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Uma vida inteira aprendendo lições com nosso Grandioso InstrutorA Sentinela (Estudo) — 2025 | junho
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EXPERIMENTANDO O SERVIÇO DE TEMPO INTEGRAL
Em 1980, eu me casei com Debbie, uma bela irmã muito focada no serviço a Jeová. Nós queríamos entrar no serviço de tempo integral. Então, três meses depois do nosso casamento, Debbie começou a servir como pioneira. Um ano depois de nos casarmos, nos mudamos para uma pequena congregação que precisava de ajuda, e eu comecei o serviço de pioneiro também.
No dia do nosso casamento, em 1980
Com o tempo, perdemos a alegria em nossa designação e pensamos em sair de lá. Mas, primeiro, fomos conversar com o superintendente de circuito. Ele foi amoroso, mas muito sincero, e disse: “Parte do problema está em vocês. Vocês estão se concentrando só nos desafios. Se vocês procurarem coisas que dão alegria em sua designação, vocês vão encontrar.” Esse conselho era exatamente o que a gente precisava. (Sal. 141:5) Nós mudamos nosso ponto de vista imediatamente e descobrimos que existiam mesmo muitas coisas positivas em nossa designação. Muitos na congregação queriam fazer mais para Jeová, inclusive jovenzinhos e algumas irmãs que tinham maridos descrentes. Essa foi uma ótima lição para nós. Aprendemos a olhar o lado bom das coisas e confiar que Jeová pode resolver uma situação que pareça desafiadora. (Miq. 7:7) Nós voltamos a ter alegria em nossa designação, e as coisas melhoraram.
Os instrutores da nossa primeira Escola de Pioneiro tinham servido em outros países. Eles nos mostraram algumas fotos e nos contaram sobre as bênçãos e os desafios que tiveram em suas designações. Isso despertou em nós o desejo de servir como missionários também. Então, decidimos estabelecer esse alvo para nós.
Em um Salão do Reino na Colúmbia Britânica, em 1983
Para dar o primeiro passo e experimentar um pouco da vida de um missionário, em 1984 nos mudamos para a província de Quebec, onde se fala francês. Essa província fica mais de 4 mil quilômetros de distância da Colúmbia Britânica. Em Quebec, tivemos que nos adaptar a uma cultura e a um idioma completamente novos. Outro desafio era que normalmente a gente não tinha muito dinheiro. Por um tempo, tudo que tínhamos para comer eram batatas. Um fazendeiro deixava a gente pegar do que sobrava depois da colheita. A Debbie era muito criativa e fazia pratos deliciosos com aquelas batatas! Apesar dos desafios, fizemos o nosso melhor para perseverar com alegria. E o mais importante é que dava para ver claramente Jeová cuidando de nós. — Sal. 64:10.
Um dia, recebemos uma ligação inesperada. Era um convite para servir no Betel do Canadá. Nós ficamos felizes, mas ao mesmo tempo divididos, porque tínhamos feito a petição para cursar a Escola de Gileade. Mesmo assim, decidimos aceitar o convite. Quando chegamos em Betel, nós perguntamos ao irmão Kenneth Little, que era membro da Comissão de Filial: “Mas e as nossas petições para Gileade?” Ele respondeu: “Não se preocupem. Se vocês forem chamados, a gente vê o que faz.”
E foi isso que aconteceu uma semana depois. Eu e Debbie fomos convidados para Gileade e tivemos que tomar uma decisão. O irmão Kenneth disse: “Seja qual for a sua escolha, às vezes você vai querer ter escolhido a outra opção. Uma opção não é melhor que a outra; Jeová pode abençoar as duas.” Nós aceitamos o convite para Gileade e, ao longo dos anos, vimos que as palavras do irmão Kenneth eram verdade. Várias vezes nós demos esse mesmo conselho para outros que também precisaram escolher entre diferentes designações.
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