-
PrefácioTriângulos roxos — As “vítimas esquecidas” do nazismo
-
-
PREFÁCIO
Até o final de 2002, por volta de 600 mil pessoas — inclusive muitos jovens — visitaram a exposição itinerante sobre a perseguição sofrida pelas Testemunhas de Jeová, que usavam triângulos roxos nos campos de concentração durante o Terceiro Reich. A exposição foi realizada em museus de antigos campos de concentração, como Mauthausen, Moringen, Neuengamme, Buchenwald, Sachsenhausen e Bergen-Belsen e em centros de ensino para adultos e outras instituições educacionais. Essa exposição foi fundamental para impedir que essas “vítimas esquecidas”, como os historiadores alemães as chamam, fossem apagadas da história. Quais foram outros resultados positivos dessa exposição?
O dia 27 de janeiro é o dia internacional em memória das vítimas do holocausto. Em 1998, o Museu e Memorial do Campo de Concentração de Sachsenhausen dedicou esse dia às vítimas que eram Testemunhas de Jeová. Nessa ocasião, o Ministro da Cultura e Ciência de Brandemburgo, Steffen Reiche, disse: “A conduta das Testemunhas de Jeová nos campos de concentração e nas prisões demonstra virtudes que até hoje são muito importantes para a existência de um estado constitucional democrático, a saber, sua firme posição contra a SS e sua bondade para com outros prisioneiros. Tendo em vista a crescente brutalidade contra estrangeiros e contra pessoas de diferentes conceitos políticos ou ideológicos, essas virtudes são essenciais para cada cidadão de nosso país.”
-
-
PrefácioTriângulos roxos — As “vítimas esquecidas” do nazismo
-
-
Durante a inauguração dessa exposição promovida pelo Centro Estadual de Educação Política da Baixa Saxônia no Memorial do campo de concentração de Bergen-Belsen, um palestrante disse: “Todas as pessoas retratadas representam muitas outras que foram perseguidas, presas e torturadas porque se apegaram firmemente às suas convicções religiosas e não se conformaram ao cenário nacional-socialista. Elas não são heróis distantes e intocáveis. São pessoas comuns, mortais como todos nós, que agiram em harmonia com a sua consciência, defenderam corajosamente suas convicções e, por isso, se tornaram bons exemplos para nossa vida.” — jornal Hannoversche Allgemeine Zeitung, 20 de abril de 1998, pág. 4.
-