-
Chega o MessiasA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 16
Chega o Messias
Jeová identifica Jesus de Nazaré como o há muito prometido Messias
SERÁ que Jeová ajudaria o povo a identificar o prometido Messias? Sim. Considere o que Deus fez. A escrita das Escrituras Hebraicas já havia terminado uns quatro séculos antes. Numa cidade chamada Nazaré, na região norte da Galileia, uma jovem de nome Maria recebeu uma visita muito surpreendente. Um anjo chamado Gabriel apareceu-lhe e disse que Deus usaria Sua força ativa, Seu espírito santo, para fazer com que ela tivesse um filho, embora fosse virgem. Esse filho se tornaria o havia muito prometido Rei, que governaria para sempre. A criança seria Filho de Deus, cuja vida Deus transferiria do céu para o ventre de Maria.
Maria humildemente aceitou essa espantosa designação. Seu noivo, um carpinteiro chamado José, casou-se com ela depois que Deus enviou um anjo para explicar-lhe a causa da gravidez de Maria. Mas que dizer da profecia que dizia que o Messias nasceria em Belém? (Miqueias 5:2) Essa pequena cidade ficava uns 140 quilômetros distante!
Um governante romano decretou a realização de um censo. Exigiu-se que as pessoas se registrassem na sua cidade natal. Pelo visto, José e Maria tinham raízes em Belém, de modo que José foi para lá com a sua esposa grávida. (Lucas 2:3) Maria deu à luz num humilde estábulo e deitou o bebê numa manjedoura. Daí, Deus enviou uma multidão de anjos para comunicar a um grupo de pastores na encosta de uma colina que o recém-nascido era o prometido Messias, ou Cristo.
Mais tarde, outros também testificariam que Jesus era o prometido Messias. O profeta Isaías havia predito que surgiria um homem para preparar o caminho para o trabalho vital do Messias. (Isaías 40:3) Esse precursor foi João Batista. Quando viu Jesus, ele exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Alguns dos discípulos de João logo seguiram a Jesus. Um deles disse: “Achamos o Messias.” — João 1:29, 36, 41.
Houve ainda mais testemunho. Quando João batizou Jesus, o próprio Jeová falou do céu. Por meio do espírito santo, ele designou Jesus como o Messias e disse: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mateus 3:16, 17) O há muito prometido Messias havia chegado!
Quando foi que isso aconteceu? No ano de 29 EC, exatamente no fim dos 483 anos preditos por Daniel. Sim, isso é parte da esmagadora evidência de que Jesus é o Messias, ou Cristo. Mas, que mensagem ele proclamaria durante a sua estada na Terra?
— Baseado em Mateus, capítulos 1 a 3; Marcos, capítulo 1; Lucas, capítulo 2; João, capítulo 1.
-
-
Jesus ensina a respeito do Reino de DeusA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 17
Jesus ensina a respeito do Reino de Deus
Jesus ensina muitas coisas a seus discípulos, mas focaliza um só tema — o Reino de Deus
QUAL era a missão de Jesus na Terra? Ele mesmo responde: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus . . . , porque fui enviado para isso.” (Lucas 4:43) Considere quatro coisas que Jesus ensinou a respeito desse Reino, que era o tema central de sua pregação.
1. Jesus foi designado Rei. Jesus disse sem rodeios que era o predito Messias. (João 4:25, 26) Ele mostrou também que era o Rei que o profeta Daniel havia observado em visão. Jesus disse aos seus apóstolos que um dia ele se sentaria num “glorioso trono” e que eles da mesma forma se sentariam em tronos. (Mateus 19:28) Ele se referiu a esse grupo de governantes como seu “pequeno rebanho”, e disse também que tinha “outras ovelhas”, que não faziam parte desse grupo. — Lucas 12:32; João 10:16.
2. O Reino de Deus promoveria a verdadeira justiça. Jesus indicou que o Reino acabaria com a maior das injustiças por santificar, ou tornar santo, o nome de Jeová Deus e livrá-lo de todo o vitupério que Satanás tem lançado sobre ele desde a rebelião no Éden. (Mateus 6:9, 10) Além disso, Jesus diariamente demonstrava imparcialidade por ensinar homens e mulheres, ricos e pobres, sem distinção. Embora sua missão fosse ensinar em especial os israelitas, ele também ajudou samaritanos e gentios, ou não judeus. Ao contrário dos líderes religiosos de seus dias, ele não demonstrou nenhum traço de preconceito ou favoritismo.
3. O Reino de Deus não faria parte deste mundo. Jesus viveu num período muito conturbado. Sua terra natal estava sob o domínio de uma potência estrangeira. Mas ele resistiu à tentativa de certas pessoas de envolvê-lo nos assuntos políticos de seus dias. (João 6:14, 15) Ele disse a um político: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) A seus seguidores, ele disse: “Não fazeis parte do mundo.” (João 15:19) Ele não permitiria que usassem armas de guerra, nem mesmo para defendê-lo. — Mateus 26:51, 52.
“Ele viajava . . . de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino de Deus.” — Lucas 8:1
4. O governo de Cristo seria baseado no amor. Jesus prometeu revigorar as pessoas, aliviar os seus fardos. (Mateus 11:28-30) Ele cumpriu a sua palavra. Deu conselhos amorosos e práticos sobre lidar com a ansiedade, melhorar relacionamentos, combater o materialismo e encontrar a felicidade. (Mateus, capítulos 5-7) Por ser amoroso, pessoas de todas as classes sociais o achavam acessível. Até mesmo os mais oprimidos afluíam a ele na certeza de que seriam tratados com bondade e dignidade. Que maravilhoso Governante Jesus será!
Jesus ensinou a respeito do Reino de Deus de ainda outra maneira muito poderosa — realizando muitos milagres. Por que fez isso? Vejamos.
-
-
Jesus realiza milagresA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 18
Jesus realiza milagres
Por meio de seus milagres, Jesus demonstrou como usará seu poder qual Rei
DEUS capacitou Jesus para realizar coisas que outros humanos não poderiam realizar. Jesus fez muitos milagres — muitas vezes diante de um grande número de testemunhas oculares. Esses milagres demonstraram que Jesus tem poder sobre inimigos e obstáculos que humanos imperfeitos jamais puderam combater com êxito. Veja alguns exemplos.
Fome. O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho excelente. Em outras duas ocasiões, ele alimentou milhares de famintos com apenas alguns pães e alguns peixes. Nos dois casos, até sobrou comida.
Doenças. Jesus curou portadores de ‘toda sorte de moléstias e enfermidades’. (Mateus 4:23) Curou cegos, surdos, leprosos, epilépticos, aleijados e inválidos em geral. Não havia doença ou mal que ele não pudesse curar.
Perigosas condições climáticas. Certa vez, quando Jesus e seus discípulos navegavam no mar da Galileia, irrompeu uma violenta tempestade. Os discípulos ficaram apavorados. Jesus simplesmente olhou para a tempestade e disse: “Silêncio! Cala-te!” Imediatamente, instalou-se uma grande calmaria. (Marcos 4:37-39) Noutra ocasião, ele caminhou sobre a água durante uma tempestade assustadora. — Mateus 14:24-33.
Espíritos maus. Os espíritos maus são bem mais fortes que os humanos. Muitas pessoas não conseguem livrar-se das garras desses malignos inimigos de Deus. Contudo, vez após vez, quando Jesus ordenou que tais espíritos saíssem, ele acabou com o domínio desses espíritos sobre as suas vítimas. Ele não temia esses espíritos. Ao contrário, os espíritos conheciam a sua autoridade e o temiam.
Morte. Apropriadamente chamada de “último inimigo”, a morte é um inimigo que nenhum humano pode derrotar. (1 Coríntios 15:26) Mas Jesus ressuscitou pessoas. Ele restaurou a vida do jovem filho de uma viúva e a de uma menina cujos pais choravam a sua morte. Como exemplo mais notável, Jesus ressuscitou seu querido amigo Lázaro à vista de uma multidão de enlutados, embora este já estivesse morto por quase quatro dias! Até mesmo os inimigos mais ferrenhos de Jesus reconheceram esse milagre. — João 11:38-48; 12:9-11.
Por que Jesus realizou esses milagres? Afinal, a morte por fim não reivindicou a vida de todos esses a quem ele havia ajudado? Sim, mas os milagres de Jesus tiveram um efeito duradouro. Eles provaram que todas as emocionantes profecias sobre o Rei messiânico tinham fundamento. Não há motivo para duvidar que o Rei designado por Deus possa acabar com a fome, as doenças, as perigosas condições climáticas, os espíritos maus ou a própria morte. Ele já demonstrou que Deus lhe concedeu todo esse poder.
-
-
Jesus faz uma profecia de longo alcanceA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 19
Jesus faz uma profecia de longo alcance
Jesus delineia aspectos que marcarão a sua presença como Rei entronizado e a terminação deste sistema mundial
NO MONTE DAS OLIVEIRAS, com uma excelente visão de Jerusalém e de seu templo, quatro apóstolos de Jesus lhe perguntaram, em particular, a respeito de algumas de suas declarações. Jesus acabara de dizer que o templo em Jerusalém seria destruído. E, numa ocasião anterior, ele lhes falara sobre a “terminação do sistema de coisas”. (Mateus 13:40, 49) Agora os apóstolos perguntaram: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:3.
Na sua resposta, Jesus disse o que aconteceria antes da destruição de Jerusalém. Mas suas palavras tinham um alcance muito maior. A sua profecia teria mais tarde um cumprimento em escala mundial. Jesus profetizou a respeito de uma combinação de acontecimentos e condições mundiais que comporiam um sinal. Esse sinal indicaria aos habitantes da Terra que a “presença” de Jesus como Rei no céu havia começado. Em outras palavras, o sinal indicaria que Jeová Deus havia constituído Jesus como Rei do havia muito prometido Reino messiânico. O sinal significaria que o Reino estaria prestes a eliminar a perversidade e trazer verdadeira paz para a humanidade. Assim, as coisas que Jesus predisse marcariam os últimos dias do velho “sistema de coisas” — os sistemas religiosos, políticos e sociais que agora existem — e o começo de um novo sistema mundial.
Explicando o que ocorreria na Terra durante a sua presença como Rei no céu, Jesus disse que haveria guerras internacionais, escassez de alimentos, grandes terremotos e epidemias. A violação das leis aumentaria. Os genuínos discípulos de Jesus pregariam as boas novas do Reino de Deus em toda a Terra. Tudo isso culminaria numa “grande tribulação” sem precedentes. — Mateus 24:21.
Como os seguidores de Jesus saberiam que essa tribulação estaria próxima? ‘Aprendei da figueira’, disse Jesus. (Mateus 24:32) O aparecimento de folhas nos ramos da figueira é um sinal visível da proximidade do verão. Assim também, a ocorrência — dentro de um determinado período — de todas as coisas que Jesus predisse seria um sinal inconfundível de que o fim estaria próximo. Somente o Pai sabia o dia e a hora exatos do começo da grande tribulação. Por conseguinte, Jesus exortou seus discípulos: “Mantende-vos despertos, pois não sabeis quando é o tempo designado.” — Marcos 13:33.
— Baseado em Mateus, capítulos 24 e 25; Marcos, capítulo 13; Lucas, capítulo 21.
a Para mais informações sobre a profecia de Jesus, veja o capítulo 9 do livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?, publicado pelas Testemunhas de Jeová.
-
-
Jesus Cristo é mortoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 20
Jesus Cristo é morto
Jesus institui uma nova celebração; é traído e pregado numa estaca
APÓS três anos e meio de pregação e ensino, Jesus sabia que seu tempo na Terra estava se esgotando. Os líderes religiosos judaicos conspiravam para matá-lo, mas temiam uma revolta do povo, que o considerava um profeta. Enquanto isso, Satanás induziu um dos 12 apóstolos de Jesus — Judas Iscariotes — a se tornar traidor. Os líderes religiosos ofereceram-lhe 30 moedas de prata para trair Jesus.
Na sua última noite, Jesus reuniu-se com os apóstolos para celebrar a Páscoa. Depois de dispensar Judas, ele instituiu uma nova celebração: a Refeição Noturna do Senhor. Ele tomou um pão, fez uma oração e o distribuiu aos 11 apóstolos remanescentes. “Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício”, disse ele. “Persisti em fazer isso em memória de mim.” Ele fez o mesmo com um copo de vinho, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue.” — Lucas 22:19, 20.
Jesus tinha muito a dizer aos seus apóstolos naquela noite. Ele lhes deu um novo mandamento — que deviam mostrar amor altruísta uns aos outros. Ele disse: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) Ele instou-os a não deixar seus corações ficarem agitados pelos trágicos eventos que logo ocorreriam. Jesus orou fervorosamente em favor deles. Eles cantaram louvores juntos e saíram.
No jardim de Getsêmani, Jesus se ajoelhou e, orando, abriu seu coração. Logo, uma multidão armada composta de soldados, sacerdotes e outros chegou para prendê-lo. Judas aproximou-se e indicou-lhes quem era Jesus por dar-lhe um beijo. Quando os soldados amarraram Jesus, os apóstolos fugiram.
Perante a suprema corte judaica, Jesus se identificou como Filho de Deus. A corte considerou-o culpado de blasfêmia e sujeito à pena de morte. Daí, Jesus foi levado ao governador romano Pôncio Pilatos, que, embora o considerasse totalmente inocente, entregou Jesus à multidão que clamava por sua morte.
Jesus foi levado ao Gólgota, onde os soldados romanos o pregaram numa estaca. A intensa luz do dia milagrosamente virou escuridão. Naquela tarde, Jesus morreu e ocorreu um grande terremoto. Seu corpo foi colocado num túmulo escavado na rocha. No dia seguinte, os sacerdotes lacraram o túmulo e postaram um guarda à sua entrada. Jesus permaneceria naquele túmulo? Não. O maior de todos os milagres estava para ocorrer.
— Baseado em Mateus, capítulos 26 e 27; Marcos, capítulos 14 e 15; Lucas, capítulos 22 e 23; João, capítulos 12 a 19.
a Para uma consideração sobre o valor sacrificial da morte de Jesus, veja o capítulo 5 do livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?.
-
-
Jesus está vivo!A Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 21
Jesus está vivo!
Jesus aparece a seus seguidores para instruí-los e encorajá-los
NO TERCEIRO dia após a morte de Jesus, algumas mulheres que eram suas discípulas descobriram que a pedra que bloqueava a entrada do túmulo havia sido removida. Além disso, o túmulo estava vazio!
Apareceram dois anjos. “Vós estais procurando Jesus, o nazareno”, disse um deles. “Ele foi levantado.” (Marcos 16:6) Sem demora, as mulheres correram para contar isso aos apóstolos. No caminho, elas encontraram Jesus. “Não temais!”, disse ele. “Ide, relatai isso a meus irmãos, a fim de que vão para a Galileia; e ali me verão.” — Mateus 28:10.
Mais tarde naquele dia, dois discípulos caminhavam de Jerusalém para a aldeia de Emaús. Um desconhecido juntou-se a eles e perguntou-lhes sobre o que estavam conversando. Ele era na verdade o ressuscitado Jesus, que apareceu numa forma que eles de início não reconheceram. Com semblantes tristes, eles responderam que falavam a respeito de Jesus. O desconhecido começou a explicar coisas referentes ao Messias em todas as Escrituras. De fato, Jesus tinha cumprido as profecias messiânicas nos mínimos detalhes.a Quando os discípulos perceberam que o desconhecido era Jesus — que havia sido ressuscitado como espírito —, ele desapareceu.
Os dois discípulos logo retornaram a Jerusalém. Ali eles encontraram os apóstolos reunidos a portas trancadas. Enquanto os dois relatavam sua experiência, Jesus apareceu. Seus atônitos seguidores mal podiam acreditar nisso! “Por que é que se levantam dúvidas nos vossos corações?”, Jesus perguntou. “Está escrito que o Cristo havia de sofrer e de ser levantado dentre os mortos no terceiro dia.” — Lucas 24:38, 46.
Por 40 dias após sua ressurreição, Jesus apareceu a seus discípulos em diferentes ocasiões. Em uma delas, apareceu a mais de 500 deles! Provavelmente foi nessa ocasião que ele lhes deu esta importantíssima missão: “Ide . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — Mateus 28:19, 20.
Em sua última reunião com os 11 apóstolos fiéis, Jesus prometeu: “Ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim . . . até à parte mais distante da terra.” (Atos 1:8) Então, Jesus foi levantado e uma nuvem encobriu-o à medida que subia ao céu.
— Baseado em Mateus, capítulo 28; Marcos, capítulo 16; Lucas, capítulo 24; João, capítulos 20 e 21; 1 Coríntios 15:5, 6.
a Para exemplos de profecias messiânicas que se cumpriram em Jesus, veja a Seção 14, Seção 15 e Seção 16 desta brochura e também o apêndice “Jesus Cristo — o Messias prometido” no livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?.
-
-
Os apóstolos pregam destemidamenteA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 22
Os apóstolos pregam destemidamente
A congregação cristã cresce rapidamente apesar da perseguição
DEZ dias depois de Jesus subir ao céu, cerca de 120 de seus discípulos reuniram-se numa casa em Jerusalém na época da festividade judaica de Pentecostes, em 33 EC. De repente, um barulho semelhante ao de um vento impetuoso encheu a casa. Os discípulos milagrosamente começaram a falar em línguas que não conheciam. O que poderia explicar esses estranhos eventos? Deus tinha dado seu espírito santo aos discípulos.
Fora da casa havia uma multidão, pois visitantes de muitos países estavam ali para a festividade. Eles ficaram impressionados ao ouvir suas próprias línguas serem faladas fluentemente pelos discípulos de Jesus. Explicando o que tinha acontecido, Pedro referiu-se à profecia de Joel de que Deus ‘derramaria’ seu espírito, concedendo dons milagrosos àqueles que o recebessem. (Joel 2:28, 29) Essa poderosa evidência de operação do espírito santo tornava claro que uma importante mudança havia ocorrido: o favor de Deus tinha mudado de Israel para a recém-formada congregação cristã. Agora, quem desejasse servir a Deus de modo aceitável tinha de tornar-se seguidor de Cristo.
Entretanto, a oposição aumentou e os inimigos prenderam os discípulos. Mas, durante a noite, o anjo de Jeová abriu as portas da prisão e disse aos discípulos que continuassem a pregar. Ao amanhecer, eles fizeram exatamente isso. Entraram no templo e começaram a ensinar as boas novas a respeito de Jesus. Seus opositores religiosos ficaram furiosos e ordenaram-lhes que parassem de pregar. Corajosamente, os apóstolos responderam: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — Atos 5:28, 29.
A perseguição se intensificou. Certos judeus acusaram o discípulo Estêvão de blasfêmia e o apedrejaram até a morte. Um jovem — Saulo de Tarso — presenciou e aprovou esse assassinato. Então, ele foi a Damasco para prender qualquer pessoa que fosse seguidora de Cristo. Quando Saulo seguia pela estrada, uma luz do céu brilhou em volta dele e uma voz disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Cego por causa da luz, Saulo perguntou: “Quem és?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus.” — Atos 9:3-5.
Três dias depois, Jesus enviou um discípulo chamado Ananias para restaurar a visão de Saulo. Saulo foi batizado e começou a pregar corajosamente a respeito de Jesus. Ele ficou conhecido como apóstolo Paulo e tornou-se um membro zeloso da congregação cristã.
Os discípulos de Jesus declaravam as boas novas do Reino de Deus apenas aos judeus e samaritanos. Agora um anjo apareceu a Cornélio, um militar romano temente a Deus, dizendo-lhe que mandasse chamar o apóstolo Pedro. Junto com outros, Pedro pregou a Cornélio e sua família. Enquanto Pedro falava, o espírito santo desceu sobre esses crentes gentios, e o apóstolo orientou-os a se batizarem em nome de Jesus. O caminho para a vida eterna estava agora aberto a pessoas de todas as nações. A congregação estava pronta para divulgar as boas novas por toda a parte.
— Baseado em Atos 1:1–11:21.
-
-
As boas novas se espalhamA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 23
As boas novas se espalham
Paulo faz viagens de pregação por terra e mar
DEPOIS de sua conversão, Paulo passou a declarar zelosamente as boas novas do Reino de Deus. Agora, porém, esse ex-opositor muitas vezes enfrentava dura oposição. Esse incansável apóstolo fez várias viagens de pregação. Percorria longas distâncias para divulgar as boas novas sobre o Reino que cumprirá o propósito original de Deus para a humanidade.
Em Listra, durante sua primeira viagem, Paulo curou um homem aleijado de nascença. As multidões passaram a clamar que Paulo e seu companheiro de viagem, Barnabé, eram deuses. Esses dois homens mal puderam evitar que o povo lhes oferecesse sacrifícios. Influenciadas pelos inimigos de Paulo, no entanto, essas mesmas multidões mais tarde o apedrejaram e o deram como morto. Mas Paulo sobreviveu ao ataque e, com o tempo, voltou àquela cidade para fortalecer os discípulos com palavras encorajadoras.
Alguns cristãos judeus argumentavam que os crentes não judeus tinham de seguir certas partes da Lei de Moisés. Paulo levou a questão aos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Após um exame das Escrituras e orientados pelo espírito santo de Deus, esses homens escreveram às congregações, exortando-as a se absterem da idolatria, de comer sangue e carne não sangrada, e da fornicação. Tais mandamentos eram “coisas necessárias”, mas, sua observância não exigia seguir a Lei mosaica. — Atos 15:28, 29.
Em sua segunda viagem de pregação, Paulo visitou Bereia, que se localizava onde hoje é a Grécia. Os judeus que moravam ali receberam a palavra com zelo, examinando as Escrituras todos os dias para conferir o ensino de Paulo. Novamente a oposição o forçou a ir para outro lugar, dessa vez para Atenas. Perante um grupo de atenienses instruídos, Paulo proferiu um poderoso discurso que é um modelo de tato, discernimento e eloquência.
Depois da terceira viagem de pregação, Paulo foi a Jerusalém. Ao visitar o templo local, alguns judeus causaram um tumulto com a intenção de matá-lo. Soldados romanos intervieram e interrogaram Paulo. Como cidadão romano, mais tarde ele fez sua defesa perante o governador romano Félix. Os judeus não podiam provar as acusações lançadas contra Paulo. Para impedir que Festo, outro governador romano, o entregasse aos judeus, Paulo disse: “Apelo para César!” Festo respondeu: “Para César irás.” — Atos 25:11, 12.
Em seguida, Paulo foi levado de navio à Itália para ser julgado. Naufragando nessa viagem, teve de passar o inverno na ilha de Malta. Quando finalmente chegou a Roma, ficou por dois anos numa casa alugada. Mesmo sob a vigilância de soldados, o sempre zeloso apóstolo continuou a pregar sobre o Reino de Deus a todos os que o visitavam.
— Baseado em Atos 11:22–28:31.
-
-
Paulo escreve às congregaçõesA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 24
Paulo escreve às congregações
As cartas de Paulo fortalecem a organização cristã
A RECÉM-ESTABELECIDA congregação cristã teria um papel importante no cumprimento do propósito de Jeová. Mas os cristãos do primeiro século logo sofreram ataques. Será que manteriam a integridade a Deus diante da perseguição dos de fora e de outros perigos mais sutis vindos de dentro da congregação? As Escrituras Gregas Cristãs contêm 21 cartas que forneceram os necessários conselhos e encorajamento.
Catorze dessas cartas — de Romanos a Hebreus — foram escritas pelo apóstolo Paulo. Elas levam o mesmo nome dos destinatários — sejam eles indivíduos ou membros de determinada congregação. Considere alguns dos assuntos tratados nas cartas de Paulo.
Advertências sobre moral e conduta. Os que praticam fornicação, adultério e outros pecados graves “não herdarão o reino de Deus”. (Gálatas 5:19-21; 1 Coríntios 6:9-11) Os adoradores de Deus precisam estar unidos, independentemente de sua nacionalidade. (Romanos 2:11; Efésios 4:1-6) Eles devem com alegria dar de si mesmos para ajudar seus irmãos em necessidade. (2 Coríntios 9:7) “Orai incessantemente”, Paulo diz. De fato, os adoradores são encorajados a derramar seu coração a Jeová em oração. (1 Tessalonicenses 5:17; 2 Tessalonicenses 3:1; Filipenses 4:6, 7) Para que sejam ouvidas por Deus, as orações devem ser feitas com fé. — Hebreus 11:6.
O que ajudará as famílias a prosperar? O marido deve amar a esposa como a seu próprio corpo. A esposa deve ter profundo respeito pelo marido. Os filhos devem obedecer aos pais, pois isso agrada a Deus. Os pais precisam orientar e treinar os filhos de modo amoroso, baseando-se nos princípios divinos. — Efésios 5:22–6:4; Colossenses 3:18-21.
O propósito de Deus é esclarecido. Muitos aspectos da Lei mosaica serviam para proteger e guiar os israelitas até a chegada de Cristo. (Gálatas 3:24) Os cristãos, no entanto, não precisam observar essa Lei para adorar a Deus. Ao escrever aos hebreus — cristãos de formação judaica — Paulo esclareceu muitas coisas sobre o significado da Lei e como o propósito de Deus se cumpre em Cristo. Explicou que vários aspectos da Lei tinham valor profético. Por exemplo, o sacrifício de animais prefigurou a morte sacrificial de Jesus, que possibilitaria o verdadeiro perdão de pecados. (Hebreus 10:1-4) Por meio da morte de Jesus, Deus cancelou o pacto da Lei, pois não era mais necessário. — Colossenses 2:13-17; Hebreus 8:13.
Instruções sobre correta organização congregacional. Homens dispostos a cuidar de deveres na congregação têm de ter elevados padrões morais e preencher qualificações espirituais. (1 Timóteo 3:1-10, 12, 13; Tito 1:5-9) Os adoradores de Jeová Deus devem reunir-se regularmente com seus companheiros de adoração para encorajamento mútuo. (Hebreus 10:24, 25) As reuniões para adoração devem ser edificantes e instrutivas. — 1 Coríntios 14:26, 31.
Quando escreveu a segunda de suas duas cartas a Timóteo, o apóstolo Paulo estava de novo em Roma, preso e aguardando julgamento. Somente uns poucos corajosos arriscavam-se a visitá-lo. Paulo sabia que tinha pouco tempo. “Tenho travado a luta excelente”, disse ele. “Tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Timóteo 4:7) Provavelmente Paulo sofreu martírio logo depois disso. Mas as cartas desse apóstolo orientam os adoradores verdadeiros até os dias de hoje.
— Baseado em Romanos; 1 Coríntios; 2 Coríntios; Gálatas; Efésios; Filipenses; Colossenses; 1 Tessalonicenses; 2 Tessalonicenses; 1 Timóteo; 2 Timóteo; Tito; Filêmon; Hebreus.
-
-
Conselhos sobre fé, conduta e amorA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 25
Conselhos sobre fé, conduta e amor
Tiago, Pedro, João e Judas escrevem cartas para encorajar companheiros cristãos
TIAGO e Judas eram meios-irmãos de Jesus. Pedro e João estavam entre os 12 apóstolos de Jesus. Esses quatro homens escreveram ao todo sete cartas que se encontram nas Escrituras Gregas Cristãs. Cada uma dessas cartas leva o nome de seu escritor. As exortações inspiradas contidas nelas visavam ajudar os cristãos a ser íntegros a Jeová e a ter sempre em mente o Reino de Deus.
Demonstre fé. Apenas professar ter fé não basta. A verdadeira fé leva à ação. “Deveras”, escreve Tiago, “a fé sem obras está morta”. (Tiago 2:26) Agir com fé quando enfrentamos provas produz perseverança. Para ser bem-sucedido, o cristão precisa pedir sabedoria a Deus, convencido de que Ele a dará. Perseverança conduz à aprovação de Deus. (Tiago 1:2-6, 12) Se um adorador mantiver a integridade com base na fé, Jeová Deus fará a sua parte. “Chegai-vos a Deus”, diz Tiago, “e ele se chegará a vós”. — Tiago 4:8.
A fé do cristão tem de ser suficientemente forte para ajudá-lo a resistir às tentações e influências imorais. Um ambiente em que prevalecia a imoralidade levou Judas a exortar seus companheiros de adoração a ‘travarem uma luta árdua pela fé’. — Judas 3.
Mantenha uma conduta limpa. Jeová espera que seus adoradores sejam santos, isto é, limpos em todos os sentidos. Pedro escreve: “Tornai-vos santos em toda a vossa conduta, porque está escrito: ‘Tendes de ser santos, porque eu [Jeová] sou santo.’” (1 Pedro 1:15, 16) Os cristãos têm um exemplo digno de imitar. “Cristo sofreu por vós”, diz Pedro, “deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos”. (1 Pedro 2:21) Embora os cristãos talvez sofram por viverem de acordo com os padrões de Deus, eles preservam uma “boa consciência”. (1 Pedro 3:16, 17) Pedro os exorta a serem ricos em conduta santa e ações que reflitam a devoção piedosa enquanto aguardam o dia de julgamento de Deus e o prometido novo mundo em que “há de morar a justiça”. — 2 Pedro 3:11-13.
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” — Tiago 4:8
Demonstre amor. “Deus é amor”, escreve João. O apóstolo destaca que Deus demonstrou seu grande amor por enviar Jesus como ‘sacrifício pelos nossos pecados’. Como os cristãos devem reagir? João explica: “Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” (1 João 4:8-11) Uma maneira de demonstrar esse amor é por ser hospitaleiro com nossos irmãos cristãos. — 3 João 5-8.
Como, então, os adoradores de Jeová podem demonstrar seu amor por Ele? João responde: “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados.” (1 João 5:3; 2 João 6) Aqueles que obedecem a Deus recebem a garantia de que continuarão a ser amados por Ele “visando a vida eterna”. — Judas 21.
— Baseado em Tiago; 1 Pedro; 2 Pedro; ; 1 João; 2 João; 3 João; Judas.
-
-
Paraíso recuperado!A Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
SEÇÃO 26
Paraíso recuperado!
Por meio do Reino governado por Cristo, Jeová santifica seu nome, vindica sua soberania e elimina todo o mal
O ÚLTIMO livro da Bíblia, em geral chamado de Apocalipse, ou Revelação, provê esperança para toda a humanidade. Registrado pelo apóstolo João, ele contém visões que culminam no cumprimento do propósito de Jeová.
Na primeira visão, o ressuscitado Jesus elogia e corrige diversas congregações. A próxima visão nos leva ao trono celestial de Deus, onde criaturas espirituais Lhe oferecem louvores.
À medida que o propósito de Deus avança, o Cordeiro, Jesus Cristo, recebe um rolo com sete selos. Com a abertura dos primeiros quatro selos, cavaleiros simbólicos surgem no cenário mundial. O primeiro é Jesus num cavalo branco e coroado como Rei. Os próximos vêm cavalgando em cavalos de cores diferentes, representando profeticamente a guerra, a fome e a epidemia — tudo o que acontece durante os últimos dias deste sistema mundial. A abertura do sétimo selo leva ao toque de sete trombetas simbólicas, que significam proclamações dos julgamentos de Deus. Estes levam a sete pragas simbólicas, ou expressões da ira de Deus.
O Reino de Deus, representado por um menino recém-nascido, é estabelecido no céu. Irrompe uma guerra, e Satanás e seus anjos maus são lançados para a Terra. “Ai da terra”, diz uma voz alta. O Diabo tem grande ira, sabendo que lhe resta um curto período. — Revelação 12:12.
João vê Jesus no céu representado por um cordeiro, e com ele 144 mil que foram escolhidos dentre a humanidade. Esses “reinarão com” Jesus. Desse modo, Revelação mostra que os membros secundários do descendente serão 144 mil em número. — Revelação 14:1; 20:6.
Os governantes da Terra são ajuntados ao Armagedom, “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Eles guerreiam contra o personagem sentado no cavalo branco — Jesus, que lidera os exércitos celestiais. Todos os governantes deste mundo são destruídos. Satanás é amarrado, e Jesus e os 144 mil reinam sobre a Terra por “mil anos”. Ao fim dos mil anos, Satanás é destruído. — Revelação 16:14; 20:4.
O que o Reinado Milenar de Cristo e seus corregentes significará para os humanos obedientes? João escreve: “[Jeová] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:4) A Terra se tornará um paraíso!
Desse modo, o livro de Revelação conclui a mensagem da Bíblia. Por meio do Reino messiânico, o nome de Jeová é santificado e sua soberania completamente vindicada por toda a eternidade!
— Baseado no livro de Revelação.
-
-
Linha do tempoA Bíblia — Qual É a sua Mensagem?
-
-
cerca de 2 AEC Nascimento de Jesus
29 EC Jesus é batizado e começa a pregar o Reino de Deus
31 EC Jesus escolhe seus 12 apóstolos; profere o Sermão do Monte
32 EC Jesus ressuscita Lázaro
14 de nisã, 33 EC Jesus é pregado na estaca (Nisã corresponde a parte de março e parte de abril)
16 de nisã, 33 EC Jesus é ressuscitado
6 de sivã, 33 EC Pentecostes; derramamento do espírito santo (Sivã corresponde a parte de maio e parte de junho)
36 EC Cornélio torna-se cristão
cerca de 47-48 EC Primeira viagem de pregação de Paulo
cerca de 49-52 EC Segunda viagem de pregação de Paulo
cerca de 52-56 EC Terceira viagem de pregação de Paulo
cerca de 60-61 EC Paulo escreve cartas quando preso em Roma
antes de 62 EC Tiago, meio-irmão de Jesus, escreve sua carta
66 EC Revolta dos judeus contra Roma
70 EC Jerusalém e seu templo são destruídos pelos romanos
cerca de 96 EC João escreve Revelação (Apocalipse)
cerca de 100 EC Morre João, o último apóstolo
-