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  • Como sobreviver ao “dia de Jeová”
    A Sentinela — 1997 | 15 de dezembro
    • Jeová agiu nos dias de Noé

      3. De que modo são as condições atuais similares às dos dias de Noé?

      3 As condições atuais do mundo são similares às existentes “nos dias de Noé”, há mais de 4.000 anos. (Lucas 17:26, 27) Lemos em Gênesis 6:5: “Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo.” Bem similar ao mundo atual! Iniqüidade, ganância e falta de amor prevalecem em toda a parte. Às vezes talvez achemos que a depravação da humanidade já atingiu o limite. Mas a profecia do apóstolo Paulo a respeito dos “últimos dias” simplesmente continua a se cumprir: “Os homens iníquos e os impostores passarão de mal a pior, desencaminhando e sendo desencaminhados.” — 2 Timóteo 3:1, 13.

      4. Qual era o efeito da adoração falsa nos tempos antigos?

      4 Poderia a religião ter dado alívio à humanidade nos tempos de Noé? Ao contrário, a religião apóstata, conforme existia então, deve ter contribuído muito para as condições ruinosas. Nossos primeiros pais sucumbiram ao ensino falso da “serpente original, o chamado Diabo e Satanás”. Na segunda geração depois de Adão “se principiou a invocar o nome de Jeová”, aparentemente de modo blasfemo. (Revelação 12:9; Gênesis 3:3-6; 4:26) Mais tarde, anjos rebeldes, que abandonaram a devoção exclusiva a Deus, materializaram corpos humanos, para ter relações sexuais ilícitas com as bem-parecidas filhas dos homens. Essas mulheres deram à luz gigantes híbridos, chamados nefilins, que oprimiram e maltrataram a humanidade. Sob essa influência demoníaca, ‘toda a carne arruinou seu caminho na terra’. — Gênesis 6:1-12.

      5. Referindo-se aos acontecimentos nos dias de Noé, que exortação de aviso nos dá Jesus?

      5 No entanto, uma família manteve sua integridade para com Jeová. Assim, Deus “preservou a Noé, pregador da justiça, junto com mais sete, quando trouxe um dilúvio sobre um mundo de pessoas ímpias”. (2 Pedro 2:5) Este Dilúvio prefigurou o atemorizante dia de Jeová, que marcará o fim do atual sistema de coisas e a respeito do qual Jesus profetizou: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai. Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mateus 24:36-39) Estamos numa situação similar hoje em dia, de modo que Jesus nos exorta a ‘prestar atenção a nós mesmos e a manter-nos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejamos bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer’. — Lucas 21:34-36.

      A punição judicial de Sodoma e Gomorra por Jeová

      6, 7. (a) Que é prefigurado pelos acontecimentos no tempo de Ló? (b) Que aviso claro nos dá isso?

      6 Algumas centenas de anos depois do Dilúvio, quando os descendentes de Noé se tinham multiplicado na Terra, o fiel Abraão e seu sobrinho, Ló, foram testemunhas oculares de outro atemorizante dia de Jeová. Ló e sua família moravam na cidade de Sodoma. Esta cidade, junto com a vizinha Gomorra, se envolvera em repugnante imoralidade sexual. Também o materialismo era de preocupação primária, o que acabou afetando até mesmo a esposa de Ló. Jeová dissera a Abraão: “O clamor de queixa a respeito de Sodoma e Gomorra, sim, é alto, e seu pecado, sim, é muito grave.” (Gênesis 18:20) Abraão rogou a Jeová para que poupasse essas cidades pela causa dos justos nelas, mas Jeová declarou que não encontrava ali nem mesmo dez homens justos. Anjos da parte de Deus ajudaram a Ló e suas duas filhas a escapar para a cidade vizinha de Zoar.

      7 O que se seguiu a isso? Comparando os atuais “últimos dias” com os de Ló, Lucas 17:28-30 relata: “Igualmente, assim como ocorreu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos. Do mesmo modo será naquele dia em que o Filho do homem há de ser revelado.” A sorte de Sodoma e Gomorra, naquele espantoso dia de Jeová, nos dá um aviso claro neste tempo da presença de Jesus. A moderna geração da humanidade também tem “cometido fornicação de modo excessivo e . . . ido após a carne para uso desnatural”. (Judas 7) Além disso, os imorais costumes sexuais dos nossos tempos foram responsáveis por muitas das “pestilências” que Jesus predisse para os dias atuais. — Lucas 21:11.

      Israel ceifou o “tufão”

      8. Até que ponto manteve Israel o pacto com Jeová?

      8 No tempo devido, Jeová escolheu Israel como sua “propriedade especial dentre todos os outros povos, . . . um reino de sacerdotes e uma nação santa”. Mas isso dependia de eles ‘obedecerem estritamente à sua voz e guardarem seu pacto’. (Êxodo 19:5, 6) Cumpriram com sua parte neste grande privilégio? Longe disso! É verdade que pessoas fiéis daquela nação o serviram lealmente — Moisés, Samuel, Davi, Jeosafá, Ezequias, Josias, bem como profetas e profetisas devotados. No entanto, a nação como um todo foi infiel. Com o tempo, o reino dividiu-se em dois: Israel e Judá. Dum modo geral, ambas as nações se meteram na adoração pagã e em outros costumes de países vizinhos, que desonravam a Deus. — Ezequiel 23:49.

      9. Como julgou Jeová o reino rebelde das dez tribos?

      9 Como julgou Jeová essa questão? Como sempre, ele deu um aviso, em harmonia com o princípio declarado por Amós: “O Soberano Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.” O próprio Amós proclamava ais ao reino setentrional de Israel: “Então, que significará para vós o dia de Jeová? Será escuridão, e não luz.” (Amós 3:7; 5:18) Além disso, Oséias, profeta do tempo de Amós, declarou: “Continuam a semear vento e ceifarão o tufão.” (Oséias 8:7) Em 740 AEC, Jeová usou o exército assírio para devastar o reino setentrional de Israel de uma vez por todas.

      O ajuste de contas de Jeová com o apóstata Judá

      10, 11. (a) Por que não consentiu Jeová em perdoar Judá? (b) Que coisas detestáveis haviam corrompido essa nação?

      10 Jeová enviou também seus profetas ao reino meridional de Judá. Mesmo assim, reis de Judá, tais como Manassés e seu sucessor, Amom, continuavam a fazer o que era mau aos olhos de Jeová, derramando ‘sangue inocente em quantidade muito grande, e servindo ídolos sórdidos e curvando-se diante deles’. Embora Josias, filho de Amom, fizesse o que era direito aos olhos de Jeová, os reis que o sucederam, bem como o povo, de novo mergulharam na iniqüidade, de modo que “Jeová não consentiu em dar perdão”. — 2 Reis 21:16-21; 24:3, 4.

      11 Jeová declarou por meio do seu profeta Jeremias: “Uma situação assombrosa, mesmo uma coisa horrível fez-se existir no país: Os próprios profetas realmente profetizam em falsidade; e quanto aos sacerdotes, estão subjugando segundo os seus poderes. E meu próprio povo amou-o assim; e que fareis vós ao final disso?” A nação de Judá tornara-se extremamente culpada de sangue, e seu povo ficara corrompido por furto, assassinato, adultério, perjúrio, indo atrás de outros deuses e fazendo outras coisas detestáveis. O templo de Deus tornara-se um “covil de salteadores”. — Jeremias 2:34; 5:30, 31; 7:8-12.

      12. Como puniu Jeová a renegada Jerusalém?

      12 Jeová declarou: “Há uma calamidade que estou trazendo desde o norte, [da Caldéia,] sim, uma grande derrocada.” (Jeremias 4:6) De modo que ele trouxe a Potência Mundial Babilônica, na época “o malho de toda a terra”, para malhar a renegada Jerusalém e seu templo. (Jeremias 50:23) Em 607 AEC, após um amargo sítio, a cidade caiu diante do poderoso exército de Nabucodonosor. “E o rei de Babilônia passou a abater os filhos [do Rei] Zedequias, em Ribla, diante dos seus olhos, e o rei de Babilônia abateu todos os nobres de Judá. E cegou os olhos de Zedequias, após o que o prendeu com grilhões de cobre, a fim de levá-lo a Babilônia. E a casa do rei e as casas do povo os caldeus queimaram com fogo, e as muralhas de Jerusalém eles demoliram. E o resto do povo que fora deixado na cidade e os desertores que se bandearam para ele, bem como o resto do povo que fora deixado, Nebuzaradã, chefe da guarda pessoal, levou ao exílio em Babilônia.” — Jeremias 39:6-9.

      13. Quem foi salvo no dia de Jeová de 607 AEC, e por quê?

      13 Deveras, um dia atemorizante! No entanto, umas poucas almas que obedeciam a Jeová estavam entre os livrados desse julgamento ardente. Essas incluíam os recabitas não-israelitas, os quais, em contraste com os judeus, demonstravam ter um espírito humilde e obediente. Salvo foi também o fiel eunuco Ebede-Meleque, que resgatara Jeremias da morte numa cisterna lamacenta, bem como o escriba leal de Jeremias, Baruque. (Jeremias 35:18, 19; 38:7-13; 39:15-18; 45:1-5) Foi a tais que Jeová declarou: “Eu mesmo conheço bem os pensamentos que tenho a vosso respeito, . . . pensamentos de paz, e não de calamidade, para dar-vos um futuro e esperança.” Essa promessa teve um cumprimento em miniatura em 539 AEC, quando judeus tementes a Deus foram soltos pelo conquistador de Babilônia, o Rei Ciro, e retornaram para reconstruir a cidade e o templo de Jerusalém. Hoje em dia, os que saem da religião babilônica e são restabelecidos na adoração pura de Jeová podem igualmente esperar um futuro glorioso de paz eterna no Paraíso restabelecido por Jeová. — Jeremias 29:11; Salmo 37:34; Revelação 18:2, 4.

      A “grande tribulação” do primeiro século

      14. Por que Jeová rejeitou permanentemente a Israel?

      14 Avancemos então para o primeiro século EC. Naquele tempo, os judeus restabelecidos já haviam caído de novo na apostasia. Jeová enviou seu Filho unigênito à Terra para ser seu Ungido, ou Messias. Durante os anos 29 a 33 EC, Jesus pregou em toda a terra de Israel, dizendo: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mateus 4:17) Além disso, ajuntou e treinou discípulos para participarem com ele na proclamação das boas novas do Reino. Qual foi a reação dos governantes dos judeus? Difamaram a Jesus e por fim cometeram o atroz crime de causar-lhe uma morte agonizante numa estaca de tortura. Jeová renegou os judeus de serem seu povo. A rejeição daquela nação foi então permanente.

      15. Que privilégio tiveram os judeus arrependidos?

      15 No dia do Pentecostes de 33 EC, o ressuscitado Jesus derramou espírito santo, e isto habilitou seus discípulos a falar em línguas aos judeus e aos prosélitos, que se haviam ajuntado depressa. Dirigindo-se à multidão, o apóstolo Pedro declarou: “A este Jesus, Deus ressuscitou, fato de que todos nós somos testemunhas. . . . Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pregastes numa estaca.” Como reagiram os judeus sinceros? “Ficaram compungidos no coração”, arrependeram-se de seus pecados e foram batizados. (Atos 2:32-41) A pregação do Reino se acelerou, e em 30 anos já se havia estendido a “toda a criação debaixo do céu”. — Colossenses 1:23.

      16. Como manobrou Jeová os acontecimentos que o levaram a executar o julgamento no Israel natural?

      16 Chegara então o tempo para Jeová executar o julgamento no seu povo rejeitado, o Israel natural. Muitos milhares de pessoas, de nações de todo o mundo então conhecido, haviam afluído à congregação cristã e haviam sido ungidos como o espiritual “Israel de Deus”. (Gálatas 6:16) O povo judeu daquele tempo, porém, tinha mergulhado num proceder de ódio e de violência sectária. Contrário ao que Paulo escrevera a respeito de ‘estar sujeito às autoridades superiores’, os judeus rebelaram-se abertamente contra o poderio romano que os dominava. (Romanos 13:1) Pelo que parece, Jeová manobrou os acontecimentos seguintes. No ano 66 EC, legiões romanas, sob o General Galo, avançaram para sitiar Jerusalém. Os romanos atacantes penetraram na cidade a ponto de minar a muralha do templo. Conforme registra a história escrita por Josefo, a cidade e o povo sofreram uma verdadeira tribulação.a Mas, de repente, os soldados atacantes fugiram. Isto permitiu que os discípulos de Jesus ‘fugissem para os montes’, conforme admoestados na profecia dele, registrada em Mateus 24:15, 16.

      17, 18. (a) Por meio de que tribulação executou Jeová a justiça no povo judeu? (b) Que carne ‘salvou-se’ e o que prefigurou isso?

      17 No entanto, a plena execução do julgamento de Jeová, no clímax da tribulação, ainda estava para vir. Em 70 EC, as legiões romanas, então sob o General Tito, voltaram ao ataque. Esta vez, a batalha foi decisiva! Os judeus, que haviam guerreado mesmo entre si, não eram páreo para os romanos. A cidade e seu templo foram nivelados. Um milhão de judeus emaciados sofreu e morreu, sendo uns 600.000 cadáveres jogados fora dos portões da cidade. Após a queda da cidade, 97.000 judeus foram levados cativos, muitos deles morrendo depois em espetáculos gladiatoriais. Deveras, a única carne salva durante os anos dessa tribulação foi a dos cristãos obedientes que tinham fugido para os montes além do Jordão. — Mateus 24:21, 22; Lucas 21:20-22.

      18 Assim, a grande profecia de Jesus a respeito da “terminação do sistema de coisas” teve seu primeiro cumprimento, culminando no dia de Jeová para executar o julgamento na nação rebelde dos judeus em 66-70 EC. (Mateus 24:3-22) No entanto, isso foi apenas uma sombra da ‘chegada do grande e atemorizante dia de Jeová’, a tribulação final que está para sobrevir ao mundo inteiro. (Joel 2:31) Como poderá você “salvar-se”? O artigo que se segue o dirá.

  • Faça declaração pública para a salvação
    A Sentinela — 1997 | 15 de dezembro
    • 1. Que avisos se deram no decorrer da história?

      A HISTÓRIA descreve diversos ‘dias de Jeová’. O Dilúvio dos dias de Noé, a aniquilação de Sodoma e Gomorra, e a destruição de Jerusalém em 607 AEC e em 70 EC, foram grandes e atemorizantes dias de Jeová. Foram dias de se executar o julgamento nos que se haviam rebelado contra Jeová. (Malaquias 4:5; Lucas 21:22) Durante aqueles dias, muitos pereceram por causa da sua iniqüidade. Mas alguns sobreviveram. Jeová fez com que se dessem avisos, informando os iníquos sobre o iminente cataclismo e dando aos de coração reto a oportunidade de se salvar.

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