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Ópera na selvaDespertai! — 1997 | 22 de maio
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Em 1923, o monopólio brasileiro da borracha murchou de vez. Como um raio, magnatas, especuladores, comerciantes e prostitutas fizeram as malas e saíram da cidade, reduzindo Manaus a um rincão isolado. E o teatro? Os anexos do teatro viraram depósito de borracha, e o palco foi usado como quadra de futebol!
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Ópera na selvaDespertai! — 1997 | 22 de maio
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O seqüestro que acabou com o ciclo da borracha e calou a ópera
Em 1876, Henry Wickham, jovem aventureiro inglês, arquitetou uma trama que pôs fim ao ciclo da borracha no Brasil. Com a ajuda de índios, ele “seqüestrou” 70.000 mudas de seringueira de primeira qualidade, colhidas na floresta amazônica, carregou-as num navio a vapor, e conseguiu passar pela alfândega brasileira sob o pretexto de que eram “exemplares de plantas raras para a Rainha Vitória”. Cuidou delas no navio que cruzou o Atlântico e as mandou num trem fretado, especial, para as estufas dos Jardins Botânicos Reais de Kew, na Inglaterra, onde as mudas brotaram algumas semanas depois. Dali, foram despachadas para a Ásia e plantadas no solo pantanoso do Ceilão e da península Malaia. Em 1912, as mudas seqüestradas haviam se desenvolvido em seringais sadios, e quando começaram a produzir látex, diz certa fonte, “foi-se para sempre o ciclo da borracha no Brasil”.
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