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  • O problema dos sem-teto — uma questão mundial
    Despertai! — 2005 | 8 de dezembro
    • O problema dos sem-teto — uma questão mundial

      DO REDATOR DE DESPERTAI! NA POLÔNIA

      “BÊBADO imundo e fedorento — sem posses, sem identidade, sem nada!” Esse estereótipo é assustador, mas, de acordo com os voluntários que trabalham pela causa dos sem-teto em Czestochowa, Polônia, é exatamente assim que as pessoas em geral encaram quem não têm onde morar.

      Segundo uma reportagem feita pela revista The Economist há alguns anos, muitos dos milhares de meninos de rua da cidade de Ulaanbaatar, na Mongólia, moravam embaixo das ruas, em galerias fedorentas que levavam a canos de esgoto ou ao sistema de aquecimento da cidade. Embora ficassem chocados ao saber disso, muitos mongóis concluíram que as crianças ficaram nessa situação “porque as pessoas são muito preguiçosas para cuidar de seus filhos”, relatou a revista.

      No outro lado do mundo, meninos de rua são chacinados por esquadrões da morte que se autodenominam vigilantes. Por quê? Uma publicação das Nações Unidas explicou: “Na América Latina, muitas pessoas do poder judiciário, da polícia, da mídia, do mundo empresarial e da sociedade em geral acreditam que os meninos de rua são uma ameaça moral à civilização.” A  mesma fonte observou: “Relata-se que, em média, três meninos de rua são mortos por dia no Estado do Rio de Janeiro.”

      Os sem-teto “provocam em nós medo e desconforto . . . , mas eles são humanos que sentem as dores da fome como nós. São muitos e têm uma necessidade real”. Isso é o que diz uma página na internet criada por voluntários que trabalham pela causa dos sem-teto em Czestochowa. A mesma página diz ainda: “Esperamos que . . . existam pessoas que reajam a essa grande necessidade.” Que necessidade é essa e qual a sua dimensão?

      [Foto na página 2]

      Um grupo de crianças sem-teto mora dentro deste bueiro

      [Crédito]

      Jacob Ehrbahn/Morgenavisen Jyllands-Posten

  • O que está por trás do problema dos sem-teto?
    Despertai! — 2005 | 8 de dezembro
    • O que está por trás do problema dos sem-teto?

      “NO MUNDO todo existem mais de 100 milhões de pessoas sem-teto”, relatam as Nações Unidas. Se esse número estiver certo, então aproximadamente 1 em cada 60 pessoas não tem um lugar adequado para morar! Ainda assim, é difícil descobrir exatamente qual a real dimensão do problema. Por quê?

      Definições para a condição de sem-teto variam de um lugar para outro. Os métodos e os objetivos dos que estudam o problema influenciam no modo como ele é definido. A definição que usam, por sua vez, afeta as estatísticas que publicam. Por isso é difícil, se não impossível, formar um quadro geral exato do problema.

      O livro Strategies to Combat Homelessness (Estratégias para Combater o Problema dos Sem-Teto), publicado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, define a condição de sem-teto como o estado de “não ter um nível aceitável de moradia, o que inclui todas as situações que estão abaixo do que se pode considerar adequado” para a sociedade na qual os sem-teto vivem. Alguns talvez morem nas ruas ou em construções abandonadas, ao passo que outros talvez encontrem abrigo em albergues. Ainda há outros que moram temporariamente com amigos. Em qualquer caso, o mesmo estudo diz: “Classificar alguém como sem-teto indica uma condição em que ‘algo precisa ser feito’ pela vítima dessa circunstância.”

      Estima-se que na Polônia, um país com uma população de cerca de 40 milhões de pessoas, haja por volta de 300 mil sem-teto. Ninguém sabe exatamente quantos são, visto que eles não estão registrados em um local fixo e se mudam constantemente. Alguns acreditam que o número real seja quase meio milhão!

      Visto que a condição de sem-teto é tão comum, talvez afete alguém que você conhece. A situação difícil dos sem-teto faz surgir uma série de perguntas. Como essas pessoas ficaram sem moradia adequada? Como sobrevivem? Quem as ajuda? O que o futuro reserva para os sem-teto?

      Círculo vicioso

      Sabrinaa cria seus filhos sozinha em uma região pobre no Harlem, um bairro de Nova York. Ela parou de estudar depois do segundo ano do ensino médio. Sabrina mora com os três filhos pequenos — todos meninos, de 10 meses, 3 anos e 10 anos — em um apartamento de um quarto num abrigo municipal para pessoas que estão há muito tempo sem-teto. A cidade oferece essa alternativa para pessoas que não têm outro lugar seguro para morar.

      Faz dez anos que Sabrina saiu do apartamento de sua mãe. Desde então ela já morou com o namorado, ficou na casa de amigos e parentes e recorreu a abrigos municipais quando as coisas ficaram difíceis. Ela diz: “Trabalho de vez em quando para ganhar dinheiro, geralmente fazendo tranças no cabelo das pessoas. Mas a maior parte do tempo dependo da ajuda do governo.”

      É irônico que os problemas de Sabrina, conforme relatado na revista Parents, começaram quando ela conseguiu um bom emprego como camareira num hotel. Enquanto trabalhava ali, ela ganhava demais para se qualificar como beneficiária da ajuda do governo, mas não o suficiente para cobrir suas despesas, que incluíam moradia, alimentação, roupa, transporte e cuidado com as crianças. Por isso, ficou difícil pagar o aluguel e o dono do lugar onde ela morava tentou despejá-la. Por fim, Sabrina deixou o emprego e recorreu a um abrigo temporário até que surgisse uma vaga onde ela está atualmente.

      “Tudo isso tem sido difícil para os meus filhos”, diz Sabrina. “O mais velho já passou por três escolas diferentes. Ele deveria estar na quinta série, mas repetiu um ano  . . . Tivemos que nos mudar muitas vezes.” Sabrina está numa lista de espera para receber uma casa subsidiada pelo governo.

      Para quem não tem absolutamente nenhum lugar para ir, pode parecer que Sabrina é privilegiada. No entanto, nem todas as pessoas sem-teto consideram a vida num abrigo a melhor solução. Segundo a Comissão de Ajuda à Comunidade, da Polônia, alguns “temem as restrições e regras dos abrigos” e rejeitam a ajuda fornecida. Por exemplo, os que moram em albergues têm de trabalhar e não podem usar álcool nem drogas. Nem todos estão preparados para obedecer a essas regras. Por isso, dependendo da época do ano, podem-se ver pessoas sem-teto dormindo em estações ferroviárias, embaixo de escadas, em porões, em bancos de jardins, embaixo de pontes e em áreas industriais. Cenas como essas podem ser vistas no mundo todo.

      Um livro sobre esse assunto enumerou uma série de fatores que contribuem para a existência de pessoas sem-teto na Polônia. Entre eles estão a perda do emprego, as dívidas e os problemas familiares. Há falta de moradia para os idosos, para os deficientes e para as pessoas infectadas pelo vírus HIV. Muitos sem-teto têm problemas mentais e físicos ou são viciados, principalmente em álcool. A maioria das mulheres sem-teto abandonaram seus maridos ou fugiram deles, foram expulsas de casa ou têm um histórico de prostituição. Parece que por trás de cada caso há uma história triste.

      Vítimas das circunstâncias

      Stanisława Golinowska, especialista em economia social, diz: “Aqui [na Polônia] não há nenhum caso real de alguém que escolheu ser sem-teto. . . . Pelo contrário, isso acontece por causa de vários fracassos na vida que levaram a uma crise psicológica e à perda da vontade de viver.” Essa situação parece atingir pessoas que, por diversas razões, sentem-se incapazes de lidar com seus problemas. Por exemplo, alguns foram soltos da prisão e descobriram que vândalos haviam destruído sua casa. Outros foram despejados. Muitos ficaram sem ter onde morar em conseqüência de desastres naturais.b

      Um estudo constatou que, na Polônia, quase metade dos sem-teto que foram entrevistados faziam parte de uma família e moravam com o(a) esposo(a), embora a família freqüentemente tivesse problemas. A maioria deles foram expulsos de casa ou obrigados a ir embora por causa de extrema dificuldade. Apenas 14% saíram por livre e espontânea vontade.

      Depois de passar um tempo num abrigo, alguns voltam a se sustentar e ter uma casa para morar. Para outros, a situação é mais difícil de ser resolvida. Eles se tornam sem-teto recorrentes, em parte por causa de doenças físicas ou mentais, de dependência química, de falta de motivação para trabalhar, de maus hábitos de trabalho, de pouco estudo ou por uma combinação desses e outros fatores. Nos Estados Unidos, cerca de 30% das pessoas sem-teto entram e saem daquilo que uma organização sem fins lucrativos chama de “sistema dos sem-teto” — o que inclui abrigos, hospitais e, infelizmente, prisões. Diz-se que os que são cronicamente dependentes desse sistema utilizam cerca de 90% dos recursos nacionais dedicados ao problema.

      Ajuda para os sem-teto?

      Alguns abrigos oferecem serviços para ajudar as pessoas sem-teto a mudar de vida. Elas podem ser ajudadas a conseguir assistência social, ajuda financeira de outras fontes, assistência jurídica, apoio para restabelecer vínculos familiares ou oportunidade de aprender habilidades básicas. Centros para jovens, em Londres, dão orientações sobre nutrição, culinária, estilos de vida mais saudáveis e como conseguir um emprego. Essas orientações visam aumentar a auto-estima e a motivação das pessoas e ajudá-las a ter mais independência, para que possam conseguir e manter sua própria casa. Essas medidas certamente são elogiáveis.

      Nem sempre, porém, os abrigos dão aos sem-teto a ajuda que eles acreditam que mais precisam. Jacek, um sem-teto em Varsóvia, explica que a vida nos abrigos não os prepara para o mundo exterior. Ele acha que os moradores, por se associar e conversar quase só entre si, tendem a desenvolver “um padrão de pensamento distorcido”. Ele diz: “O abrigo que nos isola do mundo se torna como um orfanato para adultos.” Do ponto de vista dele, muitos moradores têm “mentes que não funcionam direito”.

      Segundo um estudo polonês, a solidão é o sentimento mais difícil que os sem-teto enfrentam. Por causa de problemas financeiros e posição social baixa, essas pessoas têm a tendência de se considerar inúteis. Alguns recorrem ao álcool. Jacek diz: “Sem perspectiva de uma mudança, muitos de nós perdemos aos poucos a convicção de que existe algo que podemos fazer para mudar a nossa situação difícil.” Sentem vergonha de sua aparência, de sua pobreza e do simples fato de serem sem-teto e não conseguirem mudar isso.

      Francis Jegede, especialista em questões populacionais, diz: “Podemos citar as pessoas que moram em barracos nas calçadas em Bombaim e Calcutá, as que dormem nas ruas em Londres ou os meninos de rua no Brasil; se a condição dos sem-teto é muito séria e triste só de imaginar, que dirá passar por ela.” Daí acrescenta: “Seja qual for a causa ou as causas desse fenômeno, a questão que permanece é por que o mundo, com toda riqueza, sabedoria e conhecimento tecnológico que tem, parece incapaz de lidar com o problema das pessoas sem-teto?”

      É evidente que todos os sem-teto precisam de ajuda — não apenas física, mas também que acalme seus corações e os anime. Essa ajuda pode habilitá-los a enfrentar e vencer muitos dos problemas que contribuem para tal condição. Onde os sem-teto podem encontrar esse tipo de ajuda? Que esperança existe de que essa situação trágica acabará um dia?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Alguns nomes neste artigo foram mudados.

      b Milhões de pessoas no mundo todo foram forçadas a abandonar suas casas por causa de alguma forma de instabilidade política ou de conflito armado. Para saber mais sobre essa situação difícil, leia a série de artigos intitulada “Refugiados — encontrarão um lugar para morar?”, na Despertai! de 22 de janeiro de 2002.

      [Quadro/Foto na página 6]

      Conseqüências da extrema pobreza

      Milhares de pessoas moram nas ruas das cidades da Índia. Estimativas feitas no passado indicaram que havia, só em Bombaim, cerca de 250 mil moradores de rua. Talvez o único abrigo que eles têm seja uma lona amarrada a postes e a estruturas próximas. Por que moram nesses lugares e não em casas de custo relativamente baixo nos subúrbios? Porque trabalham perto do centro da cidade como vendedores ambulantes, condutores de jinriquixás (carrinho de duas rodas puxado por um homem a pé, usado no Oriente) ou catadores de sucata. “Eles não têm escolha”, diz o livro Strategies to Combat Homelessness (Estratégias para Combater o Problema dos Sem-Teto). “A pobreza simplesmente os impede de gastar o dinheiro da comida com o aluguel.”

      Cerca de 2.300 homens, mulheres e crianças moram numa estação ferroviária em Johanesburgo, África do Sul. Dormem em plataformas a céu aberto, usando cobertores esfarrapados como cama, ou em barracos de papelão. A maioria está desempregada e perdeu a esperança de encontrar um emprego. Milhares de pessoas em toda a cidade vivem de forma similar; não têm água, instalações sanitárias nem eletricidade. Nessas condições, as doenças se espalham rapidamente.

      O motivo que leva esses dois grupos de pessoas e muitos outros como eles a viver nas ruas é simples — extrema pobreza.

      [Quadro/Fotos na página 7]

      Falhas da sociedade moderna

      O livro Strategies to Combat Homelessness, publicado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, identifica uma série de deficiências no atual sistema social, político e econômico no que diz respeito a prover casas para todos. Entre elas estão as seguintes:

      ● “A principal questão que envolve os sem-teto continua sendo a incapacidade dos governos de direcionar recursos significativos para a concretização do direito à moradia adequada.”

      ● “Regulamentações inadequadas e sistemas de planejamento deficientes podem . . . acabar com a oferta de moradias para a maioria pobre.”

      ● “O fato de existirem pessoas sem-teto é um sinal de distribuição desigual da ajuda financeira provida pelo governo para a aquisição de moradia na comunidade.”

      ● “Essa crise é o clímax das políticas que ignoraram ou calcularam mal o impacto adverso das mudanças econômicas, da falta de moradias de custo acessível, do aumento do uso de drogas e de outros problemas de saúde física e mental sobre aqueles que são os mais vulneráveis na . . . sociedade.”

      ● “Há grande necessidade de modificar o treinamento dos profissionais que lidam com pessoas vulneráveis. Os sem-teto, principalmente os meninos de rua, devem ser vistos como pessoas que podem ser úteis e benéficas para a sociedade, não como um fardo.”

      [Foto]

      Uma mãe pedindo esmola com suas duas filhas, México

      [Crédito]

      © Mark Henley/ Panos Pictures

      [Foto na página 6]

      Uma antiga estação ferroviária foi transformada em albergue para os sem-teto em Pretória, África do Sul

      [Crédito]

      © Dieter Telemans/Panos Pictures

      [Créditos das fotos nas páginas 4, 5]

      À esquerda: © Gerd Ludwig/Visum/Panos Pictures; destaque: © Mikkel Ostergaard/Panos Pictures; à direita: © Mark Henley/Panos Pictures

  • O problema dos sem-teto — qual a solução?
    Despertai! — 2005 | 8 de dezembro
    • O problema dos sem-teto — qual a solução?

      “DÊ UM peixe a alguém e vai alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e o alimentará por toda a vida.” Esse ditado ilustra bem o fato de que simplesmente preencher uma necessidade física imediata pode ter valor limitado. É bem melhor ajudar as pessoas a aprender como resolver seus problemas e cuidar de suas próprias necessidades. Muitas precisam ser ensinadas a desenvolver habilidades necessárias para viver ou mesmo um ponto de vista e atitude completamente diferentes em relação à vida.

      As Testemunhas de Jeová estão convencidas de que a maneira mais eficiente de ajudar os sem-teto é ensiná-los o melhor modo de vida. Isso significa aplicar o melhor conselho que existe, oferecido pelo Criador do homem. Será que alguém está mais bem qualificado para dar esse conselho? O conselho que ele dá ajuda as pessoas a evitar muitos problemas que levam à condição de sem-teto. Também ajuda pessoas sinceras que têm esse problema a saber como resolvê-lo. É claro que nossos problemas não vão desaparecer simplesmente por lermos a Bíblia. No entanto, a Bíblia pode ajudar as pessoas a largar vícios dispendiosos, a recuperar certa medida de auto-estima e a levar uma vida mais digna.

      Muitas pessoas perderam seu lar por causa de dependência química, de uma vida de crime, de problemas financeiros ou de desintegração da família. A Bíblia fornece conselhos práticos sobre todos esses assuntos. A aplicação desses conselhos já ajudou milhões de pessoas a melhorar não só seu modo de encarar a vida como também toda sua personalidade. Obviamente, só aplicar os conselhos bíblicos talvez não resolva todos os problemas relacionados aos sem-teto. Desastres naturais, saúde precária, pobreza, vícios e coisas assim são problemas que requerem outros tipos de assistência a curto prazo. Embora as Testemunhas de Jeová façam tudo ao seu alcance para ajudar as pessoas que passam por essas dificuldades, reconhecem que somente o Criador da humanidade pode resolver esses problemas de uma vez por todas. Será que ele vai fazer isso?

      O propósito original de Deus

      Existe um bom motivo para esperar que a condição de sem-teto logo tenha um fim. Qual é a base para isso? Considere o seguinte: Jeová Deus providenciou para o primeiro casal humano um bom lugar para morar. Colocou-os num paraíso onde tinham tudo o que precisavam. Se tivessem seguido as orientações de Deus, teriam estendido aquele paraíso por toda a Terra. Sua descendência teria tido fartura e casas confortáveis. Cada membro da família humana poderia ter contado com o amor e a cooperação de todos os demais. Esse era o propósito original de Deus. Ele não mudou de idéia. — Salmo 37:9-11, 29.

      Além disso, com certeza Deus realizará tudo o que pretende. (Isaías 55:10, 11) A Bíblia profetiza que chegará o tempo em que todos terão sua própria casa e abundância em sentido material. Obviamente, antes que isso seja possível, toda a sociedade humana como conhecemos precisa mudar. Essa mudança acontecerá por meio da intervenção divina nos assuntos da humanidade. Era isso o que Jesus tinha em mente quando ensinou seus discípulos a orar: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mateus 6:9, 10.

      Sob o governo justo do Reino de Deus, a humanidade obediente verá o cumprimento dessa animadora profecia: “Hão de construir casas e [as] ocuparão . . . Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá. . . . Meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos.” (Isaías 65:21, 22) Em termos simples, não haverá pessoas sem-teto.

      As Testemunhas de Jeová se esforçam para dar às pessoas a ajuda espiritual que elas precisam desde já. Desejam dar-lhes a atenção amorosa que Jesus recomendou. (Mateus 22:36-39) Essa mesma preocupação as motiva a ajudar os que perderam suas casas em resultado de desastres naturais.a

      Naturalmente, as Testemunhas sabem que não é possível ajudar todos. Jacek, que mora num abrigo na Polônia, reconhece o seguinte em relação aos sem-teto: “Alguns são agressivos ou estão sob a influência de drogas. Outros têm aversão a assuntos religiosos, pois acham que Deus não está interessado neles. Mas há os que reagem favoravelmente à Palavra de Deus.” O próprio Jacek, por exemplo, fez isso. Ele começou a aprender mais sobre o que a Bíblia realmente ensina.

      Roman é outro sem-teto que reagiu bem. Ele tem Aids e até pouco tempo atrás morava nas ruas. Recorda: “Quando cheguei à unidade de terapia dos serviços sociais, eu não sabia que as Testemunhas de Jeová se reuniam ali perto. Elas logo começaram a conversar comigo nas ruas e me explicaram que os pedidos de ajuda dos sem-teto não são ignorados por Deus. Elas também me convidaram para assistir a uma de suas reuniões.” — Salmo 72:12, 13.

      Como ele foi afetado pelo que ouviu? “Aprendi que posso viver para sempre no Paraíso na Terra e que sou precioso aos olhos de Deus. Rodeado de novos amigos, que se preocupam comigo, parei de me concentrar na minha situação difícil e comecei a mudar a personalidade. Por amor a Deus, parei de fumar e prometi a ele que andaria no caminho da justiça.”

      Roman fez excelente progresso espiritual e logo foi batizado como Testemunha de Jeová. Com a ajuda dos irmãos cristãos e das autoridades, ele conseguiu se mudar para uma moradia adequada. Roman diz com alegria: “Uma felicidade indescritível tomou conta do meu coração. Acheguei-me a um Deus amoroso que fez a minha vida ter objetivo de novo. Ele me deu uma família maravilhosa de irmãos, e também uma casa.”

      Um futuro para os sem-teto

      As Testemunhas de Jeová se esforçam para mostrar empatia por todas as pessoas, inclusive os sem-teto. Estão ansiosas para transmitir verdades bíblicas sobre um futuro melhor — verdades que mesmo agora podem transformar vidas. — João 8:32.

      “Aquilo que foi feito torto não pode ser endireitado”, diz a Bíblia. (Eclesiastes 1:15) De fato, apesar das melhores intenções dos voluntários e das autoridades, problemas sociais que já existem há muito tempo, como o dos sem-teto e a pobreza, são difíceis de eliminar. No entanto, a Bíblia nos garante que em breve, sob o domínio do Reino de Deus, todas as pessoas obedientes viverão em condições perfeitas.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Como exemplo, veja a Despertai! de 8 de janeiro de 1993, páginas 14-21; de 22 de outubro de 2001, páginas 23-7; e de 8 de agosto de 2003, páginas 10-15.

      [Foto na página 8]

      Uma mãe refugiada, da Somália, segurando um cartão de racionamento

      [Crédito]

      © Trygve Bolstad/Panos Pictures

      [Foto na página 9]

      Mais do que qualquer outra coisa, os sem-teto precisam de uma esperança para o futuro

      [Foto na página 10]

      Sob o Reino de Deus não haverá pessoas sem-teto

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