essa comparação deixa muito a desejar. “Como começar a entender o funcionamento de um órgão que tem uns 50 bilhões de neurônios com um quatrilhão de sinapses (conexões), e com capacidade de operação de talvez 10 quatrilhões de vezes por segundo?”, perguntou o Dr. Richard M. Restak. Sua resposta? “O desempenho até mesmo do mais avançado computador de rede neural . . . tem cerca de um décimo de milésimo da capacidade mental de uma mosca.” Imagine, então, a distância que separa o computador do cérebro humano, tão fantasticamente superior!

      Que computador pode consertar a si mesmo, reescrever o seu programa ou se aprimorar com o passar dos anos? Quando é preciso ajustar um sistema computadorizado, um programador precisa escrever novas instruções codificadas e dar entrada delas no sistema. O cérebro faz isso automaticamente, tanto na infância como na idade avançada. Não é exagero dizer que os computadores mais modernos são bem primitivos em comparação com o cérebro. Os cientistas chamam-no de “a estrutura mais complicada que se conhece” e de “o objeto mais complexo do Universo”. Veja algumas descobertas que levam muitos a concluir que o cérebro humano é produto de um Criador que se importa.

      Use-o ou perca-o

      Invenções úteis, como carros e aviões a jato, são basicamente limitadas pelos mecanismos e sistemas elétricos fixos que os homens projetam e instalam. Em contraste, o cérebro é, no mínimo, um mecanismo ou sistema biológico altamente flexível. Pode mudar de acordo com o uso — ou abuso. Dois fatores principais parecem determinar como o cérebro se desenvolve durante a vida: o que nós permitimos que entre nele através de nossos sentidos e a nossa escolha de pensamentos.

      Embora certos fatores hereditários possam influir no desempenho mental, pesquisas modernas mostram que a capacidade do cérebro não é fixada pelos genes na concepção. “Ninguém suspeitava que o cérebro fosse tão mutável como a ciência agora sabe que ele é”, escreveu o autor Ronald Kotulak, ganhador do prêmio Pulitzer. Após entrevistar mais de 300 pesquisadores, ele concluiu: “O cérebro não é um órgão estático; é uma sempre mutável massa de conexões de células profundamente afetadas pela vivência.” — Inside the Brain.

      Mas as experiências na vida não são a única maneira de moldar o cérebro. O nosso modo de pensar também o afeta. Os cientistas verificam que o cérebro de quem continua mentalmente ativo tem até 40% mais conexões (sinapses) entre as células nervosas (neurônios) do que o de pessoas mentalmente ociosas. Os neurocientistas concluem: se não o usar, vai perdê-lo. E os idosos? Parece que há certa perda de células cerebrais com o envelhecimento, e a idade avançada pode causar perda de memória. Mas a diferença é muito menor do que se cria antes. Uma matéria na revista National Geographic sobre o cérebro humano dizia: “Os idosos . . . retêm a capacidade de gerar novas conexões e de preservar as antigas via atividade mental.”

      Descobertas recentes sobre a flexibilidade do cérebro harmonizam-se com os conselhos da Bíblia. Esse livro de sabedoria exorta os leitores a ‘se transformarem reformando a sua mente’ ou a ‘se renovarem’ pela assimilação de “conhecimento exato”. (Romanos 12:2; Colossenses 3:10) As Testemunhas de Jeová têm visto isso acontecer, quando as pessoas estudam a Bíblia e aplicam os seus conselhos. Muitos milhares, de todas as formações sociais e culturais, têm feito isso. Eles preservam a sua individualidade, mas tornam-se mais felizes e mais equilibrados, exibindo o que um escritor do primeiro século chamou de “bom juízo”. (Atos 26:24, 25) Essas melhoras vêm em grande parte pelo bom uso de uma área do córtex cerebral localizada na parte frontal da cabeça.

      O lobo frontal

      A maioria dos neurônios na camada externa do cérebro, o córtex cerebral, não está ligada diretamente a músculos e a órgãos sensoriais. Por exemplo, considere os bilhões de neurônios que compõem o lobo frontal. (Veja o desenho, na página 56.) Exames do cérebro provam que o lobo frontal se ativa quando você pensa numa palavra ou evoca recordações. A parte frontal do cérebro desempenha um papel especial em você ser o que você é.

      “O córtex pré-frontal . . . está mais ligado à formulação de pensamentos, à inteligência, às motivações e à personalidade. Ele associa experiências necessárias para a criação de ideias abstratas, critérios, persistência, planejamento, preocupação com outros e consciência. . . . São as formulações dessa região que distinguem os seres humanos dos outros animais.” (Human Anatomy and Physiology, de Marieb) Certamente vemos evidência dessa distinção nas realizações humanas em campos como a matemática, a filosofia e a justiça, que envolvem primariamente o córtex pré-frontal.

      Por que os humanos têm um córtex pré-frontal grande e flexível, que contribui para funções mentais mais elevadas, ao passo que nos animais essa área é rudimentar ou inexistente? O contraste é tão grande que os biólogos que dizem que nós evoluímos de animais falam da “misteriosa explosão no tamanho do cérebro”. O professor de Biologia Richard F. Thompson, notando a extraordinária expansão do nosso córtex cerebral, admite: “Ainda não entendemos claramente por que isso aconteceu.” Poderia ser que o homem foi criado com essa capacidade cerebral ímpar?

      Inigualável capacidade de comunicação

      Outras partes do cérebro também contribuem para sermos ímpares. Atrás do córtex pré-frontal há uma faixa que passa pelo topo do cérebro: o córtex motor. Nele há bilhões de neurônios que se conectam com os músculos. Ele tem também características que contribuem para sermos muito diferentes dos macacos ou de outros animais. O córtex motor primário nos dá “uma capacidade excepcional (1) de usar as mãos para executar trabalhos altamente engenhosos e (2) de usar a boca, os lábios, a língua e os músculos faciais para falar”. — Textbook of Medical Physiology, de Guyton.

      Considere brevemente como o córtex motor afeta a sua capacidade de falar. Mais da metade dele controla os órgãos de comunicação, que ajuda a explicar a inigualável capacidade de comunicação dos humanos. Embora as mãos desempenhem um papel na comunicação (na escrita, nos gestos normais ou na linguagem de sinais), a boca em geral desempenha a maior parte. A fala humana — da primeira palavra de um bebê até a voz de uma pessoa de mais idade — é inquestionavelmente uma maravilha. Cerca de cem músculos na língua, nos lábios, nos maxilares, na garganta e no peito interagem para produzir inumeráveis sons. Note este contraste: uma célula cerebral pode comandar 2 mil fibras do músculo da barriga da perna de um atleta, mas as células cerebrais para a laringe podem concentrar-se em apenas 2 ou 3 fibras musculares. Não sugere isso que o nosso cérebro é especialmente equipado para a comunicação?

      Cada frase curta que você pronuncia exige um padrão específico de movimentos musculares. O significado de uma expressão pode mudar, dependendo do grau de movimento e da sincronização ultrarrápida de muitos músculos diferentes. “Num ritmo confortável”, explica o fonoaudiólogo Dr. William H. Perkins, “nós pronunciamos cerca de 14 sons por segundo. Isso é duas vezes mais rápido do que podemos controlar a língua, os lábios, os maxilares e outras partes do aparelho fonador quando os acionamos separadamente. Mas quando usamos todas essas partes juntas para falar, elas comportam-se como os dedos de um exímio datilógrafo ou de um grande pianista. Seus movimentos combinam-se numa sinfonia de requintada sincronização.”

      As informações necessárias para simplesmente perguntar “como vai?” estão armazenadas numa parte do lobo frontal do cérebro chamada de área de Broca, que alguns consideram ser o centro de articulação da palavra. O neurocientista e prêmio Nobel Sir John Eccles escreveu: “Nenhuma área correspondente à . . . área de Broca, de controle da fala, foi encontrada em macacos.” Mesmo se uma área similar for encontrada em animais, o fato é que os cientistas não conseguem fazer com que os macacos produzam mais do que uns poucos grunhidos. O ser humano, porém, pode produzir uma linguagem complexa, juntando palavras segundo a gramática de sua língua. A área de Broca ajuda-o a fazer isso, na fala e na escrita.

      Naturalmente, não se pode exercer o milagre da fala sem conhecer pelo menos um idioma e entender o significado de suas palavras. Isso envolve outra parte especial do cérebro, conhecida como área de Wernicke. Ali, bilhões de neurônios discernem o significado de palavras faladas ou escritas. A área de Wernicke ajuda a pessoa a entender o que ouve ou o que lê, podendo assim adquirir e assimilar informações.

      Há ainda outros fatores envolvidos na linguagem fluente. Para ilustrar: Um “olá” pode transmitir muitos sentidos. O tom da voz indica se você está feliz, emocionado, aborrecido, apressado, incomodado, triste ou amedrontado, e pode até mesmo revelar graus desses estados emocionais. Outra área do cérebro fornece informações para o lado emocional da linguagem. Portanto, várias regiões do cérebro entram em ação quando você se comunica.

      Alguns chimpanzés foram ensinados a usar uma versão simplificada da linguagem de sinais, mas seu uso basicamente se limita a simples pedidos de comida ou de outras coisas básicas. Com experiência em ensinar alguns gestos simples de comunicação a chimpanzés, o Dr. David Premack concluiu: “A linguagem humana é um embaraço para a teoria evolucionária porque sua capacidade é tremendamente maior do que se possa explicar.”

      Podemos perguntar: ‘Por que os humanos têm essa habilidade maravilhosa de comunicar pensamentos e sentimentos, de fazer perguntas e de dar respostas?’ A Encyclopedia of Language and Linguistics diz que “a fala [humana] é especial” e admite que “a busca de precursores na comunicação animal pouco ajuda a transpor o enorme abismo que separa a linguagem e a fala dos comportamentos não humanos”. O professor Ludwig Koehler resumiu a diferença: “A fala humana é um segredo, um dom divino, um milagre.”

      Como é grande a diferença entre o uso de sinais por um macaco e a complexa capacidade linguística de uma criança! Sir John Eccles falou a respeito do que a maioria de nós também já observou, isto é, a habilidade “exibida até mesmo por crianças de 3 anos com sua torrente de perguntas no seu desejo de entender o seu mundo”. Ele acrescentou: “Em contraste, os macacos não fazem perguntas.” Sim, só os seres humanos formulam perguntas, inclusive sobre o sentido da vida.

      Memória, e muito mais!

      Quando você se olha no espelho, talvez lhe venha à mente como era a sua aparência quando você era mais jovem, até mesmo comparando-a com a sua possível aparência no futuro, ou como seria se aplicasse cosméticos. Esses pensamentos podem surgir quase inconscientemente, mas é algo muito especial, que nenhum animal pode experimentar.

      Diferentemente dos animais, que vivem principalmente em função de suas necessidades presentes, os humanos podem lembrar do passado e planejar o futuro. A chave para isso é a quase ilimitada capacidade de memória do cérebro. É verdade que os animais têm certo grau de memória, que lhes permite encontrar o caminho de volta para casa ou lembrar-se de onde encontrar alimentos. A memória humana é muito superior. Certo cientista calculou que o nosso cérebro pode reter informações que “encheriam uns vinte milhões de volumes, tantos quantos os existentes nas maiores bibliotecas do mundo”. Alguns neurocientistas estimam que num período de vida médio a pessoa usa apenas 1/100 de 1% (0,0001) do potencial do cérebro. Pode-se perguntar: ‘Por que temos um cérebro com tanta capacidade quando mal usamos uma fração dele num período de vida normal?’

      O nosso cérebro tampouco é apenas um vasto local de armazenagem de dados, como um supercomputador. Os professores de Biologia Robert Ornstein e Richard F. Thompson escreveram: “A habilidade que a mente humana tem de aprender — de armazenar e de lembrar-se de informações — é o mais notável fenômeno no universo biológico. Tudo o que nos torna seres humanos — a linguagem, o pensamento, o conhecimento, a cultura — é resultado dessa extraordinária capacidade.”

      Ademais, a nossa mente é consciente. Essa declaração pode parecer básica, mas ela resume algo que nos torna inquestionavelmente únicos. A mente tem sido descrita como “a esquiva entidade onde a inteligência, a tomada de decisões, a percepção, o estado de alerta e o sentimento de si mesmo residem”. Assim como córregos, riachos e rios correm para o mar, as recordações, pensamentos, imagens, sons e sentimentos constantemente entram ou passam pela nossa mente. A consciência, diz certa definição, é “a percepção do que se passa na mente do próprio homem”.

      Pesquisadores modernos avançaram muito na compreensão da composição física do cérebro e de alguns dos processos eletroquímicos que ocorrem nele. Sabem também explicar os circuitos e o funcionamento de um computador avançado. Contudo, existe uma enorme diferença entre cérebro e computador. O cérebro deixa você consciente e cônscio de sua existência, o que certamente não acontece com o computador. Por que essa diferença?

      Como e por que a consciência emerge de processos físicos no cérebro é realmente um mistério. “Não vejo como alguma ciência possa explicar isso”, disse certo neurobiologista. Também, o professor James Trefil observou: “O que, exatamente, significa um humano ser consciente . . . é a única grande pergunta nas ciências que nem mesmo sabemos como formular.” Uma das razões é que os cientistas usam o cérebro para tentar entender o cérebro. E estudar apenas a fisiologia do cérebro talvez não baste. A consciência é “um dos mistérios mais profundos da existência”, observou o Dr. David Chalmers, “mas apenas conhecer o cérebro pode não levar [os cientistas] à raiz do mistério”.

      No entanto, todos nós somos conscientes. Por exemplo, as vívidas recordações de eventos passados não são meros fatos armazenados, como dados de informação num computador. Podemos refletir sobre nossas experiências, tirar lições delas e usá-las para moldar o nosso futuro. Podemos cogitar várias situações futuras e avaliar os possíveis efeitos de cada uma. Temos a capacidade de analisar, criar, apreciar e amar. Podemos ter conversas agradáveis sobre o passado, o presente e o futuro. Temos valores éticos de comportamento e podemos usá-los ao tomar decisões que podem, ou não, ser de benefício imediato. Somos atraídos à beleza nas artes e na moral. Na mente podemos moldar e refinar as nossas ideias e imaginar como os outros reagirão, caso as concretizemos.

      Esses fatores produzem uma percepção que distingue os humanos das outras formas de vida na Terra. O cachorro, o gato ou o pássaro se veem num espelho e reagem como se estivessem vendo outro de sua espécie. Mas quando você se olha no espelho, você se reconhece como ser dotado das capacidades acima mencionadas. Você pode refletir sobre dilemas, como: ‘Por que algumas tartarugas vivem 150 anos e algumas árvores mais de mil anos, ao passo que um ser humano inteligente é notícia se chegar aos 100?’ Diz o Dr. Richard Restak: “O cérebro humano, e somente o cérebro humano, tem a capacidade de recuar no passado, examinar a sua própria atuação e, assim, conseguir certo grau de transcendência. De fato, a nossa capacidade de reescrever o nosso próprio roteiro e de nos redefinir no mundo é o que nos distingue de todas as outras criaturas no mundo.”

      A consciência humana intriga alguns. O livro Life Ascending, embora prefira uma simples explicação biológica, admite: “Quando nos perguntamos como é possível que um processo [a evolução] parecido com um jogo de azar, com penalidades terríveis para os perdedores, poderia ter gerado qualidades como o amor ao belo e à verdade, a compaixão, a liberdade e, acima de tudo, a expansividade do espírito humano, ficamos perplexos. Quanto mais pensamos nos nossos recursos espirituais, tanto maior o nosso espanto.” Uma grande verdade! Assim, podemos concluir o nosso exame da qualidade ímpar da natureza humana com algumas evidências de nossa consciência que ilustram por que muitos estão convencidos de que tem de existir um Projetista inteligente, um Criador, que se importa conosco.

  • Você é ímpar!
    Existe um Criador Que Se Importa com Você?
    • De física da partícula ao nosso cérebro

      O professor Paul Davies ponderou a capacidade do cérebro de lidar com o campo abstrato da matemática. “A matemática não é algo que a gente encontra espalhado no quintal dos fundos da casa. Ela é produzida pela mente humana. Mas se perguntarmos onde a matemática é melhor aplicada, a resposta é em áreas como física da partícula e astrofísica, áreas de ciência fundamental muito, muito distante do cotidiano.” O que implica isso? “Para mim, isso sugere que a consciência e a nossa capacidade de fazer matemática não são meras casualidades, nem detalhes triviais e tampouco subprodutos insignificantes da evolução [pela seleção natural].” — Are We Alone?

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