-
Recompensadas ‘as almas que foram mortas’Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
-
-
“E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter.” (Revelação 6:9)
-
-
Recompensadas ‘as almas que foram mortas’Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
-
-
3. (a) No antigo tabernáculo judaico, como eram derramadas almas “junto à base do altar”? (b) Por que João viu as almas de testemunhas mortas por baixo dum simbólico altar no céu?
3 Por baixo deste altar há “as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter”. O que significa isso? Não se pode tratar de almas desencarnadas — semelhantes àquelas em que os gregos pagãos criam. (Gênesis 2:7; Ezequiel 18:4) Antes, João sabe que a alma, ou vida, é simbolizada pelo sangue, e que, quando os sacerdotes no antigo tabernáculo judaico matavam um animal sacrificial, eles aspergiam o sangue “ao redor sobre o altar” ou derramavam-no “junto à base do altar da oferta queimada”. (Levítico 3:2, 8, 13; 4:7; 17:6, 11, 12) Portanto, a alma do animal era estreitamente associada com o altar de sacrifício. Mas por que se veria as almas, ou o sangue, desses específicos servos de Deus por baixo dum altar simbólico no céu? Porque a morte deles é encarada como sacrificial.
4. Em que sentido é sacrificial a morte dos cristãos gerados pelo espírito?
4 De fato, todos os gerados como filhos espirituais de Deus têm uma morte sacrificial. Em vista do papel que hão de desempenhar no Reino celestial de Jeová Deus, é da vontade Dele que renunciem e sacrifiquem qualquer esperança de vida eterna na Terra. Neste respeito, submetem-se a uma morte sacrificial a favor da soberania de Jeová. (Filipenses 3:8-11; veja 2:17.) Isso ocorre em sentido bem real com aqueles que João viu por baixo do altar. São os ungidos que nos dias deles foram martirizados pelo seu ministério zeloso na defesa da Palavra e da soberania de Jeová. Suas ‘almas foram mortas por causa da Palavra de Deus e por causa da obra de testemunho [mar·ty·rí·an] que costumavam ter’.
5. Como se dá que as almas de fiéis, embora mortas, gritam por vingança?
5 O cenário continua a se desenrolar: “E gritaram com voz alta, dizendo: ‘Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-te-ás de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra?’” (Revelação 6:10) Como podem suas almas, ou seu sangue, gritar por vingança, visto que a Bíblia mostra que os mortos não estão cônscios? (Eclesiastes 9:5) Ora, não clamava o sangue de Abel depois de ele ter sido assassinado por Caim? Jeová disse então a Caim: “Que fizeste? Escuta! O sangue de teu irmão está clamando a mim desde o solo.” (Gênesis 4:10, 11; Hebreus 12:24) O caso não era que o sangue de Abel proferisse literalmente palavras. Antes, Abel havia morrido como vítima inocente, e a justiça exigia que seu assassino fosse punido. De maneira similar, aqueles mártires cristãos são inocentes e têm de ser vingados em justiça. (Lucas 18:7, 8) O clamor por vingança é alto, porque muitos milhares têm morrido assim. — Veja Jeremias 15:15, 16.
6. Que derramamento de sangue inocente foi vingado em 607 AEC?
6 A situação também pode ser comparada à existente na Judá apóstata, quando o Rei Manassés subiu ao trono, em 716 AEC. Ele derramou muito sangue inocente, provavelmente ‘serrando em pedaços’ o profeta Isaías. (Hebreus 11:37; 2 Reis 21:16) Embora Manassés mais tarde tenha se arrependido e se regenerado, aquela culpa pelo sangue derramado permanecia. Em 607 AEC, quando os babilônios desolaram o reino de Judá, “foi somente pela ordem de Jeová que isto sucedeu a Judá, a fim de removê-lo da sua vista por causa dos pecados de Manassés, conforme tudo o que tinha feito; e também por causa do sangue inocente que tinha derramado de modo a encher Jerusalém de sangue inocente, e Jeová não consentiu em dar perdão”. — 2 Reis 24:3, 4.
7. Quem é primariamente culpado por derramar “o sangue dos santos”?
7 Como nos tempos bíblicos, assim também hoje, muitos daqueles que mataram testemunhas de Deus talvez já tenham falecido há muito tempo. Mas a organização que causou o martírio delas ainda está bem viva e é culpada de derramar sangue. É a organização terrestre de Satanás, seu descendente terrestre. Quem se destaca nela é Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa.a Ela é descrita como estando “embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. Sim, “nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra”. (Revelação 17:5, 6; 18:24; Efésios 4:11; 1 Coríntios 12:28) Que enorme culpa pelo sangue derramado! Enquanto existir Babilônia, a Grande, o sangue das suas vítimas clamará por justiça. — Revelação 19:1, 2.
8. (a) Que casos de martírio haviam ocorrido durante a vida de João? (b) Que perseguições foram instigadas por imperadores romanos?
8 O próprio João presenciara martírios no primeiro século, quando a cruel Serpente e seu descendente terrestre travaram guerra contra a crescente congregação de cristãos ungidos. João vira nosso Senhor pregado numa estaca e sobrevivera à matança de Estêvão, de seu próprio irmão, Tiago, de Pedro, de Paulo e de outros associados íntimos. (João 19:26, 27; 21:15, 18, 19; Atos 7:59, 60; 8:2; 12:2; 2 Timóteo 1:1; 4:6, 7) Em 64 EC, o imperador romano Nero fizera dos cristãos o bode expiatório, acusando-os de incendiar a cidade a fim de neutralizar um rumor de que o culpado era ele. O historiador Tácito relata: “Eles [os cristãos] morreram por métodos de zombaria; alguns foram cobertos de peles de animais selvagens e depois dilacerados por cães, outros foram [pregados em estacas],b outros foram queimados quais tochas para iluminar a noite.” Outra onda de perseguição, sob o Imperador Domiciano (81-96 EC), resultou em João ser exilado na ilha de Patmos. Como dissera Jesus: “Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós.” — João 15:20; Mateus 10:22.
9. (a) Que obra-prima de fraude Satanás havia produzido até o quarto século EC, e de que ela é a parte principal? (b) Como foi que alguns governantes na cristandade trataram as Testemunhas de Jeová durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial?
9 Por volta do quarto século EC, aquela antiga serpente, Satanás, o Diabo, já havia produzido sua obra-prima de fraude, a religião apóstata da cristandade — um sistema babilônico disfarçado de “cristão”. Ela é a parte principal do descendente da Serpente e desenvolveu-se numa multidão de seitas conflitantes. Igual ao Judá infiel da antiguidade, a cristandade leva uma pesada culpa de derramamento de sangue, tendo-se envolvido profundamente em ambos os lados da Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Alguns governantes políticos na cristandade até mesmo usaram essas guerras como pretexto para matar servos ungidos de Deus. Relatando a perseguição que Hitler movia às Testemunhas de Jeová, uma crítica literária do livro de Friedrich Zipfel, Kirchenkampf in Deutschland (Luta das Igrejas na Alemanha), declarou: “Um terço deles [das Testemunhas] foi morto, quer sendo executado, quer por outros atos violentos, pela fome, pela doença, quer pelo trabalho escravo. A severidade desse tratamento não tinha precedentes e era resultado da intransigente fé, que não se podia harmonizar com a ideologia nacional-socialista.” Deveras, pode-se dizer a respeito da cristandade, inclusive do seu sacerdócio: “Nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes.” — Jeremias 2:34.c
-
-
Recompensadas ‘as almas que foram mortas’Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
-
-
“E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca; e foi-lhes dito que descansassem mais um pouco, até que se completasse também o número dos seus coescravos e dos seus irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham sido.” (Revelação 6:11) Receberem “uma comprida veste branca” tem que ver com a sua ressurreição para ser criaturas espirituais imortais. Não mais jazem por baixo do altar como almas que haviam sido mortas, mas foram ressuscitados para fazer parte do grupo dos 24 anciãos, que adoram perante o trono celestial de Deus. Ali eles mesmos receberam tronos, mostrando que receberam privilégios régios. E estão “trajados de roupas exteriores brancas”, indicando que foram considerados justos, dignos dum lugar de honra perante Jeová naquela corte celestial. Isso cumpre também a promessa de Jesus aos fiéis cristãos ungidos na congregação em Sardes: “Aquele que vencer estará assim vestido de roupas exteriores brancas.” — Revelação 3:5; 4:4; 1 Pedro 1:4.
12. Em que sentido é que os ungidos ressuscitados ‘descansam mais um pouco’, e até quando?
12 Toda a evidência indica que essa ressurreição celestial começou em 1918, após a entronização de Jesus, em 1914, e ele sair cavalgando para iniciar sua vitória como rei por eliminar dos céus a Satanás e seus demônios. Todavia, a esses ungidos ressuscitados se diz que ‘descansem mais um pouco, até que se complete também o número dos seus coescravos’. Aqueles da classe de João que ainda estão na Terra precisam provar sua integridade sob provações e perseguições, e alguns deles talvez ainda sejam mortos. Finalmente, porém, todo o sangue justo derramado por Babilônia, a Grande, e seus amantes políticos será vingado. No ínterim, os ressuscitados, sem dúvida, estão ocupados com deveres celestiais. Descansam, não por folgar em venturosa inatividade, mas por pacientemente esperar o dia da vingança de Jeová. (Isaías 34:8; Romanos 12:19) Seu descanso terminará quando presenciarem a destruição da religião falsa e quando, como “chamados, e escolhidos, e fiéis”, acompanharem o Senhor Jesus Cristo na execução do julgamento de todos os outros integrantes do descendente iníquo de Satanás aqui na Terra. — Revelação 2:26, 27; 17:14; Romanos 16:20.
-