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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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Embora se diga que algumas borboletas cobrem distâncias mais longas do que a monarca na sua migração ao iniciar-se o inverno, somente esta última faz viagens tão longas com destinos precisos e em tão grandes números. A migração da monarca é realmente um fenômeno no mundo das borboletas. Veja alguns dos feitos impressionantes dessa incansável viajante.
A distância abrangida pelo seu vôo migratório, a partir do Canadá, no outono, até os locais de invernação na Califórnia ou no México, ultrapassa a 3.200 quilômetros.
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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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A revista Canadian Geographic diz: “É claro que existe alguma programação genética sofisticada nos seus modestos e pequeninos cérebros; algum mecanismo que lhes permite guiar-se pelos ângulos dos raios solares, assim como fazem as abelhas, ou pelo campo magnético da Terra, como parece ser o caso das aves. A capacidade de detectar condições específicas de temperatura e umidade pode ajudá-las a identificar o seu destino quando se aproximam dele. Mas, por ora, a ciência ainda não conseguiu encontrar as respostas.”
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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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O cientista David Gibo, da Universidade de Toronto, descobriu que não é só ocasionalmente que as monarcas ascendem nas alturas e planam. Ele diz: “As borboletas têm de utilizar o vento de uma forma bem mais inteligente do que os gansos migratórios.” A rotina de bater as asas, ascender nas alturas, e alimentar-se permite às monarcas chegar ao México com gordura suficiente para passar o inverno e reiniciar o seu vôo de volta para o norte, na primavera. O professor Gibo diz também: “O segredo de sua jornada é planar, e elas chegam ao destino em forma e saudáveis.”
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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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Mas o destino dos panapanás de monarcas na parte leste do Canadá permaneceu um mistério por um bom tempo.
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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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Um dos melhores lugares no Canadá para ver panapanás de monarcas é no Parque Nacional Point Pelee, em Ontário, onde elas se aglomeram preparando-se para a sua migração rumo ao sul. Nos fins do verão elas se congregam nesse ponto sulino do Canadá, na margem norte do lago Erie, esperando os ventos e a temperatura favoráveis para decolarem rumo ao sul, para o seu local de invernação no México.
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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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Começando no Point Pelee, elas viajam de ilha em ilha sobre o lago Erie para começar a longa jornada cruzando os Estados Unidos continentais.
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Frágil, mas incansável viajanteDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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Chega a primavera, as monarcas voltam à ativa. À medida que os dias ficam mais compridos, elas adejam na luz do sol, se acasalam e iniciam a viagem de volta para o norte. Acredita-se que algumas consigam completar a viagem de volta, mas geralmente só os descendentes, da terceira ou da quarta geração, finalmente chegam ao Canadá e ao norte dos Estados Unidos, no verão. A fêmea, com cem ou mais ovos fertilizados, adeja sobre canteiros de flores silvestres e deposita seus ovos, um por vez, na superfície inferior das folhas novas e tenras de asclépias. E assim o ciclo prossegue, e a viagem para o lar de verão da monarca continua.
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