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  • A compaixão num mundo cruel
    A Sentinela — 2007 | 15 de dezembro
    • A compaixão num mundo cruel

      UM HOMEM em Burundi está muito doente com malária. Precisa ser levado com urgência para um hospital. Mas como? Não há carro disponível. No entanto, dois de seus amigos decidem ajudá-lo. Eles o levam de bicicleta numa desgastante viagem de cinco horas por um terreno montanhoso. Daí o colocam num ônibus que o leva para o hospital mais próximo. Alguns dias depois, ele está bem melhor.

      No outro lado do globo, depois do furacão Katrina, que devastou a área do Golfo nos Estados Unidos em agosto de 2005, um grupo de voluntários encontra uma casa seriamente danificada por árvores caídas. Os voluntários, totalmente desconhecidos para o casal proprietário da casa, passam o dia inteiro removendo com motosserras as árvores caídas e os escombros. “Nem sei como agradecer a essas [pessoas]”, diz a esposa.

      Notícias sensacionalistas na imprensa tendem a destacar atrocidades e atos de brutalidade. Essas notícias muitas vezes obscurecem gestos diários de compaixão e bondade. Mas isso não muda o fato de que pessoas em toda a parte necessitam desesperadamente de amor, afeição e empatia. Ansiamos compaixão! Tais sentimentos em geral são mais comuns na época do Natal, quando muitos falam ou cantam a respeito de ‘paz e boa vontade para com os homens’. — Lucas 2:14, Almeida, revista e corrigida.

      Ser compassivo pode não ser fácil num mundo tido como predominantemente frio e hostil. Um conceito comum é que a rudeza e a falta de sensibilidade levam ao sucesso e ao triunfo. Muitos parecem viver segundo a seguinte máxima: é mais prudente ser cruel do que compassivo. A ganância e o egoísmo facilmente sufocam a compaixão.

      Assim, muitos se colocam em primeiro lugar, desprezando os sentimentos ou interesses dos outros. Homens considerados heróis dos esportes e do entretenimento muitas vezes são  apresentados como “machos” que não demonstram afeição. Alguns governantes políticos agem de modo similar.

      Portanto, é bom perguntar: Por que devemos mostrar empatia? A compaixão é uma força para o bem? E o que nos ajuda a ser compassivos? O próximo artigo abordará essas perguntas.

      [Quadro na página 3]

      • Ser compassivo é sinal de fraqueza?

      • Será que a compaixão tem força para o bem?

      • De que maneiras práticas você pode mostrar empatia?

  • Tornai-vos “ternamente compassivos”
    A Sentinela — 2007 | 15 de dezembro
    • Tornai-vos “ternamente compassivos”

      NUNCA antes tantos humanos sentiram tão desesperadamente a necessidade de ajuda compassiva em face de fome, doença, pobreza, crime, lutas civis e desastres naturais. Ter compaixão significa compreender o sofrimento ou a desgraça de outros e, ao mesmo tempo, ter o desejo de melhorar a situação. Assim como o suave calorzinho do sol, a compaixão pode consolar um deprimido, aliviar a dor e reanimar um aflito.

      Podemos mostrar compaixão por meio de palavras e ações — por nos importar com os outros e estar à disposição quando precisam de nós. Não é bom mostrar compaixão apenas por familiares, amigos ou conhecidos. Podemos estendê-la até mesmo a pessoas que nem conhecemos. “Se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes?”, perguntou Jesus Cristo em seu Sermão do Monte. Esse homem compassivo disse também: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” — Mateus 5:46, 47; 7:12.

      Você pode ler essas palavras — conhecidas como Regra Áurea — nas Escrituras Sagradas. Muitos concordam que a Bíblia é a melhor fonte de referência quanto a mostrar compaixão. Ela expressa repetidas vezes a nossa obrigação de ajudar os que, por alguma razão, não podem ajudar a si mesmos. A Bíblia apresenta seu Autor e nosso Criador, Jeová Deus, como principal exemplo de alguém compassivo.

      Lemos, por exemplo: “[Deus] defende os direitos de órfãos e de viúvas. Ele cuida dos estrangeiros e lhes dá comida e roupa.” (Deuteronômio 10:18, Contemporary English Version) Jeová Deus é descrito como “Aquele que executa o julgamento para os defraudados, Aquele que dá pão aos famintos”. (Salmo 146:7) A respeito de imigrantes desafortunados, Jeová decretou: “O residente forasteiro . . . deve tornar-se para vós como o vosso natural; e tens de amá-lo como a ti mesmo.” — Levítico 19:34.

      Mostrar compaixão, no entanto, nem sempre é um gesto espontâneo. O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Colossos: “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou . . . Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão.” — Colossenses 3:9, 10, 12.

      Portanto, cultivar uma atitude compassiva exige esforço. Essa atitude faz parte da “nova personalidade” que os cristãos devem assumir. Paulo vivia no mundo cruel da Roma antiga. Ele incentivou seus irmãos a fazerem mudanças drásticas na personalidade para se tornarem mais solidários, mais compassivos.

      O poder da compaixão

      Alguns acham que as pessoas compassivas são fracas e vulneráveis. É correto esse conceito?

      De modo algum! A força por trás da verdadeira compaixão é o amor profundo, que se origina de Deus, a personificação dessa qualidade. “Deus é amor.” (1 João 4:16) Jeová é corretamente chamado de ‘Pai de ternas misericórdias e Deus de todo o consolo’. (2 Coríntios 1:3) A expressão traduzida “ternas misericórdias” basicamente significa “ter pena ou compaixão dos sofrimentos dos outros”. É notável que Jeová “é benigno [até mesmo] para com os ingratos e os iníquos”. — Lucas 6:35.

      O Criador espera que nós também demonstremos qualidades bondosas, como a compaixão. Lemos em Miquéias 6:8: “Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que é bom. E o que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade?” Provérbios 19:22 diz: “A coisa desejável no homem terreno é a sua benevolência.” O Filho de Deus, Jesus Cristo, que refletiu com perfeição a personalidade de seu Pai, também admoestou seus seguidores: “Continuai a tornar-vos misericordiosos, assim como vosso Pai é misericordioso.” (Lucas 6:36) A Bíblia de Jerusalém (na edição em inglês) verte assim essa exortação: “Sede compassivos assim como vosso Pai é compassivo.”

      Há bons motivos para sermos assim, pois a compaixão tem o poder de produzir ricas bênçãos. Muitas vezes vemos como são verdadeiras as palavras de Provérbios 11:17: “O homem de benevolência age de modo recompensador com a sua própria alma.” Quando mostramos compaixão a um necessitado, Deus considera isso como um favor feito a Ele e se compromete a recompensar com benevolência qualquer gesto compassivo de seus adoradores. O Rei Salomão declarou sob inspiração: “Aquele que mostra favor ao de condição humilde está emprestando a Jeová, e Ele lhe retribuirá o seu tratamento.” (Provérbios 19:17) E Paulo escreveu: “Sabeis que cada um, qualquer que seja o bem que fizer, receberá isso de volta de Jeová.” — Efésios 6:8.

      A compaixão tem o poder de manter a paz e contribuir para a solução de conflitos ou fricções. Ela ajuda a esclarecer mal-entendidos e abre o caminho para o perdão. Mal-entendidos podem acontecer porque nem sempre expressamos o que pensamos ou sentimos do modo como gostaríamos. Além disso, nossas ações podem ter sido mal interpretadas. Nesses casos, a compaixão entra em cena e ajuda a preservar a paz. É fácil perdoar uma pessoa que é conhecida como sendo compassiva. A compaixão nos ajuda a acatar o conselho de Paulo aos cristãos: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro.” — Colossenses 3:13.

      Compaixão — a solidariedade em ação

      A compaixão tem também o poder de aliviar a aflição. Como já mencionado, ela reflete um espírito de solidariedade para com os aflitos e nos faz compartilhar o sofrimento dos outros. Compaixão envolve terna consideração pelos desafortunados junto com ações positivas para ajudá-los.

      Sendo solidários, os cristãos imitam a Jesus. Ele nunca estava ocupado demais para ajudar outros, tanto de modo material como espiritual. Quando percebia que outros passavam alguma necessidade, compassivamente achava uma maneira de ajudar.

      Considere a reação de Jesus ao observar multidões espiritualmente carentes: “Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor.” (Mateus 9:36) Sobre a palavra aqui traduzida “sentia compaixão”, um erudito bíblico diz que ela denota “uma emoção que comove o homem até às próprias entranhas de seu ser”. De fato, ela tem sido chamada de uma das palavras gregas mais enfáticas para exprimir o sentimento de compaixão.

      De modo similar, os cristãos compassivos reagem prontamente às necessidades materiais e espirituais de outros. O apóstolo Pedro escreveu: “Sede todos da mesma mentalidade, compartilhando os sentimentos, exercendo afeição fraternal, ternamente compassivos.” (1 Pedro 3:8) Por exemplo, quando uma família de cristãos de poucos recursos teve de se mudar para outra região por motivo de saúde, irmãos locais permitiram que eles morassem numa casa sem pagar aluguel por seis meses. O marido conta: “Todos os dias eles vinham nos ver para saber como estávamos, e suas palavras encorajadoras nos faziam sentir bem-vindos.”

      Os cristãos verdadeiros se preocupam também com as necessidades dos desconhecidos. De bom grado usam seu tempo, energias e recursos para servir a pessoas que não conhecem. Os voluntários que ajudaram pessoas totalmente desconhecidas, mencionados no artigo anterior, eram Testemunhas de Jeová.

      Assim, na congregação cristã prevalece um espírito de compaixão e bondade. Motivados por amor, membros da congregação se fortalecem para encontrar meios de servir a outros. Devido a vários problemas pessoais, órfãos e viúvas na congregação talvez precisem de atenção e empatia. Poderia ajudá-los a lidar com dificuldades tais como pobreza, cuidados médicos insuficientes, falta de moradia adequada e outras?

      Considere o caso de um casal na Grécia. O marido sofreu um derrame. Ele e a esposa foram levados a um hospital a centenas de quilômetros de onde moravam. A sua modesta renda, no entanto, dependia da colheita das laranjas de sua plantação. Quem faria isso enquanto eles estivessem no hospital? A congregação local se mobilizou. Os irmãos colheram e venderam as laranjas, gerando uma renda para o casal necessitado, além de lhe dar paz mental.

      A compaixão pode ser exercida de muitas maneiras. Por exemplo, cristãos compassivos sabem que, às vezes, o que alguns aflitos mais precisam é de visitas bondosas de pessoas que ouvem com compreensão, mostram empatia e dão consolo bíblico. — Romanos 12:15.

      Desfrute de um ambiente compassivo

      A congregação cristã mundial é um refúgio de paz e de consolo onde se demonstram compaixão e bondade. Os cristãos verdadeiros reconhecem que a compaixão atrai, ao passo que a crueldade repele. Assim, procurando imitar seu Pai celestial, eles se esforçam para ser “ternamente compassivos” em termos práticos.

      As Testemunhas de Jeová o convidam cordialmente a desfrutar do ambiente compassivo, amoroso e prestativo que prevalece na sua organização cristã. Elas estão certas de que você achará tal ambiente acolhedor e agradável. — Romanos 15:7.

      [Foto na página 5]

      Paulo exortou os cristãos em Colossos a se revestirem das “ternas afeições de compaixão”

      [Fotos na página 7]

      Quando Jesus percebia uma necessidade, compassivamente achava uma maneira de ajudar

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