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  • Intimidação — um problema mundial
    Despertai! — 2003 | 22 de agosto
    • Intimidação — um problema mundial

      “Se você vier à escola amanhã, nós mataremos você!” — Kristen, uma aluna canadense, recebeu essa ameaça por meio de um telefonema anônimo com voz de mulher.a

      “Não sou emotiva, mas cheguei a ponto de não querer mais ir à escola. Sentia dor no estômago e todas as manhãs, depois do café, eu vomitava.” — Hiromi, aluna adolescente no Japão, recordando sua experiência com a intimidação e a hostilidade.

      VOCÊ já teve de lidar com uma pessoa que intimida e atormenta outros? A maioria de nós já, uma vez ou outra. Pode ter sido na escola, no trabalho ou até mesmo em casa — onde o abuso de poder é praticado com freqüência alarmante hoje em dia. Uma fonte britânica, por exemplo, estima que 53% dos adultos sofrem agressões verbais por parte do cônjuge ou da pessoa com quem vivem. Os atormentadores e suas vítimas podem ser tanto homens como mulheres de todas as posições sociais, em qualquer parte do mundo.

      O que é exatamente a intimidação e a agressividade a que nos referimos? Não é necessariamente importunar ou agredir fisicamente. É mais no sentido de um grande e persistente número de pequenos incidentes que se acumulam com o tempo, em vez de um único incidente, ou vários deles. O psicólogo Dan Olweus, pioneiro no estudo sistemático do problema, identifica elementos comuns nesse comportamento, tais como agressividade deliberada e acentuada disparidade de força ou de poder entre o perpetrador e a vítima.

      Talvez não haja definição que cubra todos os aspectos desse abuso, mas ele tem sido descrito como “desejo proposital e consciente de magoar outra pessoa e deixá-la estressada”. O estresse se manifesta não só pelo que realmente acontece, mas também pelo medo do que possa acontecer. Algumas táticas dos atormentadores incluem zombaria ferina, críticas constantes, insultos, bisbilhotice e exigências desarrazoadas. — Veja o quadro na página 4.

      Kristen, a adolescente mencionada no início, foi alvo de indivíduos que a afligiam durante a maior parte de seus anos escolares. No ensino fundamental eles colocavam goma de mascar no seu cabelo, zombavam de sua aparência e ameaçavam espancá-la. No ensino médio, as coisas pioraram — a ponto de receber ameaças de morte por telefone. Agora, aos 18 anos, ela lamenta: “A escola devia ser um lugar para se aprender, e não para receber ameaças de morte ou ser espezinhada.”

      Certa especialista em saúde mental comenta: “É um aspecto triste, porém comum, da dinâmica humana. Há pessoas que se sentem melhor menosprezando outros.” A intensificação dessa atitude pode resultar em retaliação violenta e até mesmo em tragédia. Certo funcionário dos serviços de transporte coletivo, que tinha um problema na fala, sofria tanta zombaria e maus-tratos que acabou matando quatro colegas de trabalho, suicidando-se em seguida.

      Um problema mundial

      A hostilização e intimidação de crianças em idade escolar existe no mundo inteiro. Segundo uma pesquisa publicada na revista Pediatrics in Review, 14% das crianças na Noruega são perpetradores ou vítimas desse tipo de agressividade. No Japão, 15% dos alunos do ensino fundamental dizem sofrer intimidações ou ser importunados, e na Austrália e na Espanha o problema existe entre 17% dos alunos. Na Grã-Bretanha, um especialista estima que 1,3 milhão de crianças estejam envolvidas neste tipo de agressividade.

      O professor Amos Rolider, da Universidade Emek Yizre’el, entrevistou 2.972 alunos, em 21 escolas. Segundo o diário The Jerusalem Post, ele descobriu que “65% se queixaram de ser esbofeteados, chutados, empurrados ou espezinhados por colegas”.

      Um novo e insidioso costume é a intimidação digital — o envio de mensagens rebaixadoras por telefone celular e computador. Alguns jovens também criam páginas na internet cheias de ódio a respeito da vítima, incluindo informações pessoais. Segundo a Dra. Wendy Craig, da Universidade Queen, no Canadá, essa forma de agressividade é “extraordinariamente prejudicial para a criança que é vítima disso”.

      No local de trabalho

      Sofrer intimidação ou ser atormentado no local de trabalho é uma das queixas que mais crescem no que diz respeito à violência no trabalho. De fato, alguns países relatam que ela é mais comum do que a discriminação racial ou o assédio sexual. Todos os anos, 1 em cada 5 trabalhadores americanos são vítimas desse tipo de agressividade.

      Na Grã-Bretanha, um relatório de 2000 do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade de Manchester, informou que, dentre 5.300 empregados em 70 organizações, 47% disseram ter presenciado incidentes de intimidação ou hostilização nos cinco anos anteriores. Uma pesquisa de 1996 na União Européia, baseada em 15.800 entrevistas em seus 15 estados-membros, mostrou que 8% — cerca de 12 milhões de trabalhadores — haviam sofrido intimidações ou agressões.

      Seja no pátio da escola, seja no local de trabalho, esse tipo de agressividade parece ter um elemento em comum — o uso da força ou do poder para ferir ou humilhar outros. Mas por que algumas pessoas agem assim? Quais são os efeitos disso? E o que se pode fazer a respeito?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Alguns nomes foram mudados.

      [Quadro na página 4]

      Tipos de agressores

      ◼ Agressores físicos: São os mais fáceis de identificar. Eles dão vazão à ira golpeando, empurrando ou chutando seus alvos — ou danificando a propriedade das vítimas.

      ◼ Agressores verbais: Usam palavras para ferir e humilhar a pessoa, por meio de palavrões, insultos ou persistente zombaria ferina e cruel.

      ◼ Agressores de relacionamentos: Espalham boatos maldosos a respeito da vítima. Esse comportamento é adotado em especial por mulheres.

      ◼ Vítimas reativas: São vítimas de agressividade que se tornam agressoras. Naturalmente, terem sofrido agressões não justifica sua conduta; apenas ajuda a explicá-la.

      [Crédito]

      Fonte: Take Action Against Bullying, de Gesele Lajoie, Alyson McLellan e Cindi Seddon

  • Intimidação — algumas causas e efeitos
    Despertai! — 2003 | 22 de agosto
    • Intimidação — algumas causas e efeitos

      O QUE faz com que uma criança comece a atormentar ou agredir outras? Se você já foi vítima de uma pessoa agressiva, talvez diga: “Não me importa! Nada justifica essa atitude.” E provavelmente você teria razão. Mas há grande diferença entre motivo e justificativa. Os motivos pelos quais uma criança se torna agressiva não justificam esse proceder errado, mas podem nos ajudar a entendê-lo. E essa perspicácia pode ser de real valor. Como assim?

      Diz um antigo provérbio: “A perspicácia do homem certamente torna mais vagarosa a sua ira.” (Provérbios 19:11) A ira causada pela conduta do indivíduo agressivo pode nos cegar, enchendo-nos de frustração e até mesmo de ódio. Mas a perspicácia com relação ao comportamento dele pode ajudar a abrandar a nossa ira. Isso, por sua vez, pode nos dar mais clareza na busca de soluções. Vamos então considerar alguns fatores desse comportamento inaceitável.

      O que causa a agressividade?

      Em muitos casos, os anos de formação da pessoa agressiva são marcados pelo mau exemplo dos pais ou por negligência total. Muitos agressores vêm de lares em que os pais eram frios, desinteressados ou em que eles tenham realmente ensinado seus filhos a usar a fúria e a violência para resolver problemas. Crianças educadas num ambiente desses talvez nem reconheçam como sendo agressividade seus próprios ataques verbais e físicos; podem até mesmo pensar que seu comportamento é normal e aceitável.

      Certa moça de 16 anos que havia sofrido ofensas e agressões do padrasto, em casa, e de colegas, na escola, diz que se tornou agressiva na sétima série. Ela admite: “Basicamente, era muita ira crescendo dentro de mim; eu simplesmente agredia a qualquer um e a todos. Sentir dor emocional é uma carga muito pesada. A gente fica com vontade de descarregá-la em outros.” Ao passo que tais agressões físicas não são a característica de mulheres agressivas, a ira por trás de sua agressividade é muito comum.a

      Muitas escolas concentram grandes números de alunos de diferentes formações, criados de maneiras muito variadas. Infelizmente, algumas crianças são agressivas porque foram ensinadas em casa que intimidar e insultar outros é a melhor maneira de conseguir o que querem.

      Lamentavelmente, parece que tais métodos muitas vezes funcionam. Shelley Hymel, reitora assistente na Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, estuda o comportamento infantil há duas décadas. Ela diz: “Temos crianças que estão aprendendo as regras do jogo e, infelizmente, a agressividade funciona. Elas conseguem o que querem: poder, prestígio e atenção.”

      Outra causa do aumento da agressividade é a falta de supervisão. Muitas vítimas acham que não têm a quem recorrer e, tragicamente, na maioria dos casos não têm mesmo. Debra Pepler, diretora do Centro LaMarsh de Pesquisas sobre Violência e Solução de Conflitos, da Universidade York, em Toronto, estudou a situação dos alunos nos pátios das escolas e descobriu que os professores detectam e acabam com apenas 4% dos incidentes de agressividade.

      Mas a Dra. Pepler acredita que a intervenção seja crucial, dizendo: “As crianças são incapazes de resolver o problema porque diz respeito ao poder e, cada vez que o agressor agride ou amedronta alguém, seu poder aumenta.”

      Por que, então, não são denunciados mais casos de agressividade? Porque as vítimas estão convencidas de que a denúncia apenas piora as coisas. Desse modo, até certo ponto, muitos jovens passam seus anos escolares num estado permanente de ansiedade e insegurança. Quais são os efeitos de viver assim?

      Efeitos físicos e emocionais

      Um relatório da Associação Nacional de Psicólogos de Escola, nos Estados Unidos, diz que, todos os dias, mais de 160.000 crianças faltam às aulas por medo de agressão. As vítimas talvez deixem de falar a respeito da escola ou de uma determinada aula ou atividade escolar. Talvez tentem chegar à escola todos os dias um pouco atrasadas, ou faltar a certas aulas e até mesmo arranjar desculpas para nem ir à escola.

      Como identificar crianças vítimas de agressividade? Talvez se tornem mal-humoradas, irritáveis, frustradas, retraídas ou sempre aparentando cansaço. Podem tornar-se agressivas com familiares ou com colegas e amigos. Os inocentes que presenciam as intimidações e agressões também sofrem as conseqüências. A situação lhes causa muito medo, o que prejudica seu aprendizado.

      No entanto, a revista Pediatrics in Review diz: “Para as vítimas e para a sociedade, a conseqüência mais extrema da agressividade é a violência, incluindo o suicídio e o assassinato. A sensação de impotência dos jovens vítimas pode ser tão grande que alguns reagem com ações autodestrutivas ou com retaliação mortal.”

      O Dr. Ed Adlaf, pesquisador científico e professor de saúde pública na Universidade de Toronto, teme que “os envolvidos em agressividade tenham muito mais probabilidade de vir a sofrer de problemas emocionais agora e no futuro”. No ano letivo de 2001, foram pesquisados mais de 225.000 estudantes em Ontário, e entre um quarto e um terço deles estava envolvido em alguma forma de intimidação ou agressividade, quer como alvos, quer como perpetradores. No mesmo grupo, 1 em cada 10 já havia pensado seriamente em suicídio.

      As intimidações ou a zombaria persistentes podem corroer a autoconfiança da vítima, causar doenças graves e até mesmo arruinar uma carreira. Ela talvez sofra dor de cabeça, insônia, ansiedade e depressão. Algumas desenvolvem o distúrbio de estresse pós-traumático. Ao passo que os ataques físicos talvez produzam muitas expressões de condolência para com a vítima, os ataques emocionais podem não provocar a mesma reação. O dano é bem menos evidente. Assim, em vez de expressar solidariedade, os amigos e os familiares talvez se cansem de ouvir as lamúrias da vítima.

      Essa agressividade também causa danos aos próprios agressores. Se não for cortada na infância, ao crescerem provavelmente agredirão outros no local de trabalho. De fato, alguns estudos revelam que aqueles que eram agressivos na infância desenvolveram padrões de comportamento que passaram para a vida adulta. Além disso, eram mais propensos a criar antecedentes criminais.

      O impacto sobre a família

      A intimidação e a hostilização no local de trabalho afetam a estabilidade e a tranqüilidade do lar. Podem desencadear na vítima uma ânsia inexplicável de ferir seus próprios familiares amados. Além disso, podem levar o cônjuge, ou outro membro da família, a lutar contra o agressor numa mal-orientada demonstração de apoio à vítima. Ou então a vítima pode ser acusada pelo cônjuge de ter provocado o problema. Quando tais casos de agressividade se arrastam sem solução, até mesmo cônjuges normalmente solidários podem perder a paciência. Com o passar dos anos, a possibilidade de a família se desintegrar pode aumentar.

      Há casos em que a agressividade resulta em perda de uma carreira ou do meio de vida da pessoa, em separação e divórcio ou até mesmo em suicídio. Na Austrália, metade a dois terços das vítimas desse tipo de agressividade no emprego relataram maus efeitos sobre seu relacionamento com o parceiro, com o cônjuge ou com a família.

      A agressividade custa caro

      A intimidação ou hostilização no local de trabalho custa caro também para os empregadores. O agressor talvez seja um chefe de língua ferina ou um colega maquiavélico, que pode ser tanto homem como mulher. Tais pessoas controlam tudo nos mínimos detalhes e rebaixam os outros com palavras negativas e críticas constantes, não raro humilhando a vítima na frente de outros. Os indivíduos agressivos raramente reconhecem sua rudeza ou se desculpam pelo seu comportamento. Muitas vezes espezinham trabalhadores capazes, leais e benquistos pelos colegas.

      Trabalhadores que são vítimas dessa agressividade tendem a trabalhar com menos eficiência. E a produtividade dos colegas que observam tal agressividade também pode cair. A agressividade pode levar os trabalhadores a serem menos leais ao patrão e menos diligentes no trabalho. Segundo certo relatório, os indivíduos agressivos custam à indústria, no Reino Unido, uns três bilhões de dólares por ano. E diz-se que tal comportamento responde por mais de 30% das doenças ligadas ao estresse.

      Obviamente, esse tipo de agressividade causa um impacto sobre a sociedade no mundo todo. A pergunta é: Pode-se fazer algo para coibir esse problema e eliminá-lo?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Mulheres agressivas em geral usam táticas como exclusão social e divulgação de boatos. No entanto, um número cada vez maior delas parece recorrer também à violência física.

      [Foto na página 7]

      Vítimas de intimidação constante podem ficar desalentadas e solitárias

      [Foto na página 7]

      A intimidação no local de trabalho é muito comum

  • Como livrar-se da agressividade?
    Despertai! — 2003 | 22 de agosto
    • Como livrar-se da agressividade?

      ‘Ser agressivo é um comportamento aprendido, e tudo o que foi aprendido pode ser desaprendido.’ — Dra. C. Sally Murphy.

      TANTO o indivíduo agressivo como sua vítima precisam de ajuda. O agressivo precisa aprender a relacionar-se com outros sem abuso de força ou de poder. E a vítima precisa de alguns artifícios práticos para lidar com o problema.

      Em muitos casos, o agressivo não sabe se relacionar com outros, nem entende os sentimentos daqueles a quem intimida. Ele precisa ser monitorado e ensinado a comunicar-se corretamente. O livro Take Action Against Bullying (Tome Medidas contra a Intimidação) diz: “A menos que se aprenda e se adote novos comportamentos, os indivíduos agressivos continuam a agredir durante a vida inteira. Agridem o cônjuge, os filhos e, possivelmente, seus subordinados no trabalho.”

      Como combater a agressividade

      Ensinar os filhos desde pequenos a mostrar empatia pode impedir que se tornem agressivos. Em alguns países, educadores estão trabalhando com um novo estilo de educação chamado de aprendizado de empatia. O objetivo é ensinar os alunos, mesmo que só tenham 5 anos de idade, a entender os sentimentos dos outros e a tratar as pessoas com bondade. Embora ainda sejam poucos os dados estatísticos sobre o impacto a longo prazo, os primeiros resultados indicam que aqueles que receberam o treinamento são menos agressivos do que os que não receberam.

      Como pai, ou mãe, você não deve deixar esse treinamento inteiramente a cargo de algum programa escolar. Se não deseja que seu filho se torne agressivo é preciso ensiná-lo, por meio de palavras e de exemplo, a tratar os outros com respeito e dignidade. O que pode ser de ajuda? Provavelmente, você tem à disposição uma excelente, porém subestimada fonte de treinamento — a Palavra de Deus, a Bíblia. Como ela pode ajudar?

      Por um lado, ela mostra claramente o que Deus acha da agressividade. Ele a condena! A Bíblia diz a Seu respeito: “Sua alma certamente odeia a quem ama a violência.” (Salmo 11:5) E Deus não fecha os olhos ao que acontece. A Bíblia registra Seus sentimentos de lamento, ou tristeza, com relação ao sofrimento dos israelitas “por causa dos seus opressores e dos que os empurravam”. (Juízes 2:18) Em muitas ocasiões, Deus puniu os que abusavam do poder e agrediam os fracos e indefesos. — Êxodo 22:22-24.

      Além disso, a Bíblia contém o que talvez seja a mais famosa instrução já dada a respeito de como mostrar empatia. Jesus disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” (Mateus 7:12) Ensinar os filhos a aceitar essa Regra Áurea — amá-la e viver de acordo com ela — não é fácil; exige bom exemplo, persistência e trabalho árduo, especialmente porque as criancinhas são por natureza egocêntricas. Mas vale a pena o esforço. Se os seus filhos aprenderem a ser bondosos e solidários, acharão repulsiva a idéia de agredir os outros.

      Ajuda para as vítimas

      As vítimas da agressividade, em especial os jovens, enfrentam um desafio difícil — manter o equilíbrio sob pressão. Quando você é intimidado ou agredido, o agressor provavelmente anseia que você perca o equilíbrio emocional. Ele espera que você fique furioso ou aterrorizado. Se você explodir de raiva, chorar ou expressar mágoa ou medo, o agressor terá conseguido seu intento. De modo que ele tentará provocar repetidas vezes a mesma reação.

      O que você poderá fazer? Veja as seguintes sugestões, escritas primariamente para os jovens, mas cujos princípios se aplicam também a adultos que enfrentam indivíduos agressivos.

      ◼ Mantenha-se calmo; não se enfureça. A Bíblia aconselha sabiamente: “Larga a ira e abandona o furor.” (Salmo 37:8) Se você se descontrolar, estará fazendo o jogo do agressor e provavelmente fará coisas que depois vai lamentar. — Provérbios 25:28.

      ◼ Procure tirar da mente idéias de desforra. A vingança muitas vezes sai pela culatra. Seja como for, a desforra não é realmente satisfatória. Certa moça que aos 16 anos de idade foi espancada por cinco moças, se recorda: “Eu decidi no meu íntimo: ‘Vou me vingar delas.’ Pedi ajuda a umas amigas e me vinguei de duas das agressoras.” O resultado? “Fiquei com um sentimento de vazio”, diz ela. E sua própria conduta piorou depois disso. Lembre-se das sábias palavras da Bíblia: “Não retribuais a ninguém mal por mal.” — Romanos 12:17.

      ◼ Quando os ânimos parecem se acirrar, afaste-se rapidamente. A Bíblia diz: “Retira-te antes de estourar a altercação.” (Provérbios 17:14) Via de regra, mantenha-se longe de agressores em potencial. Diz Provérbios 22:3: “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se, mas os inexperientes passaram adiante e terão de sofrer a penalidade.”

      ◼ Se as intimidações ou os maus-tratos persistirem, você talvez tenha de encarar a situação. Escolha um momento em que você esteja tranqüilo, olhe o indivíduo nos olhos e fale de modo firme e calmo. Diga a ele que você não gosta do que ele faz — que não é divertido e que magoa. Não recorra a insultos ou desafios. — Provérbios 15:1.

      ◼ Fale a respeito das intimidações ou agressões com um adulto responsável e prestimoso. Seja específico a respeito do problema e peça ajuda para lidar com ele. Faça o mesmo nas suas orações a Deus, e isso pode ser uma fonte maravilhosa de ajuda e consolo. — 1 Tessalonicenses 5:17.

      ◼ Lembre-se de que você tem valor como pessoa. O agressor talvez queira que você pense que você não vale nada, que merece ser maltratado. Mas ele não é seu juiz. Seu juiz é Deus, e ele procura o que há de bom em cada um de nós. O agressor é quem perde valor, por recorrer a tal conduta.

      Pais — protejam seus filhos

      Os pais devem desde cedo preparar os filhos para lidar sabiamente com pessoas agressivas. Podem, por exemplo, fazer breves encenações com os filhos para demonstrar como projetar um senso de confiança.

      Até mesmo a postura física — aprumada — pode enviar uma mensagem sutil que dissuade alguns agressores. O contato olho-no-olho, mãos e braços descontraídos e falar de modo firme e seguro também podem ser de ajuda. Exorta-se aos pais que ensinem seus filhos a se afastarem dos agressores, a evitá-los e a pedirem ajuda a um adulto de confiança, como um professor.

      Eliminar o comportamento agressivo começa com a educação da família. Os pais que se colocam à disposição dos filhos, que ouvem com paciência e empatia suas ansiedades, instilam neles o sentimento de que são desejados, apoiados e amados. Muitos profissionais no campo da educação de filhos e de problemas com colegas exortam os pais a criar nos filhos um conceito positivo sobre si mesmos. Tal conceito sadio reduz seu atrativo como alvos aos olhos de agressores.

      No entanto, não é mera questão de falar. Todo membro da família deve aprender a tratar os outros com respeito e dignidade e a cultivar empatia. Portanto, não tolere nenhuma agressividade na sua casa. Faça de seu lar um porto seguro, onde prevaleçam o respeito e o amor.

      O fim da agressividade

      “Homem tem dominado homem para seu prejuízo.” (Eclesiastes 8:9) É assim que a Bíblia resume a história humana. De fato, a agressividade aflige a humanidade há milhares de anos. Um escritor bíblico disse: “Eu mesmo retornei, a fim de ver todos os atos de opressão que se praticam debaixo do sol, e eis as lágrimas dos oprimidos, mas eles não tinham consolador; e do lado dos seus opressores havia poder, de modo que não tinham consolador.” — Eclesiastes 4:1.

      Deus, porém, com certeza observa toda agressividade que acontece no mundo e se compadece dos oprimidos. Mas fará algo a respeito? Sim! Veja esta promessa, em Miquéias 4:4: “Realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer; porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso.”

      Imagine como será o mundo quando essa promessa se cumprir. Não haverá ninguém para fazer os outros tremerem de medo — nenhuma pessoa agressiva! Não é uma excelente perspectiva? Mas Deus tem feito mais do que prometer tal futuro. Já funciona no mundo inteiro um programa de educação bíblica altamente eficaz. Está colhendo bons resultados. Seus participantes aprendem a mudar seus traços de personalidade mais agressivos, a viver em paz com os outros e a tratá-los com respeito e dignidade. (Efésios 4:22-24) Muito em breve os efeitos dessa instrução superlativa se farão sentir em toda a Terra, acabando com o problema da agressividade. As promessas de Deus, registradas na Bíblia, serão uma realidade. Todos os viventes desfrutarão de um mundo livre de pessoas agressivas.

      [Foto na página 8]

      Não é vergonhoso afastar-se de uma pessoa agressiva

      [Foto na página 9]

      Num ambiente familiar sadio, as crianças aprendem a lidar com todos os tipos de agressividade

      [Fotos na página 10]

      Ensine seus filhos a falar em defesa própria de modo firme, porém respeitoso

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