BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g99 22/11 pp. 18-20
  • As adversidades fortaleceram nossa confiança em Deus

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • As adversidades fortaleceram nossa confiança em Deus
  • Despertai! — 1999
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • O parto
  • As complicações
  • Aprendemos a confiar mais em Jeová
  • JoAnn vem para casa
  • Nossa vida hoje
  • De Nossos Leitores
    Despertai! — 2000
  • Já reservou uma noite para o estudo da Bíblia?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 2009
  • Encontrando quem tem fome e sede da verdade
    Despertai! — 1970
  • Serviço a Deus numa época de maravilhosa expansão
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 2010
Veja mais
Despertai! — 1999
g99 22/11 pp. 18-20

As adversidades fortaleceram nossa confiança em Deus

CONFORME NARRADO POR ROSIE MAJOR

No quinto mês da minha primeira gravidez, minha sogra notou que eu estava com as pernas muito inchadas. Naquele dia de março de 1992, eu e Joey, meu marido, nem imaginávamos que passaríamos por uma experiência que poria à prova nossa confiança em Jeová.

UMA semana depois a obstetra descobriu que minha pressão estava muito alta. Quando ela recomendou que eu fosse internada para fazer uns exames e ficar em observação, naturalmente fiquei preocupada. Os exames revelaram que eu estava com pré-eclâmpsia, uma complicação na gravidez que pode resultar em morte.a

A médica recomendou fortemente que o parto fosse induzido logo para proteger a mim e ao bebê. Eu e meu marido ficamos perplexos. “Mas o bebê mal completou 24 semanas!”, disse eu apreensiva. “Como ele vai sobreviver fora do útero?” “Bem, vou tentar adiar o parto o máximo que puder”, disse ela bondosamente. “Mas se o seu quadro piorar, terei de fazer o parto.” Passaram-se treze dias, e o meu estado piorou rapidamente. A médica chamou meu marido, e tomamos a difícil decisão de fazer o parto.

O parto

Na noite anterior ao parto, o Dr. McNeil, pediatra, explicou-nos os problemas que um parto tão prematuro poderia acarretar ao bebê: possível lesão no cérebro, pulmões imaturos demais para funcionar normalmente, além de muitas outras complicações. Orei pedindo “a paz de Deus, que excede todo pensamento”, e para ter forças de aceitar e enfrentar o que viesse pela frente. (Filipenses 4:7) Na manhã seguinte nossa filhinha nasceu de cesariana. Pesava apenas 700 gramas. Nós a chamamos de JoAnn Shelley.

Cinco dias depois tive alta, mas voltei para casa sem o meu bebê. JoAnn ficou na unidade de tratamento neonatal, lutando para sobreviver. Duas semanas depois ela contraiu pneumonia. Ficamos aliviados quando seu estado se estabilizou, mas dias depois ela teve infecção intestinal e precisou ser transferida para a unidade de tratamento intensivo daquele setor. Nos próximos seis dias ela apresentou ligeira recuperação e começou até a ganhar um pouco de peso. Ficamos radiantes! Mas nossa alegria durou pouco. O Dr. McNeil nos disse que ela estava anêmica. Sugeriu que tentássemos conseguir o hormônio sintético eritropoietina (EPO) para estimular o organismo de JoAnn a produzir glóbulos vermelhos. A sede das Testemunhas de Jeová aqui nas Bahamas contatou os representantes dos Serviços de Informações sobre Hospitais em Brooklyn, Nova York. Eles rapidamente forneceram ao Dr. McNeil as últimas informações sobre a disponibilidade e o uso da EPO, e assim JoAnn começou a ser tratada com esse medicamento.

As complicações

Passaram-se semanas de ansiedade. JoAnn contraiu uma infecção intestinal e tinha convulsões que provocavam apnéia (cessação mais ou menos prolongada da respiração) ocasional, baixo nível de hemoglobina e broncopneumonia. Temíamos que ela não resistisse. Mas JoAnn foi melhorando aos poucos. Aos três meses de idade, ela ainda estava internada e pesava apenas um quilo e quatrocentos gramas. Mas pela primeira vez estava respirando sem os aparelhos. Sua taxa de hemoglobina estava subindo para os níveis normais. O médico disse que se ela ganhasse mais meio quilo, poderíamos levá-la para casa.

Três semanas depois JoAnn teve uma forte crise de apnéia. Os exames não detectavam a causa. As crises de apnéia persistiam e sempre aconteciam quando ela era alimentada. Finalmente se descobriu que JoAnn sofria de refluxo gastroesofágico. Seu esôfago não fechava depois que ela comia, de modo que o conteúdo do estômago voltava para a garganta. Quando isso ocorria, ela engasgava e a respiração era interrompida.

No início de outubro JoAnn contraiu um vírus na unidade neonatal. Muitos bebês prematuros ali estavam morrendo disso. Naquele estado debilitado, JoAnn teve o que parecia ser a sua mais longa crise de apnéia. Todas as tentativas de revivê-la falharam. O pediatra estava para declará-la morta quando inexplicavelmente ela voltou a respirar — mas logo começou a ter crises. Ela foi de novo colocada no ventilador e estávamos certos de que aquele era o fim de JoAnn. Mas ela sobreviveu, e agradecemos a Jeová por isso.

Aprendemos a confiar mais em Jeová

Os problemas que enfrentamos antes de JoAnn nascer poderiam ser comparados a cairmos de um navio já perto do porto, de onde podíamos facilmente nadar até a praia. Agora, era como se tivéssemos caído no meio do oceano, sem terra à vista. Olhando para trás, percebemos que, antes de ela nascer, às vezes tínhamos a tendência de ser autoconfiantes. Mas por tudo o que passamos com JoAnn, aprendemos a confiar em Jeová em circunstâncias cuja solução está além do controle humano. Aprendemos a seguir o conselho de Jesus, de viver o dia de hoje sem ficar ansioso com o amanhã. (Mateus 6:34) Aprendemos a depender de Jeová, embora às vezes nem soubéssemos exatamente o que pedir em oração. Agradecemos a Jeová pela sabedoria encontrada na Bíblia e pelo “poder além do normal”, que nos ajudam a enfrentar grandes adversidades. — 2 Coríntios 4:7.

Muitas vezes, nas horas mais difíceis eu tinha dificuldade de manter o equilíbrio emocional. Só conseguia pensar em JoAnn. O apoio de Joey foi inestimável para eu manter o equilíbrio espiritual. Sou muito grata a ele por isso.

JoAnn vem para casa

A saúde de JoAnn foi melhorando aos poucos. Certo dia ela literalmente arrancou o tubo do ventilador. O Dr. McNeil achou que ela podia ir para casa. Ficamos muito felizes! Em preparação para a sua chegada, aprendemos a alimentá-la com os tubos. Instalamos também um aparelho de oxigênio, alugamos um monitor cardiorrespiratório e fizemos um curso de ressuscitação emergencial. Finalmente, em 30 de outubro de 1992, JoAnn recebeu alta. Ela havia passado 212 dias na unidade de tratamento neonatal — e nós também.

Desde o começo, pessoas da família e da congregação das Testemunhas de Jeová foram para nós um verdadeiro presente de Jeová. Vinham limpar a casa e o jardim, preparar refeições, levar-nos ao hospital e tomar conta de JoAnn para que eu pudesse dormir um pouco. Com isso descobrimos nessas pessoas qualidades maravilhosas que até então desconhecíamos. Por exemplo, algumas delas compartilharam conosco passagens bíblicas que as tinham ajudado quando também passaram por dificuldades.

Nossa vida hoje

Não temos poupado esforços para dar a JoAnn a melhor assistência médica disponível para tratar dos seus vários problemas. Quando ela estava com um ano e sete meses, ficamos sabendo que ela tem paralisia cerebral, como seqüela da lesão no cérebro. Em setembro de 1994 ela foi submetida a uma grande cirurgia para corrigir o problema de refluxo gastroesofágico. Em 1997, JoAnn começou a sofrer convulsões que quase foram fatais. Felizmente, com ajustes na sua alimentação, as crises passaram. Os problemas de saúde de JoAnn retardaram seu desenvolvimento físico. Mas agora ela freqüenta uma escola especial e está indo bem. Ela não anda, sua fala é limitada, mas nos acompanha nas reuniões cristãs e no ministério de casa em casa. Ela parece feliz.

Jeová nos deu muito consolo durante esse período de grandes provações. Nossa determinação é continuar a confiar em Jeová e ‘nos rejubilar Nele’, apesar das dificuldades inesperadas. (Habacuque 3:17, 18; Eclesiastes 9:11) Aguardamos ansiosamente o tempo em que a Terra será um Paraíso, conforme Deus prometeu, quando nossa querida JoAnn terá perfeita saúde. — Isaías 33:24.

[Nota(s) de rodapé]

a A pré-eclâmpsia envolve o estreitamento dos vasos sanguíneos da gestante, ocasionando um fluxo sanguíneo deficiente para os órgãos, para a placenta e para o feto. Embora as causas sejam desconhecidas, há evidências que sugerem que a doença seja hereditária.

[Foto na página 18]

Nossa filha JoAnn

[Foto na página 20]

Apesar de suas limitações, JoAnn é uma criança feliz

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar