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Natal — custa mais do que você imagina?Despertai! — 1993 | 22 de novembro
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Natal — custa mais do que você imagina?
“MAMÃE, papai — existe mesmo um Papai Noel?” É a hora da verdade que assusta a muitos pais. Com um misto de desapontamento e sofrimento nos olhos, Jimmy, de sete anos, parece implorar uma garantia de que o fantasioso personagem, que trouxe todos aqueles presentes maravilhosos, realmente existe — e que seus pais não lhe mentiram.
Acontece que foi o vizinho desse garoto o culpado de revelar a triste verdade, colocando esses pais nessa incômoda posição. Talvez você mesmo tenha passado por um episódio similar na infância.
Certos feriados hoje são muito mais do que meras observâncias religiosas. O Natal, pelo que parece, abriu caminho em alguns lugares inesperados. Budistas japoneses, animistas africanos, judeus americanos e muçulmanos cingapurianos abriram as portas para o gorducho de vestes vermelhas que traz presentes. Certo líder religioso perguntou: “Não se tornou o Natal uma celebração universal?”
Na opinião de muitos, o Natal despiu-se do seu traje “cristão” ocidental, e virou uma encantadora época de festivo divertimento para todos. As crianças estão no centro da celebração. Alguns arriscam dizer que a vida de nenhuma criança é completa sem o toque mágico desse feriado. Aparentemente, veio para ficar. O currículo escolar gira em torno dele. A TV o glorifica. Shopping centers e lojas de departamentos o exploram com alarde. Os pais investem muito tempo e dinheiro no Natal. Mas, além da costumeira carga posterior de dívidas, existe um preço mais elevado que talvez a sua família venha a pagar?
O mito do Papai Noel — quebra de confiança?
“Não creio que existe Deus”, disse à sua mãe o garoto John, de sete anos. Um artigo em World Herald explica por quê: “John, pelo visto, soubera antes naquele dia que Papai Noel não era real. Talvez Deus tampouco fosse real, disse ele à sua mãe.” Lembrando a anterior desilusão que ele sofrera, John, de 25 anos, disse: “Quando os pais dizem às crianças que o Papai Noel é real, acho que isso provavelmente é uma quebra de confiança.”
O que fazer nessa situação delicada? Os especialistas infantis divergem nesse sentido. Um deles incentivou os pais a contarem a verdade a seus filhos por volta dos seis ou sete anos, alertando-os de que “pode realmente ser prejudicial às psiques dos filhos se os pais persistirem em perpetuar o mito”.
No livro Why Kids Lie—How Parents Can Encourage Truthfulness (Por Que as Crianças Mentem — Como os Pais Podem Incentivar a Veracidade), o Dr. Paul Ekman diz: “Não há dúvida de que vocês, como pais, exercem primordial influência sobre seus filhos quanto a atitudes, crenças e ações sociais tais como mentir ou trapacear.” Ekman continua: “As relações podem não mais ser as mesmas depois que uma mentira traiu a confiança. A perda da confiança é difícil de restaurar; às vezes jamais é restaurável.” Portanto, por que promover o engano quanto a presentear num feriado?
Certa pesquisadora infantil afirmou: “Penso que os filhos se traumatizam mais com o fato de os pais lhes mentirem e enganarem do que em descobrir que Papai Noel não é real.” A Dra. Judith A. Boss, professora de filosofia, declara: “A intenção dos adultos . . . é deliberadamente iludir as crianças a respeito da natureza do Papai Noel. . . . Ao dizermos às crianças que o Papai Noel é um humano real, não estamos estimulando a imaginação das crianças. Estamos simplesmente mentindo a elas.”
Como pai ou mãe, você tem em mãos um gigantesco desafio — criar filhos amorosos e felizes num mundo em que desde a tenra idade eles aprendem que não se pode confiar nas pessoas. “Não fale com desconhecidos.” “Você não pode crer em tudo o que dizem os comerciais de TV.” “Diga-lhes que mamãe não está em casa.” Como a criança aprende em quem pode confiar? O livro How to Help Your Child Grow Up (Como Ajudar o Desenvolvimento de Seu Filho) diz: “As criancinhas têm de aprender cedo a necessidade e a beleza da honestidade, da coragem, do trato honroso com outros; e é no lar que essas coisas começam.”
Naturalmente, não existe uma família perfeita. Contudo, a autora Dolores Curran procurou identificar o perfil de famílias fortes. Ela pediu a 551 especialistas em família em vários campos que escolhessem os mais importantes aspectos. Seus achados, contidos no livro Traits of a Healthy Family (Traços de Uma Família Sadia), considera as 15 principais qualidades selecionadas pelos especialistas. O traço número quatro foi “um senso de confiança”. “Na família sadia”, diz ela, “a confiança é reconhecida como possessão preciosa, cuidadosamente desenvolvida e fortificada à medida que tanto os filhos como os pais progridem juntos através dos vários estágios da vida familiar”.
Os pais farão bem em se perguntar: ‘Vale a perpetuação do mito do Papai Noel o preço da perda da confiança e do crédito dos meus filhos em mim?’ Talvez não haja reposição. Tem o Natal outros custos ocultos?
Dar demais?
“Comece na infância a dar à criança tudo o que ela deseja. Assim ela passará a crer que o mundo lhe deve o sustento”, diz o panfleto 12 Rules for Raising Delinquent Children (12 Regras para Criar Filhos Delinqüentes). Frisar demais coisas materiais pode ser deveras prejudicial.
A escritora e mãe Maureen Orth pergunta: “Como instilamos valores e caráter num mundo material como o nosso, em que o consumo e a ganância parecem ser tão glorificados, muitas vezes sem querer?” No artigo “A Dádiva de Não Dar”, ela lamenta: “O bebê-ditador acha que receber presentes é uma ocorrência diária — como receber a correspondência.” É essa a mensagem por trás do Natal?
Que dizer de famílias que simplesmente não podem comprar os vistosos presentes apregoados como necessidades absolutas do Natal? Como se sentem esses jovens quando ouvem falar que o Papai Noel traz presentes apenas para crianças bem-comportadas? E que dizer dos jovens em lares desfeitos que nesse feriado dolorosamente se conscientizam do abismo em suas famílias?
“Demasiadas vezes o destaque da festa de Natal é abrir os presentes”, diz o The New York Times. “Essa ênfase transmite às crianças a mensagem de que o objetivo da reunião familiar são os presentes e as predispõem ao desapontamento.”
O amor é uma motivação ainda mais gratificante para se fazer o bem. Glenn Austin, autor de Love and Power: Parent and Child (Amor e Poder: Pais e Filhos), declara: “Numa família harmoniosa em que a criança tanto ama como respeita os pais, a criança talvez se comporte de maneira aprovada para agradar aos pais.” As Testemunhas de Jeová empenham-se a fundo para criar tal ciclo caloroso de amor em seus lares. Adicionalmente, os filhos de Testemunhas de Jeová são criados de modo a vir a conhecer e a amar o Deus que servem, Jeová. Que poderosa força em suas vidas para a prática do bem! Não precisam de uma figura mitológica que demande boas obras.
As Testemunhas de Jeová prezam seus filhos como dádivas de Deus. (Salmo 127:3) Assim, em vez de deixarem que o calendário governe o seu dar, esses pais podem dar presentes em qualquer época do ano. Nessas ocasiões é difícil dizer quem se emociona mais — o surpreso jovem ou seus alegres pais. A criança sabe de onde veio o presente. Ademais, aos pais Testemunhas de Jeová se incentiva a dar freqüentemente a dádiva de seu tempo. Pois quando uma menininha se sente triste ou solitária, como pode um quarto cheio de bonecas se comparar com alguns momentos nos braços da mãe ouvindo-a contar histórias de quando ela era pequena? Será um garoto ensinado a ser homem por um armário cheio de equipamentos esportivos, ou por longas e agradáveis conversas com seu pai ao caminharem juntos?
Esse achego cultivado pode ser vitalizador. Pesquisadores infantis descobriram que à medida que se inicia para um jovem o proverbial conflito de gerações, a influência que ele sofre de seus colegas fica mais forte. O mau comportamento juvenil e uma atitude deteriorante para com os adultos andam de mãos dadas. “Mas aqueles que conservaram conceitos favoráveis sobre o pai e sobre os adultos em geral não se juntaram a outros colegas em mau comportamento.”
As Testemunhas de Jeová são às vezes criticadas por não se divertirem com suas famílias em certos feriados. Pode parecer que os filhos de Testemunhas de Jeová sejam privados desse prazer especial. Mas esses pais e filhos sinceros têm sólidas razões bíblicas para se absterem. (Queira ver as páginas 11-14.) E esses jovens estão desenvolvendo uma forte fibra moral capaz de suportar o peso da pressão de colegas que esmaga a vontade de outros jovens. A moralidade está sendo varrida pela crescente onda de iniqüidade. Sexo imoral, drogas, violência, álcool, cultos, molestadores de crianças — muitíssimos perigos ameaçam os vulneráveis jovens.
Como podem os pais escudar o jovem contra esses constantes perigos? Desde a tenra infância as crianças Testemunhas de Jeová recebem treinamento coerente no sentido de se estribarem nas fortes leis morais da Bíblia. Pais amorosos as ajudam a entender o conceito de Deus não apenas sobre feriados mas também sobre todos os aspectos da vida. A obediência a seu Deus brota do amor e do respeito por ele, mesmo que isso signifique ser diferente. Imagine o quanto isso as prepara para uma vida bem-sucedida como jovens adultos! Se uma criança consegue permanecer numa sala de aula cheia de colegas que fazem o que parece ser divertido e tomar posição pelo que ela crê ser correto, quanto mais bem preparada estará para enfrentar tentações posteriores de outras coisas aparentemente divertidas — drogas, sexo pré-marital e outros engodos prejudiciais! Os filhos de Testemunhas de Jeová podem desenvolver uma fibra moral da qual outras crianças talvez se vejam privadas.
“Muitos dos jovens que estudei não têm fé”, observa o Dr. Robert Coles, pesquisador de Harvard. “Eles perderam tudo exceto a preocupação consigo mesmos, e isso se realça diariamente pela maneira em que são criados.”
Certo pediatra descreve uma família diferente: “Querem filhos que se importem com outros e que dêem um pouco de si mesmos. . . . Levam uma vida mais simples . . . , mas têm algo mais. Na falta de uma expressão melhor, eu chamaria isso de contentamento.”
Dolores Curran menciona que valorizar a qualidade da prestimosidade é um requisito básico para a felicidade. “Para algumas famílias em nossa nação [Estados Unidos] — de fato eu diria a maioria — o sucesso e a busca de um alto padrão de vida é o objetivo primário.” Mas “famílias que pressupõem que seus membros podem e de fato mostrarão preocupação com outros tornam-se aquelas famílias saudáveis que valorizam a prestimosidade. . . . À medida que os filhos dessas famílias crescem, tendem a ser pessoas de notável desvelo e responsabilidade, em resultado de suas experiências em família.” Curran observa entre pais bem-sucedidos “um retorno ao valor de buscar alegria em pessoas e em dar em vez de em comprar, receber e consumir”.
Dito de outra maneira por um notável especialista em dar de si: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Famílias de Testemunhas de Jeová são prova viva da veracidade dessa declaração de Cristo Jesus. Como no Seu caso, a vida delas centraliza-se no ministério cristão. Alguns talvez pensem que as Testemunhas jovens são exploradas e forçadas a acompanhar seus pais de porta em porta. Muito pelo contrário, elas estão sendo ensinadas pelo exemplo dos pais a mostrar amor ao próximo por liberalmente transmitir aos vizinhos as boas novas sobre o Reino de Deus. — Mateus 24:14.
‘Isso não reprime as crianças?’
Mas será que uma criação religiosa estrita não reprime a criança? Não é melhor que cada qual faça sua decisão religiosa ao atingir a idade adulta? Esta pode ser a regra número 3 de 12 Rules for Raising Delinquent Children: “Jamais dê à criança treinamento espiritual. Espere até que ela tenha 21 anos e daí permita que ‘decida por si mesma’.”
Contudo, o senso moral básico de uma criança, segundo o Dr. Coles, começa a aflorar já aos três anos de idade. “Dentro da criança existe um senso moral em desenvolvimento. Penso que isso vem de Deus, que existe um anelo por normas de moral.” Esta é a época crucial para inculcar os verdadeiros valores morais. É a época, por exemplo, para ensinar pelo exemplo o valor de falar a verdade em contraste com mentir. A Bíblia frisa a importância do treinamento nos anos juvenis: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” — Provérbios 22:6.
Curran observa: “Não se pode esperar que as crianças hoje tenham boa moral sem ajuda. . . . Meus entrevistados de pesquisa indicam que quanto mais sadia for a família tanto mais desenvolvido será seu senso do que é certo ou errado.
Certo assistente social, respondendo à pesquisa de Curran, observou: “Existe um inevitável âmago de força que a fé religiosa confere às famílias.” Para a família com âmago religioso em comum, diz Curran, “a fé em Deus desempenha um papel fundamental no cotidiano da vida familiar. O âmago religioso fortalece o sistema de apoio da família. Os pais sentem forte responsabilidade de transmitir a fé, mas fazem-no de maneiras positivas e significativas”.
Ajude seus filhos a ter amor a Deus
Mostre aos filhos as dádivas de Deus que lhes trazem tanta alegria. Deite-se na relva e examine com eles a pequenina flor tão intricadamente projetada. Observe a joaninha que emerge dessa selva relvosa para escalar o topo de uma lâmina de capim, erguer suas asas vermelho-vivas e pontilhadas de preto, e alçar vôo. Deixe-os sentir a extasiante maravilha de uma borboleta subitamente pousar numa mão para erguer e baixar suas asas amarelo-vivas para um breve descanso e sorver o calorzinho dos raios de sol. Deite-se de costas para ver as fofas nuvens brancas deslizando no alto, e observe à medida que assumem contornos de navio, cavalos ou palácios. Destaque sempre a seus filhos que é o nosso Deus Criador que nos dá tais dádivas prazerosas.
E muitas outras dádivas, como os trejeitos de um gatinho brincando com uma folha, que nos arrancam gargalhadas, ou o cachorrinho peludo que nos “ataca”, balançando a cabeça de um lado para o outro, rosnando ‘ferozmente’ ao puxar a manga da nossa roupa, mas com o rabo amistosamente balançando sem parar. Ou divertir-se na rebentação das ondas do oceano, uma caminhada nas montanhas, ou uma noite mirando com reverência um céu repleto de luzinhas que cintilam e brilham lá no alto. Sabendo que essas dádivas e incontáveis outras provêm Daquele que nos deu a vida, poder agradecer-lhe por essas dádivas, sentir gratidão por conhecê-lo — tudo isso nos traz alegria e reflete um profundo e apreciativo amor por ele.
E por fim, na frente familiar, muitos abraços e beijos do papai e da mamãe, coisa que ajuda os filhos a sentirem diariamente o ardente fulgor da segurança e gratidão. Ajude-os a ter fé em Jeová, rejeitando uma mentira ainda maior do que aquela do Papai Noel vestido de vermelho, a saber, que todas essas amorosas dádivas de Deus simplesmente aconteceram, simplesmente evoluíram — uma falsidade ensinada sem ter evidência científica, não confirmada pelo método científico e mantida apenas por um dogmatismo repetido vez após vez para inundar as mentes dos jovens.a
Faça com seus filhos orações freqüentes ao maior dos Dadores — às refeições, ao ler a Sua Palavra, ao fim do dia. Crie uma criança grata, e esse senso de apreço adoçará toda experiência que ela terá na vida. Ao crescer tornar-se-á ela mesma uma feliz dadora, em imitação do verdadeiro Deus e dos pais a quem ama. Daí virá a felicidade, não com os pre-estabelecidos dias do calendário, mas com os espontâneos momentos de pura alegria de viver. “Feliz o povo cujo Deus é Jeová!” — Salmo 144:15.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja o livro A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?, publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
[Foto na página 7]
Uma das melhores dádivas que você pode dar a seus filhos é seu tempo
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“Não nos sentimos prejudicados!”Despertai! — 1993 | 22 de novembro
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“Não nos sentimos prejudicados!”
Professores e outros têm comentado que os filhos de Testemunhas de Jeová são prejudicados por não se lhes permitir participar das alegrias das comemorações escolares do Natal, da Páscoa e do Halloween (Dia das Bruxas). Segue-se uma pequena amostra de comentários de crianças e jovens Testemunhas de Jeová, que expressam em cartas por que eles mesmos declinam de qualquer participação na celebração desses feriados.
“EMBORA eu explicasse a meus colegas de escola por que eu não comemorava essas coisas, ainda assim achavam que eu estava sendo prejudicada. Mas eu não estava! Olha, eles sempre tinham de esperar até o Natal deles, ou algum outro feriado, para ganhar presentes, ao passo que eu ganhava presentes e ia a festinhas o ano inteiro. Sei que sou amada não apenas por minha família mas também pela congregação e por Jeová, e isso é mais especial para mim do que qualquer feriado.” — Becky, 13 anos.
“Sei que todos os feriados religiosos têm origem ruim. Jesus não nasceu no Natal. Minha família não precisa fazer nada para compensar esses feriados. Minha família está sempre pronta para me ajudar, sempre que eu precise. Para mim isso vale mais do que qualquer presente que pudessem me dar.” — Josh, 15 anos.
“Natal. Não me sinto prejudicada porque o Natal de qualquer maneira não é realmente cristão. Prefiro saber que meus pais me deram um presente em vez de uma misteriosa figura como o Papai Noel. Páscoa. Com a Páscoa é realmente difícil porque as pessoas dizem que é para ‘Jesus e a ressurreição’ ou que é simplesmente ‘procurar ovos’. Mas, afinal, o que têm ovos a ver com Jesus? Até mesmo o nome Páscoa [Easter, em inglês] vem de uma antiga deusa. Dia das Bruxas. A idéia básica do Dia das Bruxas de modo algum me agrada. Fantasmas e bruxas, UH!” — Katie, 10 anos.
“Como jovem nunca me senti amargurado por não participar nas celebrações de feriados do mundo. Meus pais não me diziam ‘você não pode fazer isso ou aquilo porque você é Testemunha de Jeová’, mas vim a conhecer a Bíblia e os conceitos de Jeová sobre esses feriados. Quanto a dar presentes, na nossa casa, isso acontece o ano inteiro.” — Ryan, 17 anos.
“Todo feriado religioso comemora algo falso e centraliza-se em coisas falsas. A maioria das crianças que conheço celebra esses feriados por causa dos doces ou dos presentes. Algo que eu tenho que é melhor do que esses feriados é a maravilhosa organização das Testemunhas de Jeová. Em vez de durar um dia, como um feriado, a Palavra de Jeová Deus tem uma mensagem feliz que dura para sempre.” — Brooke, 14 anos.
“Razões pelas quais não sinto falta desses feriados: 1. A Bíblia diz que são errados. 2. Não ligo para eles. 3. Mamãe e papai me dão presentes.” — Brandi, 6 anos.
“Não me sinto prejudicada. Não me importo. Ganho presentes, realizamos jogos e temos festas. Ganho muitas coisas sem ter de celebrar esses feriados. Quero continuar como Testemunha de Jeová em tudo o que eu faço e nada pode me fazer desistir.” — Brianne, 9 anos.
“Vou entrar para a quinta série e não lamento ser Testemunha de Jeová. Certa vez um garoto me disse que eu devia me sentir triste porque não ganhei presentes no Natal, mas eu disse que ganhava presentes o ano inteiro. Daí ele disse que eu era uma pessoa de sorte. Acho que não deve existir uma Testemunha de Jeová sequer que lamente ser Testemunha de Jeová.” — Jeff, 10 anos.
“Minha irmã e eu fazemos da comemoração do aniversário de casamento de nossos pais o nosso próprio feriado de família. Senti mais alegria de planejar presentes, cartões e coisas assim, e em ajudar meus pais a planejar as coisas como surpresa um para o outro, do que jamais senti de ganhar presentes de quem quer que fosse. Dar é melhor do que receber.” — Rachel, 16 anos.
“Quando eu era mais novo, certos feriados eram difíceis para mim. Mas mais tarde compreendi que esses feriados podem causar ganância, discussões e tristeza. Quando há ocasiões fixas para dar, a pessoa nunca fica surpresa com um presente. Eu prefiro receber presentes especiais em qualquer época do ano. Comemorar ou não comemorar é apenas uma pequena parte de uma decisão muito maior: dedicar-se ou não para servir a Jeová. Quando penso nisso dessa maneira, a escolha correta é clara.” — Ben, 13 anos.
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“Não nos sentimos prejudicados!”Despertai! — 1993 | 22 de novembro
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“Na época do Natal, estar na escola pode ser muito deprimente e pode fazer você sentir-se excluído. Daí compreendi que celebrar o Natal não pode resolver seus problemas, não pode unir a sua família, e não pode fazer você feliz. É apenas por se viver segundo as normas da Bíblia que isso é possível.” — Joe, 15 anos.
“Em vez de termos o Natal ou qualquer outro feriado, temos o Dia dos Grandes Brinquedos. Ganhamos um presente em dinheiro para gastar no que quisermos. Certo ano fiz uma palestra à minha classe sobre minha religião. Em vez de seguir os rumos do mundo, estabeleci meu próprio rumo: assistir às reuniões, sair no serviço de campo e fazer da oração parte da minha vida. Vou ser batizado na próxima assembléia.” — George, 11 anos.
“Gosto muito de ganhar presentes, e de fato os recebo ao longo do ano. Não estou perdendo muita coisa em matéria de festas. Alegro a Jeová quando me posiciono em favor da verdade. É cômico ver alguns colegas de classe que não são cristãos, que são hindus, judeus, e assim por diante, celebrar o Natal e receber presentes sem, no entanto, saber o que vem a ser esse feriado.” — Julia, 12 anos.
“Eu não me sentia triste de não participar em feriados na escola. As crianças fazem muitas coisas esquisitas, como a maneira de se vestir no Dia das Bruxas. De modo algum sinto falta disso. Digo-lhes que meus pais compram coisas para mim em qualquer época do ano. Eles me falam sobre sua igreja e como é aborrecedora, e eu lhes falo sobre as reuniões que temos no parque, o que às vezes os deixa com inveja. Mas eu não sinto inveja deles. Resumindo, o que eu digo é: faça amigos apenas de pessoas que respeitam as suas crenças e jamais permita que um estudante ou um professor obrigue-o a fazer algo que seja contra a vontade de Jeová.” — Justin, 12 anos.
“Sinto-me prejudicada? Não, porque nós temos outras festas, e quando as pessoas celebram o Natal, as crianças em geral pensam no Papai Noel, ou na Páscoa pensam no coelhinho da Páscoa, mas eu sei que esses vêm de religiões pagãs. Gosto do serviço de campo porque ajuda-me a manter a verdade em foco.” — Sharon, 8 anos.
“Posso dizer sinceramente que jamais me senti constrangida por ser Testemunha de Jeová. Minha família e eu temos muitos divertimentos. Quando há festas na escola mamãe me leva para lanchar fora. Meus pais levam guloseimas à escola sem uma razão especial e assim todas as crianças ficam sabendo que nós também nos divertimos. Sou muito achegada a meus pais e quando os colegas me perguntam por que não comemoro feriados eu lhes digo que para mim todo dia é feriado. Como poderia uma Testemunha de Jeová sentir-se excluída?” — Megan, 13 anos.
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“Não nos sentimos prejudicados!”Despertai! — 1993 | 22 de novembro
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“Não preciso esperar por um dia especial para ganhar presentes. Mamãe e papai sempre me dão muitos brinquedos. O Dia das Bruxas é a adoração de espíritos mortos. Não é correto. O único Deus que devemos adorar é Jeová.” — Nicholas, 6 anos.
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Os fatos por trás do Natal, da Páscoa e do dia das BruxasDespertai! — 1993 | 22 de novembro
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Os fatos por trás do Natal, da Páscoa e do dia das Bruxas
A BÍBLIA mostra que Jesus tinha 33 anos e meio de idade quando foi pregado na estaca no início da primavera do ano 33 EC, na época da Páscoa judaica. Isto significa, contando para trás, que ele nasceu no princípio do outono.
As celebrações das saturnais da Roma pagã, o aniversário natalício do invencível Sol, ocorriam uns três meses mais tarde. Como foi que a celebração do nascimento de Jesus foi empurrada para 25 de dezembro, para fazê-la coincidir blasfemamente com a celebração pagã do dia de nascimento do Sol?
Os dias cada vez mais curtos de dezembro [no hesmisfério norte] suscitavam pânico supersticioso entre os adoradores do Sol, que temiam que seu deus estivesse morrendo. Acendiam velas e fogueiras para ajudar a reviver a deidade doente. Parecia funcionar. Após o solstício de inverno de 21 de dezembro, o deus-sol parecia recuperar a sua força à medida que os dias se tornavam mais compridos.
“Dezembro era o principal mês de celebrações pagãs, e 25 de dez. era o ponto culminante das festanças de inverno”, explica o tablóide Church Christmas Tab. “Alguns crêem que o bispo de Roma escolheu 25 de dez. como a data de nascimento de Cristo a fim de ‘santificar’ as celebrações pagãs. O que resultou foi uma estranha mistura dos festivais pagãos e cristãos que o mundo agora chama de Natal.” O artigo admite: “A palavra ‘Natal’ não aparece na Bíblia. E a Escritura não ordena celebrar o nascimento de Jesus.”
Não é de admirar que o teólogo Tertuliano se queixasse: “Por nós, que não estamos familiarizados com os sábados, e luas novas e festivais, outrora aceitáveis a Deus, as saturnais [e outras festas pagãs] são agora freqüentadas, há um vai-e-vem de presentes, . . . e esportes e banquetes são realizados com alvoroço.”
O Papa Gregório I continuou com essa tendência aviltadora. Segundo a revista Natural History, “em vez de tentar obliterar os costumes e as crenças das pessoas, as instruções do papa eram: use-as. Se um grupo de pessoas adora uma árvore, em vez de cortá-la, consagre-a a Cristo e permita-lhes continuar sua adoração”.
A verdade e a falsidade não se misturam
Tinha essa política de transigência a aprovação divina? Note o alerta de Deus a seu povo prestes a entrar na Canaã pagã: “Guarda-te . . . para que não indagues pelos seus deuses, dizendo: ‘Como foi que estas nações costumavam servir aos seus deuses? E eu, sim, eu farei o mesmo.’ Não deves fazer assim com Jeová, teu Deus, pois fizeram com os seus deuses tudo o que é detestável a Jeová, o que ele deveras odeia.” (Deuteronômio 12:30, 31) O mesmo alerta é repetido nas Escrituras Gregas Cristãs: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial [nota de rodapé: Satanás]? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo?” — 2 Coríntios 6:14, 15.
O que Deus acha tão repulsivo a respeito desses deuses falsos e a adoração a eles? Saturno era o deus-sol romano honrado pelas saturnais. Era ele digno? Simon Schama, professor de História na Universidade de Harvard, chama-o de “promovedor de orgias de comer, de beber e de outros tipos de comportamento vil”. A revista Lear’s chama essa festa de “a mais famosa orgia de vinho no mundo antigo”.
O culto de adoração do deus-sol Mitra estendeu-se à toda a Ásia. Segundo o antropólogo Gabriel Seabrook, ele era “um deus guerreiro, que lançava flechas mortíferas e doenças incuráveis em seus inimigos no campo de batalha”.
A adoração do Sol entre os astecas era especialmente sanguinária. A revista Natural History explica que “a menos que vítimas fossem sacrificadas aos deuses-sol, toda a vida — incluindo a dos deuses — pereceria”.
Ao recapitularmos as origens dessa celebração (veja quadro abaixo), talvez não lhe surpreenda que feiticeiras e adoradores de Satanás ainda reverenciem o 25 de dezembro. O San Francisco Chronicle de 21 de dezembro de 1991 cita uma feiticeira e popular escritora sobre assuntos do paganismo como tendo dito: “É um dos nossos mais estrênuos feriados. Ficamos acordados a noite inteira.” Certo membro do grupo Pacto da Deusa declarou: “Realizamos um ritual. . . . Membros do nosso clero encenam uma peça de mistério a respeito do nascimento da criança solar.”
Aceitarão Deus ou seu Filho tal honra, que reflete a adoração de deuses falsos?
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Os fatos por trás do Natal, da Páscoa e do dia das BruxasDespertai! — 1993 | 22 de novembro
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[Quadro na página 12]
Os símbolos do Natal
A árvore de Natal “tem pouquíssimo a ver com celebração cristã e muito a ver com a obstinada sobrevivência através dos milênios de rituais pagãos de luz e renascimento de inverno”. (The Boston Herald) “Árvores com adornos pendurados nelas faziam parte das festividades pagãs por séculos.” — Church Christmas Tab.
O azevinho era popular entre os celtas “para manter controlados os duendes da casa no período do solstício do inverno. . . . Podia afastar o mal, ajudar na adivinhação de sonhos, proteger a casa contra raios”. — Beautiful British Columbia.
O visco “veio dos druidas na Inglaterra, que o usavam numa estranha adoração relacionada com poderes demoníacos e ocultos”. — Church Christmas Tab.
Em 25 de dezembro “os mitraístas celebravam o nascimento de Mitra . . . Não existe absolutamente nenhum apoio bíblico para 25 de dezembro como tendo sido o dia da Natividade”. — Isaac Asimov.
Dar presentes era um dos aspectos das saturnais. “Esperava-se nessa festividade que a pessoa desse um presente a todos os seus amigos.” — Ancient Italy and Modern Religion.
A estrela “no topo da árvore era adorada no Oriente como símbolo de pureza, bondade e paz 5.000 anos antes da natividade de Cristo”. — United Church Herald.
A vela “não vem . . . do santuário cristão. Apanhamo-la de um altar muito mais antigo, o carvalho druídico”. — United Church Herald.
O Papai Noel foi roubado “da antiga mitologia alemã: ‘Tor era um homem idoso, jovial e amistoso, gorducho, com longa barba branca. Dirigia um trenó e alegadamente vivia na Escandinávia . . . Seu elemento era o fogo, sua cor, vermelha. A lareira em cada casa lhe era sagrada, e dizia-se que ele descia até ela pela chaminé”. — United Church Herald.
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