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Como sobreviver ao “dia de Jeová”A Sentinela — 1997 | 15 de dezembro
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Como sobreviver ao “dia de Jeová”
“O dia de Jeová é grande e muito atemorizante, e quem poderá resistir nele?” — JOEL 2:11.
1. Por que deve o ‘atemorizante dia de Jeová’ ser uma ocasião de alegria?
“ATEMORIZANTE”! É assim que Joel, profeta de Deus, descreve o grande “dia de Jeová”. No entanto, nós, os que amamos a Jeová e nos chegamos a ele em dedicação à base do sacrifício resgatador de Jesus, não precisamos encolher-nos de medo ao passo que se aproxima o dia de Jeová. Será deveras um dia espantoso, mas um dia de grandiosa salvação, o dia de se ficar livre dum iníquo sistema de coisas, que tem afligido a humanidade durante milênios. Na expectativa deste dia, Joel convoca o povo de Deus para ‘jubilar e alegrar-se; porque Jeová fará realmente uma grande coisa’, e ele acrescenta a garantia: “Terá de acontecer que todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á.” Daí, debaixo do Reino de Deus, “virão a estar os que escaparam, assim como Jeová disse, e entre os sobreviventes que Jeová está chamando”. — Joel 2:11, 21, 22, 32.
2. Na execução dos propósitos de Deus, o que ocorre (a) no “dia do Senhor” e (b) no “dia de Jeová”?
2 O atemorizante dia de Jeová não deve ser confundido com o “dia do Senhor” de Revelação (Apocalipse) 1:10. Este último inclui o cumprimento das 16 visões descritas nos capítulos 1 a 22 de Revelação. Inclui o tempo do cumprimento de todos os acontecimentos preditos por Jesus em resposta à pergunta dos seus discípulos: “Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” A presença celestial de Jesus tem sido marcada na Terra por horríveis ‘guerras, fomes, ódios, pestilência e aquilo que é contra a lei’. Ao passo que essas aflições têm aumentado, Jesus tem fornecido consolo para os humanos que temem a Deus por enviar seus discípulos atuais para pregarem “estas boas novas do reino . . . em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. Daí, como apogeu do dia do Senhor, irromperá “o fim” do atual sistema de coisas, o atemorizante dia de Jeová. (Mateus 24:3-14; Lucas 21:11) Este será o dia de Jeová para executar o rápido julgamento no mundo corrupto de Satanás. “Hão de tremer céu e terra; mas Jeová será refúgio para o seu povo.” — Joel 3:16.
Jeová agiu nos dias de Noé
3. De que modo são as condições atuais similares às dos dias de Noé?
3 As condições atuais do mundo são similares às existentes “nos dias de Noé”, há mais de 4.000 anos. (Lucas 17:26, 27) Lemos em Gênesis 6:5: “Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo.” Bem similar ao mundo atual! Iniqüidade, ganância e falta de amor prevalecem em toda a parte. Às vezes talvez achemos que a depravação da humanidade já atingiu o limite. Mas a profecia do apóstolo Paulo a respeito dos “últimos dias” simplesmente continua a se cumprir: “Os homens iníquos e os impostores passarão de mal a pior, desencaminhando e sendo desencaminhados.” — 2 Timóteo 3:1, 13.
4. Qual era o efeito da adoração falsa nos tempos antigos?
4 Poderia a religião ter dado alívio à humanidade nos tempos de Noé? Ao contrário, a religião apóstata, conforme existia então, deve ter contribuído muito para as condições ruinosas. Nossos primeiros pais sucumbiram ao ensino falso da “serpente original, o chamado Diabo e Satanás”. Na segunda geração depois de Adão “se principiou a invocar o nome de Jeová”, aparentemente de modo blasfemo. (Revelação 12:9; Gênesis 3:3-6; 4:26) Mais tarde, anjos rebeldes, que abandonaram a devoção exclusiva a Deus, materializaram corpos humanos, para ter relações sexuais ilícitas com as bem-parecidas filhas dos homens. Essas mulheres deram à luz gigantes híbridos, chamados nefilins, que oprimiram e maltrataram a humanidade. Sob essa influência demoníaca, ‘toda a carne arruinou seu caminho na terra’. — Gênesis 6:1-12.
5. Referindo-se aos acontecimentos nos dias de Noé, que exortação de aviso nos dá Jesus?
5 No entanto, uma família manteve sua integridade para com Jeová. Assim, Deus “preservou a Noé, pregador da justiça, junto com mais sete, quando trouxe um dilúvio sobre um mundo de pessoas ímpias”. (2 Pedro 2:5) Este Dilúvio prefigurou o atemorizante dia de Jeová, que marcará o fim do atual sistema de coisas e a respeito do qual Jesus profetizou: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai. Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mateus 24:36-39) Estamos numa situação similar hoje em dia, de modo que Jesus nos exorta a ‘prestar atenção a nós mesmos e a manter-nos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejamos bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer’. — Lucas 21:34-36.
A punição judicial de Sodoma e Gomorra por Jeová
6, 7. (a) Que é prefigurado pelos acontecimentos no tempo de Ló? (b) Que aviso claro nos dá isso?
6 Algumas centenas de anos depois do Dilúvio, quando os descendentes de Noé se tinham multiplicado na Terra, o fiel Abraão e seu sobrinho, Ló, foram testemunhas oculares de outro atemorizante dia de Jeová. Ló e sua família moravam na cidade de Sodoma. Esta cidade, junto com a vizinha Gomorra, se envolvera em repugnante imoralidade sexual. Também o materialismo era de preocupação primária, o que acabou afetando até mesmo a esposa de Ló. Jeová dissera a Abraão: “O clamor de queixa a respeito de Sodoma e Gomorra, sim, é alto, e seu pecado, sim, é muito grave.” (Gênesis 18:20) Abraão rogou a Jeová para que poupasse essas cidades pela causa dos justos nelas, mas Jeová declarou que não encontrava ali nem mesmo dez homens justos. Anjos da parte de Deus ajudaram a Ló e suas duas filhas a escapar para a cidade vizinha de Zoar.
7 O que se seguiu a isso? Comparando os atuais “últimos dias” com os de Ló, Lucas 17:28-30 relata: “Igualmente, assim como ocorreu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos. Do mesmo modo será naquele dia em que o Filho do homem há de ser revelado.” A sorte de Sodoma e Gomorra, naquele espantoso dia de Jeová, nos dá um aviso claro neste tempo da presença de Jesus. A moderna geração da humanidade também tem “cometido fornicação de modo excessivo e . . . ido após a carne para uso desnatural”. (Judas 7) Além disso, os imorais costumes sexuais dos nossos tempos foram responsáveis por muitas das “pestilências” que Jesus predisse para os dias atuais. — Lucas 21:11.
Israel ceifou o “tufão”
8. Até que ponto manteve Israel o pacto com Jeová?
8 No tempo devido, Jeová escolheu Israel como sua “propriedade especial dentre todos os outros povos, . . . um reino de sacerdotes e uma nação santa”. Mas isso dependia de eles ‘obedecerem estritamente à sua voz e guardarem seu pacto’. (Êxodo 19:5, 6) Cumpriram com sua parte neste grande privilégio? Longe disso! É verdade que pessoas fiéis daquela nação o serviram lealmente — Moisés, Samuel, Davi, Jeosafá, Ezequias, Josias, bem como profetas e profetisas devotados. No entanto, a nação como um todo foi infiel. Com o tempo, o reino dividiu-se em dois: Israel e Judá. Dum modo geral, ambas as nações se meteram na adoração pagã e em outros costumes de países vizinhos, que desonravam a Deus. — Ezequiel 23:49.
9. Como julgou Jeová o reino rebelde das dez tribos?
9 Como julgou Jeová essa questão? Como sempre, ele deu um aviso, em harmonia com o princípio declarado por Amós: “O Soberano Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.” O próprio Amós proclamava ais ao reino setentrional de Israel: “Então, que significará para vós o dia de Jeová? Será escuridão, e não luz.” (Amós 3:7; 5:18) Além disso, Oséias, profeta do tempo de Amós, declarou: “Continuam a semear vento e ceifarão o tufão.” (Oséias 8:7) Em 740 AEC, Jeová usou o exército assírio para devastar o reino setentrional de Israel de uma vez por todas.
O ajuste de contas de Jeová com o apóstata Judá
10, 11. (a) Por que não consentiu Jeová em perdoar Judá? (b) Que coisas detestáveis haviam corrompido essa nação?
10 Jeová enviou também seus profetas ao reino meridional de Judá. Mesmo assim, reis de Judá, tais como Manassés e seu sucessor, Amom, continuavam a fazer o que era mau aos olhos de Jeová, derramando ‘sangue inocente em quantidade muito grande, e servindo ídolos sórdidos e curvando-se diante deles’. Embora Josias, filho de Amom, fizesse o que era direito aos olhos de Jeová, os reis que o sucederam, bem como o povo, de novo mergulharam na iniqüidade, de modo que “Jeová não consentiu em dar perdão”. — 2 Reis 21:16-21; 24:3, 4.
11 Jeová declarou por meio do seu profeta Jeremias: “Uma situação assombrosa, mesmo uma coisa horrível fez-se existir no país: Os próprios profetas realmente profetizam em falsidade; e quanto aos sacerdotes, estão subjugando segundo os seus poderes. E meu próprio povo amou-o assim; e que fareis vós ao final disso?” A nação de Judá tornara-se extremamente culpada de sangue, e seu povo ficara corrompido por furto, assassinato, adultério, perjúrio, indo atrás de outros deuses e fazendo outras coisas detestáveis. O templo de Deus tornara-se um “covil de salteadores”. — Jeremias 2:34; 5:30, 31; 7:8-12.
12. Como puniu Jeová a renegada Jerusalém?
12 Jeová declarou: “Há uma calamidade que estou trazendo desde o norte, [da Caldéia,] sim, uma grande derrocada.” (Jeremias 4:6) De modo que ele trouxe a Potência Mundial Babilônica, na época “o malho de toda a terra”, para malhar a renegada Jerusalém e seu templo. (Jeremias 50:23) Em 607 AEC, após um amargo sítio, a cidade caiu diante do poderoso exército de Nabucodonosor. “E o rei de Babilônia passou a abater os filhos [do Rei] Zedequias, em Ribla, diante dos seus olhos, e o rei de Babilônia abateu todos os nobres de Judá. E cegou os olhos de Zedequias, após o que o prendeu com grilhões de cobre, a fim de levá-lo a Babilônia. E a casa do rei e as casas do povo os caldeus queimaram com fogo, e as muralhas de Jerusalém eles demoliram. E o resto do povo que fora deixado na cidade e os desertores que se bandearam para ele, bem como o resto do povo que fora deixado, Nebuzaradã, chefe da guarda pessoal, levou ao exílio em Babilônia.” — Jeremias 39:6-9.
13. Quem foi salvo no dia de Jeová de 607 AEC, e por quê?
13 Deveras, um dia atemorizante! No entanto, umas poucas almas que obedeciam a Jeová estavam entre os livrados desse julgamento ardente. Essas incluíam os recabitas não-israelitas, os quais, em contraste com os judeus, demonstravam ter um espírito humilde e obediente. Salvo foi também o fiel eunuco Ebede-Meleque, que resgatara Jeremias da morte numa cisterna lamacenta, bem como o escriba leal de Jeremias, Baruque. (Jeremias 35:18, 19; 38:7-13; 39:15-18; 45:1-5) Foi a tais que Jeová declarou: “Eu mesmo conheço bem os pensamentos que tenho a vosso respeito, . . . pensamentos de paz, e não de calamidade, para dar-vos um futuro e esperança.” Essa promessa teve um cumprimento em miniatura em 539 AEC, quando judeus tementes a Deus foram soltos pelo conquistador de Babilônia, o Rei Ciro, e retornaram para reconstruir a cidade e o templo de Jerusalém. Hoje em dia, os que saem da religião babilônica e são restabelecidos na adoração pura de Jeová podem igualmente esperar um futuro glorioso de paz eterna no Paraíso restabelecido por Jeová. — Jeremias 29:11; Salmo 37:34; Revelação 18:2, 4.
A “grande tribulação” do primeiro século
14. Por que Jeová rejeitou permanentemente a Israel?
14 Avancemos então para o primeiro século EC. Naquele tempo, os judeus restabelecidos já haviam caído de novo na apostasia. Jeová enviou seu Filho unigênito à Terra para ser seu Ungido, ou Messias. Durante os anos 29 a 33 EC, Jesus pregou em toda a terra de Israel, dizendo: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mateus 4:17) Além disso, ajuntou e treinou discípulos para participarem com ele na proclamação das boas novas do Reino. Qual foi a reação dos governantes dos judeus? Difamaram a Jesus e por fim cometeram o atroz crime de causar-lhe uma morte agonizante numa estaca de tortura. Jeová renegou os judeus de serem seu povo. A rejeição daquela nação foi então permanente.
15. Que privilégio tiveram os judeus arrependidos?
15 No dia do Pentecostes de 33 EC, o ressuscitado Jesus derramou espírito santo, e isto habilitou seus discípulos a falar em línguas aos judeus e aos prosélitos, que se haviam ajuntado depressa. Dirigindo-se à multidão, o apóstolo Pedro declarou: “A este Jesus, Deus ressuscitou, fato de que todos nós somos testemunhas. . . . Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pregastes numa estaca.” Como reagiram os judeus sinceros? “Ficaram compungidos no coração”, arrependeram-se de seus pecados e foram batizados. (Atos 2:32-41) A pregação do Reino se acelerou, e em 30 anos já se havia estendido a “toda a criação debaixo do céu”. — Colossenses 1:23.
16. Como manobrou Jeová os acontecimentos que o levaram a executar o julgamento no Israel natural?
16 Chegara então o tempo para Jeová executar o julgamento no seu povo rejeitado, o Israel natural. Muitos milhares de pessoas, de nações de todo o mundo então conhecido, haviam afluído à congregação cristã e haviam sido ungidos como o espiritual “Israel de Deus”. (Gálatas 6:16) O povo judeu daquele tempo, porém, tinha mergulhado num proceder de ódio e de violência sectária. Contrário ao que Paulo escrevera a respeito de ‘estar sujeito às autoridades superiores’, os judeus rebelaram-se abertamente contra o poderio romano que os dominava. (Romanos 13:1) Pelo que parece, Jeová manobrou os acontecimentos seguintes. No ano 66 EC, legiões romanas, sob o General Galo, avançaram para sitiar Jerusalém. Os romanos atacantes penetraram na cidade a ponto de minar a muralha do templo. Conforme registra a história escrita por Josefo, a cidade e o povo sofreram uma verdadeira tribulação.a Mas, de repente, os soldados atacantes fugiram. Isto permitiu que os discípulos de Jesus ‘fugissem para os montes’, conforme admoestados na profecia dele, registrada em Mateus 24:15, 16.
17, 18. (a) Por meio de que tribulação executou Jeová a justiça no povo judeu? (b) Que carne ‘salvou-se’ e o que prefigurou isso?
17 No entanto, a plena execução do julgamento de Jeová, no clímax da tribulação, ainda estava para vir. Em 70 EC, as legiões romanas, então sob o General Tito, voltaram ao ataque. Esta vez, a batalha foi decisiva! Os judeus, que haviam guerreado mesmo entre si, não eram páreo para os romanos. A cidade e seu templo foram nivelados. Um milhão de judeus emaciados sofreu e morreu, sendo uns 600.000 cadáveres jogados fora dos portões da cidade. Após a queda da cidade, 97.000 judeus foram levados cativos, muitos deles morrendo depois em espetáculos gladiatoriais. Deveras, a única carne salva durante os anos dessa tribulação foi a dos cristãos obedientes que tinham fugido para os montes além do Jordão. — Mateus 24:21, 22; Lucas 21:20-22.
18 Assim, a grande profecia de Jesus a respeito da “terminação do sistema de coisas” teve seu primeiro cumprimento, culminando no dia de Jeová para executar o julgamento na nação rebelde dos judeus em 66-70 EC. (Mateus 24:3-22) No entanto, isso foi apenas uma sombra da ‘chegada do grande e atemorizante dia de Jeová’, a tribulação final que está para sobrevir ao mundo inteiro. (Joel 2:31) Como poderá você “salvar-se”? O artigo que se segue o dirá.
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Faça declaração pública para a salvaçãoA Sentinela — 1997 | 15 de dezembro
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Faça declaração pública para a salvação
“Todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo.” — ROMANOS 10:13.
1. Que avisos se deram no decorrer da história?
A HISTÓRIA descreve diversos ‘dias de Jeová’. O Dilúvio dos dias de Noé, a aniquilação de Sodoma e Gomorra, e a destruição de Jerusalém em 607 AEC e em 70 EC, foram grandes e atemorizantes dias de Jeová. Foram dias de se executar o julgamento nos que se haviam rebelado contra Jeová. (Malaquias 4:5; Lucas 21:22) Durante aqueles dias, muitos pereceram por causa da sua iniqüidade. Mas alguns sobreviveram. Jeová fez com que se dessem avisos, informando os iníquos sobre o iminente cataclismo e dando aos de coração reto a oportunidade de se salvar.
2, 3. (a) Que aviso profético foi citado no Pentecostes? (b) Desde o Pentecostes de 33 EC, o que se exigia ao se invocar o nome de Jeová?
2 A destruição de Jerusalém em 70 EC é um exemplo notável disso. O profeta Joel escreveu, predizendo esse acontecimento com quase 900 anos de antecedência: “Vou dar portentos nos céus e na terra: sangue e fogo, e colunas de fumaça. O próprio sol será transformado em escuridão e a lua em sangue, antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová.” Como podia alguém sobreviver a tal tempo aterrorizante? Joel escreveu sob inspiração: “Terá de acontecer que todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á; pois no monte Sião e em Jerusalém virão a estar os que escaparam, assim como Jeová disse, e entre os sobreviventes que Jeová está chamando.” — Joel 2:30-32.
3 No Pentecostes de 33 EC, o apóstolo Pedro falou a uma multidão de judeus e prosélitos em Jerusalém, e citou a profecia de Joel, mostrando que seus ouvintes podiam esperar um cumprimento disso nos dias deles: “Darei portentos em cima no céu e sinais em baixo na terra: sangue, e fogo, e fumaça brumosa; o sol será transformado em escuridão e a lua em sangue, antes de chegar o grande e ilustre dia de Jeová. E todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo.” (Atos 2:16-21) A multidão que ouviu Pedro estava toda sob a Lei mosaica, e por isso conhecia o nome de Jeová. Pedro explicou que, doravante, invocar o nome de Jeová envolveria algo mais. Incluía notavelmente ser batizado no nome de Jesus, que fora morto e depois ressuscitado para a vida imortal no céu. — Atos 2:37, 38.
4. Que mensagem difundiam os cristãos?
4 A partir do Pentecostes, os cristãos difundiam a palavra a respeito do ressuscitado Jesus. (1 Coríntios 1:23) Divulgavam que humanos podiam ser adotados como filhos espirituais de Jeová Deus e tornar-se parte dum novo “Israel de Deus”, duma nação espiritual, que ‘divulgaria as excelências de Jeová’. (Gálatas 6:16; 1 Pedro 2:9) Os que continuassem fiéis até a morte herdariam vida imortal no céu como co-herdeiros de Jesus no Reino celestial dele. (Mateus 24:13; Romanos 8:15, 16; 1 Coríntios 15:50-54) Além disso, esses cristãos deviam proclamar a vinda do grande e atemorizante dia de Jeová. Tinham de avisar o mundo judaico de que sofreria uma tribulação maior do que tudo o que já acontecera até então a Jerusalém e ao professo povo de Deus. Mas, haveria sobreviventes. Quem? Os que invocavam o nome de Jeová.
“Nos últimos dias”
5. Que cumprimentos de profecia têm ocorrido hoje?
5 As condições existentes naquele tempo prefiguravam de muitas maneiras o que observamos hoje em dia. Desde 1914, a humanidade está vivendo num período especial, chamado na Bíblia de “o tempo do fim”, a “terminação do sistema de coisas” e os “últimos dias”. (Daniel 12:1, 4; Mateus 24:3-8; 2 Timóteo 3:1-5, 13) No nosso século, guerras cruéis, violência irrestrita e o arruinamento da sociedade humana e do meio ambiente têm constituído um notável cumprimento de profecias bíblicas. Tudo isso faz parte do sinal profetizado por Jesus, indicando que a humanidade está prestes a sentir o final e decisivo atemorizante dia de Jeová. Este culminará na batalha do Armagedom, o clímax duma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mateus 24:21; Revelação (Apocalipse) 16:16.
6. (a) Como tem agido Jeová para salvar os mansos? (b) Onde encontramos o conselho de Paulo sobre como sobreviver?
6 Ao passo que se aproxima cada vez mais o dia de devastação, Jeová age a favor da salvação dos mansos. Neste “tempo do fim”, ele tem ajuntado os últimos do Israel espiritual de Deus e, a partir dos anos 30, tem dirigido a atenção dos seus servos terrestres ao ajuntamento de “uma grande multidão, que nenhum homem [pode] contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Como grupo, estes “saem [vivos] da grande tribulação”. (Revelação 7:9, 14) Mas como pode cada pessoa assegurar-se da sua sobrevivência? O apóstolo Paulo responde a esta pergunta. No capítulo 10 de Romanos, ele dá excelente conselho para se sobreviver — conselho que se aplicava nos dias dele e que também se aplica nos nossos.
Uma oração pela salvação
7. (a) Que esperança se identifica em Romanos 10:1, 2? (b) Por que pôde Jeová então mandar proclamar “boas novas” numa escala maior?
7 Quando Paulo escreveu o livro de Romanos, Jeová já havia rejeitado Israel como nação. Ainda assim, o apóstolo afirmou: “A boa vontade do meu coração e as minhas súplicas por eles a Deus são, deveras, para a salvação deles.” Ele tinha esperança de que judeus individuais obtivessem conhecimento exato da vontade de Deus, resultando na salvação deles. (Romanos 10:1, 2) Além disso, Jeová desejava a salvação dos que exercessem fé no mundo inteiro da humanidade, conforme indicado em João 3:16: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” O sacrifício resgatador de Jesus abriu o caminho para esta grandiosa salvação. Assim como nos dias de Noé, e em outros dias de julgamento que se seguiram, Jeová manda proclamar “boas novas”, indicando o caminho de salvação. — Marcos 13:10, 19, 20.
8. Seguindo o modelo de Paulo, para com quem têm hoje os verdadeiros cristãos boa vontade, e de que modo?
8 Paulo, mostrando que ele mesmo tinha boa vontade para com judeus e gentios, pregava em todas as oportunidades. Ele “persuadia judeus e gregos”. Disse aos anciãos de Éfeso: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus.” (Atos 18:4; 20:20, 21) De modo similar, as Testemunhas de Jeová gastam-se hoje na pregação, não apenas aos que professam ser cristãos, mas a todas as pessoas, mesmo “até à parte mais distante da terra”. — Atos 1:8; 18:5.
Confissão da “‘palavra’ da fé”
9. (a) Que tipo de fé é incentivado em Romanos 10:8, 9? (b) Quando e como devemos confessar a nossa fé?
9 A salvação requer uma fé perseverante. Citando Deuteronômio 30:14, Paulo declarou: “‘A palavra está perto de ti, na tua própria boca e no teu próprio coração’; isto é, a ‘palavra’ da fé, que estamos pregando.” (Romanos 10:8) Ao pregarmos esta “‘palavra’ da fé”, ela fica cada vez mais gravada no nosso coração. Foi assim com Paulo, e suas palavras adicionais podem reforçar nossa determinação de ser como ele em compartilhar essa fé com outros: “Se declarares publicamente essa ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, e no teu coração exerceres fé, que Deus o levantou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9) Essa confissão não é só feita perante outros por ocasião do batismo, mas tem de ser uma confissão contínua, um zeloso testemunho público a respeito de todos os aspectos grandiosos da verdade. Essa verdade enfoca o precioso nome do Soberano Senhor Jeová, nosso messiânico Rei e Resgatador, o Senhor Jesus Cristo, e as magníficas promessas do Reino.
10. Em harmonia com Romanos 10:10, 11, como devemos manejar esta “‘palavra’ da fé”?
10 Não há salvação para quem não aceitar e aplicar esta “‘palavra’ da fé”, conforme o apóstolo passa a dizer: “Com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação. Pois a Escritura diz: ‘Ninguém que basear nele a sua fé ficará desapontado.’” (Romanos 10:10, 11) Temos de obter um conhecimento exato desta “‘palavra’ da fé” e continuar a nutri-la no coração, para sermos motivados a contá-la a outros. O próprio Jesus nos lembra: “Todo aquele que ficar envergonhado de mim e das minhas palavras, nesta geração adúltera e pecaminosa, deste o Filho do homem também se envergonhará, quando chegar na glória de seu Pai, com os santos anjos.” — Marcos 8:38.
11. Quão extensamente têm de ser proclamadas as boas novas, e por quê?
11 Conforme predito pelo profeta Daniel, neste tempo do fim se vê “os perspicazes” raiar “como o resplendor da expansão”, ao passo que o testemunho do Reino é dado até os confins da Terra. Eles “levam muitos à justiça”, e o verdadeiro conhecimento deveras se tornou abundante, porque Jeová está lançando cada vez mais luz sobre as profecias a respeito deste tempo do fim. (Daniel 12:3, 4) Esta é uma mensagem de salvação, vital para a sobrevivência de todos os que amam a verdade e a justiça.
12. Como se relaciona Romanos 10:12 com a comissão do anjo descrita em Revelação 14:6?
12 O apóstolo Paulo prossegue: “Não há distinção entre judeu e grego, porque há o mesmo Senhor sobre todos, que é rico para com todos os que o invocam.” (Romanos 10:12) As “boas novas” precisam hoje ser pregadas em escala global ainda maior — a todos os povos, até os próprios confins da Terra. O anjo de Revelação 14:6 continua a voar pelo meio do céu, incumbindo-nos das “boas novas eternas para declarar, como boas notícias aos que moram na terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”. De que benefício será isso para os que as aceitam?
Invocação do nome de Jeová
13. (a) Qual é nosso texto para o ano de 1998? (b) Por que é este texto do ano bem apropriado hoje em dia?
13 Citando Joel 2:32, Paulo declara: “Todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo.” (Romanos 10:13) Como é apropriado que essas palavras tenham sido escolhidas como texto do ano de 1998 das Testemunhas de Jeová! Nunca antes foi mais importante avançar com confiança em Jeová, divulgando seu nome e os grandiosos propósitos que representa! Como no primeiro século, assim também nos últimos dias do atual corrupto sistema de coisas, ressoa o clamor: “Sede salvos desta geração pervertida.” (Atos 2:40) É um convite trombeteado a todos os tementes a Deus, no mundo inteiro, de invocarem a Jeová para que conceda salvação a eles e também aos que escutam sua declaração pública das boas novas. — 1 Timóteo 4:16.
14. Que Rocha temos de invocar para ser salvos?
14 O que acontecerá quando o grande dia de Jeová irromper nesta Terra? A maioria das pessoas não recorrerá a Jeová em busca de salvação. A humanidade em geral estará “dizendo aos montes e às rochas: ‘Caí sobre nós e escondei-nos do rosto Daquele que está sentado no trono e do furor do Cordeiro’”. (Revelação 6:15, 16) Eles fixarão sua esperança nas organizações e instituições montanhescas do presente sistema de coisas. No entanto, quanto melhor seria se confiassem na maior Rocha de todas, Jeová Deus! (Deuteronômio 32:3, 4) A respeito dele disse o Rei Davi: “Jeová é meu rochedo, e minha fortaleza, e Aquele que me põe a salvo.” Jeová é “nossa Rocha de salvação”. (Salmo 18:2; 95:1) Seu nome é “uma torre forte”, a única “torre” bastante forte para nos proteger durante a iminente crise. (Provérbios 18:10) Por isso, é vital que tantos quantos possível dos quase seis bilhões de humanos hoje vivos sejam ensinados a invocar o nome de Jeová em fidelidade e sinceridade.
15. O que indica Romanos 10:14 a respeito da fé?
15 Apropriadamente, o apóstolo Paulo passa a perguntar: “No entanto, como invocarão aquele em quem não depositaram fé?” (Romanos 10:14) Há multidões que talvez ainda possam ser ajudadas a se firmarem na “‘palavra’ da fé”, a fim de invocarem a Jeová em busca de salvação. A fé é todo-importante. Paulo declara em outra carta: “Sem fé é impossível agradar [a Deus] bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” (Hebreus 11:6) No entanto, como é que ainda outros milhões passarão a ter fé em Deus? Na carta aos romanos, Paulo pergunta: “Por sua vez, como depositarão fé naquele de quem não ouviram falar?” (Romanos 10:14) Fornece Jeová os meios para ouvirem? Certamente que sim! Ouça as palavras seguintes de Paulo: “Por sua vez, como ouvirão, se não houver quem pregue?”
16. Na provisão divina, por que é essencial que haja pregadores?
16 O argumento de Paulo torna bem claro que precisa haver pregadores. Jesus indicou que haveria, mesmo “até à terminação do sistema de coisas”. (Mateus 24:14; 28:18-20) A pregação é uma parte essencial da provisão divina para ajudar as pessoas a invocar o nome de Jeová, a fim de serem salvas. Mesmo na cristandade, a maioria nada faz para honrar o nome precioso de Deus. Muitos confundem irremediavelmente Jeová com outras duas identidades num inexplicável dogma de Trindade. Muitos também pertencem à classe mencionada no Salmo 14:1 e 53:1: “O insensato disse no seu coração: ‘Não há Jeová.’” Esses precisam saber que Jeová é o Deus vivente e têm de entender tudo o que seu nome representa, se hão de salvar-se na iminente grande tribulação.
Os ‘lindos pés’ dos pregadores
17. (a) Por que é apropriado que Paulo cite uma profecia de restauração? (b) Que está envolvido em se ter ‘lindos pés’?
17 O apóstolo Paulo faz mais uma pergunta vital: “Por sua vez, como pregarão, a menos que tenham sido enviados? Assim como está escrito: ‘Quão lindos são os pés daqueles que declaram boas novas de coisas boas!’” (Romanos 10:15) Paulo cita aqui Isaías 52:7, que faz parte duma profecia de restauração que se aplica desde 1919. Hoje em dia, mais uma vez, Jeová envia ‘o portador de boas novas, o publicador de paz, o portador de boas novas de algo melhor, o publicador de salvação’. Os “vigias” de Deus e os companheiros deles em obediência prosseguem clamando alegremente. (Isaías 52:7, 8) Os pés dos que hoje publicam a salvação talvez fiquem cansados, até mesmo poeirentos, ao andarem de casa em casa, mas o seu rosto brilha de alegria! Sabem que foram comissionados por Jeová para proclamar boas novas de paz e consolar os que choram, ajudando-os a invocar o nome de Jeová visando a salvação deles.
18. Que diz Romanos 10:16-18 a respeito do resultado final de se proclamar as boas novas?
18 Quer as pessoas ‘depositem fé na coisa ouvida’, quer prefiram desobedecer a ela, as palavras de Paulo são verazes: “Será que ficaram sem ouvir? Ora, de fato, ‘o som deles saiu por toda a terra, e as suas pronunciações, até às extremidades da terra habitada’.” (Romanos 10:16-18) Assim como “os céus declaram a glória de Deus”, conforme demonstrado pelas Suas obras criativas, assim Suas Testemunhas na Terra têm de proclamar “o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia de vingança da parte de nosso Deus, para consolar a todos os que pranteiam”. — Salmo 19:1-4; Isaías 61:2.
19. Qual será o resultado para os que hoje ‘invocam o nome de Jeová’?
19 O grande e atemorizante dia de Jeová está cada vez mais perto. “Ai do dia; porque está próximo o dia de Jeová, e ele virá como assolação da parte do Todo-poderoso!” (Joel 1:15; 2:31) Oramos para que outras multidões aceitem ainda com urgência as boas novas, afluindo à organização de Jeová. (Isaías 60:8; Habacuque 2:3) Lembre-se de que outros dias de Jeová causaram a ruína dos iníquos — nos dias de Noé, nos dias de Ló e nos dias dos apóstatas Israel e Judá. Estamos no limiar da maior tribulação de todas, em que o vento tempestuoso de Jeová eliminará a iniqüidade da face da Terra, limpando o caminho para um paraíso de paz eterna. Será você um dos que ‘invocam o nome de Jeová’ em fidelidade? Em caso afirmativo, alegre-se! Tem a promessa de Deus de ser salvo. — Romanos 10:13.
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