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    As Testemunhas de Jeová e a Educação
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      As Testemunhas de Jeová e a Educação

      Esta publicação não é vendida. Ela faz parte de um trabalho voluntário para ajudar as pessoas no mundo todo a entender a Bíblia. As despesas desse trabalho são cobertas por donativos.

      Para fazer um donativo acesse donate.jw.org

      Se não houver nenhuma observação, os textos bíblicos citados nesta publicação são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências.

      Edição de janeiro de 2019

      Portuguese (Brazilian Edition) (ed-T)

      © 1995, 2002, 2015 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania

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    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • Conteúdo

      PÁGINA

      4 Como as Testemunhas de Jeová encaram a educação

      10 Programas educacionais

      14 O desafio da diversidade religiosa

      19 Valores morais que merecem ser respeitados

      27 O papel dos pais

      31 Conclusão

  • O objetivo desta brochura
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • O objetivo desta brochura

      SPINOZA, filósofo holandês, escreveu: “Tenho-me esforçado a não rir das ações humanas, nem chorar por elas, nem odiá-las, mas compreendê-las.” Se o senhor ou a senhora for professor ou professora, confronta-se com o desafio de tentar compreender os conceitos, a formação e as convicções dos estudantes aos seus cuidados, incluindo os alunos que são filhos de Testemunhas de Jeová. Ocasionalmente, esses estudantes talvez adotem uma atitude que parece inconvencional em certas questões. No entanto, quando essas ações resultam claramente das convicções religiosas e morais do aluno, merecem receber atenção. Esta brochura é publicada pela Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (a editora das Testemunhas de Jeová) e se destina a ajudá-lo a compreender melhor os estudantes que são Testemunhas de Jeová. Esperamos que tome tempo para lê-la com atenção.

      Compreender as crenças religiosas de outra pessoa não exige que as aceite ou adote, e transmitir informações não é proselitismo. Esta brochura não procura impor os conceitos religiosos das Testemunhas de Jeová ao professor, nem tampouco aos alunos. Queremos simplesmente dar-lhe informações sobre quais são os princípios e as crenças ensinados a alguns dos seus alunos pelos pais deles, para que lhe seja mais fácil compreender os filhos de Testemunhas de Jeová e cooperar com eles. Naturalmente, aquilo que se ensina aos filhos talvez nem sempre seja coerente com o que eles fazem, visto que cada criança aprende a desenvolver a sua própria consciência.

      Iguais à maioria dos pais, as Testemunhas de Jeová querem que seus filhos tirem o máximo proveito da educação escolar. Para esse fim, ensinam os filhos a cooperar com os professores. Os pais que são Testemunhas de Jeová, e seus filhos, por sua vez apreciam quando os professores os tratam com compreensão e respeito.

      As Testemunhas de Jeová são cristãos conhecidos no mundo inteiro. No entanto, às vezes não são compreendidas. Esperamos, por isso, que esta brochura o ajude a compreender melhor os filhos das Testemunhas de Jeová que tem aos seus cuidados. Esperamos especialmente que compreenda por que, em certas situações específicas, eles talvez reivindiquem o direito de ser diferentes.

  • Como as Testemunhas de Jeová encaram a educação
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • Como as Testemunhas de Jeová encaram a educação

      Assim como todos os pais, as Testemunhas de Jeová preocupam-se com o futuro dos filhos. Portanto, dão muita importância à educação. “A educação deve ajudar as pessoas a se tornarem membros úteis da sociedade. Deve também ajudá-las a valorizar sua herança cultural e a viver uma vida mais satisfatória.”

      CONFORME sugerido por essa citação da Enciclopédia Delta Universal, um dos principais objetivos da escolaridade é treinar os filhos para a vida cotidiana, o que inclui habilitá-los a cuidar das necessidades da sua família num tempo futuro. As Testemunhas de Jeová acham que isso é uma responsabilidade sagrada. A própria Bíblia diz: “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” (1 Timóteo 5:8) Os anos passados na escola preparam os filhos para as responsabilidades que terão de assumir na vida. As Testemunhas de Jeová acham, por isso, que a educação deve ser levada muito a sério.

      “A educação deve ajudar as pessoas a se tornarem membros úteis da sociedade. Deve também ajudá-las a valorizar sua herança cultural e a viver uma vida mais satisfatória.” — Enciclopédia Delta Universal

      As Testemunhas de Jeová esforçam-se a viver segundo o mandamento bíblico: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.” (Colossenses 3:23, Nova Versão Internacional) Esse princípio aplica-se a todos os aspectos da vida cotidiana, incluindo a escola. De modo que as Testemunhas de Jeová incentivam seus filhos a estudar diligentemente e a levar a sério as tarefas que recebem na escola.

      “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor.” — Colossenses 3:23, Nova Versão Internacional

      A Bíblia ensina também a sujeição às leis do país em que se vive. Portanto, quando a instrução escolar é obrigatória até certa idade, as Testemunhas de Jeová acatam essa lei. — Romanos 13:1-7.

      [Fotos nas páginas 6-7]

      A descontração salutar, a música, os passatempos, os exercícios físicos, bem como as visitas a bibliotecas e a museus, desempenham todos um papel importante na educação equilibrada

      Sem depreciar a importância do treinamento para a vida cotidiana, a Bíblia mostra que esse não é nem o único, nem o principal objetivo da educação. A educação bem-sucedida também deve estimular nos filhos a alegria de viver e ajudá-los a ocupar seu lugar na sociedade como pessoas bem equilibradas. Por isso, as Testemunhas de Jeová acham que a escolha das atividades fora da sala de aula é muito importante. Acreditam que a descontração salutar, a música, os passatempos, os exercícios físicos, as visitas a bibliotecas e a museus e assim por diante, desempenham um papel importante na educação equilibrada. Além disso, ensinam os filhos a respeitar pessoas de mais idade e a procurar oportunidades para ser prestativos.

      Que dizer da educação suplementar?

      Em vista das novas tecnologias, o mercado de trabalho muda constantemente. Em resultado disso, muitos jovens terão de trabalhar em profissões ou ofícios em que não receberam treinamento específico. Sendo assim, seus hábitos de trabalho e o treinamento que receberam, especialmente sua capacidade de adaptação a mudanças, serão para eles de valor ainda maior. Por conseguinte, é melhor que os estudantes se tornem adultos, conforme o expressou Montaigne, ensaísta da Renascença, tendo ‘uma cabeça bem feita em vez de uma cabeça bem cheia’.

      O desemprego, que afeta tanto países ricos como pobres, muitas vezes ameaça os jovens insuficientemente habilitados. Portanto, se o mercado de trabalho exige treinamento adicional ao mínimo exigido por lei, cabe aos pais orientar os filhos na decisão sobre adquirir uma educação suplementar, avaliando tanto os prováveis benefícios como os sacrifícios que podem advir desses estudos adicionais.

      No entanto, é provável que concorde que o êxito na vida envolve mais do que apenas a prosperidade material. Nos últimos tempos, homens e mulheres que toda a vida ficaram absortos na sua carreira perderam tudo ao ficarem sem emprego. Alguns pais sacrificaram a vida familiar e o tempo que poderiam ter passado com os filhos, assim não os ajudando a crescer, porque estavam totalmente absortos no trabalho secular.

      É evidente que a educação equilibrada precisa levar em conta que é necessário mais do que a prosperidade material para que sejamos realmente felizes. Jesus Cristo declarou: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.’” (Mateus 4:4, NVI) As Testemunhas de Jeová, como cristãos, reconhecem a importância de desenvolver qualidades morais e espirituais, bem como de se preparar para cuidar das suas necessidades materiais.

      Educação nos tempos bíblicos

      A BÍBLIA ensina que a educação é da maior importância. Ela descreve Deus como o “Grandioso Instrutor” do seu povo e, por meio das suas páginas, convida seus servos a se aprofundarem no conhecimento Dele. — Isaías 30:20.

      Nos tempos bíblicos, apenas certas classes privilegiadas eram letradas, tais como os escribas na Mesopotâmia e no Egito. Em nítido contraste com isso, todos no Israel antigo eram incentivados a aprender a ler e a escrever. “A diferença, sem dúvida, devia-se ao sistema de escrita alfabética mais simples usado pelos hebreus. . . . A importância da escrita alfabética para a história da educação não deve ser desconsiderada. Introduziu um rompimento com as culturas tradicionais de escribas do Egito, da Mesopotâmia e do Canaã do segundo milênio. Ser alfabetizado não era mais a característica identificadora e exclusiva duma classe de escribas e sacerdotes profissionais, versados nas intricadas escritas cuneiforme e hieroglífica.” — Encyclopaedia Judaica.

      Métodos de ensino

      [Foto na página 9]

      No Israel antigo, os filhos eram ensinados tanto pelo pai como pela mãe, desde uma idade bem tenra. (Deuteronômio 11:18, 19; Provérbios 1:8; 31:26) No Dictionnaire de la Bible (Dicionário da Bíblia), o erudito bíblico E. Mangenot escreveu: “Assim que sabia falar, a criança aprendia algumas passagens da Lei. Sua mãe repetia determinado versículo; quando aprendia este, dava-lhe outro. Mais tarde, colocava-se nas mãos dos filhos o texto escrito dos versículos que já sabiam recitar de cor. Assim passavam a conhecer a escrita e, quando crescidos, continuavam a receber instrução religiosa por lerem a lei do Senhor e meditarem nela.”

      Para ajudar os jovens e os de mais idade a decorar, usavam-se diversas ajudas para a memória. Elas incluíam acrósticos alfabéticos (versos sucessivos num poema que começavam com uma letra diferente, em ordem alfabética), aliteração e o uso de números. É interessante que alguns eruditos acham que o calendário de Gezer (Museu Arqueológico de Istambul), um dos mais antigos exemplos da escrita hebraica antiga, seja um exercício de memória para escolares.

      O currículo

      A educação dada pelos pais, nos tempos bíblicos, incluía treinamento prático. Ensinava-se às meninas prendas domésticas. O último capítulo do livro de Provérbios mostra que essas tarefas eram bem diversificadas; incluíam transações imobiliárias e ter um pequeno negócio, bem como fiação, tecelagem, arte culinária, negócios e administração doméstica em geral. Aos meninos usualmente se ensinava a ocupação secular do pai, quer lavoura, quer outro ofício ou profissão. Nos círculos religiosos judaicos era comum a seguinte expressão: “Quem não ensinar ao filho um ofício útil cria-o para ser ladrão.”

      Portanto, nos tempos bíblicos, dava-se muito valor à educação.

  • Programas educacionais
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • Programas educacionais

      As Testemunhas de Jeová são conhecidas mundialmente pelo seu trabalho de educação bíblica.

      POR causa da importância que dão ao seu trabalho de educação bíblica, alguns acham que elas não se interessam pela educação secular. Mas isso não é verdade. Para poder ensinar outros, o instrutor precisa primeiro aprender, e isso requer o devido treinamento e instrução. Portanto, além de aproveitarem bem a educação secular, as Testemunhas de Jeová já por muitos anos tiram proveito de diversos programas e escolas educacionais, administrados pela Sociedade Torre de Vigia ou suas congêneres. Isso tem ajudado as Testemunhas de Jeová e outros a melhorar em sentido intelectual, moral e espiritual.

      Por exemplo, em muitos países, as Testemunhas de Jeová se confrontaram com um desafio especial — como ensinar pessoas que tiveram pouca ou nenhuma oportunidade de receber a devida educação escolar e que, por isso, não sabem ler ou escrever. Para atender a essa necessidade, as Testemunhas de Jeová organizaram programas de alfabetização.

      Por exemplo, na Nigéria, aulas de alfabetização já são dadas pelas Testemunhas de Jeová desde 1949. Por meio dessas aulas, milhares de pessoas na Nigéria aprenderam a ler. Uma pesquisa mostrou que mais de 90% das Testemunhas de Jeová na Nigéria eram alfabetizadas, em comparação com menos de 50% do restante da população. No México, as Testemunhas de Jeová mantêm aulas de alfabetização desde 1946. Em um ano, mais de 6.500 pessoas foram ensinadas a ler e a escrever. E mais de 100 mil pessoas foram ajudadas a serem alfabetizadas. Organizaram-se também aulas de alfabetização em muitos outros países, tais como Bolívia, Camarões, Nepal e Zâmbia. As Testemunhas de Jeová produziram mais de 7 milhões de cópias da brochura Aplique-se à Leitura e à Escrita em mais de cem idiomas.

      Esses programas de alfabetização foram reconhecidos pelas autoridades educacionais nos países em que foram realizados. No México, por exemplo, um funcionário público escreveu: “Sou grato pela vossa cooperação, e, da parte do governo do estado, transmito-vos as mais sinceras felicitações pelo vosso nobre trabalho progressivo em benefício do povo, de trazer aos analfabetos a luz do conhecimento. . . . Faço votos de bom êxito à vossa obra educacional.”

      Treinamento adicional

      [Foto na página 12]

      Os estudantes recebem treinamento na leitura e na arte de falar em público

      Por darem muita importância ao seu trabalho de educação bíblica, as Testemunhas de Jeová esforçam-se a melhorar sua habilidade de explicar os ensinos bíblicos a outros. Por exemplo, em cada uma das mais de 119 mil congregações em todo o mundo, os estudantes recebem treinamento para desenvolver habilidades na leitura e na arte de falar em público. Mesmo os mais jovens, assim que aprendem a ler, podem matricular-se e receber esse treinamento, que se mostra útil para eles em outros campos, incluindo sua instrução na escola secular. Muitos professores têm comentado que os estudantes que são Testemunhas de Jeová tendem a expressar-se muito bem.

      [Fotos na página 13]

      Nas suas congregações, incentiva-se cordialmente a leitura e cada família também é exortada a ter sua própria biblioteca com uma ampla variedade de publicações

      Além disso, cada congregação das Testemunhas de Jeová é incentivada a ter no seu próprio Salão do Reino, ou lugar para reuniões, uma biblioteca com compêndios bíblicos, dicionários e outras obras de referência. Essa biblioteca está à disposição de todos os que frequentam as reuniões no Salão do Reino. Nas suas congregações, incentiva-se cordialmente a leitura, e cada família também é exortada a ter sua própria biblioteca, com uma ampla variedade de publicações, para atender às necessidades dos jovens e dos adultos.

      Treinamento avançado

      As Testemunhas de Jeová também administram escolas para o treinamento de missionários de ambos os sexos, bem como escolas para o treinamento de homens que têm responsabilidades ministeriais nas congregações locais. Essas escolas são evidência adicional de que as Testemunhas de Jeová dão muita importância à educação.

  • O desafio da diversidade religiosa
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • O desafio da diversidade religiosa

      Na qualidade de professor, vê-se confrontado com um desafio raras vezes encontrado por instrutores nos séculos passados: a diversidade religiosa.

      DURANTE a Idade Média, os cidadãos dum mesmo país usualmente praticavam a mesma religião. Mesmo no fim do século 19, a Europa conhecia apenas poucas das religiões principais: o catolicismo e o protestantismo no oeste, a ortodoxia e o islamismo no leste, e o judaísmo. A diversidade, sem dúvida, é hoje muito mais comum na Europa e em todo o mundo. Estabeleceram-se religiões pouco conhecidas, quer por serem adotadas por alguns da própria população nativa, quer por serem introduzidas por imigrantes e refugiados.

      De modo que atualmente, em países tais como a Alemanha, a Austrália, os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha, encontramos muitos muçulmanos, budistas e hindus. Ao mesmo tempo, as Testemunhas de Jeová, como cristãos, estão ministrando ativamente em mais de 239 países. Em uns 14 países, o número de Testemunhas de Jeová ativas passa de 150 mil. — Veja o quadro “Testemunhas de Jeová — Uma religião mundial”.

      Testemunhas de Jeová — Uma religião mundial

      País

      Testemunhas de Jeová ativas

      Alemanha

      166.262

      Argentina

      150.171

      Brasil

      794.766

      Colômbia

      166.049

      Congo, Rep. Dem. do

      216.024

      EUA

      1.243.387

      Filipinas

      196.249

      Itália

      251.650

      Japão

      215.703

      México

      829.523

      Nigéria

      362.462

      Ucrânia

      150.906

      Zâmbia

      178.481

      A diversidade das práticas religiosas locais pode criar desafios para o professor. Por exemplo, podem surgir algumas perguntas importantes a respeito de celebrações populares: devem todas as observâncias ser impostas a cada um dos estudantes — sem tomar em consideração a sua religião? A maioria talvez não ache nada de errado nessas comemorações. No entanto, não se deveriam respeitar também os conceitos de famílias pertencentes a um grupo minoritário? E há mais um fator a considerar: nos países em que a lei separa a religião do Estado e a instrução religiosa não está incluída no currículo, não achariam alguns que é incoerente tornar essas comemorações obrigatórias na escola?

      Aniversários natalícios

      Podem surgir até mesmo mal-entendidos a respeito de comemorações que parecem ter pouca ou nenhuma relação com a religião. Isso se dá com os aniversários natalícios, celebrados em muitas escolas. Embora as Testemunhas de Jeová respeitem o direito de outros comemorarem aniversários natalícios, sem dúvida deve estar bem a par de que elas preferem não participar em tais comemorações. Mas talvez desconheça os motivos de elas e seus filhos terem decidido não participar nessas comemorações.

      Le livre de religions (O Livro de Religiões), uma enciclopédia amplamente distribuída na França, classifica esse costume como rito e o alista entre “ritos seculares”. Embora hoje as comemorações de aniversários sejam consideradas um inocente costume secular, na realidade têm suas raízes no paganismo.

      The Encyclopedia Americana (edição de 1991) declara: “O mundo antigo do Egito, da Grécia, de Roma e da Pérsia celebrava os aniversários natalícios de deuses, reis e nobres.” Os autores Ralph e Adelin Linton revelam os motivos subjacentes disso. Escrevem no seu livro The Lore of Birthdays (A Doutrina dos Aniversários Natalícios): “A Mesopotâmia e o Egito, berços da civilização, foram também as primeiras terras em que os homens lembravam e honravam seus aniversários natalícios. A guarda de registros de aniversários natalícios era importante, nos tempos antigos, principalmente porque a data do nascimento era essencial para se fazer um horóscopo.” A ligação direta com a astrologia é motivo de grande preocupação para todos os que evitam a astrologia por causa do que a Bíblia diz sobre ela. — Isaías 47:13-15.

      Não surpreende, portanto, que leiamos na Enciclopédia Delta Universal: “Os primeiros cristãos não celebravam [o] nascimento [de Cristo] porque consideravam a comemoração do aniversário um costume pagão.” — Volume 10, página 5608.

      [Foto na página 16]

      As Testemunhas de Jeová usufruem um agradável companheirismo entre si

      Com isso em mente, as Testemunhas de Jeová decidem não participar em festividades de aniversários natalícios. O nascimento duma criança certamente é um acontecimento feliz e maravilhoso. É natural que todos os pais se alegrem ao passo que seus filhos crescem e se desenvolvem a cada ano que passa. As Testemunhas de Jeová também têm muito prazer em demonstrar seu amor à família e a amigos por dar-lhes presentes e passar com eles momentos agradáveis. No entanto, em vista da origem das comemorações de aniversários natalícios, preferem fazer isso em outras ocasiões durante o ano. — Lucas 15:22-25; Atos 20:35.

      Natal

      O Natal é comemorado em todo o mundo, mesmo em países que não são cristãos. Visto que é uma festa aceita pela maioria das religiões da cristandade, pode parecer bastante surpreendente que as Testemunhas de Jeová decidam não comemorá-lo. Por que não?

      Conforme muitas enciclopédias declaram especificamente, o nascimento de Jesus foi fixado arbitrariamente em 25 de dezembro para coincidir com uma festividade romana, pagã. Note as seguintes declarações tiradas de diversas obras de referência:

      “A data do nascimento de Cristo não é conhecida. Os Evangelhos não indicam nem o dia nem o mês.” — New Catholic Encyclopedia, Volume III, página 656.

      [Foto na página 17]

      “As saturnais de Roma fornecem o modelo para a maioria dos costumes festivos da época do Natal.” — Encyclopœdia of Religion and Ethics

      “A maioria dos costumes cristãos que agora prevalecem na Europa, ou registrados de tempos anteriores, não são costumes genuinamente cristãos, mas são costumes pagãos e foram assimilados ou tolerados pela Igreja. . . . As saturnais de Roma fornecem o modelo para a maioria dos costumes festivos da época do Natal.” — Encyclopœdia of Religion and Ethics (Enciclopédia de Religião e Ética, Edinburgh, 1910), editada por James Hastings, Volume III, páginas 608-609.

      “O Natal tem sido celebrado em 25 de dezembro em todas as igrejas cristãs desde o quarto século. Naquele tempo, era a data da festividade pagã do solstício de inverno [dezembro], chamada de ‘Nascimento (em latim: natale) do Sol’, visto que o Sol parecia ter renascido ao passo que os dias de novo ficavam mais longos. Em Roma, a Igreja adotou esse costume extremamente popular . . . por dar-lhe um novo significado.” — Encyclopædia Universalis, 1968, (em francês) Volume 19, página 1375.

      “O desenvolvimento da festividade do Natal foi influenciado pelo contraste com as celebrações pagãs do Sol Invictus (Mitra). Por outro lado, o 25 de dezembro, dia do solstício de inverno [dezembro], foi identificado com a luz que emergiu no mundo por meio de Cristo, e o simbolismo do Sol Invictus foi assim transferido para Cristo.” — Brockhaus Enzyklopädie, (em alemão) Volume 20, página 125.

      Como reagiram alguns quando souberam dos fatos sobre o Natal? The Encyclopœdia Britannica observa: “Em 1644, os puritanos, por ato do Parlamento, proibiram qualquer festa ou ofícios religiosos, à base de que [o Natal] era uma festividade pagã, e ordenaram que fosse guardado como jejum. Carlos II restabeleceu a festa, mas os escoceses aderiram ao conceito puritano.” Os primeiros cristãos não comemoravam o Natal, nem o comemoram hoje as Testemunhas de Jeová, nem participam em atividades relacionadas com o Natal.

      No entanto, a Bíblia fala favoravelmente sobre dar presentes ou convidar a família e amigos para uma refeição alegre em outras ocasiões. Ela incentiva os pais a treinar os filhos para ser sinceramente generosos, em vez de dar presentes apenas quando socialmente se espera isso. (Mateus 6:2, 3) Os filhos das Testemunhas de Jeová são ensinados a ser tolerantes e respeitosos, e isso inclui reconhecer o direito de outros de comemorar o Natal. Apreciam, por sua vez, quando se respeita a sua decisão de não participar nas comemorações natalinas.

      Outras celebrações

      As Testemunhas de Jeová adotam a mesma posição para com outros feriados religiosos ou semirreligiosos, que em diversos países ocorrem durante o ano letivo, tais como as Festas Juninas no Brasil, a Epifania na França, o Carnaval no Brasil e na Alemanha, o Setsubun no Japão e o Halloween (Dia das Bruxas) nos Estados Unidos. Com relação a essas e a outras comemorações específicas, não mencionadas aqui, os pais ou seus filhos, como Testemunhas de Jeová, certamente terão prazer em responder a quaisquer perguntas que tenha sobre isso.

      O que os filhos dizem

      “Embora não ganhe presentes no meu aniversário natalício, meus pais ainda assim me dão presentes em outras ocasiões. Gosto disso, porque são surpresas para mim.” — Gregory, de 11 anos.

      “O jeito como a maior parte da garotada encara o Natal é que ele é apenas uma ocasião de muitos presentes. Mas eu recebo presentes e vou a lugares o ano todo. Minha família tem me levado a outros países, tais como Fiji, Nova Zelândia e o Brasil.” — Caleb, de 10 anos.

      “Eu me divirto com minhas amigas, e de vez em quando nos surpreendemos umas às outras com presentes.” — Nicole, de 14 anos.

      “Muitos na escola me perguntam como eu aguento ficar sem o Natal ou outras festividades. Eu não fico sem divertimentos. Minha família e eu muitas vezes fazemos coisas juntos. Temos amigos maravilhosos com quem passamos férias. Vamos acampar e esquiar, e frequentemente nos reunimos na nossa casa. Acho que, se os outros soubessem o quanto nos divertimos, ficariam surpresos!” — Andriana, de 13 anos.

      “Nunca me sinto excluído por não celebrar o Natal ou outras festividades. Durante esses feriados, quando não temos aula e papai não está trabalhando, jogamos, vamos ao cinema, vemos TV. Passamos muito tempo juntos, fazendo coisas em família.” — Brian, de 10 anos.

  • Valores morais que merecem ser respeitados
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • [Foto na página 19]

      As Testemunhas de Jeová procuram incutir nos filhos os verdadeiros valores cristãos

      Valores morais que merecem ser respeitados

      Em toda a História, homens e mulheres corajosos tomaram posição contra o modo de pensar popular na sua época. Suportaram tirania política, religiosa e racial, muitas vezes entregando sua vida a favor da sua causa.

      OS PRIMEIROS cristãos foram especialmente corajosos. Durante a severa perseguição nos primeiros três séculos, muitos deles foram mortos pelos romanos pagãos por se negarem a adorar o imperador. Às vezes erguia-se um altar na arena. Para conseguirem a liberdade, os cristãos só precisavam queimar uma pitada de incenso em reconhecimento da natureza divina do imperador. No entanto, poucos transigiram. A maioria deles preferiu morrer em vez de renunciar à sua fé.

      Nos tempos modernos, as cristãs Testemunhas de Jeová têm adotado uma atitude similar para com a neutralidade política. Por exemplo, sua posição firme em face do nazismo é comprovada pela História. Antes e no decorrer da Segunda Guerra Mundial, aproximadamente um quarto das Testemunhas de Jeová alemãs perderam a vida, principalmente em campos de concentração, por se manterem neutras e por recusarem a dizer “Heil Hitler”. Crianças pequenas foram separadas à força dos pais que eram Testemunhas de Jeová. Apesar das pressões, os jovens permaneceram firmes e se negaram a ser contaminados por ensinos antibíblicos que outros tentaram impor-lhes.

      A saudação à bandeira

      Em geral, as Testemunhas de Jeová não são hoje alvo de tal perseguição ferrenha. Não obstante, às vezes surgem mal-entendidos em resultado da decisão conscienciosa de Testemunhas de Jeová jovens, de não participar em cerimônias patrióticas, tais como a saudação à bandeira.

      [Foto na página 21]

      “Devolvei, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus.” — Mateus 22:21, A Bíblia de Jerusalém

      Os filhos das Testemunhas de Jeová são ensinados a não desestimular outros de saudar a bandeira; esse é um assunto que cabe a cada um decidir por si mesmo. No entanto, a posição das próprias Testemunhas de Jeová é firme: não saúdam a bandeira de nenhuma nação. Certamente, não se pretende com isso mostrar desrespeito. Respeitam a bandeira de qualquer nação em que vivem e mostram esse respeito pela obediência às leis do país. Nunca se envolvem em nenhum tipo de atividade antigovernamental. Na realidade, as Testemunhas de Jeová acreditam que os atuais governos humanos constituem um “arranjo de Deus”, permitido por ele. De forma que acham estar sob a ordem divina de pagar impostos e de respeitar essas “autoridades superiores”. (Romanos 13:1-7) Isso está em harmonia com a famosa declaração de Cristo: “Devolvei, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus.” — Mateus 22:21, A Bíblia de Jerusalém, católica.

      Alguns talvez perguntem: ‘Mas, então, por que não honram as Testemunhas de Jeová a bandeira por saudá-la?’ É porque encaram a saudação à bandeira como ato de adoração, mas a adoração pertence a Deus; assim, não podem conscienciosamente adorar alguém ou alguma coisa a não ser a Deus. (Mateus 4:10; Atos 5:29) Por isso apreciam quando os professores respeitam essa convicção e permitem que os filhos de Testemunhas de Jeová acatem as suas crenças.

      Não surpreende que as Testemunhas de Jeová não sejam as únicas a crer que a saudação à bandeira se relaciona com a adoração, conforme mostram os seguintes comentários:

      “As primitivas bandeiras tinham caráter quase que puramente religioso. . . . A ajuda da religião parece sempre ter sido procurada para dar santidade às bandeiras nacionais.” (O grifo é nosso.) — Encyclopædia Britannica.

      “A bandeira, como a cruz, é sagrada. . . . As normas e os regulamentos relativos à atitude humana para com os estandartes nacionais usam palavras fortes, expressivas, como: ‘Culto à Bandeira’, . . . ‘Reverência à Bandeira’, ‘Devoção à Bandeira’.” (O grifo é nosso.) — The Encyclopedia Americana.

      “Os cristãos negaram-se a . . . oferecer sacrifícios ao gênio do imperador [romano] — o que hoje em dia equivale aproximadamente a negar-se a fazer continência à bandeira ou a repetir o juramento de lealdade.” — Those About to Die (Os Que Estão Para Morrer) (1958), de Daniel P. Mannix, página 135.

      [Foto na página 22]

      Três jovens hebreus negaram-se a se curvar diante duma estátua erguida pelo rei babilônio Nabucodonosor

      As Testemunhas de Jeová também não pretendem desrespeitar nenhum governo ou seus governantes com a recusa de saudar a bandeira. O caso é que não se curvarão ou saudarão, num ato de adoração, qualquer imagem que represente o Estado. Consideram isso como similar à posição adotada nos tempos bíblicos por três jovens hebreus, que se negaram a se curvar diante da estátua erguida na planície de Dura pelo rei babilônio Nabucodonosor. (Daniel, capítulo 3) Por isso, enquanto outros fazem a saudação e recitam o juramento de lealdade, os filhos das Testemunhas de Jeová são ensinados a seguir sua consciência treinada pela Bíblia. Portanto, refreiam-se silenciosa e respeitosamente de participar nisso. Por motivos similares, os filhos das Testemunhas de Jeová decidem não participar em cantar ou em tocar hinos nacionais.

      Respeito, mas não adoração

      Certa manhã, numa escola no Canadá, uma menina de 11 anos, Testemunha de Jeová, de nome Terra, notou que o professor levou uma aluna para fora da sala de aula durante alguns momentos. Pouco depois, o professor pediu discretamente que Terra o acompanhasse até a diretoria.

      Quando Terra entrou na sala do diretor, ela viu logo a bandeira canadense estendida sobre a escrivaninha do diretor. O professor mandou então que Terra cuspisse na bandeira. Ele sugeriu que, visto que Terra não cantava o hino nacional nem saudava a bandeira, não havia motivo para ela não cuspir na bandeira quando se lhe mandou fazer isso. Terra negou-se a fazê-lo, explicando que, embora as Testemunhas de Jeová não adorem a bandeira, elas a respeitam.

      De volta à sala de aula, o professor anunciou que acabara de testar duas alunas, mandando-as cuspir na bandeira. Embora a primeira aluna participasse em cerimônias patrióticas, ela ainda assim cuspiu na bandeira quando se lhe mandou fazer isso. No entanto, embora Terra não cantasse o hino ou saudasse a bandeira, ela negou-se a desonrá-la dessa forma. O professor salientou que das duas, Terra foi a que mostrou o devido respeito.

      O direito dos pais

      Hoje em dia, a maioria dos países respeita o direito dos pais de dar aos filhos instrução religiosa em harmonia com as suas convicções. Todas as religiões apoiam esse direito, conforme ilustrado pela lei canônica ainda em vigor na Igreja Católica: “Os pais, tendo dado a vida aos filhos, têm a gravíssima obrigação e gozam do direito de educá-los; por isso, é obrigação primordial dos pais cristãos cuidar da educação cristã dos filhos, segundo a doutrina transmitida pela Igreja.” — Cânone 226.

      [Foto na página 25]

      Os filhos são incentivados a se interessar pelos outros

      As Testemunhas de Jeová não pedem nada mais do que isso. Como pais que se importam com os filhos, procuram incutir neles os verdadeiros valores cristãos, bem como o amor ao próximo e o respeito pela propriedade dos outros. Seguem o conselho que o apóstolo Paulo deu aos cristãos em Éfeso: “Pais, não tratem os seus filhos de tal maneira que eles fiquem irritados. Ao contrário, vocês devem criá-los com disciplina e de acordo com os ensinamentos cristãos.” — Efésios 6:4, A Bíblia na Linguagem de Hoje.

      Alguns princípios de moral observados pelas Testemunhas de Jeová

      No que se refere aos valores morais, as Testemunhas de Jeová ensinam aos filhos que se mantenham afastados de condutas, práticas ou mesmo atitudes que, embora comuns no mundo atual, podem prejudicar tanto a eles como a outros. (Tiago 1:27) De modo que informam os filhos sobre o perigo das drogas e de outras práticas, tais como fumar cigarros e abusar de bebidas alcoólicas. (Provérbios 20:1; 2 Coríntios 7:1) Creem na importância da honestidade e da diligência. (Efésios 4:28) Ensinam os filhos a evitar a linguagem obscena. (Efésios 5:3, 4) Ensinam-lhes também viver segundo os princípios bíblicos sobre a moralidade sexual e a ter respeito pela autoridade, bem como pela pessoa e pela propriedade dos outros. (1 Coríntios 6:9, 10; Tito 3:1, 2; Hebreus 13:4) Creem sinceramente que viver segundo esses princípios é nos melhores interesses dos seus filhos.

      Famílias divididas quanto à religião

      Em algumas famílias, só o pai ou a mãe é Testemunha de Jeová. Nesse caso, incentiva-se o cônjuge que é Testemunha de Jeová a reconhecer o direito do outro cônjuge, que não é Testemunha de Jeová, de também instruir os filhos segundo suas convicções religiosas. Os filhos expostos a conceitos religiosos diferentes sofrem poucos, ou nenhuns, efeitos prejudiciais.a Na prática, todos os filhos terão de decidir que religião irão seguir. Naturalmente, nem todos os jovens decidem seguir os princípios religiosos dos pais, quer sejam Testemunhas de Jeová, quer não.

      O direito dos filhos à liberdade de consciência

      Deve também saber que as Testemunhas de Jeová dão muita importância à consciência cristã individual. (Romanos, capítulo 14) A Convenção Sobre os Direitos da Criança, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1989, reconheceu o direito da criança “à liberdade de pensamento, consciência e religião” e o direito de expressar uma opinião e de ter essa opinião levada em consideração em qualquer assunto ou procedimento que afete a criança.

      Não há duas crianças exatamente iguais. Portanto, pode esperar razoavelmente algumas variações nas decisões tomadas por Testemunhas de Jeová jovens ou por outros estudantes no que se refere a certas atividades ou tarefas na escola. Confiamos em que também concorde com o princípio da liberdade de consciência.

      a A respeito de filhos em famílias de religiões mistas, Steven Carr Reuben, Ph.D., no seu livro Raising Jewish Children in a Contemporary World (Criar Filhos Judeus no Mundo Contemporâneo), menciona o seguinte: “Os filhos ficam confusos quando os pais levam uma vida de negação, confusão, segredo e evitação de questões religiosas. Quando os pais são francos, honestos e explícitos sobre as suas próprias crenças, valores e normas de celebrações, os filhos crescem com um tipo de segurança e senso de valor próprio no domínio religioso, que é muito crucial para o desenvolvimento do respeito próprio geral e para a conscientização do seu lugar no mundo.”

  • O papel dos pais
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • O papel dos pais

      Sem dúvida, na atual sociedade humana, criar filhos para se tornarem adultos equilibrados não é tarefa fácil.

      O INSTITUTO Nacional de Saúde Mental dos EUA publicou os resultados duma pesquisa feita entre pais bem-sucedidos — aqueles cujos filhos, com mais de 21 anos, “eram adultos produtivos que, aparentemente, são bem ajustados na nossa sociedade”. Perguntou-se a esses pais: ‘Baseado em sua experiência pessoal, qual é o melhor conselho que poderia dar a outros pais?’ As respostas mais frequentes foram: ‘Amem intensamente’, ‘disciplinem de forma construtiva’, ‘passem tempo juntos’, ‘ensinem seus filhos a diferenciar o certo do errado’, ‘criem respeito mútuo’, ‘escutem-nos realmente’, ‘deem orientação em vez de um sermão’ e ‘sejam realísticos’.

      [Foto na página 28]

      Os professores desempenham um papel vital no desenvolvimento de jovens adultos bem ajustados

      No entanto, os pais não são os únicos empenhados em produzir jovens adultos bem ajustados. Os professores também desempenham um papel vital nisso. Um conselheiro escolar experiente mencionou o seguinte: “O objetivo primário da educação formal é apoiar os pais na produção de jovens adultos responsáveis que sejam bem desenvolvidos intelectual, física e emocionalmente.”

      De modo que os pais e os professores têm o mesmo objetivo: produzir jovens que mais tarde se tornarão adultos maduros e equilibrados, usufruindo a vida e podendo achar seu lugar na sociedade em que vivem.

      Colaboradores, não competidores

      No entanto, surgem problemas quando os pais deixam de colaborar com os professores. Alguns pais, por exemplo, são completamente indiferentes à educação que seus filhos recebem; outros tentam competir com os professores. Um jornal francês disse a respeito dessa situação: “O professor não é mais o único capitão a bordo. Os pais, obcecados em que seus filhos tenham êxito, examinam minuciosamente os compêndios escolares, julgam e criticam os métodos de ensino, e reagem instantaneamente às primeiras notas baixas de seus filhos.” Ações assim podem limitar as prerrogativas dos professores.

      [Foto na página 29]

      As Testemunhas de Jeová acham que seus filhos se saem melhor quando os pais cooperam com os professores, tendo interesse ativo e prestimoso na educação dos filhos

      As Testemunhas de Jeová acham que seus filhos se saem melhor quando os pais cooperam com os professores, tendo interesse ativo e prestimoso na educação dos filhos. Acreditam que tal cooperação é especialmente importante porque seu trabalho, professor ou professora, tem ficado cada vez mais difícil.

      Os atuais problemas na escola

      Visto que as escolas refletem a sociedade de que fazem parte, elas não estão isentas dos problemas da sociedade humana em geral. Os problemas sociais intensificaram-se rapidamente no decorrer dos anos. Descrevendo as condições numa escola nos Estados Unidos, o jornal The New York Times relatou: “Estudantes dormem durante as aulas, ameaçam uns aos outros em corredores pichados, debocham dos bons alunos. . . . Quase todos os estudantes têm problemas tais como cuidar de bebês, lidar com pais encarcerados e sobreviver à violência de gangues. Todo dia, quase que um quinto dos estudantes não comparece.”

      Especialmente alarmante é o crescente problema internacional da violência nas escolas. As brigas ocasionais com empurrões e encontrões foram substituídas por tiroteios e esfaqueamentos rotineiros. As armas tornaram-se coisa comum, os ataques ficaram mais severos, sendo que os menores recorrem à violência mais depressa e numa idade menor.

      Sem dúvida, nem todos os países se confrontam com condições tão duras assim. No entanto, muitos professores, em todo o mundo, se confrontam com a situação mencionada no semanário francês Le Point: “O professor não mais é respeitado; não tem autoridade.”

      [Foto na página 30]

      Os pais bem-sucedidos passam tempo com os filhos

      Esse desrespeito pela autoridade constitui um verdadeiro perigo para todos os menores. Por isso, as Testemunhas de Jeová procuram incutir nos filhos a obediência e o respeito pela autoridade, qualidades que muitas vezes faltam na vida escolar hoje em dia.

  • Conclusão
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
    • Conclusão

      ESTA brochura não visa abranger todos os aspectos das crenças religiosas das Testemunhas de Jeová. Antes, esforçamo-nos a explicar alguns dos princípios em que as Testemunhas de Jeová creem e a mostrar claramente o tipo de influência que a família exerce em seu aluno quando o pai ou a mãe, ou ambos, são Testemunhas de Jeová.

      As Testemunhas de Jeová dão muita ênfase ao desenvolvimento espiritual dos seus filhos. E estão confiantes em que isso melhore o desenvolvimento dos filhos em outros campos. As crenças que adotam e os princípios que seguem dão significado à sua vida e ajudam-nos a enfrentar seus problemas cotidianos. Além disso, tais crenças e princípios devem induzi-los a procurar ser alunos aplicados e bons cidadãos durante a vida.

      As Testemunhas de Jeová esforçam-se a encarar a vida de forma realística, de modo que dão muita importância à educação. Por isso desejam colaborar o máximo possível com os professores. As Testemunhas de Jeová, da sua parte, no lar e nos seus lugares de adoração, em todo o mundo, continuarão a incentivar os filhos a desempenhar o seu papel nessa colaboração produtiva.

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