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Lança-se luz sobre a presença de CristoA Sentinela — 1993 | 1.° de maio
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Lança-se luz sobre a presença de Cristo
“Quando o Filho do homem chegar na sua glória, . . . ele separará uns dos outros.” — MATEUS 25:31, 32.
1. Que significado têm atribuído os clérigos da cristandade às palavras em Mateus 24:3?
TRÊS dias antes da morte de Jesus, quatro de seus discípulos chegaram-se a ele e lhe perguntaram com seriedade: “Dize-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda [grego: pa·rou·sí·a] e do fim do mundo?” Durante séculos, os clérigos e escritores da cristandade têm interpretado essas palavras dirigidas a Jesus, em Mateus 24:3 (Almeida, rev. e corr.), como significando que ele seria novamente visível na carne, para ser observado por toda a humanidade. Assim, eles têm ensinado que a volta de Cristo se daria com grande exibição e pompa visível. Referem-se a isto como a segunda vinda de Cristo. Mas são corretas suas suposições?
2, 3. (a) Que distinção fez o Volume 2 de Estudos das Escrituras entre as palavras “vinda” e “presença”? (b) O que passou o povo de Jeová a entender a respeito do significado da pa·rou·sí·a de Cristo?
2 Por volta de 1889, os ungidos de Jeová, quais portadores de luz do século 19, já haviam sido corrigidos na questão da volta de Cristo. No Volume 2 de Studies in the Scriptures (Estudos das Escrituras), páginas 158 a 161, Charles T. Russell, primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (EUA), escreveu: “Parousia . . . significa presença, e nunca deve ser traduzida por vinda, assim como na Bíblia comum em inglês . . . A ‘Emphatic Diaglott’, uma tradução muito valiosa do Novo Testamento, verte parousia corretamente, presença . . ., não a [idéia] de vinda, como de estar a caminho, mas a de presença, como depois da chegada . . . [Jesus] diz: ‘Como os dias de Noé, assim será a parousia [presença] do Filho do homem.’ Note que a comparação não é entre a vinda de Noé e a vinda de nosso Senhor . . . Assim, o contraste é entre o tempo da presença de Noé entre o povo ‘antes do dilúvio’ e o tempo da presença de Cristo no mundo, no seu segundo advento, ‘antes do fogo’ — a extrema dificuldade do Dia do Senhor [Jeová] com o qual esta era termina.” — Mateus 24:37.
3 Portanto, os do povo de Jeová, no século 19, entenderam corretamente que a pa·rou·sí·a de Cristo seria invisível. Também haviam chegado a entender que o fim dos Tempos dos Gentios ocorreria no outono [do hemisfério norte] de 1914. Com o progresso do esclarecimento espiritual, entenderam mais tarde que Jesus Cristo foi entronizado no céu como Rei do Reino naquele mesmo ano, 1914. — Provérbios 4:18; Daniel 7:13, 14; Lucas 21:24; Revelação (Apocalipse) 11:15.
A “presença de nosso Senhor”
4. A que se refere a “presença de nosso Senhor Jesus Cristo”?
4 Então, o que quer dizer nos nossos dias a expressão “presença de nosso Senhor Jesus Cristo”? (1 Tessalonicenses 5:23) Certa autoridade comenta que o termo “presença”, pa·rou·sí·a, “tornou-se o termo oficial para a visita duma pessoa de grande destaque, esp[ecialmente] a de reis e imperadores em visita a uma província”. Assim, esta expressão se refere à presença régia do Senhor Jesus Cristo como Rei, a partir de 1914, após a sua entronização no céu. Ele está invisivelmente presente para ‘subjugar no meio de seus inimigos’, governando ativamente como Rei para cumprir esta ordem profética. (Salmo 110:2) Já faz uns 79 anos que os humanos na Terra têm sentido os efeitos da invisível presença régia de Cristo.
5. Que acontecimentos durante a pa·rou·sí·a serão considerados nos três artigos de estudo desta revista?
5 Nesta série de três artigos, recapitularemos as notáveis evidências das realizações do Reino de Cristo durante este período. Primeiro, apresentaremos diversas profecias bíblicas que predisseram eventos que já ocorreram ou que ocorrem agora. Segundo, descreveremos a grande obra que está sendo efetuada pela classe do escravo fiel e discreto que Jesus está usando durante todo este período da sua presença régia. (Mateus 24:45-47) O terceiro artigo descreverá para nós a grandiosa terminação, o período da “grande tribulação”. Este é o tempo em que Jesus vem como Executor da parte de Jeová para destruir os humanos injustos e libertar os justos. (Mateus 24:21, 29-31) Este tempo de destruição é descrito pelo apóstolo Paulo como trazendo “a vós, os que sofreis tribulação, alívio junto conosco, por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”. — 2 Tessalonicenses 1:7, 8.
O sinal
6. Que sinal composto é descrito nos capítulos 24 e 25 de Mateus?
6 Há dezenove séculos, os discípulos de Jesus, portadores de luz, pediram-lhe um sinal, ou evidência, de sua presença futura investido no poder do Reino. Sua resposta, registrada nos capítulos 24 e 25 de Mateus, forneceu um sinal composto, cujos elementos se cumprem todos agora em escala internacional. O cumprimento deste sinal marca um tempo de aflição e de grandes provas. Jesus advertiu: “Olhai para que ninguém vos desencaminhe; pois muitos virão à base do meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’, e desencaminharão a muitos. Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim.” — Mateus 24:4-6.
7. Que particularidades do sinal já vimos cumprir-se desde 1914?
7 Jesus profetizou adicionalmente que haveria guerras em escala sem precedentes. No cumprimento, duas delas foram classificadas como guerras mundiais, uma de 1914 a 1918 e a outra de 1939 a 1945. Além disso, ele disse que haveria escassez de alimentos e terremotos num lugar após outro. Os cristãos genuínos seriam severamente perseguidos. Conforme a profecia, as Testemunhas de Jeová, os hodiernos portadores de luz, têm sofrido perseguição nas últimas oito décadas, ao passo que têm pregado as boas novas do Reino de Deus “em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. (Mateus 24:7-14) Todo Anuário das Testemunhas de Jeová aumenta a evidência de que estes aspectos do sinal estão sendo cumpridos.
8, 9. (a) O que está envolvido na presença régia de Jesus? (b) O que indica a profecia de Jesus a respeito de falsos Cristos sobre o lugar e a maneira da sua presença?
8 Visto que o reinado de Jesus abrange a Terra inteira, a adoração verdadeira expande-se em todos os continentes. Sua presença (pa·rou·sí·a) régia é uma época de inspeção global. (1 Pedro 2:12) Mas existe alguma capital, ou centro, onde se possa consultar a Jesus? Jesus respondeu a isso por predizer que, diante da expectativa da sua presença, surgiriam falsos Cristos. Ele advertiu: “Se vos disserem: ‘Eis que ele [Cristo] está no deserto!’, não saiais; ‘eis que ele está nos aposentos interiores!’, não o acrediteis. Pois, assim como o relâmpago sai das regiões orientais e brilha sobre as regiões ocidentais, assim será a presença [pa·rou·sí·a] do Filho do homem.” — Mateus 24:24, 26, 27.
9 Jesus, “o Filho do homem”, sabia melhor do que qualquer outro na Terra onde estaria quando a sua presença realmente começasse. Não estaria nem aqui nem ali, nem em qualquer lugar específico na Terra. Não apareceria num lugar isolado, “no deserto”, para que os que quisessem consultar o Messias pudessem fazê-lo longe da observação das autoridades governamentais do país, um lugar em que os seguidores pudessem treinar sob a sua liderança, preparando um golpe político e empossando-o como Governante messiânico do mundo. Tampouco se ocultaria em “aposentos interiores”, sendo sua localização conhecida apenas a uns poucos escolhidos, a fim de que ali, sem ser observado e detectado, pudesse conspirar e elaborar planos secretos com cúmplices para derrubar os governos do mundo e ser ungido como o prometido Messias. Não!
10. Como têm lampejos da verdade bíblica raiado sobre todo o globo?
10 Ao contrário, não haveria nada a esconder quanto a Jesus ter vindo como Rei, no começo da sua presença régia. Conforme Jesus predisse, lampejos da verdade bíblica continuam a raiar sobre grandes regiões em todo o globo, do Oriente ao Ocidente. Deveras, as Testemunhas de Jeová, como hodiernos portadores de luz, mostram ser a ‘luz das nações, para que a salvação [de Jeová] venha a existir até a extremidade da terra’. — Isaías 49:6.
Atividade angélica
11. (a) De que maneira são usadas hostes angélicas para lançar a luz do Reino? (b) Quando e a que grupo foram ajuntados membros da classe do trigo?
11 Outros textos relacionados com a presença de Jesus descrevem-no como acompanhado por hostes angélicas, ou como ‘enviando-as’. (Mateus 16:27; 24:31) Na ilustração do trigo e do joio, Jesus declarou que “o campo é o mundo” e que “a colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos”. Isto não significa, porém, que, durante a sua presença no poder e na glória do Reino, ele use exclusivamente mensageiros angélicos em missões terrestres. A partir de 1919, anjos sob a direção de Jesus separaram na Terra a classe do trigo, os ungidos gerados pelo espírito, que haviam sido dispersados pelos eventos da Primeira Guerra Mundial, e estes foram preparados para mais atividade em nome do Rei. (Mateus 13:38-43) Na década de 20, outros milhares de humanos tomaram sua posição a favor do estabelecido Reino de Deus e foram ungidos com o Seu espírito. Estes ungidos foram efetivamente acrescentados às fileiras do restante original. De forma coletiva, constituem a classe do escravo fiel e discreto dos nossos dias.
12. Em que purificação têm participado os anjos, e com que resultado para a Terra?
12 Outro exemplo da participação angélica durante a presença de Jesus, depois da sua entronização em 1914, está registrado em Revelação 12:7-9: “Miguel [Jesus Cristo] e os seus anjos batalhavam com o dragão, e o dragão e os seus anjos batalhavam, mas ele não prevaleceu, nem se achou mais lugar para eles no céu. Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” Assim, os céus acima já foram purificados, restando apenas o domínio terrestre do Reino a ser completamente purificado para a santificação do nome de Jeová. Neste ano de 1993, continua a aplicar-se o aviso divino: “Ai da terra . . . porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Revelação 12:12.
Ressurreição celestial
13, 14. (a) O que indicam as Escrituras que tem acontecido desde 1918? (b) O que revelam Paulo e João sobre os do restante ungido hoje em dia?
13 Outro espantoso acontecimento durante a presença de Cristo é o início da ressurreição celestial. O apóstolo Paulo indicou que aqueles cristãos ungidos há muito adormecidos em seus túmulos seriam os primeiros a serem vivificados e a viverem com Cristo Jesus no domínio espiritual. Tem-se apresentado evidência, no decorrer dos anos, que isso parece ter acontecido a partir de 1918. Paulo escreve: “Em Cristo todos serão vivificados. Mas, cada um na sua própria categoria: Cristo, as primícias, depois os que pertencem a Cristo durante a sua presença [pa·rou·sí·a].” (1 Coríntios 15:22, 23) A ressurreição dos ungidos, durante a presença de Cristo, é confirmada em 1 Tessalonicenses 4:15-17: “Nós vos dizemos pela palavra de Jeová o seguinte: que nós, os viventes, que sobrevivermos até a presença [pa·rou·sí·a] do Senhor, de modo algum precederemos os que adormeceram na morte . . . Os que estão mortos em união com Cristo se levantarão primeiro. Depois nós, os viventes, que sobrevivermos, seremos juntamente com eles arrebatados em nuvens, para encontrar o Senhor no ar.” Há 144.000 que pertencem a Cristo, na qualidade de ungidos, os quais por fim recebem esta recompensa maravilhosa. — Revelação 14:1.
14 Conforme Paulo mostra, aqueles dos do restante ungido que hoje estão vivos não entrarão no Reino à frente dos anteriores fiéis mártires e discípulos cristãos ungidos. O apóstolo João descreve do seguinte modo os ungidos que hoje morrem: “Felizes os mortos que morrem em união com o Senhor, deste tempo em diante. Sim, diz o espírito, descansem eles dos seus labores, porque as coisas que fizeram os acompanham”, isto é, na sua existência após a ressurreição. (Revelação 14:13) E Paulo diz: “Eis que eu vos digo um segredo sagrado: Nem todos adormeceremos na morte, mas todos seremos mudados, num momento, num piscar de olhos, durante a última trombeta. Pois a trombeta soará, e os mortos serão levantados incorruptíveis, e nós seremos mudados.” (1 Coríntios 15:51, 52) Que espantoso milagre!
15, 16. (a) Que ilustração apresentou Jesus em Lucas 19:11-15, e por que motivo? (b) Como se tem cumprido esta profecia?
15 Certa vez, quando Jesus pregava a um grupo de seus seguidores sobre o Reino de Deus, ele usou uma ilustração para ajudá-los a corrigir as idéias erradas que tinham. O relato reza: “Eles estavam imaginando que o reino de Deus ia apresentar-se instantaneamente. Ele disse, portanto: ‘Certo homem de nobre estirpe viajou para um país distante, para assegurar-se poder régio e voltar. Chamando dez escravos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: “Fazei negócios até eu voltar.” . . . Por fim, tendo ele voltado, depois de se assegurar o poder régio, mandou convocar esses escravos a quem dera o dinheiro de prata, a fim de averiguar o que tinham ganho com a atividade comercial.’” — Lucas 19:11-15.
16 Jesus era o “homem” que foi ao céu, o “país distante”, onde havia de receber um reino. Esse Reino ele obteve em 1914. Logo depois, Cristo, qual Rei, realizou um acerto de contas com seus seguidores professos, para averiguar o que eles fizeram com os interesses do Reino que lhes haviam sido confiados. Uns poucos fiéis foram escolhidos para receber o elogio do amo: “Muito bem, escravo bom! Porque te mostraste fiel num assunto muito pequeno, tem autoridade sobre dez cidades.” (Lucas 19:17) Este período da presença de Cristo envolvia uma contínua intensa atividade de pregação do Reino, inclusive a proclamação dos julgamentos de Deus contra os iníquos, e a supervisão desta obra estava incluída na autoridade confiada ao “escravo bom”.
Pregação mundial
17. A pa·rou·sí·a seria marcada por que alegria?
17 O que mais ocorreria durante esta pa·rou·sí·a? Seria um tempo de grande alegria na obra de pregação e em ajudar novos a preparar-se para sobreviver à vindoura grande tribulação. Estes da “grande multidão”, que ajudam o restante, tornam-se “cartas de recomendação”. (Revelação 7:9; 2 Coríntios 3:1-3) Paulo menciona a alegria resultante desta colheita, dizendo: “Qual é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa de exultação — ora, não sois de fato vós? — perante o nosso Senhor Jesus, na sua presença [pa·rou·sí·a]?” — 1 Tessalonicenses 2:19.
Mantenha-se limpo e inculpe
18. (a) Que oração de Paulo refere-se à pa·rou·sí·a? (b) Que espírito temos de demonstrar todos nós durante este tempo, e de que modos?
18 Paulo também orou pela santificação dos que vivessem neste período da presença de Cristo: “O próprio Deus de paz vos santifique completamente. Que em todo respeito sejam preservados sãos o espírito, e a alma, e o corpo de vós irmãos, dum modo inculpe, na presença [pa·rou·sí·a] de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses 5:23) Sim, hoje, quer façamos parte do restante ungido, quer do grande número das outras ovelhas, o espírito de cooperação nos une lealmente para podermos continuar a ser puros e inculpes neste período sem precedentes. Similarmente, precisamos exercer paciência. Tiago escreveu: “Portanto, exercei paciência, irmãos, até a presença [pa·rou·sí·a] do Senhor. . . . Firmai os vossos corações, porque se tem aproximado a presença [pa·rou·sí·a] do Senhor.” — Tiago 5:7, 8.
19. Que aviso deu Pedro a respeito da pa·rou·sí·a, e como devemos acatá-lo?
19 O apóstolo Pedro também tinha algo a dizer a nós, que vivemos no atual período. Ele nos advertiu contra ridicularizadores, dos quais há muitos em todas as partes da Terra. Pedro diz: “Sabeis primeiramente isto, que nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença [pa·rou·sí·a] dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.’” (2 Pedro 3:3, 4) Apesar do predomínio dos ridicularizadores durante a presença de Cristo, o povo de Jeová continua a brilhar como a luz do mundo, para a salvação de muitos.
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Atividades ampliadas durante a presença de CristoA Sentinela — 1993 | 1.° de maio
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Atividades ampliadas durante a presença de Cristo
“O rei dirá então aos à sua direita: ‘Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.’” — MATEUS 25:34.
1. De que modo tem sido a pa·rou·sí·a de Cristo assim como os “dias de Noé”?
A PRESENÇA de Cristo — o evento há muito aguardado! A época similar aos “dias de Noé”, de que Jesus falou relacionado com a “terminação do sistema de coisas”, chegou no ano de 1914. (Mateus 24:3, 37) Mas o que significaria a presença, ou pa·rou·sí·a, de Cristo para os do restante ungido do “escravo fiel e discreto”? (Mateus 24:45) Ora, significaria que eles teriam de tornar-se cada vez mais ativos como portadores de luz! Coisas maravilhosas haviam de ocorrer! Estava prestes a começar uma obra de ajuntamento sem precedentes.
2. Que purificação tem ocorrido em cumprimento de Malaquias 3:1-5?
2 Primeiro, porém, esses cristãos ungidos precisavam ser purificados. Conforme predito em Malaquias 3:1-5, Jeová Deus e seu “mensageiro do pacto”, Jesus Cristo, vieram inspecionar o templo espiritual na primavera [do hemisfério norte] de 1918. O julgamento havia de principiar com “a casa de Deus”. (1 Pedro 4:17) Malaquias 3:3 predissera: “[Jeová] terá de assentar-se como refinador e purificador de prata e terá de purificar os filhos de Levi; e terá de depurá-los como o ouro e como a prata.” Era um período de refinamento e purificação.
3. Por que era essencial que houvesse uma purificação espiritual?
3 Por passarem por este julgamento, que culminou em 1918, os do restante da classe do escravo foram purificados dos aviltamentos do mundo e da religião. Por que os purificou Jeová? Porque envolvia Seu templo espiritual. Este é o arranjo semelhante a um templo para se adorar a Jeová à base do sacrifício propiciatório de Jesus Cristo. Jeová queria que seu templo estivesse numa condição limpa para que, ao se introduzir nele grande número de adoradores com esperança terrestre, estes encontrassem um lugar em que Sua soberania universal é respeitada, onde Seu nome divino é santificado e onde Suas justas leis são obedecidas. Assim eles estimariam a Jeová e participariam em divulgar os Seus grandiosos propósitos.
Privilégios adicionais
4, 5. (a) De que modo constitui uma pergunta feita por Jesus Cristo um desafio para cada um dos da classe do escravo hoje em dia? (b) De que maneira devem ser entendidas as expressões “escravo fiel e discreto” e “seus domésticos”? (c) Que comissão deu Jesus ao escravo?
4 Em 1919, a purificada classe do escravo podia esperar atividades sempre maiores. Lá em 1914, Jesus Cristo, seu Amo, obtivera um Reino celestial. Ao retornar aos da sua casa, para inspecionar todos os seus “domésticos”, ele estava investido de dignidade régia que não tivera quando estava aqui na Terra. O que encontrou? Estava a classe do escravo atarefada em cuidar dos interesses do Amo? Conforme registrado em Mateus 24:45-47, Jesus fez uma pergunta que desafiava cada discípulo ungido a examinar sua devoção pessoal ao Messias de Jeová: “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens.”
5 Obviamente, a descrição que Jesus fez deste escravo fiel não se ajusta a nenhum único ser humano. Não, mas descreve realmente a congregação fiel e ungida de Cristo como um todo, como grupo. Os domésticos são os seguidores de Cristo em sentido individual. Jesus sabia que iria comprar esses ungidos com seu próprio sangue, de modo que se referia a eles apropriadamente como seu escravo em sentido coletivo. Primeira aos Coríntios 7:23 diz a respeito deles: “Vós fostes comprados por um preço; parai de vos tornardes escravos de homens.” Jesus comissionou os da Sua classe do escravo para que deixassem brilhar a luz, a fim de atrair e fazer mais discípulos, e alimentar progressivamente Seus domésticos por dar-lhes o alimento espiritual no tempo apropriado.
6. Como foi o escravo recompensado em resultado da inspeção de Jesus?
6 Desde o início da presença de Cristo até 1918, a classe do escravo, apesar de impopularidade, perseguição e até um pouco de confusão, havia procurado fornecer alimento oportuno aos domésticos. Foi isso o que o Amo encontrou quando começou sua inspeção. O Senhor Jesus se agradou disso, e em 1919 pronunciou feliz essa aprovada classe do escravo fiel. Qual foi a deleitosa recompensa do escravo por ter feito o que o Amo lhe designara fazer? Uma promoção! Sim, receberam responsabilidades maiores em promover os interesses do Amo. Visto que o Amo era então um Rei celestial, seus bens terrestres tornaram-se ainda mais preciosos.
7, 8. (a) O que são ‘todos os bens’ do Amo? (b) O que se requeria do escravo ao assumir a supervisão desses bens?
7 Portanto, o que são “todos os seus bens”? São obviamente todos os valores espirituais na Terra, que se tornaram propriedade de Cristo com relação à sua autoridade qual Rei celestial. Isto inclui definitivamente a comissão de fazer discípulos de Cristo, com o grandioso privilégio de atuarem como representantes do estabelecido Reino de Deus junto a todas as nações do mundo.
8 Essa promoção para assumir a supervisão de todos os bens do Amo requeria que a classe do escravo dedicasse mais tempo e atenção à realização da obra do Reino, e, sim, que providenciasse instalações maiores para essa obra. Havia agora um campo muito maior de trabalho — a inteira Terra habitada.
Ajuntamento das ovelhas
9. Qual foi o resultado da ampliação das atividades do escravo?
9 Obedientemente, pois, a classe do escravo fiel e discreto de Cristo expandiu suas atividades. Com que resultado? Foram ajuntados os últimos dos 144.000 ungidos. A visão de João, registrada em Revelação (Apocalipse) 7:9-17, tornou-se então uma emocionante e acalentadora realidade. Especialmente desde 1935, a classe do escravo tem-se deleitado em presenciar o constante desenrolar do cumprimento desta visão. De todas as partes da Terra, “uma grande multidão” de milhões de pessoas enche agora os recintos do templo espiritual de Jeová como adoradores seus. O anjo de Jeová disse a João que nenhum homem podia contar esta grande multidão. Isto significa que não há limite estabelecido para o número de pessoas que a classe do escravo deve trazer ao templo espiritual de Jeová. Enquanto estiver aberto o caminho, a obra de ajuntá-los prosseguirá.
10. A que atividade amorosa se dedica hoje o escravo?
10 A fiel classe do escravo tem a pesada responsabilidade de cuidar do sempre crescente número das “outras ovelhas”, ciente de que tais pessoas comparáveis a ovelhas, dentre todas as nações, são muito preciosas para o Amo, Jesus. São realmente Seu rebanho. (João 10:16; Atos 20:28; 1 Pedro 5:2-4) Assim, por amor ao Amo e às ovelhas, a classe do escravo supre alegremente as necessidades espirituais da grande multidão.
11-13. Que comentário apropriado fez o então presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA) a respeito da atividade do escravo?
11 Sim, a maior parte da comissão do escravo, de ser portador de luz, envolve o ajuntamento desse súditos terrestres do Reino de Deus. Falando sobre as sempre crescentes atividades do escravo fiel, F. W. Franz, então presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA), disse pouco antes de falecer em dezembro de 1992:
12 “Jesus Cristo tem usado a organização de forma cada vez mais maravilhosa, segundo minha experiência de 99 anos de vida. Não é um simples homem que está dirigindo a organização, mas tem de ser o Senhor Jesus Cristo. Pois o resultado tem sido muito mais grandioso e maravilhoso do que jamais imagináramos. Hoje em dia temos uma organização que se expandiu no mundo inteiro. Trabalha no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul, no Leste e no Oeste. Só uma pessoa pode ser responsável por essa notável expansão — o Filho de Deus, que dirige a classe do escravo fiel e discreto. Ele tem estado à altura das suas responsabilidades, e esse é o motivo da grandiosa expansão que temos presenciado.
13 “A coisa não depende de um só homem. Temos uma organização que é teocrática, e ela opera de forma teocrática, num estilo dirigido por Deus. Nenhum homem, nem mesmo o fundador da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, pode reivindicar ou receber o mérito pelo que tem sido realizado em escala global. É simplesmente maravilhoso.” Não concordam de todo o coração com esses sentimentos do falecido irmão Franz todos os que são da grande multidão? Certamente que sim, pois são muitíssimo gratos pelas atividades ampliadas do escravo fiel.
Súditos do Reino
14, 15. (a) O que ilustrou Jesus na parábola dos talentos (Mateus 25:14-30)? (b) Apropriadamente, o que segue no capítulo 25 de Mateus?
14 Em Mateus, capítulo 25, a ilustração de Jesus a respeito das ovelhas e dos cabritos descreve esta grande obra de ajuntamento dos súditos terrestres do Reino de Deus. Na parábola que a precede, a dos talentos, Jesus ilustrou que os discípulos ungidos que esperam reinar com ele no Seu Reino celestial precisam fazer empenho para aumentar os bens terrestres dele. Portanto, é bem apropriado que, na parábola seguinte, Jesus retrate o que se exige daqueles que desejam tornar-se súditos do seu Reino celestial.
15 Note suas observações em Mateus 25:31-33: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.”
16. Como são ajuntadas as nações e separadas as pessoas?
16 Jesus chegou na sua glória em 1914. Tomando a ofensiva, ele, com todos os seus anjos, atacou e expulsou do céu os seus inimigos demoníacos. O que segue na sua parábola ajuda-nos a reconhecer que sentar-se Jesus num trono glorioso representa uma posição de julgamento durante a sua presença. O ajuntamento de todas as nações diante dele significa que Jesus age para com as nações como se fossem seu rebanho prospectivo, em sentido figurado. Trata-se dum rebanho constituído por ovelhas e por cabritos. Embora talvez levasse parte de um dia para separar as ovelhas dos cabritos num rebanho literal, a separação global de pessoas dotadas de livre-arbítrio leva muito mais tempo. Isto se dá porque a separação é feita à base do proceder de cada uma delas.
17. Por que é séria a situação hoje para todas as pessoas?
17 Na parábola, o Rei-Pastor coloca as pessoas comparáveis a ovelhas à sua direita e as comparáveis a cabritos à sua esquerda. O lado direito revela ser um julgamento com resultado favorável — vida eterna. O lado esquerdo, um julgamento desfavorável — a destruição eterna. A maneira de o Rei decidir o assunto traz sérias conseqüências.
18. Por que não serve a invisibilidade do Rei como desculpa para ninguém?
18 A invisibilidade do reinante Filho do homem durante sua presença, ou pa·rou·sí·a, não serve de desculpa para ninguém. Cada vez mais pessoas comparáveis a ovelhas se juntam hoje aos da classe do escravo na pregação das boas novas do Reino de Deus no mundo inteiro, deixando brilhar sua luz. Realmente, seu testemunho tem atingido as partes mais distantes do globo. — Mateus 24:14.
19. Que qualidades da classe das ovelhas são ilustradas na parábola das ovelhas e dos cabritos?
19 Por que recompensa o Pastor-Rei os da classe das ovelhas com um futuro bendito? Porque dão apoio de todo o coração à obra da pregação do Reino e por causa da bondade que mostram para com os Seus irmãos ungidos, algo que Jesus considera como feito a ele próprio. Por isso, o régio Filho do homem lhes diz: “Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.” — Mateus 25:34; 28:19, 20.
Ajuda prestada ao Rei
20, 21. Que evidência fornecem as ovelhas de que estão do lado do Reino?
20 Note que, quando o Rei convida estas ovelhas a herdarem o domínio terrestre do Reino de Deus, elas expressam surpresa. Perguntam-lhe: ‘Senhor, quando é que fizemos todas essas coisas para ti?’ Ele responde: “Deveras, eu vos digo: Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:40) Quando apareceu a Maria Madalena no dia de sua ressurreição, Jesus falou de seus irmãos espirituais quando disse a ela: “Vai aos meus irmãos.” (João 20:17) Durante o período de sua presença invisível, Jesus tem apenas um pequeno restante dos seus 144.000 irmãos espirituais ainda na carne aqui na Terra.
21 Visto que Jesus está invisível nos céus, é apenas indiretamente que pessoas comparáveis a ovelhas fazem essas coisas amorosas para ele. Elas o vêem no trono apenas com os olhos da fé. Jesus aprecia todos os esforços que fazem para auxiliar Seus irmãos espirituais, que se tornarão Seus co-herdeiros celestiais. Considera o que é feito aos irmãos dele como feito a ele próprio. Os comparáveis a ovelhas fazem deliberadamente o bem aos irmãos de Cristo por reconhecê-los como tais. Reconhecem que os irmãos espirituais de Jesus são embaixadores do Reino de Jeová, e desejam fornecer evidência concreta de que estão tomando posição junto com eles ao lado desse Reino.
22. Como é recompensada a classe das ovelhas? (Veja Revelação 7:14-17.)
22 Jeová previu que esta classe de pessoas comparáveis a ovelhas surgiria neste período da presença de Seu Filho, e tem em reserva uma maravilhosa recompensa para elas! A grande multidão herdará as bênçãos de paz aqui na Terra durante o feliz Reinado milenar do Rei de Jeová, Jesus Cristo.
23. De que maneiras ajudam as ovelhas deliberadamente os irmãos do Rei?
23 Quando tomamos em consideração profecias bíblicas que se aplicam ao período da presença de Cristo, relacionando-as com a parábola de Jesus sobre as ovelhas e os cabritos, o que notamos? O seguinte: Não é por alguém sem o saber e por acaso fazer o bem a um dos irmãos espirituais do Rei que ele se torna ovelha com uma posição justa perante Deus e seu Rei. Os da classe das ovelhas sabem o que estão fazendo, muito embora não vejam o Rei reinante com os olhos literais. Esforçam-se a ajudar os irmãos do Rei não só em sentido material, mas também em sentido espiritual. Como? Por ajudá-los na pregação das boas novas do Reino de Deus e em dirigir estudos bíblicos que resultam em discípulos para Cristo. Assim há hoje mais de quatro milhões de proclamadores, portadores de luz, do Reino de Deus.
Atividades ampliadas
24. Que trabalhos amorosos fizeram dos da classe do escravo o povo mais feliz hoje na Terra?
24 Enumeremos algumas das muitas obras excelentes da classe do escravo fiel. Primeiro, a classe do escravo foi designada sobre todos os bens do Amo — os interesses de Seu Reino na Terra — e esses bens continuam a aumentar. Segundo, esta classe está fornecendo alimento espiritual não só aos domésticos ungidos, mas também a uma sempre crescente grande multidão de outras ovelhas. Terceiro, a classe do escravo está tomando a dianteira em propagar a luz do Reino. Quarto, a maior expansão das suas atividades se relaciona com o ajuntamento da grande multidão de outras ovelhas, trazendo-as ao templo espiritual de Jeová. Quinto, a classe do escravo, apoiada de todo o coração pelos que são comparáveis a ovelhas, está providenciando instalações ampliadas para organizações de filial em todo o globo, bem como na sede nos Estados Unidos. Esses trabalhos amorosos fazem com que os da classe do escravo sejam o povo mais feliz hoje na Terra, e tornam também milhões de outros felizes. Todos estes agradecem a Jeová Deus e a Jesus Cristo, que têm dirigido as atividades ampliadas do escravo discreto!
25. Como podem as ovelhas continuar a apoiar a classe do escravo, e com que perspectiva?
25 Atualmente, a classe do escravo trabalha mais arduamente do que nunca em suas incumbências designadas por Deus. O tempo que resta antes do irrompimento da “grande tribulação” quase já se esgotou! (Mateus 24:21) Quão vital é que os que fazem parte das ovelhas de Deus permaneçam ao lado direito do favor de Seu Rei-Pastor! Portanto, que todos nós continuemos zelosamente a apoiar o escravo fiel e discreto. É só por fazer isso que um dia, muito em breve, todas as pessoas comparáveis a ovelhas poderão ouvir as alegres palavras: “Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.”
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Livramento por ocasião da revelação de Jesus CristoA Sentinela — 1993 | 1.° de maio
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Livramento por ocasião da revelação de Jesus Cristo
“Prossegui em alegrar-vos . . . para que vos alegreis e estejais também cheios de alegria durante a revelação de sua glória.” — 1 PEDRO 4:13.
1. Como tem Jeová enriquecido seus servos?
JEOVÁ tem enriquecido suas Testemunhas com muitas dádivas. Como nosso Grandioso Instrutor, ele nos tem esclarecido com uma plenitude de conhecimento sobre sua vontade e propósito. Mediante seu espírito santo, ele tem cultivado em nós a habilidade de irradiar luz com destemor. O inspirado apóstolo Paulo nos diz em 1 Coríntios 1:6, 7: “O testemunho a respeito do Cristo foi feito firme entre vós, de modo que não deixastes de atingir nenhum dom, enquanto estais esperando ardentemente a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo.”
2. Que perspectiva alegre nos dá “a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo”?
2 “A revelação de nosso Senhor Jesus” — o que significa isso? Refere-se ao tempo em que Jesus é revelado como Rei glorioso, passando a agir para recompensar seus seguidores fiéis e para executar vingança nos ímpios. Como indica 1 Pedro 4:13, será um tempo para os íntegros cristãos ungidos e seus leais companheiros da grande multidão ‘se alegrarem e estarem cheios de alegria’, pois marca o fim do sistema de coisas de Satanás.
3. Como temos de nos manter firmes, assim como nossos irmãos em Tessalônica?
3 À medida que esse tempo se aproxima, Satanás, em sua ira, aumenta a pressão sobre nós. Igual a um leão que ruge, ele procura devorar-nos. Temos de manter-nos firmes! (1 Pedro 5:8-10) Nossos irmãos na antiga Tessalônica, quando novos na verdade, sofreram tribulações similares às sofridas por muitas Testemunhas de Jeová hoje. Por isso, as palavras do apóstolo Paulo dirigidas a eles são muito significativas para nós. Ele escreveu: “É justo da parte de Deus pagar de volta tribulação aos que vos causam tribulação, mas, a vós, os que sofreis tribulação, alívio junto conosco, por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus.” (2 Tessalonicenses 1:6-8) Sim, o alívio virá!
4. Por que merecem os clérigos o julgamento que será executado na revelação de Jesus?
4 Nos dias de Paulo, grande parte da tribulação era causada pelos líderes religiosos judeus. Similarmente hoje, a oposição movida às Testemunhas de Jeová, amantes da paz, muitas vezes é instigada por aqueles que afirmam representar a Deus, em especial os clérigos da cristandade. Estes alegam conhecer a Deus, mas rejeitam o “um só Jeová” da Bíblia, substituindo-o por uma mística Trindade. (Marcos 12:29) Não obedecem às boas novas sobre nosso Senhor Jesus, pois buscam alívio por meio de governos humanos e rejeitam as boas novas do entrante Reino de justiça de Cristo. Todos esses opositores religiosos têm de perecer por ocasião da “revelação do Senhor Jesus desde o céu”!
A “vinda” de Jesus Cristo
5. Como se retrata vividamente em Mateus 24:29, 30 a revelação de Jesus?
5 Esta revelação é vividamente retratada por Jesus em Mateus 24:29, 30. Descrevendo as diversas particularidades do sinal da sua presença e da terminação do sistema de coisas, ele diz: “O sol ficará escurecido, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados.” Naquela ocasião “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem”. As nações da Terra “se baterão então em lamento, e verão o Filho do homem [o Rei messiânico de Deus] vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória”. Esta “vinda”, em grego er·khó·me·non, refere-se ao aparecimento de Jesus como Vindicador de Jeová.
6, 7. Em que sentido “todo olho o verá”, e quem está incluído nisso?
6 Esta “vinda” é também descrita pelo apóstolo João em Revelação (Apocalipse) 1:7, onde ele diz: “Eis que ele vem com as nuvens.” Acontece que esses inimigos na realidade não verão Jesus com os olhos literais, porque “as nuvens” significam que ele virá invisivelmente para executar julgamento. Se meros humanos fossem enxergar a olho nu a Sua glória celestial, ficariam cegos, assim como Saulo ficou cego, na estrada de Damasco, quando o glorificado Jesus lhe apareceu num grande fulgor de luz. — Atos 9:3-8; 22:6-11.
7 O relato de Revelação declara que “todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra baterão em si mesmas de pesar por causa dele”. Isto significa que, na destruição que fará cair sobre eles, os opositores na Terra discernirão que Jesus veio com poder e grande glória como Executor da parte de Jeová. Por que são esses inimigos descritos como “aqueles que o traspassaram”? É porque a sua atitude rancorosa para com os servos atuais de Jeová é igual à dos perseguidores de Jesus. Deveras, eles ‘baterão em si mesmos de pesar por causa dele’.
8. Que aviso dão tanto Jesus como Paulo a respeito duma repentina destruição?
8 Como virá esse dia de vingança de Jeová? Na profecia de Lucas, capítulo 21, Jesus descreve os eventos catastróficos que têm servido de sinal da sua presença desde 1914. Daí, nos versículos 34 e 35 de Lu 21, Jesus adverte: “Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra.” Sim, aquele dia de vingança de Jeová vem de repente, instantaneamente! O apóstolo Paulo confirma isso em 1 Tessalonicenses 5:2, 3, dizendo: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição.” Mesmo já agora, as nações estão falando de paz e segurança, e propõem fortalecer as Nações Unidas para que fiscalizem regiões conturbadas, por meio de forças militares.
9. Para quem ‘brilha a luz’, e por quê?
9 Nos versículos 4 e 5 de 1Te 5, o apóstolo prossegue, dizendo-nos: “Mas vós, irmãos, não estais em escuridão, de modo que aquele dia vos sobrevenha assim como a ladrões, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não pertencemos nem à noite nem à escuridão.” Nós nos alegramos de ser filhos da luz — portadores de luz para outros que anseiam a verdadeira paz e segurança no novo mundo de Deus. Lemos no Salmo 97:10, 11: “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais; livra-os da mão dos iníquos. A própria luz brilhou para o justo e a alegria, até mesmo para os retos no coração.”
A seqüência dos eventos
10. Que aviso antecipado devemos acatar a respeito do dia de prestação de contas de Deus? (Revelação 16:15)
10 Qual será a seqüência dos eventos quando a grande tribulação irromper? Voltemos nossa atenção para Revelação, capítulo 16. Note, conforme descrito nos Rev. 16 versículos 13 a 16, que espíritos impuros, demoníacos, reúnem as nações da Terra inteira para o Har-Magedon, a guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso. Enfatiza-se novamente a aproximação furtiva do dia da prestação de contas, e nós somos advertidos a permanecer despertos — a conservar as roupas espirituais que nos identificam para a salvação. É chegado o tempo para o julgamento dos povos da Terra, as nações, e — de alguém mais. Quem será?
11. A mulher de Revelação 17:5 identificou a si mesma como sendo o quê?
11 Trata-se da mulher figurativa que realmente tem tentado fazer de si alguém importante. Ela é descrita em Revelação 17:5 como “um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra’”. Mas ela já não é um mistério para as Testemunhas de Jeová. Ela se identificou claramente como o império mundial da religião falsa, do qual as seitas da cristandade constituem a parte dominante. É repugnante aos olhos de Jeová sua interferência em assuntos políticos, estar ela “embriagada com o sangue dos santos” por perseguir cristãos verdadeiros e ser ela responsável pelo sangue “de todos os que foram mortos na terra”, inclusive mais de cem milhões de pessoas que morreram nas guerras só neste século 20. — Revelação 17:2, 6; 18:24.
12. Por que estão condenadas as seitas da cristandade?
12 O pior de tudo é que as seitas da cristandade lançaram vitupério sobre o nome de Deus, a quem hipocritamente dizem representar. Têm ensinado filosofias babilônicas e gregas em lugar da pura Palavra de Deus, e têm contribuído para a delinqüência moral de nações inteiras por aprovar estilos de vida permissivos que desprezam os princípios bíblicos. Pessoas gananciosas e astutas no meio delas são condenadas pelas palavras de Tiago 5:1, 5: “Vinde agora, vós ricos, chorai, uivando por causa das misérias que vos hão de sobrevir. Vivestes em luxo na terra e vos entregastes ao prazer sensual. Engordastes os vossos corações no dia da matança.”
Abaixo Babilônia, a Grande!
13. Qual será a ‘rajada inicial’ da grande tribulação, e que urgência é salientada em Revelação 18:4, 5?
13 A ‘rajada inicial’ da grande tribulação será a execução do julgamento de Jeová contra Babilônia, a Grande. Revelação 17:15-18, descreve vividamente o “pensamento” de Deus — manobrar os “dez chifres”, poderosas forças dentro da “fera” multinacional, a ONU, para acabar com ela. “E os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo. Porque Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dele.” Não é de admirar que uma voz celestial soe um urgente aviso em Revelação 18:4, 5: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” Este aviso continua sendo dado: corte todos os vínculos com a religião falsa antes que seja tarde demais!
14. Quem lamentará a devastação de Babilônia, a Grande, e por quê?
14 Como considerará o mundo a devastação de Babilônia, a Grande? À distância, políticos corruptos — “reis da terra” — chorarão por ela, pois derivaram durante séculos prazer mútuo de sua fornicação espiritual. Quem também pranteia e lamenta por ela são os homens gananciosos do comércio, “comerciantes viajantes . . ., que se tornaram ricos por meio dela”. Estes também se distanciam dela, dizendo: “Ai, ai — a grande cidade, trajada de linho fino, e de púrpura, e de escarlate, e ricamente adornada de enfeite de ouro, e pedra preciosa, e pérola, porque tais grandes riquezas foram devastadas numa só hora!” Todos os atavios das vestes eclesiásticas e a magnificência das grandes catedrais do mundo terão desaparecido para sempre! (Revelação 18:9-17) Mas será que todos prantearão Babilônia, a Grande?
15, 16. Que motivo para regozijo terá o povo de Deus?
15 Revelação 18:20, 21, responde: “Alegra-te por causa dela, ó céu, e também vós, santos, e vós, apóstolos, e vós, profetas, porque por vós Deus exigiu dela judicialmente a punição!” Igual a uma grande mó lançada no mar, “com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, [terá sido] lançada para baixo, e ela nunca mais será achada”.
16 Quanto motivo de regozijo! Revelação 19:1-8 confirma isso. No céu soa quatro vezes o brado: “Louvai a Jah!” As primeiras três dessas Aleluias louvam a Jeová por ele ter executado julgamento justo na infame meretriz, Babilônia, a Grande. O império mundial da religião falsa não mais existe! Uma voz sai do trono de Deus, dizendo: “Dai louvores ao nosso Deus, todos vós os seus escravos, os que o temeis, os pequenos e os grandes.” Que privilégio será participarmos em entoar esse cântico!
O casamento do Cordeiro
17. Na comparação entre Revelação 11:17; e Re 19:6, em que dois contextos começa Jeová a reinar?
17 A quarta Aleluia introduz outro tema: “Louvai a Jah, porque Jeová, nosso Deus, o Todo-poderoso, tem começado a reinar.” Mas não houve um refrão similar em Revelação 11:17? Lemos ali: “Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, . . . porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.” Houve, sim. No entanto, o contexto de Revelação 11:17 refere-se ao estabelecimento do Reino messiânico por Jeová, em 1914, para “pastorear todas as nações com vara de ferro”. (Revelação 12:5) Revelação 19:6 está no contexto da destruição de Babilônia, a Grande. Com a remoção da religião comparável a uma meretriz, a Divindade de Jeová estará vindicada. A adoração dele qual Supremo Soberano e Rei prevalecerá então por toda a eternidade!
18. A remoção de Babilônia, a Grande, abre o caminho para que anúncio exultante?
18 Assim, pode-se fazer o exultante anúncio: “Alegremo-nos e estejamos cheios de alegria, e demos [a Jah] a glória, porque chegou o casamento do Cordeiro e a sua esposa já se preparou. Sim, foi-lhe concedido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro, pois o linho fino representa os atos justos dos santos.” (Revelação 19:7, 8) Não se declara exatamente quando os ungidos ainda na Terra terão a ressurreição celestial. Mas somos assegurados neste contexto de que sua participação no casamento do Cordeiro, Cristo Jesus, será uma ocasião alegre, e tanto mais porque terão presenciado a humilhação da infame meretriz, Babilônia, a Grande.
Destruído o mundo de Satanás
19. Que outro acontecimento é descrito em Revelação 19:11-21?
19 O cavalo branco, mencionado primeiro em Revelação 6:2, é visto agora novamente. Lemos em Revelação 19:11: “O sentado [no cavalo branco] chama-se Fiel e Verdadeiro, e ele julga e guerreia em justiça.” Assim, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” cavalga para golpear as nações e para pisar o lagar “da ira do furor de Deus, o Todo-poderoso”. É em vão que “os reis da terra, e os seus exércitos”, se ajuntam para travar a guerra do Har-Magedon. O Cavaleiro do cavalo branco completa sua vitória. Não sobra nada da organização terrestre de Satanás. — Revelação 19:12-21.
20. O que sobrevém ao próprio Diabo?
20 Mas que dizer do próprio Diabo? Em Revelação 20:1-6, Cristo Jesus é descrito como ‘anjo que desce do céu com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão’. Ele captura o dragão, a Serpente original, que é o Diabo e Satanás, amarra-o, lança-o no abismo, que é em seguida fechado e selado. Com Satanás fora do caminho e incapaz de desencaminhar as nações, tem início o glorioso Reinado milenar do Cordeiro e da sua noiva. Não mais haverá lágrimas de pesar! Não mais haverá a morte adâmica! Não mais haverá pranto, nem clamor, nem dor! “As coisas anteriores já passaram.” — Revelação 21:4.
21. Enquanto esperamos ansiosamente a revelação de Jesus Cristo, qual deve ser nossa determinação?
21 Enquanto ansiosamente esperamos a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, mostremos zelo em falar a outros sobre as amorosas promessas de Deus a respeito do Reino. A libertação é iminente! Avancemos, avancemos sempre, como filhos esclarecidos do Soberano Senhor Jeová!
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