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Reunidos para adoraçãoO Reino de Deus já Governa!
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CAPÍTULO 16
Reunidos para adoração
1. Quando os discípulos se reuniram, que ajuda receberam, e por que a receberam?
POUCO depois da ressurreição de Jesus, os discípulos se reuniram para se encorajar. Com medo de seus inimigos, eles trancaram as portas. Mas provavelmente não sentiram mais medo quando Jesus apareceu no meio deles e disse: ‘Recebam espírito santo.’ (Leia João 20:19-22.) Mais tarde, os discípulos se reuniram de novo, e Jeová derramou espírito santo sobre eles. Como isso os fortaleceu para a obra de pregação que eles realizariam! — Atos 2:1-7.
2. (a) Como Jeová nos dá força, e por que precisamos dela? (b) Por que a Adoração em Família é tão importante? (Veja a nota e o quadro “Adoração em Família”, página 175.)
2 Enfrentamos desafios similares aos de nossos irmãos do primeiro século. (1 Ped. 5:9) Vez por outra, alguns de nós somos vítimas do medo do homem. E precisamos da força vinda de Jeová para perseverar na obra de pregação. (Efé. 6:10) Recebemos boa parte dessa força por meio de nossas reuniões. Atualmente temos a oportunidade de assistir a duas instrutivas reuniões semanais — a Reunião Pública junto com o Estudo de A Sentinela, e a reunião do meio da semana chamada Nossa Vida e Ministério Cristão.a Também temos quatro eventos anuais — um congresso regional, duas assembleias de circuito e a Celebração da morte de Cristo. Por que é fundamental que você assista a todas essas reuniões? Como nossas reuniões chegaram a ter a estrutura que têm hoje? E o que nossa atitude em relação às reuniões revela sobre nós?
Por que nos reunimos?
3, 4. O que Jeová requer de seu povo? Dê exemplos.
3 Não é de hoje que Jeová requer que seu povo se reúna para adorá-lo. Por exemplo, em 1513 AEC, Jeová deu sua Lei à nação de Israel, e essa Lei incluía o sábado semanal para que todas as famílias pudessem adorá-lo e ser instruídas na Lei. (Deut. 5:12; 6:4-9) Quando os israelitas seguiam essa ordem, as famílias eram fortalecidas e a nação como um todo permanecia espiritualmente pura e forte. Quando a nação deixava de aplicar a Lei, negligenciando requisitos como se reunir regularmente para adorar a Jeová, ela perdia o favor de Deus. — Lev. 10:11; 26:31-35; 2 Crô. 36:20, 21.
4 Pense também no exemplo que Jesus deixou. Ele tinha o costume de ir à sinagoga toda semana no sábado. (Luc. 4:16) Depois da morte e ressurreição de Jesus, seus discípulos continuaram se reunindo regularmente embora não estivessem mais debaixo da lei do sábado. (Atos 1:6, 12-14; 2:1-4; Rom. 14:5; Col. 2:13, 14) Nessas reuniões, os cristãos do primeiro século não apenas recebiam instruções e encorajamento, mas também ofereciam sacrifícios de louvor a Deus por meio de suas orações, comentários e cânticos. — Col. 3:16; Heb. 13:15.
Os discípulos de Jesus se reuniam para se fortalecer e se encorajar
5. Por que assistimos a reuniões semanais e a assembleias e congressos anuais? (Veja também o quadro “Reuniões anuais que unem o povo de Deus”, página 176.)
5 Da mesma maneira, quando assistimos às nossas reuniões semanais e assembleias e congressos anuais, mostramos apoio ao Reino de Deus, recebemos força do espírito santo e encorajamos outros por meio de nossas expressões de fé. Mais importante, temos a oportunidade de adorar a Jeová por meio de nossas orações, comentários e cânticos. Comparadas com as reuniões dos israelitas e dos cristãos do primeiro século, as que realizamos hoje podem ser diferentes na estrutura, mas têm a mesma importância. Como nossas reuniões chegaram a ser como são hoje?
Reuniões semanais que incentivam “ao amor e a obras excelentes”
6, 7. (a) Qual é o objetivo de nossas reuniões? (b) Como as reuniões variavam de um grupo para outro?
6 Quando o irmão Charles Taze Russell começou a procurar a verdade da Palavra de Deus, ele percebeu a necessidade de se reunir com outros que tinham o mesmo objetivo. Em 1879, Russell escreveu: “Eu, na companhia de outros em Pittsburgh, organizei e mantive uma classe bíblica para pesquisar as Escrituras, reunindo-nos todo domingo.” Os leitores de A Sentinela foram incentivados a se reunir, e em 1881 já se realizavam reuniões em Pittsburgh, Pensilvânia, todo domingo e toda quarta-feira. A Sentinela de novembro de 1895 disse que o objetivo daquelas reuniões era cultivar “o companheirismo, o amor e a comunhão cristã” e dar aos presentes a oportunidade de se encorajar uns aos outros. — Leia Hebreus 10:24, 25.
7 Por muitos anos, a estrutura e a frequência das reuniões variavam de um grupo de estudantes da Bíblia para outro. Por exemplo, uma carta de um grupo nos Estados Unidos, publicada em 1911, dizia: “Realizamos pelo menos cinco reuniões por semana.” Eles realizavam aquelas reuniões na segunda-feira, quarta-feira, sexta-feira e duas vezes no domingo. Outra carta, de um grupo da África, que foi publicada em 1914, dizia: “Realizamos reuniões duas vezes por mês, começando na sexta-feira e terminando no domingo.” Com o tempo, porém, nossas reuniões foram tomando o formato atual. Analise brevemente a história de cada reunião.
8. Quais foram alguns dos assuntos abordados nos primeiros discursos públicos?
8 Reunião Pública. Em 1880, um ano depois que o irmão Russell começou a publicar A Sentinela, ele seguiu o exemplo de Jesus e iniciou uma viagem de pregação. (Luc. 4:43) Ao fazer isso, o irmão Russell deixou um modelo para o que se tornou nossa atual Reunião Pública. Anunciando a viagem, A Sentinela disse que Russell “ficaria feliz de falar à assistência em reuniões públicas sobre ‘Coisas concernentes ao reino de Deus’”. Em 1911, depois que foram formadas classes, ou congregações, em vários países, cada classe foi incentivada a enviar oradores habilitados a regiões vizinhas para proferir uma série de seis palestras sobre assuntos como julgamento e o resgate. No fim de cada discurso, o nome do orador e o tema do discurso para a semana seguinte eram anunciados.
9. Como a Reunião Pública mudou ao longo dos anos, e como você pode apoiar essa reunião?
9 Em 1945, A Sentinela anunciou o início de uma campanha mundial de Reuniões Públicas envolvendo uma série de oito discursos bíblicos que tratavam de “problemas urgentes dos tempos”. Por muitas décadas, oradores designados não só usaram os tópicos fornecidos pelo escravo fiel, mas também proferiram discursos que eles mesmos elaboravam. Em 1981, porém, todos os oradores foram orientados a basear seus discursos nos esboços fornecidos às congregações.b Até 1990, alguns esboços de discursos públicos incluíam a participação da assistência ou demonstrações; mas, naquele ano, houve ajustes nas instruções e os discursos públicos passaram a ser proferidos apenas na forma de discurso. Outro ajuste veio em janeiro de 2008, quando os discursos públicos foram reduzidos de 45 para 30 minutos. Embora tenha havido mudanças no formato, discursos públicos bem preparados continuam a fortalecer nossa fé na Palavra de Deus e a nos instruir nos vários aspectos do Reino de Deus. (1 Tim. 4:13, 16) Você convida de modo animado aqueles a quem revisita e outros que não são Testemunhas de Jeová para ouvir esses importantes discursos bíblicos?
10-12. (a) O formato do Estudo de A Sentinela já passou por quais mudanças? (b) Que perguntas seria bom você fazer a si mesmo?
10 Estudo de A Sentinela. Em 1922, irmãos conhecidos como peregrinos — ministros enviados pela Sociedade Torre de Vigia para proferir discursos às congregações e tomar a dianteira na obra de pregação — recomendaram que se realizasse regularmente uma reunião para estudar a revista A Sentinela. Essa sugestão foi aceita e, no início, os estudos de A Sentinela eram realizados durante a semana ou aos domingos.
Estudo de A Sentinela, Gana, 1931
11 A Sentinela de 15 de junho de 1932, em inglês, deu mais orientações sobre como essa reunião devia ser realizada. Usando como modelo o estudo que era realizado no lar de Betel, o artigo disse que um irmão devia presidir a reunião. Três irmãos podiam sentar nas primeiras fileiras do local de reunião e se revezar para ler os parágrafos. Visto que os artigos naquela época não tinham perguntas impressas, o dirigente pedia que a assistência formulasse perguntas sobre a matéria em consideração. Depois, ele pedia que os irmãos na assistência respondessem àquelas perguntas. Se fosse preciso dar mais explicações, a orientação era que o dirigente fizesse isso de forma “breve e sucinta”.
12 Inicialmente, cada congregação podia escolher o assunto da revista que a maioria queria estudar. No entanto, A Sentinela de 15 de abril de 1933, em inglês, sugeriu que todas as congregações usassem o número corrente. Em 1937, foi dada orientação para que o estudo fosse realizado aos domingos. Outros ajustes que reestruturaram a reunião para a forma que conhecemos hoje foram publicados em A Sentinela de 1.º de outubro de 1942 (em português, janeiro de 1944). Primeiro, a revista anunciou que haveria perguntas na parte inferior de cada página dos artigos de estudo e que essas perguntas deveriam ser usadas. Daí, disse que a reunião deveria durar uma hora. Também incentivou os que comentassem a se expressar “em suas próprias palavras”, em vez de lerem trechos do parágrafo. O Estudo de A Sentinela continua a ser a principal reunião por meio da qual o escravo fiel fornece alimento espiritual no tempo apropriado. (Mat. 24:45) Cada um de nós faria bem em se perguntar: ‘Eu me preparo para o estudo da revista A Sentinela toda semana? E procuro comentar, se possível?’
13, 14. Qual é a história do Estudo Bíblico de Congregação, e o que você mais gosta nessa reunião?
13 Estudo Bíblico de Congregação. No início da década de 1890, após o lançamento de vários volumes de Millennial Dawn (Aurora do Milênio), o irmão H. N. Rahn, um Estudante da Bíblia que morava na cidade de Baltimore, Maryland, EUA, sugeriu a realização de “Círculos da Aurora” para estudar a Bíblia. No início, essas reuniões, que muitas vezes eram realizadas em casas particulares, tinham um caráter experimental. Em setembro de 1895, porém, os Círculos da Aurora já estavam sendo realizados com sucesso em muitas cidades dos Estados Unidos. A Sentinela daquele mês sugeriu por isso que todos os estudantes da verdade fizessem essas reuniões. Ela orientou que o dirigente fosse um bom leitor. Ele deveria ler uma frase e esperar a assistência comentar. Depois de ler todas as frases de um parágrafo e considerá-las, ele deveria ler na Bíblia todos os textos citados. No fim de um capítulo, todos na assistência deveriam fazer um breve resumo da matéria.
14 O nome dessa reunião mudou algumas vezes. Ela ficou conhecida como Círculos Bereanos de Estudos Bíblicos, uma referência aos bereanos do primeiro século que examinavam cuidadosamente as Escrituras. (Atos 17:11) Com o tempo o nome foi mudado para Estudo de Livro de Congregação. Hoje, ela é chamada Estudo Bíblico de Congregação, e a congregação inteira se reúne no Salão do Reino, não mais em grupos nas casas dos irmãos. Ao longo das décadas, vários livros, brochuras e até mesmo artigos de A Sentinela foram usados como matéria de estudo. Desde o início, todos os presentes foram incentivados a participar no estudo. Essa reunião tem feito muito para aumentar nosso conhecimento da Bíblia. Você tem o hábito de se preparar para essa reunião e participa nela dando o seu melhor?
15. Qual era o objetivo da Escola do Ministério Teocrático?
15 Escola do Ministério Teocrático. “Na noite de segunda-feira de 16 de fevereiro de 1942, todos os varões da família de Betel de Brooklyn foram convidados a se matricular no que mais tarde se chamaria Escola do Ministério Teocrático”, recordou Carey Barber, que na época servia na sede mundial em Brooklyn, Nova York. O irmão Barber, que depois se tornou membro do Corpo Governante, descreveu a escola como “um dos avanços mais notáveis dos tratos de Jeová com seu povo nos tempos modernos”. O curso era tão eficaz em ajudar os irmãos a aprimorar suas habilidades de ensino e pregação que, começando em 1943, o livreto Course in Theocratic Ministry (Curso do Ministério Teocrático) aos poucos se tornou disponível às congregações ao redor do mundo. A Sentinela de 1.º de junho de 1943 (em português, fevereiro de 1944) disse que a Escola do Ministério Teocrático foi elaborada para treinar o povo de Deus a fim de “serem melhores testemunhas na proclamação do Reino”. — 2 Tim. 2:15.
16, 17. A Escola do Ministério Teocrático só ensinava aspectos técnicos? Explique.
16 De início, falar diante de uma grande assistência deixava muitos apavorados. Clayton Woodworth Jr., cujo pai tinha sido preso injustamente com o irmão Rutherford e outros em 1918, comentou como se sentiu quando se matriculou na escola, em 1943. “Para mim, era muito difícil fazer discursos”, disse ele. “Minha língua parecia ficar grande, minha boca ficava totalmente seca e minha voz saía desafinada.” No entanto, à medida que as habilidades de Clayton melhoravam, ele recebia muitos privilégios como orador público. A escola lhe ensinou muito mais do que meros aspectos técnicos. Ela lhe ensinou o valor da humildade e a importância de confiar em Jeová. Ele disse: “Cheguei à conclusão de que o orador em si não é importante. Mas, se ele se preparar bem e confiar totalmente em Jeová, a assistência o ouvirá com prazer e aprenderá algo.”
17 Em 1959, as irmãs foram convidadas a participar na escola. A irmã Edna Bauer se lembra de ouvir o anúncio dado numa assembleia. “Eu me lembro da empolgação das irmãs”, disse ela. “Agora, elas tinham mais oportunidades.” Ao longo dos anos, muitos irmãos aproveitaram a oportunidade para se matricular na Escola do Ministério Teocrático e ser ensinados por Jeová. Hoje, continuamos recebendo esse treinamento em nossa reunião de meio de semana. — Leia Isaías 54:13.
18, 19. (a) Como recebemos hoje orientações práticas para a pregação? (b) Por que cantamos em nossas reuniões? (Veja o quadro “Cantando a verdade”.)
18 Reunião de Serviço. Já em 1919, realizavam-se reuniões para organizar o serviço de campo. Na época, nem todos na congregação assistiam a essas reuniões — só os que estavam diretamente envolvidos na distribuição de publicações. Durante boa parte do ano de 1923, uma Reunião de Serviço era realizada mensalmente, e todos na classe, ou congregação, deviam assistir a ela. Em 1928, as congregações foram exortadas a realizar essa reunião semanalmente e, em 1935, A Sentinela incentivou todas as congregações a basear a Reunião de Serviço nas informações publicadas no Director (mais tarde chamado Informante, e depois Nosso Ministério do Reino). Essa reunião logo passou a fazer parte da programação de todas as congregações.
19 Hoje, recebemos orientações práticas para o ministério em nossa reunião do meio da semana. (Mat. 10:5-13) Se você está qualificado para receber um exemplar da Apostila da Reunião Vida e Ministério, você a estuda e aplica as sugestões contidas nela ao pregar as boas novas?
A reunião mais importante do ano
Desde o primeiro século EC, os cristãos se reúnem anualmente para celebrar a morte de Cristo (Veja o parágrafo 20.)
20-22. (a) Por que celebramos a morte de Jesus? (b) Que benefício você recebe por assistir à Celebração todo ano?
20 Jesus pediu que seus seguidores celebrassem sua morte até que ele voltasse. Assim como a Páscoa, a Celebração da morte de Cristo é um evento anual. (1 Cor. 11:23-26) Essa reunião atrai milhões de pessoas todo ano. Ela lembra aos ungidos o privilégio que eles têm de ser coerdeiros do Reino. (Rom. 8:17) Que dizer das outras ovelhas? Essa reunião aumenta o respeito e a lealdade delas pelo Rei do Reino de Deus. — João 10:16.
21 O irmão Russell e seus associados reconheciam a importância de celebrar a Refeição Noturna do Senhor e sabiam que ela devia ser realizada apenas uma vez por ano. A Sentinela de abril de 1880 disse: “Já faz vários anos que é costume de muitos de nós aqui em Pittsburgh . . . lembrar a Páscoa [Celebração] e comer dos emblemas do corpo e do sangue de nosso Senhor.” Pouco tempo depois, passaram-se a realizar congressos na época da Celebração. Os primeiros registros que se têm dessa reunião são de 1889, quando 225 pessoas compareceram e 22 foram batizadas.
22 Hoje, não realizamos mais a Celebração como parte da programação de um congresso. Mas, não importa onde moramos, convidamos todos a estar conosco num Salão do Reino ou num local alugado. Em 2013, mais de 19 milhões de pessoas celebraram a morte de Cristo. Que privilégio temos, não só de assistir à Celebração, mas também de incentivar outros a estar conosco nessa noite tão sagrada! Você convida com entusiasmo o maior número possível de pessoas para a Celebração todo ano?
O que nossa atitude revela
23. Como você encara nossas reuniões?
23 Os servos leais de Jeová não encaram a ordem de se reunir como um fardo. (Heb. 10:24, 25; 1 João 5:3) Para o Rei Davi, por exemplo, era um prazer ir à casa de Jeová para adorá-lo. (Sal. 27:4) Ele gostava especialmente de fazer isso na companhia de outros que amavam a Deus. (Sal. 35:18) E pense no exemplo de Jesus. Mesmo na juventude, ele sentia profundo desejo de estar na casa de adoração de seu Pai. — Luc. 2:41-49.
O grau de nosso desejo de nos reunir revela quanto o Reino de Deus é real para nós
24. Quando assistimos às reuniões, que oportunidades temos?
24 Quando assistimos às reuniões, mostramos que amamos a Jeová e que desejamos encorajar nossos companheiros cristãos. Também expressamos o desejo de aprender a viver como súditos do Reino de Deus, pois é principalmente em nossas reuniões, assembleias e congressos que recebemos esse treinamento. Além disso, nossas reuniões nos dão as habilidades e a força necessárias para perseverarmos numa das atividades mais importantes realizadas pelo Reino de Deus hoje — fazer e treinar discípulos do Rei Jesus Cristo. (Leia Mateus 28:19, 20.) Sem dúvida, o grau de nosso desejo de nos reunir revela quanto o Reino de Deus é real para nós. Que sempre valorizemos nossas reuniões!
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Treinando ministros do ReinoO Reino de Deus já Governa!
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CAPÍTULO 17
Treinando ministros do Reino
1-3. Como Jesus expandiu a obra de pregação, e que perguntas surgem?
POR dois anos, Jesus pregou em toda a Galileia. (Leia Mateus 9:35-38.) Ele visitou muitas cidades e povoados, ensinando nas sinagogas e pregando as boas novas do Reino. Onde quer que ele pregasse, as multidões afluíam a ele. “A colheita é grande”, observou Jesus, e precisava-se de mais trabalhadores.
2 Jesus tomou medidas para expandir a obra de pregação. Como? Por enviar seus 12 apóstolos para “pregar o reino de Deus”. (Luc. 9:1, 2) Os apóstolos talvez tivessem dúvidas sobre como realizariam essa obra. Antes de enviá-los, Jesus amorosamente lhes deu algo que seu Pai celestial havia lhe dado — treinamento.
3 Surgem então várias perguntas: que treinamento Jesus recebeu de seu Pai? Que treinamento ele deu a seus apóstolos? E que dizer de hoje — será que o Rei messiânico tem treinado seus seguidores para realizar seu ministério? Em caso afirmativo, como?
“Assim como o Pai me ensinou, . . . eu falo”
4. Quando e onde Jesus foi ensinado por seu Pai?
4 Jesus claramente admitia que havia sido ensinado por seu Pai. Durante seu ministério, Jesus disse: “Assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo.” (João 8:28) Quando e onde Jesus foi ensinado? Tudo indica que seu treinamento começou logo depois que ele — o Filho primogênito de Deus — foi criado. (Col. 1:15) Ao lado de seu Pai no céu, o Filho passou incontáveis eras ouvindo e observando o “Grandioso Instrutor”. (Isa. 30:20) Em resultado disso, o Filho recebeu uma incomparável educação sobre as qualidades, obras e propósitos de seu Pai.
5. Que instruções o Pai deu ao Filho sobre o ministério que ele realizaria na Terra?
5 No tempo devido, Jeová ensinou seu Filho sobre o ministério que ele realizaria na Terra. Considere uma profecia que descreve o relacionamento entre o Grandioso Instrutor e seu Filho primogênito. (Leia Isaías 50:4, 5.) Jeová despertava seu Filho “de manhã em manhã”, diz a profecia. Esse quadro mental transmite a ideia de um instrutor que acorda seu aluno bem cedo de manhã para ensiná-lo. Certa obra de referência bíblica declara: “Jeová . . . o leva, por assim dizer, para a escola como se ele fosse um aluno e lhe ensina o que e como pregar.” Nessa “escola” celestial, Jeová ensinou ao seu Filho o “que dizer e [o] que falar”. (João 12:49) O Pai deu também a seu Filho instruções sobre como ensinar.a Enquanto esteve na Terra, Jesus fez bom uso do seu treinamento não apenas por realizar o seu ministério, mas também por treinar seus seguidores a realizar o ministério deles.
6, 7. (a) Que treinamento Jesus deu a seus apóstolos, e isso os equipou para fazer o quê? (b) Jesus tem fornecido que tipo de treinamento a seus seguidores em nossos dias?
6 Que treinamento Jesus deu a seus apóstolos, conforme mencionado no início deste capítulo? De acordo com o capítulo 10 de Mateus, ele lhes deu instruções específicas referentes ao ministério, incluindo as seguintes: onde pregar (versículos 5, 6), que mensagem pregar (versículo 7), a necessidade de confiar em Jeová (versículos 9, 10), como abordar os moradores (versículos 11-13), como lidar com a rejeição (versículos 14, 15) e como reagir à perseguição (versículos 16-23).b O treinamento claro que Jesus deu a seus apóstolos os equipou para tomar a dianteira na obra de pregar as boas novas no primeiro século EC.
7 Que dizer dos nossos dias? Jesus, o Rei do Reino de Deus, deu a seus seguidores a mais importante das designações, isto é, pregar “estas boas novas do reino . . . em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. (Mat. 24:14) Será que o Rei tem nos treinado para realizar essa obra de máxima importância? Sim, sem dúvida! Do céu, o Rei tem fornecido treinamento a seus seguidores sobre como pregar fora da congregação e como cumprir com responsabilidades especiais dentro dela.
Treinando ministros para ser evangelizadores
8, 9. (a) Qual era o objetivo principal da Escola do Ministério Teocrático? (b) Como a reunião de meio de semana tem ajudado você a ser mais eficiente no ministério?
8 A organização de Jeová há muito tempo tem usado assembleias, congressos e reuniões congregacionais — como a Reunião de Serviço — para treinar o povo de Deus para o ministério. A partir dos anos 40, porém, os irmãos da dianteira na sede mundial começaram a providenciar treinamento por meio de várias escolas.
9 Escola do Ministério Teocrático. Como vimos no capítulo anterior, essa escola começou a ser realizada em 1943. Será que o objetivo dela era apenas treinar os estudantes para proferir bons discursos nas reuniões congregacionais? Não. O objetivo principal da escola sempre foi o mesmo, isto é, treinar o povo de Deus para usar seu dom da fala a fim de louvar a Jeová no ministério. (Sal. 150:6) A escola preparou todos os irmãos e irmãs matriculados para ser ministros do Reino mais eficientes. Hoje, esse treinamento é dado por meio da reunião de meio de semana.
10, 11. Hoje, quem pode cursar a Escola de Gileade, e qual é o objetivo de seu currículo?
10 Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. O que hoje é chamado de Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia teve início na segunda-feira de 1.º de fevereiro de 1943. A escola foi originalmente elaborada para treinar pioneiros e outros servos de tempo integral para o serviço missionário em algum lugar no campo mundial. Mas, desde outubro de 2011, só podem cursar a escola aqueles que já estão em alguma modalidade do serviço de tempo integral especial — pioneiros especiais, superintendentes viajantes e suas esposas, betelitas e missionários em campo que ainda não cursaram a escola.
11 Qual é o objetivo do currículo da Escola de Gileade? Certo instrutor veterano responde: “Fortalecer a fé dos alunos por meio de um estudo cabal da Palavra de Deus e ajudá-los a desenvolver as qualidades espirituais necessárias para enfrentar com êxito os desafios de suas designações. Além disso, um objetivo fundamental do currículo é incutir nos alunos um desejo mais forte de participar na obra de evangelização.” — Efé. 4:11.
12, 13. Que impacto a Escola de Gileade tem tido na obra mundial de pregação? Dê um exemplo.
12 Que impacto a Escola de Gileade tem tido na obra mundial de pregação? Desde 1943, mais de 8.500 pessoas passaram pela escola,c e os missionários formados em Gileade já serviram em mais de 170 países. Eles fazem bom uso de seu treinamento, deixando um exemplo de zelo no ministério e treinando outros para fazer o mesmo. Em muitos casos, os missionários tomaram a dianteira na obra em lugares onde havia poucos publicadores do Reino ou deram início à obra onde não havia nenhum publicador.
13 Considere o que aconteceu no Japão, onde a pregação pública organizada quase parou por completo durante a Segunda Guerra Mundial. Em agosto de 1949, havia menos de dez publicadores locais no país. No entanto, no fim daquele ano, 13 missionários formados em Gileade estavam ativos na pregação no Japão. Muitos outros foram enviados depois. A princípio, os missionários concentraram seus esforços em cidades maiores; depois, passaram para outras cidades. Eles incentivaram com entusiasmo seus estudantes e outros a se tornar pioneiros. Os zelosos esforços dos missionários surtiram excelentes resultados. Hoje, há mais de 216 mil publicadores do Reino no Japão, e quase 40% deles servem como pioneiros!d
14. As escolas teocráticas são uma poderosa prova de quê? (Veja também o quadro “Escolas que treinam ministros do Reino”, página 188.)
14 Outras escolas teocráticas. A Escola do Serviço de Pioneiro, a Escola Bíblica para Casais Cristãos e a Escola Bíblica para Irmãos Solteiros já ajudaram muitos a se desenvolver em sentido espiritual e a tomar zelosamente a dianteira na obra de evangelização.e Todas essas escolas teocráticas são uma poderosa prova de que nosso Rei tem equipado plenamente seus seguidores para cumprir seu ministério. — 2 Tim. 4:5.
Treinando irmãos para cuidar de responsabilidades especiais
15. De que maneira homens em posições de responsabilidade querem imitar a Jesus?
15 Pense na profecia de Isaías que fala de Jesus sendo instruído por Deus. Naquela “escola” celestial, o Filho aprendeu a “responder ao cansado com uma palavra”. (Isa. 50:4) Jesus aplicou essa instrução. Enquanto esteve na Terra, revigorou os que ‘labutavam e estavam sobrecarregados’. (Mat. 11:28-30) Imitando a Jesus, homens que servem em posições de responsabilidade querem ser uma fonte de revigoramento para seus irmãos. Por isso, várias escolas foram criadas para ajudar irmãos qualificados a ser mais eficientes em servir a seus companheiros de adoração.
16, 17. Qual é o objetivo da Escola do Ministério do Reino? (Veja também a nota.)
16 Escola do Ministério do Reino. A primeira turma dessa escola começou em 9 de março de 1959, em South Lansing, Nova York. Superintendentes viajantes, bem como servos de congregação, foram convidados para um curso de um mês de duração. Mais tarde, o curso foi traduzido do inglês para outros idiomas, e a escola aos poucos começou a treinar irmãos em todo o mundo.f
O irmão Lloyd Barry ensinando na Escola do Ministério do Reino no Japão, 1970
17 Referente ao objetivo da Escola do Ministério do Reino, o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1962, em inglês, disse: “Neste mundo muito corrido, um superintendente na congregação das testemunhas de Jeová deve ser um homem que pode organizar a vida para dar a devida atenção a todos na congregação e ser uma bênção para eles. Ao mesmo tempo, ele não pode ser um homem que ignora sua própria família em benefício da congregação, mas deve usar de bom juízo. Que oportunidade maravilhosa tem sido concedida aos servos de congregação em todo o mundo para se reunir na Escola do Ministério do Reino a fim de receber o treinamento que os ajudará a fazer exatamente o que a Bíblia diz que um superintendente deve fazer!” — 1 Tim. 3:1-7; Tito 1:5-9.
18. Como todo o povo de Deus é beneficiado pela Escola do Ministério do Reino?
18 Todo o povo de Deus tem sido beneficiado pela Escola do Ministério do Reino. Como assim? Quando anciãos e servos ministeriais põem em prática o que aprenderam na escola, eles, assim como Jesus, são uma fonte de revigoramento para seus irmãos. Você não valoriza uma palavra bondosa, um ouvido atencioso ou uma visita encorajadora de um ancião ou servo ministerial amoroso? (1 Tes. 5:11) Esses homens qualificados são uma verdadeira bênção para suas congregações.
19. Que outras escolas a Comissão de Ensino supervisiona, e qual é o objetivo delas?
19 Outras escolas teocráticas. A Comissão de Ensino do Corpo Governante supervisiona outras escolas que dão treinamento para irmãos em posições de responsabilidade dentro da organização. Essas escolas foram preparadas para ajudar irmãos responsáveis — anciãos congregacionais, superintendentes viajantes e membros de Comissão de Filial — a ser mais eficientes em cumprir suas muitas responsabilidades. Os cursos baseados na Bíblia incentivam os irmãos a cuidar de sua própria espiritualidade e a pôr em prática princípios bíblicos nos seus tratos com as preciosas ovelhas que Jeová confiou aos seus cuidados. — 1 Ped. 5:1-3.
Primeira turma da Escola de Treinamento Ministerial realizada em Malaui, 2007
20. Por que Jesus pôde dizer que todos nós somos “ensinados por Jeová”, e o que você está decidido a fazer?
20 Sem dúvida, o Rei messiânico tem se certificado de que seus seguidores sejam bem treinados. Todo o treinamento que recebemos vem da fonte mais elevada: Jeová treinou seu Filho, e seu Filho tem treinado seus seguidores. Por isso, Jesus pôde dizer que todos nós somos “ensinados por Jeová”. (João 6:45; Isa. 54:13) Que nós estejamos decididos a tirar pleno proveito do treinamento que nosso Rei tem colocado à nossa disposição. E que nos lembremos de que o principal objetivo de todo esse treinamento é nos ajudar a nos manter espiritualmente fortes para que possamos realizar plenamente o nosso ministério.
a Como sabemos que o Pai instruiu o Filho sobre como ensinar? Pense nisto: o amplo uso que Jesus fez de ilustrações em seu ensino cumpriu uma profecia registrada séculos antes do seu nascimento. (Sal. 78:2; Mat. 13:34, 35) Com certeza, o Autor dessa profecia, Jeová, determinou com muita antecedência que seu Filho ensinaria por meio de ilustrações, ou parábolas. — 2 Tim. 3:16, 17.
b Meses depois, Jesus “indicou outros setenta e os enviou, aos dois”, para pregar. Ele também lhes deu treinamento. — Luc. 10:1-16.
c Alguns cursaram a Escola de Gileade mais de uma vez.
d Para mais detalhes sobre o impacto que missionários formados em Gileade têm no campo mundial, veja o capítulo 23 do livro Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus.
e As últimas duas escolas mencionadas foram substituídas pela Escola para Evangelizadores do Reino.
f Hoje, todos os anciãos são beneficiados por sessões da Escola do Ministério do Reino, que têm durações variadas e são realizadas com intervalos de alguns anos. Desde 1984, servos ministeriais também recebem treinamento nessa escola.
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Educação do Reino — treinando os servos do ReiO Reino de Deus já Governa!
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À esquerda: Reunião ao ar livre em Londres, Inglaterra, 1945; à direita: Dia de assembleia especial em Malaui, África, 2012
SEÇÃO 5
Educação do Reino — treinando os servos do Rei
VOCÊ abre um sorriso animador ao olhar para o orador na tribuna. Ele é um irmão jovem de sua congregação e está fazendo sua primeira parte num programa de assembleia. Enquanto ouve com prazer o discurso dele, você pensa como é maravilhoso o treinamento que o povo de Deus recebe. Você se lembra das primeiras vezes que ele foi à tribuna — e veja até onde ele chegou! Depois de cursar a Escola do Serviço de Pioneiro, ele progrediu muito. Mais recentemente, ele e a esposa cursaram a Escola para Evangelizadores do Reino. Enquanto aplaude o excelente discurso do irmão, você olha em volta e pensa na instrução que todos os servos de Deus recebem.
A Bíblia predisse uma época em que todos os servos de Deus seriam ‘ensinados por Jeová’. (Isa. 54:13) Estamos vivendo nessa época. Recebemos instrução não apenas por meio de nossas publicações, mas também por meio de nossas reuniões, assembleias, congressos e várias escolas cujo objetivo é nos preparar para cumprir determinadas designações na organização de Jeová. Nesta seção, veremos como toda essa educação fornece provas convincentes de que o Reino de Deus está governando hoje.
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