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  • A perseverança que ganha a vitória
    A Sentinela — 1991 | 1.° de novembro
    • A perseverança que ganha a vitória

      “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” — HEBREUS 10:36.

      1. Por que é a perseverança uma necessidade para todos os que servem a Jeová Deus hoje?

      ESTE mundo inteiro jaz no poder de um deus sedicioso. Seu governante invisível, Satanás, o Diabo, concentra todos os seus esforços em opor-se a Jeová e em lutar contra a vindicação da soberania universal de Jeová, que se dará por meio do Reino messiânico. Isto torna inevitável que quem quer que se dedique a Deus e tome Seu lado na questão da soberania enfrente contínua oposição da parte deste mundo. (João 15:18-20; 1 João 5:19) Assim, cada um de nós tem de preparar-se para perseverar até que este mundo sofra a derrota total no Armagedom. Para estarmos entre os vitoriosos de Deus que vencem o mundo por meio de sua fé e sua integridade, temos de persistir tenazmente até o fim. (1 João 5:4) Como podemos fazer isso?

      2, 3. Em que sentido são Jeová Deus e Jesus Cristo os maiores exemplos de perseverança?

      2 Por um lado, podemos recorrer em busca de encorajamento a dois notáveis exemplos de perseverança. Quem são estes? Um deles é Jesus Cristo, “o primogênito de toda a criação”, que tem perseverado fielmente no serviço de Deus desde que foi trazido à existência num tempo desconhecido no passado. Na sua persistência em servir fielmente a Deus, Jesus tornou-se exemplo para todas as criaturas inteligentes que foram posteriormente trazidas à existência no céu e na Terra. (Colossenses 1:15, 16) Contudo, o maior exemplo de perseverança é Jeová Deus, que há muito tem suportado a rebelião contra a sua soberania universal e continuará a fazer isso até que venha a agir para resolver definitivamente a questão da soberania.

      3 Jeová tem perseverado de modo exemplar em assuntos que dizem respeito a sua dignidade e seus mais caros sentimentos pessoais. Ele se tem refreado diante de grande provocação e contido a sua ação contra os que o têm vituperado — inclusive Satanás, o Diabo. Somos gratos pela perseverança e pela misericórdia de Deus. Sem estas, não teríamos usufruído nem mesmo a mais breve existência. De fato, a perseverança de Jeová Deus o distingue além de toda comparação.

      4, 5. (a) De que modo a ilustração de Paulo a respeito do oleiro aponta para a perseverança de Deus e sua misericórdia? (b) De que modo se mostrará que a misericórdia de Deus não foi mal-aplicada?

      4 O apóstolo Paulo salienta tanto a perseverança como a misericórdia de Deus, ao dizer: “Não tem o oleiro autoridade sobre o barro, para fazer da mesma massa um vaso para uso honroso, outro para uso desonroso? Se Deus, pois, embora tendo vontade de demonstrar o seu furor e de dar a conhecer o seu poder, tolerou com muita longanimidade os vasos do furor, feitos próprios para a destruição, a fim de dar a conhecer as riquezas de sua glória nos vasos de misericórdia, que ele preparou de antemão para glória, a saber, nós, a quem ele chamou não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações, o que tem isso?” — Romanos 9:21-24.

      5 Como mostram estas palavras, durante este seu atual período de perseverança, Jeová leva avante seu glorioso propósito e mostra misericórdia para com certos vasos humanos. Ele prepara esses vasos para a glória eterna e, assim, frustra os propósitos iníquos de seu grande opositor, Satanás, o Diabo, e de todos os partidários de Satanás. Nem todos dentre a humanidade revelaram ser vasos de furor, merecedores da destruição. Isto é um crédito para a perseverança paciente do Deus Todo-Poderoso. A sua misericórdia não será em vão. Resultará em (1) uma gloriosa família do Reino, nos céus, sob o amado Filho de Jeová, Jesus Cristo e (2) uma raça de criaturas humanas recuperada e levada à perfeição numa terra paradísica, todas herdeiras da vida eterna.

      Perseverar Até o Fim

      6. (a) Por que não podem os cristãos evitar um teste de perseverança? (b) O que em geral denota a palavra grega para “perseverança”?

      6 Com tal esperança maravilhosa, as estimulantes palavras de Jesus devem ressoar constantemente nos nossos ouvidos, a saber: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” (Mateus 24:13) É importante iniciar bem a carreira no discipulado cristão. Mas o que realmente conta é a nossa perseverança, isto é, quão bem terminamos a carreira. O apóstolo Paulo acentuou isto, quando disse: “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” (Hebreus 10:36) A palavra grega traduzida aqui por “perseverança” é hy·po·mo·né. Isto usualmente denota uma perseverança corajosa, constante, ou paciente, que não perde a esperança em face de obstáculos, perseguições, provações e tentações. Se esperamos por fim ganhar a salvação, temos de submeter-nos a um teste de perseverança como parte da necessária preparação para essa salvação.

      7. Que engano temos de evitar, e o exemplo de quem nos ajudará a perseverar?

      7 Não nos devemos deixar iludir pela autogratificante idéia de que podemos passar rapidamente pelo teste. A fim de que as questões da soberania universal e da integridade do homem pudessem ser definitivamente solucionadas, Jeová não se poupou. Ele tem suportado coisas desagradáveis, embora as pudesse eliminar instantaneamente. Jesus Cristo foi também um modelo de perseverança. (1 Pedro 2:21; compare com Romanos 15:3-5.) Com estes brilhantes exemplos diante de nós, certamente nós também estamos dispostos a perseverar até o fim. — Hebreus 12:2, 3.

      Uma Qualificação Necessária

      8. Que qualidade que todos nós necessitamos demonstrou o apóstolo Paulo?

      8 Nenhum servo de Deus, mesmo de tempos mais remotos, tem sido isentado da necessidade de provar a sua integridade por meio de perseverança. Pessoas de grande destaque na história bíblica, que permaneceram fiéis até a morte e se habilitaram para a vida eterna nos céus, tiveram de provar a sua constância. Por exemplo, o ex-fariseu, Saulo de Tarso, disse aos coríntios: “Não me mostrei em nem uma única coisa inferior aos vossos superfinos apóstolos, embora eu não seja nada. Deveras, os sinais de apóstolo foram produzidos entre vós em toda a perseverança, e por sinais, e portentos, e obras poderosas.” (2 Coríntios 12:11, 12) Apesar das cargas do trabalho, Paulo tinha tamanho apreço pelo seu ministério que suportou muita coisa e, fervorosamente, tentou não trazer sobre este nenhum vitupério. — 2 Coríntios 6:3, 4, 9.

      9. (a) De que modo o restante ungido tem mostrado perseverança, e com que resultado? (b) O que serve de incentivo para prosseguirmos fielmente no serviço divino?

      9 Em tempos mais recentes, cristãos ungidos que serviam a Deus antes da Primeira Guerra Mundial sabiam que 1914 marcaria o fim dos Tempos dos Gentios, e muitos deles esperavam receber a sua recompensa celestial naquele ano memorável. Mas isto não aconteceu. Como os fatos agora indicam, eles tinham décadas à frente. Durante este inesperado prolongamento de sua vida terrestre, eles passaram por refinamentos às mãos de Jeová Deus. (Zacarias 13:9; Malaquias 3:2, 3) A perseverança contínua resultou em seu aperfeiçoamento. Quais servos de Jeová, eles regozijaram-se de ser designados como povo para seu nome. (Isaías 43:10-12; Atos 15:14) Hoje, tendo sido conduzidos através de duas guerras mundiais e de numerosos conflitos menores, eles se emocionam com a ajuda que lhes dá na divulgação das boas novas uma crescente grande multidão de outras ovelhas, que chegam agora a mais de quatro milhões. O paraíso espiritual que usufruem estendeu-se a toda a terra, até mesmo às mais distantes ilhas do mar. Este tratamento favorecido, que quanto mais vivemos mais apreciamos, tem servido de incentivo para prosseguirmos fielmente no serviço divino até que a vontade e o propósito de Jeová se realizem plenamente.

      10. Para que não haja enfraquecimento de nossa parte, de que necessitamos regularmente?

      10 Visto que a nossa recompensa depende de nossa constância, necessitamos constantemente de exortação neste assunto vital. (1 Coríntios 15:58; Colossenses 1:23) Para que não haja enfraquecimento entre o povo de Jeová, temos de ser regularmente incentivados a apegar-nos à verdade e ao precioso privilégio de divulgá-la, assim como se deu com as recém-formadas congregações no primeiro século por meio de revisitas da parte de Paulo e Barnabé. (Atos 14:21, 22) Seja nossa firme decisão e determinação que, como se expressou o apóstolo João, a verdade permaneça em nós e ‘esteja conosco para sempre’. — 2 João 2.

      Esperemos com Inabalável Perseverança

      11. Qual parece ser a norma de Deus para com seus servos, e como foi isso ilustrado no caso de José?

      11 Leva tempo para que o teste a nosso respeito se complete. (Tiago 1:2-4) Espere! Espere! Espere! parece ter sido a norma de procedimento de Deus com seus servos do passado quando se punha à prova a determinação deles de continuarem na fé. Mas a espera, no fim, sempre foi recompensadora para aqueles servos fiéis. José, por exemplo, teve de esperar 13 anos como escravo e prisioneiro, mas essa experiência refinou a sua personalidade. — Salmo 105:17-19.

      12, 13. (a) Como foi Abraão um exemplo de fiel perseverança? (b) De que modo a fé e a perseverança de Abraão nos são apresentadas como padrão?

      12 Abraão já tinha 75 anos de idade quando Deus o chamou de Ur dos Caldeus para ir à Terra Prometida. Ele tinha cerca de 125 anos quando recebeu a confirmação juramentada da promessa de Deus — que aconteceu imediatamente depois de Abraão ter demonstrado a força de sua fé por ir ao ponto de oferecer seu amado filho Isaque, parando apenas quando o anjo de Jeová deteve a mão dele e impediu o sacrifício. (Gênesis 22:1-18) Cinqüenta anos era um longo período para Abraão esperar como residente temporário numa terra estranha, mas ele suportou ainda outros 50 anos até vir a falecer, aos 175 anos de idade. Durante todo este tempo Abraão era fiel testemunha e profeta de Jeová Deus. — Salmo 105:9-15.

      13 A fé e a perseverança de Abraão são apresentadas como padrão para todos os servos de Deus que querem receber as prometidas bênçãos através de Jesus Cristo, a Semente de Abraão. (Hebreus 11:8-10, 17-19) A seu respeito, lemos em Hebreus 6:11-15: “Desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas. Pois, quando Deus fez a sua promessa a Abraão, uma vez que não podia jurar por ninguém maior, jurou por si mesmo, dizendo: ‘Certamente, abençoando te abençoarei e multiplicando te multiplicarei.’ E assim, depois de Abraão ter mostrado paciência, ele obteve esta promessa.”

      14. Por que não devemos pensar que o teste de perseverança é infindável e a recompensa ilusória?

      14 O restante ungido já viu passarem 77 anos desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, quando alguns deles esperavam a glorificação da congregação cristã verdadeira ao céu. Quanto tempo ainda o restante tem de esperar nós não sabemos. Devíamos então vacilar e pensar que a espera é infindável e que a recompensa é apenas uma miragem? Não! Isto jamais vindicaria a soberania de Deus nem honraria seu nome. Perante o mundo, ele não estaria justificado em nos conferir a vitória e o resultante prêmio da vida eterna. Independentemente da duração do tempo, o restante, junto com seus fiéis companheiros comparáveis a ovelhas, estão determinados a esperar que Jeová aja no seu próprio tempo. Ao mostrar tal perseverança exemplar, eles imitam o proceder de Abraão. — Romanos 8:23-25.

      15. (a) Qual é a nossa palavra de ordem, e através de que experiências Deus nos tem sustentado triunfalmente? (b) Que exortação de Paulo ainda é oportuna para os nossos dias?

      15 Portanto, a palavra de ordem ainda é inabalável perseverança em fazer a vontade de Deus. (Romanos 2:6, 7) No passado ele nos sustentou através de graves aflições, incluindo encarceramento e campos de concentração, e nos conduziu através disso triunfantemente com glória para seu nome e seu propósito.a Durante o tempo que resta para que o nosso teste se complete, Jeová continuará a fazer o mesmo. A exortação de Paulo ainda é apropriada para os nossos dias: “Pois tendes necessidade de constante paciência e perseverança, para que possais realizar e cumprir plenamente a vontade de Deus, e assim receber, e levar, e usufruir à plenitude, o que está prometido.” — Hebreus 10:36, The Amplified Bible; Romanos 8:37.

      16. Por que não devemos encarar a nossa dedicação a Jeová apenas de maneira limitada ou com reservas?

      16 Enquanto Jeová tiver trabalho para executarmos em meio a este mundo iníquo, portanto, seguindo o exemplo de Jesus, queremos participar nesse trabalho até terminá-lo. (João 17:4) A nossa dedicação a Jeová não foi à base de um acordo de que nós o serviríamos por mero curto período e, daí, viria o Armagedom. A nossa dedicação foi para sempre. O trabalho de Deus para nós não terminará com a batalha do Armagedom. Contudo, somente após termos terminado a obra a ser feita antes do Armagedom é que veremos as grandiosas coisas a vir depois daquela grande guerra. Então, além do feliz privilégio de continuar a fazer a obra de Deus, seremos recompensados com as há muito esperadas bênçãos que ele prometeu. — Romanos 8:32.

      O Amor a Deus Ajuda-nos a Perseverar

      17, 18. (a) Em tempos de tensão, o que nos ajudará a perseverar com a aprovação de Deus? (b) O que nos ajudará a ganhar a vitória, e o que não dizemos sobre o tempo que resta?

      17 Talvez, em tempos de tensão, é possível que perguntemos: ‘Como podemos perseverar ainda mais?’ A resposta? Por amar a Deus de todo o nosso coração, mente, alma e força. “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.” (1 Coríntios 13:4, 7, 8) A menos que perseveremos por amor a Deus, a nossa perseverança de nada vale. Mas, se suportarmos as cargas por causa de nossa devoção a Jeová, a nossa perseverança resulta no aprofundamento do nosso amor a ele. O amor a Deus, seu Pai, fez com que Jesus perseverasse. (João 14:30, 31; Hebreus 12:2) Se a nossa real motivação é o amor a Deus, nosso Pai, existe algo que não possamos suportar?

      18 É o nosso inabalável amor a Jeová Deus que nos tem dado condições de permanecer vitoriosos contra o mundo neste extremamente crítico período de prova. E Jeová, por meio de Jesus Cristo, continuará a nos dar a ajuda de que necessitamos, independentemente de quanto tempo ainda se permita que este sistema de coisas exista. (1 Pedro 5:10) Naturalmente, não fazemos nenhuma predição sobre quanto tempo ainda resta, e não estamos fixando nenhuma data específica. Deixamos isto para o grande Cronometrista, Jeová Deus. — Salmo 31:15.

      19, 20. (a) Como devemos encarar cada dia a mais que perseveramos? (b) Que tolice desejamos evitar, e por quê?

      19 Contudo, a geração que, conforme predito, testemunharia e passaria pela “terminação do sistema de coisas” está agora bem avançada em anos. (Mateus 24:3, 32-35) Portanto, jamais nos esqueçamos de que cada dia que perseveramos é um dia a menos para Satanás e seus demônios poluírem o universo com a sua própria existência, e um dia mais perto do tempo em que Jeová não mais tolerará a existência dos “vasos do furor, feitos próprios para a destruição”. (Romanos 9:22) Em breve, quando a longanimidade de Jeová chegar ao fim, ele expressará seu furor contra homens e mulheres ímpios. Assim, ele revelará que esse proceder deles tem a desaprovação divina, embora os tenha permitido continuar por todo esse tempo.

      20 Seria extremamente tolo de nossa parte descontinuar nossos amorosos empenhos de ganhar o glorioso prêmio que nos é oferecido através de Jesus Cristo. Ao contrário, estamos determinados a prosseguir fielmente como Testemunhas em favor de Jeová nesta tão importante época em que Jeová está prestes a vindicar-se como Soberano Universal.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Por exemplo, Christine Elizabeth King escreveu: “O governo [nazista] foi mal-sucedido apenas com as Testemunhas [de Jeová], pois, embora tivesse matado milhares delas, a obra [delas] prosseguiu e, em maio de 1945, o movimento das Testemunhas de Jeová ainda estava vivo, ao passo que o nacional-socialismo não. O número de Testemunhas havia aumentado e nenhuma transigência ocorreu. O movimento havia ganho mártires e travado vitoriosamente mais uma batalha na guerra de Jeová Deus.” — O Estado Nazista e as Novas Religiões: Cinco Estudos Sobre Não-Conformismo (em inglês), página 193.

  • Empenhemo-nos na corrida com perseverança
    A Sentinela — 1991 | 1.° de novembro
    • Empenhemo-nos na corrida com perseverança

      “Corramos com paciente constância na corrida que nos é proposta.” — HEBREUS 12:1, Pontifício Instituto Bíblico.

      1. (a) O que se nos apresenta quando nos dedicamos a Jeová Deus? (b) Para que tipo de corrida tem de se preparar o cristão?

      QUANDO nos dedicamos a Jeová por meio de Jesus Cristo, Deus nos apresentou, simbolicamente falando, uma corrida. No fim da corrida, conceder-se-á um prêmio a todos os que a terminarem com êxito. Que prêmio? A vida eterna! Para ganhar este extraordinário prêmio, o corredor cristão tem de estar preparado, não apenas para uma corrida de velocidade, de pequeno percurso, mas para uma corrida de longa distância. Portanto, necessitará de perseverança. Terá de suportar tanto a longa faina da corrida em si como os obstáculos que se apresentarem durante a corrida.

      2, 3. (a) O que nos ajudará a correr até o fim na corrida cristã? (b) De que modo a alegria ajudou Jesus a perseverar na corrida?

      2 O que nos ajudará a ir até o fim nesta corrida? Bem, o que ajudou Jesus a perseverar quando era homem na Terra? Ele derivou força íntima da qualidade da alegria. Hebreus 12:1-3 reza: “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus. Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus. Deveras, considerai de perto aquele que aturou tal conversa contrária da parte de pecadores contra os próprios interesses deles, para que não vos canseis nem desfaleçais nas vossas almas.”

      3 Durante todo o seu ministério público, Jesus pôde continuar na corrida graças à alegria que derivava de Jeová. (Compare isso com Neemias 8:10.) A sua alegria ajudou-o a suportar até mesmo uma morte ignominiosa na estaca de tortura, após o que ele teve a inexprimível alegria de ser ressuscitado e ascender à mão direita de seu Pai, para ali acompanhar a obra de Deus até o seu término. Por meio de sua perseverança como homem que tomou o lado de Deus, Jesus se ateve a seu direito de vida eterna. Sim, como diz Lucas 21:19: “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas.”

      4. Que tipo de exemplo estabeleceu Jesus para seus companheiros de corrida, e em que devemos fixar a nossa mente?

      4 Jesus Cristo deu o mais excelente exemplo para seus companheiros de corrida, e seu exemplo assegura-nos de que nós também podemos ser vencedores. (1 Pedro 2:21) Nós temos condições de fazer o que Jesus nos pede que façamos. Como ele perseverou, nós também podemos. E, à medida que nos apegamos a imitá-lo constantemente, temos de fixar a nossa mente nos motivos que temos para ser alegres. (João 15:11, 20, 21) O júbilo nos dará forças para persistir na corrida, no serviço de Jeová, até que o glorioso prêmio da vida eterna seja alcançado. — Colossenses 1:10, 11.

      5. De que modo nos podemos rejubilar e nos fortalecer para a corrida diante de nós?

      5 Para nos ajudar a persistir na corrida, Jeová supre poder além do que é normal. Quando somos perseguidos, esse poder e o fato de sabermos por que temos o privilégio de passar por perseguição nos revigoram. (2 Coríntios 4:7-9) Seja o que for que passemos pela causa da honra do nome de Deus e de apoiar a sua soberania, é motivo de um júbilo que ninguém nos pode roubar. (João 16:22) Isto explica por que os apóstolos, depois de terem sido açoitados às ordens do Sinédrio judaico por terem dado testemunho das maravilhosas coisas que Jeová Deus realizara em relação a Jesus, regozijaram-se “porque tinham sido considerados dignos de ser desonrados a favor do nome dele”. (Atos 5:41, 42) A alegria deles não se derivava da perseguição em si, mas da profunda satisfação íntima de saber que estavam agradando a Jeová e a Jesus.

      6, 7. Por que pode o corredor cristão exultar mesmo quando passa por tribulações, e com que resultado?

      6 Outra força sustentadora na nossa vida é a esperança que Deus nos tem apresentado. Como Paulo se expressou: “Gozemos de paz com Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem também ganhamos a nossa aproximação pela fé a esta benignidade imerecida em que agora estamos; e exultemos, baseados na esperança da glória de Deus. E não somente isso, mas exultemos enquanto em tribulações, visto que sabemos que tribulação produz perseverança; perseverança, por sua vez, uma condição aprovada; a condição aprovada, por sua vez, esperança, e a esperança não conduz a desapontamento.” — Romanos 5:1-5.

      7 As tribulações em si não são jubilosas; não obstante, os frutos pacíficos que depois produzem são. Esses frutos são: perseverança, uma condição aprovada, esperança e a realização dessa esperança. Perseverarmos resultará em recebermos a aprovação divina. Quando temos a aprovação de Deus, podemos confiantemente esperar pelo cumprimento das Suas promessas. Esta esperança nos mantém no proceder certo e nos encoraja sob tribulação até que a esperança se concretize. — 2 Coríntios 4:16-18.

      Felizes os Que Perseveram!

      8. Por que esse período de espera não é tempo perdido para nós?

      8 Enquanto aguardamos o momento determinado por Deus para a distribuição dos prêmios aos corredores, há mudanças pelas quais passamos. Trata-se de melhoras espirituais no nosso ser, resultantes de enfrentarmos com êxito as provações, e estas melhoras nos granjeiam grande favor de Deus. Revelam o que somos e nos dão a oportunidade de exercer as mesmas excelentes qualidades que os fiéis da antiguidade, em especial o nosso Exemplo, Jesus Cristo, demonstraram. Diz o discípulo Tiago: “Considerai tudo com alegria, meus irmãos, ao enfrentardes diversas provações, sabendo que esta qualidade provada da vossa fé produz perseverança. Mas, a perseverança tenha a sua obra completa, para que sejais completos e sãos em todos os sentidos, não vos faltando nada.” (Tiago 1:2-4) Sim, podemos esperar ter de passar por diversas provações, mas estas servirão para manter-nos cultivando as qualidades corretas. Demonstramos assim que continuaremos nessa corrida até que o prêmio seja ganho, independentemente de que obstáculos encontremos.

      9, 10. (a) Por que são felizes os que suportam provações, e como devemos encarar essas provações? (b) Quem eram os felizes do passado, e como podemos ser incluídos entre estes?

      9 Não é de admirar, então, que Tiago dissesse: “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo”! (Tiago 1:12) Enfrentemos persistentemente as provações, armados das qualidades piedosas que nos fortalecerão a sobrepujá-las. — 2 Pedro 1:5-8.

      10 Lembre-se de que a maneira de Deus lidar conosco não é nova ou inusitada. Com a fiel “nuvem de testemunhas” da antiguidade lidou-se da mesma maneira, à medida que mostravam sua constância para com Deus. (Hebreus 12:1) Que Deus os aprovou está registrado na sua Palavra, e nós os consideramos felizes porque suportaram os testes. Tiago diz: “Irmãos, tomai por modelo do sofrimento do mal e do exercício da paciência os profetas, que falaram em nome de Jeová. Eis que proclamamos felizes os que perseveraram. Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” (Tiago 5:10, 11) Foi predito que, nestes últimos dias críticos, apareceriam alguns no cenário mundial que serviriam a Jeová com integridade, assim como aqueles profetas serviram em séculos passados. Não nos sentimos felizes de sermos nós os que fazem isto? — Daniel 12:3; Revelação (Apocalipse) 7:9.

      Derivemos Apoio da Encorajadora Palavra de Jeová

      11. Como pode a Palavra de Deus nos ajudar a perseverar, e por que não devemos ser como os lugares pedregosos da parábola de Jesus?

      11 Paulo indicou ainda outra ajuda na perseverança ao dizer que ‘através de paciente perseverança, e através do encorajamento derivado das Escrituras, poderíamos apegar-nos com firmeza à nossa esperança’. (Romanos 15:4, The Twentieth Century New Testament) A verdade, a Palavra de Deus, tem de enraizar-se profundamente no nosso íntimo de modo que faça emanar de nós uma correta reação em todas as ocasiões. De nada nos aproveita ser como aquele solo pedregoso mencionado na parábola do semeador, contada por Jesus: “Estes são os semeados nos lugares pedregosos: assim que ouvem a palavra, aceitam-na com alegria. Contudo, não têm raiz em si mesmos, mas continuam por algum tempo; então, assim que surge tribulação ou perseguição por causa da palavra, tropeçam.” (Marcos 4:16, 17) Nestes, a verdade da Palavra de Deus não fica profundamente enraizada; assim, em épocas de tribulação, são incapazes de beneficiar-se dela como genuína fonte de força e de esperança.

      12. A respeito do que não nos devemos deixar iludir ao aceitar as boas novas?

      12 Quem quer que aceite as boas novas do Reino não deve iludir-se a respeito do que vem depois. A pessoa estará adotando um modo de vida que incorrerá em tribulação ou perseguição. (2 Timóteo 3:12) Mas ela deve considerar ‘alegria total’ o privilégio de passar por várias provações por apegar-se firmemente à Palavra de Deus e falar a respeito dela a outros. — Tiago 1:2, 3.

      13. Como e por que Paulo se regozijou por causa dos cristãos em Tessalônica?

      13 No primeiro século, certos opositores em Tessalônica causaram tumulto por causa da pregação de Paulo. Quando Paulo foi a Beréia, esses perseguidores seguiram-no até lá a fim de atiçar ainda mais dificuldades. Aos fiéis que deixou em Tessalônica, o perseguido apóstolo escreveu: “Somos obrigados a dar sempre graças a Deus por vós, irmãos, assim como é próprio, porque a vossa fé está crescendo sobremaneira e o amor de cada um de vós está aumentando de uns para com os outros. Em resultado disso, orgulhamo-nos de vós entre as congregações de Deus, por causa da vossa perseverança e fé em todas as vossas perseguições e tribulações que estais suportando. Esta é uma prova do julgamento justo de Deus, resultando em serdes contados dignos do reino de Deus, pelo qual, deveras, estais sofrendo.” (2 Tessalonicenses 1:3-5) Não obstante seus sofrimentos às mãos de inimigos, os cristãos tessalonicenses progrediram em qualidades cristãs e numericamente. Como era isso possível? Era possível porque eles derivavam força da encorajadora Palavra de Jeová. Obedeciam as ordens do Senhor e participavam na corrida com perseverança. — 2 Tessalonicenses 2:13-17.

      Para a Salvação de Outros

      14. (a) Por que razões nós jubilosamente continuamos no ministério apesar de aflições? (b) Em favor de que nós oramos, e por quê?

      14 Fielmente e sem nos queixar, nós suportamos aflições e perseguições primariamente pela causa da vindicação de Deus. Mas há ainda outra razão altruísta pela qual nós nos submetemos a tais coisas: para que possamos transmitir as novas do Reino a outros, de modo que se possam suscitar mais publicadores do Reino de Deus para fazer “declaração pública para a salvação”. (Romanos 10:10) Os que participam no serviço de Deus devem orar para que o Amo da colheita abençoe seu trabalho por suprir mais publicadores do Reino. (Mateus 9:38) Paulo escreveu a Timóteo: “As coisas que ouviste de mim, com o apoio de muitas testemunhas, destas coisas encarrega homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente habilitados para ensinar outros. Como soldado excelente de Cristo Jesus, participa em sofrer o mal.” — 2 Timóteo 2:2, 3.

      15. Por que temos de nos conduzir como soldados e competidores “nos jogos”?

      15 O soldado se separa da vida menos restrita do cidadão não-militar. Similarmente, não nos devemos enredar nos assuntos daqueles que não estão no exército do Senhor mas que, na realidade, estão no lado oposto. Assim, Paulo escreveu também a Timóteo: “Nenhum homem, servindo como soldado, se envolve nos negócios comerciais da vida, a fim de que possa ganhar a aprovação daquele que o alistou como soldado. Além disso, quando alguém compete, mesmo nos jogos, não é coroado a menos que tenha competido segundo as regras.” (2 Timóteo 2:4, 5) Ao se empenharem pela vitória na corrida pela “coroa da vida” os corredores têm de praticar o autodomínio e evitar pesos e comprometimentos inúteis. Deste modo, podem concentrar-se em levar as boas novas de salvação a outros. — Tiago 1:12; compare isso com 1 Coríntios 9:24, 25.

      16. O que não pode ser amarrado, e em benefício de quem nós perseveramos?

      16 Visto que amamos a Deus e as pessoas comparáveis a ovelhas que buscam encontrá-lo, prazerosamente suportamos muitas coisas a fim de alcançar outros com as boas novas de salvação. Os inimigos podem nos ‘amarrar’ por pregarmos a Palavra de Deus. Mas a Palavra de Deus não pode ser amarrada, e o falar sobre ela para a salvação de outros não pode ser agrilhoado. Paulo explicou a Timóteo por que se sentia tão disposto a enfrentar provações: “Lembra-te de que Jesus Cristo foi levantado dentre os mortos e era do descendente de Davi, segundo as boas novas que prego, sendo que em conexão com elas estou sofrendo o mal a ponto de estar em cadeias como malfeitor. Não obstante, a palavra de Deus não está amarrada. Por isso prossigo perseverando em todas as coisas pela causa dos escolhidos, para que eles também possam obter a salvação que há em união com Cristo Jesus, junto com glória eterna.” (2 Timóteo 2:8-10) Hoje temos em mente não apenas o pequeno restante dos que se habilitam para o Reino celestial, mas também a grande multidão de outras ovelhas do Pastor Excelente, Jesus Cristo, a grande multidão que ganhará o Paraíso terrestre sob o Reino de Cristo. — Revelação 7:9-17.

      17. Por que não devemos abandonar a corrida, e o que resultará de continuarmos na corrida até o fim?

      17 Se nos tornássemos desistentes, não ajudaríamos a nós mesmos nem a qualquer outra pessoa a ganhar a salvação. Por perseverarmos na corrida cristã, independentemente dos obstáculos encontrados, mantemo-nos constantemente como potenciais ganhadores do prêmio e podemos de modo direto ajudar outros a ganhar a salvação, isto sendo, ao mesmo tempo, um eloqüente exemplo de força para outros. Seja qual for a nossa esperança, celestial ou terrestre, a atitude de Paulo, no sentido de ‘empenhar-se para alcançar o alvo do prêmio’, é uma atitude excelente a ser imitada. — Filipenses 3:14, 15.

      Firme Prosseguimento na Corrida

      18. Ganhar o prêmio depende de que, mas, para suportarmos até o fim, o que tem de ser evitado?

      18 Terminar vitoriosamente a nossa carreira cristã para a vindicação de Jeová, e ganhar o prêmio que ele tem em reserva para nós, depende de nosso firme prosseguimento por toda a extensão da corrida. Não poderemos, por conseguinte, suportar até o fim se nos sobrecarregarmos com coisas que não servem à causa da justiça. Mesmo quando despojados de tais coisas, os requisitos ainda assim são suficientemente fortes para exigir de nós todas as forças de que pudermos dispor. Portanto, Paulo aconselha: “Ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta.” (Hebreus 12:1) Como Jesus, não devemos enfatizar demais os sofrimentos a suportar, mas sim considerá-los como um pequeno preço a pagar pelo jubiloso prêmio. — Compare isso com Romanos 8:18.

      19. (a) Que confiança expressou Paulo perto do fim de sua vida? (b) Ao nos aproximarmos do fim da corrida de perseverança, que confiança devemos ter quanto à prometida recompensa?

      19 Perto do fim de sua vida, Paulo pôde dizer: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé. Doravante me está reservada a coroa da justiça.” (2 Timóteo 4:7, 8) Nós estamos nesta corrida de perseverança para ganhar o prêmio da vida eterna. Se a nossa perseverança desaparece simplesmente porque a corrida é um tanto mais longa do que pensávamos que fosse quando a iniciamos, fracassaremos quando estivermos perto de ganhar a prometida recompensa. Não se engane. É indiscutível que a recompensa existe.

      20. Qual deve ser a nossa determinação até que chegue o fim da corrida?

      20 Portanto, não nos cansemos de esperar pelo começo da grande tribulação, que destruirá primeiro Babilônia, a Grande, e daí, o restante da organização do Diabo. (2 Pedro 3:11, 12) Em vista de todos os sinais alertadores ao nosso redor, olhemos à frente com fé. Cinjamos os lombos de nossos poderes de perseverança, e prossigamos valentemente na corrida que Jeová Deus nos apresentou, até que chegue o fim e se ganhe o jubiloso prêmio, para a vindicação de Jeová por meio de Jesus Cristo.

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