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Pais que abusam — os piores estressoresDespertai! — 1993 | 22 de julho
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Abuso sexual
Segundo certa estimativa, 1 em cada 3 meninas e 1 em cada 7 meninos já foram forçados a uma experiência sexual antes de atingirem os 18 anos de idade. A maioria dessas crianças sofre em silêncio. “Como soldados desaparecidos em ação”, observa o livro The Child in Crisis, “elas permanecem perdidas por anos numa selva particular de medo e culpa”.
“Quanto eu odiava meu pai por abusar de mim, e quão culpada me sentia por odiá-lo”, diz Louise. “Eu sentia tamanha vergonha porque se espera que uma criança ame seus pais e não era sempre que eu os amava.” Tais sentimentos desconcertantes são compreensíveis quando o principal protetor da criança passa a ser um perpetrador. Beverly Engel pergunta em The Right to Innocence (O Direito à Inocência): “Como podemos aceitar que o nosso próprio pai ou a nossa própria mãe, alguém que supostamente devia nos amar e cuidar de nós, se importe tão pouco conosco?”
O abuso sexual pode distorcer o inteiro conceito de vida da criança. “Todo adulto que sofreu abuso sexual quando criança traz de sua infância sentimentos penetrantes de ser irremediavelmente inadequado, imprestável e genuinamente mau”, escreve a Dra. Susan Forward.
Isso não desaparece
“Não é apenas o corpo da criança que sofre abusos ou é negligenciado”, escreve a pesquisadora Linda T. Sanford. “Famílias conturbadas desarrumam a mente da criança.” A criança que sobre abusos, sejam eles emocionais, físicos ou sexuais, talvez cresça achando-se indigna de ser amada e imprestável.
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Pais que abusam — os piores estressoresDespertai! — 1993 | 22 de julho
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Para Connie, o incesto criou uma auto-imagem distorcida que se solidificou na sua vida adulta: “Muitas vezes ainda penso que as pessoas podem olhar bem dentro de mim e ver quão repugnante eu sou.”
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