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  • O salmão — um “rei” em apuros
    Despertai! — 2004 | 8 de dezembro
    • O salmão — um “rei” em apuros

      DO REDATOR DE DESPERTAI! NA IRLANDA

      O SALMÃO é famoso pela habilidade de subir quedas d’água aos pulos para desovar. Certa história fala de um pescador que notou uma “grande quantidade de salmões que não conseguiam subir a [queda d’água]” onde ele pescava. Alguns até mesmo caíam na margem do rio. Ele acendeu fogo sobre uma rocha perto dali e colocou uma frigideira em cima dela. “Depois de esforços fracassados para subir”, a história continua, “alguns dos infelizes salmões caíram acidentalmente dentro da frigideira”. Assim, esse pescador mais tarde podia se gabar de que ‘o salmão de seu país era tão abundante que pulava para a frigideira de livre e espontânea vontade, não dando nenhum trabalho para o pescador apanhá-lo’.

      É verdade que essa história talvez pareça exagerada. Apesar disso, o salmão realmente galga as quedas d’água aos saltos. No entanto, um relatório da Agência de Pesquisas sobre o Salmão, da Irlanda, mostrou que em anos recentes tem havido “um declínio acentuado no número de peixes selvagens que nadam rio acima para desovar”. Um levantamento mostrou que em um ano, dos cerca de 44 mil salmões jovens que foram etiquetados e soltos, apenas 3% (aproximadamente 1.300) retornaram.

      O que causou esse trágico declínio no número do “rei dos peixes”, o salmão-do-atlântico? Voltará a ser abundante novamente? Entender o intrigante e incomum ciclo de vida desse peixe magnífico permitirá que compreendamos as causas e as possíveis soluções para o problema.

  • O salmão — um “rei” em apuros
    Despertai! — 2004 | 8 de dezembro
    • A localização exata de áreas de alimentação era desconhecida até os anos 50, quando pescadores comerciais pegaram uma grande quantidade de salmões próximo da costa da Groenlândia. Outra área de alimentação maior foi descoberta mais tarde, próximo às ilhas Féroe, ao norte da Escócia. Desde então mais áreas de alimentação foram descobertas. Existem até mesmo relatos sobre salmões se alimentarem sob o gelo do Ártico! A partir da descoberta dessas áreas de alimentação é que os problemas realmente começaram para o salmão-do-atlântico. Grandes indústrias pesqueiras foram estabelecidas na Groenlândia e nas ilhas Féroe. Milhares de toneladas de peixes eram capturados por pescadores comerciais, e o número dos salmões que retornavam para procriar nos rios caiu drástica e subitamente. Reconhecendo a seriedade do problema, os governos estabeleceram diversas restrições e cotas para os pescadores. Isso tem ajudado a proteger o salmão no período em que ele fica no mar.

  • O salmão — um “rei” em apuros
    Despertai! — 2004 | 8 de dezembro
    • Durante o retorno, o salmão enfrenta muitas dificuldades quando se depara com represas quase intransponíveis, hidrelétricas ou outros obstáculos construídos pelo homem. O que acontece então? “Muitas pessoas, preocupadas com a preservação desse peixe, oferecem uma rota alternativa”, diz Deirdre, uma pesquisadora de salmões. “Foram construídas rampas menos íngremes, que servem de passagem secundária diante de obstruções. Chamamos de ladeira do peixe ou passagem do peixe. Ela possibilita que o salmão suba as águas mais altas com segurança na sua jornada para a desova.”

      “Mas isso nem sempre funciona”, continua Deirdre. “Já vi salmões ignorarem a passagem. Eles reconhecem apenas sua rota original e procuram incessantemente vencer o novo obstáculo feito pelo homem. Muitos morrem de exaustão ou de tanto bater no obstáculo.”

      Criação de salmões

      O salmão é um alimento nutritivo. Visto que os selvagens salmões-do-atlântico estão em declínio, têm surgido criações comerciais. Na praia, os salmões são mantidos em recipientes com água doce até ficarem do tamanho de um salmão pronto. Então eles são transferidos para gaiolas situadas longe da praia, onde são alimentados até crescer e estar prontos para ser vendidos a restaurantes e mercados.

      Mas os salmões criados dessa maneira também apresentam problemas. Os criadores de peixes usam rações produzidas artificialmente para alimentá-los. Isso, junto com o fato de serem confinados em gaiolas, os deixa muito propensos a doenças e a parasitas, tais como o piolho-do-mar. Alguns sprays protetores usados nesses casos podem ser bem destrutivos. “Eu nadava sob as águas desses criadouros de peixes”, diz o mergulhador Ernest, “e me chamava a atenção o fato de não haver vida no fundo do mar, nessas áreas”.

      Um rei em apuros

      Muitos salmões selvagens são pegos com redes perto da praia antes mesmo de chegar ao rio. Seu alto valor comercial leva alguns pescadores a pegá-los ilegalmente. Os poucos salmões que conseguem voltar aos rios também precisam passar pelos pescadores legalizados. Com o fim de proteger a espécie, várias medidas têm sido tomadas, tais como restringir a pesca a alguns trechos dos rios, fixar elevadas taxas e estabelecer temporadas de pesca limitadas. Mesmo assim, estima-se que, de cada cinco salmões, um será pego enquanto estiver voltando rio acima.

      Além disso, os salmões selvagens contraem diversas doenças, e isso afeta grandemente sua população. Uma dessas doenças, conhecida como necrose ulcerativa dermal, causa úlceras na pele do peixe e finalmente leva-o à morte. A poluição industrial e os pesticidas que acabam indo parar nos rios são outra ameaça potencialmente letal que os salmões, bem como outras criaturas marinhas, têm de combater.

      Com todos esses perigos a enfrentar, não nos surpreende que o “rei dos peixes” esteja em apuros. Apesar dos esforços de muitas pessoas, os problemas para o salmão continuam. Somente quando o Criador da Terra, o Deus todo-poderoso, fizer o homem parar de arruinar a Terra é que o equilíbrio da natureza será restaurado. — Isaías 11:9; 65:25.

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