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Adolescência — preparação para a vida adultaDespertai! — 2011 | outubro
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Adolescência — preparação para a vida adulta
IMAGINE que você acabou de chegar ao círculo polar ártico vindo de uma ilha tropical. Assim que sai do avião, sente o frio gélido do local. É possível se adaptar a esse novo clima? Sim, mas precisará fazer alguns ajustes.
Você se depara com uma situação similar quando seus filhos chegam à adolescência. Da noite para o dia, parece que o clima mudou. O menino que não saía do seu lado agora prefere a companhia dos colegas. A menina que antes não via a hora de lhe contar como tinha sido seu dia agora lhe dá apenas respostas curtas.
Você pergunta: “Como foi seu dia na escola?”
Ela responde: “Normal.”
Silêncio.
Você pergunta: “No que você está pensando?”
Ela responde: “Em nada.”
Mais silêncio.
O que aconteceu? Não faz muito tempo, “era como se você tivesse acesso livre aos bastidores da vida de seu filho”, diz o livro Breaking the Code (Decifrando o Código). “Agora o melhor que você pode esperar é ter um lugar na plateia, e provavelmente um lugar ruim.”
Será que o jeito é se conformar com esse distanciamento? Não, de forma alguma. Você pode manter um relacionamento achegado com seus filhos durante a adolescência. Mas, primeiro, você precisa entender o que realmente está acontecendo durante essa fase, que é fascinante e ao mesmo tempo turbulenta.
Da adolescência para a vida adulta
Houve uma época em que os pesquisadores achavam que o cérebro de uma criança estaria praticamente desenvolvido aos 5 anos de idade. Hoje eles acreditam que, embora haja pouca mudança no tamanho do cérebro depois dessa idade, o mesmo não acontece com seu funcionamento. Quando os jovens entram na puberdade, inicia-se uma revolução hormonal que muda sua maneira de pensar. Por exemplo, as crianças pequenas geralmente veem as coisas de maneira concreta e óbvia. Já os adolescentes tendem a pensar de forma abstrata, avaliando os fatores por trás de uma situação. (1 Coríntios 13:11) Eles formam suas próprias convicções e não têm medo de falar o que pensam.
Paolo, da Itália, observou essa mudança em seu filho adolescente. Ele diz: “Quando vejo meu filho, parece que tenho um homenzinho diante de mim, não um menino. Não são apenas as mudanças físicas. O que mais me impressiona é sua maneira de pensar. Ele não tem medo de expressar sua opinião e de defendê-la.”
Você percebeu algo parecido em seu filho adolescente? Quando era criança, ele talvez obedecesse ordens sem questionar. Para ele, bastava ouvir “porque sim”. Agora que é adolescente, ele quer saber os motivos, e talvez até questione os valores da família. Às vezes, a postura firme dele parece rebeldia.
Mas não conclua que a intenção de seu filho adolescente é descartar seus valores. Ele pode estar apenas tendo dificuldade em adotar os valores dos pais, tentando ajustá-los à vida dele. Para ilustrar, imagine que você está mudando de casa e está levando todos os seus móveis junto. Seria fácil encontrar um lugar para cada móvel na nova casa? Provavelmente não. Mas uma coisa é certa: você nunca jogaria fora nada que considerasse valioso.
Seu filho adolescente passa por algo parecido ao se preparar para a hora em que “deixará seu pai e sua mãe”. (Gênesis 2:24) É verdade que esse dia pode estar muito longe; seu filho ainda não é um adulto. De certa forma, porém, ele já está fazendo as malas. Durante a adolescência, ele está avaliando os valores de sua criação e está decidindo quais deles levará para a vida adulta.a
A ideia de ver seu filho tomando esse tipo de decisão pode deixar você apavorado. Mas uma coisa é certa: quando ele se tornar adulto, seguirá apenas os valores que são valiosos para ele. Por isso, agora, enquanto seu filho ainda mora com você, é o tempo para ele analisar bem os princípios que guiarão sua vida. — Atos 17:11.
Na verdade, é bom que os filhos façam isso. Afinal, se agora eles aceitam os padrões dos pais sem questionar, mais tarde talvez aceitem ingenuamente os padrões de outros. (Êxodo 23:2) A Bíblia diz que um jovem assim é facilmente seduzido por ser “falto de coração” — o que significa ter falta de discernimento, entre outras coisas. (Provérbios 7:7) Jovens sem convicções podem ser “arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas”. — Efésios 4:14, Bíblia na Linguagem de Hoje.
Como você pode evitar que isso aconteça com seu filho? Certifique-se de que ele esteja equipado com as seguintes três ferramentas:
1 FACULDADES PERCEPTIVAS
O apóstolo Paulo escreveu que “as pessoas maduras . . . têm as suas faculdades perceptivas treinadas para distinguir tanto o certo como o errado”. (Hebreus 5:14) ‘Mas eu já ensinei o que é certo e errado para o meu filho anos atrás’, você talvez diga. Sem dúvida, essa instrução o beneficiou naquela época e o preparou para a etapa seguinte de seu desenvolvimento. (2 Timóteo 3:14) Mas Paulo disse que as pessoas precisam ter suas faculdades perceptivas treinadas. Embora as crianças consigam obter algum conhecimento do que é certo e errado, os adolescentes precisam ‘se desenvolver plenamente na capacidade de entendimento’. (1 Coríntios 14:20; Provérbios 1:4; 2:11) Você não quer que seu filho obedeça cegamente, mas que saiba raciocinar à base de princípios sólidos. (Romanos 12:1, 2) Como você pode ajudá-lo a fazer isso?
Um modo é por deixá-lo se expressar. Não o interrompa e esforce-se ao máximo para não exagerar sua reação — mesmo se ele disser algo que você não quer ouvir. A Bíblia diz que devemos ‘ser rápidos no ouvir, vagarosos no falar, vagarosos no furor’. (Tiago 1:19; Provérbios 18:13) Além disso, Jesus disse: “É da abundância do coração que a boca fala.” (Mateus 12:34) Se você ouvir com atenção, conseguirá descobrir o que realmente preocupa seu filho adolescente.
E quando você disser algo, procure fazer perguntas em vez de declarações diretas e ríspidas. Às vezes, Jesus perguntava “O que vocês acham disso?” para motivar seus ouvintes a se expressar, o que incluía não apenas seus discípulos, mas também pessoas obstinadas. (Mateus 21:23, 28, Bíblia Fácil de Ler) Você pode fazer algo parecido com seu filho adolescente, mesmo quando ele tem uma opinião contrária à sua. Por exemplo:
Se seu filho disser: “Não sei se acredito em Deus.”
Em vez de responder: “Não foi isso que lhe ensinamos — é claro que você acredita em Deus!”
Você poderia dizer: “Por que pensa assim?”
Por que deve incentivar seu filho a se expressar? Embora você já saiba o que ele está dizendo, precisa descobrir o que ele está pensando. (Provérbios 20:5) Talvez o problema não seja acreditar que Deus existe, mas sim aceitar os padrões dele.
Por exemplo, um jovem que se sente pressionado a desobedecer as leis morais de Deus talvez tente justificar isso por decidir não acreditar em Deus. (Salmo 14:1) Pode ser que ele raciocine: ‘Se Deus não existe, não preciso viver de acordo com os padrões da Bíblia.’
Se você acha que seu filho pensa assim, pode ser que ele precise se perguntar: ‘Será que acredito mesmo que os padrões de Deus são para o meu bem?’ (Isaías 48:17, 18) Se ele acreditar que sim, incentive-o a ver que vale a pena todo esforço para seguir esses padrões. — Gálatas 5:1.
Se seu filho disser: “Não é porque vocês são dessa religião que eu tenho de ser também.”
Em vez de responder: “Essa é a nossa religião, você é o nosso filho e vai acreditar no que nós mandarmos.”
Você poderia dizer: “O que você está dizendo é muito sério. Se você decidiu rejeitar nossa religião, é porque acredita em outra coisa, não é? Então, em que você acredita? Que princípios de conduta você considera certos?”
Por que deve incentivar seu filho a se expressar? Raciocinar assim com ele pode ajudá-lo a avaliar o modo de pensar dele. Seu filho talvez se surpreenda ao perceber que tem as mesmas crenças que você e que na verdade o problema é outro.
Por exemplo, talvez seu filho não saiba como explicar as crenças dele a outros. (Colossenses 4:6; 1 Pedro 3:15) Ou talvez ele esteja interessado em alguém do sexo oposto que não tem as mesmas crenças que ele. Identifique a raiz do problema e ajude seu filho a fazer o mesmo. Quanto mais ele usar suas faculdades perceptivas, mais preparado estará para a vida adulta.
2 ORIENTAÇÃO DE ADULTOS
Alguns psicólogos afirmam que a adolescência é uma fase em que se deve esperar uma tempestade emocional. Mas, hoje em dia, em algumas culturas há pouca ou nenhuma evidência disso. Pesquisadores descobriram que nessas sociedades os jovens são integrados à vida adulta desde cedo. Eles convivem com adultos tanto no trabalho como socialmente e recebem responsabilidades de adultos. Expressões como “cultura jovem”, “delinquência juvenil” e até mesmo “adolescência” não existem.
Em contraste, os jovens em muitos países são jogados em escolas lotadas onde a única associação significativa que têm é com outros jovens. Quando voltam para casa, ficam sozinhos. Seus pais estão fora trabalhando. Os parentes vivem longe. Assim, acabam passando a maior parte do tempo com colegas.b Você percebe o perigo disso? Não é apenas uma questão de se envolver com pessoas erradas. Pesquisadores constataram que até mesmo jovens responsáveis tendem a imitar comportamento irresponsável se estiverem isolados do mundo dos adultos.
Uma sociedade que não isolava os jovens dos adultos era o Israel antigo.c Por exemplo, a Bíblia diz que Uzias ainda era adolescente quando se tornou rei de Judá. O que ajudou Uzias a assumir essa grande responsabilidade? Pelo visto, ao menos em parte, foi a influência de um adulto chamado Zacarias, a quem a Bíblia descreve como “instrutor no temor do verdadeiro Deus”. — 2 Crônicas 26:5.
Será que seu filho adolescente tem amizade com um ou mais adultos que são bons conselheiros e têm os mesmos valores que você? Não tenha ciúmes desse tipo de influência positiva. Ela pode ajudar seu filho a fazer o que é certo. Um provérbio bíblico diz: “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio.” — Provérbios 13:20.
3 SENSO DE RESPONSABILIDADE
Em alguns países, a lei proíbe que os jovens trabalhem mais do que determinado número de horas por semana ou que façam certos tipos de trabalho. Restrições assim foram criadas para proteger os jovens de condições de trabalho perigosas — uma consequência da revolução industrial dos séculos 18 e 19.
É verdade que leis sobre mão de obra infantil protegem os jovens contra perigos e abusos, mas alguns especialistas dizem que essas restrições também as impedem de assumir responsabilidades. O livro Escaping the Endless Adolescence (Fugindo da Interminável Adolescência) diz que, em resultado disso, muitos adolescentes desenvolveram “um conceito arrogante de que têm direito às coisas que lhes são oferecidas, como se as merecessem, sem ter que se esforçar para recebê-las”. Os autores observam que essa atitude “parece ser uma reação natural à vida num mundo que está muito mais direcionado a divertir os adolescentes do que a esperar algo deles”.
Em contraste, a Bíblia fala de jovens que assumiram pesadas responsabilidades bem cedo na vida. Veja o exemplo de Timóteo, que provavelmente era apenas um adolescente quando conheceu o apóstolo Paulo — um homem que teve uma grande influência sobre ele. Em certo momento, Paulo aconselhou Timóteo: ‘Atice, como a um fogo, o dom de Deus que há em você.’ (2 Timóteo 1:6) Timóteo talvez tivesse uns 20 anos quando saiu de casa para viajar com o apóstolo Paulo, ajudando-o a formar congregações e a fortalecer a fraternidade cristã. Depois de trabalhar com Timóteo por cerca de uma década, Paulo pôde dizer aos cristãos em Filipos: “Não tenho a nenhum outro de disposição igual à dele, que cuidará genuinamente das coisas referentes a vós.” — Filipenses 2:20.
Em geral, os adolescentes ficam ansiosos para assumir responsabilidades, especialmente quando sentem que fazer isso envolve trabalho significativo. Isso não apenas os treina para se tornarem adultos responsáveis no futuro, mas também trás à tona o que há de melhor neles agora.
Adaptar-se a um novo “clima”
Como mencionado no início deste artigo, se você é pai de um adolescente, é provável que se sinta num “clima” diferente do que estava apenas alguns anos atrás. Tenha certeza de que você pode se adaptar, assim como fez em outras fases do crescimento de seu filho.
Encare a adolescência de seu filho como uma oportunidade para você (1) ajudá-lo a cultivar suas faculdades perceptivas, (2) prover orientação adulta e (3) incutir nele um senso de responsabilidade. Por fazer isso, você estará preparando seu filho adolescente para a vida adulta.
[Nota(s) de rodapé]
a Certo livro se refere, e com razão, à adolescência como “uma longa despedida”. Para mais informações, veja A Sentinela de 1.º de maio de 2009, páginas 10-12, publicada pelas Testemunhas de Jeová.
b O entretenimento destinado aos adolescentes se aproveita de sua tendência de querer estar com outros jovens, promovendo a ideia de que os jovens têm sua própria subcultura e que os adultos não podem compreendê-la nem fazer parte dela.
c O termo “adolescente” não é encontrado na Bíblia. Tudo indica que os jovens do povo de Deus nas épocas pré-cristã e cristã eram integrados à vida adulta mais cedo do que é comum em muitas culturas hoje.
[Quadro/Foto na página 20]
“EU NÃO PODERIA TER PAIS MELHORES”
Por suas palavras e exemplo, pais que são Testemunhas de Jeová ensinam seus filhos a viver segundo princípios bíblicos. (Efésios 6:4) No entanto, eles não os obrigam a fazer isso. Sabem que cada filho chegará a uma idade em que terá de decidir por conta própria que valores guiarão sua vida.
Aislyn, de 18 anos, decidiu seguir os valores que seus pais lhe ensinaram. Ela diz: “Para mim, minha religião não é apenas algo que faço uma vez por semana. É meu modo de vida. Ela afeta tudo o que eu faço e cada decisão que tomo — desde minha escolha de amigos até as matérias que estudo e os livros que leio.”
Aislyn sente-se muito grata pela criação que seus pais cristãos lhe deram. Ela diz: “Eu não poderia ter pais melhores e fico feliz de que eles tenham incutido em mim o desejo de ser e continuar sendo Testemunha de Jeová. Meus pais serão uma força que me guiará enquanto eu viver.”
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O que alguns pais dizemDespertai! — 2011 | outubro
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O que alguns pais dizem
Quando os filhos entram na adolescência, isso traz novos desafios para muitos pais. Como você pode ajudar seu filho a se sair bem nessa fase da vida — que pode ser confusa tanto para ele como para você? Veja o que alguns pais de vários países disseram.
MUDANÇAS
“Quando meu filho era mais novo, ele aceitava meus conselhos sem questionar. Mas na adolescência parece que ele perdeu a confiança na minha autoridade. Ele questionava não só o que eu dizia, mas também o modo como eu dizia.” — Frank, Canadá.
“Meu filho não fala tanto como antes. Eu preciso perguntar o que ele está pensando em vez de esperar que ele me conte. Fazê-lo responder a uma pergunta não é fácil. Ele até responde — mas demora um pouquinho.” — Francis, Austrália.
“Ter paciência é muito importante. Às vezes, temos vontade de reagir com raiva, mas nos acalmar e conversar com nossos filhos é sempre a melhor solução.” — Felicia, Estados Unidos.
COMUNICAÇÃO
“Às vezes minha filha adolescente ergue uma barreira defensiva; outras vezes acha que estou implicando com ela. Eu preciso lembrá-la que a amo, que estamos do mesmo lado e que quero o melhor para ela.” — Lisa, Estados Unidos.
“Quando eram mais novos, meus filhos ficavam bem à vontade para conversar comigo. Era fácil descobrir o que estavam pensando. Agora, preciso ser mais compreensiva e mostrar que respeito a individualidade deles. Essa é a única maneira de eles se abrirem comigo.” — Nan-hi, Coreia.
“Não basta proibir os adolescentes de fazer certas coisas. Temos de raciocinar com eles e ter conversas significativas que toquem seu coração. Para conseguir isso, precisamos estar preparados para ouvir o que eles têm a dizer, mesmo que não seja o que gostaríamos de ouvir.” — Dalila, Brasil.
“Se preciso corrigir minha filha, tento fazer isso em particular, não perto de outras pessoas.” — Edna, Nigéria.
“Às vezes, quando estou conversando com meu filho, acabo me distraindo com atividades domésticas e não lhe dou toda minha atenção. Ele percebe isso, e acho que esse é um dos motivos de ele não conversar muito comigo. Preciso prestar mais atenção quando conversamos para que ele continue a se expressar.” — Miriam, México.
INDEPENDÊNCIA
“Eu tinha muito receio de dar mais liberdade a meus filhos adolescentes, e isso sem dúvida foi a causa de algumas discussões. Eu conversava abertamente sobre isso com eles. Explicava minhas preocupações e depois eles explicavam por que queriam mais liberdade. Nós conseguíamos chegar a um acordo em que eles podiam ter mais liberdade dentro dos limites razoáveis que eu tinha estabelecido.” — Edwin, Gana.
“Meu filho queria uma motocicleta. Eu era tão contra a ideia que acabei repreendendo-o e falando de todos os pontos negativos de comprar uma, sem dar a ele chance de se expressar. Isso o deixou irritado e ainda mais decidido a comprar uma! Resolvi tentar outra abordagem. Eu o incentivei a pensar no assunto de vários ângulos, incluindo os perigos, as despesas e os requisitos para obter e manter uma habilitação para motocicleta. Também o incentivei a pedir conselhos a cristãos maduros na congregação. Percebi que, em vez de ser autoritária, foi melhor incentivar meu filho a falar abertamente sobre seus desejos. Tratar do assunto dessa maneira foi mais produtivo.” — Hye-young, Coreia.
“Estabelecíamos limites, mas também concedíamos aos poucos certa liberdade. Quanto mais nossos filhos se mostravam responsáveis, mais liberdade recebiam. Para mostrar que queríamos que tivessem mais liberdade, nós lhes demos oportunidades para provar que a mereciam; mas não os protegíamos das consequências quando abusavam de nossa confiança.” — Dorothée, França.
“Nunca rebaixei meus padrões. Mas, quando meus filhos eram obedientes, eu estava disposta a fazer concessões. Por exemplo, às vezes eu estendia o horário de eles voltarem para casa. Mas se desrespeitavam esse horário mais de uma vez, sabiam que haveria consequências.” — Il-hyun, Coreia.
“Quanto mais obediente e responsável um empregado é, mais consideração ele recebe do patrão. Do mesmo modo, meu filho sabe que, se for obediente e responsável dentro dos limites que lhe damos, ele receberá aos poucos mais independência. Assim como um funcionário sofre as consequências quando não cumpre suas responsabilidades, meu filho sabe que pode perder a independência que ganhou se não usá-la de maneira responsável.” — Ramón, México.
[Destaque na página 22]
“Eduque o jovem no caminho a seguir, e até à velhice ele não se desviará.” — Provérbios 22:6, Pastoral
[Quadro/Fotos na página 23]
HISTÓRIAS DE FAMÍLIA
“Ter filhos adolescentes é uma experiência maravilhosa”
Joseph: Minhas duas filhas mais velhas são adolescentes, e eu percebo que é importante escutar e respeitar seus pontos de vista. Ser franco sobre meus próprios erros e demonstrar respeito ao falar com elas ajuda a manter uma boa comunicação. Em resumo, acho que ter filhos adolescentes é uma experiência maravilhosa, graças às orientações que recebemos da Palavra de Deus, a Bíblia.
Lisa: Percebi que quando minha filha mais velha se tornou adolescente, ela precisou mais ainda de minha atenção. Eu me lembro de passar muito tempo ouvindo-a, conversando com ela e tranquilizando-a. Eu e meu marido deixamos claro que nossas filhas podem se expressar e que respeitamos seus sentimentos. Eu tento aplicar a sabedoria de Tiago 1:19, que diz para “ser rápido no ouvir, vagaroso no falar”.
Victoria: Minha mãe é minha melhor amiga. Não conheço ninguém mais gentil e amoroso — e ela é desse jeito com todo mundo. Ela realmente se importa com outras pessoas. Ela é insubstituível.
Olivia: Meu pai é amoroso e generoso. Ele gosta de ajudar os outros mesmo quando não temos muito para compartilhar. Ele sabe ser sério, mas também sabe se divertir. Ele é um pai especial, e fico feliz de que seja o meu pai!
“Não dá tempo de ficar entediado!”
Sonny: Se as meninas têm um problema, conversamos sobre o assunto em família. Somos sinceros uns com os outros e baseamos nossas decisões nos princípios bíblicos. Eu e Ynez fazemos tudo para que as meninas tenham boa associação com pessoas maduras. Nossos amigos são amigos delas, e vice-versa.
Ynez: Nós nos mantemos ocupados e fazemos coisas em família. Como Testemunhas de Jeová, fazemos estudo pessoal e familiar da Bíblia e participamos em obras voluntárias, como pregação, ajuda humanitária e construção de Salões do Reino. Equilibramos tudo isso com boa recreação. Não dá tempo de ficar entediado!
Kellsie: Meu pai é um bom ouvinte e sempre nos consulta antes de tomar uma decisão importante. Minha mãe está sempre disponível quando preciso de ajuda — ou quando quero apenas conversar.
Samantha: Minha mãe me faz sentir muito especial, muito amada e muito importante — mesmo sem perceber. Ela me escuta. Ela se importa comigo. Eu não trocaria nossa amizade por nada.
[Fotos]
A família Camera: Joseph, Lisa, Victoria, Olivia e Isabella
A família Zapata: Kellsie, Ynez, Sonny e Samantha
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