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‘Defendendo e estabelecendo legalmente as boas novas’Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus
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Embora as Testemunhas de Jeová tivessem o reconhecimento legal por anos no Canadá, a Segunda Guerra Mundial serviu de desculpa para os oponentes persuadirem um novo governador-geral a declarar ilegais as Testemunhas. Isto foi feito em 4 de julho de 1940. Dois anos depois, quando se deu oportunidade às Testemunhas de Jeová de apresentar motivos a uma comissão especial da Câmara dos Comuns, essa comissão recomendou fortemente que a proscrição contra as Testemunhas de Jeová e suas entidades jurídicas fosse sustada. Contudo, foi só depois de repetidos e extensos debates na Câmara dos Comuns, e de muito trabalho para colher assinaturas em duas petições de âmbito nacional, que o ministro da justiça, católico-romano, sentiu-se compelido a remover completamente a proscrição.
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‘Defendendo e estabelecendo legalmente as boas novas’Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus
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[Quadro na página 697]
Testemunhas sob proscrição declaram explicitamente sua posição
A organização das Testemunhas de Jeová foi colocada sob proscrição governamental no Canadá, em 1940. Houve depois disso mais de 500 instaurações de processos. Que defesa podiam as Testemunhas oferecer? Respeitosa, mas firmemente, elas fizeram declarações à Corte nas seguintes linhas gerais:
‘Não preciso desculpar-me por ter oferecido esses livros. Eles ensinam o caminho à vida eterna. Creio sinceramente que explicam o propósito do Deus Todo-Poderoso de estabelecer um Reino de justiça na Terra. Para mim, têm sido a maior bênção da minha vida. Na minha opinião, seria um pecado contra o Todo-Poderoso destruir esses livros, e a mensagem de Deus que eles contêm, assim como seria pecado queimar a própria Bíblia. Toda pessoa tem de escolher se arriscará ter a desaprovação de homens ou a desaprovação do Deus Todo-Poderoso. De minha parte, tomei posição ao lado do Senhor e de seu Reino, e procuro honrar o nome do Altíssimo, que é Jeová, e se eu vier a ser penalizado por isso, há uma responsabilidade perante Deus a ser assumida pelos que impuserem a penalidade.’
[Quadro na página 698]
Como membros do governo canadense viam o assunto
Seguem algumas declarações de membros da Câmara dos Comuns canadense, feitas em 1943 ao instarem o Ministro da Justiça a remover a proscrição contra as Testemunhas de Jeová e suas sociedades jurídicas:
“Não se apresentou perante a comissão nenhuma evidência da parte do departamento de justiça que indicasse que em algum tempo as Testemunhas de Jeová devessem ter sido declaradas uma organização ilegal . . . É uma desonra para o Domínio do Canadá que pessoas devam ser processadas por suas convicções religiosas da maneira como esses desafortunados têm sido.” “Na minha opinião, o que mantém a proscrição é óbvio e puro preconceito religioso.” — Sr. Angus MacInnis.
“A experiência da maioria de nós é que são pessoas inofensivas, destituídas de qualquer intenção de causar dano ao Estado. . . . Por que a proscrição não foi sustada? Não pode ser devido a temor que essa organização seja prejudicial ao bem-estar do Estado, ou que suas ações sejam subversivas ao esforço de guerra. Jamais houve sequer a mais leve evidência de que este seja o caso.” — Sr. John G. Diefenbaker.
“Realmente faz a pessoa se perguntar se a ação contra as Testemunhas de Jeová é na maior parte devido à sua atitude para com os católicos-romanos, em vez de sua atitude de natureza subversiva.” — Sr. Victor Quelch.
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