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  • O Criador pode dar significado à sua vida
    A Sentinela — 1999 | 15 de junho
    • O Criador pode dar significado à sua vida

      “Louvem eles o nome de Jeová; pois ele mesmo deu ordem, e foram criados.” — SALMO 148:5.

      1, 2. (a) Que pergunta devemos considerar? (b) Como está a criação envolvida na pergunta de Isaías?

      “ACASO não vieste a saber?” Esta pode parecer apenas uma pergunta sugestiva, induzindo muitos a responder: ‘Vim a saber o quê?’ Mas, trata-se duma pergunta séria. E podemos avaliar melhor a resposta por notar o contexto — no Is capítulo 40 do livro bíblico de Isaías. Isaías, um hebreu antigo, a escreveu, de modo que a pergunta também é antiga. Mas ela é igualmente bem moderna, relacionada com a essência do significado da nossa vida.

      2 Visto que a pergunta em Isaías 40:28 é tão importante, ela merece nossa séria atenção: “Acaso não vieste a saber ou não ouviste? Jeová, o Criador das extremidades da terra, é Deus por tempo indefinido.” Portanto, ‘vir a saber’ envolve o Criador da Terra, e o contexto mostra que envolve mais do que apenas a Terra. Dois versículos antes, Isaías escreveu sobre as estrelas: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número . . . Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.”

      3. Mesmo que você saiba muito sobre o Criador, por que deve querer saber mais?

      3 Portanto, a pergunta: “Acaso não vieste a saber?” na realidade é sobre o Criador de nosso Universo. Você talvez esteja convencido de que Jeová Deus é “o Criador das extremidades da terra”. Talvez saiba também muito sobre a personalidade e os modos de ele agir. Mas o que faria, caso você encontrasse um homem ou uma mulher que duvida de que haja um Criador e que evidentemente nem sabe como ele é? Tal encontro não devia surpreender, porque há muitos milhões de pessoas que não sabem nada sobre o Criador ou que não crêem nele. — Salmo 14:1; 53:1.

      4. (a) Por que é agora apropriado considerar o Criador? (b) Que respostas a ciência não pode dar?

      4 As escolas produzem muitos cépticos, que acham que a ciência tem (ou terá) as respostas para as perguntas sobre a origem do Universo e da vida. Em A Origem da Vida (título original em francês: Aux Origines de la Vie), os autores Hagene e Lenay observam: “A origem da vida ainda é debatida no começo do século vinte e um. Este problema, muito difícil de resolver, requer investigações em todos os campos, desde a imensidade do espaço até a infinita pequenez da matéria.” No entanto, o último capítulo, “A Questão Continua Acesa”, admite: “Investigamos algumas das respostas científicas à pergunta: Como surgiu a vida na Terra? Mas por que surgiu a vida? Tem a vida um objetivo? Estas são perguntas que a ciência não consegue responder. Ela apenas pesquisa o ‘como’ das coisas. ‘Como’ e ‘por que’ são duas perguntas inteiramente diferentes. . . . Quanto à pergunta ‘por que’, a filosofia, a religião e — acima de tudo — cada um de nós tem de procurar a resposta.”

      À procura de respostas e de significados

      5. Que tipo de pessoa pode tirar proveito especial de aprender mais sobre o Criador?

      5 Deveras, queremos entender o motivo da existência da vida — e especialmente por que nós existimos. Além disso, devíamos estar interessados naqueles que ainda não chegaram à conclusão de que há um Criador e que certamente sabem pouco sobre os seus modos de agir. Ou pense naqueles cuja formação envolve um conceito de Deus bem diferente daquele que a Bíblia apresenta. Bilhões de pessoas cresceram no Oriente e em outros lugares onde a maioria não encara Deus como uma pessoa, um ser real com uma personalidade atraente. Para elas, a palavra “deus” talvez envolva a impressão de uma força vaga ou de uma causa abstrata. Não ‘chegaram a conhecer o Criador’, nem seus modos de agir. Se essas pessoas, ou milhões de outras com idéias similares, pudessem ser convencidas de que o Criador existe, de que benefício isso seria para elas, inclusive para terem perspectivas eternas! Eles poderiam também obter algo bastante raro — o significado real, o objetivo real e a paz mental na vida.

      6. De que modo tem a vida de muitos hoje em dia uma similaridade ao que se deu com Paul Gauguin e a um dos seus quadros?

      6 Para ilustrar isso: Em 1891, o artista francês Paul Gauguin foi à procura duma vida satisfatória na Polinésia Francesa, um verdadeiro paraíso. Mas a vida dissoluta que levara no passado logo resultou em doenças para ele e para outros. Quando sentiu a chegada da morte, ele pintou uma tela grande, na qual parecia ‘interpretar a vida como grande mistério’. Sabe que nome Gauguin deu àquele quadro? “De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?” Talvez já tenha ouvido outros fazerem perguntas similares. Muitos as fazem. Mas, quando não encontram respostas satisfatórias — nenhum significado real para a vida — onde podem procurá-las? Talvez concluam que sua vida é pouco diferente da dos animais. — 2 Pedro 2:12.a

      7, 8. Por que as pesquisas da ciência, por si só, não são adequadas?

      7 Portanto, pode entender por que alguém, tal como o professor de Física Freeman Dyson, podia escrever: “Não estou sozinho quando faço as mesmas perguntas que Jó fez. Por que sofremos? Por que o mundo é tão injusto? Qual é o objetivo da dor e da tragédia?” (Jó 3:20, 21; 10:2, 18; 21:7) Conforme já mencionado, muitos recorrem à ciência em busca de respostas, em vez de a Deus. Biólogos, oceanógrafos e outros aumentam o conhecimento sobre o nosso globo e a vida nele. Astrônomos e físicos, pesquisando em outra direção, aprendem cada vez mais sobre o nosso sistema solar, as estrelas e mesmo sobre galáxias distantes. (Note Gênesis 11:6.) Que conclusões razoáveis se podem tirar de tais fatos?

      8 Alguns cientistas falam da “mente” ou das “obras” de Deus reveladas no Universo. Mas, será que não se dão conta do ponto-chave? A revista Science mencionou: “Quando os pesquisadores dizem que a cosmologia revela a ‘mente’ ou as ‘obras’ de Deus, eles atribuem ao divino o que no final das contas talvez seja o que menos importa no Universo: a sua estrutura física.” Na realidade, o físico laureado com o Prêmio Nobel, Steven Weinberg, escreveu: “Quanto mais o Universo nos parece compreensível, tanto menos entendemos seu objetivo.”

      9. Que evidência pode ajudar a nós e a outros a aprender algo sobre o Criador?

      9 No entanto, você talvez esteja entre os milhões que estudaram seriamente o assunto e que compreenderam que o verdadeiro significado da vida está relacionado com conhecer o Criador. Lembre-se do que o apóstolo Paulo escreveu: “Os homens não podem dizer que não sabem nada sobre Deus. Desde o começo do mundo, os homens podiam ver como Deus é por meio das coisas que Ele fez. Isto mostra que Seu poder dura para sempre. Mostra que Ele é Deus.” (Romanos 1:20, Holy Bible, New Life Version) Deveras, há fatos a respeito de nosso mundo e de nós que podem ajudar as pessoas a reconhecer o Criador e a encontrar significado relacionado com ele. Considere três aspectos disso: o Universo ao redor de nós, a origem da vida e nossas próprias faculdades mentais.

      Motivos para crer

      10. Por que devemos refletir sobre o “princípio”? (Gênesis 1:1; Salmo 111:10)

      10 Como veio a existir nosso Universo? Talvez saiba à base de relatórios sobre telescópios e sondas espaciais que a maioria dos cientistas se dá conta de que nosso Universo nem sempre existiu. Ele teve um começo e está em expansão. O que indica isso? Ouça o que diz o astrônomo Sir Bernard Lovell: “Se em algum ponto no passado o Universo estava confinado a um estado singular de tamanho infinitamente pequeno e de infinita densidade, temos de perguntar o que havia ali antes . . . Temos de encarar o problema de um Começo.”

      11. (a) Quão vasto é o Universo? (b) O que sugere a precisão do Universo?

      11 A constituição do Universo, incluindo nossa Terra, mostra uma espantosa precisão. Por exemplo, duas notáveis qualidades de nosso Sol e de outras estrelas são a eficiência e a estabilidade de longo alcance. Os cálculos atuais sobre o número de galáxias existentes no Universo visível vão de 50 bilhões (50.000.000.000) a 125 bilhões. E a nossa Via-Láctea tem muitos bilhões de estrelas. Agora considere o seguinte: sabemos que o motor dum automóvel requer uma quantidade específica de combustível e de ar. Se você for dono dum carro, talvez contrate um mecânico treinado para fazer a regulagem do motor, para que seu carro ande mais suave e eficiente. Se essa precisão é importante com um simples motor, então que dizer, por exemplo, da “combustão” eficiente do Sol? É evidente que as forças básicas envolvidas estão reguladas com precisão para haver vida na Terra. Aconteceu isso por mero acaso? Perguntou-se ao Jó da antiguidade: “Foste tu quem proclamou as regras que governam os céus ou quem especificou as leis da natureza na terra?” (Jó 38:33, The New English Bible) Nenhum humano fez isso. Onde se originou então essa precisão? — Salmo 19:1.

      12. Por que não é desarrazoado achar que por trás da criação há uma poderosa Inteligência?

      12 Será que se originou de alguma coisa ou de Alguém que não pode ser visto pelos olhos humanos? Considere esta questão à luz da ciência moderna. A maioria dos astrônomos aceita agora que há corpos celestes muito poderosos — os buracos negros. Estes buracos negros não podem ser vistos, mas os peritos estão convencidos de que existem. De forma comparável, a Bíblia relata que, em outro domínio, existem poderosas criaturas que não podem ser vistas — criaturas espirituais. Se tais poderosos seres invisíveis existem, não é plausível que a precisão revelada em todo o Universo se tenha originado de uma Inteligência poderosa? — Neemias 9:6.

      13, 14. (a) O que confirmou a ciência sobre a origem da vida? (b) O que indica a existência de vida na Terra?

      13 Uma segunda linha de evidência, que pode ajudar as pessoas a reconhecer a existência dum Criador, envolve a origem da vida. Desde os tempos das experiências feitas por Louis Pasteur, aceita-se que a vida não vem à existência do nada, por meio duma geração espontânea. Então, como se originou a vida na Terra? Nos anos 50, os cientistas tentaram provar que ela poderia ter-se desenvolvido aos poucos em algum oceano primevo, quando uma atmosfera primitiva foi constantemente atingida por raios. A evidência mais recente, porém, mostra que tal origem da vida na Terra é improvável, porque esse tipo de atmosfera nunca existiu. Por conseguinte, alguns cientistas procuram uma explicação menos falha. Mas, não despercebem eles também o ponto em questão?

      14 O cientista britânico Sir Fred Hoyle, depois de ter passado décadas estudando o Universo e a vida nele, comentou: “Em vez de aceitar a fantasticamente pequena probabilidade de a vida ter surgido por meio das forças cegas da natureza, parecia melhor supor que a origem da vida foi um ato intelectual voluntário.” Deveras, quanto mais aprendemos sobre as maravilhas da vida, tanto mais lógico se torna que ela teve uma Fonte inteligente. — Jó 33:4; Salmo 8:3, 4; 36:9; Atos 17:28.

      15. Por que se pode dizer que você é singular?

      15 Portanto, o primeiro raciocínio a se levar em conta envolve o Universo, e o segundo, a origem da vida na Terra. Note um terceiro raciocínio — nossa singularidade. Todos os humanos, em muitos sentidos, são singulares, o que significa que você também é. Em que sentido? É provável que já tenha ouvido falar que o cérebro foi comparado a um poderoso computador. Na realidade, porém, descobertas recentes mostram que esta comparação está longe de ser correta. Um cientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) disse: “Os computadores atuais não chegam nem perto da capacidade de um ser humano de 4 anos de ver, falar, locomover-se ou usar senso comum. . . . Calcula-se que a capacidade de processamento de dados até mesmo do supercomputador mais poderoso equivale ao sistema nervoso de uma lesma — uma minúscula fração da capacidade disponível do supercomputador que fica dentro do [seu] crânio.

      16. O que indica a capacidade de falar que você tem?

      16 Você tem a capacidade de falar por causa do seu cérebro. Alguns falam duas, três ou mais línguas, mas até mesmo a capacidade de falar somente uma delas nos torna singulares. (Isaías 36:11; Atos 21:37-40) Os professores R. S. e D. H. Fouts perguntaram: “Será que apenas o homem . . . é capaz de comunicar-se por meio de linguagem? . . . Todos os animais superiores certamente se comunicam por meio de . . . gestos, odores, chamadas, gritos e cantos, e até mesmo dança, como as abelhas. Mas os animais, exceto o homem, parecem não ter uma linguagem gramatical estruturada. E os animais, o que pode ser muito significativo, não desenham. Quando muito, apenas rabiscam.” Deveras, somente os humanos podem usar o cérebro para falar uma língua e fazer desenhos significativos. — Note Isaías 8:1; 30:8; Lucas 1:3.

      17. Qual é uma diferença fundamental entre um animal olhar para o espelho e um humano fazê-lo?

      17 Além disso, você se dá conta de que existe; está cônscio de si mesmo. (Provérbios 14:10) Já viu um pássaro, um cachorro ou um gato olhar-se num espelho e então bicar, rosnar ou atacar? Ele acha que está vendo um outro animal, não reconhecendo a si mesmo. Em contraste, quando você se olha no espelho, sabe que vê a si mesmo. (Tiago 1:23, 24) Pode verificar a sua aparência ou perguntar-se como se parecerá dentro de alguns anos. Os animais não fazem isso. Deveras, o cérebro que você tem o torna singular. A quem cabe o crédito por isso? Como veio a existir seu cérebro, se não foi pela ação de Deus?

      18. Que capacidades mentais distinguem você dos animais?

      18 O cérebro que você tem o habilita a apreciar arte e música, bem como a ter um senso de moral. (Êxodo 15:20; Juízes 11:34; 1 Reis 6:1, 29-35; Mateus 11:16, 17) Por que você, e não os animais? Estes usam o cérebro principalmente para cuidar das necessidades imediatas — conseguir alimento, encontrar um macho ou uma fêmea para se acasalar, ou para construir um ninho. Somente os humanos pensam mais além do momento. Alguns até mesmo pensam em como suas ações afetarão o ambiente ou seus descendentes bem mais no futuro. Por quê? Eclesiastes 3:11 diz a respeito dos humanos: “[O Criador] pôs até mesmo tempo indefinido no seu coração.” Deveras, a capacidade que você tem para considerar o significado do tempo indefinido ou para imaginar uma vida sem fim é especial.

      Deixe o Criador dar-lhe significado

      19. Que três maneiras de raciocinar poderá você usar para ajudar outros a pensar num Criador?

      19 Nós consideramos apenas três aspectos: a precisão observada no vasto Universo, a origem da vida na Terra e a inegável singularidade do cérebro humano, com suas diversas capacidades. O que indicam estes três pontos? O seguinte é um modo de raciocinar que você poderia usar para ajudar outros a chegar a uma conclusão. Poderia perguntar primeiro: O Universo teve princípio? A maioria concordará que teve. Depois pergunte: Este princípio não teve causa ou foi causado? A maioria acha que o princípio do Universo foi causado. Isto leva à última pergunta: Foi o princípio causado por alguma coisa eterna ou por Alguém eterno? Quando as questões são assim apresentadas de modo claro e lógico, muitos podem chegar à conclusão: tem de haver um Criador! Sendo assim, não deve ser possível que a vida tenha um significado?

      20, 21. Por que é essencial que conheçamos o Criador para nossa vida ter significado?

      20 Toda a nossa existência, inclusive o senso de moralidade e a própria moralidade, deve ser relacionada com o Criador. O Dr. Rollo May escreveu certa vez: “A única estrutura adequada para a moralidade é aquela que se fundamenta no derradeiro sentido da vida.” Onde pode ser encontrada? Ele prossegue: “A derradeira estrutura é a natureza de Deus. Os princípios de Deus são os princípios que inspiram a vida desde o começo da criação e até o fim.”

      21 Portanto, podemos entender bem por que o salmista demonstrou ter tanto humildade como sabedoria quando rogou ao Criador: “Faze-me saber os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas. Faze-me andar na tua verdade e ensina-me, pois tu és o meu Deus de salvação.” (Salmo 25:4, 5) Ao passo que chegou a conhecer melhor o Criador, a vida do salmista certamente deve ter tido mais significado, objetivo e orientação. O mesmo se pode dar com cada um de nós. — Êxodo 33:13.

      22. O que envolve chegar a conhecer os modos de agir do Criador?

      22 Chegar a conhecer os “próprios caminhos” do Criador inclui chegar a conhecer ainda melhor como ele é, tanto a sua personalidade como também os seus modos de agir. Mas, visto que o Criador é invisível e extremamente poderoso, como podemos chegar a conhecê-lo melhor? O próximo artigo considerará este assunto.

      [Nota(s) de rodapé]

      a À base do que passou nos campos de concentração nazistas, o Dr. Viktor E. Frankl reconheceu: “O esforço de encontrar um significado para a sua vida é uma principal força motivadora do homem, e não uma ‘racionalização secundária’ de impulsos do instinto”, tais como os animais têm. Ele acrescentou que, décadas depois da Segunda Guerra Mundial, uma pesquisa feita na França “mostrou que 89% das pessoas interrogadas admitiram que o homem precisa de ‘algo’ como motivo para viver”.

  • Fique conhecendo seu Criador
    A Sentinela — 1999 | 15 de junho
    • Fique conhecendo seu Criador

      “Eu mesmo farei toda a minha bondade passar diante da tua face e vou declarar diante de ti o nome de Jeová.” — ÊXODO 33:19.

      1. Por que merece o Criador ser honrado?

      O APÓSTOLO João, escritor do último livro da Bíblia, registrou esta profunda declaração a respeito do Criador: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” (Revelação [Apocalipse] 4:11) Conforme demonstrou o artigo precedente, as descobertas da ciência moderna muitas vezes aumentam os motivos de se crer no Criador de todas as coisas.

      2, 3. (a) O que precisam as pessoas aprender sobre o Criador? (b) Por que não é razoável um encontro pessoal com o Criador?

      2 Embora seja importante aceitar que o Criador existe, é igualmente importante chegar a conhecê-lo — que é mesmo uma pessoa, com uma personalidade e modos de agir que atraem pessoas a ele. Não importa até que ponto você já fez isso, não acha proveitoso chegar a conhecê-lo melhor? Isto não requer que o conheça pessoalmente, assim como chegamos a conhecer outros humanos.

      3 Jeová é o Originador até mesmo das estrelas, das quais o nosso Sol é apenas uma estrela mediana. Pensaria em tentar ter um contato físico, direto, com o Sol? Dificilmente! A maioria das pessoas tomam cuidado quanto a mesmo só olhar para ele ou a expor sua pele aos seus fortes raios por muito tempo. A temperatura no seu núcleo é de uns 15.000.000 de graus Celsius (27.000.000°F.). Cada segundo, esta fornalha termonuclear transforma uns quatro milhões de toneladas de massa em energia. Apenas uma fração dela chega à Terra em forma de calor e luz, mas esta quantidade sustenta toda a vida aqui. Esses fatos básicos deveriam impressionar-nos com o espantoso poder do Criador. Isaías podia muito bem escrever a respeito da “abundância de energia dinâmica [do Criador], sendo ele também vigoroso em poder”. — Isaías 40:26.

      4. O que pediu Moisés, e como respondeu Jeová?

      4 No entanto, sabia que alguns meses depois de os israelitas terem deixado o Egito, em 1513 AEC, Moisés rogou ao Criador: “Faze-me ver a tua glória”? (Êxodo 33:18) Lembrando-se de que Deus é o Originador até mesmo do Sol, você pode entender por que Ele disse a Moisés: “Não podes ver a minha face, porque homem algum pode ver-me e continuar vivo.” O Criador permitiu que Moisés fosse a um esconderijo no monte Sinai enquanto Ele estava “passando”. Moisés ficou então como que exposto às “costas” de Deus, algum tipo de reflexo do brilho da glória ou presença do Criador. — Êxodo 33:20-23; João 1:18.

      5. Como satisfez o Criador o pedido de Moisés, provando assim o quê?

      5 O desejo de Moisés, de chegar a conhecer melhor o Criador, não ficou sem ser atendido. Evidentemente falando por meio dum anjo, Deus passou por Moisés e declarou: “Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição.” (Êxodo 34:6, 7) Isto mostra que chegar a conhecer nosso Criador melhor não envolve ver uma forma física dele, mas sentir em medida mais plena como ele é, sua personalidade e suas características.

      6. De que modo é nosso sistema imunológico uma maravilha?

      6 Um modo de podermos fazer isso é por discernir as qualidades de Deus por meio do que ele criou. Considere o sistema imunológico que você tem. Num número sobre imunidade, a revista Scientific American declarou: “Desde antes do nascimento até a morte, o sistema imunológico está num estado de constante alerta. Uma grande variedade de moléculas e de células . . . protegem-nos contra parasitas e patógenos. Sem essas defesas, os humanos não poderiam sobreviver.” Qual é a origem deste sistema? Um artigo nesta revista disse: “A maravilhosa variedade de células de hábil interação, que defende o corpo contra invasores microbiais e virais, origina-se de umas poucas células precursoras que primeiro aparecem cerca de nove semanas após a concepção.” A mulher grávida transmite alguma imunidade ao seu feto em desenvolvimento. Mais tarde, através do leite materno, ela também fornece células imunológicas e substâncias químicas benéficas ao bebê.

      7. O que podemos considerar sobre o nosso sistema imunológico, chegando a que conclusão?

      7 Você tem bons motivos para concluir que seu sistema imunológico é superior a tudo o que a medicina moderna pode fornecer. Portanto, pergunte-se: ‘O que sugere isso quanto ao seu Originador e Fornecedor?’ Este sistema, que aparece ‘pela primeira vez cerca de nove semanas após a concepção’ e que está pronto para proteger um recém-nascido, certamente revela sabedoria e previdência. Mas, podemos discernir ainda mais sobre o Criador à base deste sistema? Qual é a conclusão da maioria de nós a respeito de Albert Schweitzer e outros que devotaram a vida para dar ajuda médica a desprivilegiados? Costumamos atribuir boas qualidades a tais humanitários compassivos. De forma comparável, a que conclusão podemos chegar a respeito de nosso Criador, que proveu um sistema imunológico tanto a ricos como a pobres? É evidente que ele é amoroso, imparcial, compassivo e justo. Não é isso coerente com a descrição do Criador que Moisés ouviu?

      Ele revela como é

      8. De que modo especial se revela Jeová a nós?

      8 No entanto, há outra maneira de chegarmos a conhecer melhor nosso Criador — por meio da Bíblia. Isto é especialmente importante, porque há coisas referentes a ele que a ciência e o Universo de modo algum podem revelar, e outras coisas que se tornam muito mais claras à base da Bíblia. Um exemplo do ponto anterior é o nome pessoal do Criador. Somente a Bíblia revela tanto o nome do Criador como o seu significado. Nos manuscritos hebraicos da Bíblia, o nome dele aparece umas 7.000 vezes como quatro consoantes, que podem ser transliteradas como YHWH ou JHVH, que em português costumam ser pronunciadas Jeová. — Êxodo 3:15; 6:3.

      9. O que significa o nome pessoal do Criador e o que podemos concluir disso?

      9 Para chegarmos a conhecer melhor o Criador, temos de reconhecer que ele não é apenas uma abstrata “Causa Primária” ou um vago “Eu Sou”. Isto é revelado pelo seu nome pessoal. Este é uma forma dum verbo hebraico que significa “tornar-se” ou “mostrar ser”.a (Note Gênesis 27:29; Eclesiastes 11:3.) O nome de Deus significa “Ele Causa que Venha a Ser” e enfatiza que ele tanto propõe fazer como age. Por conhecermos e usarmos seu nome, podemos avaliar melhor que ele cumpre as promessas e realiza ativamente seu propósito.

      10. Que informação importante nos dá o registro de Gênesis?

      10 A Bíblia é a fonte do conhecimento dos propósitos e da personalidade de Deus. O registro de Gênesis revela que, em certa época, a humanidade estava em paz com Deus e tinha a perspectiva de uma vida longa e significativa. (Gênesis 1:28; 2:7-9) Coerente com o significado do nome Jeová, podemos ter a certeza de que ele acabará com o sofrimento e a frustração com que os humanos se confrontam já por muito tempo. Lemos a respeito do cumprimento do seu propósito: “O mundo físico foi sujeito à frustração, não por seu próprio desejo, mas pela vontade do Criador, que, ao assim fazer, deu-lhe esperança de que um dia poderá ser libertado . . . e ser levado a participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” — Romanos 8:20, 21, The New Testament Letters, de J. W. C. Wand.

      11. Por que podemos levar em conta os relatos bíblicos, e quais são os pormenores de um deles?

      11 A Bíblia pode ajudar-nos também a conhecer melhor nosso Criador por revelar suas ações e reações ao lidar com o antigo Israel. Considere um exemplo, envolvendo Eliseu e Naamã, o chefe militar dos sírios hostis. Ao ler este relato no capítulo 5 de 2 Reis, notará que uma menina israelita, cativa, insistiu em que a lepra de Naamã podia ser curada com a ajuda de Eliseu, em Israel. Naamã foi para lá, esperando que Eliseu acenasse com as mãos num místico rito de cura. Em vez disso, Eliseu mandou dizer ao sírio que se banhasse no rio Jordão. Embora fosse preciso que os subordinados de Naamã o convencessem a fazer isso, quando o fez, foi curado. Naamã ofereceu presentes valiosos, que Eliseu rejeitou. Mais tarde, um associado dele foi sorrateiramente a Naamã e com uma mentira conseguiu alguns objetos valiosos. Sua desonestidade resultou em ser ele atacado pela lepra. Este é um relato humano fascinante, de que podemos aprender algo.

      12. Que conclusões podemos tirar a respeito do Criador à base do relato sobre Eliseu e Naamã?

      12 O relato, de forma atraente, mostra que o Grandioso Criador do Universo não é altivo demais para notar com favor uma menina, o que contrasta muito com as normas vigentes em muitas culturas atuais. Prova também que o Criador não favorece apenas uma raça ou nação. (Atos 10:34, 35) É interessante que o Criador, em vez de esperar que alguém use ritos misteriosos — comuns entre alguns curandeiros do passado e do presente — demonstra uma sabedoria maravilhosa. Ele sabia curar a lepra. Também mostrou perspicácia e justiça quando não permitiu que houvesse fraude. De novo, não é isso coerente com a personalidade de Jeová, de que Moisés ouviu falar? Embora este relato bíblico seja breve, quanta coisa podemos descobrir dele sobre como é o nosso Criador! — Salmo 33:5; 37:28.

      13. Ilustre como podemos tirar lições valiosas dos relatos bíblicos.

      13 Outros relatos sobre a ingratidão de Israel e a reação de Jeová provam que Jeová realmente se importa. A Bíblia diz que os israelitas vez após vez o puseram à prova, fazendo-o sentir-se magoado. (Salmo 78:40, 41) Portanto, o Criador tem sentimentos, e ele se importa com o que os humanos fazem. Também se pode aprender muito dos relatos sobre personagens bem conhecidos. Quando Davi foi escolhido para ser rei de Israel, Deus disse a Samuel: “O mero homem vê o que aparece aos olhos, mas quanto a Jeová, ele vê o que o coração é.” (1 Samuel 16:7) Deveras, o Criador examina o que somos por dentro, não a mera aparência externa. Como isso é satisfatório!

      14. O que é proveitoso fazermos ao ler as Escrituras Hebraicas?

      14 Trinta e nove livros bíblicos foram escritos antes do tempo de Jesus, e é apropriado que os leiamos. Não deve ser apenas para conhecer relatos ou história bíblicos. Se realmente quisermos saber como é o nosso Criador, devemos meditar nesses relatos, talvez refletindo: ‘O que revela este episódio a respeito da personalidade dele? Quais das suas qualidades se destacam aqui?’b Isso pode ajudar até mesmo os cépticos a ver que a Bíblia tem de ser de origem divina, lançando assim a base para chegarem a conhecer melhor o amoroso Autor dela.

      Um grande Instrutor ajuda-nos a conhecer o Criador

      15. Por que nos devem instruir as ações e os ensinos de Jesus?

      15 É verdade que aqueles que duvidam da existência do Criador ou que têm um conceito vago sobre Deus talvez saibam pouco da Bíblia. É possível que você conheça pessoas que não sabem se Moisés viveu antes ou depois de Mateus, e que não sabem quase nada sobre os atos e os ensinos de Jesus. Isto é muito lamentável, porque do grande Instrutor, Jesus, se pode aprender muito sobre o Criador. Visto que ele teve um contato íntimo com Deus, era capaz de revelar como é nosso Criador. (João 1:18; 2 Coríntios 4:6; Hebreus 1:3) E ele fez isso. Na realidade, certa vez ele disse: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai.” — João 14:9.

      16. O que ilustra o contato de Jesus com uma samaritana?

      16 Considere o seguinte exemplo. Em certa ocasião, quando Jesus estava cansado duma viagem, ele falou com uma mulher samaritana perto de Sicar. Transmitiu-lhe verdades profundas, que giravam em torno da necessidade de se ‘adorar o Pai com espírito e verdade’. Os judeus daquela época se esquivavam dos samaritanos. Jesus, em contraste, refletiu a disposição de Jeová, de aceitar homens e mulheres sinceras de todas as nações, assim como notamos também no caso envolvendo Eliseu e Naamã. Deve tranqüilizar-nos saber que Jeová está acima da tacanha hostilidade religiosa que prevalece no mundo atual. Podemos também observar que Jesus estava disposto a ensinar uma mulher, e neste caso, uma mulher que vivia com um homem que não era seu marido. Em vez de condená-la, Jesus tratou-a com dignidade, dum modo que realmente a podia ajudar. Depois disso, outros samaritanos escutaram Jesus e chegaram à conclusão: “Sabemos que este homem certamente é o salvador do mundo.” — João 4:2-30, 39-42; 1 Reis 8:41-43; Mateus 9:10-13.

      17. A que conclusão nos leva o relato sobre a ressurreição de Lázaro?

      17 Consideremos outra ilustração de como podemos aprender algo sobre o Criador por nos familiarizarmos com as ações e os ensinos de Jesus. Pense na ocasião em que morreu o amigo de Jesus, Lázaro. Jesus já havia antes provado seu poder de fazer os mortos viver de novo. (Lucas 7:11-17; 8:40-56) No entanto, como reagiu ele quando viu o lamento de Maria, irmã de Lázaro? Jesus “gemeu no espírito e ficou aflito”. Não foi indiferente ou altivo; ‘entregou-se ao choro’. (João 11:33-35) E esta não foi apenas uma demonstração de emoção. Jesus sentiu-se induzido a uma ação positiva — ele ressuscitou Lázaro. Pode imaginar como isso ajudou os apóstolos a reconhecer os sentimentos e as ações do Criador. Deve também ajudar a nós e a outros compreender a personalidade e os modos de agir do Criador.

      18. Como devem as pessoas encarar o estudo da Bíblia?

      18 Não há nenhum motivo para se envergonhar de estudar a Bíblia e de aprender mais sobre o nosso Criador. A Bíblia não é um livro antiquado. Alguém que a estudou e que mais tarde se tornou íntimo associado de Jesus foi João. Mais tarde, ele escreveu: “Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 João 5:20) Note que o uso da “capacidade intelectual” para se obter conhecimento do “verdadeiro”, o Criador, pode resultar em “vida eterna”.

      Como pode ajudar outros a conhecê-lo?

      19. Que medida se tomou para ajudar pessoas cépticas?

      19 No caso de alguns, requer muito para crerem que há um Criador compassivo que se importa conosco e para reconhecerem como ele é. Há muitos milhões que ainda são cépticos quanto a haver um Criador ou cuja opinião a respeito dele não corresponde ao que se encontra na Bíblia. Como pode ajudar a tais? Nos congressos de distrito e internacionais das Testemunhas de Jeová em 1998/99, lançou-se em muitas línguas um eficaz instrumento novo, o livro Existe um Criador Que se Importa com Você?.

      20, 21. (a) Como podemos ter êxito em usar o livro Criador? (b) Conte experiências de como o livro Criador já se mostrou eficaz.

      20 Trata-se duma publicação que aumentará a sua fé em nosso Criador e seu apreço pela personalidade e pelos modos de ele agir. Por que há certeza disso? Porque Existe um Criador Que se Importa com Você? foi projetado especialmente visando esses objetivos. Um tema do livro é “O que poderá dar mais sentido à sua vida?”. O conteúdo é apresentado dum modo que até pessoas com bastante instrução o acharão fascinante. No entanto, toca em anseios que todos nós temos. Há matéria fascinante e persuasiva para os leitores que duvidam da existência do Criador. O livro não presume que o leitor creia na existência dum Criador. Os cépticos ficarão encantados com a maneira de se lidar com as recentes descobertas e conceitos científicos. Esses fatos até mesmo fortalecerão a fé dos que crêem em Deus.

      21 Ao se estudar este novo livro, ver-se-á que partes dele apresentam uma visão geral da história da Bíblia dum modo que destaca aspectos da personalidade de Deus, ajudando os leitores a chegar a conhecê-lo melhor. Muitos dos que já o leram comentaram como isso se deu no caso deles. (Veja o próximo artigo nas páginas 25-6.) Que isso se dê também no seu caso, ao se familiarizar com o livro e o usar para ajudar outros a chegar a conhecer melhor seu Criador.

      [Nota(s) de rodapé]

      a O erudito jesuíta M. J. Gruenthaner, enquanto era editor-chefe do periódico The Catholic Biblical Quarterly, aplicou a este verbo o que disse do verbo relacionado, a saber, que “nunca contém a idéia duma existência abstrata, mas sempre expressa o ser ou o tornar-se de modo fenomenal, i.e., o manifestar-se concretamente”.

      b Quando os pais contam relatos bíblicos para os filhos, eles podem ajudá-los por fazer perguntas assim. Os jovens podem assim chegar a conhecer a Deus, bem como aprender a meditar na Palavra dele.

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