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  • Espírito
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
    • Portanto, quando Deus criou o homem no Éden e soprou nas narinas dele “o fôlego [forma de nesha·máh] de vida”, é evidente que, além de encher de ar os pulmões do homem, Deus fez com que a força de vida, ou espírito (rú·ahh), vitalizasse todas as células do corpo de Adão. — Gên 2:7; compare isso com Sal 104:30; At 17:25.

  • Espírito
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
    • Fôlego; Fôlego de Vida; Força de Vida. O relato sobre a criação do homem declara que Deus formou o homem do pó do solo e passou a “soprar [forma de na·fáhh] nas suas narinas o fôlego [forma de nesha·máh] de vida, e o homem veio a ser uma alma [né·fesh] vivente.” (Gên 2:7; veja ALMA.) Né·fesh pode ser traduzido literalmente por “alguém que respira”, quer dizer, “criatura que respira”, quer humana, quer animal. Nesha·máh, de fato, é usado para significar “coisa [ou criatura] que respira”, e, como tal, é usado como virtual sinônimo de né·fesh, “alma”. (Veja De 20:16; Jos 10:39, 40; 11:11; 1Rs 15:29.) O registro em Gênesis 2:7 usa nesha·máh para descrever como Deus fez o corpo de Adão ter vida, de modo que o homem se tornou “uma alma vivente”. Outros textos, porém, mostram que estava envolvido mais do que a simples inalação de ar, isto é, mais do que apenas introduzir ar nos pulmões e expeli-lo dali. Assim, em Gênesis 7:22, ao descrever a destruição de vida humana e animal fora da arca, por ocasião do Dilúvio, lemos: “Morreu tudo em que o fôlego [forma de nesha·máh] da força [ou: “espírito” (rú·ahh)] da vida estava ativo nas suas narinas, a saber, todos os que estavam em solo seco.” Nesha·máh, “fôlego”, é assim diretamente associado ou relacionado com rú·ahh, que aqui descreve o espírito, ou a força de vida, que é ativa em todas as criaturas viventes — almas humanas ou animais.

      Conforme declara o Theological Dictionary of the New Testament (Vol. VI, p. 336): “Pode-se discernir o fôlego apenas pelo movimento [como pelo movimento do tórax ou pela expansão das narinas], e é também um sinal, uma condição ou agente de vida, que parece estar esp[ecialmente] ligado à respiração.” Portanto, nesha·máh, ou “fôlego”, tanto é produto de rú·ahh, ou força de vida, como também é um dos meios principais para sustentar esta força de vida nas criaturas viventes. Por exemplo, sabe-se, à base de estudos científicos, que a vida está presente em cada uma dos cem trilhões de células do corpo, e que, embora bilhões de células morram cada minuto, prossegue a constante reprodução de novas células vivas. A força de vida, ativa em todas as células vivas, depende do oxigênio que a respiração traz ao corpo, oxigênio que é transportado a todas as células pela corrente sanguínea. Sem oxigênio, algumas células começam a morrer já depois de alguns minutos, outras depois de um período mais longo. Embora a pessoa possa passar sem respirar por alguns minutos e ainda assim sobreviver, sem a força de vida nas células ela está morta, não podendo ser revivificada por habilidades humanas. As Escrituras Hebraicas, inspiradas pelo Projetista e Criador do homem, evidentemente usam rú·ahh para denotar esta força vital, que é o próprio princípio da vida, e nesha·máh para representar a respiração que a sustenta.

      Visto que a respiração está tão inseparavelmente interligada com a vida, nesha·máh e rú·ahh são usados em evidente paralelo, em diversos textos. Jó expressou a sua determinação de evitar a injustiça “enquanto estiver ainda em mim todo o meu fôlego [forma de nesha·máh], e o espírito [werú·ahh] de Deus estiver em minhas narinas”. (Jó 27:3-5) Eliú disse: “Se [Deus] ajuntar a si o espírito [forma de rú·ahh] e o fôlego [forma de nesha·máh] do tal, toda a carne expirará [isto é, “expelirá o ar”] juntamente, e o próprio homem terreno retornará mesmo ao pó.” (Jó 34:14, 15) De modo similar, o Salmo 104:29 diz a respeito das criaturas da Terra, humanas e animais: “Se [tu, Deus] lhes tiras o espírito, expiram e retornam ao seu pó.” Em Isaías 42:5, fala-se de Jeová como “Aquele que estirou a terra e seu produto, Aquele que dá respiração ao povo sobre ela e espírito aos que andam nela”. A respiração (nesha·máh) sustenta a existência deles; o espírito (rú·ahh) energiza o homem e é a força de vida que o habilita a ser uma criatura animada, a mover-se, a andar e a estar ativamente vivo. (Veja At 17:28.) Não é como os ídolos sem vida, sem respiração, inanimados, de fabricação humana. — Sal 135:15, 17; Je 10:14; 51:17; Hab 2:19.

      Embora nesha·máh (fôlego) e rú·ahh (espírito; força ativa; força de vida) sejam às vezes usados em sentido paralelo, não são idênticos. É verdade que o “espírito”, ou rú·ahh, às vezes é mencionado como se fosse a própria respiração (nesha·máh), mas isto parece ocorrer simplesmente porque a respiração é a principal evidência visível da força de vida no corpo da pessoa. — Jó 9:18; 19:17; 27:3.

      Neste respeito, em Ezequiel 37:1-10, apresenta-se a visão simbólica do vale de ossos secos, ossos que se juntam, ficam cobertos de tendões, carne e pele, mas, “quanto a fôlego [werú·ahh], não havia neles nenhum”. Ezequiel foi mandado profetizar “ao vento [ha·rú·ahh]”, dizendo: “Entra dos quatro ventos [forma de rú·ahh], ó vento, e sopra sobre estes mortos para que revivam.” A referência aos quatro ventos mostra que vento é neste caso a tradução apropriada de rú·ahh. Todavia, quando este “vento”, que simplesmente é ar em movimento, penetrou nas narinas dos mortos da visão, ele se tornou “fôlego”, que também é ar em movimento. Assim, traduzir rú·ahh por “fôlego”, neste ponto do relato (v. 10), também é mais apropriado do que vertê-lo por “espírito” ou “força de vida”. Ezequiel também podia ver aqueles corpos começar a respirar, embora não pudesse ver a força de vida, ou espírito, energizá-los. Conforme mostram os versículos 11-14, esta visão foi simbólica da revivificação espiritual (não física) do povo de Israel, que por algum tempo estava num estado de morte espiritual por causa do seu exílio babilônico. Visto que já estavam fisicamente vivos e respiravam, é lógico traduzir rú·ahh por “espírito” no versículo 14, onde Deus declara que porá ‘seu espírito’ no seu povo, para que este revivesse, falando-se em sentido espiritual.

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