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  • O espírito dá testemunho com o nosso espírito
    A Sentinela (Estudo) — 2016 | janeiro
    • Pequenas chamas sobre a cabeça dos cristãos ungidos no Pentecostes de 33 EC

      O espírito dá testemunho com o nosso espírito

      “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” — ROM. 8:16.

      CÂNTICOS: 109, 108

      DE ACORDO COM ESTES TEXTOS, COMO ALGUÉM SE TORNA UNGIDO?

      • 2 Cor. 1:21, 22; 2 Ped. 1:10, 11

      • Rom. 8:15, 16; 1 João 2:20, 27

      1-3. O que aconteceu de especial no Pentecostes, e como isso cumpriu as Escrituras? (Veja a gravura no início do artigo.)

      ERA domingo de manhã, por volta das 9 horas. Esse domingo era um dia especial para as pessoas que estavam em Jerusalém. Era um dia de festividade, além de ser um sábado judaico. Os sacrifícios que eram realizados toda manhã com certeza já haviam sido oferecidos no templo. Então, dois pães feitos com cereais novos e fermento seriam apresentados como oferta movida. Nessa altura, todos estavam animados enquanto o sumo sacerdote se preparava para fazer essa oferta, que marcava o início da colheita do trigo. (Lev. 23:15-20) Isso aconteceu no ano 33 EC, no dia de Pentecostes.

      2 Enquanto isso, cerca de 120 cristãos estavam reunidos na sala do andar de cima de uma casa em Jerusalém, onde “persistiam em oração”. (Atos 1:13-15) Estava para acontecer com eles algo muito mais importante do que as coisas que ocorriam no templo. Tratava-se de algo que tinha relação direta com o que o sumo sacerdote fazia no Pentecostes todo ano e que cumpriria uma profecia feita pelo profeta Joel uns 800 anos antes. (Joel 2:28-32; Atos 2:16-21) O que aconteceria de tão importante assim?

      3 Leia Atos 2:2-4. O espírito santo de Deus foi derramado sobre aquele grupo de cristãos. (Atos 1:8) Eles começaram a profetizar, ou dar testemunho, sobre as coisas maravilhosas que tinham visto e ouvido. Logo se juntou uma multidão, e o apóstolo Pedro explicou o significado e a importância do que tinha acontecido. Daí ele disse: “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos seus pecados, e vocês receberão a dádiva do espírito santo.” Naquele dia, cerca de 3 mil pessoas aceitaram o convite, foram batizadas e receberam o prometido espírito santo. — Atos 2:37, 38, 41.

      4. (a) Por que devemos nos interessar pelo que aconteceu no Pentecostes de 33 EC? (b) Que outro acontecimento importante talvez tenha ocorrido no mesmo dia muitos anos antes? (Veja a nota no fim do artigo.)

      4 Por que o Pentecostes de 33 EC é tão importante para nós? Porque nesse dia Jesus Cristo, como o grande Sumo Sacerdote, tornou realidade as coisas que o sumo sacerdote fazia no templo em Jerusalém, que eram apenas uma representação.[1] O sumo sacerdote oferecia a Jeová dois pães simbólicos. Esses pães, que continham fermento, representavam os discípulos ungidos, escolhidos da humanidade pecaminosa para se tornar filhos adotivos de Deus. Nesse dia, abriu-se o caminho para que os cristãos ungidos, como “primícias” da humanidade, por fim fossem para o céu e fizessem parte do Reino, que trará inúmeras bênçãos para o restante da humanidade obediente. (Tia. 1:18; 1 Ped. 2:9) Sendo assim, os acontecimentos daquele dia têm um grande impacto na nossa vida — quer nossa esperança seja viver no céu com Jesus, quer seja viver para sempre no Paraíso terrestre!

      COMO ALGUÉM SE TORNA UNGIDO

      5. Como sabemos que nem todos os ungidos recebem a unção da mesma maneira?

      5 Sobre a cabeça de cada um daqueles discípulos, surgiu algo parecido a uma pequena chama. Se você fosse um deles, nunca se esqueceria daquele dia. Nunca teria dúvidas de que foi ungido por espírito santo, principalmente se também tivesse recebido o dom milagroso de falar numa língua estrangeira. (Atos 2:6-12) Mas será que todos os ungidos por espírito santo recebem a unção da mesma maneira impressionante que aqueles 120 discípulos? Não. Naquele dia, havia outras pessoas em Jerusalém que foram ungidas, mas não havia chamas em sua cabeça. Elas foram ungidas no momento do seu batismo. (Atos 2:38) Além disso, nem todos os cristãos ungidos recebem a unção ao ser batizados. Os samaritanos, por exemplo, foram ungidos por espírito santo algum tempo depois de seu batismo. (Atos 8:14-17) Já o caso de Cornélio e das pessoas de sua casa foi uma exceção, pois eles foram ungidos por espírito santo mesmo antes de ser batizados. — Atos 10:44-48.

      6. O que todos os ungidos recebem, e que efeito isso tem neles?

      6 Portanto, nem todos são ungidos da mesma maneira. Pode ser que alguns percebam sua chamada de repente, ao passo que outros se dão conta disso aos poucos. Mas, não importa como ocorre a unção, cada ungido recebe o que o apóstolo Paulo descreveu: “Depois de terem crido, Deus os selou por meio dele com o prometido espírito santo, que é uma garantia da nossa herança.” (Efé. 1:13, 14) Assim, o espírito santo age de uma maneira especial, como se fosse um sinal ou uma garantia de pagamento. Por causa dessa garantia, o cristão ungido passa a ter convicção da sua chamada. — Leia 2 Coríntios 1:21, 22; 5:5.

      7. O que cada cristão ungido deve fazer para receber sua recompensa no céu?

      7 Será que essa garantia que o cristão ungido recebe de ir para o céu é definitiva? Não. Ele tem certeza de que foi convidado, mas só vai receber sua recompensa no céu se continuar fiel à sua chamada. Pedro deu a seguinte explicação: “Portanto, irmãos, sejam ainda mais diligentes em se assegurar da sua chamada e escolha, pois, se vocês persistirem em fazer essas coisas, não falharão jamais. De fato, dessa forma lhes será concedida uma entrada gloriosa no Reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Ped. 1:10, 11) Assim, cada cristão ungido deve se esforçar para se manter fiel; senão, sua chamada, ou convite, celestial não terá nenhum valor. — Heb. 3:1; Apo. 2:10.

      COMO A PESSOA SABE?

      8, 9. (a) Por que é difícil para a maioria das pessoas entender o que acontece quando alguém é ungido? (b) Como alguém sabe que foi convidado a ir para o céu?

      8 A grande maioria dos servos de Deus hoje talvez ache difícil entender como alguém se torna ungido, e com razão. Afinal, eles não passam por esse processo. O propósito original de Deus era que a humanidade vivesse para sempre aqui na Terra. (Gên. 1:28; Sal. 37:29) Não fazia parte desse propósito que alguns fossem escolhidos para governar no céu como reis e sacerdotes. Isso é uma exceção. Essa chamada causa uma grande mudança no modo de pensar e na esperança de alguém que foi ungido. — Leia Efésios 1:18.

      9 Mas como a pessoa sabe que tem a chamada celestial? Como ela sabe que realmente recebeu essa garantia especial? A resposta fica clara nas palavras de Paulo aos irmãos ungidos em Roma, que tinham sido “chamados para ser santos”. Ele lhes disse: “Vocês não receberam um espírito de escravidão, que causasse novamente temor, mas receberam um espírito de adoção como filhos, e é por meio desse espírito que clamamos: ‘Aba, Pai!’ O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” (Rom. 1:7; 8:15, 16) Dito de modo simples, Deus usa seu espírito santo para deixar claro à pessoa que ela foi convidada para se tornar um futuro herdeiro no Seu Reino. — 1 Tes. 2:12.

      10. Qual é a ideia de 1 João 2:27 ao dizer que os ungidos não precisam que alguém os ensine?

      10 Aqueles que receberam esse convite especial de Deus não precisam de nenhum outro tipo de confirmação. Eles não precisam perguntar isso a ninguém. Jeová não deixa nenhuma dúvida na mente e no coração deles. O apóstolo João diz o seguinte aos cristãos ungidos: “Vocês têm uma unção que receberam daquele que é santo, e todos vocês têm conhecimento.” Depois, acrescenta: “Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine. Mas a unção da parte dele, que é verdadeira e não é mentira, lhes ensina todas as coisas. Assim como ela os ensinou, permaneçam em união com ele.” (1 João 2:20, 27) Os ungidos precisam de instrução espiritual assim como qualquer outra pessoa. Mas eles não precisam que ninguém confirme sua unção. A força mais poderosa do Universo lhes deu essa convicção!

      ELES ‘NASCEM DE NOVO’

      11, 12. O que um cristão ungido talvez se pergunte, mas do que ele nunca duvida?

      11 Quando o espírito santo dá essa convicção, o cristão que é ungido passa por enormes mudanças. Jesus descreveu esse processo interno como ‘nascer de novo’ ou ‘nascer do alto’.[2] (João 3:3, 5; nota) Ele explicou depois: “Não se espante porque eu lhe disse: Vocês têm de nascer de novo. O vento sopra para onde quer, e ouve-se o som dele, mas não se sabe de onde ele vem nem para onde vai. Assim é com todo aquele que nasce do espírito.” (João 3:7, 8) Fica claro que é impossível explicar totalmente essa chamada pessoal a quem não a recebeu.

      12 Aqueles que receberam esse convite talvez se perguntem: ‘Por que eu fui escolhido? Por que eu, e não outra pessoa?’ Pode ser que eles cheguem a questionar se são dignos. Mas eles não questionam o fato de terem sido convidados. Seu coração fica cheio de alegria e gratidão. O que eles sentem é bem parecido ao que Pedro sentiu quando disse, sob inspiração: “Louvado seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, pois, segundo a sua grande misericórdia, ele nos deu um novo nascimento para uma esperança viva por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança imperecível, sem mancha e que não se apaga. Ela está reservada nos céus para vocês.” (1 Ped. 1:3, 4) Quando os ungidos leem essas palavras, eles não têm nenhuma dúvida de que seu Pai celestial está falando diretamente com eles.

      13. Como o modo de pensar de alguém muda quando é ungido, e o que causa essa mudança?

      13 Antes de receberem esse testemunho pessoal do espírito de Deus, esses cristãos gostavam muito da esperança terrestre. Eles aguardavam com expectativa o dia em que Jeová purificaria a Terra e queriam presenciar esse futuro maravilhoso. Pode até ser que se imaginassem recebendo de volta seus parentes e amigos ressuscitados. Eles não viam a hora de morar em casas que eles mesmos construiriam e de comer frutos de árvores que eles mesmos plantariam. (Isa. 65:21-23) Por que eles mudaram seu modo de pensar? Não é que eles ficaram descontentes com essa esperança. Também não é por causa de estresse ou problemas emocionais. Eles não desistiram do nosso planeta, como se de repente tivessem achado que viver para sempre na Terra seria cansativo ou entediante. Nem é o caso de eles quererem ir para o céu simplesmente para explorar novos horizontes. Em vez disso, o motivo dessa mudança é a atuação do espírito de Deus — que não apenas os chamou, ou convidou, mas também mudou sua esperança e seu modo de pensar.

      14. Como os ungidos encaram sua vida na Terra?

      14 Então, será que devemos concluir que os ungidos querem morrer? Sob inspiração, Paulo deu a seguinte resposta: “Na verdade, nós, que estamos nesta tenda, gememos oprimidos, pois não queremos nos despir dela, mas queremos nos revestir da outra, para que aquilo que é mortal seja consumido pela vida.” (2 Cor. 5:4) Eles não perderam interesse por esta vida, querendo que ela acabe logo. Pelo contrário, eles querem muito aproveitar cada dia para servir a Jeová ao lado de amigos e parentes. Mas, não importa o que estejam fazendo, eles nunca se esquecem de sua gloriosa esperança para o futuro. — 1 Cor. 15:53; 2 Ped. 1:4; 1 João 3:2, 3; Apo. 20:6.

      VOCÊ FOI CHAMADO?

      15. O que não prova que alguém foi ungido pelo espírito santo?

      15 Você talvez esteja se perguntando se recebeu esse convite maravilhoso. Se você acha que recebeu, pense nestas perguntas importantes: Você acha que o seu zelo no ministério é maior do que o normal? É um estudante aplicado da Bíblia que ama explorar “as coisas profundas de Deus”? (1 Cor. 2:10) Tem visto Jeová abençoar de modo especial seu ministério? Tem um forte desejo de fazer a vontade de Jeová? Sente a responsabilidade de ajudar outros em sentido espiritual? Tem visto provas de que Jeová agiu pessoalmente em sua vida? Se você respondeu sim a todas essas perguntas, será que isso significa que você tem a chamada celestial? Não, não significa. Por que não? Porque não são apenas os que têm essa chamada que se sentem assim. O espírito de Jeová age com a mesma força naqueles que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Na verdade, se você está se perguntando se recebeu a chamada celestial, isso é suficiente para mostrar que você não recebeu. Os que são chamados por Jeová não se perguntam se foram convidados ou não. Eles têm certeza!

      16. Como sabemos que nem todos que receberam o espírito de Deus foram convidados a ir para o céu?

      16 A Bíblia está repleta de exemplos de homens de fé que sentiram a atuação do espírito santo; mesmo assim, eles não tinham a esperança de ir para o céu. João Batista foi um deles. Jesus o elogiou muito, mas disse que João não faria parte do Reino celestial. (Mat. 11:10, 11) Davi também foi guiado pelo espírito santo. (1 Sam. 16:13) Ele era um homem muito espiritual e até foi inspirado a escrever partes da Bíblia. (Mar. 12:36) No entanto, Pedro disse que Davi “não subiu aos céus”. (Atos 2:34) O espírito santo agiu de modo notável nesses homens, mas não lhes deu o testemunho especial de que haviam sido escolhidos para a vida celestial. Será que isso quer dizer que eles não eram dignos ou que lhes faltava alguma coisa? Não. Isso simplesmente quer dizer que Jeová os ressuscitaria para a vida no Paraíso na Terra. — João 5:28, 29; Atos 24:15.

      17, 18. (a) Que recompensa a maioria dos servos de Deus hoje espera receber? (b) Que perguntas serão respondidas no próximo artigo?

      17 A grande maioria dos servos de Deus hoje não recebeu a chamada celestial. Eles têm a mesma esperança que Davi, João Batista e outros homens e mulheres fiéis do passado tinham. Assim como Abraão, eles desejam muito ser governados pelo Reino. (Heb. 11:10) Neste tempo do fim, apenas um restante dos escolhidos para a vida celestial ainda vive na Terra. (Apo. 12:17) Isso significa que a maioria dos 144 mil escolhidos já morreu.

      18 Então, como os que têm a esperança terrestre devem encarar alguém que afirma ter a esperança celestial? Se alguém em sua congregação começa a participar dos emblemas na Ceia do Senhor, como você deve reagir? Deve ficar preocupado se houver um aumento no número dos que dizem ter a chamada celestial? Essas perguntas serão respondidas no próximo artigo.

      ^ [1] (parágrafo 4) É possível que o Pentecostes correspondesse ao dia em que a Lei tinha sido dada no monte Sinai. (Êxo. 19:1) Então, pode ser que Jesus tenha introduzido uma nova nação, o Israel espiritual, no novo pacto no mesmo dia em que Moisés introduziu o povo de Israel no pacto da Lei.

      ^ [2] (parágrafo 11) Para mais detalhes sobre o que significa nascer de novo, veja A Sentinela de 1.º de abril de 2009, pp. 3-11.

  • “Queremos ir com vocês”
    A Sentinela (Estudo) — 2016 | janeiro
    • Ovelhas seguindo um pastor numa colina

      “Queremos ir com vocês”

      “Queremos ir com vocês, pois ouvimos que Deus está com vocês.” — ZAC. 8:23.

      CÂNTICOS: 65, 122

      SABE EXPLICAR?

      • Como Zacarias 8:23 está se cumprindo?

      • Como os cristãos ungidos devem encarar a si mesmos? — 1 Cor. 4:6-8.

      • Por que não devemos nos preocupar com o número de pessoas que comem do pão e bebem do vinho na Celebração? — Rom. 9:11, 16.

      1, 2. (a) O que Jeová disse que aconteceria na nossa época? (b) Que perguntas serão respondidas neste artigo? (Veja a gravura no início do artigo.)

      A RESPEITO do tempo em que vivemos, Jeová predisse: “Naqueles dias, dez homens de todas as línguas das nações agarrarão, sim, agarrarão firmemente a túnica de um judeu, dizendo: ‘Queremos ir com vocês, pois ouvimos que Deus está com vocês.’” (Zac. 8:23) Assim como esses dez homens que agarram a roupa de um judeu, as pessoas com a esperança terrestre têm orgulho de se associar com o “Israel de Deus” — os que foram ungidos pelo espírito de Jeová. Por quê? Porque sabem que Jeová os está abençoando. — Gál. 6:16.

      2 Jesus, assim como o profeta Zacarias, destacou que haveria união entre o povo de Deus. Ele disse que seus seguidores estariam em dois grupos — um “pequeno rebanho” e as “outras ovelhas” —, mas também disse que eles formariam “um só rebanho”, com “um só pastor”. (Luc. 12:32; João 10:16) No entanto, surgem algumas perguntas sobre a relação entre esses dois grupos: (1) Será que os das outras ovelhas precisam saber o nome de todos os ungidos hoje? (2) Como os ungidos devem encarar a si mesmos? (3) Como você deve reagir se alguém na sua congregação começar a comer do pão e beber do vinho na Celebração? (4) Você precisa ficar preocupado se notar que o número dos que comem do pão e bebem do vinho está aumentando? Vejamos a resposta a essas perguntas.

      PRECISAMOS SABER O NOME DE TODOS OS UNGIDOS HOJE?

      3. Por que é impossível sabermos com certeza quem fará parte dos 144 mil?

      3 Será que os das outras ovelhas precisam saber o nome de todos os ungidos hoje? A resposta direta é não. Por que não? Porque, mesmo que alguém tenha recebido a chamada celestial, ele recebeu apenas um convite, não uma confirmação dessa recompensa. Tanto é que Satanás usa “falsos profetas” para tentar “enganar . . . os escolhidos”. (Mat. 24:24) Ninguém pode saber se um cristão ungido receberá sua recompensa celestial até que o próprio Jeová decida isso. Jeová avalia se a pessoa é digna dessa recompensa e lhe dá a selagem final algum tempo antes de ela morrer fielmente ou algum tempo antes do início da “grande tribulação”. (Apo. 2:10; 7:3, 14) Assim, seria inútil alguém hoje na Terra tentar descobrir quem dentre os servos de Deus fará parte dos 144 mil.[1]

      4. Se é impossível saber o nome de todos os ungidos na Terra hoje, como é que podemos “ir com” eles?

      4 Se é impossível saber o nome de todos os ungidos que estão hoje na Terra, como é que os membros das outras ovelhas podem “ir com” eles? Pense no que a profecia em Zacarias diz sobre os simbólicos dez homens. Eles ‘agarrariam firmemente a túnica de um judeu, dizendo: “Queremos ir com vocês, pois ouvimos que Deus está com vocês.”’ Embora o texto mencione apenas um judeu, ele faz referência a mais de uma pessoa. Por isso, não é necessário identificar cada judeu espiritual e então ir com ele. Em vez disso, precisamos identificar essas pessoas como grupo e daí apoiar esse grupo. De modo algum a Bíblia nos incentiva a seguir uma pessoa específica. Jesus é o nosso Líder. — Mat. 23:10.

      COMO OS UNGIDOS DEVEM ENCARAR A SI MESMOS?

      5. Que alerta os ungidos devem considerar com muita atenção, e por quê?

      5 Os que comem do pão e bebem do vinho na Celebração devem considerar com muita atenção o alerta em 1 Coríntios 11:27-29. (Leia.) O que o apóstolo Paulo quis dizer aqui? Se um cristão ungido não estiver mantendo uma boa relação com Jeová, estará comendo o pão e bebendo o vinho de modo indigno. (Heb. 6:4-6; 10:26-29) Esse alerta ajuda os ungidos a lembrar que eles ainda não receberam a recompensa. Eles precisam continuar se empenhando “para alcançar o alvo, a fim de receber o prêmio da chamada para cima da parte de Deus, por meio de Cristo Jesus”. — Fil. 3:13-16.

      6. Como os ungidos devem encarar a si mesmos?

      6 Sob inspiração, Paulo fez um apelo para que os ungidos ‘andassem de um modo digno da chamada com que haviam sido chamados’. Como eles devem fazer isso? Paulo continua: “Com toda a humildade e brandura, com paciência, suportando uns aos outros em amor, esforçando-se diligentemente para manter a unidade do espírito, no vínculo unificador da paz.” (Efé. 4:1-3) O espírito de Jeová promove a humildade, não o orgulho. (Col. 3:12) Os ungidos são modestos e reconhecem o seguinte: o fato de terem a chamada celestial não significa necessariamente que eles têm mais espírito santo que os das outras ovelhas. Eles não afirmam ter um conhecimento especial ou receber revelações; nem tentam provar que são superiores de algum modo. Além disso, eles nunca sugeririam a outras pessoas que elas também foram ungidas e devem começar a comer do pão e beber do vinho na Celebração; em vez disso, reconhecem com humildade que é Jeová quem faz a chamada dos ungidos.

      7, 8. O que os ungidos não esperam, e por quê?

      7 Os ungidos consideram sua chamada celestial um grande privilégio, mas não esperam receber um tratamento especial. (Efé. 1:18, 19; leia Filipenses 2:2, 3.) O espírito de Jeová deu testemunho apenas a eles, não a todos. Então, eles não ficam surpresos se alguém não vai logo acreditando que eles foram ungidos pelo espírito santo. Na verdade, eles sabem que a Bíblia nos alerta contra acreditar ingenuamente em alguém que afirma ter uma designação especial de Deus. (Apo. 2:2) Portanto, ao se apresentar a outras pessoas, eles jamais dizem que são ungidos só para impressionar. Geralmente, eles nem mencionam isso, pois não querem chamar atenção para si mesmos; nem querem se gabar de sua futura recompensa. — 1 Cor. 1:28, 29; leia 1 Coríntios 4:6-8.

      8 Além disso, os ungidos não encaram a si mesmos como membros de um grupo exclusivo, uma espécie de elite. Eles não ficam procurando outros ungidos para fazer amizade ou para formar grupos de estudo da Bíblia. (Gál. 1:15-17) Isso causaria divisões na congregação e prejudicaria a atuação do espírito santo, que promove a paz e a união. — Leia Romanos 16:17, 18.

      COMO VOCÊ DEVE TRATÁ-LOS?

      9. Por que precisamos tomar cuidado com o tratamento que damos a alguém ungido? (Veja o quadro “O amor ‘não se comporta indecentemente’”.)

      9 Como você deve tratar alguém que come do pão e bebe do vinho na Celebração? Jesus disse a seus discípulos: “Todos vocês são irmãos.” Daí acrescentou: “Quem se enaltecer será humilhado, e quem se humilhar será enaltecido.” (Mat. 23:8-12) Então, seria errado enaltecer pessoas, mesmo que sejam irmãos ungidos de Cristo. Referindo-se aos anciãos, a Bíblia nos incentiva a imitar a fé dos que exercem liderança, mas nunca diz que devemos engrandecer algum humano como se fosse nosso líder. (Heb. 13:7) É verdade que a Bíblia diz que alguns são “considerados dignos de dupla honra”. No entanto, eles não merecem essa honra porque são ungidos, mas porque “presidem bem” e “trabalham arduamente no falar e no ensinar”. (1 Tim. 5:17) Por isso, os que têm a chamada celestial se sentiriam constrangidos se outros os bajulassem. Pior ainda, esse tipo de tratamento especial poderia levá-los a perder a humildade. (Rom. 12:3) Nenhum de nós gostaria de fazer um irmão de Cristo tropeçar! — Luc. 17:2.

      Uma Testemunha de Jeová pegando um pão na Celebração

      Como você deve tratar alguém que come do pão e bebe do vinho na Celebração? (Veja os parágrafos 9-11.)

      10. Como podemos mostrar respeito pelos ungidos?

      10 Como podemos mostrar o devido respeito àqueles que Jeová ungiu? Por não fazer perguntas pessoais sobre sua unção. Desse modo, evitamos nos intrometer em assuntos que não nos dizem respeito. (1 Tes. 4:11; 2 Tes. 3:11) Não devemos concluir que os pais, o cônjuge ou outros parentes do ungido também são ungidos. Os laços familiares não influenciam na escolha de um ungido. (1 Tes. 2:12) Também devemos resistir ao impulso de perguntar ao cônjuge de uma pessoa ungida como se sente por saber que não viverá com ela no Paraíso terrestre. Em vez de fazer perguntas que podem magoar, todos nós podemos confiar plenamente na promessa de que Jeová vai abrir sua mão e ‘satisfazer o desejo de todos os seres vivos’. — Sal. 145:16.

      11. Como somos protegidos por não ‘admirar personalidades’?

      11 Os que tratam os ungidos de modo equilibrado estão se protegendo de um perigo sutil. A Bíblia diz que “falsos irmãos” podem se infiltrar na congregação. (Gál. 2:4, 5; 1 João 2:19) Esses impostores talvez até afirmem ser ungidos. Além disso, alguns cristãos ungidos podem se desviar da fé. (Mat. 25:10-12; 2 Ped. 2:20, 21) Se evitarmos a armadilha de ‘admirar personalidades’, não deixaremos que esse tipo de pessoa nos afaste da verdade; além disso, nossa fé não ficará abalada caso um cristão bem conhecido ou veterano se torne infiel. — Judas 16, nota.

      QUE DIZER DO NÚMERO DOS QUE COMEM DO PÃO E BEBEM DO VINHO?

      12, 13. Por que não precisamos nos preocupar com o número de pessoas que comem do pão e bebem do vinho na Celebração?

      12 Em anos recentes, temos notado um aumento no número dos que comem do pão e bebem do vinho na Celebração da morte de Cristo. Isso é bem diferente do que vimos por muitas décadas, quando o número diminuía. Será que o aumento atual deve nos preocupar? Não. Vejamos alguns pontos importantes que devemos ter em mente.

      13 “Jeová conhece os que lhe pertencem.” (2 Tim. 2:19) Os irmãos que fazem a contagem dos que comem do pão e bebem do vinho não podem julgar quem realmente tem a esperança celestial. Esse número inclui pessoas que por engano acham que são ungidas. Depois de um tempo, alguns que começaram a comer do pão e beber do vinho pararam. Outros, por terem problemas mentais ou emocionais, acreditam que governarão com Cristo no céu. Então, o número de participantes não indica com precisão a quantidade de ungidos na Terra.

      14. O que a Bíblia diz sobre o número de ungidos que estarão na Terra quando começar a grande tribulação?

      14 Haverá ungidos em várias partes da Terra quando Jesus vier para levá-los para o céu. A respeito desse tempo, a Bíblia diz: “[Jesus] enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos desde os quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu.” (Mar. 13:27) É verdade que a Bíblia indica que apenas um restante dos ungidos estará na Terra durante os últimos dias. (Apo. 12:17) Mas ela não diz quantos ainda estarão aqui quando começar a grande tribulação.

      15, 16. O que precisamos entender sobre os 144 mil escolhidos por Jeová?

      15 Jeová decide em que ponto da História ele escolhe os ungidos. (Rom. 8:28-30) Jeová começou a escolher os ungidos depois da morte e ressurreição de Jesus, e pelo visto todos na congregação cristã do primeiro século eram ungidos. Desde aquele tempo até o início dos últimos dias, a grande maioria dos que afirmavam seguir a Cristo eram falsos cristãos. Jesus os comparou a “joio”. Mesmo assim, Jeová continuou ungindo alguns fiéis durante esse tempo, e eles provaram ser como o “trigo” descrito por Jesus. (Mat. 13:24-30) Nos últimos dias, Jeová continua escolhendo pessoas para fazer parte dos 144 mil.[2] Se ele decidir esperar até a parte final desse período para escolher alguns para esse privilégio, quem somos nós para questionar sua sabedoria? (Isa. 45:9; Dan. 4:35; leia Romanos 9:11, 16.)[3] Devemos tomar cuidado para não agirmos como os trabalhadores insatisfeitos que reclamaram do modo como o dono do vinhedo lidou com os trabalhadores da 11.ª hora. — Leia Mateus 20:8-15.

      16 Nem todos que têm a esperança celestial fazem parte do “escravo fiel e prudente”. (Mat. 24:45-47) Assim como no primeiro século, Jeová e Jesus estão hoje alimentando muitos pelas mãos de poucos. No primeiro século, poucos cristãos ungidos foram usados para escrever as Escrituras Gregas Cristãs. Hoje, também, poucos cristãos ungidos foram designados para fornecer “alimento [espiritual] no tempo apropriado”.

      17. O que você aprendeu deste artigo?

      17 O que aprendemos desta consideração? Jeová decidiu dar duas recompensas distintas: vida celestial para os judeus espirituais e vida terrestre para os simbólicos dez homens. Mas ele exige o mesmo padrão de fidelidade dos que têm a chamada celestial e dos que têm a esperança terrestre. Os dois grupos devem se manter humildes. Os dois grupos devem ser unidos. E os dois grupos devem promover a paz na congregação. À medida que os últimos dias se aproximam do fim, que todos nós estejamos determinados a servir como um só rebanho sob a direção de Cristo!

      ^ [1] (parágrafo 3) Segundo o Salmo 87:5, 6, é provável que no futuro seja revelado o nome de todos os que tiverem sido levados para o céu para governar com Jesus. — Rom. 8:19.

      ^ [2] (parágrafo 15) Embora Atos 2:33 mostre que Jesus faz parte do processo de escolha, Jeová é a Fonte do convite.

      ^ [3] (parágrafo 15) Para mais informações, veja “Perguntas dos Leitores” em A Sentinela de 1.º de maio de 2007, pp. 30-31.

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