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  • Será que seu alimento é seguro?
    Despertai! — 2001 | 22 de dezembro
    • Será que seu alimento é seguro?

      COSTUMA fazer três refeições por dia? Então, quando chegar aos 70 anos, você terá consumido mais de 75.000 refeições. Com essa idade, um europeu típico, por exemplo, terá comido — entre outras coisas — uns 10.000 ovos, 5.000 pães, 100 sacos de batata, 3 cabeças de gado e 2 ovelhas. Será que ingerir toda essa comida é uma tarefa muito difícil? De forma alguma! Todos gostamos quando escutamos a frase: “Bom apetite!” A chefe de uma escola de culinária chegou a afirmar: “A comida é a essência da vida.”

      Em geral, presumimos que a comida que consumimos é segura e saudável. Mas se apenas uma dessas 75.000 refeições contiver algo nocivo, podemos ficar gravemente doentes. É possível ter certeza de que aquilo que comemos é seguro? Atualmente, parece que cada vez mais pessoas têm suas dúvidas sobre isso. Em alguns países, a segurança dos alimentos se tornou motivo de grande preocupação. Por quê?

      Motivos para preocupação

      Anualmente, as doenças transmitidas por alimentos afetam cerca de 15% da população da Europa. Por exemplo, na Espanha, no início da década de 80, o envenenamento por óleo de cozinha tóxico matou cerca de 1.000 pessoas e deixou outras 20.000 gravemente doentes. Em 1999, a população da Bélgica ficou horrorizada ao saber que produtos como ovos, carne de aves, queijo e manteiga possivelmente estavam contaminados com uma substância venenosa, a dioxina. Mais recentemente, os consumidores britânicos ficaram pasmos — e a indústria de carne bovina foi abalada — quando o gado foi infectado pela encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca louca). Daí, houve um surto de febre aftosa e, por causa disso, milhões de vacas, ovelhas, porcos e cabritos tiveram de ser sacrificados.

      Embora esses sejam problemas graves, quando o assunto é alimentos, ainda há outras fontes de preocupação. Os consumidores estão preocupados com novas técnicas usadas hoje na produção e no processamento dos alimentos. A Comissão Européia escreveu, em 1998: “Novas tecnologias, como a irradiação de alimentos e a engenharia genética aplicada às plantações, causam muita controvérsia.” Afinal, essas técnicas científicas modernas melhoram ou contaminam nossa comida? E o que podemos fazer para tornar mais seguros os alimentos que ingerimos?

  • O que estamos fazendo com nosso alimento?
    Despertai! — 2001 | 22 de dezembro
    • O que estamos fazendo com nosso alimento?

      MODIFICAR os alimentos não é uma idéia nova — a humanidade já faz isso há gerações. Usando técnicas criteriosas de cruzamento, produzimos muitas variedades novas de plantas cultiváveis, gado e ovelhas. De fato, um representante da Administração de Alimentos e Medicamentos, dos EUA, declarou que “praticamente toda comida que você compra foi alterada pelos métodos tradicionais de reprodução”.

      Mas essa não é a única maneira de modificar alimentos. A indústria alimentícia desenvolveu muitos procedimentos para tratar e processar comida, com o objetivo de melhorar o aroma e a cor ou para padronizá-la e conservá-la. As pessoas estão acostumadas a ingerir alimentos que foram alterados de uma forma ou de outra.

      Mas cada vez mais consumidores se preocupam com o que estão fazendo à nossa comida. Por quê? Alguns temem que as técnicas modernas comprometam a segurança dos alimentos. Será que esse alarmismo se justifica? Vamos analisar três áreas que causam preocupação.a

      Hormônios e antibióticos

      Em alguns lugares, desde a década de 50 acrescentam-se pequenas doses de antibióticos à alimentação de aves, porcos e gado, com o objetivo de diminuir o risco de doenças, em especial entre animais mantidos em confinamento. Em alguns países, acrescentam-se também hormônios à ração a fim de acelerar o crescimento dos animais. Diz-se que os hormônios e os antibióticos protegem os animais contra infecções e tornam a pecuária intensiva mais lucrativa, o que traz benefícios para o consumidor, como preços mais baixos.

      Até aí, tudo bem. Mas e a carne dos animais que consomem alimentos com esses aditivos? Será que não apresenta riscos para o consumidor? Um relatório do Comitê Econômico e Social das Comunidades Européias concluiu que existe a possibilidade de bactérias sobreviverem aos antibióticos e serem transmitidas aos consumidores. “Algumas dessas bactérias, como a salmonela e a Campylobacter jejuni, podem causar graves doenças ao homem por meio da cadeia alimentar”, constatou o relatório. Além disso, o que acontece se a cadeia alimentar contiver não só bactérias, mas também resíduos de antibióticos? Alguns temem que, em resultado disso, microorganismos que causam doenças ao homem possam gradativamente desenvolver resistência aos antibióticos.

      E a carne de animais tratados com hormônios? Um professor de Munique, Alemanha, o Dr. Heinrich Karg, comenta: “Todos os especialistas concordam que a carne de animais tratados com hormônios não é prejudicial à saúde, desde que as substâncias sejam administradas segundo as normas existentes.” Mas o jornal Die Woche afirma que, “durante os últimos 15 anos, os pesquisadores não conseguiram chegar a um acordo” na questão de se a carne de animais tratados com hormônios é segura. E na França a questão dos hormônios na carne foi respondida de modo bem claro: ‘Não! Não se deve usar hormônios!’ É óbvio que a controvérsia está longe de ser resolvida.

      Alimentos irradiados

      Em 1916, na Suécia, começaram experimentos nos quais certos alimentos, como batata, milho, frutas e carne, eram expostos a baixos níveis de radiação. Desde então, pelo menos 39 países aprovaram esse método. Qual é seu objetivo? Afirma-se que a irradiação destrói a maioria das bactérias, insetos e parasitas, reduzindo, portanto, o risco de o consumidor contrair doenças transmitidas por alimentos. Ela aumenta também o prazo de validade do produto.

      Naturalmente, dizem os especialistas, o ideal é que o alimento consumido seja limpo e fresco. Mas quem tira tempo hoje em dia para preparar alimentos frescos regularmente? Segundo a revista Test, a pessoa mediana gasta uns “dez minutos para o café da manhã e quinze minutos para o almoço e para o jantar”. Não é de admirar, então, que muitos consumidores prefiram alimentos prontos para o consumo e com prazo de validade mais longo. Mas será que os alimentos expostos à irradiação são seguros?

      Em 1999, a Organização Mundial da Saúde publicou o estudo de uma equipe internacional de especialistas. Eles concluíram que o alimento irradiado “é seguro para o consumo e tem a quantidade adequada de nutrientes”. Os defensores da irradiação de alimentos comparam-na à esterilização de curativos médicos — também feita por irradiação — ou a passar a bagagem pelo aparelho de raios X do aeroporto. Mas os críticos insistem que a irradiação reduz o valor nutritivo do alimento e pode acarretar riscos ainda desconhecidos.

      Alimentos geneticamente modificados

      Faz tempo que os geneticistas aprenderam a transferir um gene do DNA de um organismo para o DNA de outro da mesma espécie. Hoje, porém, eles conseguem ir mais longe. Por exemplo, há morangos e tomates modificados que receberam um gene tirado de um peixe, tornando-os menos sensíveis às baixas temperaturas.

      Muito já foi dito tanto a favor quanto contra os alimentos geneticamente modificados (GM), ou transgênicos.b Os defensores dessa forma de biotecnologia dizem que é mais fácil prever e controlar os seus resultados do que os dos métodos tradicionais de produção de plantas e que essa técnica vai aumentar a produção agrícola e reduzir a fome do mundo. Mas será que os alimentos GM são seguros para o consumo?

      Uma equipe de cientistas, representando academias da Inglaterra e dos Estados Unidos, além do Brasil, da China, da Índia, do México e de outros países em desenvolvimento, publicou um relatório sobre esse assunto em julho de 2000. O relatório dizia: “Até o presente, foram plantados mais de 30 milhões de hectares de plantas transgênicas e não foi identificado nenhum problema para a saúde humana especificamente associado à ingestão de alimentos transgênicos ou de produtos derivados.” Em algumas regiões, acredita-se que os produtos GM sejam tão seguros quanto os alimentos convencionais.

      Em outras partes, porém, há muita incerteza. Na Áustria, na Grã-Bretanha e na França, alguns encaram os alimentos GM com desconfiança. Um político holandês disse o seguinte sobre os alimentos GM: “Há alguns tipos de alimentos de que nós simplesmente não gostamos.” Os críticos desses alimentos também levantam questões éticas e mencionam os possíveis perigos para o meio ambiente.

      Alguns cientistas acham que é muito cedo para avaliar os alimentos GM e que seriam necessários mais testes para detectar possíveis riscos para os consumidores. Por exemplo, a Associação Médica Britânica entende que a engenharia genética poderá trazer grandes benefícios à população. Mas declara que alguns pontos preocupantes — como a questão das reações alérgicas aos alimentos GM — indicam que “é preciso mais pesquisa”.

      Seja equilibrado ao tomar decisões pessoais

      Em alguns países, 80% do alimento consumido é industrializado. Muitas vezes, usam-se aditivos para intensificar ou padronizar o aroma e a cor, bem como para aumentar o prazo de validade. De fato, uma obra de referência diz que “muitos produtos modernos, como alimentos de baixo teor calórico, salgadinhos e comidas práticas e prontas para comer, não seriam viáveis sem os aditivos para alimentos”. Também, é mais provável que esses alimentos contenham ingredientes geneticamente modificados.

      Há anos a agricultura depende de práticas que muitas pessoas consideram prejudiciais. Um exemplo é o uso de pesticidas tóxicos. Além disso, há algum tempo a indústria alimentícia usa aditivos que causam reações alérgicas em alguns consumidores. Será que as novas tecnologias de processamento de alimentos são muito mais perigosas do que essas práticas? Não há um consenso nem entre os especialistas. Na verdade, há relatórios científicos respeitados em apoio de ambos os lados da controvérsia, dividindo opiniões.

      Muitas pessoas hoje decidem não se preocupar com a questão. Elas acham difícil evitar alimentos processados por indústrias de alta tecnologia ou pensam que há outras preocupações mais urgentes. Outras pessoas, porém, estão muito preocupadas. O que fazer se você e sua família se sentem inseguros de ingerir alimentos processados por meio de tecnologias modernas? Você pode tomar algumas medidas práticas, como as apresentadas no próximo artigo. Mas primeiro é bom ter um conceito equilibrado sobre o assunto.

      Assim como atualmente é impossível ter saúde perfeita, não se pode esperar ter alimentos 100% seguros. Segundo a revista alemã natur & kosmos, até mesmo pessoas que tomam o máximo cuidado na escolha e preparação dos alimentos têm de fazer certas concessões. O que é bom para uma pessoa pode ser ruim para outra. Assim, o melhor seria cultivar uma atitude equilibrada e evitar extremos, não concorda?

      É claro que a Bíblia não nos diz que decisões tomar com respeito aos alimentos hoje disponíveis. Mas nos ensina sobre uma qualidade que, se cultivada, nos ajudará nessa questão. Filipenses 4:5 diz: “Seja a vossa razoabilidade conhecida de todos os homens.” Se formos razoáveis, tomaremos decisões equilibradas e evitaremos os extremos. Não tentaremos dizer aos outros o que devem ou não fazer nessa questão. E não nos envolveremos em discussões divisórias e sem propósito com aqueles que encaram o assunto de forma diferente.

      Temos de admitir, porém, que na sua maioria os perigos ligados aos alimentos não geram tantas controvérsias. Quais são alguns desses perigos e que precauções podemos tomar?

      [Nota(s) de rodapé]

      a O que comemos é basicamente uma questão de preferência pessoal. Despertai! não recomenda que seus leitores comam ou deixem de comer os vários alimentos analisados nestes artigos, não importa que tecnologia seja usada na sua produção. O objetivo desta série é informar aos leitores os fatos atualmente conhecidos.

      b Queira ver a Despertai! de 22 de abril de 2000.

      [Foto na página 4]

      Os consumidores são afetados pelos hormônios e antibióticos incluídos na alimentação do gado?

      [Foto na página 6]

      É bom ler cuidadosamente os rótulos dos alimentos

      [Foto na página 7]

      Convém comprar alimento fresco regularmente

  • Como tornar o alimento mais seguro
    Despertai! — 2001 | 22 de dezembro
    • Como tornar o alimento mais seguro

      COMER aparentemente não é uma tarefa arriscada. Bem, algumas estatísticas parecem contradizer essa afirmação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 130 milhões de pessoas que vivem na Região Européia da OMS são afetadas anualmente por doenças transmitidas por alimentos. Só no Reino Unido, relataram-se mais de 100.000 casos de intoxicação alimentar — que causaram cerca de 200 mortes — em 1998. Calcula-se que nos Estados Unidos, todo ano, 76 milhões de pessoas contraiam doenças transmitidas por alimentos e dessas, 325.000 são hospitalizadas e 5.000 acabam morrendo.

      É difícil conseguir estatísticas confiáveis em âmbito global. Mas a OMS relata que, em 1998, aproximadamente 2,2 milhões de pessoas — das quais 1,8 milhão eram crianças — morreram de doenças diarréicas. O relatório afirma: “Grande parte desses casos pode ser atribuída à contaminação do alimento e da água.”

      Esses dados são impressionantes. Mas será que as estatísticas devem deixá-lo em pânico quanto à segurança do seu alimento? Provavelmente não. Veja outro exemplo. Na Austrália, anualmente há cerca de 4,2 milhões de casos de doenças transmitidas por alimentos, ou cerca de 11.500 casos por dia! Bem, isso parece muita coisa. Mas vamos analisar a questão de outro ângulo. Os australianos tomam cerca de 20 bilhões de refeições por ano; dessas, menos de um cinqüenta avos de 1% causam doenças. Em outras palavras, o risco envolvido em cada refeição é muito baixo.

      Mas o risco existe e é bem grave. Por que os alimentos causam doenças e o que fazer para reduzir os riscos?

      Causas das doenças transmitidas por alimentos

      Um número muito grande de doenças pode ser transmitido pela comida: mais de 200, segundo o periódico Emerging Infectious Diseases. Mas os causadores de todas essas doenças não são tão numerosos assim. Segundo o Dr. Iain Swadling, diretor do Serviço Internacional de Informações sobre Alimentos, cerca de 90% de todos os casos de doenças transmitidas por alimentos são causados “provavelmente por menos de duas dúzias” de espécies de microorganismos. Como os vários agentes patogênicos — vírus, bactérias, parasitas, toxinas, e assim por diante — se infiltram no alimento?

      O Dr. Swadling alista cinco dos modos mais comuns de contaminação de alimentos: “Uso de alimentos crus contaminados; pessoas infectadas/doentes que preparam as refeições; armazenamento inadequado combinado com preparação do alimento muitas horas antes de ser consumido; contaminação cruzada durante a preparação do alimento; cozimento ou reaquecimento insuficiente do alimento.” Essa lista parece desanimadora, mas na verdade ela tem um lado bom: na maioria dos casos, é fácil prevenir as doenças transmitidas por alimentos. Para saber o que você pode fazer para se assegurar de que o alimento que consome é seguro, veja o quadro nas páginas 8 e 9.

      Faça escolhas equilibradas

      Atualmente, algumas pessoas preocupadas com os diversos riscos envolvidos na alimentação decidem tirar tempo para comprar, preparar e comer mais alimentos frescos. Se essa idéia lhe agrada, procure mercados ou feiras na vizinhança que vendam alimentos frescos, não processados. Um guia para consumidores explica: “Muitos consumidores tentam contatar os produtores — em feiras semanais [onde se vendem produtos frescos] ou no lugar onde o alimento é produzido — a fim de comprar os produtos quando estão especialmente frescos e para dar uma olhada no processo de produção do alimento em sua origem.” É bom usar esse método ao comprar carnes e seus derivados.

      De modo similar, é melhor comprar alimentos da época produzidos localmente, visto que em geral são mais saudáveis. Mas lembre-se de que se seguir esse método não terá disponível uma grande variedade de frutas e legumes ao longo do ano.

      Será que você deve passar a usar alimentos orgânicos? Essa é uma decisão pessoal. Os alimentos orgânicos têm muitos defensores, alguns dos quais sem dúvida são motivados pela desconfiança em relação às novas tecnologias usadas pela indústria alimentícia. Mas outros discordam da idéia de que os alimentos orgânicos sejam mais seguros.

      Qualquer que seja sua preferência, examine atentamente os alimentos que compra. “No que se refere à alimentação”, lamenta uma especialista citada no semanário Die Zeit, “o consumidor só examina o preço”. É bom dar atenção ao preço, mas deve-se verificar também a lista de ingredientes. Calcula-se que quase metade das pessoas que compram alimentos em países ocidentais não tira tempo para ler as informações nutricionais no rótulo. É verdade que em alguns países o rótulo não traz muitas informações. Mas se quiser alimentos seguros, faça o possível para avaliar os ingredientes.

      Sejam quais forem as decisões que você tomar em relação à sua alimentação, provavelmente terá de fazer concessões de vez em quando, adaptando-se às condições do país em que vive. Para muitas pessoas na época atual, é simplesmente impossível — por ser caro demais, por tomar muito tempo ou por ser muito difícil — assegurar-se de que ingerem apenas alimentos 100% seguros.

      Acha que essa avaliação do mundo em que vivemos é pessimista? Na verdade, ela é apenas realista. A boa notícia, porém, é que logo as coisas vão mudar para melhor.

      [Quadro/Fotos nas páginas 8, 9]

      Medidas Que Você Pode Tomar

      ◼ Lavar: lave bem as mãos com água quente e sabão antes de preparar a comida. Sempre as lave depois de usar o banheiro, cuidar da higiene do bebê ou das crianças (trocar fraldas ou limpar o nariz) ou tratar de animais, incluindo animais de estimação. Lave os utensílios, a tábua de carne e o balcão da pia com água quente e sabão depois de preparar cada prato — em especial depois de lidar com carne bovina, de aves ou peixes crus. “Lave frutas, verduras e legumes em água morna”, sugere a revista Test, para eliminar insetos e resíduos de pesticidas. Em muitos casos tirar a pele, descascar e cozinhar os alimentos são os melhores métodos de limpá-los. No caso de alface ou repolho, remova e jogue fora as folhas externas.

      ◼ Cozinhar bem: se a temperatura interna do alimento passar dos 70 °C, mesmo que por pouco tempo, quase todas as bactérias, vírus e parasitas morrerão. Deve-se cozinhar a carne de aves até atingir uma temperatura ainda mais alta: 80 °C. Alimento requentado deve atingir uma temperatura de 75 °C ou estar quente e soltando vapor. Evite carne de aves que ainda esteja rosada por dentro, ovos com gema ou clara mole, ou peixe que ainda não esteja opaco e que não se possa desfiar facilmente com o garfo.

      ◼ Separar os alimentos: mantenha carnes, aves e peixes crus separados de outros alimentos o tempo todo — na hora da compra, ao guardá-los e durante o preparo. Não deixe os sucos escorrer ou pingar uns nos outros ou em outros alimentos. Também, antes de guardar alimentos cozidos num recipiente que tinha carne, peixe ou aves cruas, lave-o bem com água quente e sabão.

      ◼ Guardar e refrigerar bem os alimentos: a geladeira inibe o crescimento de bactérias perigosas, mas a temperatura deve estar a 4 °C. O freezer deve estar a -17 °C. Guarde itens perecíveis num prazo de duas horas. Se colocar os alimentos na mesa antes da refeição, cubra todos os pratos para evitar moscas.

      ◼ Ter cuidado ao comer fora: segundo uma estimativa, de 60% a 80% dos casos de doenças transmitidas por alimentos em alguns países em desenvolvimento estão ligados a refeições compradas fora. Tenha certeza de que o restaurante que você escolheu satisfaz as normas de saúde determinadas por lei. Sempre peça carne bem-passada. Comida comprada fora deve ser ingerida até duas horas depois da compra. Se passar mais tempo, reaqueça a comida até atingir 75 °C.

      ◼ Jogar fora comida duvidosa: se estiver em dúvida quanto a se certa comida está boa ou não, é melhor errar por excesso de cuidado. Jogue-a fora! É claro que não é bom desperdiçar alimentos. Mas ficar doente por causa de comida estragada sai ainda mais caro.

      [Crédito]

      — Baseado em Food Safety Tips (Dicas para uma Alimentação Segura), fornecido pelo Conselho de Tecnologia em Segurança dos Alimentos, dos Estados Unidos.

  • Alimento seguro para todos
    Despertai! — 2001 | 22 de dezembro
    • Alimento seguro para todos

      DÁ MUITO prazer comer alimentos saudáveis. Mas como vimos, nem sempre é fácil obtê-los. O pior é que milhões de pessoas nem podem dar-se ao luxo de se preocupar se o alimento que consomem é seguro ou saudável o bastante. Sua principal preocupação é simplesmente conseguir alimento suficiente para sobreviver. Será que Deus queria que as coisas fossem assim?

      Pense no seguinte: quando Deus colocou o homem e a mulher na Terra, será que eles tinham algum motivo para se preocupar com comida? De modo algum! O relato no livro bíblico de Gênesis diz: “Jeová Deus fez . . . brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento.” (Gênesis 2:9) De modo que o alimento que Adão e Eva tinham era bem variado, abundante e infindável. Deus, que os havia criado, sabia exatamente do que eles precisavam para ficarem bem nutridos e felizes. É verdade que hoje não vivemos no jardim do Éden, mas será que Deus mudou seu propósito original para a humanidade e a Terra?

      Temos boas razões para crer que logo todos na Terra terão alimento saudável e nutritivo em grande quantidade. Crer nisso nos ajuda a manter hoje uma atitude equilibrada para com a questão de alimentos seguros. Essa esperança segura e confiável pode ajudar-nos a não desenvolver conceitos fanáticos ou extremistas.

      Por que podemos ter tanta certeza de que logo a vida será diferente? Aqueles que estudam cuidadosamente a Palavra de Deus sabem que estamos vivendo nos “últimos dias” deste sistema governado pela sabedoria humana. Esta se baseia no método de tentativa e erro e está cheia de incertezas. No que se refere a técnicas de processamento de alimentos, por exemplo, não se sabe ao certo se elas são seguras ou não. Essa incerteza gera medo, discórdia e desunião. — 2 Timóteo 3:1-5.

      O Criador da humanidade prometeu substituir o atual sistema por outro totalmente novo. Seu propósito original — de que a Terra inteira fosse um paraíso como o jardim do Éden, povoado por uma família humana feliz e saudável — se cumprirá. Então, a perfeita sabedoria divina, que é uma força unificadora, encherá a Terra. (Isaías 11:9) A incerta sabedoria humana não mais prevalecerá. No novo sistema de Deus, não haverá mais dúvidas sobre a segurança dos alimentos. Não é lógico concluir que o Deus que criou os humanos também entenda nossas necessidades nutricionais?

      Alimentação perfeita procedente do Criador

      A Bíblia contém profecias poderosas sobre as condições de vida no vindouro sistema. O profeta Isaías escreveu: “[Deus] certamente dará a chuva para a tua semente com que semeias o solo e pão como produto do solo, que terá de tornar-se pingue e oleoso. Teu gado pastará naquele dia num pasto amplo. E o gado vacum e os jumentos adultos que lavram o solo comerão forragem temperada com azeda, joeirada com a pá e com o forcado.”

      A profecia de Isaías também declara: “Jeová dos exércitos há de fazer para todos os povos, neste monte, um banquete de pratos bem azeitados, um banquete de vinhos guardados com a borra, de pratos bem azeitados, cheios de tutano, de vinhos guardados com a borra, filtrados.” A Bíblia Pastoral traduz assim a última frase: “Um banquete de carnes gordas, um banquete de vinhos finos, de carnes suculentas, de vinhos refinados.” — Isaías 25:6; 30:23, 24.

      Essa promessa lhe agrada? A profecia de Isaías nos assegura de que todos os que viverem no novo sistema de Deus terão alimento físico em quantidade mais do que suficiente. E com certeza esse alimento será seguro. Outra profecia nos garante que o povo de Deus se sentará “debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer”. (Miquéias 4:4) O Reino Messiânico de Deus, que assumirá o controle de toda a Terra no futuro próximo, cuidará de que essa promessa se cumpra sem falta. — Isaías 9:6, 7.

      Nunca mais haverá dúvida quanto a se o alimento é seguro ou não. Ao contrário, ficaremos muito felizes de dizer uns aos outros: “Bom apetite!”

      [Destaque na página 12]

      Logo todos na Terra terão alimento saudável e nutritivo em grande quantidade

      [Foto na página 10]

      Deus promete que haverá alimento seguro e nutritivo para todos

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