-
Vivem com medoDespertai! — 2005 | 8 de agosto
-
-
Vivem com medo
ROSANAa tem medo de dizer ao marido que quer arranjar um emprego de meio período. Quando ela lhe pediu o dinheiro da passagem de ônibus para visitar a mãe, ele lhe bateu com tanta força que ela precisou de tratamento médico. Rosana vive constantemente com medo.
Roberto deixava sua esposa voltar para casa à noite em transporte público, mas agora ele a busca de carro. Tem havido tantos relatos de violência no bairro que ele se preocupa com a segurança dela.
Sônia trabalha no centro de uma capital. Certa vez ela estava indo para casa quando, de repente, se viu no meio de uma multidão de manifestantes que ficaram violentos. Agora ela fica tensa toda vez que ouve manifestantes passando. Ela diz: “Eu não me sinto segura. Não queria mais trabalhar aqui, mas não tenho escolha.”
Rosana, Roberto e Sônia são afetados pelo medo — e não apenas quando surge uma emergência, mas o tempo todo. Quando as pessoas têm de viver com medo, elas talvez se sintam desanimadas. O medo pode tirar sua alegria, pois as impede de fazer o que gostariam. Também pode dominar o modo de pensar delas e impedi-las de se concentrar em outras coisas.
É altamente estressante viver com medo. Geralmente leva à depressão e pode arruinar a saúde da pessoa. “O estresse suprime o sistema imunológico e contribui para a maioria das doenças”, explica uma revista sobre saúde. “O corpo desenvolverá sintomas de desgaste, especialmente nos órgãos envolvidos. Podem-se desenvolver hipertensão, doenças cardíacas e renais, disfunções gastrointestinais, úlceras, dores de cabeça, insônia, depressão e ansiedade. O estresse prolongado deixa a pessoa esgotada.”
No mundo de hoje é comum as pessoas viverem com medo. Haverá algum dia um mundo onde as pessoas viverão sem medo?
[Nota(s) de rodapé]
a Os nomes foram mudados.
-
-
Por que tantas pessoas vivem com medo?Despertai! — 2005 | 8 de agosto
-
-
Por que tantas pessoas vivem com medo?
UM CLIMA de medo toma conta da humanidade. Embora seja invisível, é algo real, que afeta quase todos, mesmo que muitas vezes não se dêem conta disso. Qual a causa dessa atmosfera? O que faz as pessoas ficarem com medo ao sair de casa? Por que muitas delas se sentem inseguras no trabalho? Por que muitos se preocupam com a segurança dos filhos? Que perigos fazem as pessoas sentir medo em sua própria casa?
É claro que existem muitas coisas que causam medo, mas consideraremos quatro perigos que podem afetar as pessoas o tempo todo — a violência urbana, o assédio sexual, o estupro e a violência doméstica. Primeiro, vamos examinar a violência nas cidades. Esse assunto é especialmente oportuno hoje em dia, visto que quase metade da população humana vive em áreas urbanas.
Os perigos nas cidades
As primeiras cidades foram construídas provavelmente para prover proteção, mas muitas pessoas hoje as encaram como zonas de perigo. O que antes era considerado como refúgio tornou-se amedrontador. Centros comerciais abarrotados são locais ideais para a ação de assaltantes e, em algumas cidades, é perigoso entrar em bairros pobres que têm pouca iluminação e pouco policiamento.
O medo nem sempre é exagerado; é assustador o número de pessoas que morrem violentamente. Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, a cada ano 1,6 milhão de pessoas no mundo todo morre por causa da violência. Na África, de cada 100 mil pessoas, calcula-se que por ano 60,9 morrem de forma violenta.
Muitas pessoas, lugares e organizações que antes eram considerados seguros são agora encarados como uma ameaça à segurança. Por exemplo, muitos playgrounds, escolas e lojas são agora considerados locais perigosos, onde há muita criminalidade. Em alguns casos líderes religiosos, assistentes sociais e professores — pessoas que deveriam dar proteção — traíram a confiança depositada neles. Relatos de que alguns desses abusam de crianças fazem com que os pais tenham medo de deixar seus filhos aos cuidados de outros. Espera-se que a polícia proteja as pessoas, mas em algumas cidades são comuns a corrupção na polícia e o abuso de poder. E que dizer das forças de “segurança”? Em alguns países, muitos não conseguem esquecer as guerras civis, quando perderam pessoas queridas, levadas pelos militares. Portanto, em várias partes do mundo, a polícia e os soldados contribuem para o aumento do clima de medo, em vez de diminuí-lo.
O livro Citizens of Fear — Urban Violence in Latin America (Cidadãos do Medo — Violência Urbana na América Latina), diz: “Cidadãos que moram nas capitais da América Latina vivem constantemente com medo, em meio a algumas das condições mais perigosas da Terra. Nessa vasta região, cerca de 140 mil pessoas por ano morrem violentamente, e 1 em cada 3 cidadãos tem sido direta ou indiretamente vítima de violência.” Também, em outras partes da Terra, protestos políticos ocorrem freqüentemente nas capitais. Quando esses protestos se tornam violentos, muitas pessoas aproveitam-se do tumulto para saquear lojas, resultando num caos total. As pessoas que estão na cidade a negócios podem facilmente ver-se encurraladas no meio de uma multidão enfurecida.
Em muitos países formou-se um grande abismo entre os padrões de vida dos ricos e dos pobres, resultando em rancor. Multidões de pessoas que se sentem privadas das necessidades básicas saqueiam os bairros exclusivos da elite. Em algumas cidades isso ainda não acontece, mas a situação se parece com uma bomba-relógio prestes a explodir — ninguém sabe quando.
Como se não bastasse a ameaça de ladrões e de revolucionários, existem outras causas para o aumento do clima de medo.
O pavor do assédio sexual
Assobios, gestos obscenos e olhares maliciosos são um pesadelo diário para milhões de mulheres. A revista Asia Week diz: “Os estudos revelam que 1 em cada 4 japonesas sofre agressão sexual em público, e 90% desses incidentes acontecem em trens. . . . Somente 2% das vítimas tomam alguma ação quando são molestadas. A maioria delas disseram que ficaram caladas principalmente por medo da reação dos molestadores.”
O assédio sexual aumentou drasticamente na Índia. “Toda vez que uma mulher sai de casa ela fica com medo”, explica uma jornalista daquele país. “A cada passo ela é alvo de piadas humilhantes e comentários indecentes.” O seguinte relatório vem de uma cidade na Índia, onde os moradores se orgulham das ruas relativamente seguras: “O problema [desta cidade] não está nas ruas, mas nos escritórios. . . . 35% das mulheres entrevistadas disseram que já foram assediadas sexualmente no local de trabalho. . . . 52% das mulheres disseram que, por causa do medo de assédio sexual no local de trabalho, elas preferem aceitar empregos com salários mais baixos . . . onde têm de lidar [apenas] com mulheres.”
Medo de estupro
As mulheres têm mais a temer do que apenas a perda da dignidade. O assédio sexual às vezes envolve ameaça de estupro. É compreensível que as mulheres tenham mais medo do estupro do que até mesmo do assassinato. Uma mulher pode de repente se ver sozinha num lugar onde teme ser estuprada. Talvez ela veja um homem que não conhece ou em quem não confia. Seu coração dispara, enquanto ela pensa desesperadamente no que fazer. ‘O que ele fará? Para onde posso correr? Devo gritar?’ Passar por muitas situações assim vai aos poucos prejudicando a saúde da mulher. Por causa do medo de coisas como essas, muitas pessoas decidem não morar em áreas urbanas ou preferem não ir às cidades.
“O medo, a ansiedade e a aflição fazem parte do dia-a-dia de muitas mulheres que moram em cidades”, diz o livro The Female Fear (O Medo Feminino). “O medo do estupro faz as mulheres sentir que precisam estar sempre atentas, vigilantes e alertas; é um sentimento que deixa uma mulher tensa se alguém caminhar bem perto, atrás dela, especialmente à noite. É . . . um sentimento do qual as mulheres nunca estão totalmente livres.”
O crime violento afeta muitas mulheres. No entanto, o medo da violência afeta quase todas as mulheres. A Situação da População Mundial 2000, uma publicação das Nações Unidas, diz: “No mundo todo, pelo menos 1 em cada 3 mulheres tem sido espancada, forçada a fazer sexo ou sofrido maus-tratos de alguma outra maneira — geralmente por alguém que ela conhece.” Será que o clima de medo vai mais além? É comum as pessoas sentirem medo em sua própria casa?
Medo da violência doméstica
Espancar a esposa secretamente é uma crassa injustiça que acontece no mundo todo — e em muitos lugares só recentemente foi reconhecida como crime. Na Índia, um relatório afirmou que “pelo menos 45% das mulheres indianas são esbofeteadas, chutadas ou espancadas pelos maridos”. Maus-tratos no casamento representam um perigo para a saúde global. Com respeito às mulheres entre 15 e 44 anos nos Estados Unidos, o Departamento Federal de Investigações (FBI) relata que mais delas são feridas em resultado da violência doméstica do que por acidentes de carro, assaltos e estupros juntos. Portanto, a violência doméstica é mais séria do que uma discussão ocasional que termina numa troca de tapas. Muitas mulheres vivem com medo de ser feridas e mortas dentro de casa. Uma pesquisa nacional no Canadá mostrou que um terço das mulheres que tinham sofrido violência doméstica haviam temido por suas vidas em alguma ocasião. Nos Estados Unidos, dois pesquisadores concluíram: “O lar é o lugar mais perigoso para as mulheres e geralmente um lugar de crueldade e tortura.”
Por que muitas mulheres ficam presas a tais relacionamentos perigosos? Muitos se perguntam: ‘Por que elas não procuram ajuda? Por que não deixam o marido?’ Na maioria dos casos a resposta é: medo. Tem-se dito que o medo é uma característica marcante da violência doméstica. É comum que os homens que maltratam as esposas as controlem com violência e então as silenciem com ameaças de morte. Mesmo que a esposa vítima de violência crie coragem para procurar ajuda, ela talvez nem sempre a receba. Há uma tendência, até mesmo entre pessoas que abominam outras formas de violência, de banalizar, ignorar ou justificar a violência cometida pelos maridos. Além disso, fora de casa o marido pode parecer agradável. Geralmente os amigos não conseguem acreditar que ele bata na esposa. Desacreditadas e sem ter para onde fugir, muitas esposas maltratadas acham que não têm alternativa senão viver com medo constante.
As mulheres que por fim vão embora podem tornar-se vítimas de outro tipo de assédio: a perseguição obsessiva. Um estudo recente com mais de mil mulheres no Estado de Louisiana, na América do Norte, mostrou que 15% delas relataram ter sido perseguidas. Tente imaginar o medo que elas passam. Alguém que o ameaçou continua a aparecer aonde quer que você vá. Fica telefonando, seguindo, vigiando e esperando você chegar. Pode ser que ele até mesmo mate seu bichinho de estimação. É uma campanha de terror!
Talvez você não passe por isso. Mas até que ponto o medo afeta o que você faz a cada dia?
O medo afeta seu modo de agir?
Visto que o medo é tão comum, talvez não nos demos conta de como ele afeta muitas das decisões que tomamos diariamente. Com que freqüência o medo afeta seu modo de agir?
Será que o medo da violência faz com que você ou sua família evitem chegar em casa sozinhos à noite? Será que o medo o influencia ao usar o transporte público? Os perigos de ir e voltar do trabalho afetaram sua escolha de emprego? Ou sua escolha foi influenciada pelo medo dos colegas de trabalho ou das pessoas com as quais teria contato? O medo tem afetado sua vida social ou a diversão em que você participa? Você desistiu de ir a certos eventos esportivos e shows talvez por medo de encontrar bêbados e multidões descontrolados? Será que o medo tem influenciado o seu comportamento na escola? O medo de os filhos se tornarem delinqüentes influencia os pais na hora de escolher onde seus filhos vão estudar, e é certamente o motivo por que muitos preferem buscar os filhos na escola quando estes poderiam voltar a pé ou usar transporte público.
Sem dúvida, a humanidade vive num clima de medo. Mas o medo da violência sempre esteve presente em quase toda a história humana. Podemos realmente esperar algo diferente? Será que ficar livre do medo é apenas um sonho? Ou há uma base sólida para aguardar um futuro em que não haverá razões para ter medo?
-
-
É possível ficar livre do medo?Despertai! — 2005 | 8 de agosto
-
-
É possível ficar livre do medo?
SERÁ que é possível alguém ficar completamente livre do medo vivendo no mundo perigoso de hoje? Dificilmente. Até mesmo pessoas que têm fé em Deus enfrentam perigos que causam ansiedade. Por exemplo, no primeiro século EC, o apóstolo Paulo, que viajava bastante, disse que sofreu naufrágio, passou por perigos em rios, perigos de salteadores e perigos na cidade. (2 Coríntios 11:25-28) Da mesma forma hoje, a maioria de nós tem de enfrentar situações perigosas.
Mas podemos tomar precauções sensatas e, diminuindo os riscos, podemos diminuir a ansiedade. A Bíblia diz: “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se, mas os inexperientes passaram adiante e terão de sofrer a penalidade.” (Provérbios 22:3) Quais são algumas medidas práticas que podemos tomar?
Que precauções tomar
É interessante que, embora a Bíblia tenha sido escrita há muito tempo, ela contém muitos princípios que ainda são práticos para nos ajudar a evitar os perigos de hoje. Por exemplo, ela diz: “Quanto àquele que é sábio, tem os olhos na cabeça; mas o estúpido está andando em profunda escuridão.” (Eclesiastes 2:14) É bom ficar atento a quem está à sua volta e evitar lugares escuros quando for possível. Talvez possa caminhar até sua casa pelas ruas mais iluminadas, mesmo que isso signifique andar um pouco mais. A Bíblia também diz: “Melhor dois do que um . . . E se alguém levar de vencida a um que está só, dois juntos poderiam manter-se de pé contra ele.” (Eclesiastes 4:9, 12) Se você mora numa área perigosa, será que poderia combinar voltar para casa com alguém?
Se você for assaltado à mão armada, é sábio lembrar-se que a vida vale mais do que os bens materiais. (Mateus 16:26) É bom lembrar-se também que multidões enfurecidas são perigosas e imprevisíveis. — Êxodo 23:2.
Se for assediado por alguém que lhe faz propostas imorais, conta piadas obscenas ou tenta tocar em você, a melhor coisa a fazer é rejeitar essa pessoa com firmeza. Talvez você tenha de fugir, como fez José quando uma mulher imoral o agarrou. Ele “fugiu, e foi para fora”. (Gênesis 39:12) Se não for possível fugir, você pode dizer: “Pare com isso!” ou,“Não toque em mim!” ou, “Eu não gosto desse tipo de conversa”. Se for possível, evite lugares onde o assédio é comum.
Como lidar com o medo dentro de casa
O que pode fazer se seu marido é violento e você tem medo dele? Pode ser sábio ter um plano de fuga, caso ele de repente faça algo que ameace a saúde ou a vida, tanto sua como de seus filhos.a A Bíblia relata como Jacó preparou cuidadosamente um plano de fuga que poderia seguir caso seu irmão Esaú ficasse violento. As coisas aconteceram de tal forma que não foi preciso usar o plano, mas foi uma precaução sensata. (Gênesis 32:6-8) Um plano de fuga talvez envolva encontrar alguém que poderia recebê-la numa emergência. Você poderia conversar antecipadamente com essa pessoa sobre quais poderiam ser suas necessidades. Pode ser aconselhável ter à mão documentos importantes e outras coisas essenciais.
Denunciar os maus-tratos de seu marido às autoridades e procurar proteção delas também pode ser uma opção.b A Bíblia ensina que todos devem enfrentar as conseqüências de suas ações. (Gálatas 6:7) Com respeito às autoridades governamentais, a Bíblia diz: “É ministro de Deus para ti, para teu bem. Mas, se fizeres o que é mau, teme.” (Romanos 13:4) A agressão é crime tanto em casa como na rua. A perseguição também é crime em muitos países.
Tomar as medidas que consideramos pode aliviar o medo até certo ponto. Mas a Bíblia oferece mais do que conselho prático. Não é simplesmente um manual de auto-ajuda. É um livro de profecias infalíveis que revela o que Deus está fazendo agora e o que fará no futuro. Que esperança a Bíblia oferece para pessoas que são forçadas a viver com medo?
O que esse clima de medo significa
Significativamente, o apóstolo Paulo escreveu: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos . . . sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade.” (2 Timóteo 3:1-3) Que época amedrontadora essas palavras descrevem!
Quando Jesus falou sobre a “terminação do sistema de coisas”, ele disse: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino; e haverá grandes terremotos, e, num lugar após outro, pestilências e escassez de víveres; e haverá vistas aterrorizantes e grandes sinais do céu.” (Mateus 24:3, 7, 8; Lucas 21:10, 11) Portanto, as “vistas atemorizantes” que temos presenciado e que contribuem para o atual clima de medo não devem nos surpreender. Mas o que significam?
Jesus disse: “Quando virdes estas coisas ocorrer, sabei que está próximo o reino de Deus.” (Lucas 21:31) Em nosso tempo, podemos aguardar um governo da parte de Deus que dominará desde o céu sobre toda a humanidade. (Daniel 2:44) Como será a vida então?
Livres do medo!
A Bíblia descreve um futuro tempo de paz em que as guerras cessarão, não haverá mais malfeitores, e a Terra estará cheia de pessoas que amam a Deus. Pedro, apóstolo de Jesus, escreveu sobre um futuro “dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios”. Não haverá nenhuma pessoa má a quem temer, porque “há de morar a justiça” na Terra. (2 Pedro 3:7, 9, 13) Imagine que alívio será morar entre pessoas confiáveis que amam umas às outras! Essa perspectiva nos ajuda a ver os perigos atuais de outro ângulo. Eles não continuarão indefinidamente. — Salmo 37: 9-11.
Para benefício dos que sofrem de ansiedade, foi dito ao profeta de Jeová: “Dizei aos de coração ansioso: ‘Sede fortes. Não tenhais medo. Eis que vosso próprio Deus chegará com a própria vingança, Deus, até mesmo com retribuição. Ele mesmo chegará e vos salvará.’” (Isaías 35:4) Assim, os servos do verdadeiro Deus podem encarar o futuro com confiança. (Filipenses 4:6, 7) Para as pessoas que têm de viver com medo, é muito consolador saber que Jeová não abandonou seu propósito original, de que a Terra fique cheia de pessoas que o conheçam e que reflitam suas amorosas qualidades. — Gênesis 1:26-28; Isaías 11:9.
Sabemos que nada pode impedir Jeová de cumprir seus amorosos propósitos para com a humanidade. (Isaías 55:10, 11; Romanos 8:35-39) Quando compreendemos isso, as palavras de um salmo muito conhecido assumem um significado especial. Lemos ali: “Jeová é o meu Pastor. . . . Refrigera a minha alma. Guia-me nos trilhos da justiça por causa do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra tenebrosa, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo.” (Salmo 23:1-4) Embora a época em que vivemos possa ficar cada vez mais amedrontadora, temos a certeza de que em breve haverá um mundo livre do medo.
[Nota(s) de rodapé]
a Com respeito às circunstâncias em que a separação possa estar em harmonia com princípios bíblicos, veja a Despertai! de 8 de fevereiro de 2002, página 10.
b Com respeito às vítimas de violência doméstica, veja a Despertai! de 8 de novembro de 2001, páginas 3-12, e a de 8 de fevereiro de 1993, páginas 3-14.
[Fotos nas páginas 8, 9]
Logo Deus trará um mundo livre do medo
-