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DinamarcaAnuário das Testemunhas de Jeová de 1993
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Pioneiros na Jutlândia
Iniciou-se então um trabalho mais intensivo nos territórios rurais. Em janeiro de 1924, três colportores, Knud e Kristian Dal, e Christian Rømer, formaram uma “coluna de colportores” e foram enviados à Jutlândia, tendo a cidade de Skive como seu primeiro ponto. O irmão Lüttichau iniciou a campanha com um discurso público no maior salão da cidade, seguido por reuniões em restaurantes e salões comunitários em toda a região, com discursos de Kristian Dal. Anúncios em jornais e convites davam publicidade aos discursos. Após o discurso, os colportores percorriam o território, distribuindo livros e folhetos.
Na primavera de 1924, o trio chegou a Haderslev, no sul da Jutlândia, uma província que antes havia sido parte da Alemanha, mas fora novamente unida à Dinamarca por voto popular em 1920. Homens jovens daquela região haviam sido recrutados para lutar na Frente Ocidental. Um número bastante grande deles deixara sua fé em Deus enterrada nas trincheiras na França.
Christian Rømer descreve como era pregar a essas pessoas: “Era um território um pouco peculiar, mas interessante, para trabalhar. A luta política delas as havia tornado acessíveis.”
Um daqueles que os colportores contataram na sua primeira volta no território foi Anton Hansen, tamanqueiro de Over Jerstal. Ele também perdera a fé na Frente Ocidental. Junto com alguns colegas de armas, assistiu ao discurso “O que Dizem as Escrituras Acerca do Inferno?”. No dia seguinte, foi visitado por Knud Dal, e depois de um debate aceso que durou três horas, ele aceitou A Harpa de Deus. Este livro reacendeu sua fé a tal ponto, que junto com sua esposa, Katherine, passou a ter destaque na obra de pregação no sul da Jutlândia.
Até o outono de 1925, os três colportores na “coluna de Dal” usavam bicicletas ou trens como transporte, mas então um irmão colocou um carro à sua disposição. Christian Rømer foi a Copenhague apanhá-lo: “Era um grande evento! Um agradável carrinho velho com capota e tudo o mais”, lembra-se ele com saudade. “E visto que eu era o único com carteira de habilitação, era o motorista. O carro durou um ano. Depois o trocamos pelo carro mais elegante daquela época, um Ford sedã de 1923 — fechado e mais quente no inverno. Um veículo e tanto!”
Esses colportores trabalharam aos poucos toda a Jutlândia e Fyn (Fiônia), até março de 1929, quando se esgotaram os fundos para esta atividade especial.
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Uma terceira equipe de colportores, Anna Petersen e Thora Svendsen, também trabalhava no território de Fyn e de Jutlândia. A irmã Petersen diz: “Nós, pioneiras, usualmente éramos enviadas a regiões onde não havia congregações. Falávamos com o dono da venda na localidade e perguntávamos se sabia onde na cidade havia um quarto para alugar. Nossa cozinha consistia num pequeno fogão a querosene e umas panelas sobre uma velha mesa, ou sobre uns caixotes que obtínhamos do dono da venda.”
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