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República TchecaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2000
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O irmão Müller lembrava: “Fiquei alegremente surpreso pela boa organização que se desenvolvera na nossa ausência.”
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República TchecaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2000
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Novamente dentro da “fornalha de fogo ardente”
Em 4 de fevereiro de 1952, nas primeiras horas da manhã, o irmão Müller foi novamente preso pela Segurança do Estado. Esta vez foi levado à prisão de olhos vendados. Ele escreveu mais tarde: “Nos próximos 14 meses, não tive permissão de sair da minha cela solitária sem os olhos vendados. Dia sim, dia não, o oficial interrogador me levava ao seu gabinete. Ali passei por longos interrogatórios, durante os quais eles tentaram persuadir-me a admitir que eu tinha estado envolvido em espionagem e que também era culpado de traição. Escreviam-se muitos relatórios policiais que depois eram destruídos, e se escreviam novos. Os interrogadores experimentavam novos métodos no esforço de incluir no relatório pelo menos uma leve indicação de culpa. Repetidas vezes eu me neguei a assinar esses relatórios. Uns 16 anos mais tarde, quando eu estava livre, uma autoridade do Ministério do Interior me disse que eu tinha estado numa relação de pessoas a serem liquidadas. Em 27 de março de 1953, fui levado de olhos vendados a uma audiência num tribunal em Pankrác. Meus dois colaboradores e eu sofremos tremenda pressão psicológica. A audiência durou dois dias. Foi mantida em absoluto segredo. Os assentos do público foram ocupados só por interrogadores do Ministério do Interior.”
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