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Não desacerte o objetivo da liberdade que Deus nos dáA Sentinela — 1992 | 15 de março
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Não desacerte o objetivo da liberdade que Deus nos dá
“Onde estiver o espírito de Jeová, ali há liberdade.” — 2 CORÍNTIOS 3:17.
1. Por que Isaías 65:13, 14 se aplica às Testemunhas de Jeová?
JEOVÁ é o Deus da liberdade. E que bênção é a liberdade que Deus nos dá! Sendo que Seus servos dedicados têm tal liberdade, as seguintes palavras do Soberano Senhor Jeová se aplicam a eles: “Eis que os meus próprios servos comerão, mas vós passareis fome. Eis que os meus próprios servos beberão, mas vós passareis sede. Eis que os meus próprios servos se alegrarão, mas vós passareis vergonha. Eis que os meus próprios servos gritarão de júbilo por causa da boa condição do coração, mas vós fareis clamores por causa da dor de coração e uivareis por causa do puro quebrantamento do espírito.” — Isaías 65:13, 14.
2. Por que o povo de Jeová é espiritualmente próspero?
2 O povo de Deus desfruta desse estado espiritualmente próspero porque é conduzido pelo Seu espírito, ou força ativa. O apóstolo Paulo disse: “Jeová é o Espírito; e onde estiver o espírito de Jeová, ali há liberdade.” (2 Coríntios 3:17) Qual é o objetivo da liberdade que Deus nos dá? E o que se requer de nós para que a usemos plenamente?
A Liberdade Que Deus Tem
3. Que tipo de liberdade tem Deus, e por quê?
3 Somente Jeová tem liberdade absoluta. Nenhuma de suas criaturas pode limitar a Sua liberdade, pois ele é o Deus Todo-Poderoso e o Soberano Universal. Como disse o fiel Jó: “Quem lhe pode resistir? Quem lhe dirá: ‘Que estás fazendo?’” (Jó 9:12) Similarmente, o rei de Babilônia, Nabucodonosor, foi obrigado a admitir: ‘Não há quem possa deter a mão de Deus ou quem lhe possa dizer: “Que estás fazendo?”’ — Daniel 4:35.
4. Em que sentido Jeová condiciona a sua liberdade a certos limites?
4 Contudo, os próprios princípios justos de Jeová condicionam esta liberdade absoluta a certos limites. Exemplificando isto temos o caso de Abraão que, ao expressar preocupação para com os moradores de Sodoma, perguntou: “Não fará o Juiz de toda a terra o que é direito?” A resposta de Deus indica que Ele reconhece o seu dever de fazer o que é direito. Ele não teria destruído Sodoma se algum morador justo tivesse permanecido nela. (Gênesis 18:22-33) Ademais, Deus confina a sua liberdade a certos limites porque seu amor e sua sabedoria fazem-no ser vagaroso em irar-se e ele exerce autodomínio. — Isaías 42:14.
Limites da Liberdade Humana
5. Quais são alguns dos fatores que limitam a liberdade humana?
5 Embora Jeová tenha liberdade absoluta, todos os outros seres agem dentro das limitações impostas por sua natureza, suas habilidades e seu ambiente, bem como por fatores tais como a atualmente limitada duração da vida de humanos pecadores. Deus criou o homem com perfeita liberdade para operar dentro dos limites que estabelecera para ele. Há várias outras razões pelas quais a liberdade humana é limitada, não absoluta.
6. Que importância tem para a nossa liberdade o fato de sermos responsáveis perante Deus?
6 Primeiro, a liberdade humana é limitada porque Deus criou o homem para servir ao Seu propósito. Jeová é ‘digno de receber a glória, a honra e o poder porque criou todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por Sua vontade’. (Revelação [Apocalipse] 4:11) Portanto, o homem é responsável perante seu Criador, que de direito fez leis pelas quais os humanos devem governar-se. No antigo Israel, sob a Lei mosaica, Deus exigia a morte de quem difamasse Seu nome ou violasse a lei do sábado. (Êxodo 20:7; 31:14, 15; Levítico 24:13-16; Números 15:32-36) Embora nós como cristãos não estejamos sob a Lei, a nossa liberdade é limitada porque somos responsáveis perante Jeová, que é o nosso Juiz, Legislador e Rei. — Isaías 33:22; Romanos 14:12.
7, 8. (a) De que modo as leis físicas limitam a liberdade humana? (b) Que outras leis de Deus limitam a nossa liberdade quais humanos?
7 Segundo, a liberdade humana é limitada pelas leis físicas de Deus. Por exemplo, por causa da lei da gravidade, o homem não pode jogar-se de um arranha-céu sem ferir-se ou matar-se. Obviamente, as leis físicas de Deus limitam a liberdade do homem de fazer certas coisas.
8 Terceiro, a liberdade humana é limitada pelas leis de moral de Deus. É bem provável que já tenha constatado a veracidade do que Paulo escreveu em Gálatas 6:7, 8: “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará; porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrupção, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna.” Indiscutivelmente, as leis de moral de Jeová Deus também limitam a nossa liberdade, mas, obedecê-las é essencial para obtermos a vida.
9. De que modo sermos parte da sociedade humana limita a nossa liberdade?
9 Quarto, a liberdade do homem é limitada porque ele é parte da sociedade humana. Assim, a sua liberdade só pode ir ao ponto em que não interfira injustamente na liberdade de outros. Os cristãos têm de sujeitar-se às “autoridades superiores” governamentais, obedecendo-as, contanto que não exijam que violemos as leis de Deus. (Romanos 13:1; Atos 5:29) Por exemplo, devemos obedecer às leis sobre o pagamento de impostos, a velocidade com que dirigimos um veículo, e assim por diante. Termos de obedecer a essas leis de “César” é uma indicação adicional de que a liberdade que Deus nos dá não é absoluta. — Marcos 12:17; Romanos 13:7.
Por Que a Liberdade É Relativa?
10, 11. Por que Jeová deu aos humanos uma liberdade relativa?
10 Por que Deus deu aos humanos uma liberdade relativa? Um motivo foi para que o Criador pudesse ter na Terra criaturas inteligentes que lhe dessem honra e louvor por meio de suas palavras e conduta excelentes. Os humanos podem fazer isto, os animais não. Os animais, governados por instinto, nada sabem sobre conduta moral. Pode-se treinar um cachorro a não apanhar algo, mas não se pode ensiná-lo que é errado furtar. O animal, com as suas ações como que programadas, não pode tomar decisões que tragam louvor e honra a Deus, ao passo que o homem pode escolher livremente servir ao seu Criador à base de amor e de apreço.
11 Deus dá essa liberdade aos humanos visando também o benefício e a felicidade deles. Eles podem exercer sua liberdade relativa por serem criativos e engenhosos, benevolentes e cooperadores. Os humanos têm também liberdade de escolha em assuntos como ocupação e onde morar. Hoje, fatores econômicos e políticos não raro limitam essa liberdade de escolha, mas isto talvez seja devido à ganância humana, não devido à maneira em que Deus originalmente criou o homem.
12. Por que a maioria dos humanos está em escravidão?
12 Embora Jeová tenha dado grande liberdade aos humanos, a vasta maioria destes acha-se hoje sob frustradora servidão. O que aconteceu? O primeiro casal humano, Adão e Eva, desacertou o objetivo da liberdade que recebera de Deus. Eles ultrapassaram os limites divinos de sua liberdade e desafiaram o justo domínio de Deus sobre eles qual Soberano Senhor, Jeová. (Gênesis 3:1-7; Jeremias 10:10; 50:31) Não contentes em usar a sua liberdade para honrar a Deus, eles usaram-na egoisticamente, para decidir de modo independente o que era certo e o que era errado, juntando-se assim a Satanás em sua rebelião contra Jeová. Mas, em vez de ganharem mais liberdade, os pecaminosos Adão e Eva ficaram sujeitos a provadoras restrições e servidão, a uma diminuição de sua liberdade e, por fim, à morte. Seus descendentes herdaram esta perda da liberdade. “Pois todos pecaram e não atingem a glória de Deus.” “O salário pago pelo pecado é a morte.” — Romanos 3:23; 5:12; 6:23.
13. Por que Satanás tem conseguido escravizar humanos?
13 Devido à rebelião no Éden, Adão e também sua prole vieram a estar em escravidão a Satanás, o Diabo. Ora, “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”! (1 João 5:19) Por causa de seus poderes e habilidades superiores, Satanás tem conseguido enganar e escravizar a todos dentre a humanidade alienada de Deus. Ademais, homens egoístas têm dominado outros homens para seu prejuízo. (Eclesiastes 8:9) Assim, a humanidade em geral está agora em escravidão ao pecado e à morte, a Satanás e seus demônios, e aos sistemas políticos, econômicos e religiosos do mundo.
É Possível a Verdadeira Liberdade
14. A esperança da humanidade de obter a verdadeira liberdade está vinculada ao quê?
14 Libertar-se do pecado, da morte e do Diabo e seu mundo está vinculado à determinação de Deus de resolver a questão da justeza de sua própria soberania universal. Visto que Satanás levantou esta questão, Jeová tem permitido a sua existência, assim como permitiu que Faraó existisse por algum tempo. Isto se dá para que Jeová possa demonstrar plenamente o seu poder e ter seu nome declarado em toda a Terra. (Êxodo 9:15, 16) Deus em breve vindicará a si mesmo como Soberano Universal e santificará seu santo nome removendo o vitupério que a rebelião de Satanás, Adão e Eva lançou sobre ele. Assim, os que temem a Jeová serão libertados da escravidão ao pecado e à morte e serão introduzidos num novo mundo de liberdade concedida por Deus. — Romanos 8:19-23.
15. Que papel desempenhou Jesus na restituição da liberdade à humanidade?
15 Para restituir a liberdade à humanidade, Deus enviou seu Filho à Terra como homem. Por depor voluntariamente a sua vida humana perfeita, o Filho de Deus, Jesus Cristo, supriu o sacrifício de resgate, a base para libertar a humanidade. (Mateus 20:28) Além disso, Jesus proclamou uma mensagem de liberdade. No começo de seu ministério, ele aplicou a si mesmo estas palavras: “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, visto que Jeová me ungiu para anunciar boas novas aos mansos. Enviou-me para pensar os quebrantados de coração, para proclamar liberdade aos que foram levados cativos e ampla abertura dos olhos aos próprios presos.” — Isaías 61:1; Lucas 4:16-21.
16. Que passos tiveram de dar os judeus do primeiro século para ganhar a verdadeira liberdade?
16 Como ganhariam as pessoas essa liberdade? Jesus disse: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Assim, os seguidores de Jesus passaram a usufruir a liberdade espiritual. (João 8:31, 32, 36) Ademais, Jesus disse ao governador romano Pôncio Pilatos: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que está do lado da verdade escuta a minha voz.” (João 18:37) Os judeus que aceitaram a verdade, conforme pregada e exemplificada por Jesus, arrependeram-se de seus pecados, corrigiram seu proceder errado, apresentaram-se a Jeová e foram batizados assim como Jesus fora. (Mateus 3:13-17; Atos 3:19) Passaram então a usufruir a liberdade relativa que vem de Deus.
17. Por que Jeová dá liberdade a seus servos?
17 Jeová dá liberdade a seus servos leais visando primariamente a vindicação de Sua própria soberania, mas faz isso também para o conforto ou benefício deles. Ele libertou os israelitas da escravidão egípcia para que pudessem glorificá-lo como reino de sacerdotes, testemunhas Suas. (Êxodo 19:5, 6; Isaías 43:10-12) Similarmente, Jeová tirou seu povo do exílio babilônico primariamente para reconstruir Seu templo e restaurar a adoração verdadeira. (Esdras 1:2-4) Quando aqueles exilados que haviam retornado passaram a preocupar-se apenas com o seu próprio conforto material, Jeová enviou seus profetas Ageu e Zacarias a fim de lembrá-los de suas obrigações para com Deus. Ter sido a liberdade que Deus lhes dera colocada na perspectiva correta resultou em que o templo foi concluído, para a glória de Deus, e também no consolo e no bem-estar de Seu povo.
Não Desacertemos o Objetivo da Liberdade Que Deus Nos Dá
18. Por que se pode dizer que os servos de Jeová dos tempos modernos não desacertaram o objetivo da liberdade que Deus dá?
18 Que dizer dos servos de Deus dos tempos modernos? Como organização, eles não desacertaram o objetivo da liberdade que Deus lhes deu. Nos anos 1870, eles passaram a se libertar dos erros babilônicos e a desfrutar de aumentada liberdade cristã. Isto se harmonizava com Provérbios 4:18, que diz: “A vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido.” Todavia, assim como se deu com o antigo povo de Deus, que ficou temporariamente sob cativeiro babilônico, em 1918 os servos de Jeová ficaram sob certa medida de escravidão a Babilônia, a Grande. (Revelação 17:1, 2, 5) Membros desse império mundial da religião falsa exultaram quando as simbólicas “duas testemunhas” jazeram espiritualmente mortas. Mas, pela benignidade imerecida de Deus, em 1919 seus servos ungidos foram reavivados, libertados espiritualmente. (Revelação 11:3, 7-11) Usando a liberdade que Deus lhes dera, tornaram-se zelosas testemunhas do Altíssimo. Portanto, quão apropriado foi que eles, em 1931, alegremente adotassem o nome Testemunhas de Jeová! (Isaías 43:10-12) Em especial desde 1935, as ungidas Testemunhas têm recebido a adesão de “uma grande multidão”, que espera ganhar a vida eterna na Terra. Os membros dessa grande multidão tampouco desacertaram o objetivo da liberdade que Deus lhes dá. — Revelação 7:9-17.
19, 20. (a) Cite uma maneira notável pela qual o povo de Jeová faz bom uso da liberdade que Ele lhes dá. (b) De que outra maneira notável as Testemunhas de Jeová fazem bom uso da liberdade que Deus lhes tem dado?
19 De duas maneiras especialmente notáveis, os do povo de Jeová fazem bom uso da liberdade que Deus lhes dá. Por um lado, usam-na para seguir um proceder de retidão. (1 Pedro 2:16) E que excelente reputação eles têm! Por exemplo, tempos atrás um homem entrou num Salão do Reino em Zurique, na Suíça, e disse que queria ser Testemunha de Jeová. Quando lhe indagaram o motivo, ele contou que sua irmã era Testemunha e fora desassociada por imoralidade. Disse ele: ‘Esta é a organização em que eu quero entrar — a que não tolera a má conduta.’ Com boa razão a Nova Enciclopédia Católica (em inglês) diz que as Testemunhas de Jeová granjearam a reputação de ser “um dos mais bem-comportados grupos do mundo”.
20 Além disso, as Testemunhas de Jeová fazem bom uso da liberdade que Deus lhes dá cumprindo a sua comissão de pregar as boas novas do Reino, como Jesus fez. (Mateus 4:17) Oralmente e por meio da página impressa, formal e informalmente, elas anunciam o Reino de Jeová. Assim fazendo elas se beneficiam grandemente, fortalecendo a sua fé e abrilhantando a sua esperança. Ademais, esta atividade serve para salvar tanto a elas como aos que as escutam. (1 Timóteo 4:16) Sobre esta atividade, o livro Dynamic Religious Movements (Movimentos Religiosos Dinâmicos) diz: “Seria difícil encontrar membros de qualquer outro grupo que trabalham de modo tão árduo em sua religião quanto as Testemunhas [de Jeová].”
21. Que evidência há de que Jeová está abençoando o ministério de seu povo?
21 Quanto Jeová nos está abençoando ao cumprirmos o objetivo da liberdade que ele nos dá! Vê-se isto no relatório de serviço de campo do ano passado — um auge de mais de quatro milhões de publicadores do Reino, e mais de dez milhões de pessoas presentes na Comemoração da morte de Jesus. Segundo certo levantamento, a Irlanda teve 29 sucessivos auges mensais em publicadores; o México teve 78 auges em 80 meses, e o Japão 153 auges consecutivos!
Use Bem a Liberdade Que Deus Lhe Deu
22. Qual é a essência de algumas perguntas esquadrinhadoras que podemos fazer a nós mesmos?
22 Se você é uma Testemunha dedicada de Jeová, está fazendo bom uso da liberdade que Deus lhe deu? Cada um de nós pode perguntar-se: ‘Sou cuidadoso no uso da liberdade que Deus me dá, de modo a evitar causar tropeço a alguém por conduta errada? Obedeço conscienciosamente às leis de César, embora dê primazia à lei de Deus? Coopero plenamente com os anciãos na congregação? Estou usando plenamente na pregação das boas novas a liberdade que Deus me dá? Tenho sempre “bastante para fazer na obra do Senhor”? Empenho-me avidamente por uma carreira secular quando poderia estar usando a liberdade que Deus me dá expandindo o meu ministério, procurando obter maiores responsabilidades na congregação ou ingressar no serviço de tempo integral?’ — 1 Coríntios 15:58.
23. O que devemos fazer para não desacertarmos o objetivo da liberdade que Deus nos dá?
23 Que todos nós ‘saboreemos e vejamos que Jeová é bom’. (Salmo 34:8) Confiemos nele, sujeitemo-nos às suas leis e glorifiquemos seu santo nome por anunciarmos zelosamente o seu Reino. Lembre-se de que “quem semear generosamente, ceifará também generosamente”. (2 Coríntios 9:6) Por conseguinte, prestemos serviço a Jeová de todo o coração e mostremos que não desacertamos o objetivo da liberdade que ele nos dá.
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Fique firme na liberdade que Deus dá!A Sentinela — 1992 | 15 de março
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Fique firme na liberdade que Deus dá!
“Para tal liberdade é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” — GÁLATAS 5:1.
1, 2. Como foi perdida a liberdade que Deus dera?
O POVO de Jeová é livre. Mas eles não procuram ser independentes de Deus, pois isto significaria escravizar-se a Satanás. Eles prezam a sua íntima relação com Jeová e alegram-se na liberdade que ele lhes dá.
2 Nossos primeiros pais, Adão e Eva, perderam a liberdade que Deus lhes dera por pecarem e se tornarem escravos do pecado, da morte e do Diabo. (Gênesis 3:1-19; Romanos 5:12) Ora, Satanás colocou o mundo inteiro no pecaminoso caminho da destruição! Mas aqueles que permanecem firmes na liberdade que Deus dá andam no caminho da vida eterna. — Mateus 7:13, 14; 1 João 5:19.
Libertar-se da Servidão
3. Que esperança apresentou Deus no Éden?
3 O propósito de Jeová era que os humanos que honrassem o Seu nome fossem libertados da servidão a Satanás, ao pecado e à morte. Esta esperança foi apresentada quando Deus disse à serpente usada por Satanás, no Éden: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente [semente] e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gênesis 3:14, 15) Jesus Cristo, a Semente da organização celestial de Jeová, foi ferido no calcanhar quando morreu na estaca, mas Deus supriu assim um sacrifício de resgate para libertar a humanidade crente do pecado e da morte. (Mateus 20:28; João 3:16) No tempo oportuno, Jesus esmagará a cabeça de Satanás, a Serpente original. — Revelação (Apocalipse) 12:9.
4. Que liberdade tinha Abraão, e o que Jeová lhe prometeu?
4 Uns 2.000 anos depois da promessa feita no Éden, o “amigo de Jeová”, Abraão, obedeceu a Deus e saiu da cidade de Ur para outro lugar. (Tiago 2:23; Hebreus 11:8) Recebeu assim a liberdade divina e não mais vivia como escravo do mundo de Satanás, um mundo de religião falsa, política corrupta e comércio ganancioso. À profecia edênica Deus acrescentou promessas de que todas as famílias e nações abençoariam a si mesmas por meio de Abraão e sua Semente. (Gênesis 12:3; 22:17, 18) Abraão estava livre de condenação porque ‘teve fé em Jeová, que lhe imputou isto como justiça’. (Gênesis 15:6) Similarmente hoje, uma íntima relação com Jeová resulta no dom da libertação por Deus da condenação e da escravidão ao mundo que jaz no poder de Satanás.
Um Absorvente Drama Simbólico
5. O nascimento de Isaque foi cercado de que circunstâncias?
5 Para que Abraão tivesse um descendente, ou semente, sua esposa estéril, Sara, ofereceu-lhe Agar, serva dela, para gerar uma criança. Por meio dela, Abraão tornou-se pai de Ismael, mas Deus não o escolheu como a prometida Semente. Em vez disso, quando Abraão tinha 100 anos de idade e Sara 90, Jeová possibilitou que tivessem um filho de nome Isaque. Quando Ismael passou a zombar de Isaque, Agar e seu filho foram despedidos, deixando o filho de Abraão por meio da mulher livre, Sara, na condição de indisputável semente de Abraão. Como Abraão, Isaque também exerceu fé e usufruiu a liberdade que Deus dá. — Gênesis 16:1-16; 21:1-21; 25:5-11.
6, 7. A que convicção certos falsos instrutores haviam levado alguns cristãos gálatas, mas o que explicou Paulo?
6 Esses eventos prefiguraram coisas muito significativas para os que amam a liberdade que Deus dá. Isto foi mencionado na carta que o apóstolo Paulo escreveu às congregações na Galácia, por volta de 50 a 52 EC. Naquela ocasião, o corpo governante já decidira que a circuncisão não era um requisito para os cristãos. Falsos instrutores, porém, haviam persuadido alguns gálatas de que a circuncisão era um aspecto vital do cristianismo.
7 Paulo explicou aos gálatas: A pessoa é declarada justa por meio da fé em Cristo, não por meio de obras da Lei mosaica. (Gá 1:1-3:14) A Lei não invalidou a promessa relacionada com o pacto abraâmico, mas tornou manifestas as transgressões e serviu como tutor que conduziu ao Cristo. (Gá 3:15-25) Por meio de sua morte, Jesus liberou os que estavam sob a Lei, habilitando-os a se tornarem filhos de Deus. Assim, retornar a um arranjo de observar dias, meses, estações e anos significaria voltar à escravidão. (Gá 4:1-20) Daí, Paulo escreveu:
8, 9. (a) Com as suas próprias palavras, explique brevemente o que Paulo disse em Gálatas 4:21-26. (b) Neste drama simbólico, quem ou o que foi prefigurado por Abraão e por Sara, e quem é a prometida Semente?
8 “Dizei-me, vós os que quereis estar debaixo de lei: Não dais ouvidos à Lei? Por exemplo, está escrito que Abraão adquiriu dois filhos, um [Ismael] por meio da serva [Agar] e outro [Isaque] por meio da livre [Sara]; mas aquele por meio da serva nasceu realmente na maneira da carne, o outro, por meio da livre, por intermédio duma promessa. Estas coisas são como que um drama simbólico; pois estas mulheres significam dois pactos, um [o pacto da Lei] do monte Sinai [onde Deus instituiu esse pacto com os israelitas], que dá à luz filhos para a escravidão, e que é Agar. [O outro pacto foi aquele feito com Abraão com respeito à sua Semente.] Ora, esta Agar significa Sinai, um monte na Arábia, e ela corresponde à Jerusalém atual, pois está em escravidão com os seus filhos [descendentes de Abraão, Isaque e Jacó]. Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.” — Gálatas 4:21-26.
9 Neste drama simbólico, Abraão era uma figura representativa de Jeová. A “livre”, Sara, representava a “mulher”, ou santa organização universal, de Deus. Ela produziu Cristo, a Semente dessa mulher simbólica e do Abraão Maior. (Gálatas 3:16) Para mostrar às pessoas como libertar-se da adoração impura, do pecado e de Satanás, Jesus ensinou a verdade e expôs a religião falsa, mas Jerusalém e seus filhos permaneceram em servidão religiosa porque o rejeitaram. (Mateus 23:37, 38) Os seguidores judeus de Jesus ficaram livres da Lei, que expunha a servidão deles à imperfeição, ao pecado e à morte. Deveras livres são todos os humanos que aceitam Jesus como Aquele produzido pela “mulher” de Deus para ser o Rei messiânico e o Emancipador ‘que proclama liberdade aos cativos’! — Isaías 61:1, 2; Lucas 4:18, 19.
Evite um Jugo Escravizador
10, 11. De que jugo de escravidão libertou Cristo seus seguidores, e que paralelos podem ser traçados hoje?
10 Para aqueles que compõem a semente de Abraão junto com Cristo, o Isaque Maior, Paulo diz: “A Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe. . . . Nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Mas, assim como então aquele nascido na maneira da carne [Ismael] começou a perseguir o nascido na maneira do espírito [Isaque], assim também é agora. . . . Somos filhos, não duma serva, mas da livre. Para tal liberdade [da Lei] é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” — Gálatas 4:26-5:1.
11 Qualquer um dos seguidores de Jesus teria ficado restringido num jugo de escravidão se se tivesse submetido à Lei. A religião falsa é um jugo escravizador da atualidade, e a cristandade é um paralelo da antiga Jerusalém e seus filhos. Mas os ungidos são filhos da Jerusalém de cima, a livre organização celestial de Deus. Eles e seus concrentes que têm esperança de viver na Terra para sempre não fazem parte deste mundo e não estão em servidão a Satanás. (João 14:30; 15:19; 17:14, 16) Libertados pela verdade e pelo sacrifício de Jesus, permaneçamos firmes na liberdade que Deus nos dá.
Tome Posição em Favor da Liberdade Que Deus Dá
12. Que proceder adotam os crentes, e o que será considerado a seguir?
12 Milhões hoje usufruem a verdadeira liberdade como Testemunhas de Jeová. Estudos bíblicos são dirigidos com ainda outros milhões de pessoas, muitas das quais são ‘corretamente dispostas para com a vida eterna’. Ao se tornarem crentes, elas tomarão posição em favor da liberdade que Deus dá por serem batizadas. (Atos 13:48; 18:8) Mas, que passos precedem o batismo cristão?
13. Que relação há entre o conhecimento e o batismo?
13 Antes de ser batizada, a pessoa tem de adquirir conhecimento exato das Escrituras e agir concordemente. (Efésios 4:13) Assim, Jesus disse a seus seguidores: “Ide . . . e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” — Mateus 28:19, 20.
14. Ser batizado em nome do Pai, do Filho e do espírito santo exige que conhecimento?
14 Ser batizado em nome do Pai significa reconhecer o cargo e a autoridade de Jeová como Deus, Criador e Soberano Universal. (Gênesis 17:1; 2 Reis 19:15; Revelação 4:11) O batismo em nome do Filho exige o reconhecimento da posição e da autoridade de Cristo como enaltecida criatura espiritual, o Rei messiânico, e aquele por meio de quem Deus supriu um “resgate correspondente”. (1 Timóteo 2:5, 6; Daniel 7:13, 14; Filipenses 2:9-11) A pessoa que se batiza em nome do espírito santo reconhece ser ele a força ativa de Jeová Deus, que este usou na criação e para inspirar os escritores bíblicos, bem como de outras maneiras. (Gênesis 1:2; 2 Pedro 1:21) Naturalmente, há muito mais a aprender sobre Deus, Cristo e o espírito santo.
15. Por que a pessoa tem de exercer fé antes de ser batizada?
15 Antes do batismo, a pessoa tem de exercer fé baseada em conhecimento exato. ‘Sem fé é impossível agradar bem a Jeová.’ (Hebreus 11:6) A pessoa que exerce fé em Deus, em Cristo e no propósito divino desejará ser uma Testemunha de Jeová, viver em harmonia com a Palavra de Deus e ter uma participação significativa na pregação das boas novas. Ela falará sobre a glória do reinado de Jeová. — Salmo 145:10-13; Mateus 24:14.
16. O que é arrependimento, e que relação tem ele com o batismo cristão?
16 O arrependimento é outro pré-requisito do batismo. Arrepender-se significa “mudar de atitude com respeito a uma ação ou conduta passada (ou tencionada), por se sentir lástima ou dessatisfação, ou “sentir lástima, contrição, ou compunção, pelo que a pessoa fez ou deixou de fazer”. Os judeus do primeiro século tiveram de arrepender-se de seus pecados contra Jesus Cristo. (Atos 3:11-26) Alguns crentes em Corinto arrependeram-se de fornicação, idolatria, adultério, homossexualismo, roubo, ganância, embriaguez, injúria e extorsão. Conseqüentemente, eles foram “lavados” no sangue de Jesus, “santificados”, no sentido de terem sido colocados à parte para o serviço de Jeová, e “declarados justos” em nome de Jesus Cristo e com o espírito de Deus. (1 Coríntios 6:9-11) Portanto, o arrependimento é um passo em direção à boa consciência e o libertar-se do atormentador sentimento de culpa pelo pecado. — 1 Pedro 3:21.
17. O que significa conversão, e o que exige isso da parte de quem cogita ser batizado?
17 A conversão é algo que também tem de ocorrer antes de a pessoa ser batizada como Testemunha de Jeová. A conversão da pessoa arrependida ocorre depois que ela rejeita o seu proceder errado e decide fazer o que é correto. Tanto no hebraico como no grego, os verbos relacionados com conversão significam “retornar, dar meia-volta, ou voltar”. Quando usado num bom sentido espiritual, isto se refere a voltar-se para Deus abandonando um proceder errado. (1 Reis 8:33, 34) A conversão exige “obras próprias de arrependimento”, fazer o que Deus ordena, abandonar a religião falsa e dirigir o nosso coração invariavelmente a Jeová para servir somente a ele. (Atos 26:20; Deuteronômio 30:2, 8, 10; 1 Samuel 7:3) Isto requer “um novo coração e um novo espírito”, mudar a maneira de pensar, a disposição e as aspirações na vida. (Ezequiel 18:31) A resultante nova personalidade substitui traços impiedosos por qualidades piedosas. (Colossenses 3:5-14) Sim, o verdadeiro arrependimento realmente faz a pessoa ‘dar meia-volta’. — Atos 3:19.
18. Por que se deve fazer uma dedicação a Deus em oração, e o que significa este passo?
18 A dedicação a Deus em oração tem de preceder o batismo. (Veja Lucas 3:21, 22.) Dedicação significa pôr à parte para um propósito sagrado. Este passo é tão importante que devemos expressar a Deus em oração a nossa decisão de dar-lhe devoção exclusiva e servi-lo para sempre. (Deuteronômio 5:8, 9; 1 Crônicas 29:10-13) Naturalmente, a nossa dedicação não é a uma obra mas sim ao próprio Deus. Este ponto foi esclarecido nos funerais do primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA), Charles Taze Russell. Naquela ocasião, em 1916, o secretário-tesoureiro da Sociedade, W. E. Van Amburgh, disse: “Esta grande obra mundial não é obra de uma única pessoa. É grande demais para que o seja. É a obra de Deus e não muda. Deus usou muitos servos no passado e Ele sem dúvida usará muitos no futuro. A nossa consagração [dedicação] não é a um homem, ou a uma obra de homem, mas sim para fazer a vontade de Deus, conforme Ele no-la revelar através de Sua Palavra e oportunas orientações. Deus ainda está no leme.” Mas o que mais tem de ser feito quanto à dedicação a Deus?
19. (a) De que modo a pessoa dá evidência pública de que se dedicou a Jeová? (b) O batismo em água é símbolo de quê?
19 O batismo da pessoa produz a evidência pública de que ela se dedicou a Jeová. O batismo é um símbolo, indicando que a pessoa que é imersa em água fez uma dedicação incondicional a Jeová Deus por meio de Jesus Cristo. (Compare com Mateus 16:24.) Quando é ‘sepultado’ na água e, em seguida, erguido, o batizando simbolicamente morre com relação ao seu proceder anterior e é ressuscitado para um novo modo de vida, para fazer incondicionalmente a vontade de Deus. (Veja Romanos 6:4-6.) Ao ser batizado, Jesus apresentou-se incondicionalmente a seu Pai celestial. (Mateus 3:13-17) E as Escrituras repetidas vezes mostram que os crentes habilitados devem ser batizados. (Atos 8:13; 16:27-34; 18:8) Portanto, para tornar-se hoje uma Testemunha de Jeová, a pessoa tem de ser um crente que realmente exerce fé e seja batizado. — Compare com Atos 8:26-39.
Fique Firme!
20. Cite exemplos bíblicos que provam que seremos abençoados se tomarmos posição em favor da liberdade que Deus nos dá como batizadas Testemunhas de Jeová.
20 Se você tomou uma posição firme em favor da liberdade que Deus dá, tornando-se uma batizada Testemunha de Jeová, Ele o abençoará assim como abençoou seus servos no passado. Por exemplo, Jeová abençoou os idosos Abraão e Sara com um filho temente a Deus, Isaque. Pela fé, o profeta Moisés preferiu ser maltratado com o povo de Deus “do que ter o usufruto temporário do pecado, porque estimava o vitupério [de ser antiga figura típica] do Cristo [ou Ungido de Deus] como riqueza maior do que os tesouros do Egito”. (Hebreus 11:24-26) Moisés teve o privilégio de ser usado por Jeová para tirar os israelitas da escravidão egípcia. Ademais, por ter servido fielmente a Deus, ele será ressuscitado e servirá como um dos “príncipes em toda a terra” sob o Moisés Maior, Jesus Cristo. — Salmo 45:16; Deuteronômio 18:17-19.
21. Que encorajadores exemplos de mulheres piedosas do passado são fornecidos aqui?
21 Os cristãos dedicados da atualidade podem também sentir-se encorajados pelo exemplo de mulheres que se tornaram realmente livres e alegres. Uma delas foi a moabita Rute, que sentiu tanto a dor da viuvez como a alegria de ser libertada por Deus da religião falsa. Abandonando seu povo e seus deuses, ela apegou-se à sua sogra enviuvada, Noemi. “Aonde quer que fores, irei eu”, disse Rute, “e onde quer que pernoitares, pernoitarei eu. Teu povo será o meu povo, e teu Deus, o meu Deus”. (Rute 1:16) Como esposa de Boaz, Rute tornou-se mãe do avô de Davi, Obede. (Rute 4:13-17) Ora, Jeová concedeu a esta humilde mulher não-israelita “um salário perfeito”, permitindo que ela se tornasse ancestral de Jesus, o Messias! (Rute 2:12) Quão alegre se sentirá Rute ao ser ressuscitada e ser informada de que teve esse privilégio! Similar alegria sem dúvida encherá o coração da futura ressuscitada ex-meretriz Raabe, que foi libertada da imoralidade e da adoração falsa, bem como o da transgressora, porém arrependida, Bate-Seba, pois elas também ficarão sabendo que Jeová permitiu que se tornassem ancestrais de Jesus Cristo. — Mateus 1:1-6, 16.
22. O que será considerado no próximo artigo?
22 O estudo a respeito daqueles que se tornaram beneficiários da liberdade que Deus dá poderia prosseguir indefinidamente. Por exemplo, suas fileiras incluem os homens e as mulheres de fé mencionados em Hebreus, capítulo 11. Estes sofreram tribulação e maus-tratos, “e o mundo não era digno deles”. Acrescente a suas fileiras os leais seguidores de Cristo do primeiro século e outros fiéis desde então, inclusive os milhões que hoje servem a Jeová como Testemunhas Suas. Como veremos a seguir, se você tomou posição com eles em favor da liberdade que Deus dá, seus motivos de alegria são muitos.
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A liberdade que Deus dá produz regozijoA Sentinela — 1992 | 15 de março
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A liberdade que Deus dá produz regozijo
“O regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” — NEEMIAS 8:10.
1. O que é regozijo, e por que podem senti-lo os que são dedicados a Deus?
JEOVÁ enche de regozijo o coração de seu povo. Este estado de grande felicidade ou exultação resulta da aquisição ou da expectativa do que é bom. Os humanos dedicados a Deus podem sentir tais emoções porque a alegria é um dos frutos de Seu espírito santo, ou força ativa. (Gálatas 5:22, 23) Assim, mesmo que soframos provações aflitivas, podemos jubilar-nos como servos de Jeová, que são guiados pelo seu espírito.
2. Por que os judeus se regozijaram numa ocasião especial nos dias de Esdras?
2 Numa ocasião especial, no quinto século AEC, os judeus usaram o dom da liberdade, que Deus lhes dera, para realizar uma alegre Festividade das Barracas, em Jerusalém. Depois que Esdras e outros levitas leram e explicaram-lhes a Lei de Deus, “o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções e para entregar-se a grande alegria, porque tinham entendido as palavras que se lhes deram a conhecer”. — Neemias 8:5-12.
O Regozijo de Jeová É o Nosso Baluarte
3. Sob que circunstâncias pode “o regozijo de Jeová” ser nosso baluarte?
3 Naquela festividade, os judeus constataram quão certas são estas palavras: “O regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” (Neemias 8:10) Este regozijo será também o nosso baluarte se estivermos firmemente a favor da liberdade divina como Testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová. Uns poucos dentre nós foram ungidos pelo espírito santo e adotados na família de Deus como co-herdeiros celestiais de Cristo. (Romanos 8:15-23) A vasta maioria de nós hoje têm a perspectiva de vida numa terra paradísica. (Lucas 23:43) Quanto regozijo devemos sentir!
4. Por que podem os cristãos suportar sofrimentos e perseguição?
4 Embora tenhamos maravilhosas perspectivas, não é fácil suportar sofrimentos e perseguição. Podemos suportar essas coisas, porém, porque Deus nos dá seu espírito santo. Com ele temos regozijo e a convicção de que nada nos pode privar de nossa esperança ou do amor de Deus por nós. Ademais, podemos estar certos de que Jeová será nossa fortaleza enquanto nós o amarmos de todo nosso coração, alma, força e mente. — Lucas 10:27.
5. Onde podemos encontrar razões para regozijo?
5 O povo de Jeová é ricamente abençoado e tem muitas razões para se regozijar. Algumas dessas razões são mencionadas na carta de Paulo aos gálatas. Outras são indicadas em outros lugares nas Escrituras. Considerar tais jubilosas bênçãos elevará o nosso ânimo.
Preze o Dom da Liberdade Divina
6. Por que Paulo instou os cristãos gálatas a permanecerem firmes?
6 Como cristãos, temos a jubilosa bênção de ter uma posição aceitável perante Deus. Visto que Cristo libertou seus seguidores da Lei mosaica, os gálatas foram instados a permanecer firmes e a não se confinarem àquele “jugo de escravidão”. Que dizer de nós? Se tentássemos ser declarados justos por guardar a Lei, ficaríamos apartados de Cristo. Com a ajuda do espírito de Deus, porém, nós esperamos receber a aguardada justiça resultante da fé que opera através do amor e não através da circuncisão física ou de outras obras da Lei. — Gálatas 5:1-6.
7. Como devemos encarar o serviço sagrado a Jeová?
7 É uma bênção usar o dom da liberdade divina para ‘servir a Jeová com alegria’. (Salmo 100:2) Deveras, é um inestimável privilégio prestar serviço sagrado a “Jeová Deus, o Todo-poderoso”, o próprio “Rei da eternidade”! (Revelação [Apocalipse] 15:3) Se você tiver sentimentos de pouca auto-estima, pode ser útil lembrar-se de que Deus o atraiu a si por meio de Jesus Cristo e concedeu-lhe ter uma participação na “obra santa das boas novas de Deus”. (Romanos 15:16; João 6:44; 14:6) Que razões para regozijo e gratidão a Deus!
8. Quanto a Babilônia, a Grande, que motivo de regozijo tem o povo de Deus?
8 Outra causa de regozijo é a libertação que Deus nos deu de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. (Revelação 18:2, 4, 5) Embora essa meretriz religiosa simbolicamente esteja “sentada sobre muitas águas”, que significam “povos, e multidões, e nações, e línguas”, ela não está sentada sobre, ou não influencia nem controla em sentido religioso, os servos de Jeová. (Revelação 17:1, 15) Nós nos regozijamos na maravilhosa luz de Deus, ao passo que os apoiadores de Babilônia, a Grande, estão em escuridão espiritual. (1 Pedro 2:9) Sim, pode ser difícil entender algumas “coisas profundas de Deus”. (1 Coríntios 2:10) Mas, orar por sabedoria e auxílio do espírito santo ajuda-nos a compreender a verdade bíblica que liberta espiritualmente quem a possui. — João 8:31, 32; Tiago 1:5-8.
9. Se havemos de usufruir a bênção da contínua libertação do erro religioso, o que temos de fazer?
9 Nós usufruímos a bênção de contínua liberdade do erro religioso, mas, para conservar tal liberdade, temos de rejeitar a apostasia. Os gálatas iam bem na corrida cristã, mas alguns os impediam de obedecer à verdade. Tal persuasão iníqua não vinha de Deus e devia ser rejeitada. Assim como um pouco de fermento leveda a massa toda, falsos instrutores, ou uma certa inclinação para a apostasia, podem corromper uma inteira congregação. Paulo desejava que os defensores da circuncisão, que tentavam subverter a fé dos gálatas, fossem não só circuncidados mas que se mutilassem sexualmente. Linguagem forte, sem dúvida! Mas temos de ser igualmente firmes em rejeitar a apostasia, se havemos de conservar a libertação que Deus nos deu do erro religioso. — Gálatas 5:7-12.
Trabalhemos Arduamente Uns Pelos Outros em Amor
10. Qual é a nossa responsabilidade como parte da fraternidade cristã?
10 A liberdade que Deus dá nos levou a termos associação com uma fraternidade amorosa, mas temos de fazer a nossa parte em mostrar amor. Os gálatas não deviam usar a sua liberdade como “induzimento para a carne”, ou como desculpa para egoísmo desamoroso. Deviam trabalhar arduamente uns pelos outros tendo o amor como motivação. (Levítico 19:18; João 13:35) Nós também temos de evitar a maledicência e o ódio que podem resultar em sermos arruinados uns pelos outros. Naturalmente, isto não ocorrerá se mostrarmos amor fraternal. — Gálatas 5:13-15.
11. Como podemos ser uma bênção para outros, e como podem eles nos bendizer?
11 Usando o dom da liberdade divina em harmonia com os ditames do espírito de Deus, mostraremos amor e seremos uma bênção para outros. Deve ser um hábito permitirmos ser controlados e conduzidos pelo espírito santo. Neste caso, não estaremos propensos a desamorosamente satisfazer a nossa carne pecaminosa que “é contra o espírito no seu desejo”. Se somos conduzidos pelo espírito de Deus, faremos o que é amoroso, mas não porque as regras exigem cumprimento e impõem penalidades aos transgressores. Por exemplo, o amor — não apenas uma lei — nos impedirá de caluniar outros. (Levítico 19:16) O amor nos induzirá a falar e a agir bondosamente. Visto que mostramos amor, como um dos frutos do espírito, outros nos bendirão, ou falarão bem de nós. (Provérbios 10:6) Ademais, associarem-se conosco será uma bênção para eles. — Gálatas 5:16-18.
Frutos Contrastantes
12. Quais são algumas das bênçãos relacionadas com o evitar as pecaminosas “obras da carne”?
12 Muitas das bênçãos relacionadas com a liberdade que Deus nos dá vêm em resultado de evitarmos as pecaminosas “obras da carne”. Como povo de Deus, nós, em geral, evitamos muita angústia porque não praticamos fornicação, impureza e conduta desenfreada. Por evitarmos a idolatria, sentimos o regozijo resultante de agradarmos a Jeová neste respeito. (1 João 5:21) Visto que não praticamos o espiritismo, estamos livres da dominação demoníaca. A nossa fraternidade cristã não é arruinada por inimizades, lutas, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas e invejas. E o nosso regozijo não se perde em competições no beber e em festanças. Paulo avisou que aqueles que praticam as obras da carne não herdarão o Reino de Deus. Visto que acatamos suas palavras, porém, podemos apegar-nos à jubilosa esperança do Reino. — Gálatas 5:19-21.
13. O espírito santo de Jeová produz que frutos?
13 A liberdade que Deus nos dá traz regozijo porque os cristãos demonstram os frutos do espírito de Jeová. Das palavras de Paulo aos gálatas, é fácil deduzir que as obras da carne pecaminosa são como espinhos em contraste com os esplêndidos frutos do amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, benignidade, fé, brandura e autodomínio, implantados em corações piedosos. Decididos a viver contrário aos desejos da carne pecaminosa, desejamos ser conduzidos pelo espírito de Deus e viver segundo ele. O espírito nos torna humildes e pacíficos, não “egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros”. Não é de admirar que associar-se com os que demonstram os frutos do espírito seja um regozijo! — Gálatas 5:22-26.
Outras Razões Para Regozijo
14. Que armadura necessitamos na nossa luta contra forças espirituais iníquas?
14 Relacionada com a liberdade espiritual que Deus nos dá temos a bênção de estar protegidos contra Satanás e os demônios. Para sermos bem-sucedidos na nossa luta contra forças espirituais iníquas, temos de usar “a armadura completa de Deus”. Necessitamos do cinturão da verdade e da couraça da justiça. Os nossos pés têm de estar calçados com o equipamento das boas novas de paz. Necessário também é o grande escudo da fé, com que podemos apagar os projéteis ardentes do iníquo. Temos de usar o capacete de salvação e brandir “a espada do espírito”, a Palavra de Deus. Também, ‘em todas as ocasiões, façamos orações em espírito’. (Efésios 6:11-18) Se usarmos a armadura espiritual e rejeitarmos o demonismo, poderemos ser destemidos e jubilantes. — Compare com Atos 19:18-20.
15. Que jubilosa bênção temos em virtude de nos conduzirmos em harmonia com a Palavra de Deus?
15 Sentimos regozijo porque a nossa conduta se harmoniza com a Palavra de Deus e não temos sentimentos de culpa que afligem muitos transgressores. Nós ‘nos exercitamos continuamente para termos a consciência de não termos cometido ofensa contra Deus e homens’. (Atos 24:16) Assim, não temos motivo para temer a retribuição divina que se abaterá contra pecadores deliberados, impenitentes. (Mateus 12:22-32; Hebreus 10:26-31) Aplicando o conselho de Provérbios 3:21-26, passamos a perceber o cumprimento destas palavras: “Resguarda a sabedoria prática e o raciocínio, e mostrar-se-ão vida para a tua alma e encanto para a tua garganta. Neste caso andarás em segurança no teu caminho e até mesmo teu pé não baterá em coisa alguma. Quando te deitares, não sentirás pavor; e hás de deitar-te e teu sono terá de ser prazenteiro. Não precisarás ter medo de uma repentina coisa pavorosa, nem da tempestade sobre os iníquos, porque ela está chegando. Porque o próprio Jeová, de fato, mostrará ser tua confiança e ele certamente guardará teu pé da captura.”
16. Em que sentido é a oração um motivo de regozijo, e que parte desempenha nisso o espírito de Jeová?
16 Ainda outra causa de regozijo é a liberdade que Deus dá para aproximarmo-nos dele em oração com a certeza de que seremos ouvidos. Sim, as nossas orações são ouvidas porque temos o reverente “temor de Jeová”. (Provérbios 1:7) Ademais, somos ajudados a nos manter no amor de Deus por ‘orarmos com espírito santo’. (Judas 20, 21) Isto fazemos manifestando uma condição de coração aceitável a Jeová e orando sob a influência do espírito peticionando coisas que estejam em harmonia com a Sua vontade e a Sua Palavra, que nos mostra como orar e o que pedir em oração. (1 João 5:13-15) Se sofrermos severa provação, e não soubermos pelo que devemos orar, ‘o espírito se juntará com ajuda para a nossa fraqueza, implorando por nós com gemidos não pronunciados’. Deus atende a tais orações. (Romanos 8:26, 27) Peçamos em oração o espírito santo, e permitamos que este produza em nós os seus frutos que sejam especialmente necessários para enfrentar determinada provação. (Lucas 11:13) Aumentaremos também o nosso regozijo se, com oração e diligência, estudarmos a inspirada Palavra de Deus e publicações cristãs preparadas sob a direção do espírito.
Abençoados com Ajuda Sempre Disponível
17. Como mostram as experiências de Moisés e as palavras de Davi que Jeová está com Seu povo?
17 Usando corretamente a liberdade que Jeová Deus nos dá, temos o regozijo de saber que Ele está conosco. Quando circunstâncias adversas levaram Moisés a deixar o Egito, pela fé ele “permanecia constante como que vendo Aquele que é invisível”. (Hebreus 11:27) Moisés não caminhava sozinho; sabia que Jeová estava com ele. Similarmente, os filhos de Corá cantaram: “Deus é para nós refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente durante aflições. Por isso é que não temeremos, ainda que a terra passe por uma mudança e ainda que os montes cambaleiem para dentro do coração do vasto mar; ainda que as suas águas sejam turbulentas e espumem, ainda que os montes tremam diante do seu alvoroço.” (Salmo 46:1-3) Se você tiver semelhante fé em Deus, ele jamais o abandonará. Disse Davi: “Caso meu próprio pai e minha própria mãe me abandonassem, o próprio Jeová me acolheria.” (Salmo 27:10) Que regozijo é saber que Deus tem tamanho cuidado com seus servos! — 1 Pedro 5:6, 7.
18. Por que os que têm o regozijo de Jeová também recebem dele a libertação da esmagadora ansiedade?
18 Tendo o regozijo de Jeová, temos também a liberdade, que Ele nos dá, da esmagadora ansiedade. “Não estejais ansiosos de coisa alguma”, disse Paulo, “mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus”. (Filipenses 4:6, 7) A paz de Deus é uma incomparável calma que se sente mesmo sob as mais provadoras circunstâncias. Com ela o nosso coração permanece calmo — algo bom para nós em sentido espiritual, emocional e físico. (Provérbios 14:30) Ajuda-nos também a manter o equilíbrio mental, pois sabemos que nada que Deus permita pode causar-nos dano permanente. (Mateus 10:28) Temos esta paz resultante de uma íntima relação com Deus por meio de Cristo porque somos dedicados a Jeová e nos submetemos à direção de seu espírito, que produz frutos tais como o regozijo e a paz.
19. Manter o coração fixo em que nos ajudará a ser jubilantes?
19 Manter o coração fixo na liberdade que Deus nos dá e na esperança do Reino ajudar-nos-á a sentir regozijo. Por exemplo, às vezes pouco pode ser feito a respeito de má saúde, mas podemos orar por sabedoria e força para enfrentá-la e podemos derivar consolo em meditar a respeito da saúde espiritual que agora temos e das curas físicas que ocorrerão sob o governo do Reino. (Salmo 41:1-3; Isaías 33:24) Embora talvez tenhamos de suportar privações hoje em dia, não haverá escassez de necessidades básicas na Terra paradísica tão próxima. (Salmo 72:14, 16; Isaías 65:21-23) Sim, o nosso Pai celestial nos sustentará agora e, por fim, tornará pleno o nosso regozijo. — Salmo 145:14-21.
Preze o Dom da Liberdade Que Deus Dá
20. Segundo o Salmo 100:1-5, como nos devemos apresentar perante Jeová?
20 Como povo de Jeová, certamente devemos prezar o dom da liberdade que Deus nos dá, liberdade esta que nos trouxe regozijo e tantas bênçãos. Não é de admirar que o Salmo 100:1-5 inste-nos a vir à presença de Deus “com grito jubiloso”. Pertencemos a Jeová e ele cuida de nós como Pastor amoroso. Sim, “somos seu povo e ovelhas do seu pasto”. Ser ele o nosso Criador bem como seus grandiosos atributos dão-nos incentivo para entrar nos pátios de seu santuário com louvor e agradecimentos. Somos induzidos a ‘bendizer o seu nome’, a falar bem de Jeová Deus. Ademais, podemos sempre confiar na sua benevolência, ou consideração compassiva, para conosco. “De geração em geração” Jeová é fiel, irremovível em mostrar amor aos que fazem a sua vontade.
21. Que encorajamento foi dado no primeiro número desta revista (em inglês), e que uso devemos fazer da liberdade que Deus nos dá?
21 Como humanos imperfeitos, não podemos por ora fugir de todas as provações. Com ajuda divina, porém, podemos ser corajosas e jubilosas Testemunhas de Jeová. Digno de nota neste respeito são as seguintes palavras que se encontram no primeiro número desta revista (julho de 1879, em inglês): “Coragem . . . meu irmão ou minha irmã cristão(ã), que procuras com passo fatigado andar na estrada estreita. Não te preocupes com o caminho agreste; ele é todo bendito e santificado pelos abençoados pés do Amo. Considera cada espinho uma flor; cada pedra pontiaguda um marco, conduzindo-te rápido ao objetivo. . . . Mantém teu olho fixo no prêmio.” Os milhões que hoje servem a Jeová mantêm seus olhos fixos no prêmio e têm muitas razões para ter coragem e regozijo. Junto com eles, apegue-se à liberdade que Deus dá. Não desacerte o objetivo dela, e que o regozijo de Jeová seja sempre o seu baluarte!
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