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  • Quem usa drogas?
    Despertai! — 2001 | 8 de julho
    • Quem usa drogas?

      Do redator de Despertai! na África do Sul

      “TODO mundo usa drogas.” Essa é uma generalização usada para induzir os inexperientes a experimentar drogas ilegais. Mas dependendo da definição que damos ao termo “droga”, essas palavras têm um fundo de verdade.

      O termo “droga” é definido assim: “Qualquer substância química, de origem natural ou sintética, que pode ser usada para alterar a percepção, o humor ou outros estados psicológicos.” Essa é uma descrição útil e bem abrangente das chamadas drogas psicoativas, embora não inclua muitas drogas medicinais usadas no tratamento de doenças orgânicas.

      Segundo essa definição, o álcool é uma droga. Seu perigo está no uso imoderado, que evidentemente está aumentando. Uma pesquisa realizada em faculdades e universidades em um país ocidental constatou que “as bebedeiras são o mais grave problema com drogas em câmpus de faculdades”. A pesquisa revelou que 44% dos estudantes participavam em bebedeiras.a

      Assim como o álcool, o tabaco é uma droga de uso legalizado, embora contenha um veneno poderoso: a nicotina. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o fumo mata cerca de quatro milhões de pessoas por ano. Mesmo assim, os magnatas da indústria do tabaco são homens ricos e respeitados na sociedade. Além disso, o cigarro é altamente viciador, talvez mais do que muitas drogas ilegais.

      Em anos recentes, diversos países restringiram a propaganda de cigarros e impuseram outras restrições. Mesmo assim, muitas pessoas ainda encaram o ato de fumar como uma atividade socialmente aceitável. A indústria cinematográfica continua exaltando o fumo. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Francisco, sobre os filmes de maior bilheteria entre 1991 e 1996 constatou que 80% dos principais personagens masculinos fumavam.

      E as drogas “seguras”?

      As drogas medicinais sem dúvida ajudam a muitos, mas às vezes as pessoas abusam delas. Alguns médicos prescrevem remédios com muita facilidade ou são pressionados pelos pacientes a receitar medicamentos desnecessários. Um médico comentou: “Nem sempre os médicos se sentam com o paciente para descobrir a causa dos sintomas. É mais fácil dizer: ‘Tome esse comprimido.’ Mas o problema principal não é tratado.”

      Até drogas vendidas sem receita, como a aspirina e o paracetamol (Tylenol, Panadol), se usadas em excesso podem causar graves problemas de saúde. No mundo todo, mais de 2.000 pessoas morrem todo ano em resultado do uso errado do paracetamol.

      Segundo nossa definição anterior, a cafeína encontrada no chá e no café também é uma droga, embora dificilmente pensemos nisso durante o café da manhã. E seria absurdo colocar bebidas socialmente aceitáveis, como o chá e o café, no mesmo patamar de drogas pesadas, como a heroína. Seria como pôr no mesmo nível um gatinho doméstico e um leão feroz. Contudo, segundo alguns especialistas da área de saúde, se você tem o hábito de beber mais de cinco xícaras de café ou nove de chá por dia, isso pode ser prejudicial. Além disso, se alguém que consome grandes quantidades dessas bebidas reduzir o consumo drasticamente, poderá ter sintomas de abstinência como os que sentiu uma mulher que tomava muito chá: vômito, fortes dores de cabeça e sensibilidade à luz.

      O uso de drogas ilegais

      Uma questão mais polêmica é o uso de drogas nos esportes. Esse assunto veio à tona durante A Volta da França de 1998, quando nove ciclistas da equipe favorita foram expulsos por usar drogas que melhoram o desempenho. Mas os atletas inventam maneiras de burlar os testes antidoping. A revista Time noticia que alguns chegam ao extremo de fazer “‘transplantes de urina’, quer dizer, a urina ‘limpa’ de outra pessoa é injetada na bexiga deles com um cateter — um procedimento muitas vezes doloroso”.

      Ainda é preciso mencionar o impressionante arsenal de drogas ilegais usadas para fins “recreativos”. Essas incluem a maconha, o ecstasy (metilenodioxidometanfetamina, ou MDMA), LSD (dietilamida do ácido lisérgico), estimulantes (como cocaína e anfetaminas), sedativos (depressivos, como os tranqüilizantes) e heroína. Não podemos deixar de lado os vários inalantes, como cola e gasolina, populares entre os jovens. É claro que os inalantes não são substâncias proibidas e estão facilmente disponíveis.

      Quando se fala em dependentes de drogas, a imagem que vem à mente de muitos é de alguém esquelético se injetando num quarto imundo. Essa é uma idéia equivocada. Muitos usuários de drogas ainda são capazes de levar uma vida relativamente normal, embora o vício afete sua qualidade de vida em maior ou menor grau. Mas não podemos ignorar o lado sombrio do mundo das drogas. Um escritor descreve como alguns usuários de cocaína “são capazes de ‘se picar’ dezenas de vezes consecutivas, ficando com o corpo cheio de picadas, ensangüentado e com hematomas”.

      Após um aparente declínio no fim dos anos 80, o uso de drogas ilegais está aumentando de novo no mundo todo. A revista Newsweek informou: “As autoridades estão estarrecidas com o aumento do tráfico, o crescimento do uso de quase todo tipo de droga e a falta de fundos — e informações — necessários para combatê-los.” O jornal The Star, de Johanesburgo, África do Sul, declarou que, segundo estatísticas do governo, “uma em cada quatro pessoas que vivem na África do Sul é viciada em álcool ou drogas”.

      O Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento Social, da ONU, indica que “os produtores e traficantes de drogas . . . se organizaram em escala global e investem uma parte significativa de seus lucros com drogas em centros financeiros que oferecem sigilo e retornos financeiros atraentes. . . . Os traficantes de drogas hoje lavam o dinheiro de seus lucros ilegais transferindo-o de um país para outro de forma eletrônica, com pouco controle por parte dos governos”.

      Parece que muitos norte-americanos mexem com cocaína diariamente sem se dar conta disso. Um artigo da revista Discover explicou que muitas cédulas de dólar têm traços da droga.

      O fato é que atualmente o uso de drogas, incluindo as ilegais, se tornou aceitável do ponto de vista de muitos. Isso é encarado como parte do cotidiano. Em vista dos danos amplamente conhecidos que as drogas ilegais, o tabaco e o álcool provocam, a pergunta óbvia é: Por que as pessoas usam essas substâncias? Ao analisarmos a questão, é apropriado refletir sobre nosso próprio conceito em relação às drogas.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Bebedeira é definida como ‘consumo de cinco ou mais drinques seguidos, no caso dos homens, e de quatro ou mais drinques seguidos, no caso das mulheres’.

      [Foto na página 3]

      Bebedeiras são um grande problema em muitos câmpus universitários

      [Foto na página 5]

      Muitos acham que os cigarros e as drogas “recreativas” são inofensivos

  • Por que as pessoas usam drogas?
    Despertai! — 2001 | 8 de julho
    • Por que as pessoas usam drogas?

      “QUANDO eu tinha 13 anos, a irmã do meu melhor amigo nos convidou para ir ao apartamento deles uma noite. Todo o mundo começou a fumar maconha. De início, não aceitei, mas depois que a droga passou por mim diversas vezes, experimentei.” Foi assim que Michael, da África do Sul, iniciou no mundo das drogas.

      “Minha família era muito conservadora e estava envolvida profissionalmente com música clássica. Eu tocava numa orquestra e um dos músicos fumava maconha regularmente nos intervalos. Ele a ofereceu a mim muitas vezes num período de alguns meses. Com o tempo, experimentei e comecei a fumar regularmente.” Foi assim que Darren, do Canadá, começou a usar drogas.

      Esses dois rapazes passaram a usar outras drogas, como LSD, ópio e estimulantes. Quando relembram o passado, esses ex-dependentes concordam que a influência dos colegas foi a principal razão para começarem a usar drogas. “Nunca pensei que chegaria a usar drogas”, diz Michael, “mas aqueles garotos eram os únicos amigos que eu tinha e é claro que a gente quer fazer o que eles fazem”.

      O mundo do entretenimento

      A pressão dos colegas sem dúvida tem um papel importante em iniciar muitos no mundo das drogas. Os jovens em especial são suscetíveis a essa pressão. Além disso, o exemplo dos ídolos do mundo do entretenimento exerce uma influência fortíssima sobre os fãs jovens.

      A indústria do entretenimento é especialmente afetada pelo uso de drogas. Muitas das principais estrelas da música se envolvem com drogas pesadas em algum ponto de sua carreira. Muitos astros do cinema também as usam com freqüência.

      Pessoas que trabalham na indústria do entretenimento às vezes conferem às drogas um glamour e atrativo que os jovens acham difícil resistir. Em 1996, Newsweek noticiou: “As ruas de Seattle [EUA] estão cheias de garotos que foram para lá a fim de tomar heroína, só porque Cobain [um cantor de rock] toma.”

      O mundo das drogas é exaltado em revistas, filmes e programas de TV. De modo similar, alguns estilistas famosos, tentando imitar a aparência dos viciados, apelam para modelos esqueléticas e com aspecto doentio.

      Por que alguns ficam viciados?

      Muitos outros fatores contribuem para o aumento no uso de drogas. Entre esses estão desilusão, depressão e falta de objetivo na vida. Outras razões são problemas econômicos, desemprego e o mau exemplo dos pais.

      Alguns que têm dificuldades nos relacionamentos humanos usam drogas para ajudá-los a enfrentar eventos sociais. Acham que as drogas aumentam sua confiança, fazendo com que se sintam espertos e apreciados. Outros acham mais fácil usar drogas do que assumir as responsabilidades da vida.

      Outra razão para alguns jovens se envolverem com drogas é o tédio. O livro The Romance of Risk—Why Teenagers Do the Things They Do (Fascínio pelo Perigo — Por que os Adolescentes Fazem as Coisas que Fazem) analisa o tédio e a falta de supervisão dos pais: “Quando voltam da escola, os filhos encontram a casa vazia. Não admira que se sintam solitários e não queiram ficar sozinhos. Mas mesmo quando estão com os amigos, muitas vezes eles ficam entediados. Olham programas de televisão ou videoclipes, um após o outro, ou procuram diversão na Internet. É muito fácil o cigarro, as drogas e as bebidas entrarem na história.”

      Michael, já mencionado, descreve a falta de supervisão dos pais em casa: “Nossa família era feliz. Éramos extremamente unidos. Mas os meus pais trabalhavam fora e durante o dia não havia nenhuma supervisão. Também, eles nos davam total liberdade. Não nos disciplinavam. Meus pais não faziam idéia de que eu usava drogas.”

      Depois de viciados, muitos continuam usando drogas por uma razão bem simples: gostam disso. Michael, que usava drogas diariamente, diz quais eram os efeitos: “Eu vivia num mundo de sonhos. Podia fugir de qualquer pressão que sofresse. Nunca me sentia ameaçado. Tudo era maravilhoso.”

      Outro ex-usuário de drogas, chamado Dick, da África do Sul, descreve os efeitos que a maconha teve sobre ele quando começou a usá-la, aos 13 anos: “Eu ria de qualquer piada. Tudo era engraçado.”

      Parece que os avisos sobre os danos que as drogas podem causar não assustam os jovens. Em geral eles têm a atitude de que “não vai acontecer comigo”. O livro Talking With Your Teenager (Como Conversar com seu Filho Adolescente) explica por que os adolescentes ignoram os avisos a respeito dos efeitos das drogas sobre a saúde: “Eles são tão resistentes e cheios de vida que não acreditam que sua saúde possa ser afetada. Essa sensação de ‘invulnerabilidade’ é muito comum nos adolescentes. Para eles, o câncer de pulmão, o alcoolismo e o vício em drogas pesadas são coisas que acontecem com os mais velhos, não com eles.” Muitos simplesmente não sabem dos perigos, como é bem ilustrado pela popularidade da droga ecstasy. Que droga é essa?

      O ecstasy e as raves

      O MDMA, um tipo de anfetamina conhecida como ecstasy, é muito usado em festas dançantes que duram a noite inteira, chamadas de raves. Os traficantes promovem a idéia de que tomar ecstasy é um modo seguro de sentir euforia e ainda receber um brinde: energia de sobra para dançar a noite toda. A droga ajuda as pessoas a continuar dançando horas a fio até finalmente sentir o que um escritor chama de “estado parecido com um transe”. Uma jovem explicou por que o ecstasy é tão atraente: “O calafrio começa nos dedos dos pés, te envolve numa onda de calor e amor inacreditáveis, que sobe lentamente formigando até a cabeça.”

      Tomografias do cérebro, feitas em usuários regulares de ecstasy, forneceram provas físicas de que a droga não é tão inofensiva quanto os traficantes afirmam. Existem evidências de que o ecstasy danifica as fibras nervosas do cérebro e reduz os níveis de serotonina. É possível que esses danos sejam irreversíveis. Com o tempo, isso pode resultar em depressão e perda de memória. Já foram relatadas mortes de usuários de ecstasy. Também, diversos traficantes misturam a droga com heroína para que os clientes fiquem viciados.

      É fácil conseguir drogas?

      Em muitos países o preço das drogas caiu com o aumento da oferta. Isso em parte ocorreu devido a mudanças políticas e econômicas. Um exemplo típico é a África do Sul, onde as mudanças políticas resultaram em aumento do comércio e do intercâmbio com outros países. Isso, e a pouca vigilância nas fronteiras, alavancou o mercado de drogas. Com o aumento do desemprego, a única fonte de renda de milhares de pessoas é a venda de drogas ilegais. Onde há drogas, geralmente há também crime e violência. Segundo uma notícia de jornal, crianças das escolas de Gauteng, na África do Sul, estão sob vigilância da polícia por traficarem drogas — e algumas delas têm apenas 13 anos! Várias escolas da região agora obrigam os alunos a fazer exames para detectar drogas.

      Qual é a raiz do problema?

      É evidente que há muitos fatores que levam as pessoas a usar drogas. Mas todos esses são sintomas de um problema mais profundo, uma causa básica. O escritor Ben Whitaker aludiu a isso: “A expansão contemporânea do uso de drogas é um alerta sobre a fraqueza e as falhas da nossa sociedade, além de ser indício de solidão e desespero. Por que outra razão um número significativo de pessoas talentosas e em boas condições financeiras preferiria as drogas à realidade do presente?”

      Essa é uma boa pergunta. Faz-nos perceber que nossa sociedade materialista e obcecada pelo sucesso muitas vezes deixa de satisfazer nossas necessidades emocionais e espirituais. Até mesmo muitas religiões têm sido incapazes de preencher essas necessidades porque despercebem a causa básica dos problemas humanos.

      É preciso descobrir e encarar essa causa antes de podermos encontrar a solução permanente para o problema das drogas. O próximo artigo vai tratar disso.

      [Foto na página 7]

      Algumas celebridades exaltam o uso de drogas

      [Fotos na página 7]

      O mundo da música moderna está repleto do uso de drogas

      [Fotos na página 8]

      A droga “ecstasy” é muito comum nas “raves”

      [Créditos]

      Foto da AP/Greg Smith

      Gerald Nino/U.S. Customs

  • Existe solução para o problema das drogas
    Despertai! — 2001 | 8 de julho
    • Existe solução para o problema das drogas

      “GRANDE apreensão de cocaína escondida em garrafas de vinho”. Sob essa manchete, um artigo de jornal explicou como a polícia de Johanesburgo, África do Sul, apreendeu um contêiner com 11.600 garrafas de vinho da América do Sul. Misturados no vinho estavam de 150 a 180 quilos de cocaína. Acredita-se que essa foi a maior remessa de cocaína a entrar no país até hoje.

      Embora notícias como essa sejam positivas, a verdade é que, segundo se calcula, a polícia apreende apenas de 10% a 15% das drogas ilegais no mundo todo. Infelizmente, isso é parecido a um jardineiro que consegue arrancar algumas folhas de uma erva daninha, enquanto as raízes continuam no solo.

      Devido aos imensos lucros gerados pelo tráfico, é difícil para os governos coibir a produção e a venda de drogas. Só nos Estados Unidos, o mercado ilegal de drogas chega a muitos bilhões de dólares por ano. Com tanto dinheiro em jogo, não é de admirar que alguns policiais e funcionários do governo, até em altos escalões, se tornem corruptos.

      Alex Bellos, do jornal The Guardian Weekly, noticiou que um inquérito parlamentar “citou três deputados federais, 12 deputados estaduais e três prefeitos . . . em uma lista de mais de 800 pessoas que, segundo se afirma, estão envolvidas com o crime organizado e o tráfico de drogas no Brasil”. A lista também incluía “policiais, advogados, empresários e fazendeiros de 17 dos 27 Estados”. Um professor de política da Universidade de Brasília fez o seguinte comentário sobre esses dados: “É uma grave acusação contra todos os setores da sociedade brasileira.” Pode-se dizer o mesmo de muitas sociedades em que as drogas exercem grande influência. O que agrava o problema são as leis de mercado da oferta e procura.

      Visto que as restrições legais têm tido pouco efeito, alguns defendem a legalização (ou descriminação) de certas drogas. A idéia básica é que os usuários deveriam ter permissão de possuir pequenas quantidades de drogas para consumo próprio. Alguns acham que isso tornaria mais fácil para o governo controlar o problema e diminuiria os enormes lucros dos chefões das drogas.

      Alguns se libertaram

      A desintoxicação tenta primeiro fazer o viciado largar as drogas para depois melhorar sua saúde física. Infelizmente, há grandes probabilidades de que, após retornar ao seu ambiente, o dependente se sinta tentado a voltar a usar drogas. O escritor Luigi Zoja explica a razão disso: “É impossível simplesmente eliminar um comportamento sem redirecionar a mente do paciente para uma dimensão totalmente nova.”

      Darren, mencionado no artigo anterior, encontrou uma ‘dimensão nova’ que mudou sua vida. Ele explica: “Eu professava ser ateu, mas com o tempo, embora estivesse drogado da manhã à noite, comecei a me dar conta de que deveria existir um Deus. Durante um período de dois ou três meses, tentei me livrar das drogas, mas meus amigos não me deixavam recusá-las. Embora ainda tomasse drogas, comecei a ler a Bíblia regularmente antes de ir para a cama. Passei a sair cada vez menos com meus amigos. Uma noite eu e meu colega de quarto estávamos ‘altos’, quando mencionei a Bíblia para ele. Na manhã seguinte, ele telefonou para o irmão, que era Testemunha de Jeová. Este nos indicou alguém que era Testemunha e morava na mesma cidade que nós. Fui visitá-lo.

      “Ficamos conversando até as 11 horas da noite e, quando fui embora, levei um punhado de publicações para me ajudar no estudo da Bíblia. Comecei a estudá-la com ele e parei de usar drogas e de fumar. Cerca de nove meses depois, fui batizado como Testemunha de Jeová.”

      Não é fácil abandonar as drogas. Michael, mencionado no artigo anterior, conta as dificuldades que teve quando parou de usar drogas depois de 11 anos: “Achava muito difícil comer e por isso emagreci. Também sentia formigamento, suava muito e via halos luminosos ao redor das pessoas. Sentia um desejo terrível de voltar às drogas, mas achegar-me a Jeová em oração e estudar a Bíblia me ajudou a continuar ‘limpo’.” Esses ex-dependentes de drogas concordam que para eles foi essencial romper totalmente a associação com seus anteriores colegas.

      Por que os esforços humanos falham

      O uso de drogas ilegais é só uma faceta de um problema maior, global. O mundo inteiro está sob o controle de uma poderosa influência que induz as pessoas à maldade, à violência e à crueldade. A Bíblia diz: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) Esse “iníquo” é identificado pelo apóstolo João em Revelação (Apocalipse) 12:9: “Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.”

      Além de terem de enfrentar suas próprias fraquezas, os humanos ainda têm de lidar com esse inimigo poderoso. Foi Satanás quem causou a ruína da humanidade no começo da História humana. Ele está decidido a afastar os humanos de Deus e a levá-los a um nível ainda mais baixo de degradação. Parece que o uso de drogas faz parte de sua estratégia. E ele está furioso porque sabe que “tem um curto período”. — Revelação 12:12.

      A solução virá de Deus

      A Bíblia revela a amorosa provisão do Criador para resgatar a humanidade de sua condição pecaminosa. Em 1 Coríntios 15:22, lemos: “Assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.” Jesus voluntariamente veio à Terra como humano perfeito e sacrificou sua vida terrestre para resgatar a humanidade dos efeitos do pecado e da morte.

      Saber a razão de existir a morte e a solução para os problemas da humanidade deu a muitos a motivação e a coragem de que precisavam para abandonar o vício das drogas. Mas a Bíblia não explica apenas como podemos, individualmente, lidar com o problema das drogas hoje. Ela fala do tempo, quando a influência de Satanás não existir mais, em que todos os males do mundo, incluindo o uso de drogas, serão permanentemente eliminados.

      O livro de Revelação descreve “um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro”. (Revelação 22:1) Esse rio simbólico representa as provisões de Deus por meio de Jesus Cristo para restaurar a humanidade à vida perfeita numa Terra paradísica. Revelação descreve árvores da vida que florescem ao longo do rio, dizendo: “As folhas das árvores eram para a cura das nações.” (Revelação 22:2) Essas folhas simbólicas representam as provisões curativas de Jeová para restaurar a humanidade à perfeição física e espiritual.

      Finalmente estaremos livres, não só das drogas, mas de todos os outros males e problemas que nos afligem no atual sistema degradado!

      [Quadro/Foto na página 9]

      A maconha é uma droga segura?

      Vários países estão analisando a possibilidade de legalizar a maconha, especialmente para fins medicinais. Constatou-se que a droga alivia as náuseas causadas pela quimioterapia e parece que ajuda a estimular o apetite dos doentes de Aids. Também já foi usada para aliviar a dor.

      Embora os resultados das descobertas ainda gerem polêmica, experiências mencionadas na revista New Scientist indicam alguns dos efeitos nocivos da maconha.

      Uma pesquisa da Universidade Harvard comparou um grupo que fumava maconha diariamente com outro que a usava com menos freqüência. Descobriram-se poucas diferenças nos testes-padrão de desempenho mental. Mas os que com freqüência usavam maconha tiveram notas bem inferiores num teste para determinar a adaptabilidade.

      Outra universidade acompanhou um grupo que fumava maconha regularmente e um grupo que fumava tabaco, por um período de 15 anos. Os do primeiro grupo em geral fumavam três ou quatro “baseados” por dia, enquanto os do segundo fumavam 20 ou mais cigarros diariamente. O número de pessoas que sofreram de tosse e bronquite foi idêntico em ambos os grupos. Exames dos pulmões revelaram que os dois grupos haviam sofrido danos celulares semelhantes.

      Embora os usuários de maconha fumassem com muito menos freqüência, constatou-se que um único “baseado” libera três vezes mais alcatrão do que um cigarro. Além disso, New Scientist afirma: “Os usuários de maconha tragam mais fundo e prendem a respiração por mais tempo.”

      Também se descobriu que as células do sistema imunológico nos pulmões dos usuários de maconha tinham capacidade 35% menor de combater bactérias em comparação com as células dos fumantes de tabaco.

      [Crédito]

      Foto da U.S. Navy

      [Quadro na página 11]

      “Denúncia dolorosa” contra os pais

      Um editorial do jornal sul-africano Saturday Star expressou preocupação com o aumento alarmante do uso de drogas entre jovens na África do Sul e comentou:

      “O fato de nossos filhos fazerem isso [usarem drogas] é uma denúncia dolorosa contra nós, pais, e contra a sociedade como um todo. Semana após semana corremos atrás do dinheiro, prestando adoração no templo do sucesso material. Nossos filhos exigem muito de nossa mente, de nossas forças. Tempo de qualidade? É fácil dar dinheiro a eles para que larguem do nosso pé. Isso é mais fácil do que os escutar — escutar seus medos, suas esperanças, suas preocupações. Hoje à noite, quando estivermos sentados à mesa do restaurante ou relaxando em frente à TV, será que saberemos o que eles estarão fazendo?”

      Ou, poderíamos acrescentar: “Saberemos o que estarão pensando?”

      [Foto na página 10]

      Muitos conseguiram a motivação de que precisavam para abandonar as drogas

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