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Existe um país sem crime?Despertai! — 1996 | 8 de outubro
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MUNDIALMENTE: O livro The United Nations and Crime Prevention acusa “um aumento constante da atividade criminosa nos anos 70 e 80”. Diz: “O número de crimes registrados aumentou de uns 330 milhões, em 1975, para cerca de 400 milhões, em 1980, e estima-se ter atingido meio bilhão em 1990.”
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A luta contra o crimeDespertai! — 1996 | 8 de outubro
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Triste, porém verdadeiro, é o que diz a The New Encyclopædia Britannica: “O aumento do crime parece ser uma característica de todas as modernas sociedades industrializadas, e não se pode apontar nenhuma inovação na lei ou na penalogia que tenha tido um impacto significativo sobre o problema. . . . Na moderna sociedade urbanizada, em que o crescimento econômico e o sucesso pessoal são valores dominantes, não há razão de supor que os índices de criminalidade não continuem a aumentar.”
Conceito negativo demais?
A situação é mesmo tão ruim assim? Não informam algumas localidades uma diminuição no crime? Sim, mas as estatísticas podem ser enganosas. Por exemplo, relatou-se que o crime nas Filipinas caiu 20% após a adoção de uma medida contra o porte de armas. Mas, a revista Asiaweek explicou que certa autoridade acredita que os ladrões de carros e assaltantes de bancos haviam deixado de roubar carros e assaltar bancos e haviam “passado para o seqüestro”. Menos assaltos a bancos e roubos de carro provocaram uma queda no número geral de crimes, mas esse decréscimo perdeu muito de seu significado diante do aumento quádruplo de seqüestros!
Sobre a Hungria, a revista HVG escreveu: “Em comparação com a primeira metade de 1993, os números do crime baixaram 6,2%. O que a polícia esqueceu de mencionar é que a diminuição . . . é principalmente devido a mudanças administrativas.” O limite do valor financeiro que justificava registrar casos de roubo, fraude ou vandalismo aumentou 250%. Assim, crimes contra a propriedade que envolvem valores abaixo desse limite não são mais registrados. Visto que os crimes que envolvem propriedade respondem por três quartos de todos os crimes no país, o decréscimo não era genuíno.
Chegar a índices exatos de crime admitidamente é difícil. Uma razão é que muitos crimes — talvez 90% em certas categorias — não são notificados. Mas, discutir se o crime diminuiu ou aumentou não vem ao caso. As pessoas querem que o crime seja eliminado, não apenas reduzido.
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