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  • Onde os ensinos de Cristo são praticados atualmente?
    A Sentinela — 2006 | 1.° de março
    • Onde os ensinos de Cristo são praticados atualmente?

      JESUS CRISTO é amplamente reconhecido como um dos maiores homens que já viveu. Muitos o consideram o maior homem que já viveu. Por quase 2 mil anos, seus ensinamentos têm tido forte influência sobre a vida de muitas pessoas — “tanto pessoas simples e desconhecidas, cheias de gentileza e de bondade, como aquelas que praticaram grandes gestos filantrópicos”, escreve o autor inglês Melvyn Bragg.

      Como as pessoas encaram o cristianismo?

      Como as pessoas encaram o cristianismo? Ele foi descrito como “um dos maiores avanços da humanidade no campo espiritual”. David Kelso, da Universidade Caledônia de Glasgow, na Escócia, expressou seu ponto de vista da seguinte maneira: “Seus dois mil anos de história são repletos de realizações incomparáveis nos campos da arte, arquitetura, filosofia, música e ação social.”

      No entanto, muitos têm uma opinião diferente sobre o assunto. Não vêem problema no cristianismo definido por um dicionário como “o conjunto das religiões cristãs, baseadas nos ensinamentos, na pessoa e na vida de Jesus Cristo”. (Dicionário Aurélio) Na realidade, eles têm aversão à conduta das instituições e organizações religiosas que dizem representar o cristianismo.

      Concordando com este último conceito, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do século 19, por exemplo, descreveu o cristianismo como “a eterna mancha da humanidade”. Segundo ele, o cristianismo é “a grandiosa maldição, a maior e mais profunda corrupção, . . . para o qual nenhum artifício é maldoso, desonesto, oculto, nem mesquinho demais para ser usado”. É verdade que Nietzsche tinha conceitos extremistas, mas diversos outros observadores chegaram a conclusões parecidas. Por quê? Porque, ao longo dos séculos, a conduta dos que dizem ser cristãos não tem se caracterizado pelas qualidades de Jesus Cristo, mas por ampla “corrupção, atrocidades e blasfêmias”.

      Existe Cristo no cristianismo moderno?

      Por isso, não é sem sentido perguntar: “Cristo ainda tem algo a ver com o cristianismo?” “Claro que sim!”, alguns dirão imediatamente. “Afinal, ele não prometeu aos seus seguidores que estaria com eles ‘até o fim do mundo’?” (Mateus 28:20, Versão Brasileira) Sim, Jesus realmente disse isso. Mas será que ele quis dizer que estaria com todos os que afirmassem ser seus seguidores, independentemente da conduta?

      Lembre-se de que alguns líderes religiosos nos dias de Jesus achavam que Deus estava com eles incondicionalmente. Visto que Deus havia escolhido Israel para um objetivo especial, alguns líderes religiosos achavam que Deus jamais os abandonaria, não importa o que fizessem. (Miquéias 3:11) Mas com o tempo eles foram longe demais no que diz respeito a rejeitar as leis e os padrões divinos. Em resultado disso, Jesus lhes disse com toda franqueza: “Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” (Mateus 23:38) Um inteiro sistema religioso perdeu o favor de Deus. Ele o rejeitou e permitiu que os exércitos romanos destruíssem sua capital, Jerusalém, e seu templo, em 70 EC.

      Será que algo parecido poderia acontecer ao cristianismo? Vejamos que condições Jesus estabeleceu para cumprir a promessa de estar com seus seguidores “até o fim do mundo”.

  • Quem são os verdadeiros cristãos?
    A Sentinela — 2006 | 1.° de março
    • Quem são os verdadeiros cristãos?

      “O CRISTIANISMO existe apenas onde a lembrança de Jesus Cristo está viva na teoria e na prática.” (On Being a Christian [Sobre Ser Cristão]) Com essas palavras, o teólogo suíço Hans Küng declarou uma verdade óbvia: o verdadeiro cristianismo existe apenas onde pessoas sinceras colocam em prática os ensinamentos de Jesus.

      O que então se pode dizer de pessoas ou instituições que dizem ser seguidores de Cristo, mas na realidade não praticam o que Jesus ensinou? O próprio Jesus disse que muitos afirmariam ser cristãos. Essas pessoas mencionariam várias atividades para provar que o haviam servido, dizendo: “Não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?” Mas como Jesus reagiria? Suas palavras dramáticas expressam seu julgamento: “Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” — Mateus 7:22, 23.

      Que advertência severa para os “obreiros do que é contra a lei” que se dizem seguidores de Jesus! Considere duas condições fundamentais que Jesus estabelece para reconhecer alguém como verdadeiro cristão ou para rejeitá-lo como quem pratica o que é contra a lei.

      “Se tiverdes amor entre vós”

      Uma condição que Jesus estabelece é a seguinte: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:34, 35.

      Jesus exige que seus seguidores tenham verdadeiro amor uns pelos outros e pelo restante da humanidade. Ao longo dos séculos, desde que Jesus esteve na Terra, muitos cristãos satisfizeram essa condição. Mas o que se pode dizer da maioria das organizações religiosas que têm afirmado representar a Cristo? Será que sua história tem sido marcada por amor? Sem dúvida que não. Em vez disso, elas estiveram à testa de inúmeras guerras e conflitos, nos quais sangue inocente foi derramado. — Revelação (Apocalipse) 18:24.

      Isso continua acontecendo nos tempos modernos. Nações que se dizem cristãs tomaram a frente nas matanças que marcaram as duas guerras mundiais do século 20. Mais recentemente, membros de igrejas chamadas cristãs lideraram as atrocidades selvagens e a tentativa de genocídio ocorridas em Ruanda, em 1994. “Aqueles que se enfrentaram dessa forma sangrenta”, escreve o ex-arcebispo anglicano Desmond Tutu, “eram adeptos da mesma fé. Em sua maioria, eram cristãos”.

      “Se permanecerdes na minha palavra”

      Outro requisito fundamental para o verdadeiro cristianismo foi expresso por Jesus, quando disse: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8:31, 32.

      Jesus espera que seus seguidores permaneçam na sua palavra, ou seja, apeguem-se aos seus ensinamentos. Em vez de fazerem isso, líderes religiosos que dizem seguir a Cristo têm “adotado cada vez mais conceitos gregos”, observa o teólogo Küng. Eles substituíram os ensinamentos de Jesus por idéias como a imortalidade da alma, a crença no purgatório, a adoração de Maria e a instituição de uma classe clerical — idéias emprestadas de religiões e filósofos pagãos. — 1 Coríntios 1:19-21; 3:18-20.

      Instrutores religiosos também introduziram o ensino da incompreensível doutrina da Trindade, elevando Jesus a uma posição que ele nunca reivindicou para si. Nesse processo, eles desviaram as pessoas de adorar aquele a quem Jesus sempre dirigiu a atenção — seu Pai, Jeová. (Mateus 5:16; 6:9; João 14:28; 20:17) “Quando Jesus fala a respeito de Deus”, escreve Hans Küng, “ele se refere a Iavé, o antigo Deus dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. . . . Para ele, este é o único Deus.” Quantas pessoas hoje associam imediatamente o Deus e Pai de Jesus com Iavé, ou Jeová, grafia comum do nome de Deus em português?

      Os líderes religiosos afastaram-se completamente da ordem de Jesus de manterem-se neutros em assuntos políticos. Nos dias de Jesus, a Galiléia “era o centro do nacionalismo étnico”, declara o escritor Trevor Morrow. Muitos judeus patriotas empunhavam armas para obter liberdade política e religiosa. Será que Jesus disse aos seus discípulos para se envolverem nessas batalhas? Não. Pelo contrário, ele lhes disse: “Não fazeis parte do mundo.” (João 15:19; 17:14) Mas em vez de se manterem neutros, líderes religiosos desenvolveram o que o escritor irlandês Hubert Butler chama de “eclesiasticismo militante e político”. “O cristianismo político”, diz ele, “é quase sempre também o cristianismo militarista, e, quando estadistas e clérigos chegam a um acordo, sempre acontece que, em troca de certos privilégios, a Igreja abençoa as forças militares do Estado”.

      Falsos instrutores repudiam Jesus

      O apóstolo Paulo advertiu que haveria um desvio do verdadeiro cristianismo. Ele disse que depois de sua morte surgiriam “lobos opressivos” dentre os que se diziam cristãos e ‘falariam coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos’. (Atos 20:29, 30) Eles ‘declarariam publicamente conhecer a Deus’, mas na realidade o ‘repudiariam pelas suas obras’. (Tito 1:16) O apóstolo Pedro também avisou que falsos instrutores ‘introduziriam quietamente seitas destrutivas e repudiariam até mesmo o dono que os havia comprado’. Pedro disse que a má conduta deles levaria as pessoas a falar “de modo ultrajante do caminho da verdade”. (2 Pedro 2:1, 2) Segundo o erudito em grego W. E. Vine, repudiar Cristo dessa maneira significa “negar o Pai e o Filho, apostatando e disseminando ensinos perniciosos”.

      Como Jesus reagiria caso os que se dizem discípulos deixassem deliberadamente de “permanecer na sua palavra” e de satisfazer outros requisitos que ele estabeleceu? Ele avisou: “Aquele que me repudiar perante os homens, eu também o repudiarei perante meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:33) Naturalmente, Jesus não repudia alguém que comete um erro apesar de se esforçar com sinceridade para ser fiel. Por exemplo, embora tivesse negado Jesus três vezes, o apóstolo Pedro se arrependeu e foi perdoado. (Mateus 26:69-75) Mas Jesus repudia pessoas ou instituições que agem como lobos em pele de ovelhas — que fingem seguir a Cristo, mas que de maneira deliberada e persistente rejeitam seus ensinamentos. Jesus disse o seguinte a respeito desses falsos instrutores: “Pelos seus frutos reconhecereis estes homens.” — Mateus 7:15-20.

      Morte dos apóstolos e desenvolvimento da apostasia

      Quando os falsos cristãos começaram a repudiar Cristo? Logo depois da morte de Jesus. Ele mesmo tinha avisado que o Diabo rapidamente semearia “joio”, ou cristãos falsos, entre a “semente excelente”, ou cristãos verdadeiros, que Jesus havia plantado durante seu ministério. (Mateus 13:24, 25, 37-39) O apóstolo Paulo avisou que falsos cristãos já estavam em atuação nos seus dias. O motivo fundamental de terem se desviado dos ensinamentos de Jesus Cristo, disse o apóstolo, foi não terem verdadeiro ‘amor pela verdade’. — 2 Tessalonicenses 2:10.

      Enquanto estavam vivos, os apóstolos de Jesus Cristo coibiram o desenvolvimento da apostasia. Mas depois da morte dos apóstolos, líderes religiosos, usando “toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos, e . . . todo engano injusto” com o objetivo de enganar a muitos, desviaram cada vez mais pessoas das verdades ensinadas por Jesus e por seus apóstolos. (2 Tessalonicenses 2:3, 6-12) Segundo o filósofo inglês Bertrand Russell, com o tempo a congregação cristã original transformou-se numa organização religiosa que “deixaria Jesus e até mesmo o apóstolo Paulo atônitos”.

      Restauração do verdadeiro cristianismo

      Os fatos mostram claramente que desde a morte dos apóstolos, Cristo não está envolvido na maior parte do que tem sido feito em nome do cristianismo. Mas isso não significa que Jesus deixou de cumprir a promessa de estar com seus seguidores “todos os dias, até à terminação do sistema de coisas”. (Mateus 28:20) Podemos ter certeza de que, desde que Jesus disse essas palavras, tem havido pessoas fiéis, entre as quais “a lembrança de Jesus Cristo está viva na teoria e na prática”. Jesus Cristo tem cumprido a promessa de apoiar essas pessoas à medida que se esforçam para demonstrar o amor que identifica os verdadeiros cristãos e para permanecer leais às verdades que ele ensinou.

      Melhor ainda, Jesus prometeu que nos últimos dias deste sistema, ele reuniria seus discípulos fiéis numa congregação cristã claramente identificável, a qual ele usaria para realizar sua vontade. (Mateus 24:14, 45-47) Neste exato momento ele está usando essa congregação para ajuntar “uma grande multidão” de homens, mulheres e crianças “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, os quais ele está unindo sob sua liderança para formar “um só rebanho”, sob “um só pastor”. — Revelação 7:9, 14-17; João 10:16; Efésios 4:11-16.

      Por isso, mantenha-se afastado de quaisquer instituições e organizações que têm manchado o nome de Cristo e difamado o cristianismo ao longo dos últimos 2 mil anos. Caso contrário, como Jesus disse ao apóstolo João, você poderá “receber parte das pragas” que Deus derramará sobre elas quando executar seu julgamento no futuro próximo. (Revelação 1:1; 18:4, 5) Esteja decidido a estar entre aqueles mencionados pelo profeta Miquéias, quando disse que “na parte final dos dias” verdadeiros adoradores — seguidores do verdadeiro cristianismo — ouviriam as instruções de Deus e ‘andariam nas veredas’ da adoração pura restaurada. (Miquéias 4:1-4) Os editores desta revista ficarão felizes em ajudá-lo a identificar esses verdadeiros adoradores de Deus.

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