BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Por que muitos se atolam em dívidas?
    Despertai! — 1996 | 22 de dezembro
    • Por que muitos se atolam em dívidas?

      MIGUEL e Renata comemoraram seu primeiro ano de casamento voltando ao lugar em que haviam passado a lua-de-mel. Mas, no começo do segundo ano de casamento, defrontaram-se com uma desagradável realidade. Por mais que poupassem, não conseguiam saldar todas as suas dívidas.

      Veja o caso de outro casal. Roberto, quando se casou com Ronda, tinha apenas uma pequena dívida relacionada com um empréstimo para custear os seus estudos. E, para Ronda, faltava apenas pagar algumas prestações do carro. Roberto diz: “Ambos trabalhávamos em tempo integral e, juntos, ganhávamos US$ 2.950 por mês. Mas, não progredíamos.” Ronda observa: “Não havíamos feito nenhuma compra grande, nem extravagância. Eu simplesmente não conseguia entender para onde ia todo o nosso dinheiro.”

      Roberto e Ronda não eram preguiçosos. Nem Miguel e Renata. Qual era seu problema? Dívidas de cartão de crédito. Já no primeiro ano de casados, Miguel e Renata deviam US$ 14.000. Após dois anos de casados, Roberto e Ronda deviam US$ 6.000.

      Antonio, um chefe de família de meia-idade, também teve a sua crise financeira. Mas seu problema não foram os cartões de crédito. Em 1993, a firma em que trabalhava dispensou funcionários e ele perdeu seu cargo de gerência, com um salário de US$ 48.000 anuais. Depois disso, o sustento de sua família, de quatro pessoas, virou um grande desafio para Antonio. Também Janete, que cria sozinha os filhos, em Nova York, mal conseguia pagar as contas, com a sua renda anual de uns US$ 11.000.

      Embora seja verdade que a maioria dos problemas financeiros se resolvem por meio de boa gestão, o fato é que vivemos numa época em que muitos são prejudicados por andarem na “improficuidade das suas mentes”. (Efésios 4:17) Grace W. Weinstein, em seu livro The Lifetime Book of Money Management (Livro Vitalício Sobre Gestão de Dinheiro), pondera: “Muitas regras do jogo financeiro mudaram, viraram de pernas para o ar por causa de uma economia imprevisível, novas atitudes para com gastos e poupança e mudanças de estilos de vida.” Nesse nosso mundo em desordem, cada vez mais pessoas acham difícil controlar a sua vida financeira pessoal e familiar.

      Felizmente, Miguel e Renata, Roberto e Ronda, Antonio, e Janete conseguiram equilibrar as suas finanças. Antes de considerarmos o que os ajudou, examinemos essa forma de financiamento fácil que tem complicado a vida financeira de muita gente — sim, os cartões de crédito.

  • Cartões de crédito: servirão ou escravizarão você?
    Despertai! — 1996 | 22 de dezembro
    • Cartões de crédito: servirão ou escravizarão você?

      “O INSTANTE em que recebo a fatura mensal do meu cartão de crédito vira uma tragicomédia”, diz um professor de inglês nos Estados Unidos. “Incrédulo, fito os olhos no débito, como se um estranho ser dentro de mim, algum monstro,a tivesse saído por aí numa orgia de gastos em lojas de brinquedos, loja de eletrodomésticos, supermercados e postos de gasolina.”

      Dolores também acha fácil endividar-se. Diz ela: “Usar cartões de crédito não dói. Eu não gastaria dinheiro vivo desse jeito. Comprar com cartões de crédito é diferente. Você nunca vê o dinheiro. Basta entregar o cartão, e o cartão volta para você.”

      Não é para menos que a dívida em cartões de crédito nos EUA, em junho de 1995, totalizasse US$ 195,2 bilhões de dólares — mais de US$ 1.000 por usuário, em média! No entanto, as administradoras de cartões continuam a cortejar novos clientes com incentivos tais como baixas taxas de juros iniciais e isenção de anuidades. Quantas ofertas de cartão de crédito você recebeu nos meses recentes? A família americana mediana recebe uns 24 por ano! O usuário típico nos EUA usou dez cartões de crédito em 1994, comprando a prazo 25% mais do que no ano anterior.

      No Japão, há mais cartões de crédito do que telefones; uma média de dois cartões por japonês com mais de 20 anos. No restante da Ásia há mais de 120 milhões de cartões emitidos, cerca de um cartão por 12 habitantes. James Cassin, da MasterCard International, diz: “A Ásia é, disparado, a região de maior expansão nas transações com cartões de crédito.” O presidente da Visa International, Edmund P. Jensen, prediz: “Seremos por muito tempo uma sociedade cartocêntrica.”

      Evidentemente, os cartões de crédito invadirão cada vez mais o cotidiano das pessoas. Quando usados bem, podem ser um benefício. O mau uso, porém, pode ser doloroso. Noções básicas sobre cartões de crédito poderão ajudá-lo a usar esse instrumento financeiro em seu benefício.

      Tipos de cartão

      Os cartões mais aceitos são os cartões bancários, como o Visa e o MasterCard. São emitidos por instituições financeiras, com anuidades em geral de 15 a 25 dólares. Essa anuidade pode ser dispensada, dependendo do bom crédito do cliente e de seu uso criterioso do cartão. A quitação pode ser integral, uma vez por mês, em geral sem juros, ou em mensalidades com juros altos. Fixa-se um limite de gastos, dependendo do crédito do interessado. O limite em muitos casos é aumentado, segundo a capacidade de pagamento demonstrada.

      Os cartões bancários oferecem também adiantamento de dinheiro em “caixas eletrônicos” ou em cheques do banco. Esse dinheiro, porém, custa caro. Em geral, paga-se de 2 a 5 dólares para cada cem dólares emprestados. E os juros sobre tais adiantamentos correm a partir do dia da retirada do dinheiro.

      Além dos bancos, muitas lojas e cadeias de lojas nacionais emitem cartões de crédito que são aceitos em seus próprios estabelecimentos. Esses cartões, em geral, não têm anuidades. Mas, se o débito não for pago integralmente, os juros poderão ser mais altos do que os de cartões bancários.

      Algumas empresas petrolíferas também emitem cartões, sem anuidades. São aceitos, em geral, apenas nos postos de abastecimento da empresa e, em certos casos, em alguns hotéis. Como nos cartões emitidos por lojas, podem ser quitados integralmente sem juros, ou parceladamente, com juros.

      Há também cartões para viagem e lazer, como o Diners Club e o American Express. Esse tipo de cartão cobra anuidade, mas não juros, pois o pagamento integral deve ser feito no recebimento da fatura mensal. As diferenças entre esses cartões e os cartões bancários, porém, são vagas. O American Express, por exemplo, oferece também o cartão Optima, que cobra juros e é similar ao cartão bancário.

      Um tipo diferente de cartão que está entrando no mercado americano é o “cartão inteligente”, assim chamado por causa de um chip de memória embutido nele. Pode ser usado para sacar dinheiro, pois o chip pode ser programado para aceitar até determinada quantia. O valor da compra pode ser deduzido do cartão, por um vendedor afiliado. No ano passado, os franceses já usavam 23 milhões desses cartões, e os japoneses 11 milhões. Há previsões de que esse número dispare para mais de um bilhão no mundo, por volta do ano 2000.

      Antes de adquirir um cartão, é bom inteirar-se dos termos do crédito. “Cláusulas de crédito importantes a considerar”, segundo um folheto do Federal Reserve System, o Banco Central dos EUA, são “o custo percentual anual (sigla APR, em inglês), a anuidade e prazos de vencimento”. Outros fatores a considerar são as taxas sobre adiantamento de dinheiro e saques acima do limite, bem como os custos por atraso de pagamento.

      Os verdadeiros custos

      Os custos financeiros quando não se paga integralmente a fatura mensal podem ser bem mais altos do que a maioria imagina. Por exemplo, considere o APR, que mede o verdadeiro custo do crédito. A relação da taxa de juros anual com o APR pode ser assim ilustrada: digamos que você empreste 100 dólares a um amigo e ele lhe devolva 108 dólares, depois de um ano. Nesse caso, ele pagou 8% de juros anuais. Mas, suponha que ele pague esse empréstimo de 100 dólares em doze mensalidades de 9 dólares. O total depois de um ano ainda será 108 dólares, mas você, que emprestou, terá tido o uso do dinheiro à medida que as mensalidades eram pagas. O APR sobre tal empréstimo resulta ser 14,5 por cento.

      Segundo pesquisa feita pelo Federal Reserve System no ano passado, os APRs dos cartões de crédito bancários começam com 9,94% e chegam a 19,80%, sendo em geral entre 17% e 19%. Embora algumas instituições ofereçam taxas iniciais mais baixas, tipicamente 5,9%, essas podem aumentar assim que termine o período inicial. As taxas são também aumentadas caso a emitente do cartão detecte um aumento de risco. Algumas emitentes penalizam os devedores em atraso aumentando a taxa de juros. Aplica-se também uma penalidade quando se ultrapassa o limite de gastos.

      Nos países asiáticos, as taxas anuais sobre os cartões podem ser muito altas. Alguns cartões bancários cobram 24% em Hong Kong, 30% na Índia, 36% na Indonésia, 45% nas Filipinas, 24% em Cingapura e 20% em Taiwan, por exemplo.

      Obviamente, os cartões de crédito oferecem crédito fácil, mas muito caro. Entrar numa loja e acumular débitos que você só poderá pagar parceladamente é como entrar num banco e tomar empréstimo a juros exorbitantes. No entanto, quase 3 em cada 4 portadores de cartões nos EUA fazem exatamente isso! Eles têm dívidas sobre as quais pagam juros elevados. Ali, no ano passado, o saldo devedor médio mensal nos cartões Visa e MasterCard foi de US$ 1.825, e muitas pessoas devem quantias como essa em vários outros cartões de crédito.

      Pode ser uma armadilha

      Ruth Susswein, diretora-executiva dos Portadores de Cartão Bancário da América, diz que os usuários de cartões de crédito não se dão conta dos apuros financeiros em que se podem meter. Ela argumenta que o usuário que paga uma mensalidade mínima de US$ 36, numa conta de US$ 1.825, levaria mais de 22 anos para quitá-la.b Por causa dos juros, nesse período ele terá pago uns US$ 10.000 para o débito inicial de US$ 1.825. E isso sem jamais lançar outro débito no seu cartão! Portanto, se você tende a gastar demais, os cartões de crédito na sua carteira podem ser uma armadilha.

      Como as pessoas caem na armadilha? Roberto, mencionado no primeiro artigo, diz: “Compramos coisas desnecessárias. Associamo-nos a uma academia de saúde e ginástica que nunca usamos. Compramos uma casa-móvel e gastamos milhares de dólares consertando-a sem considerar se valia a pena. Jamais realmente pesamos as conseqüências de nossas dívidas.”

      Renata, também mencionada no artigo anterior, explica o que aconteceu com ela e seu marido, Miguel: “Simplesmente nos atolamos em dívidas. Depois do casamento, compramos tudo o que precisávamos com cartões de crédito. Para seguros de saúde e compras em que não podíamos usar os cartões, sacávamos dinheiro com eles. Em um ano, a nossa dívida chegou a US$ 14.000. Ao percebermos que a maior parte das mensalidades cobriam apenas os juros, abrimos os olhos.”

      Vale a pena ter cartões?

      Em vista do atoleiro financeiro em que os cartões de crédito já meteram milhões de pessoas, alguns talvez respondam “não”. Dalva, de 32 anos, diz: “Meus pais nunca tiveram cartão de crédito, e nem querem ter.” Realmente, nos EUA, 1 em cada 4 portadores de cartões de crédito sabe usá-los bem. Quem faz isso deriva os benefícios sem a dor de pagar juros astronômicos. Maria é um destes. “Acho muito prático”, diz. “Não preciso levar muito dinheiro. Se vejo em liquidação algo de que preciso, posso comprá-lo.”

      Ela continua: “Sempre me certifico de ter fundos suficientes para cobrir a compra. Nunca usei a opção de adiantamento de dinheiro. E nunca tive de pagar taxas adicionais.” O cartão de crédito é prático para reserva de hotel e, nos EUA, é indispensável para se alugar um carro.

      Mas há pessoas mais impulsivas na hora das compras. Poderão tornar mais racional o ato de comprar fazendo mais pagamentos à vista. Miguel e Renata não queriam viver sempre endividados. Assim, decidiram não usar nenhum cartão durante cinco anos — exceto numa emergência.

      Usar ou não usar cartões de crédito é assunto pessoal. Se usar, use-os com cuidado. Use-os como conveniência. E evite por todos os meios acumular débitos. Controlar os gastos com cartões de crédito é um passo importante na boa gestão de suas finanças. Veja o que mais se pode fazer.

  • Como evitar atolar-se em dívidas
    Despertai! — 1996 | 22 de dezembro
    • Como evitar atolar-se em dívidas

      NESTES tempos de mudanças, gerir os recursos domésticos pode ser um desafio. Como enfrentá-lo?

      A resposta não é necessariamente aumentar a renda. Para os especialistas, a resposta está em se ter consciência da origem e da destinação do dinheiro, bem como na disposição de fazer decisões bem fundadas. Para isso, é preciso fazer um orçamento.

      Não resista à idéia

      Orçamentos, contudo, “evocam todo tipo de imagens de enfado”, diz a consultora financeira Grace Weinstein. Por isso, muitos simplesmente não fazem orçamento. Outros relacionam a necessidade de orçamento com baixa renda ou pouca instrução. Mas, até mesmo profissionais de alta renda podem ter problemas financeiros. Outra consultora diz: “Um dos meus primeiros clientes ganhava US$ 187.000 por ano . . . Só em cartões de crédito ele devia quase US$ 95.000.”

      Miguel, a quem já nos referimos, relutava em procurar assessoria financeira por outra razão. Ele admite: “Eu temia ser considerado ingênuo e tolo.” Mas tal temor é infundado. Gerir dinheiro e ganhar dinheiro exigem técnicas diferentes, e a maioria não domina a técnica de gerir dinheiro. Disse uma assistente social: “Formamo-nos no segundo grau sabendo mais sobre triângulo isósceles do que sobre como economizar dinheiro.”

      Aprender a fazer um orçamento, porém, é relativamente fácil. Significa fazer uma lista de receitas e outra de despesas — e cuidar de que as despesas não ultrapassem as receitas. Realmente, fazer um orçamento pode ser agradável, e apegar-se a ele pode ser satisfatório.

      Como começar

      Comecemos fazendo uma lista de receitas. Para a maioria de nós isso deve ser fácil, pois em geral são apenas alguns itens: salários, juros bancários, e assim por diante.

      Mas não inclua receitas incertas, tais como pagamento de horas extras, dividendos ou prêmios. Consultores alertam que planejar à base de rendas incertas pode colocá-lo no vermelho. Se tais rendimentos se concretizarem, talvez possa usá-los como regalia para você e sua família, ou para ajudar um necessitado ou contribuir para um fim meritório.

      Alistar as despesas, contudo, pode ser um pouquinho mais complicado. Roberto e Ronda, mencionados nos artigos anteriores, não podiam entender para onde ia seu dinheiro arduamente ganho. Roberto explica como resolveram o problema: “Por um mês, ambos escrevemos num pedaço de papel cada centavo que gastávamos. Até mesmo o dinheiro de um cafezinho. E, ao fim do dia, lançávamos o total no livro de orçamento, que eu havia comprado.”

      Anotar meticulosamente todos os gastos ajudará você a localizar qualquer ‘dinheiro misterioso’ que parece sumir. Se conhecer bem os seus hábitos de consumo, porém, talvez decida dispensar essa listagem diária de gastos e passar diretamente para a lista de gastos mensais.

      Lista de gastos mensais

      Talvez queira elaborar uma tabela similar à que aparece acima. Na coluna “Quantia gasta”, anote o total que você gasta atualmente em cada item. Limite o número de categorias principais, usando classificações como “comida”, “casa” e “roupa”. Mas não omita subcategorias pertinentes. Roberto e Ronda gastavam muito comendo fora, assim, separar “comer fora” de “supermercado” foi útil. Se você gosta de ser hospitaleiro, isso também pode ser uma subcategoria sob “comida”. A idéia é que a tabela reflita sua individualidade e preferências.

      Ao elaborar a tabela, não omita as despesas trimestrais, semestrais e anuais, e outras despesas periódicas, como prêmios de seguro e impostos. Mas, para incluí-las na tabela mensal, será preciso dividir o montante pelo número correspondente de meses.

      Um item importante na lista de despesas é “poupança”. Embora muitos não encarem poupança como despesa, é ajuizado destinar parte da renda mensal para emergências ou fins especiais. Grace Weinstein acentua a importância de incluir poupança na lista de despesas: “Se não conseguir poupar pelo menos 5% de sua renda líquida (e esse é um mínimo absoluto), você terá de tomar medidas mais duras. Não compre a prazo, reorganize seu estilo de vida, gaste só o essencial.” Sim, não deixe fora o item poupança no seu orçamento mensal.

      Para socorro em caso de desemprego, costuma-se agora recomendar que se tente criar uma reserva equivalente a pelo menos seis meses de renda. “Se você ganhar um aumento”, diz um consultor, “poupe metade dele”. Acha impossível poupar?

      Considere Laxmi Bai, que, como muitos outros das zonas rurais da Índia, é muito pobre. Ela passou a colocar num pote de barro um punhado de arroz da porção diária que cozinhava para a sua família. Periodicamente, ela vendia o arroz e depositava o dinheiro no banco. Com essa medida ela conseguiu um empréstimo bancário para ajudar seu filho a montar uma oficina de consertos de bicicleta. Pequenas economias assim fizeram grande diferença na vida de muita gente, diz o jornal India Today. Alguns se tornaram economicamente independentes com isso.

      Equilibrar um orçamento, porém, é mais do que apenas alistar receitas e despesas. Envolve manter as despesas mais baixas do que as receitas, o que pode significar um corte nos gastos.

      É essencial?

      Note o cabeçalho “Essencial?”, na tabela da página 9. Essa coluna é vital, em especial se você constatar que o total na coluna “Valor previsto no orçamento” é maior do que a sua renda. Contudo, decidir se um item é essencial, e quanto reservar para ele, pode ser difícil. Em especial nesses dias de mudanças, em que somos bombardeados por um fluxo contínuo de novos produtos apresentados como necessidades. Classificar cada despesa em termos de necessidade absoluta, necessidade questionável ou regalia, será de ajuda.

      Verifique cada despesa na lista e, com boa reflexão, indique um “S” na coluna “Essencial?” se o item for absolutamente essencial; “?” se for uma necessidade questionável; e “N” se for apenas regalia. Lembre-se: o total da coluna “Valor previsto no orçamento” não pode exceder à sua renda mensal.

      Os cortes, naturalmente, começariam nos itens “?” e “N”. Não é preciso eliminar totalmente essas despesas. A idéia é examinar se o custo de cada item compensa o benefício que traz, e cortar de acordo. Roberto e Ronda constataram pela lista que gastavam US$ 500 por mês comendo fora. Era um hábito, pois nenhum dos dois sabia cozinhar. Mas Ronda decidiu aprender, e diz: “Agora gosto de cozinhar e comemos em casa mais vezes.” Roberto acrescenta: “Agora só comemos fora em ocasiões especiais, ou quando é necessário.”

      Uma mudança de circunstâncias pode forçá-lo a fazer uma reavaliação geral do que é essencial. Conforme foi mencionado no primeiro artigo, a renda de Antonio despencou. Foi de US$ 48.000 para menos de US$ 20.000 por ano, e ficou nesse patamar por dois anos. Se isso lhe acontecer, talvez tenha de fazer um orçamento emergencial, podando todos os gastos possíveis.

      Foi o que Antonio fez. Com cortes profundos nos gastos com alimentos, roupa, transporte e recreação, ele penosamente conseguiu preservar a sua casa.a “Tivemos de determinar em família as nossas reais necessidades e desejos”, diz ele, “e aprendemos da experiência. Sabemos agora nos contentar com menos”.

      Corte de despesas

      Dívidas indomadas podem frustrar seus empenhos de viver segundo seus recursos. Embora possa ser vantajoso contrair uma longa dívida para adquirir bens que valorizem, tais como uma casa, usar cartões de crédito para custear o cotidiano pode ser desastroso. Portanto, “não pague um centavo sequer em taxas extras de cartão de crédito”, diz a revista Newsweek.

      Os peritos financeiros aconselham quitar os débitos de cartões de crédito, mesmo que para isso se tenha de sacar da poupança. Não faz sentido pagar juros elevados sobre dívidas e, ao mesmo tempo, manter economias a juros baixos. Percebendo isso, Miguel e Renata liquidaram suas faturas de cartões de crédito com o dinheiro da poupança, e decidiram nunca mais se meter nessa situação.

      Roberto e Ronda, não tendo tais recursos, recorreram a um orçamento emergencial. Roberto diz: “Fiz um gráfico num quadro branco, indicando a regressão mensal de nossa dívida, e pendurei esse quadro no nosso quarto, onde podíamos vê-lo todas as manhãs. Isso era um incentivo diário.” No fim do ano, como ficaram contentes de se terem livrado da dívida de US$ 6.000 em cartões de crédito!

      Em alguns países, mesmo a hipoteca não é mais o bom negócio que costumava ser. E comprar uma casa pode custar-lhe muito em termos de juros. Como reduzir o custo de uma hipoteca? “Pague uma entrada maior do que o banco exige, ou, então, compre uma casa mais barata”, recomenda Newsweek. “Se já tiver casa própria, resista ao impulso de querer voar mais alto.”

      Poderá reduzir expressivamente o custo do financiamento de um carro se der uma boa entrada. Mas terá de poupar com antecedência, abrindo espaço para isso no seu orçamento familiar. E que tal comprar um bom carro usado?b Seu baixo preço inicial poderá significar menores custos financeiros. Poderá até mesmo comprar um sem se endividar.

      Vai dar certo?

      Se o seu orçamento vai dar certo depende muito de quão realístico ele é. “O sistema não vai funcionar se a quantia destinada ao lar for tão pequena que não dará para passar o mês com ela”, diz um casal que segue com êxito o seu orçamento.

      Outro essencial para o êxito do orçamento é o bom entrosamento familiar. Os que são afetados pelo orçamento devem poder expressar seus pontos de vista e sentimentos sem serem ridicularizados. Se os da família entenderem as necessidades e os desejos mútuos e conhecerem a real situação financeira da família, provavelmente haverá melhor cooperação e maior chance de o orçamento dar certo.

      Nestes tempos críticos, com freqüentes mudanças no cenário mundial, aumentam as pressões financeiras sobre a família. (2 Timóteo 3:1; 1 Coríntios 7:31) Precisamos exercer “sabedoria prática” ante os desafios da vida moderna. (Provérbios 2:7) Apegar-se a um orçamento pode ser exatamente do que você precisa para conseguir isso.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar