BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O que revela a visão do invisível?
    Despertai! — 2000 | 22 de agosto
    • O que revela a visão do invisível?

      O QUE acontece quando os humanos usam novas invenções para abrir a cortina, por assim dizer, e ver o que não podiam ver antes? Isso ajuda a definir, com certo grau de certeza, o que antes não se conhecia. — Veja o quadro abaixo.

      Acreditava-se outrora que a Terra era o centro do Universo. Mas o uso do telescópio mostrou que os planetas, incluindo a Terra, orbitam ao redor do Sol. Mais recentemente, com a invenção de microscópios poderosos, os humanos têm examinado o próprio átomo e visto como certos tipos de átomos se combinam com outros, formando as chamadas moléculas.

      Considere a composição de uma molécula de água, uma substância essencial à vida. Dois átomos de hidrogênio foram projetados para se juntar de modo ímpar a um átomo de oxigênio, formando uma molécula de água — bilhões delas em cada gota. O que nos revela um exame da molécula de água e de seu comportamento sob diferentes circunstâncias?

      A maravilha da água

      Embora uma gota de água possa parecer algo muito simples, a água é uma substância extremamente complexa. De fato, o Dr. John Emsley, editor de ciência do Imperial College, em Londres, disse: “[A água] é uma das substâncias químicas mais investigadas, mas ainda é a menos entendida.” E a revista New Scientist publicou: “A água é o líquido mais conhecido da Terra, mas também um dos mais misteriosos.”

      O Dr. Emsley explicou que, apesar de sua estrutura simples, “nada tem um comportamento tão complexo” como a água. Ele exemplificou: “H2O devia ser um gás, . . . mas é um líquido. Ademais, ao congelar . . . , a sua forma sólida, o gelo, flutua em vez de afundar”, como normalmente seria de esperar. Sobre esse comportamento incomum, o Dr. Paul E. Klopsteg, um ex-presidente da Associação Americana para o Progresso da Ciência, observou:

      “Isso parece ser notavelmente projetado para sustentar a vida aquática, como os peixes. Imagine como seria se a água, ao congelar, não agisse conforme mencionado. O gelo se formaria sem parar até ocupar um lago inteiro, sufocando toda, ou a maior parte, da vida marinha.” O Dr. Klopsteg disse que esse inesperado comportamento da água “é evidência da ação, no Universo, de uma mente poderosa e objetiva”.

      Segundo a New Scientist, os pesquisadores acham que agora já sabem por que a água age dessa maneira incomum. Eles criaram o primeiro padrão teórico que prediz com exatidão a expansão da água. “A chave do mistério”, entendem eles, “está no espaçamento dos átomos de oxigênio dentro dessas estruturas”.

      Não é notável isso? Uma molécula aparentemente tão simples desafia a compreensão humana. E pensar que a maior parte da massa do nosso corpo é água! Você também vê nas maravilhas dessa molécula, de apenas três átomos de dois elementos, “evidência da ação . . . de uma mente poderosa e objetiva”? Não obstante, uma molécula de água é pequeníssima e bem menos complexa do que muitas outras moléculas.

      Moléculas de grande complexidade

      Algumas moléculas se compõem de milhares de átomos de muitos dos 88 elementos naturais na Terra. Por exemplo, uma molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), que contém os dados codificados da hereditariedade de toda coisa viva, pode ter milhões de átomos de vários elementos.

      Apesar de sua incrível complexidade, o diâmetro da molécula DNA mede apenas 0,0000025 milímetro, e pode ser vista apenas num poderoso microscópio. Só em 1944 os cientistas descobriram que o DNA determina a hereditariedade de toda pessoa. Essa descoberta desencadeou uma intensa pesquisa dessa molécula extremamente complexa.

      Mas o DNA e a água são apenas dois dos muitos tipos de moléculas que entram na formação das coisas. E, visto que muitas moléculas se encontram tanto nas coisas vivas como nas não-vivas, devemos concluir que o que separa uma coisa viva de uma coisa não-viva é um passo, ou ponte, relativamente simples?

      Por muito tempo, muitos acreditavam que sim. “A esperança de que o aumentado conhecimento bioquímico transporia o abismo foi especificamente expressa por muitos especialistas nos anos 20 e 30”, explicou o microbiólogo Michael Denton. Mas, com o tempo, o que realmente se descobriu?

      A vida é especial e ímpar

      Embora os cientistas esperassem encontrar intermediários transicionais, ou uma série de passos graduais, entre o que é vivo e o que não é, Denton observou que a existência de uma descontinuidade definida foi “finalmente estabelecida depois de revolucionárias descobertas da biologia molecular, no início dos anos 50”. Referindo-se a um fato notável que hoje é evidente para os cientistas, Denton prosseguiu:

      “Sabemos agora que existe não só uma brecha entre o mundo das coisas vivas e o das coisas não-vivas, mas também que ela representa a mais dramática e fundamental de todas as descontinuidades da natureza. Entre uma célula viva e o mais altamente ordenado sistema não-biológico, como um cristal ou um floco de neve, existe um abismo tão amplo e absoluto quanto se possa conceber.”

      Isso não significa que é fácil criar uma molécula. O livro Molecules to Living Cells (De Moléculas para Células Vivas) explica: “A síntese dos blocos de construção das pequenas moléculas é em si mesma complexa.” Mas acrescenta que fazer tais moléculas “é brincadeira de criança em comparação com o que deve ter ocorrido em seguida para gerar a primeira célula viva”.

      As células podem existir por si mesmas, como organismos de vida própria, como as bactérias, ou podem funcionar como parte de um organismo multicelular, como o ser humano. Seriam necessárias 500 células de tamanho médio para preencher o espaço do ponto no fim desta sentença. Portanto, não é de admirar que as funções de uma célula sejam invisíveis a olho nu. Mas o que revela uma olhada numa célula humana através de um microscópio?

      A célula: fruto do acaso ou de projeto?

      Primeiro, é impossível não se pasmar com a complexidade das células vivas. Certo editor de ciência observou: “O crescimento normal até mesmo da célula viva mais simples exige a coordenação de dezenas de milhares de reações químicas.” Ele perguntou: “Como é possível controlar simultaneamente 20.000 reações dentro de uma única minúscula célula?”

      Michael Denton comparou até mesmo a menor célula viva a “uma verdadeira fábrica microminiaturizada que contém milhares de peças de requintado design de intrincados mecanismos moleculares, compostos de cem bilhões de átomos, muito mais complicados do que qualquer mecanismo construído pelo homem e absolutamente sem paralelo no mundo das coisas não-vivas”.

      Os cientistas ainda se espantam com a complexidade da célula, como disse o jornal The New York Times de 15 de fevereiro de 2000: “Quanto mais os biólogos entendem de células vivas, tanto mais assustadora se torna a tarefa de determinar tudo o que elas fazem. A célula humana mediana é pequena demais para ser vista, no entanto, a todo instante 30.000 de seus 100.000 genes podem ser acionados para cumprir tarefas necessárias na célula ou responder a mensagens de outras células.”

      O jornal perguntou: “Como seria possível analisar uma máquina tão minúscula e tão instigante? E mesmo se um esforço prodigioso tornasse possível aprender tudo sobre uma célula humana, existem pelo menos 200 tipos diferentes no corpo humano.”

      A revista Nature, num artigo intitulado “Verdadeiras máquinas de criação”, publicou a descoberta de minúsculos motores dentro de cada célula do corpo. Eles giram para produzir trifosfato de adenosina, a fonte de energia das células. Certo cientista refletiu: “Imagine o que se conseguiria fazer se soubéssemos projetar e construir um maquinismo molecular similar ao das células.”

      Pense na capacidade criativa da célula. A quantidade de dados contidos no DNA de uma única célula do nosso corpo encheria cerca de um milhão de páginas como esta! Mais ainda, sempre que uma célula se divide para criar uma nova, esses mesmos dados passam para a nova célula. Como você acha que cada célula — 100 trilhões delas no seu corpo — vieram a estar programadas com esses dados? Por acaso, ou pela ação de um Projetista-Mestre?

      Você talvez conclua o mesmo que o biólogo Russell Charles Artist, que disse: “Deparamo-nos com dificuldades enormes, até mesmo insuperáveis, ao tentarmos explicar a origem [da célula], e também seu funcionamento contínuo, a menos que afirmemos, com racionabilidade e lógica, que uma inteligência, uma mente, a trouxe à existência.”

      Uma ordem maravilhosa

      Anos atrás, Kirtley F. Mather, na época professor de biologia na Universidade de Harvard, chegou a esta conclusão: “Vivemos num Universo, não de acaso ou casualidade, mas de Lei e Ordem. Sua Administração é totalmente racional e digna do maior respeito. Considere o maravilhoso arranjo matemático da natureza, que nos permite dar consecutivos números atômicos a todo elemento de matéria.”

      Analisemos brevemente esse “maravilhoso arranjo matemático da natureza”. Entre os elementosa conhecidos aos antigos estavam o ouro, a prata, o cobre, o estanho e o ferro. O arsênio, o bismuto e o antimônio foram identificados pelos alquimistas na Idade Média e, mais tarde, nos anos 1700, foram descobertos muitos outros elementos. Em 1863, o espectroscópio (que separa a ímpar faixa de cores que cada elemento emite) foi usado para identificar o índio, o 63.º elemento descoberto.

      Naquele tempo, o químico russo Dmitri Ivanovich Mendeleyev concluiu que os elementos não foram criados acidentalmente. Por fim, em 18 de março de 1869, seu tratado “Esboço do Sistema dos Elementos” foi lido para a Sociedade Química Russa. Ali, ele declarou: ‘Desejo estabelecer algum tipo de sistema não guiado pelo acaso mas sim por algum tipo de princípio definido e exato.’

      No seu famoso documento, Mendeleyev predisse: “Ainda devemos esperar descobrir muitos elementos simples desconhecidos; por exemplo, os similares ao alumínio e ao silício, elementos de peso atômico de 65 a 75.” Mendeleyev deixou espaços em branco para 16 novos elementos. Quando lhe pediram provas de suas predições, ele respondeu: “Não preciso de provas. As leis da natureza, diferentemente das leis de gramática, não admitem exceções.” Acrescentou: “Suponho que quando os elementos desconhecidos forem encontrados, mais pessoas nos darão atenção.”

      Foi exatamente isso o que aconteceu! “Durante os 15 anos seguintes”, explica a Encyclopedia Americana, “a descoberta do gálio, do escândio e do germânio, cujas propriedades se ajustam bem às preditas por Mendeleyev, comprovou a validade da tabela periódica e garantiu a fama de seu autor”. No início do século 20, todos os elementos conhecidos já haviam sido descobertos.

      Obviamente, como disse o pesquisador de química Elmer W. Maurer, “esse belo arranjo de forma alguma pode ser uma questão de acaso”. Quanto à possibilidade de que a harmoniosa ordem dos elementos seja uma questão de acaso, o professor de química John Cleveland Cothran observou: “A descoberta pós-predição de todos os elementos cuja existência [Mendeleyev] previu, e possuírem eles quase integralmente as propriedades que ele predisse que teriam, efetivamente elimina qualquer possibilidade nesse respeito. A sua grande proposição jamais é chamada de ‘Acaso Periódico’, mas sim de ‘Lei Periódica’.”

      Um rigoroso estudo dos elementos, e como eles se encaixam para formar tudo o que existe no Universo, levou o famoso físico P.A.M. Dirac, então professor de matemática na Universidade de Cambridge, a dizer: “Talvez se possa descrever a situação por dizer-se que Deus é um matemático de nível muitíssimo elevado e que Ele usou matemática muito avançada para construir o Universo.”

      É realmente fascinante sondar o mundo invisível, dos infinitamente minúsculos átomos, moléculas e células vivas às gigantescas galáxias de estrelas muito além do alcance do olho nu! A experiência nos torna modestos. Como isso afeta a você? O que vê refletido nessas coisas? Vê mais do que seus olhos físicos conseguem enxergar?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Substâncias fundamentais que consistem de átomos de apenas um tipo. Apenas 88 elementos existem no estado natural na Terra.

  • Consegue ver além do que seus olhos enxergam?
    Despertai! — 2000 | 22 de agosto
    • Consegue ver além do que seus olhos enxergam?

      O MOTORISTA normalmente não pode enxergar o outro lado de uma curva fechada. Mas com um espelho colocado na curva ele pode ver o tráfego em sentido contrário e evitar acidentes. Similarmente, os humanos não podem “ver” um Criador invisível. Há uma maneira de saber se esse Criador existe?

      Um escritor do primeiro século explicou como se pode discernir a existência daquilo que não podemos ver. Ele escreveu: “As . . . qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo . . . , porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.” — Romanos 1:20.

      Pense nisso. Consegue “ver” inteligência nas coisas ao nosso redor que estão além da capacidade humana de criar? Ajudam-no tais coisas a ver com ‘olhos do seu entendimento’ a existência de alguém maior do que o homem? Vejamos alguns exemplos. — Efésios 1:18, Almeida.

      A criação nos ensina

      Já admirou alguma vez o esplendor de um brilhante céu coberto de estrelas numa noite sem luar, vendo nisso a evidência de um Grandioso Criador? “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos”, exclamou um antigo observador. “Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste”, ponderou esse homem, “que é o homem mortal para que te lembres dele, e o filho do homem terreno para que tomes conta dele?” — Salmo 8:3, 4; 19:1.

      É natural nos maravilharmos diante de criações magníficas demais para serem duplicadas por seres humanos. Diz um famoso trecho de poema: “Só Deus pode fazer uma árvore.” No entanto, muito mais maravilhosa é a formação de um bebê, que ocorre sem nenhuma direção criativa dos pais. Quando o espermatozóide do pai se une a um óvulo da mãe, os planos para a formação de uma criança logo são traçados no DNA da recém-formada célula. “Se fossem escritas”, segundo se diz, as instruções contidas no DNA “encheriam mil livros de 600 páginas cada um”.

      Mas isso é só o começo. A célula original se divide e forma duas, daí quatro, oito, e assim por diante. Uns 270 dias depois, nasce um bebê composto de bilhões de células vivas de mais de 200 tipos. E pensar que na célula original havia todos os dados para fabricar os diferentes tipos de células — e no momento certo! Sente-se induzido a louvar o Criador? Note o louvor expresso por um salmista: “Tu mesmo produziste meus rins; mantiveste-me abrigado no ventre de minha mãe. Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente.” — Salmo 139:13-16.

      Os que estudam esses “milagres” sentem reverência. O Dr. James H. Hutton, antigo presidente das sociedades médicas de Chicago e do Estado de Illinois, nos EUA, disse que se espantou com a “capacidade mágica [das células] de passar para suas sucessoras os dados que elas desejam reproduzir. É realmente maravilhoso que os nossos cientistas pesquisadores tenham aprendido tais coisas. Mas alguma Inteligência Divina certamente deve ter planejado tais fenômenos”.

      O Dr. Hutton continuou: “Na minha subespecialidade, a endocrinologia, o estudo das funções endócrinas e das disfunções dessas glândulas aumenta a convicção de que só a um Poder Divino se pode atribuir a maravilhosa complexidade e funcionamento dessas estruturas vitais.” E concluiu: “Acho que a contemplação dessas maravilhas fornece uma impelente razão para crer que algum poder onipotente e onisciente planejou o Universo, colocou-o em movimento e o preside.”

      Depois dessas observações, o Dr. Hutton perguntou: “É Ele um Deus pessoal que observa cada queda de pardal?” E respondeu: “Tenho minhas dúvidas. Tampouco creio que Ele preste atenção especial às minhas relativamente pouco importantes experiências cotidianas.”

      Por que muitos reconhecem que os “milagres” da criação refletem inteligência, mas questionam a existência de um Deus pessoal que se importa com a humanidade?

      Será que Deus realmente se importa conosco?

      Para muitos, se existisse um Deus ele não permitiria tanto sofrimento humano. É comum perguntarem: “Onde estava Deus quando precisávamos dele?” Um sobrevivente do assassinato de milhões pelos nazistas na Segunda Guerra, de tão amargurado que ficou com o sofrimento que viu, disse: “Se alguém lambesse meu coração, ficaria envenenado.”

      Assim, para muitos isso é um dilema. Como disse o já mencionado antigo observador, a evidência de que existe um Criador é óbvia quando examinamos a milagrosa ordem e desígnio das coisas. Mas se ele é um Deus que se importa conosco, como pode permitir sofrimentos tão terríveis? Para podermos entender isso e adorar a Deus adequadamente, precisamos de uma resposta satisfatória. Onde encontrá-la?

      Incentivamo-lo a obter um exemplar da brochura Importa-se Deus Realmente Conosco?. Na página 32 desta revista poderá ver como fazer o seu pedido. Achamos que uma leitura atenta das seções “Por que Deus tem permitido o sofrimento” e “Qual tem sido o resultado da rebelião” lhe fornecerá respostas satisfatórias.

      [Fotos na página 10]

      Você vê nessas coisas a evidência de que existe um Criador?

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar