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  • O dia do juízo de Jeová está próximo!
    A Sentinela — 2001 | 15 de fevereiro
    • O dia do juízo de Jeová está próximo!

      “Está próximo o grande dia de Jeová. Está próximo e se apressa muitíssimo.” — SOFONIAS 1:14.

      1. Que aviso foi dado por Deus por meio de Sofonias?

      JEOVÁ DEUS está prestes a agir contra os iníquos. Escute este aviso dele: “Acabarei com o homem terreno . . . e deceparei o gênero humano da superfície do solo.” (Sofonias 1:3) Estas palavras do Soberano Senhor Jeová foram proferidas por meio do seu profeta Sofonias, talvez o trineto do fiel Rei Ezequias. Essa declaração, feita nos dias do bom Rei Josias, não pressagiava nada de bom para os iníquos na terra de Judá.

      2. Por que as ações de Josias não impediram o dia do juízo de Jeová?

      2 O profetizar de Sofonias sem dúvida aumentou a percepção do jovem Josias da necessidade de eliminar de Judá a adoração impura. Mas as ações do rei, de eliminar do país a religião falsa, não removeram toda a iniqüidade de entre o povo, nem expiaram os pecados de seu avô, o Rei Manassés, que havia ‘enchido Jerusalém de sangue inocente’. (2 Reis 24:3, 4; 2 Crônicas 34:3) Portanto, o dia do juízo de Jeová viria mesmo com toda a certeza.

      3. Por que podemos ter certeza de que é possível sobreviver ao “dia da ira de Jeová”?

      3 Todavia, haveria sobreviventes daquele dia atemorizante. Por isso, o profeta de Deus exortou: “Antes de o estatuto dar algo à luz, antes que tenha passado o dia como a pragana, antes que venha sobre vós a ira ardente de Jeová, antes que venha sobre vós o dia da ira de Jeová, procurai a Jeová, todos os mansos da terra, que tendes praticado a Sua própria decisão judicial. Procurai a justiça, procurai a mansidão. Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.” (Sofonias 2:2, 3) Tendo em mente a esperança de sobrevivência no dia do juízo de Jeová, examinemos o livro bíblico de Sofonias. Tendo sido escrito em Judá antes de 648 AEC, esse livro faz parte da “palavra profética” de Deus, à qual todos nós devemos dar detida atenção. — 2 Pedro 1:19.

      Jeová estende a mão

      4, 5. Como se cumpriu Sofonias 1:1-3 nos iníquos em Judá?

      4 “A palavra de Jeová” a Sofonias começa com a advertência já citada. Deus declara: “‘Sem falta acabarei com tudo na superfície do solo’, é a pronunciação de Jeová. ‘Acabarei com o homem terreno e com o animal. Acabarei com a criatura voadora dos céus e com os peixes do mar, e com as pedras de tropeço junto com os iníquos; e deceparei o gênero humano da superfície do solo’, é a pronunciação de Jeová.” — Sofonias 1:1-3.

      5 Deveras, Jeová iria acabar com a crassa iniqüidade na terra de Judá. A quem usaria Deus para ‘acabar com tudo na superfície do solo’? Visto que Sofonias parece ter profetizado no começo do reinado do Rei Josias, que teve início em 659 AEC, estas palavras proféticas tiveram um cumprimento na desolação de Judá e da sua capital, Jerusalém, às mãos dos babilônios em 607 AEC. Naquele tempo, ‘acabou-se’ com os iníquos em Judá.

      6-8. O que se predisse em Sofonias 1:4-6 e como se cumpriu esta profecia no antigo Judá?

      6 Predizendo os atos de Deus contra os adoradores falsos, Sofonias 1:4-6 diz: “Eu vou estender a minha mão contra Judá e contra todos os habitantes de Jerusalém, e vou decepar deste lugar os que restarem de Baal, o nome dos sacerdotes de deuses estrangeiros junto com os sacerdotes, e os que se curvam nos terraços diante do exército dos céus, e os que se curvam, fazendo juramentos a Jeová e fazendo juramentos por Malcão, e os que retrocedem de seguir a Jeová e que não procuraram a Jeová e não o consultaram.”

      7 A mão de Jeová foi estendida contra o povo de Judá e de Jerusalém. Ele estava decidido a decepar os adoradores de Baal, deus de fertilidade dos cananeus. Diversas deidades locais eram chamadas de Baal, porque os seus adoradores achavam que elas possuíam ou influenciavam determinadas localidades. Por exemplo, havia o Baal adorado pelos moabitas e pelos midianitas no monte Peor. (Números 25:1, 3, 6) Em todo o Judá, Jeová deceparia os sacerdotes de Baal, bem como os infiéis levitas sacerdotais que violavam a lei de Deus por se associarem com eles. — Êxodo 20:2, 3.

      8 Deus deceparia também os que ‘se curvavam diante do exército dos céus’, evidentemente praticando a astrologia e a adoração do Sol. (2 Reis 23:11; Jeremias 19:13; 32:29) A ira divina se estenderia também aos que tentavam misturar a adoração verdadeira com a religião falsa ‘fazendo juramentos a Jeová e por Malcão’. Malcão possivelmente era outro nome de Moloque, principal deus dos amonitas. A adoração de Moloque incluía o sacrifício de crianças. — 1 Reis 11:5; Jeremias 32:35.

      O fim da cristandade é iminente!

      9. (a) De que é a cristandade culpada? (b) Dessemelhantes dos infiéis de Judá, o que devemos estar decididos a fazer?

      9 Tudo isso pode fazer-nos lembrar a cristandade, mergulhada na adoração falsa e na astrologia. E o papel que ela desempenha no sacrifício de milhões de vidas no altar de guerras apoiadas pelo clero é deveras repugnante! Nunca sejamos como os infiéis de Judá, ‘que retrocederam de seguir a Jeová’, tornando-se indiferentes e não mais o procurando ou buscando a orientação dele. Antes, mantenhamos nossa integridade para com Deus.

      10. Como explicaria o significado profético de Sofonias 1:7?

      10 As próximas palavras do profeta se aplicam tanto aos transgressores de Judá como aos iníquos dos nossos dias. Sofonias 1:7 diz: “Cala-te diante do Soberano Senhor Jeová; porque está próximo o dia de Jeová, pois Jeová preparou um sacrifício; ele santificou os seus convidados.” Esses “convidados” aparentemente eram os adversários caldeus de Judá. O “sacrifício” era a própria Judá, inclusive sua capital. Sofonias anunciou assim o propósito de Deus, de destruir Jerusalém, e esta profecia indicava também a destruição da cristandade. Na realidade, com o dia do juízo de Deus tão próximo hoje em dia, todo o mundo deveria ‘calar-se diante do Soberano Senhor Jeová’ e escutar o que ele diz por meio do “pequeno rebanho” dos seguidores ungidos de Jesus e dos companheiros deles, suas “outras ovelhas”. (Lucas 12:32; João 10:16) O aniquilamento aguarda a todos os que não querem escutar e que assim se opõem ao governo do Reino de Deus. — Salmo 2:1, 2.

      Em breve haverá um dia de uivo!

      11. Qual é o sentido básico de Sofonias 1:8-11?

      11 Sofonias 1:8-11 acrescenta o seguinte a respeito do dia de Jeová: “‘Terá de acontecer, no dia do sacrifício de Jeová, que vou voltar a minha atenção para os príncipes, e para os filhos do rei, e para todos os que usam vestuário estrangeiro. E vou voltar a minha atenção para todo aquele que naquele dia trepar ao palanque, os que encherem a casa de seus amos com violência e engano. E naquele dia’, é a pronunciação de Jeová, ‘terá de ocorrer o som dum clamor procedente do Portão do Peixe, e um uivo do segundo bairro, e um grande estrondo desde os morros. Uivai, habitantes de Mactés, pois foi silenciado todo o povo comerciante; foram decepados todos os que pesavam a prata.’”

      12. Em que sentido alguns usam “vestuário estrangeiro”?

      12 O Rei Josias seria sucedido por Jeoacaz, Jeoiaquim e Joaquim. Depois viria o governo de Zedequias, marcado pela destruição de Jerusalém. Embora confrontados com tal calamidade, alguns aparentemente queriam ser aceitos pelas nações vizinhas por usar “vestuário estrangeiro”. Hoje em dia, de modo similar, muitos evidenciam de diversas maneiras que não fazem parte da organização de Jeová. Por demonstrarem fazer parte da organização de Satanás, eles serão punidos.

      13. Em harmonia com a profecia de Sofonias, o que iria acontecer quando os babilônios atacassem Jerusalém?

      13 ‘Aquele dia’ de ajuste de contas com Judá corresponde ao dia de Jeová para executar o julgamento nos seus inimigos, para acabar com a iniqüidade e para provar a sua supremacia. Quando os babilônios atacassem Jerusalém, haveria um clamor procedente do Portão do Peixe. É possível que ele tivesse este nome por estar perto do mercado de peixes. (Neemias 13:16) As hostes babilônicas entrariam no chamado segundo bairro, e o “estrondo desde os morros” pode se referir ao som da aproximação dos caldeus. Haveria “um uivo” da parte dos habitantes de Mactés, talvez da parte superior do vale do Tiropeom. Por que uivariam? Porque cessariam ali suas atividades comerciais, inclusive a dos “que pesavam a prata”.

      14. Quão profundo seria o exame que Deus faria dos seus professos adoradores?

      14 Com que profundidade Jeová examinaria aqueles que professavam adorá-lo? A profecia prossegue: “Naquele tempo terá de acontecer que vasculharei Jerusalém com lâmpadas e vou voltar a minha atenção para os homens que ficam rígidos sobre as suas borras e que dizem no seu coração: ‘Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau.’ E sua riqueza terá de ficar para a rapina e suas casas, um baldio desolado. E construirão casas, mas não as ocuparão; e plantarão vinhedos, mas não beberão o vinho deles.” — Sofonias 1:12, 13.

      15. (a) O que ia acontecer aos sacerdotes apóstatas de Jerusalém? (b) O que aguarda os atuais praticantes da religião falsa?

      15 Os sacerdotes apóstatas de Jerusalém estavam misturando a adoração de Jeová com a religião falsa. Embora se sentissem seguros, Deus os procuraria como que com lâmpadas cujo brilho penetraria na escuridão espiritual em que eles se haviam refugiado. Ninguém escaparia da proclamação e da execução do julgamento divino. Esses apóstatas convencidos se haviam acomodado como a borra num tonel de vinho. Não queriam ser perturbados por nenhuma declaração de intervenção divina em assuntos humanos, mas não escapariam do seu julgamento por Deus. Tampouco poderão escapar os atuais praticantes da religião falsa, incluindo os membros da cristandade e os que apostataram da adoração de Jeová. Negando que estes são os “últimos dias”, eles dizem no coração que “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau”. Como estão enganados! — 2 Timóteo 3:1-5; 2 Pedro 3:3, 4, 10.

      16. O que aconteceria quando se executasse o julgamento divino em Judá, e como nos deve afetar sabermos isso?

      16 Os apóstatas de Judá foram advertidos de que os babilônios rapinariam sua riqueza, desolariam suas casas e levariam os frutos dos seus vinhedos. As coisas materiais perderiam o seu valor ao se executar em Judá o julgamento divino. O mesmo se dará quando vier o dia do juízo de Jeová sobre o atual sistema de coisas. Portanto, que nós tenhamos um ponto de vista espiritual e ‘armazenemos tesouros no céu’ por dar ao serviço de Jeová o primeiro lugar na nossa vida! — Mateus 6:19-21, 33.

      “Está próximo o grande dia de Jeová”

      17. Segundo Sofonias 1:14-16, quão perto está o dia do juízo de Jeová?

      17 Quão perto está o dia do juízo de Jeová? Segundo Sofonias 1:14-16, Deus nos dá a seguinte garantia: “Está próximo o grande dia de Jeová. Está próximo e se apressa muitíssimo. O ruído do dia de Jeová é amargo. Ali o poderoso deixa escapar um grito. Este dia é dia de fúria, dia de aflição e de angústia, dia de tempestade e de desolação, dia de escuridão e de trevas, dia de nuvens e de densas trevas, dia de buzina e de sinal de alarme, contra as cidades fortificadas e contra as altas torres de ângulo.”

      18. Por que não devemos concluir que o dia do juízo de Jeová ainda está distante?

      18 Os pecaminosos sacerdotes, príncipes e povo de Judá foram advertidos de que ‘estava próximo o grande dia de Jeová’. Para Judá, ‘o dia de Jeová se apressaria muitíssimo’. De modo similar nos nossos dias, que ninguém pense que a execução do julgamento dos iníquos por Jeová só ocorrerá no futuro distante. Antes, assim como Deus agiu prontamente em Judá, assim ele ‘apressará’ seu dia de execução. (Revelação [Apocalipse] 16:14, 16) Que ocasião amarga esta será para todos os que não fazem caso dos avisos de Jeová dados por meio das suas Testemunhas, e que não adotam a adoração verdadeira.

      19, 20. (a) Quais foram alguns aspectos da execução do furor de Deus em Judá e em Jerusalém? (b) Em vista da destruição seletiva com que este sistema de coisas se confronta, que perguntas surgem?

      19 A execução do furor de Deus em Judá e em Jerusalém foi um “dia de aflição e de angústia”. Os invasores babilônios causaram muitos sofrimentos aos habitantes de Judá, inclusive angústia mental por se confrontarem com morte e destruição. Aquele “dia de tempestade e de desolação” era de escuridão, de nuvens e de profundas trevas, talvez não só de modo figurativo, mas também literal, pois havia em toda a parte fumaça e carnificina. Era um “dia de buzina e de sinal de alarme”, mas os avisos foram dados em vão.

      20 Os vigias de Jerusalém não puderam fazer nada quando os aríetes derrubaram “as altas torres de ângulo”. As defesas do atual iníquo sistema de coisas serão igualmente inúteis contra as armas do arsenal celeste de Deus, prontas para o seu uso em breve numa destruição seletiva. Espera você ser poupado? Tomou uma posição firme do lado de Jeová, que ‘guarda a todos os que o amam, mas que a todos os iníquos aniquilará’? — Salmo 145:20.

      21, 22. Como se cumprirá Sofonias 1:17, 18, em nossos dias?

      21 Que terrível dia do juízo foi predito em Sofonias 1:17, 18! “Vou causar aflição à humanidade”, diz Jeová Deus, “e hão de andar como cegos; porque foi contra Jeová que eles pecaram. E seu sangue será realmente derramado como pó e suas vísceras como fezes. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da fúria de Jeová; mas toda a terra será devorada pelo fogo do seu zelo, porque ele fará uma exterminação, sim, uma terrível, de todos os habitantes da terra”.

      22 Assim como Jeová fez nos dias de Sofonias, assim em breve causará aflição a “todos os habitantes da terra”, aqueles que se negam a acatar sua advertência. Visto que eles pecam contra Deus, andarão em volta como cegos desamparados, incapazes de encontrar livramento. No dia do juízo de Jeová, o sangue deles “será realmente derramado como pó”, como algo sem valor. Seu fim será deveras ignominioso, porque Deus espalhará os cadáveres — mesmo as vísceras — desses iníquos pela terra “como fezes”.

      23. Ao passo que os transgressores não escaparão “no dia da fúria de Jeová”, que esperança apresenta a profecia de Sofonias?

      23 Ninguém pode salvar os que lutam contra Deus e seu povo. Nem prata nem ouro puderam livrar os transgressores de Judá, assim como tampouco riqueza acumulada e subornos darão proteção ou escape “no dia da fúria de Jeová” contra a cristandade e o restante deste sistema de coisas. Naquele dia de decisão, “toda a terra será devorada” pelo fogo do zelo de Deus, ao passo que ele extermina os iníquos. Por termos fé na palavra profética de Deus, ficamos convencidos de que já avançamos bem no “tempo do fim”. (Daniel 12:4) O dia do juízo de Jeová está próximo, e ele em breve executará a vingança nos seus inimigos. No entanto, a profecia de Sofonias apresenta a esperança de livramento. Então, o que se requer de nós para sermos escondidos no dia da ira de Jeová?

  • Busque a Jeová antes de seu dia de ira
    A Sentinela — 2001 | 15 de fevereiro
    • Busque a Jeová antes de seu dia de ira

      “Procurai a Jeová . . . Procurai a justiça, procurai a mansidão. Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.” — SOFONIAS 2:3.

      1. Qual era a condição espiritual de Judá quando Sofonias iniciou a sua obra profética?

      SOFONIAS iniciou a sua obra profética numa época crítica na história de Judá. A condição espiritual da nação era muito má. Em vez de depositar sua confiança em Jeová, o povo recorria a sacerdotes pagãos e a astrólogos para obter orientação. A adoração de Baal, com seus ritos de fertilidade, prevalecia no país. Os líderes civis — os príncipes, os nobres e os juízes — oprimiam justamente aqueles que deviam proteger. (Sofonias 1:9; 3:3) Não é de admirar que Jeová decidiu ‘estender a sua mão’ contra Judá e Jerusalém para destruí-los. — Sofonias 1:4.

      2. Que esperança havia para os servos fiéis de Deus em Judá?

      2 No entanto, embora a situação fosse péssima, havia um raio de esperança. Josias, filho de Amom, ocupava então o trono. Embora fosse apenas rapaz, Josias amava genuinamente a Jeová. Se o novo rei restabelecesse a adoração pura em Judá, quão animador isso seria para os poucos que serviam fielmente a Deus! Outros talvez se sentissem induzidos a se juntar a eles e também seriam preservados no dia da ira de Jeová.

      Os requisitos para se ser preservado

      3, 4. Que três requisitos têm de ser satisfeitos para se ser poupado “no dia da ira de Jeová”?

      3 Era possível que alguns fossem mesmo poupados no dia da ira de Jeová? Era, sim, desde que satisfizessem as três condições delineadas em Sofonias 2:2, 3. Ao lermos estes versículos, notemos especialmente esses requisitos. Sofonias escreveu: “Antes de o estatuto dar algo à luz, antes que tenha passado o dia como a pragana, antes que venha sobre vós a ira ardente de Jeová, antes que venha sobre vós o dia da ira de Jeová, procurai a Jeová, todos os mansos da terra, que tendes praticado a Sua própria decisão judicial. Procurai a justiça, procurai a mansidão. Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.”

      4 Então, para se ser preservado, era preciso (1) procurar a Jeová, (2) procurar a justiça e (3) procurar a mansidão. Estes requisitos devem ser de grande interesse para nós, hoje. Por quê? Porque assim como Judá e Jerusalém se confrontavam com um dia de ajuste de contas no sétimo século AEC, as nações da cristandade — na realidade, todos os iníquos — se encaminham para um confronto com Jeová Deus na vindoura “grande tribulação”. (Mateus 24:21) Todos os que querem ser escondidos naquele tempo terão de tomar uma ação decisiva agora. Como? Por procurar a Jeová, a justiça e a mansidão antes de ser tarde demais!

      5. ‘Procurar a Jeová’ hoje em dia envolve o quê?

      5 Talvez diga: ‘Sou servo dedicado, batizado de Deus, uma das Testemunhas de Jeová. Já não preenchi esses requisitos?’ Na realidade, há mais envolvido do que nos dedicarmos a Jeová. Israel era uma nação dedicada, mas nos dias de Sofonias, o povo de Judá não vivia segundo esta dedicação. Em resultado disso, a nação foi por fim rejeitada. ‘Procurar a Jeová’ envolve hoje desenvolver e manter um cordial relacionamento pessoal com ele em associação com a sua organização terrestre. Significa chegar a saber como Deus encara os assuntos e estar atento aos seus sentimentos. Procuramos a Jeová quando estudamos a sua Palavra com atenção, meditando nela e aplicando seu conselho na vida. Ao passo que também procuramos a orientação de Jeová em oração fervorosa e seguimos a orientação do seu espírito santo, nosso relacionamento com ele se aprofunda e somos impelidos a servi-lo ‘de todo o nosso coração, alma e força vital’. — Deuteronômio 6:5; Gálatas 5:22-25; Filipenses 4:6, 7; Revelação (Apocalipse) 4:11.

      6. Como ‘procuramos a justiça’, e por que é isso possível mesmo neste mundo?

      6 O segundo requisito mencionado em Sofonias 2:3 é ‘procurar a justiça’. A maioria de nós fez mudanças importantes, a fim de nos habilitarmos para o batismo cristão, mas temos de continuar a manter as normas justas de Deus em toda a nossa vida. Alguns dos que neste respeito começaram bem deixaram-se depois macular pelo mundo. Não é fácil procurar a justiça, pois estamos rodeados por pessoas que encaram a imoralidade sexual, a mentira e outros pecados como normais. No entanto, o forte desejo de agradar a Jeová pode superar qualquer tendência de procurar obter a aprovação do mundo por se harmonizar com ele. Judá perdeu o favor de Deus por imitar suas ímpias nações vizinhas. Portanto, em vez de imitarmos o mundo, sejamos “imitadores de Deus”, cultivando a “nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. — Efésios 4:24; 5:1.

      7. Como ‘procuramos a mansidão’?

      7 O terceiro ponto salientado em Sofonias 2:3 é que, se quisermos ser escondidos no dia da ira de Jeová, teremos de ‘procurar a mansidão’. Todos os dias estamos em contato com homens, mulheres e jovens nada mansos. Para eles, o temperamento brando é uma falha. A submissão é considerada uma grave fraqueza. Eles são exigentes, egoístas e convencidos, achando que seus próprios “direitos” e preferências têm de ser satisfeitos a todo custo. Quão lamentável seria se algumas dessas atitudes nos influenciassem! Esta é a época de ‘procurar a mansidão’. Como? Por nos sujeitarmos a Deus, aceitando humildemente a sua disciplina e nos harmonizando com a sua vontade.

      Por que “provavelmente” escondidos?

      8. O que indica o uso da palavra “provavelmente” em Sofonias 2:3?

      8 Note que Sofonias 2:3 diz: “Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.” Por que se usou a palavra “provavelmente” ao falar aos “mansos da terra”? Ora, esses mansos tinham dado passos positivos, mas não havia margem para autoconfiança. Ainda não tinham chegado ao fim da sua vida com fidelidade. Era possível que alguns deles caíssem no pecado. O mesmo se dá conosco. Jesus disse: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” (Mateus 24:13) Deveras, a salvação no dia da ira de Jeová depende de continuarmos a fazer o que é direito aos seus olhos. Está você firmemente decidido a fazer isso?

      9. Que medidas corretas tomou o jovem Rei Josias?

      9 Pelo visto, acatando as palavras de Sofonias, o Rei Josias sentiu-se induzido a ‘procurar a Jeová’. As Escrituras dizem: “No oitavo ano do seu reinado, quando [Josias] ainda era rapaz [de uns 16 anos], principiou a buscar [ou “a procurar”, Bíblia Vozes] o Deus de Davi, seu antepassado.” (2 Crônicas 34:3) Josias também continuava a ‘procurar a justiça’, pois lemos: “No décimo segundo ano [quando Josias tinha cerca de 20 anos] principiou a limpar Judá e Jerusalém dos altos, e dos postes sagrados, e das imagens entalhadas, e das estátuas fundidas. Além disso, demoliram diante dele os altares dos Baalins.” (2 Crônicas 34:3, 4) Josias também ‘procurava a mansidão’, agindo humildemente para agradar a Jeová por purificar o país de idolatria e de outras práticas da religião falsa. Quanto os outros mansos devem ter-se regozijado com esses acontecimentos!

      10. O que aconteceu em Judá em 607 AEC, mas quem foi poupado?

      10 Muitos judeus retornaram a Jeová durante o reinado de Josias. Após a morte do rei, porém, muitos voltaram para seu proceder anterior — práticas totalmente inaceitáveis para Deus. Conforme Jeová havia decretado, os babilônios derrotaram Judá e destruíram sua capital, Jerusalém, em 607 AEC. No entanto, nem tudo estava perdido. O profeta Jeremias, o etíope Ebede-Meleque, os descendentes de Jonadabe, bem como outros fiéis a Deus foram escondidos naquele dia da ira de Jeová. — Jeremias 35:18, 19; 39:11, 12, 15-18.

      Inimigos de Deus, prestem atenção!

      11. Por que permanecer fiel a Deus é hoje um desafio, mas o que fariam bem em considerar os inimigos do povo de Jeová?

      11 Ao passo que aguardamos o dia da ira de Jeová contra este sistema iníquo, temos de ‘enfrentar diversas provações’. (Tiago 1:2) Em vários países, que afirmam dar valor à liberdade de adoração, clérigos manipuladores têm usado a sua influência diante das autoridades seculares para lançar uma perseguição cruel contra o povo de Deus. Homens inescrupulosos caluniam as Testemunhas de Jeová, classificando-as de “culto perigoso”. Deus se apercebe das ações deles, e estas não ficarão impunes. Os adversários dele fariam bem em considerar o que aconteceu a antigos inimigos do povo de Deus, tais como os filisteus. A profecia diz: “No que se refere a Gaza, tornar-se-á uma cidade abandonada; e Ascalom há de ser um baldio desolado. Quanto a Asdode, expulsá-la-ão ao meio-dia; e quanto a Ecrom, será desarraigada.” As cidades filistéias de Gaza, Ascalom, Asdode e Ecrom seriam devastadas. — Sofonias 2:4-7.

      12. O que aconteceu com a Filístia, com Moabe e com Amom?

      12 A profecia prossegue: “Ouvi o vitupério por parte de Moabe e as palavras injuriosas dos filhos de Amom, com que vituperaram meu povo e têm assumido ares de grandeza contra o seu território.” (Sofonias 2:8) É verdade que o Egito e a Etiópia sofreram às mãos dos invasores babilônios. Mas qual foi o julgamento de Deus contra Moabe e Amom, nações que descendiam de Ló, sobrinho de Abraão? Jeová predisse: “A própria Moabe tornar-se-á como Sodoma e os filhos de Amom como Gomorra.” Dessemelhantes das suas antepassadas, as duas filhas de Ló, que sobreviveram à destruição de Sodoma e de Gomorra, os orgulhosos Moabe e Amom não seriam escondidos dos julgamentos de Deus. (Sofonias 2:9-12; Gênesis 19:16, 23-26, 36-38) Atualmente, onde estão a Filístia e as suas cidades? Que dizer dos orgulhosos Moabe e Amom? Por mais que se procure, não são encontrados.

      13. Que descoberta arqueológica se fez em Nínive?

      13 Nos dias de Sofonias, o Império Assírio estava no auge do seu poder. O arqueólogo Austen Layard descreveu um setor do palácio real que ele havia descoberto em Nínive, capital assíria: “Os tetos . . . eram divididos em compartimentos quadrados, pintados com flores ou com figuras de animais. Alguns eram incrustados com marfim, cada compartimento estando cercado por bordas e molduras elegantes. As vigas, bem como os lados das câmaras, talvez fossem dourados, ou mesmo revestidos de ouro e prata; e as madeiras mais raras, sendo o cedro conspícuo entre elas, eram usadas para o madeiramento.” Conforme predito na profecia de Sofonias, porém, a Assíria seria destruída e sua capital, Nínive, se tornaria “um baldio desolado”. — Sofonias 2:13.

      14. Como se cumpriu em Nínive a profecia de Sofonias?

      14 Apenas 15 anos depois de Sofonias proferir esta profecia, a poderosa Nínive foi destruída, seu palácio real sendo reduzido a escombros. Deveras, esta cidade orgulhosa foi reduzida a pó. A extensão da devastação foi vividamente predita nas seguintes palavras: “Tanto o pelicano como o porco-espinho passarão a noite entre os seus capitéis [caídos]. Uma voz estará cantando na janela. Haverá devastação no limiar.” (Sofonias 2:14, 15) Os majestosos edifícios de Nínive só serviriam de moradia para porcos-espinho e pelicanos. As ruas da cidade não teriam mais os ruídos do comércio, os gritos de guerreiros e os cantos de sacerdotes. Nessas outrora agitadas vias públicas se ouviria apenas uma voz cantando lugubremente na janela, talvez o canto queixoso duma ave ou o uivo do vento. Que todos os inimigos de Deus tenham um fim similar!

      15. O que se pode aprender do que aconteceu à Filístia, a Moabe, a Amom e à Assíria?

      15 O que podemos aprender do que aconteceu à Filístia, a Moabe, a Amom e à Assíria? O seguinte: Que nós, como servos de Jeová, não temos nada a temer dos nossos inimigos. Deus vê o que os que se opõem ao seu povo fazem. Jeová agiu contra seus inimigos no passado, e seus julgamentos serão executados em toda a atual Terra habitada. Mas haverá sobreviventes — ‘uma grande multidão de todas as nações’. (Revelação 7:9) Você pode ser um deles, mas apenas se continuar a procurar a Jeová, a justiça e a mansidão.

      Ai dos transgressores insolentes!

      16. O que disse a profecia de Sofonias sobre os príncipes e os líderes religiosos de Judá, e por que se ajustam estas palavras à cristandade?

      16 A profecia de Sofonias enfocou de novo Judá e Jerusalém. Sofonias 3:1, 2, diz: “Ai daquela que se rebela e que se polui, a cidade opressiva! Ela não escutou a voz; não aceitou a disciplina. Não confiou em Jeová. Ela não se chegou ao seu Deus.” Quão trágico era que os esforços de Jeová de disciplinar o seu povo foram em vão! Deveras era lamentável a impiedade dos príncipes, dos nobres e dos juízes. Sofonias censurou a falta de vergonha dos líderes religiosos, dizendo: “Seus profetas eram insolentes, homens de traição. Os próprios sacerdotes dela profanavam o que era santo; faziam violência à lei.” (Sofonias 3:3, 4) Quão bem estas palavras se aplicam à situação dos profetas e dos sacerdotes da cristandade hoje em dia! Com insolência, retiraram o nome divino das suas traduções da Bíblia e ensinaram doutrinas que difamam Aquele que afirmam adorar.

      17. Quer as pessoas escutem quer não, por que devemos continuar a proclamar as boas novas?

      17 Jeová demonstrou consideração e advertiu seu povo antigo a respeito da ação que estava para tomar. Enviou seus servos, os profetas — Sofonias e Jeremias, entre outros — para exortarem o povo a se arrepender. Deveras, “Jeová . . . não fazia injustiça. Manhã após manhã ele dava a sua própria decisão judicial. De dia não se mostrava carente”. Qual era a reação? “Mas o injusto não conhecia vergonha”, disse Sofonias. (Sofonias 3:5) Um aviso similar é dado atualmente. Se você for publicador das boas novas, está tendo uma participação nesta obra de advertência. Continue a proclamar as boas novas sem parar! Quer as pessoas escutem quer não, seu ministério é bem-sucedido do ponto de vista de Deus enquanto se empenhar nele fielmente; você não precisa ter vergonha de fazer a obra de Deus com zelo.

      18. Como se cumprirá Sofonias 3:6?

      18 A execução do julgamento de Deus não se restringirá à desolação da cristandade. Jeová estende suas denúncias para incluir todas as nações: “Decepei nações; suas torres de ângulo foram desoladas. Devastei as suas ruas, de modo que não havia quem passasse por elas. Suas cidades foram devastadas.” (Sofonias 3:6) Estas palavras são tão confiáveis, que Jeová fala da destruição como se já tivesse acontecido. O que aconteceu às cidades da Filístia, de Moabe e de Amom? E o que dizer da capital assíria, Nínive? A destruição delas é uma advertência para as nações atuais. Não se pode zombar de Deus.

      Continue procurando a Jeová

      19. Que perguntas esquadrinhadoras poderíamos fazer?

      19 Nos dias de Sofonias, a ira de Deus se desencadeou contra os que iniquamente foram “fazer ruinosas todas as suas ações”. (Sofonias 3:7) O mesmo acontecerá em nosso tempo. Nota você a evidência da proximidade do dia da ira de Jeová? Continua a ‘procurar a Jeová’ por ler regularmente, cada dia, a Palavra dele? ‘Procura a justiça’ por levar uma vida moralmente limpa, em harmonia com as normas de Deus? E está ‘procurando a mansidão’ por demonstrar uma atitude mansa, submissa, para com Deus e seus arranjos de salvação?

      20. Que perguntas consideraremos no último artigo desta série sobre a profecia de Sofonias?

      20 Se fielmente continuarmos a procurar a Jeová, a justiça e a mansidão, podemos esperar usufruir desde já ricas bênçãos — sim, mesmo nestes “últimos dias” que põem a fé à prova. (2 Timóteo 3:1-5; Provérbios 10:22) Mas, poderíamos muito bem perguntar: ‘De que modo somos abençoados como os atuais servos de Jeová, e que bênçãos futuras apresenta a profecia de Sofonias aos que serão escondidos no dia da ira de Jeová que se aproxima rapidamente?

  • O povo restaurado de Jeová louva-o em toda a terra
    A Sentinela — 2001 | 15 de fevereiro
    • O povo restaurado de Jeová louva-o em toda a terra

      “Darei aos povos a transformação para uma língua pura, para que todos eles invoquem o nome de Jeová.” — SOFONIAS 3:9.

      1. Por que se cumpriram mensagens de condenação em Judá e em outras nações?

      QUE poderosas mensagens de julgamento Jeová inspirou Sofonias a proferir! Essas palavras de condenação se cumpriram na nação de Judá e na sua capital, Jerusalém, visto que os líderes e o povo em geral não faziam a vontade de Jeová. Nações vizinhas, tais como a Filístia, Moabe e Amom, também sentiriam o furor de Deus. Por quê? Por causa da sua oposição cruel, de longo tempo, ao povo de Jeová. Pelo mesmo motivo, a potência mundial da Assíria seria destruída, para nunca ser restabelecida.

      2. Pelo visto, a quem se dirigiu Sofonias 3:8?

      2 No entanto, no antigo Judá havia alguns de disposição correta. Estes aguardavam a execução do julgamento divino nos iníquos e pelo visto eram os a quem se dirigiram as palavras: “‘Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente; porque toda a terra será devorada pelo fogo do meu zelo’.” — Sofonias 3:8.

      “Uma língua pura” para quem?

      3. Que mensagem de esperança foi Sofonias inspirado a transmitir?

      3 Deveras, Sofonias transmitiu mensagens de condenação da parte de Jeová. Mas o profeta foi também inspirado a incluir uma maravilhosa mensagem de esperança, que iria consolar muito os que continuaram a ser fiéis a Jeová. Conforme registrado em Sofonias 3:9, Jeová Deus declarou: “Então darei aos povos a transformação para uma língua pura, para que todos eles invoquem o nome de Jeová, a fim de servi-lo ombro a ombro.”

      4, 5. (a) O que iria acontecer aos injustos? (b) Quem se beneficiaria com isso, e por quê?

      4 Haveria aqueles a quem não se daria a língua pura. A profecia os mencionou, dizendo: “Removerei do teu meio os teus que altivamente se rejubilam.” (Sofonias 3:11) De modo que os orgulhosos, que desprezavam as leis de Deus e que praticavam a injustiça, seriam removidos. E quem se beneficiaria com isso? Sofonias 3:12, 13, declara: “[Eu, Jeová,] hei de deixar remanescer no teu meio um povo humilde e de condição humilde, e eles realmente se refugiarão no nome de Jeová. Quanto aos remanescentes de Israel, não farão injustiça, nem falarão mentira, nem se achará na sua boca uma língua ardilosa; pois eles mesmos pastarão e realmente se deitarão, e não haverá quem os faça tremer.”

      5 Os beneficiados seriam os dum restante fiel no antigo Judá. Por quê? Porque eles haviam agido em harmonia com as palavras: “Procurai a Jeová, todos os mansos da terra, que tendes praticado a Sua própria decisão judicial. Procurai a justiça, procurai a mansidão. Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.” — Sofonias 2:3.

      6. O que aconteceu no primeiro cumprimento da profecia de Sofonias?

      6 No primeiro cumprimento da profecia de Sofonias, Deus puniu o infiel Judá por permitir que a Potência Mundial Babilônica o vencesse e levasse seu povo cativo em 607 AEC. Alguns, inclusive o profeta Jeremias, foram poupados, e outros continuaram fiéis a Jeová no cativeiro. Em 539 AEC, Babilônia foi derrubada pelos medos e pelos persas sob o Rei Ciro. Cerca de dois anos mais tarde, Ciro emitiu um decreto que permitiu a um restante dos judeus retornar à sua pátria. Com o tempo, reconstruiu-se o templo de Jerusalém, e o sacerdócio ficou novamente em condições de instruir o povo na Lei. (Malaquias 2:7) Jeová fez assim os do restante restaurado prosperar — enquanto permaneceram fiéis.

      7, 8. A quem se aplicavam as palavras proféticas de Sofonias 3:14-17, e por que é esta a sua resposta?

      7 Sofonias predisse a respeito dos que usufruiriam esta restauração: “Grita de júbilo, ó filha de Sião! Dá brados de aplauso, ó Israel! Alegra-te e rejubila de todo o coração, ó filha de Jerusalém! Jeová removeu de ti os julgamentos. Rechaçou teu inimigo. O rei de Israel, Jeová, está no teu meio. Não mais temerás a calamidade. Naquele dia se dirá a Jerusalém: ‘Não tenhas medo, ó Sião. Não se abaixem as tuas mãos. Jeová, teu Deus, está no teu meio. Sendo Poderoso, ele salvará. Exultará sobre ti com alegria. Ficará calado no seu amor. Rejubilará sobre ti com clamores felizes.’” — Sofonias 3:14-17.

      8 Estas palavras proféticas referiam-se aos do restante ajuntado do cativeiro babilônico e levados de volta à sua terra natal. Isto é tornado claro em Sofonias 3:18-20, onde lemos: “‘[Eu, Jeová,] certamente ajuntarei os pesarosos que estão ausentes da tua época festiva; vieram a estar distantes de ti por levarem vitupério por causa dela. Eis que ajo contra todos os que te atribulam, naquele tempo; e vou salvar aquela que manqueja e vou reunir aquela que está dispersa. E vou colocar a tais como louvor e como nome em toda a terra de sua vergonha. Naquele tempo vos farei entrar, sim, no tempo em que eu vos reunir. Pois farei que sejais um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu recolher os vossos cativos perante os vossos olhos’, disse Jeová.”

      9. Como Jeová fez para si um nome ao lidar com Judá?

      9 Imagine o choque que sofreram os das nações circunvizinhas que eram inimigos do povo de Deus! Os habitantes de Judá haviam sido levados cativos pela poderosa Babilônia, sem aparente esperança de algum dia serem libertos. Além disso, a terra deles estava desolada. No entanto, pelo poder de Deus, foram restaurados na sua pátria depois de 70 anos, ao passo que as nações inimigas se encaminhavam para a ruína. Que nome Jeová fez para si mesmo por trazer de volta os deste restante fiel! Fez com que fossem “um nome e um louvor entre todos os povos”. Que louvor esta restauração deu a Jeová e aos que levavam o seu nome!

      Enaltecida a adoração de Jeová

      10, 11. Quando se daria o cumprimento maior da profecia de restauração de Sofonias, e como sabemos isso?

      10 Outra restauração ocorreu no primeiro século da Era Comum, quando Jesus Cristo ajuntou um restante de Israel para a adoração verdadeira. Isto foi um vislumbre do que ainda haveria de ocorrer, porque o cumprimento maior da restauração ainda estava no futuro. A profecia de Miquéias predisse: “Na parte final dos dias terá de acontecer que o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros; e a ele terão de afluir os povos.” — Miquéias 4:1.

      11 Quando se daria isso? Conforme a profecia disse, “na parte final dos dias”, sim, durante estes “últimos dias”. (2 Timóteo 3:1) Isto se daria antes do fim do atual iníquo sistema de coisas, enquanto as nações ainda adorariam deuses falsos. Miquéias 4:5 diz: “Todos os povos, da sua parte, andarão cada um no nome de seu deus.” E que dizer dos verdadeiros adoradores? A profecia de Miquéias responde: “Mas nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.”

      12. Como foi a adoração verdadeira elevada nestes últimos dias?

      12 Portanto, nestes últimos dias, “o monte da casa de Jeová [já ficou] firmemente estabelecido acima do cume dos montes”. A enaltecida adoração verdadeira de Jeová já foi restaurada, firmemente estabelecida e elevada acima de todos os outros tipos de religião. Conforme a profecia de Miquéias também predisse, “a ele terão de afluir os povos”. E os que praticam a religião verdadeira ‘andarão no nome de Jeová, seu Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre’.

      13, 14. Quando foi que este mundo entrou “na parte final dos dias”, e o que tem acontecido desde então com respeito à adoração verdadeira?

      13 Os acontecimentos em cumprimento da profecia bíblica provam que este mundo entrou “na parte final dos dias” — seus últimos dias — no ano de 1914. (Marcos 13:4-10) A História mostra que Jeová começou a ajuntar à adoração verdadeira um restante fiel de ungidos que têm a esperança celestial. Isto foi seguido pelo ajuntamento de uma “grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” — dos que têm a esperança de viver para sempre na Terra. — Revelação (Apocalipse) 7:9.

      14 Desde a Primeira Guerra Mundial e até hoje, a adoração de Jeová pelos que levam o Seu nome tem progredido muito sob a Sua direção. De uns poucos milhares que havia após a Primeira Guerra Mundial, os adoradores de Jeová aumentaram agora para uns seis milhões, reunidos em cerca de 91.000 congregações em 235 países. Todo ano, esses proclamadores do Reino dedicam mais de um bilhão de horas para louvar publicamente a Deus. É evidente que essas Testemunhas de Jeová são os que cumprem as palavras proféticas de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14.

      15. Como se cumpre agora Sofonias 2:3?

      15 Sofonias 3:17 observa: “Jeová, teu Deus, está no teu meio. Sendo Poderoso, ele salvará.” A prosperidade espiritual usufruída pelos servos de Jeová nestes últimos dias é o resultado direto de ele ‘estar no seu meio’ como seu todo-poderoso Deus. Isto é tão veraz hoje como foi por ocasião da restauração do antigo Judá em 537 AEC. Podemos assim ver como Sofonias 2:3 tem seu cumprimento maior no nosso tempo, quando diz: “Procurai a Jeová, todos os mansos da terra.” Em 537 AEC, a palavra “todos” se referia ao restante dos judeus que retornou do cativeiro babilônico. Agora se refere aos mansos de todas as nações na Terra inteira, os que reagem favoravelmente à pregação global do Reino e que afluem ao “monte da casa de Jeová”.

      A adoração verdadeira prospera

      16. Qual provavelmente é a reação de nossos inimigos em vista da prosperidade dos servos de Jeová nos tempos modernos?

      16 Depois de 537 AEC, muitos nas nações circundantes ficaram espantados com a volta dos servos de Deus para a sua terra natal e com a restauração da adoração verdadeira. No entanto, esta restauração se deu em escala relativamente pequena. Pode imaginar o que alguns — mesmo inimigos do povo de Deus — estão dizendo agora ao verem o espantoso crescimento, a prosperidade e o progresso dos servos de Jeová nos tempos modernos? É bem provável que alguns desses inimigos se sintam como os fariseus quando viram como o povo afluía a Jesus. Eles exclamaram: “Eis que o mundo foi atrás dele.” — João 12:19.

      17. O que disse certo escritor sobre as Testemunhas de Jeová, e que aumento tiveram?

      17 O Professor Charles S. Braden disse no seu livro These Also Believe (Estes Também Crêem): ‘As Testemunhas de Jeová cobriram literalmente a Terra com seu testemunho. Pode-se corretamente dizer que nenhum outro grupo religioso no mundo mostrou maior zelo e persistência na tentativa de divulgar as boas novas do Reino do que as Testemunhas de Jeová. Este movimento provavelmente se tornará cada vez mais forte.’ Como ele tinha razão! Quando escreveu estas palavras há 50 anos, havia apenas umas 300.000 Testemunhas pregando em todo o mundo. O que diria ele hoje, quando o número de pregadores — aproximadamente seis milhões — é cerca de 20 vezes maior?

      18. Qual é a língua pura e a quem foi dada por Deus?

      18 Deus prometeu por meio do seu profeta: “Darei aos povos a transformação para uma língua pura, para que todos eles invoquem o nome de Jeová, a fim de servi-lo ombro a ombro.” (Sofonias 3:9) Nestes últimos dias, são as Testemunhas de Jeová que invocam o nome de Jeová, servindo-o de forma unida num inquebrantável vínculo de amor — deveras, “ombro a ombro”. É a elas que Jeová tem dado a língua pura. Esta língua pura inclui o entendimento correto da verdade sobre Deus e seus propósitos. Unicamente Jeová dá este entendimento por meio do seu espírito santo. (1 Coríntios 2:10) A quem ele tem dado seu espírito? Somente “aos que obedecem a ele como governante”. (Atos 5:32) Apenas as Testemunhas de Jeová estão dispostas a obedecer em tudo a Deus como Governante. É por isso que recebem o espírito de Deus e falam a língua pura, a verdade a respeito de Jeová e dos seus maravilhosos propósitos. Usam a língua pura para louvar a Jeová em toda a Terra, numa escala enorme e crescente.

      19. O que envolve falar a língua pura?

      19 Falar a língua pura envolve não só crer na verdade e ensiná-la a outros, mas também harmonizar a conduta com as leis e os princípios de Deus. Os cristãos ungidos têm tomado a dianteira em procurar a Jeová e em falar a língua pura. Pense no que se tem conseguido! Embora os ungidos tenham diminuído em número para menos de 8.700, quase seis milhões de outros imitam a sua fé por procurar a Jeová e por falar a língua pura. Esses constituem o crescente número da grande multidão, composta de pessoas de todas as nações, que exercem fé no sacrifício resgatador de Jesus, prestam serviço sagrado no pátio terrestre do templo espiritual de Deus e sobreviverão à “grande tribulação” que sobrevirá em breve a este mundo injusto. — Revelação 7:9, 14, 15.

      20. O que aguarda os fiéis ungidos e os que constituem a grande multidão?

      20 Os da grande multidão serão introduzidos no novo mundo justo de Deus. (2 Pedro 3:13) Jesus Cristo, bem como os 144.000 ungidos, ressuscitados para a vida celestial a fim de servir com ele quais reis e sacerdotes, serão o novo corpo administrativo da Terra. (Romanos 8:16, 17; Revelação 7:4; 20:6) Os sobreviventes da grande tribulação trabalharão para transformar a Terra num paraíso e continuarão a falar a língua pura dada por Deus. Em princípio, é a eles que se aplicam as palavras: “Todos os teus filhos [e, naturalmente, todas as tuas filhas] serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante. Mostrar-te-ás firmemente estabelecida na própria justiça.” — Isaías 54:13, 14.

      A maior obra de ensino da História

      21, 22. (a) Conforme indicado em Atos 24:15, a quem será preciso ensinar a língua pura? (b) Que obra de ensino sem paralelo será realizada na Terra sob o governo do Reino?

      21 Um grupo muito grande que terá a oportunidade de aprender a língua pura no novo mundo é o mencionado em Atos 24:15, que diz: “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” No passado, viveram e morreram bilhões de pessoas sem terem um conhecimento exato de Jeová. Ele os trará de volta à vida de forma ordeira. E será preciso ensinar a língua pura a esses ressuscitados.

      22 Que privilégio será participar nesta grande obra de ensino! Será o maior empreendimento educativo na história da humanidade. Tudo será realizado sob o governo benevolente de Cristo Jesus no poder do Reino. Em resultado disso, a humanidade, por fim, verá o cumprimento de Isaías 11:9, que diz: “A terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.”

      23. Por que diria que somos grandemente privilegiados como povo de Jeová?

      23 Quão grande é o privilégio que temos nestes últimos dias de nos preparar para esta ocasião maravilhosa, quando o conhecimento de Jeová realmente encherá a Terra! E que privilégio temos agora de ser o povo de Deus, os que presenciam o grandioso cumprimento das palavras proféticas registradas em Sofonias 3:20! Encontramos ali a garantia de Jeová: “Farei que sejais um nome e um louvor entre todos os povos da terra.”

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